Futebol: Footmania mexeu com a economia local e regressa no próximo ano

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Convívio entre os jovens futebolistas de vários países é um dos grandes atrativos do torneio

Prova encheu a hotelaria e a restauração, mas também teve impacto forte no comércio

Terminou este domingo, em grande festa no Campo da Mata, mais uma edição do Footmania. O torneio de futebol jovem movimentou a economia local, com forte impacto na hotelaria das Caldas e arredores, mas também na restauração e no comércio.
Vítor Mesquita, presidente da ADDE – Associação para o Desenvolvimento do Desporto e Educação, disse à Gazeta das Caldas que o Footmania regressa no próximo ano às Caldas.
Em dez dias de torneio com mais de 2000 atletas de sete países e 140 equipas, a organização envolveu cerca de 200 pessoas. “Estamos a preparar um estudo do impacto económico do torneio, porque não temos essa noção, mas sabemos o que o Footmania consome e procuramos preferencialmente serviços locais, como os cerca de 20 autocarros que circulavam durante os dias do torneio e a reserva, na totalidade, dos hóteis das Caldas e arredores”, frisou. Agradeceu o apoio da autarquia na cedência de instalações desportivas, mas também em termos logísticos e monetários (cerca de 40 mil euros). A Câmara de Óbidos cedeu instalações desportivas e o Caldas S.C. o Campo da Mata para as finais. Numa prova onde o principal apelo é ao fairplay, registaram-se comportamentos menos corretos, algo que lamenta. “Não existiu só um momento menos bom, existiram vários e 95% deles foram fora das quatro linhas”, realça, deixando uma mensagem de apelo ao bom-senso dos pais e educadores do futebol de formação. Apesar de não esclarecer qual o orçamento de um evento desta envergadura, explica que este ano fizeram “dois investimentos muito grandes: a criação do departamento de imagem e a aquisição de bolas”.
Na Expoeste funcionou o Footmania Center e o restaurante com 1900 lugares, novamente dinamizado pela ACDR Arneirense. Anabela Patacho, presidente da associação, contou que serviram mais de 20 mil refeições. São mais de 30 voluntários (entre os 14 e os 83 anos), vários que tiraram férias para trabalhar. “Correu muito bem, nunca tivemos equipa à espera para comer, mas tem que ser tudo muito rápido”. O lucro ajuda a financiar a escola de atletismo, o rancho e o grupo de dança. ■