Bombondrice certificada como fabricante artesanal

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Daniel Viegas exibe a certificação junto a alguns dos produtos da empresa | Joel Ribeiro

Certificação é mais um fator de diferenciação, que pode trazer competitividade à empresa nesta altura de crise

A empresa caldense Bombondrice foi reconhecida como Unidade de Produção Artesanal pelo CEARTE, nas áreas de produção artesanal de chocolate, compotas e doces e também na confeitaria.
Daniel Viegas, sócio-gerente da empresa, disse à Gazeta das Caldas que esta certificação é motivo de orgulho. “Para nós é o reconhecimento do que fazemos e a forma como o fazemos, de forma manual, com muito pouca maquinaria, numa altura em que cada vez há mais empresas ou pessoas a dizerem que fazem coisas artesanais, não basta dizer que é”, afirma.
Daniel Viegas realça que a empresa é a única nas Caldas com este reconhecimento nas três áreas, o que é igualmente motivo de orgulho.
O gerente da empresa acredita que este será mais um fator de diferenciação dos produtos. A certificação vai passar a constar nas novas embalagens, que a Bombondrice está a prever lançar pela altura do Natal, com o selo, o respetivo número de registo e a palavra artesanal, que não podia utilizar anteriormente por não ter essa certificação.
“Será uma mais-valia para nós e também para os nossos clientes empresariais”, refere Daniel Viegas.
A Bombondrice produz compotas com outra marca, que são comercializadas em exclusivo por um cliente para o mercado internacional. “Quando lhe transmitimos o cliente ficou muito entusiasmado, porque é mais um fator de diferenciação além-fronteiras, onde tudo o que não é industrializado é muito mais valorizado”, acrescenta.
A empresa teve que se candidatar para ter esta certificação e, depois, passar pelo processo de avaliação, que além de documentação escrita, incluiu fotografias e vídeos com todo o processo de produção e embalamento.
A certificação vem numa boa altura, por ser mais um instrumento para a afirmação da empresa, que como todo o setor empresarial tem sentido dificuldades. “Aguentámo-nos nos primeiros tempos com o que fomos conseguindo ao longo dos últimos dois anos”, realça Daniel Viegas. A empresa esteve quatro meses e meio parada, porque os seus clientes também estavam encerrados. Reabriu em Agosto.
Trabalhou apenas na Páscoa, através das redes sociais. Nesta fase, a empresa aproveitou para remodelar a loja, situada na Praceta António Montez, e criou uma loja online.
A empresa aposta agora no Natal, época em que vai ter a maior diversidade de produtos desde que abriu.