Caldense abre uma garrafeira em Lisboa

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Responsável vai ter à venda várias referências de vinho da região e também de outras latitudes, para além das lusas

Cave da Estrela fica em Campo de Ourique onde se vão vender e dar a conhecer vários vinhos da região Oeste

João Xavier viveu durante os últimos anos na Alemanha, onde decidiu aprender tudo o que podia sobre vinhos. Na hora de regressar ao nosso país, o caldense decidiu estabelecer-se em Campo de Ourique, em Lisboa, onde vai abrir uma garrafeira.
Depois de dois anos em Berlim, a trabalhar no apoio técnico da Playstation, mudou-se para Colónia mas, com a pandemia, não encontrou trabalho. Decidiu então aprender tudo o que podia sobre vinhos, área que sempre gostou e que quis aprofundar. Até porque, “tinha em mente a ideia de voltar a Portugal” e abrir o próprio negócio, disse o caldense que aproveitou a oportunidade de arrendar um espaço comercial perto da casa onde vive, em Campo de Ourique.
“É um espaço de loja pequeno, até o designo como micro-garrafeira”, disse o responsável, que pensa abrir as portas da Cave da Estrela no final de abril, o mais tardar logo nos primeiros dias de maio.
A garrafeira situa-se próximo da zona da Estrela e é assim designada pois possui uma cave onde será possível a João Xavier por armazenar algumas das referências. O empreendedor considera que o vinho “está na moda” e que interessa cada vez mais às novas gerações. Outro dos seus interesses “é promover os vinhos e produtores do Oeste”, comentou o empresário, acrescentando que os vinhos da região de Lisboa “são efetivamente muito bons”, tendo salientado sobretudo os brancos. Na garrafeira vão ser divulgadas as marcas Sitio da Várzea da Pedra, Espera, Safado e Húmus, todas de origem oestina.
João Xavier investiu cerca de 10 mil euros para abrir o novo espaço, onde vai ter à venda propostas de pequenos produtores. Na Cave da Estrela poderão ser adquiridos vinhos a partir dos 9 euros, mas há garrafas que poderão custar 100. E isto porque vai ter alguns champanhes à disposição dos interessados.
A loja apostará em vinhos “de baixa manipulação, ou seja, o mais autêntico possível” e vai comercializar tinto, branco, rosé, palhetes e espumantes e alguns vinhos fortificados. Terá, pelo menos, alguns vinhos do Porto, provenientes de uma quinta de produção biológica.
“Vou vender vinhos franceses pois vive aqui uma grande comunidade gaulesa”, disse o caldense, que vai somar mais algumas referências gregas, alemã, austríacas e de leste europeu como da Eslovénia, Croácia, Hungria e Geórgia.
Na zona lisboeta há mais uma garrafeira de uma norte-americana que só vende vinhos estrangeiros e naturais. Um pouco mais adiante fica o Sr. Uva, um restaurante que vai abrir uma mercearia-garrafeira e que pertence a responsáveis canadianos.
“Sou o único português a vender vinho aqui nesta zona onde, dê por onde der, as pessoas conseguem arranjar os mais diversos tipos de vinho”, disse João Xavier que, para já, assegura o seu posto de trabalho.
A Cave da Estrela fica na Travessa de São Plácido 48-B e fica próximo da Embaixada de Inglaterra e também do Jardim da Estrela. A garrafeira vai funcionar entre as 14h00 e as 20h00 e vai também corresponder a encomendas online. ■

 

João Xavier
Empresário

Caldense, 40 anos, estudou Filosofia e é baterista. Foi um dos responsáveis pela programação do Grémio Caldense, além de ter tido grupos musicais nas Caldas e em terras germânicas. Viveu emigrado na Alemanha onde teve duas bandas. Morou em Berlim e em Colónia e especializou-se em vinhos. Agora vai abrir um espaço dedicado a essa área onde pretende dar a conhecer os vinhos oestinos, a par de vinhos de outras nacionalidades.