Confiança dos empresários do Oeste caiu

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O barómetro da AIRO permite perceber o pulsar económico da região Oeste | DR

O nível de confiança dos empresários do Oeste face à pandemia caiu durante o Verão

Os resultados do IV Barómetro Empresarial da AIRO, divulgados recentemente, permitem perceber que várias empresas “registam mudanças quanto aos seus clientes”, refere o estudo nas suas conclusões. “As principais diferenças indicadas pelas empresas são: maior preocupação em relação aos produtos consumidos; maior procura online; maior procura por clientes locais/regionais; e maior procura por clientes nacionais”. Registaram-se ainda respostas menos frequentes como a diminuição de clientes, a preferência por entregas ao domicílio, entre outras.
Já relativamente à confiança, e apesar de um aumento dos negócios no Verão face aos meses anteriores (mas em níveis muito aquém dos últimos anos), os empresários do Oeste “encontram-se um pouco divididos, destacando 48% que assumem confiança e 45% que assumem pouca confiança”. Tal significa que o indicador falta de confiança aumentou no Verão, depois do terceiro inquérito.

Contraste entre os setores de atividade. Pessimismo no Turismo, que é o mais afetado

O relatório apresenta ainda um contraste entre os vários setores. “O Turismo é o sector menos optimista perante a situação actual de crise e aquele que menos confia nas respostas de minimização de impactos na sua actividade”. No setor dos Serviços cerca de metade dos inquiridos confia nas respostas, enquanto cerca de outra metade do setor demonstra pouca confiança. O sector com “mais otimismo revela-se ser o Comércio, cuja maioria dos empresários apresentam índices maiores de confiança”.
O Turismo foi o sector “mais afectado com várias empresas com as suas actividades em pausa em alguns meses de Verão, registando igualmente os índices mais elevados de risco de encerramento de actividade”. Na indústria realça-se o facto de não estarem “garantidas encomendas que permitam a sua sustentabilidade ou planeamento a longo prazo”, uma vez que “nenhum dos respondentes tem encomendas garantidas num período superior a 6 meses”.