Dicas para construir um curriculum vitae

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A forma de apresentação do percurso profissional tem vindo a mudar

Europass foi durante anos a escolha e é viável, mas hoje a opção passa por documentos mais curtos e apelativos

O ponto prévio deste texto é que cada caso é um caso e é bom ter isso sempre em mente.
A linha de pensamento é a seguinte: se gerisse os Recursos Humanos de uma grande empresa imagine quantos curriculum vitae iria analisar e perceberá que o seu tem obrigatoriamente que ter algo que o diferencie, além da informação sobre as suas competências.
O objetivo é que quando o seu curriculum chegar à empresa seja capaz de chamar a atenção, mas para isso não vale tudo. Portanto, lembre-se, moderno e atrativo não quer dizer extravagante.
Se em termos gráficos não é um génio, pode sempre consultar modelos de curriculum vitae bem estruturados e graficamente apelativos na Internet e encontrará uma grande oferta, gratuita, que apenas precisa de preencher com os seus dados (tal como acontece com a opção do Europass).

Na Internet há vários modelos que apenas necessitam de ser preenchidos

A tendência é para apresentar documentos mais curtos, sintéticos e com as informações essenciais. Tudo o mais poderá ser tratado numa entrevista.
É redundante identificar o documento com o título de curriculum vitae. O objetivo é que o empregador perceba para que cargo se candidato e porque é que o deve contratar, e aí entra obviamente a formação e a experiência profissional de cada um.
Atenção, que até agora falámos do excesso de informação, mas o contrário também é válido. Procure um equilíbrio e tente sempre colocar-se do lado de quem recebe o curriculum vitae, que muitas vezes tem pouco tempo para o analisar, mas que naquele momento tem ali a única informação sobre si.
Isto não quer, logicamente, dizer que deve omitir as informações e capacidades (por exemplo, por vezes é de outras experiências, como o voluntariado ou de um trabalho num ramo diferente de negócio daquele a que se candidata, que surge o interesse da entidade empregadora).
A evitar, obviamente, mentir ou aumentar factos, mas também os erros ortográficos (um conselho é que dê o seu currículo a alguém para ler antes de o entregar) e informações da vida particular.

O momento da entrevista
E já agora, se tudo correr bem, depois da entrega do curriculum vitae seguir-se-á uma entrevista, seja ela presencial ou virtual (cada vez mais em voga).
Se assim for, que é muito bom sinal, ficam também algumas dicas.
O nervoso é normal (e a sua ausência é que seria preocupante), mas tem que o conseguir controlar. O objetivo é mostrar o melhor de si, pelo que não pode deixar-se controlar pelos nervos.
A preparação também é fundamental e nesse sentido, a sugestão é que procure o máximo de informação sobre a própria empresa a que se candidata.
Depois há as questões mais básicas, como a postura, a pontualidade, o desligar do telemóvel durante a entrevista e o contacto visual. Uma entrevista é uma conversa, por isso, também deve colocar as suas dúvidas (mostrará o seu interesse).
Por fim, resta-nos desejar boa sorte na procura de emprego e esperar que as dicas que aqui fomos deixando possam ser úteis. ■