Economia e emprego já dão primeiros sinais de recuperação

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Setor do turismo poderá estar mais atrasado nesta fase, mas a abertura progressiva das fronteiras abre boas perspetivas

Ofertas de emprego estão a aumentar na região, assim como a atividade das empresas. Abertura progressiva das fronteiras e levantamento de restrições dão sinais positivos para o turismo

Foi a meio de março que o país começou a desconfinar, num processo que, nos concelhos do Oeste, não tem sofrido retrocessos. São boas notícias para a economia e para o emprego, que já dão sinais palpáveis de recuperação.
Se o turismo ainda aguarda condições para o regresso aos níveis pré-pandemia, a procura interna tem servido como combustível para os negócios das pequenas e médias empresas que alimentam os circuitos económicos internos, como é o caso do comércio e alguma restauração.

Ofertas e colocações no centro de emprego da região cresceram acima de 20% no 1º trimestre

Além disso, as empresas cuja atividade está mais direcionada para as exportações já laboram acima dos níveis que antecediam a pandemia, o que também potencia o emprego.
A pandemia destruiu cerca de 2500 postos de trabalho no Oeste Norte, segundo dados do Instituto do emprego e da Formação Profissional, pelo que a recuperação não será rápida. No entanto, nos jornais, nos portais especializados e nas redes sociais, tem-se notado um incremento na oferta de emprego.
A esta percepção, juntam-se alguns dados específicos que ajudam a perceber este aumento de procura de profissionais pelo mercado de trabalho. De acorco com a estatística mensal do IEFP, só no Centro de Emprego Oeste Norte foram colocadas 1308 ofertas de empregos no primeiro trimestre deste ano, contra 1049 no mesmo período do ano passado. Trata-se de um incremento de 24,7% em relação ao no período.
Crescimento superior tiveram as colocações, que aumentaram 29,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao período homólogo do ano passado. Nos sete concelhos da área de abrangência deste centro de emprego, foram colocadas 1049 pessoas entre janeiro e março deste ano, contra as 811 no mesmo período de 2020.
Apenas no Cadaval houve descida na colocação de profissionais através do centro de emprego, nos restantes (Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Peniche, Caldas da Rainha e Bombarral) o número de colocações aumentou e, nos últimos dois, mais do que duplicou.
Além do Centro de Emprego, empresas e sites especializados são boas opções para procurar emprego, assim como redes sociais, como o LinkedIn. ■