Exportações de vinhos do Oeste atingiram 44,7 milhões em 2019

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A aposta em novas castas e nova tecnologia, assim como na formação, tem surtido efeitos positivos na produção

No ano de 2019 as exportações de vinhos no Oeste atingiram os 44,7 milhões de euros, segundo a compilação de dados das empresas da região realizada pela Iberinform.
O volume de exportações corresponde a 47,6% do volume de negócios da vertente empresarial da produção de vinhos na região (estão excluídos desta compilação de dados as entidades com a forma jurídica de cooperativas), que em 2019 atingiu os 95,4 milhões de euros.

80% das exportações de vinho nos 12 concelhos da Comunidade Intermunicipal do Oeste são da responsabilidade da Casa Santos Lima, de Alenquer

As exportações obtiveram, em relação a 2018, um crescimento de 13,5%, ligeiramente abaixo do volume total de negócios, que cresceu na ordem dos 14,3%.
No entanto, o volume de exportações da região está concentrado num reduzido número de empresas. A maior exportadora de vinhos da região representa 80,7% do volume exportado (35,9 milhões de euros). Trata-se da Casa Santos Lima – Companhia das Vinhas SA, do concelho de Alenquer. Juntando o segundo maior exportador, a Sociedade Agrícola da Quinta do Conde SA, também de Alenquer, a concentração de valor sobe para 92,1%. Estas são as únicas duas empresas a exportar acima de 1 milhão de euros. O pódio é completado pela Multiwines Lda, de Arruda dos Vinhos, que exportou 960 mil euros em 2019, menos 830 mil euros do que tinha exportado no ano anterior.
Segundo os dados da Iberinform, em 2019, apenas 25 empresas produtoras de vinhos exportaram, de um universo de cerca de 120. Destas empresas, 12 têm sede em Torres Vedras, sete em Alenquer, duas do Bombarral e do Cadaval e uma de Arruda dos Vinhos e uma das Caldas da Rainha. No entanto, é o concelho do Alenquer que tem as principais empresas exportadoras, nomeadamente cinco das 10 primeiras.
São os vinhos que representam a maior parte (70,9%) das exportações da rubrica bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, que inclui águas minerais, cervejas, licores, que, segundo o INE, tem vindo a crescer de forma contínua há quatro anos consecutivos e atingiu, em 2020, 81,5 milhões de euros. ■