Exportações do Oeste atingem novo máximo no primeiro trimestre de 2021

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Conjunto dos concelhos da região atingiu os 327 milhões de euros de vendas para os mercados externos, superando os valores recorde de 2019

O Oeste teve, no primeiro trimestre deste ano, o melhor desempenho de sempre nas exportações, atingindo os 327 milhões de euros, mais 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado e mais 0,8% em relação ao mesmo período de 2019, o anterior máximo.
Os números são mais significativos atendendo a que foram conseguidos em tempo de confinamento e podem, por isso, ser um bom indicador para o restante ano. Além disso, estes números comparam com um período do ano passado em que a pandemia ainda tinha pouca influência na economia nacional, embora já estivesse instalada nalguns dos principais países destino das empresas da região.
No conjunto da região, as exportações aumentaram (9,1%) para o espaço europeu, de cerca de 207 milhões de euros para 226 milhões. Já para fora do espaço europeu sofreram uma quebra (6,6%), de 101 milhões de euros para 94,5 milhões.
A análise por concelhos mostra, no entanto, que a recuperação está em velocidades diferentes de concelho para concelho. O volume recorde de exportações é impulsionado por três concelhos mais a sul. Torres Vedras ultrapassou ou 100 milhões de euros em exportações no primeiro trimestre, o que nunca tinha acontecido num concelho da região.
Também quebraram recordes Alenquer, que ultrapassou Alcobaça como segundo maior exportador do Oeste, e Arruda dos Vinhos, que duplicou o volume do período homólogo do ano passado.
Destaca-se, igualmente, a recuperação das empresas das Caldas da Rainha, que atingiram nos primeiros três meses deste ano os 30 milhões de euros em vendas para o estrangeiro, um crescimento de 28,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Caldas recuperou o estatuto de quarto maior exportador da região, passando Peniche, que também cresceu, mas um pouco menos (15,7%).
Na Nazaré as exportações cresceram também acima dos 25%.
Em sentido inverso, houve cinco concelhos que registaram decréscimo nas vendas para o estrangeiro. Em proporção, a mais significativa (34,6%) foi no Sobral de Monte Agraço, seguindo-se Cadaval (24,8%) e Bombarral (14,9%). Alcobaça e Óbidos viram as exportações cair abaixo dos 5%.
Há uma razão para serem estes os concelhos mais afetados com perdas nas exportações: o facto de serem rurais. É que, por tipo de produto, são os agrícolas e frutícolas que registaram maiores perdas, acima dos 30%.
Os setores mais exportadores da região são máquinas elétricas e suas peças, que cresceu 35%, a indústria alimentar, que cresceu 11,9%, a produção agrícola e a pecuária, que cresceu 27,4%.

8,5% foi a subida das exportações da região nos primeiros três meses deste ano, correspondentes a 25,5 milhões de euros