Janela Digital acusada de recusar teletrabalho

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Empresa tem mais de uma centena de funcionários em Óbidos | D.R.

Empresa com instalações em Óbidos foi acusada em denúncias ao Despedimentos.pt

A Janela Digital, empresa dedicada ao fornecimento de suporte tecnológico ao setor imobiliário e com instalações em Óbidos, foi acusada de recusar a passagem dos funcionários para teletrabalho.
O site Despedimentos.pt, que recebe denúncias de abusos laborais, relata ter recebido “muitas denúncias” que “relatam a insatisfação e o receio dos trabalhadores, dado que a larga maioria desempenha funções que podem ser realizadas à distância”.
O mesmo site faz notar que “esta recusa contraria as disposições legais para combate à pandemia”, que definem a obrigatoriedade do teletrabalho nos casos em que este é compatível com a atividade e salientam que “esta imposição é ainda mais injustificável por se tratar de uma empresa de base tecnológica e que, por isso, dispõe dos meios necessários”.
As denúncias recebidas pelo site afirmam que o incumprimento “é imposto sob chantagem, com o responsável da empresa a afirmar que quem insistir em passar para regime de teletrabalho terá que descontar nos dias de férias a que tem direito”.
Segundo a mesma fonte, “já no início da pandemia, no primeiro confinamento geral, a administração impôs férias forçadas”, sendo que “agora ameaça com este novo abuso, retirando dias de férias, mesmo que os trabalhadores estejam em exercício de funções a partir de casa”. Os denunciantes referem que o “clima de intimidação é constante, com ameaças de despedimento a quem reclama perante os abusos da gerência”. O portal diz que o responsável da empresa, “valendo-se do seu estatuto no tecido empresarial, usa também a retaliação para inibir a reações dos funcionários, dificultando as ofertas de emprego futuras”.
O portal afirma que já foram feitas várias denúncias junto da Autoridade para as Condições do Trabalho, que resultaram “numa inspeção no início deste mês de fevereiro”. No entanto, acrescenta que a administração da empresa “condicionou os funcionários nas declarações que prestaram aos inspetores, havendo mesmo relatos de situações em que os trabalhadores foram retirados das instalações pelas traseiras”.
A Gazeta das Caldas contactou a administração da empresa, que não quis fazer comentários sobre o que apelidou de “boatos e rumores”.

 

Contactada pela Gazeta, a

administração da empresa

preferiu não comentar a situação