Pandemia abriu janela de crescimento à Profiserv

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Filipe Marques criou a empresa em 2007 e esta tem vindo a crescer de forma sustentada

Aumento de procura dos acrílicos fez disparar vendas da empresa da Benedita. Investimento em 2019 nas novas instalações revelou-se fundamental

A pandemia veio trazer dificuldades a uma grande franja do tecido empresarial, mas também trouxe janelas de oportunidade para outras empresas, como é o caso da Profiserv, Lda, que tem sede na Benedita.
Esta empresa, fundada em 2007 para trabalhar no comércio de suportes rígidos de acrílico, policarbonatos, PVC e alumínio expandido, viu a atividade crescer cerca de 50% no ano passado, impulsionada justamente pelo grande aumento da procura de acrílico para o fabrico das divisórias que se veem em muitos estabelecimentos e consultórios, para prevenção da transmissão do novo coronavírus.
“Arriscámos bastante na importação de matérias-primas e foi um ano fantástico”, conta Filipe Marques, administrador da empresa.
O empresário diz que as encomendas chegaram a ser cinco a seis vezes mais o que seria um volume normal de encomendas e que chegou a haver rutura de stocks. “Não conseguimos satisfazer algumas encomendas, optámos por dar primazia a quem já trabalhava connosco”, realça.
Apesar do enorme aumento de procura deste material, Filipe Marques orgulha-se de a empresa ter mantido os preços, uma estratégia comercial da “qual já estamos a colher frutos”.

50% de crescimento nas vendas em 2020, impulsionados pelo aumento de procura de placas de acrílico para divisórias de proteção contra a covid-19

Para a Profiserv não teria sido possível responder a esta procura sem as instalações que inaugurou em maio de 2019, menos de um ano antes da chegada da pandemia. “Deram uma grande alavancagem ao nosso negócio”, refere Filipe Marques. O novo espaço permite melhorar o processamento da chegada e saída de material, acelerando o processamento das encomendas.
Para este ano, após um crescimento tão pronunciado, o objetivo da empresa é manter o volume de negócios. “Conseguimos uma carteira de clientes e um portefólio de matérias-primas em armazém que nos permite ter esse objectivo”, revela Filipe Marques.
Para isso, a empresa aumentou o seu catálogo de produtos, que lhe permite chegar a outro tipo de clientes e melhorar o serviço aos atuais. “Antes vendíamos só as placas, hoje temos também os suportes para essas placas, pelo que conseguimos aumentar o volume por fatura”, diz o empresário.
Nos planos está, também, uma nova ampliação, com a instalação de uma nave na ALEB, que servirá para armazenagem ou distribuição. “A concretizar-se, será mais um grande passo para continuarmos na senda do crescimento”, sustenta Filipe Marques.
O crescimento do ano passado levou a empresa a recrutar mais dois colaboradores, tendo, atualmente, 13 no total. Novas instalações significariam a criação de pelo menos mais três postos de trabalho.