Quinta do Sanguinhal recebeu dezenas no dia aberto

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No sábado, 3 de julho, realizou-se a quarta edição do dia aberto da Quinta do Sanguinhal, uma iniciativa dedicada às famílias, que foi organizada pela Newmanity School e a Companhia Agrícola do Sanguinhal.
O evento tem como partida o vinho e o património a ele associado, mas vai muito além disso. Logo na entrada da quinta, encontrava-se um mercado com quase duas dezenas de expositores com produtos.
Tratam-se, na sua maioria, de artesãos locais, que iniciaram projetos para potenciar o que melhor sabem fazer. Ali se encontravam queijos, bolos, peúgas, jóias e acessórios têxteis. Há quem produza granola, quem desenvolva sobremesas saudáveis, à base de tâmaras e cacau, e quem recicle prata para fazer jóias. Há postais pintados a aguarela, ilustrados com património caldense de relevo, entre outros. Também neste mercado houve espaço para a Conferência Vicentina e a Associação de Ação Social do Carvalhal angariarem bens para distribuir por quem mais necessita.

O Studio 23 tinha um espaço onde os mais pequenos podiam conhecer os ofícios antigos e, por exemplo, construir a sua própria fisga e experimentá-la.
A chuva, durante a manhã, ainda assustou, mas durante a tarde S. Pedro colaborou, com um sol brilhante e quente, que levou dezenas de pessoas a passear pelo património da quinta.
Havia concertos de música nos jardins e na destilaria, onde estava também uma exposição de pintura, além de conferências com especialistas em educação e provas de vinho na sala dos lagares.
Nas vinhas, onde atualmente já é possível aos caravanistas pernoitar (uma oferta recente que tem tido bastante procura no Sanguinhal e que proporciona aos caravanistas uma noite descansada e em segurança, com a Serra de Montejunto como pano de fundo), decorriam passeios de bicicleta e também momentos de yoga.

Uma quinta do Oeste
A Companhia Agrícola do Sanguinhal foi fundada por Abel Pereira da Fonseca e tem três quintas (Sanguinhal, Cerejeiras e São Francisco) com um total de cerca de 100 hectares. É, por isso, uma verdadeira quinta do Oeste, com terrenos no Bombarral, Óbidos, Cadaval, Torres Vedras e Alenquer.
Por ano, aquela companhia engarrafa entre 700 e 750 mil garrafas de vinho, de cerca de 30 diferentes referências. Emprega atualmente 19 pessoas, sendo que na época das víndimas esse número duplica.
O enoturismo, que nesta casa se iniciou há mais de 25 anos e que já chegou a representar um terço da faturação, teve quebras de 100% com a pandemia, mas atualmente já se começa a sentir a retoma da procura. ■