Spal entrega proposta de PER e aguarda aprovação dos credores

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Empresa quer pagar dívida de 25,2 milhões de euros no espaço de 150 meses

Futuro da empresa está dependente da aceitação do plano, que será votado dentro de dias

A Sociedade de Porcelanas de Alcobaça (Spal) apresentou aos credores, na semana passada, a proposta de Plano Especial de Revitalização (PER). O prazo para que os credores possam apresentar propostas de alteração já terminou, pelo que esta segunda-feira deverá ser convocada, pelo tribunal, a assembleia de credores, que irá decidir o futuro da histórica empresa do concelho da Nazaré.
O administrador judicial da Spal, Bruno Pereira, explicou à Gazeta que a empresa “está a laborar” e que o desfecho do processo pode vir a ocorrer em meados de março.
Nos últimos meses, a Spal procedeu a uma “reestruturação da operação, que levou à necessidade de reduzir o quadro de pessoal”. Neste momento, a empresa mantém 263 pessoas e “tem os salários e contribuições em dia”. “Foi necessário emagrecer a estrutura, porque a empresa estava sobredimensionada em função das dificuldades trazidas pela covid-19”, nota o administrador judicial, recordando que o canal Horeca era o que “mais peso tinha na faturação” e que se encontra “paralizado” devido à pandemia.
Nesse sentido, a empresa “teve de se reinventar em segmentos que não eram o principal negócio”, apostando na louça doméstica.
“Foi feito um plano difícil e exigente, mas que defende os interesses dos credores. A empresa quer reembolsar a dívida e o plano tem a virtude de não requerer um perdão de dívida”, frisa o administrador judicial.
Fundada em 1965, a Spal nasceu da fusão de empresas históricas de Alcobaça e Nazaré. Em 2010, foi vendida ao grupo Cup & Saucer (Famalicão), que investiu na restruturação da empresa, mas não conseguiu sair dos resultados negativos. Em 2020, o resultado negativo fixou-se nos 2,2 milhões de euros. A dívida total da empresa cifra-se em 25,2 milhões de euros. ■

 

Números

  • 25 milhões de euros é o montante total da dívida da histórica empresa do concelho da Nazaré
  • 263 é o número atual de funcionários que se mantêm ao serviço, depois do processo de reestruturação
  • 2,2 milhões de euros foi o resultado negativo apresentado pela empresa no ano de 2020