Turismo rendeu 50,85 milhões no Oeste em 2021

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Verba ficou ainda longe dos 83,4 milhões de euros que a região faturou em 2019, mas o Oeste recuperou mais quota pré-covid do que a média do país

O setor do turismo ainda está a procurar a recuperação dos níveis pré-covid, mas a região parece seguir a bom ritmo nesse sentido. Em 2021, os proveitos nos estabelecimentos de alojamento turístico subiram 34,9% no Oeste em relação a 2020, mas o principal indicador é que os proveitos representam já 60,6% do faturado em 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
O último ano completo antes da pandemia, 2019, é referência porque se atingiu o recorde de receitas, dormidas e número de hóspedes na região. Em 2021, ainda com muitas incertezas na deslocação de turistas e com alguns meses de confinamento, a região registou 50,85 milhões de euros em proveitos na hotelaria. Este valor representa um crescimento superior a 13 milhões de euros comparando com os 37,68 milhões de euros em 2020. No entanto, para se perceber o verdadeiro significado do número é preciso recuar a 2019, quando a região faturou 83,96 milhões de euros nos estabelecimentos hoteleiros.
Óbidos mantém-se como o concelho da região com melhor desempenho, com as unidades hoteleiras a gerarem receitas no valor de 12,8 milhões de euros, mais 0,9 milhões de euros do que Torres Vedras, que surge no segundo lugar deste “ranking” regional. Nazaré (7,52 milhões de euros), Peniche (7,18 milhões de euros) e Caldas da Rainha (4,26 milhões de euros) completam o top 5 da região. Além destes, apenas Alcobaça (3,91 milhões de euros) e Lourinhã (1,44 milhões de euros), ultrapassam a fasquia do milhão de euros em receita de turismo.
Do top 5, é ainda de assinalar que em Óbidos, Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha, a receita representa cerca de 58% do volume de negócios apresentado em 2019, enquanto a Nazaré surge como o concelho que melhor está a recuperar dos efeitos da pandemia, tendo já atingido 68% da receita obtida nesse ano. ■