Só há uma maneira de garantir a paz no Médio Oriente: o reconhecimento da Palestina como um estado independente e livre e a condenação de Israel. Porquê a Palestina se a guerra escalou agora para o grande e poderoso Irão? Porque é na Palestina que está a origem do problema, desde as partilhas do pós-Guerra até à cobiça de Israel de todos os seus territórios vizinhos.
Em Gaza, desde o ataque do Hamas em 7 Outubro de 2023, foram mortas pelo governo de Netanyahu mais de 72.000 pessoas por bombardeamentos, à fome, à sede, sem ajuda humanitária e sem notícias para o exterior. Este é um número extremamente conservador, que se refere apenas aos mortos que puderam ser identificados – aqueles sob os escombros ou pulverizados em bombardeios ainda estão por ser contados. Israel vedou o acesso à imprensa internacional para ocultar o que realmente se passa em Gaza e matou por isso mais de uma centena de jornalistas palestinianos no terreno.
Milhares de palestinianos foram presos, e estão presos, sujeitos a tortura nas cadeias israelitas e sentenciados, hoje por lei, à morte. Todos o sabemos. E muitos sabem também que o horror de Gaza não passa nos canais de televisão ou nos jornais de grande tiragem que preferem sempre seguir os deslumbres caprichosos de Trump e do seu amigo Netanyahu. Afinal, a dupla – cada um à sua maneira – sonha dominar o Médio Oriente, o primeiro pelo negócio e resplendor, o segundo pela cobiça das terras vizinhas dos “infiéis ao Torá”.
Este ano em Jerusalém, Israel bloqueou o acesso de cristãos e muçulmanos ao seus lugares de culto durante as festividades religiosas. Na cidade de todas as religiões apenas foram permitidos os lamentos obstinados dos judeus e carga policial sobre quem orasse pela ressurreição de “falsos profetas” como Cristo ou Maomé.
O poder e a máquina de propaganda americana e israelita são monstruosos, assim como o negócio de guerra em que ambos investem trilhões. Israel é o único país na região que tem hoje a bomba nuclear. Se a tática de extermínio de milhares de palestinianos e destruição total das suas cidades não foi suficiente, ainda resta a Israel o poder do apocalipse final.
É por isso vital que se corte o mal pela raiz e que se regresse à Palestina, onde a ocupação do território e o extermínio de um povo tem lugar frente aos nossos olhos e nada fazemos para os travar. Urge assim que o governo de Israel seja chamado à responsabilidade e lhe sejam impostas sanções pesadas – que se faça justiça. Por isso é importante devolver o poder institucional e a matriz do direito internacional às Nações Unidas, a única organização supra-estados e de união que dispõe dos meios de ajuda humanitária, reconstrução de infraestruturas e uma força militar capaz de salvaguardar a paz no estado da Palestina.
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