Eduardo Nogueira deixa Assembleia Municipal de Alcobaça

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Eduardo Nogueira (CDS/PP) pediu a suspensão do mandato de deputado na Assembleia Municipal de Alcobaça, em consequência de ter sido pronunciado como arguido no caso da parceria público-privada com a MRG. Na última reunião daquele órgão, na passada sexta-feira, o antigo assessor de José Gonçalves Sapinho (PSD) leu uma declaração, na qual considerou a acusação “abusiva e sem qualquer fundamento sério”. “Se houve irregularidades, e o Tribunal vai ter que as provar, tal não ocorreu de forma consciente, premeditada ou dolosa, pelo menos da minha parte”, salientou o economista, que não escondeu o desconforto com o caso: “Ver o nosso nome num processo em que alguns, outros, são acusados de corrupção não é simpático. É desconfortável. Mas essa acusação não me é feita”.
O deputado anunciou a suspensão, mas esclareceu que a mesma “não constitui uma admissão antecipada de culpa”.
O processo judicial resultante da PPP para a construção dos centros escolares marcou a sessão. A CDU, que sempre mostrou oposição à solução, declarou, por João Paulo Raimundo, que o tribunal “é o sítio certo para discutir a presunção de inocência” mas não aceitou que se tentasse “branquear a situação, um dos maiores erros que se cometeu em Alcobaça”.
Já a bancada do PS disse esperar “que tudo se esclareça com celeridade para que as dúvidas e as incertezas se não prolonguem afetando, na sua dignidade e imagem, quem possa estar inocente”, enquanto no executivo os vereadores socialistas tinham exigido que o vice-presidente da Câmara, Hermínio Rodrigues, também arguido no processo, fosse afastado da administração da Cister Equipamentos. O autarca ficou em silêncio, enquanto o presidente da Câmara, Paulo Inácio, disse “compreender” as diferentes tomadas de posição dos dois arguidos, sublinhando que a autarquia tem margem para decidir se vai constituir-se como assistente no processo.