“O Presidente da República não é um mero adorno ou corta fitas”, diz Fernando Nobre

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Fernando Nobre

O candidato às próximas eleições presidenciais, Fernando Nobre, esteve nas Caldas da Rainha durante a manhã de sábado (10 de Julho) onde inaugurou a sua 14ª sede, deu uma volta pela cidade e visitou a Praça da Fruta. Fernando Nobre disse que não quer ir para Belém para se “sentar numa cadeira”, mas para “pugnar pela exemplaridade e por um esforço contínuo que permita a todo um povo e nação reerguer-se”.
Em finais de Agosto irá entregar as assinaturas e conta ter 15 mil, o máximo exigido pelo Tribunal de Contas para a propositura de uma candidatura.
“O Presidente da República não é um mero adorno ou corta fitas, é um homem que tem a legitimidade de influir e participar nas orientações estratégicas do país e é por isso que me candidato”. A justificação foi dada por Fernando Nobre aos caldenses que o apoiam, na manhã de sábado quando inaugurava a sua sede de campanha.
O fundador e líder da Assistência Médica Internacional (AMI), disse que a sua candidatura é de pura cidadania, que pugna pela dignidade do Estado, das instituições, dos partidos políticos e da politica, defendendo que o país precisa de pessoas com provas dadas, capacidade de trabalho, e liderança pelo bom exemplo. “Não irei para Belém para me sentar numa cadeira e para me ir instalar, mas para pugnar pela tal exemplaridade e por um esforço continuo que permita a todo um povo e nação reerguer-se”, afirmou Fernando Nobre, lembrando que há que recomeçar o que tem sido feito de mal até agora e que, “infelizmente para nós, não foi assim tão pouco”.
Com a sua candidatura quer unir o povo, destacando que importa defender o que “ainda nos resta de soberania” e cumprir os desígnios que ainda sobram. “Temos que definir as nossas estratégias e o Presidente da República tem o direito e o dever de exprimir as suas preocupações e contribuir para que esses tais desígnios possam cumprir-se”, defendeu.
Fernando Nobre quer também inverter a onda emigratória que se está a registar. Citou dados que revelam que entre 1998 e 2008 saíram 700 mil portugueses do pais e que só em 2008 emigraram 100 mil pessoas, estando a verificar-se um fluxo idêntico ao que se registou na década de 60 do século passado.
“É contra tudo isso que temos que remar”, disse o médico, que só se candidata porque sentiu que o pais estava a entrar num “período particularmente difícil para o qual importava que a cidadania se levantasse”.
O candidato disse ainda que é necessário desempoeirar o país, torná-lo menos formal e alterar algumas coisas como a maledicência crónica “que nos rói”.
Nas Caldas, Fernando Nobre recebeu, simbolicamente, 250 assinaturas de apoio à sua candidatura. Actualmente já possui 10 mil e o objectivo passa por obter 15 mil até ao final de Agosto. “Tenho recebido apoios por todo o país”, disse, acrescentando que esta candidatura sustenta-se nos cidadãos e não nos partidos políticos.
Serão também o cidadãos quem irão suportar financeiramente a candidatura. Desde a passada sexta-feira a conta está aberta e irá ser divulgada pelas redes sociais e no site da candidatura. Desde que informou da sua intenção de se candidatar, no facebook – há menos de três meses –, já conta com mais de 17 mil manifestações de apoio.
Nas Caldas da Rainha o candidato tem como mandatária a caldense e directora do agrupamento de escolas de Campelos, Maria Teresa Serrenho (que liderou nas últimas legislativas o movimento independente Viver a Cidade). “Conhecia e apreciava a sua obra e identificava-me com ele, por isso foi quase instintivamente que o apoiei”, disse, acrescentando que Portugal precisa “mesmo de alguém que altere o que se está a passar”.
A sede, situada na Avenida 1º de Maio, irá agora estar aberta três vezes por semana para informar e divulgar a obra do candidato.
Na manhã de sábado Fernando Nobre participou ainda numa arruada pelas principais ruas da cidade, visitou a praça da fruta e almoçou com apoiantes no Caldas Internacional Hotel.
À tarde visitou o mercado medieval de Óbidos.

1 COMENTÁRIO

  1. Finalmente um candidato que conhece o país real e que tem um rumo orientador. Saiba o país aproveitar esta oportunidade que não se repetirá nas próximas décadas.