Luís Montenegro vence nas Caldas da Rainha com maioria expressiva

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O agora líder do PSD nas Caldas a apoiar a campanha para as últimas autárquias

Líder tem a responsabilidade de unir o partido, aproximando-o internamente e, depois, aos cidadãos

Luís Montenegro venceu, a 28 de maio, as eleições diretas e tornou-se o 19º presidente do PSD. Disputou o cargo pela segunda vez, obtendo agora uma vitória expressiva, com mais de 72% dos votos e em todos os distritos, enquanto Jorge Moreira da Silva obteve 27,5%.
No distrito de Leiria a percentagem do candidato aumentou para 77,3%, contra 22,7% dos votos em Moreira da Silva. Uma expressão que ganha ainda maior relevância nas Caldas da Rainha, onde o atual líder obteve 84,5% do total de 271 votos. Em Óbidos a votação foi mais renhida, com Luís Montenegro a obter 56,2% dos votos, contra 43,7% de apoio a Moreira da Silva, num total de 17 votantes.
O caldense Paulo Espírito Santo, mandatário concelhio da candidatura de Luís Montenegro, destaca a “vitória expressiva” obtida e considera que o partido “tem condições” para o futuro, ao nível do que se quer para os próximos anos, de oposição forte e de união.
“O sinal que sai desta eleição é de que há uma grande união em torno do líder, que tem agora a responsabilidade de unir o partido em volta de um projeto real de alternativa de governo e demonstrar aos portugueses que o PSD está capacitado e pronto para governar”, disse à Gazeta das Caldas.
De acordo com Paulo Espírito Santo, a expetativa com a eleição de Luís Montenegro é que haja uma maior proximidade interna. “Haver uma maior proximidade entre as concelhias e distritais com a própria comissão política nacional, que fará com que que as estruturas se mobilizem mais em torno daquilo que é o projeto do PSD”, acredita, o militante que defende que o partido tem de estar mais próximo dos cidadãos.
O facto de Luís Montenegro nunca ter sido muito claro no que respeita à relação com o Chega é um “não tema” para o militante caldense. “Se o PSD liderar a agenda não precisamos de estar a falar de outros partidos”, considera, defendendo que o PSD tem de debruçar-se sobre si próprio, ouvir os portugueses, ter propostas alternativas daquilo que é o programa do governo e liderar a agenda com essas propostas.
O antigo líder parlamentar social-democrata sucede a Rui Rio, depois de ter perdido contra este mesmo candidato nas eleições à liderança do partido em 2020. ■
fferreira@gazetadascaldas.pt