PS vai a votos com um “projeto de desenvolvimento sustentado”

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O candidato Luis Patacho, junto do secretário geral adjunto do PS, do líder da distrital socialista e da presidente da concelhia caldense

Programa nas Caldas assenta em três eixos e no reforço, sobretudo com medidas sociais, do projeto nascido há quatro anos

 

“Este não é só o programa autárquico do PS, mas o projeto de desenvolvimento sustentado a médio prazo para as Caldas, que vai virar a face deste concelho”. Foi desta forma que o candidato à Câmara, Luís Patacho, se referiu ao conjunto de mais de 150 propostas, assentes nos eixos da saúde, termalismo e bem-estar, economia social e políticas sociais, apresentadas a 9 de setembro, no auditório da Expoeste.
A encabeçar o programa está a construção de um novo hospital do Oeste, localizado nas Caldas, a que se junta a necessidade de investimento nas atuais estruturas do hospital caldense, incluindo a sua ampliação, para dar resposta à população enquanto a obra do novo equipamento não se concretiza. Luís Patacho critica a versão “minimalista” do termalismo dinamizada pelo executivo PSD e propõe um projeto de expansão das termas, com um balneário novo, moderno, atrativo, bem como a criação de um estabelecimento de ensino na área da hidrologia, para requalificar as termas. Pretende colocar na agenda o combate às alterações climáticas, com a aposta na criação de jardins, parques e espaços verdes. aplicação do plano de mobilidade urbana sustentável e a criação um corredor verde ao longo do Rio da Cal.
A nível económico, a primeira medida será a aplicação de um programa de retoma para a economia local. O PS reclama um centro empresarial de excelência, fortemente vocacionado para a área tecnológica e que tenha uma aceleradora de empresas e a necessidade de transformar a zona industrial numa zona de acolhimento empresarial. Outra medida é a implementação de um plano estratégico dos cinco mercados locais, com vista à sua modernização. No que respeita à Praça da Fruta, o socialista deixou a proposta da realização de um concurso de ideias para uma cobertura em vidro ou material transparente. Por um lado, trará conforto aos vendedores e utilizadores quando chove e, por outro, sendo um bom projeto de arquitetura poderá tornar-se um ícone turístico, destacou. Uma proposta que o PS foi recuperar ao programa de candidatura de Delfim Azevedo, em 1997.
O candidato elencou ainda diversas propostas na área da agricultura, que considera que tem sido o parente pobre dos setores de atividade, e ao nível das políticas sociais, em que a primeira medida defendida é a de apoio à natalidade.
Na cerimónia, o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, disse que o “PSD no país devia aprender com os socialistas das Caldas sobre o modo como se constrói um projeto sólido, com perspetiva de serviço às populações” e destacou o exemplo de oposição responsável, que estuda os assuntos e que tem uma visão estratégica para o município coincidente com a do Governo tem para o país.
Comum a vários intervenientes durante a noite foi a referência à preparação dos candidatos socialistas, assim como a crítica às outras candidaturas por se terem “aproveitado” de algumas das ideias socialistas para integrar nos seus programas eleitorais. ■