3ª edição do Kidicaldas juntou 80 participantes

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A iniciativa pretende reivindicar espaços mais seguros e saudáveis nas cidades

A iniciativa inserida no movimento internacional Kidical Mass pretende dar visibilidade à utilização de meios alternativos de deslocação

Mais de 80 pessoas, entre crianças (ou mesmo bebés), pais e também avós, encontraram -se na Expoeste para pedalarem pela cidade na tarde de sábado, 6 de maio. Participaram na 3.ª edição do Kidicaldas, uma iniciativa organizada por Luís Vieira, Susana Simplício, as associações de pais dos Agrupamentos de Escolas Raul Proença, D. João II e Rafael Bordalo Pinheiro e a Ecosprint – AECO Escola de Ciclismo do Oeste.
Foi feita uma mudança no percurso em relação às edições anteriores, tendo a rota sido efetuada pela ciclovia e vias de velocidade reduzida implementadas na cidade pelo município, com paragem junto ao Pavilhão D. Leonor e na Praça da Fruta.
A iniciativa pretendeu “mostrar que a melhor maneira de circular nas cidades é a bicicleta, não só porque é melhor para o ambiente, mas também para as pessoas, e, no geral, cria um ambiente muito mais saudável na cidade, principalmente para as crianças”, esclareceu Susana Simplício. “Acima de tudo, é um evento de reivindicação de espaço e de melhores condições para o futuro, porque as cidades são muito ocupadas por carros, e esse espaço tem de ser reduzido, tanto a nível do estacionamento como da circulação de carros. É para aí que as cidades dos outros países estão a caminhar”, afirmou.
A próxima edição do Kidicaldas decorre no dia 24 de setembro.
O caldense Luís Vieira, que pertence ao coletivo BiciCultura, é mentor do projeto CicloExpresso, já implementado em Braga, Bobadela (Loures), Alfragide, Almada e, brevemente, em Leiria. O projeto também já foi apresentado à Câmara das Caldas, “há mais de um ano”.
“Já temos o apoio institucional das associações de pais do AE Raul Proença, D. João II e Rafael Bordalo Pinheiro. Ou seja, do ponto de vista das condições da comunidade local, estamos mais que disponíveis, mas é um serviço que é contratado pelos municípios”, explicou Luís Vieira. O CicloExpresso consiste num grupo de crianças que vão para a escola de bicicleta, num “comboio”, acompanhadas por adultos monitores, tendo um percurso e horários definidos, e sendo aberto a qualquer criança.
“Os nossos dados indicam que cerca de 2/3 das famílias deixaram o carro em casa para ir de bicicleta para a escola. Isto tem sempre de ser testado noutros ambientes, mas é um instrumento de criação de alternativa, mais do que de substituição”, rematou. ■