96 primeiras páginas da Gazeta para recordar

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Recorde a História e os principais acontecimentos locais, nacionais e internacionais nas “primeiras” da Gazeta

O desafio a que nos propusemos era apresentar 96 primeiras páginas da Gazeta das Caldas, uma por ano, mas não necessariamente uma de cada ano.
Numa viagem pelo arquivo de edições da Gazeta das Caldas é uma tarefa complicada escolher apenas 96 exemplos de primeiras páginas. São já mais de 5400 números publicados deste título nascido em 1925, a maior parte já digitalizado pelo Arquivo Distrital de Leiria, outra parte no arquivo da Gazeta das Caldas, tanto no físico, como no digital.
Procuramos nestas páginas recordar alguns dos principais acontecimentos locais, regionais, nacionais e até internacionais através de primeiras páginas do seu jornal e perceber a evolução da sociedade, da cidade e da Gazeta.
Ao longo deste exercício, que tinha obrigatoriamente que começar com a primeira e já famosa, com a manchete “Ao que vimos”, seguimos pela elevação de Caldas a cidade, pela criação dos serviços mais básicos na cidade, a inauguração da estátuta da Rainha ou a construção da igreja, do tribunal ou da rodoviária, entre outros.
Os chamados problemas crónicos são obviamente várias vezes mencionados nas primeiras páginas do jornal. É o caso da Lagoa de Óbidos e a luta contra a natureza para a desassorear, mas também do definhar da Linha do Oeste e os vários anúncios de modernização. O Hospital Termal também é, logicamente, várias vezes assunto de primeira página, quer pela abertura anual, quer pelo encerramento a que esteve sujeito.
A vida das Caldas está espelhada nestas páginas de memória. O regime fascista e as suas implicações nas liberdades individuais mas também na vida do próprio jornal é evidente ao longo de várias décadas.
A tentativa de derrubar a ditadura no 16 de março e a Revolução dos Cravos que foi também o sinónimo de uma nova vida para a Gazeta das Caldas.
Dos tempos modernos, recordamos, por exemplo, o encerramento da Secla, o terrorista da ETA que tinha bombas numa casa na Avarela, no concelho de Óbidos ou o atentado no jornal francês Charlie Hebdo, que mereceu também um cartoon na primeira página da Gazeta.
Mas nem só o assunto interessa, e algumas destas páginas foram escolhidas pelo seu aspeto gráfico, em muitos casos arrojado para a época em que foram publicadas e várias vezes a ser alterado, mantendo, ainda assim, nestes 96 anos, desde 1925, o seu tão caraterístico logótipo, que perdeu apenas o acento circunflexo no “e”, logo numa fase inicial.
Há, entre esta difícil escolha, exemplares que contam também um pouco da História do próprio jornal e da sua evolução, com momentos marcantes, como a passagem a bi-semanário, mas também a criação de cooperativa (tratada nas páginas 40 e 41). Há ainda números de aniversários, números especiais e iniciativas relevantes na vida da quase centenária Gazeta das Caldas. ■