Alfeizerão protesta pela falta de médicos

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Cerca de cem pessoas manifestaram-se contra a falta de médicos e administrativos na extensão de saúde de Alfeizerão (Alcobaça)

Receitas em atraso, exames por marcar e outros por mostrar, falta de consultas e a consequente necessidade de deslocações para obter cuidados de saúde primários, foram algumas das queixas de cerca de uma centena de pessoas que, na manhã da passada terça-feira, protestou contra a falta de médicos e administrativos na extensão de saúde de Alfeizerão (Alcobaça).

No dia 2 de Agosto cerca de uma centena de pessoas dirigiu-se à extensão de saúde de Alfeizerão para protestar contra a falta de médicos e administrativos naquela unidade.
O problema “arrasta-se há cerca de um ano”, explicou Leonel Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Alfeizerão aos órgãos de comunicação presentes no local, fazendo notar que se agravou agora porque “uma das médicas está de férias e a outra de baixa, deixando a população sem consulta”.
Posteriormente, à Gazeta das Caldas, o autarca explicou que “na última semana, por exemplo, a Extensão de Saúde esteve mais dias fechada  do que aberta”.
A médica terá saído da baixa e entrado de férias, deixando 85 receitas por passar, que acabaram por vir para as Caldas para que o problema fosse resolvido.
Em Alfeizerão existe uma médica e uma administrativa. A extensão de saúde foi inaugurada em 2008, tendo custado cerca de 420 mil euros. Na altura deveria servir aproximadamente 4000 pessoas, mas segundo o presidente da Junta, neste momento existem cerca de 1000 inscritos. “As populações têm-se inscrito nas extensões de São Martinho do Porto e de Tornada”, mas depois têm de suportar as despesas das deslocações.
Durante o protesto, e ainda segundo o autarca, “o presidente da Câmara de Alcobaça contactou a directora do ACES Oeste Norte, Ana Pisco, que explicou que já no mês de Agosto iria recorrer à contratação de médicos”.
À Lusa, Ana Pisco admitiu a “falta de recursos”, explicando que têm “cinco médicos e cinco administrativos para quatro extensões”.
A directora do ACES explicou ainda que dos cinco médicos dois estão com atestado médicos devido a cirurgias, um com atestado de dois ou três dias e um de férias. Quer isto dizer que apenas um médico assegura o serviço dos quatro pólos.
Por outro lado, “o facto de estes assistentes terem horários de 35 horas e as consultas serem de 40 ou 42 horas” também não ajuda, sobretudo em período de férias.
A directora do ACES disse à agência noticiosa que já foi accionada uma empresa de prestação de serviços “para tentar resolver este problema” e estimou que o problema esteja resolvido dentro de uma semana, assegurando que a extensão de Alfeizerão não irá fechar as portas.
O protesto durou até por volta das 12h00.