Animação de Natal atrai milhares apesar das contingências da pandemia

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Óbidos Vila Natal “chamou” cerca de 50 mil pessoas à vila nesta quadra natalícia

Espetáculos, iluminações e eventos animaram os centros urbanos, atraindo visitantes e potenciando o comércio

Terminada a quadra natalícia, apagadas as luzes e encerrados os espetáculos, é tempo de balanço, sendo certo que a animação atraiu milhares de pessoas à região.
Nas Caldas, a programação arrancou a 13 de novembro, com um espetáculo com o cantor Toy, que antecedeu o acender das luzes de Natal nas principais ruas da cidade.
“As Caldas foi uma das primeiras cidades a acender as luzes de Natal e conseguiu, com esse trunfo, fazer uma grande inauguração, no fundo ter o 15 de maio em novembro”, disse o presidente da ACCCRO, Luís Gomes, referindo-se ao evento que levou milhares à Praça 25 de Abril. De acordo com o responsável, o espetáculo teve por objetivo celebrar os dois feriados municipais anteriores, em que não houve concertos. Reconhece que estavam mais pessoas do que o esperado e realça que o espetáculo, que não teve praticamente divulgação, foi realizado à noite, contando que a hora funcionasse como efeito dissuasor.
Tendo em conta o evoluir da pandemia, houve necessidade de reformular o “mega projeto” inicial e a pista de gelo, este ano prevista para o parque, assim como o carrossel, nunca chegaram a funcionar. Uma opção da ACCCRO justificada pela dificuldade em controlar o número de pessoas num recinto aberto.
Também a chegada o Pai Natal tinha prevista o envolvimento de associações, animação itinerante e música, ficou sem efeito. A funcionar em pleno esteve o comboio de Natal, que levou a organização a prorrogar o período de funcionamento além do dia 24 de dezembro. “Em termos proporcionais, o comboio teve mais afluência na última semana do que nas primeiras duas semanas”, explicou Luís Gomes à Gazeta das Caldas.
A organização do “Caldas Rainha do Natal” este ano saiu do registo habitual, garantindo patrocínios a empresas da região. “Acho que a receita do sucesso foi envolver a comunidade empresarial em prol do projeto de Natal”, disse o presidente da ACCCRO, justificando assim o aumento de orçamento, de 140 para 210 mil euros, e de atividades de animação planeadas.
Na árvore de Natal a opção foi por uma imagem mais dinâmica e tecnológica, através de jogos de luzes e de sons, criando um efeito de destaque relativamente à restante iluminação. Foi também a primeira vez que foi colocada publicidade na parte central da árvore, justificada por Luís Gomes com o facto de ter de dar visibilidade como contrapartida aos patrocínios para o evento.
A afirmação da marca Rainha do Natal é o grande objetivo, com a organização a apostar neste destino durante a quadra e também em parceria com Óbidos.
Entretanto, tendo em conta que não se concretizaram algumas das atividades planeadas, a ACCCRO em conjunto com os patrocinadores decidiram dinamizar um projeto na área social no sentido de apoiar a comunidade nesta altura de pandemia.
Já o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, destaca que a parceria entre a e ACCCRO, conseguiu, nesta “altura tão desafiante, proporcionar aos caldenses e visitantes a magia do Natal, levando à vivência desta quadra de forma alegre e responsável”. Lembra que muitas das acções e eventos “diferenciadores” não puderam ser realizados, levando a uma redução da oferta prevista, mas que “acabaram por fazer sobressair a resiliência e vontade da parte da organização”.

Apoio aos negócios locais
Em Óbidos, a Vila Natal encerrou portas a 2 de Janeiro, tendo sido visitada por cerca de 50 mil pessoas, nomeadamente famílias, ao longo de 34 dias. Esteve aberta todos os dias durante o mês de dezembro, embora limitado na sua lotação a mais de metade da sua capacidade.
Filipe Daniel, presidente da Câmara de Óbidos, faz um balanço “muito positivo” e garante que a “política de eventos, em Óbidos, é para continuar”. O responsável refere que a atração de visitantes à vila superou as expetativas, o que permitiu o aumento do valor de negócios em áreas como o comércio, a restauração e o alojamento, em Óbidos e nos concelhos limítrofes.
Embora com constrangimentos, a empresa municipal optou por realizar o evento nos moldes das edições anteriores, “para que não se perdesse a qualidade, explicou Alexandre Ferreira, da Óbidos Criativa. Este foi o primeiro grande evento a ser realizado desde dezembro de 2019, ainda sobre fortes restrições, mas “veio mostrar que é possível abrir portas ao público com toda a segurança e em cumprimento das medidas impostas”, ao mesmo tempo que permitiu a visita à vila e algum fluxo turístico à região.
Também no Cadaval, a autarquia teve um “bom feedback” da população relativamente à animação de Natal. Em nota de imprensa, a vereadora Fátima Paz revela que, mesmo com as condicionantes impostas pela pandemia, conseguiram desenvolver todas as atividades previstas nas vertentes familiar, onde os mais pequenos tiveram lugar de destaque, e no apoio ao comércio local.
A autarquia reforçou o investimento nas decorações de Natal e a Vermelha e a Sobrena acolheram mercados natalícios, promovidos pela Junta de Freguesia da Vermelha e pelo grupo Sobrena Ativa. ■