Associação quer abrir delegação nas Caldas

0
390
A sessão, que decorreu no pequeno auditório do CCC, contou com cerca de 50 pessoas na plateia

Objetivo afirmado durante conferência no CCC com o intuito de disponibilizar terapias e convívios a doentes com Parkinson

A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson pretende abrir uma delegação nas Caldas. A intenção foi afirmada por Octavio Ferreira, da delegação de Leiria, que organizou uma conferência com três especialistas no CCC, no passado sábado, 4 de novembro.
“A Associação Portuguesa é de âmbito nacional e tem delegações regionais”, explicou. O município das Caldas tem estado incluído na delegação de Leiria e, em 20 anos, recebeu três conferências.
“Pensamos que a muito curto prazo vamos ter aqui nas Caldas uma delegação da associação”, referiu Octavio Ferreira, responsável pela delegação de Leiria, acrescentando à Gazeta das Caldas que este “é um processo que está numa fase inicial, mas temos um grupo de associados de Caldas e dos concelhos nos arredores e queremos estar mais próximos deles”. Acresce que têm “um associado que está disponível para avançar com a criação da delegação aqui nas Caldas e promover um conjunto de atividades, como sejam sessões de esclarecimento, espaços de convívio, passeios e também disponibilizar algumas terapias” de forma gratuita.
O mesmo responsável esclareceu que “não há ainda um local” para a associação na cidade termal, que será necessário para convívios em grupo e terapias (fisioterapia, terapia ocupacional e da fala, entre outras), mas que a Câmara ou uma Junta de Freguesia “certamente garantirão um espaço, que é uma sala”.
Na conferência, a vereadora da Câmara das Caldas, Conceição Henriques, salientou que, sendo o Parkinson uma doença crónica, “obriga a uma maior sensibilização por parte da população para perceberem os impactos que esta tem também nas famílias e na sociedade em geral”. A autarca disse que este “sempre foi um país a várias velocidades” e que na área da Saúde, onde “durante cinco décadas nos habituámos a vir em progresso contínuo, neste momento estamos a atravessar uma conjuntura algo difícil”, pelo que “é um momento charneira para nós falarmos dos assuntos da Saúde”.
Notando a presença de vários filhos e outros familiares de doentes de Parkinson no auditório, Octavio Ferreira contou que está há 20 anos nesta associação porque a sua mãe também era doente.
Durante o momento de perguntas e respostas o público (cerca de 50 pessoas), que incluía técnicos, cuidadores e interessados no tema, aproveitou a vinda dos especialistas para pedir conselhos e dicas. Carlos Jordão, que há 35 anos (con)vive com a doença, partilhou a sua experiência. ■