Comunidade Anglicana das Caldas da Rainha no feminino

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A comunidade assinala o Dia do Armistício com uma celebração na Serra do Picoto, Roliça, Bombarral

Residente há mais de 16 anos em Portugal, Pamela Patten dirige uma comunidade anglicana na sua residência, no Chão da Parada, tratando de toda a logística e comunicação dos serviços. E é também uma mulher quem, atualmente, dirige as missas.

É nos Casais Morgados, Chão da Parada que, uma vez por mês, ao sábado pelas 15h, a inglesa Pamela Patten acolhe, na sua casa, a realização de uma missa anglicana, na qual “todas as denominações são benvindas”, afirma.
Começou por promover estes encontros em conjunto com o marido, Robert Patten, falecido em 2013, que era o organista nas Caldas e na Igreja de São Paulo, no Estoril.
A septuagenária trata de toda a organização e comunicação dos eventos, para além de agilizar os contactos com padres para a celebração de funerais, organizando ainda, anualmente, uma comemoração do Dia do Armistício (11 de novembro), com a presença da Liga dos Combatentes e da Royal British Legion (da qual é membro).
Pamela é representante do Sínodo da Arquidiaconia de Gibraltar e líder de culto congregacional (atividade voluntária), título que recebeu oficialmente do Bispo da Igreja Anglicana na Europa há cerca de cinco anos, apesar das atividades que já vinha desempenhando nesse âmbito.
“Como líder de adoração congregacional, posso dirigir serviços de oração, com hinos. Não posso presidir à celebração eucarística nem escrever o sermão, mas posso ler um que um(a) sacerdote tenha escrito”, explicou.
Pela sua casa já passaram diversos padres, entretanto reformados, de volta à pátria ou recolocados a nível eclesial.
Desde 2020, os serviços na sua casa passaram a ser dirigidos, pela primeira vez, por uma mulher, a Reverenda Elizabeth Bendry, capelã das igrejas anglicanas de St Paul (São Paulo), no Estoril, e St George (São Jorge), na Estrela, Lisboa, que, em conjunto com a Comunidade Anglicana das Caldas da Rainha, formam uma Capelania integrada na Diocese da Igreja Anglicana de Gibraltar na Europa. Por vezes, tem a assistência do marido.
A celebração de missas anglicanas nas Caldas da Rainha, no entanto, já existe desde cerca do ano 2000, quando a comunidade de expatriados na região Oeste começou a massificar-se. Primeiro, o padre anglicano ia a casa das pessoas, e depois a Igreja Evangélica Baptista das Caldas, da qual fazia parte o Reverendo Alan Pallister, passou a acolher aquelas cerimónias.
Por coincidência, Pamela tornou-se sua vizinha quando chegou a Portugal, começando a colaborar com o sacerdote em diversas atividades e não tardou até começar a acolher serviços na sua casa. ■