Concluída intervenção no skatepark das Caldas

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Utilizadores agradecem os arranjos, mas reclamam atenção continuada para aquele espaço
Concluída intervenção no skatepark das Caldas

 

A Câmara das Caldas da Rainha terminou a intervenção de requalificação do skatepark, que visou resolver problemas ao nível da superfície do piso, num investimento de cerca de 6.100€, incluindo impostos.
A reparação do piso era uma das reclamações dos utilizadores, há já cerca de cinco anos, dado que apresentava diversas fissuras e também algumas quebras, que colocavam em risco a segurança de quem ali anda de skate, bmx, trotineta e patins.
“Ainda há cerca de um mês houve um acidente que acabou com uma perna partida, quando o skate de um jovem ficou preso num dos buracos”, conta Yago Moll, que há quatro meses trocou São Paulo, no Brasil, pelas Caldas da Rainha e se tornou utilizador do skatepark da cidade.
O caldense Leonardo Silvestre também é utilizador assíduo do parque radical, onde gosta de se dirigir para praticar bmx. “Como estava era perigoso, mais para os skates do para as bikes, porque as rodas são pequenas”, conta, satisfeito pela intervenção realizada, mas que ainda não satisfaz as necessidades.
Inaugurado em 1998, o skatepark das Caldas da Rainha chegou a receber eventos internacionais. Passados 10 anos recebeu a primeira intervenção de manutenção e uma segunda intervenção vinha a ser reclamada pelos utilizadores há cerca de 5 anos, que chegaram a entregar na Câmara uma petição subscrita por 500 pessoas. No documento, reclamavam, além do piso, da falta de caixotes do lixo, bebedouros e a colocação das normas de segurança.
Em 2020, o Município das Caldas da Rainha chegou a anunciar uma intervenção de fundo naquele equipamento, com um orçamento de 100 mil euros, mas que não chegou a avançar.
Apesar de aplaudirem a intervenção agora realizada, os utilizadores continuam a pedir mais.
“Há obstáculos sem proteção”, que continuam a representar algum perigo, aponta Yago Moll, há mais fissuras no piso que não foram reparadas, e “as luzes nem sempre funcionam, ou quando funcionam, apagam às 23h00”, nota Leonardo Silvestre. As casas de banho não estão acessíveis e não há bebedouros, “o que era o mínimo num espaço onde as pessoas fazem desporto”, refere Yago Moll.
“Há região skateparks mais pequenos, mas com melhores condições”, afirma Daniel Carias, que usa o espaço caldense para o skate, e também o de Leiria, onde estuda.
Leonardo Carias recorda que, no início, o skatepark das Caldas recebeu provas internacionais e acredita que, se as condições melhorarem, este pode voltar a ser um polo de atração para as Caldas da Rainha no âmbito do turismo desportivo, pelo que lamenta que, após a construção, se tenha abandonado aquele espaço. ■