Este ano o Festival do Bom Sucesso cresceu a todos os níveis

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Evento terminou na segunda-feira, com Richie Campbell

Segunda edição teve mais dias, mais investimento, maior oferta de restauração e também recebeu mais público

A segunda edição do Festival do Bom Sucesso foi de notório crescimento face ao primeiro ano.
O evento teve mais dias (quatro em vez de três), com uma maior oferta de animação e um cartaz com algumas referências nacionais, mas continuando a dar espaço a artistas da região, uma maior oferta de restauração (com uma zona de street food com 11 carrinhas de diferentes comidas e bebidas, que funcionava também durante o dia) e mais investimento por parte da autarquia (atingindo os 80 mil euros). O resultado foi que o número de cerca de 2000 espetadores que no último ano passaram pelo evento durante os três dias, foi superado logo no primeiro dia deste ano, na sexta-feira, com as atuações de Benband, Brass Dass, Maninho e Kevu, que levaram cerca de 3000 pessoas ao Bom Sucesso.
No segundo dia do festival, que tem entrada livre, atuaram Duarte Dias, No Maka e Valeria e no domingo os Declinios e Dj Gabi, numa noite de rostos conhecidos da música da região. O cenário, junto à Lagoa de Óbidos e ao areal, é um dos grandes atrativos do evento, que consegue juntar várias gerações, a conviver. Locais e turistas aproveitam a diversão proporcionada pelo evento, que contava também com uma zona de lounge.
Na zona de street food falamos com José Cardoso, da Gansos, que foi criada há dois anos e meio em Azeitão e que vende produtos venezuelanos que a avó da esposa, Fátima Fernandes (que nos anos 70 do século passado emigrou para aquele país), lhes ensinou. “Há muito tempo que queria ter uma food truck, mas não sabia de quê e nós não consumimos glúten, então quando íamos a eventos nunca sabíamos onde comer”. Acresce que “estas receitas não têm glúten”, pelo que juntaram-se todos estes factores e lançaram-se na aventura. No festival sentiram que tinham muitas horas sem atividade, especialmente depois do início dos concertos. “Pareciam duas coisas distintas”, fez notar José Cardoso.
A passear pelo evento encontramos António Mendes e a esposa. O casal tem casa de férias no Bom Sucesso e apreciou a realização do festival. “É bom ter esta oferta, viemos no primeiro dia, hoje [domingo] e amanhã também viremos”, contaram. “Acho que o festival é uma mais-valia e a zona de street-food também, mas o grande destaque é esta rua sem carros, que deveria ser assim durante o verão, para as pessoas poderem andar à vontade”, defendeu.
O presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, realçou os números do festival e revelou que já está a pensar na próxima edição em que pretende “ter um cartaz ainda mais atrativo”. O autarca vai desafiar as coletividades para, no próximo ano, dinamizarem tasquinhas no festival que considera “o nosso evento de verão”. Sobre o encerramento da rua ao trânsito, Filipe Daniel diz que é algo que está previsto, mas que carece da criação de soluções, que até já estão pensadas. Por outro lado, alerta, é preciso continuar a reivindicar o desassoreamento daquela zona da Lagoa de Óbidos.
Para o encerramento desta segunda edição do festival do Bom Sucesso, na noite de segunda-feira, estava prevista a atuação de Rubin Kazin, Smell Like 90’s e Richie Campbell. ■