Falta de chuva pode afectar campanha da Pêra Rocha do Oeste

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Pêra Rocha
A produção de Pêra Rocha tem sido estável nos últimos anos |DR

A produção de Pêra Rocha do Oeste está a processar-se de forma normal e 2017 pode ser um bom ano para o fruto com Denominação de Origem Protegida (DOP). No entanto, a falta de chuva ainda pode condicionar o seu último estágio de evolução.

A produção de Pêra Rocha do Oeste está a processar-se de forma normal e 2017 pode ser um bom ano para o fruto com Denominação de Origem Protegida (DOP). No entanto, a falta de chuva ainda pode condicionar o seu último estágio de evolução, disse à Gazeta das Caldas a secretária geral da Associação de Nacional de Produtores de Pêra Rocha do Oeste (ANP). A campanha 2016/17 ainda não tem resultados finais, mas as cerca de 128,5 mil toneladas da produção de 2016 deverão ser totalmente escoadas.
As 128,5 mil toneladas de Pêra Rocha produzidas em 2016 representam um decréscimo de 3,5% em relação às 133 mil toneladas de 2015. Joana Pereira disse à Gazeta das Caldas que a ANP não dispõe de dados sobre as vendas que representa a campanha 2016/17, mas adiantou que toda a Pêra Rocha colhida será “certamente” comercializada: Atendendo aos dados dos anos anteriores, a fileira valerá na ordem dos 130 milhões de euros.
Nos últimos anos o escoamento tem sido repartido de forma equivalente entre os mercados interno e externo, na campanha 2015/16 – a que tem dados disponíveis – as vendas para o estrangeiro representaram 52% e os mercados que estão com maior crescimento são Marrocos e o Reino Unido, acrescentou a dirigente da ANP.
Para a produção de 2017 as perspectivas “são boas devendo traduzir-se num ano normal de colheita”, adiantou Joana Pereira, acrescentando que a falta de água poderá, no entanto, ser uma condicionante na fase final da produção.
A ANP tem 30 centrais fruteiras associadas e uma associação de produtores e  representa um universo de cerca de 86% da produção nacional de Pêra Rocha. A fileira é composta por cerca de 5 mil produtores e tem uma área de plantação de cerca de 11 mil hectares entre Mafra e Leiria, com maior concentração nos concelhos de Cadaval e Bombarral.
Os principais desafios para a Pêra Rocha do Oeste são a procura de novos mercados no estrangeiro, bem como a sua divulgação, não esquecendo a importância que tem no sector o consumo nacional. A conservação a médio e longo prazo, “sem perder a sua qualidade inconfundível e a segurança alimentar”, é outro dos desafios, adianta Joana Pereira.
A fileira tem desenvolvido parcerias com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária para estudar as melhores técnicas de produção e com o Instituto Superior Agrário para o estudo da conservação pós-colheita.
Importante na divulgação da Pêra Rocha tem sido o desenvolvimento de produtos em que o fruto e o ingrediente principal. “É muito importante para o sector, pois toda a valorização da Pera Rocha é benéfica para todos os produtores”, sustenta a secretária geral da ANP.