José Godinho assume Ceeria

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José Godinho e Ana Helena Rodrigues integram nova Direção

José Godinho, diretor de Recursos Humanos do Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (Ceeria) venceu as eleições para a Direção da instituição no final de 2020 e tomou posse já no início de 2021.Sucede a José Belo, que liderou a instituição durante 19 anos.
Ana Helena Rodrigues é a vice-presidente, Adelina Matos a tesoureira, Maria Manuel Demétrio a secretária e José Acácio Barbosa o vogal. A Mesa da Assembleia Geral é presidida por Manuel Ribeiro e conta com Lara Martins e Silvino Trindade como secretários enquanto que o Conselho Fiscal é presidido por Ana Caldeira e conta com Fernando Azeitona e Cristina Terência como vogais. Por sua vez, o Conselho Fiscal é presidido por Ana Caldeira e composto por Fernando Azeitona (vogal) e Cristina Terência (vogal).
Uma das primeiras medidas da nova Direção, cujo mandato se estende até 2024, é a mudança do modelo de gestão da instituição, que José Godinho considera “piramidal, rígido e autocrático”.
Nesse sentido será introduzido o modelo GEOPLAN – Gestão, Organização e Planeamento, que, segundo o presidente e autor do modelo, assenta a lógica numa maior intervenção técnica, planeamento e organização e na descentralização do poder decisório por áreas estrategicamente definidas. “As valências passarão a ter uma maior autonomia, cumprindo as orientações da tutela”, explicou José Godinho. “Será criada uma área de auditoria, autonomia e responsabilidade para evitar que os problemas atinjam níveis que atingiram nos últimos tempos”, esclareceu, notando que desta forma será possível otimizar os recursos humanos e financeiros.
“Toda a estratégia visa colocar o serviço social como um agente ativo dentro da organização criando pontes entre a comunidade, a família e o contexto organizacional, facto que nunca aconteceu até hoje”, apontou.
“O modelo de gestão pretende realizar uma mudança de paradigma: temos de passar do assistencialismo para o método. Temos de passar da lógica da pessoa apoiada para o cliente”, defendeu, acrescentando que “o cliente tem direito a reclamar e exigir porque paga os serviços”, enquanto “a pessoa apoiada espera, resigna-se e aceita passivamente”.
Para essa mudança de paradigma está pensada a criação do Gabinete de Apoio Psicossocial aos Clientes. Em última análise o objetivo é “diminuir a diferença e colocar a pessoa apoiada – o cliente – em pé de igualdade e ao lado de toda a comunidade e como agente ativo de transformação de igual valor junto do outro”, conclui José Godinho. ■