Matar saudades!

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Após tantos contratempos, incluindo o adiar da corrida, o empresário Rafael Vilhais teimou e proporcionou uma boa noite de toiros, com respeito pelas normas de segurança. O numeroso público, dentro dos limites impostos pela pandemia, teve ocasião para matar as saudades e de uma boa corrida, animando-a.
Toiros de Canas Vigouroux, bem apresentados, com presença e trapio com mobilidade, codícia e nobreza.
Sónia Matias reapareceu em Caldas igual a si própria com entusiasmo e empenho. Atuação positiva, chegou ao público, apesar do toiro ter acabado cedo e dos altos e baixos de uma lide a grande velocidade.
Ana Batista em plano de maestria com classe, calma e saber, lidou com critério e deixou ferragem de valor. Uma grande atuação reconhecida pelo conclave.
Parreirita Cigano teve também uma boa passagem, tentou fazer bem feito e com entusiasmo, agradando ao público com ferros emotivos apesar da velocidade.
Soraia Costa, a caminho da alternativa, revelou alguma verdura e caminho por percorrer frente ao pior toiro da noite que dava arriões e se emparelhava com o cavalo. Desembaraçou-se positivamente apesar de alguns apertos e teve o público com ela.
O jovem praticante AntónioTelles (filho) exímio a montar, mostrou maturidade, conhecimento e intuição. Protagonizou uma lide clássica de valor e elegância que o público apreciou.
O amador Tristão Ribeiro Telles enfrentou um novilho difícil com mérito e conhecimento sem perder a papeleta. Lide agradável e positiva, com emoção agradando aos presentes.
Para os Forcados os momentos são difíceis pela escassez de corridas e a ausência de treinos devido à pandemia, com muitos jovens a necessitar de rodar.
Mais bafejado pelo sorteio o Grupo de Forcados Amadores de Montemor -o-Novo esteve bem, os toiros não complicaram e eles também não. Pegaram com vantagens para os toiros José Maria Pena Monteiro, João Vacas de Carvalho e Vasco Carolino.
O Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Rainha com pior sorteio esteve digno e capaz de resolver os problemas eficazmente mas não foi a noite desejada dada a verdura de alguns dos elementos. António Aplleton a pegar o seu primeiro toiro, nervoso não se concentrou e saiu. Voltou, fez tudo bem e pegou bem ajudado. O futuro cabo Duarte Manoel esteve bem e fechou-se, mas o toiro teve grande ímpeto e as ajudas tardaram tendo saído. Depois, o toiro saiu espontaneamente sem o Grupo estar alinhado e atingi-os contra as tábuas, o forcado da cara perdeu os sentidos e foi retirado de maca sob aplausos. Na dobra rápida e eficiente, inteligente Lourenço Palha resolveu bem ajudado. Manuel Lino estreou-se em praça com um novilho difícil que o atingiu violentamente no queixo, diminuído mas com grande vontade resolveu à terceira com o Grupo em bloco coeso a resolver, destacando-se a primeira ajuda.
Direção criteriosa de Ana Pimenta e animação da Banda de Comércio e Indústria. ■