Mercado Medieval de Óbidos atraiu 150 mil pessoas

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O evento, que decorreu entre 21 e 31 de julho, recebeu muitos portugueses, mas também espanhóis e brasileiros, num formato que terá continuidade

A festa da história, que voltou este ano realizar-se presencialmente, foi visitada por 150 mil pessoas em 10 dias. O presidente da Câmara, Filipe Daniel, destaca que num ano em que “muitos vaticinavam o evento aquando da decisão do preço do bilhete, esta veio a verificar-se que foi uma opção acertada. Ajustamos não só o valor do bilhete, como aumentámos a qualidade e a diversidade da oferta”, explica.
O autarca destaca ainda a grande participação das coletividades do concelho, que asseguraram as famosas tabernas e que, mais uma vez, foram essenciais para o sucesso do evento. “Foi notório um envolvimento muito considerável da população, cerca de 1000 voluntários, praticamente 10% da nossa população marcaram presença no evento”, disse, realçando também a receita arrecadada por estas colectividades.
O facto de ter uma curadoria revelou-se uma mais-valia. O Mercado Medieval de Óbidos “quer afirmar-se no panorama nacional e internacional como um evento de referência e é esse o caminho que estamos a trilhar”, disse, realçando o trabalho realizado pelos “Ofícios com História”. Este trabalho envolveu as associações, os grupos de teatro locais, alunos e ex-alunos da ESAD. “Foi sem dúvida uma aposta ganha e que será seguramente para manter”, afirma.
A edição de 2023 já está a ser trabalhada. A autarquia considera que este foi um modelo que se provou adequado, “experiência imersiva com uma forte componente pedagógica”, e pretende dar-lhe continuidade.

“Espírito inovador” desta edição
Também Carlos Orlando, presidente da Associação de Defesa do Património de Óbidos (ADPO), destaca o “espírito inovador” desta edição, que mostra “preocupação com a vila, com a vida civil e com as instituições administrativas e políticas, fazendo muitas alterações de modo a interessar à apreciação dos milhares de turistas que nos visitam”.
Ao terem escolhido o tema “Festas Romarias e Peregrinações” e integrado o episódio do casamento de D. Afonso II com D. Urraca de Castela, a organização “foi ousada, corajosa e valente”, salienta o obidense, que entende que a organização demonstrou “firmeza, disposição e energia diante de uma situação difícil, pois não existem documentos e fontes disponibilizadoras de informação”.
Carlos Orlando explica ainda à Gazeta das Caldas que a “homonímia levanta problemas frequentes, há incoerências sobretudo das datas, é difícil seguir o rasto e fazer diligências para investigar uma das épocas mais agitadas da história da cristandade latina do Ocidente medieval”. ■