Mercado semanal das Caldas reabriu após investimento

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Regresso após duas semanas encerrado trouxe mais gente ao mercado...

Na reabertura, a maioria dos vendedores e clientes consideram que o mercado semanal está melhor depois da intervenção que foi feita, mas que há ainda um caminho a fazer para o tornar mais atrativo

Esta segunda-feira reabriu o tradicional mercado semanal das Caldas, na zona do Belver. Depois de duas semanas em que não se realizou a feira, a chuva foi uma adversidade, tendo-se, no entanto, registado uma maior afluência do que é costume, ainda que isso não se traduza necessariamente em mais negócio para quem ali vende os seus produtos.
A ida à feira das Caldas na segunda-feira é um hábito, um costume para muitos e a qualidade e grande diversidade de produtos existentes neste mercado é uma das grandes vantagens para quem compra. Por ali é possível encontrar quem venda árvores e plantas, animais, frutas, queijos, enchidos ou mel, roupa, calçado ou ferramentas, perfumes e muito mais.

Compradores contentes
O caldense José Feliciano costuma vir ao mercado com regularidade. Encontramo-lo, depois de comprar uma árvore de kiwis e uma de ameixas. “É um hábito de há muitos anos, mesmo noutras localizações pela cidade onde este mercado foi feito, está entranhado, faz parte da vida vir ao mercado à segunda-feira de manhã”. Depois da reabertura considerou que “está melhor, o facto de terem seccionado tudo foi bem pensado e o alcatroamento também foi importante para evitar que se levante pó e se formem lamas”.
Também José Guerreiro, do Bairro Senhora da Luz, costuma vir ao mercado todas as semanas. “Vim na última semana, mas estava fechado e venho para distrair a vista e comprar o que for preciso, umas galinhas, uns galos, uns coelhos, uns vegetais e assim”, conta, com uma caixa com pintos debaixo do braço. “Acho que a feira está melhor, foi uma boa ideia, acho que está muito melhor tanto para quem vem comprar, como quem vem para vender, porque não tinha condições nenhumas”, referiu.
Também o obidense Vitor Rebelo costuma vir à feira, “pela frescura e pela diversidade”. Na sua opinião, depois da intervenção “está melhor e acho que o alcatrão, especialmente com a chuva, é importante”, disse.

Vendedores divididos
Zélia Reis já vende textêis para o lar há cerca de duas décadas neste mercado. “Não estou a gostar, porque tem muitos lugares vagos e não estamos todos organizados por setores, acho que está pior do que estava, apesar de o alcatroamento ser positivo”, referiu. “Vamos esperar para ver se vêm mais feirantes nas próximas semanas porque o tempo, com chuva, também não ajuda, há mais gente a ver a feira, mas não há mais negócio”.
Maria Catorze já vende no mercado das Caldas desde que a feira era perto do Continente e também próxima do hospital. “O que foi feito foi espetacular, muito bom, já devia ter sido feito há mais tempo, o problema é os feirantes não se entenderem e fazerem guerra com os lugares”, afirma, notando que no caso dos vendedores de árvores entenderam-se bem. O alcatroamento e o estacionamento, que eram das principais queixas, “foram resolvidos, está cinco estrelas”. Apesar de ver mais gente, não sente maior volume de negócios.
Para Carlos Abreu, que vende roupa na feira há duas décadas, a “preocupação eram os nossos lugares que já temos há vinte anos e ficámos com eles, apesar de o presidente nos querer mudar”. Na sua opinião, o alcatroamento foi positivo, mas considera que o recinto “devia estar todo alcatroado”. ■

… o que não significa necessariamente um aumento do volume de negócios