Nova marca “Foz(ge) comigo” lançada no 15º aniversário da elevação da Foz a vila

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Cuca Roseta é a madrinha do projeto Foz(ge) Comigo

Foz do Arelho e A-dos-Francos são vila há 15 anos. Concelho quer ter mais duas a curto prazo

Foz do Arelho e A-dos-Francos celebraram na passada semana o 15º aniversário da elevação a vila. Na Foz do Arelho um dos momentos altos das comemorações foi a apresentação da nova marca Foz(ge) Comigo, uma nova imagem para a freguesia, que é adotada em paragens de autocarros, nos veículos, mas também em produtos como o novo Licor da Foz, as bolachas (seixos da Foz e conchinhas da Foz) ou em roupa (pólos) e acessórios (fitas para chaves, sacos e bonés). A imagem gráfica foi produzida por Manuel Bandeira Duarte, e inclui os flamingos, o Penedo Furado, os passadiços e o quiosque amarelo. Do projeto fez ainda parte a produção de um vídeo promocional.
Durante a cerimónia foi apresentado um novo baloiço, “que as pessoas pediam muito”, e que será colocado no miradouro, assim como a nova carrinha elétrica da Junta, adquirida com apoios à mobilidade.
A fadista Cuca Roseta, que tem casa na Foz do Arelho e que divide a sua vida entre esta localidade e o Estoril, é a madrinha do projeto Foz(ge) Comigo. “A Foz faz parte da minha vida. Toda a família da minha mãe é daqui”, começou por contar. “A minha mãe vai sempre à Praça da Fruta, temos uma ligação muito grande às Caldas e à Foz”, acrescentou. “Durante a pandemia vivi aqui dois meses com os meus filhos e o meu marido, é um lugar que considero casa”, realçou, partilhando memórias de andar de barco no Lago do Parque D. Carlos I, onde no ano passado cantou o Fado das Caldas. “Foi um dos primeiros fados que ouvi”, notou.
“A Foz é um lugar que me inspira. Muitas das minhas canções foi aqui que as escrevi”, revelou. “Cresci aqui, é a minha segunda casa. Quis casar nesta zona”, lembrou, descrevendo-a como “o meu porto seguro”, e um lugar “idílico”, que “é muito especial para mim, é um amor genuíno”. Destaca que “é o lugar perfeito para fazer yoga e desportos, lembro-me de ir várias vezes à Escola de Vela” e recorda as discotecas que existiam, “como o Sítio da Várzea, adorava ouvir o Mico e o Rui Melo, mas também o Kakatuas, o Solar e, claro, o Green Hill, com as festas de Pais e Filhos. Era pequenina e podia finalmente entrar numa discoteca, porque as minhas irmãs mais velhas já iam”. Contou ainda uma memória de criança: “quando estava maré baixa íamos para as prainhas e eu agarrava-me às rochas e tirava lapas e comia-as cruas. As minhas irmãs diziam que era estranhíssimo”. Curiosamente, viria a casar com um homem que tem como apelido… Lapa. “O meu apelido agora é Roseta Lapa”, disse, entre gargalhadas. Falou nas memórias em família nas barracas, “o levar a camisola para a praia para poder ficar até às nove da noite”, a mãe a chamar à janela (“por vezes com um apito”), para voltarem para casa… “Quando está bom na Foz não há sítio nenhum no mundo que seja tão bom”, afirma a fadista, que aos 18 anos foi Miss Foz do Arelho após as irmãs a terem inscrito no concurso.
O presidente da Junta da Foz, Fernando Sousa, disse que o orçamento desta iniciativa rondou os 15 mil euros e que conta com o apoio da Câmara. “Uma das ideias que tenho é que umas das carrinhas vai percorrer praias durante o verão”, explicou. “Vamos trabalhar intensamente a nível de redes sociais”, refere, explicando que Cuca Roseta vai apoiar durante um ano. As paragens são um projeto das ARU, para o qual pedirá apoio à Câmara. Com a colocação dos novos quiosques prevista, a Junta procurou recuperar os antigos.

Em A-dos-Francos a comemoração decorreu nas Tasquinhas

“Vamos abrir um concurso público para o quiosque amarelo no Largo do Arraial e quem vencer terá a obrigatoriedade de vender os nossos produtos”, explicou. O quiosque verde também será reparado. Fernando Sousa referiu ainda dois projetos que gostaria de ver realizados: uma ciclovia a ligar a rotunda do Green Hill à Junta e daí ao Penedo Furado e a questão da intervenção na Lagoa. “Quando a Lagoa morrer nós iremos ser todos culpados porque não fizemos o suficiente para a defender”, afirmou, mostrando-se pronto para lutar por esse objetivo.
“É altura de fazer pressão junto da OesteCIM sobre a iluminação pública”, aponta. É que “é triste porque ninguém se responsabiliza” e “não é admissível que eu tenha um candeeiro no Largo da Arraial há 10 meses a acender e apagar que parece uma discoteca”, acusou, revelando que alguém acabou por partir o candeeiro. “Alguém iluminado fez um contrato com a OesteLED e esta não resolve os problemas da iluminação pública”.
Marchas em A-dos-Francos
Em A-dos-Francos a celebração dos 15 anos de elevação a vila decorreu durante as tasquinhas, com as atuação das marchas populares da localidade e com um espetáculo de fogo de artifício.
No seu discurso, o presidente da Junta, Paulo Sousa, destacou a evolução desde a elevação a vila. “Muitas pessoas lutaram por isto”, recordou, notando que “para quem vive intensamente a sua terra, é um orgulho”. A creche dos Carreiros, cujo concurso será lançado este ano, a construção do passeio na estrada entre A-dos-Francos e o Landal são das maiores urgências apontadas pelo autarca, assim como as questões da habitação para os jovens da freguesia. ■