Obra de João Vinagre dá a conhecer a Benedita do século XVII

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Lançamento levou dezenas de pessoas ao auditório da Junta de Freguesia

Registos paroquiais estão na génese da investigação, que permite compreender a História da localidade

O auditório da Junta de Freguesia da Benedita recebeu, no final de tarde de 29 de julho, dezenas de pessoas para o lançamento da obra “A Benedita do Século XVII – Registo Paroquial”, da autoria de João Vinagre. “É sinal de que gostam dos seus antepassados”, referiu o autor. “Não sou historiador nem investigador, foi o José Luís Machado, mais conhecido como “Zito”, que fez trabalho de investigação na Torre do Tombo, na Biblioteca Nacional, no Arquivo Distrital de Leiria”, disse João Vinagre, notando que, apesar de ter visitado esses arquivos, grande parte do trabalho tinha sido feito.
“Não é um livro, são documentos para consulta”, caraterizou, explicando que partiu dos registos do cura, uma vez que, nos primeiros 200 anos, a Benedita não era uma paróquia.
A obra nasceu porque, um dia, teve curiosidade em relação aos seus ascendentes e depois estendeu-se a toda a população da Benedita, um trabalho feito durante a pandemia e que inclui os nascimentos, casamentos e óbitos. “É um trabalho inglório de certa maneira, porque chegar à conclusão que o meu 11º avô se chamou Manuel Lourenço não é muito significativo”, afirmou João Vinagre, que nasceu na Sancheira Pequena, mas com apenas seis anos foi, com os pais, residir para a Benedita. Frequentou os seminários de Santarém (aos 10 anos), Almada e Olivais. Mais tarde formou-se como engenheiro civil no Instituto Superior Técnico e dedicou-se à recuperação de monumentos, tendo trabalhado no teto do Mosteiro dos Jerónimos e em parte do Convento de Cristo, em Tomar, entre outros. Atualmente vive metade do tempo em Caxias e metade do tempo no Nadadouro.
Com este trabalho, o autor ficou “a conhecer toda a gente da Benedita do século XVII”. Na sua pesquisa encontrou 60 sobrenomes na localidade e colocou-se à disposição para ajudar os interessados em conhecer os seus ascendentes. Por outro lado, notou o atraso que se sentia na localidade à época.
“É preciso salientar as horas que foram necessárias para esta investigação e, também, os conhecimentos necessários”, salientou Fernando Maurício, da associação Terra Mágica das Lendas, salientando que “é importantíssimo sabermos de onde viemos”.
Em aberto ficou a possibilidade de se seguir um segundo capítulo desta obra, que abordará o século XVIII. ■