Painho Vita alarga oferta de residências seniores no Cadaval

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O empresário era construtor civil e, em 2013, adaptou-se e transformou um condomínio que tinha em Palmela numa residência sénior

O novo edifício, com capacidade para cerca de 80 pessoas, abriu recentemente as portas e procura dar resposta a uma lacuna na região

Abriu recentemente a Painho Vita, no concelho do Cadaval, uma residência sénior que resulta da aposta de Paulo Braizinho, empresário que desde 2013 tem um estabelecimento deste género em Palmela. O edifício, suspenso (aproveitando o espaço por baixo), foi construído de raiz, com uma área de 3000 metros quadrados. No total, esta construção conta com 45 quartos e uma capacidade total para 80 pessoas. O promotor prevê que, quando estiver tudo em pleno funcionamento, serão necessários 45 funcionários, a juntar aos cerca de 45 que já emprega em Palmela, onde conta com 85 utentes.
A alimentação, os serviços de médicos e de enfermagem, a ginástica e fisioterapia, mas também atividades ocupacionais, como animação, atividades ao ar livre, cinema, capela, passeios, entre outros, são alguns dos atrativos, de um espaço que também irá contar com um cabeleireiro. O edifício tem um rooftop com uma vista bucólica, onde planeia realizar atividades no verão e na primavera.
O público-alvo situa-se entre Coimbra e Lisboa. “Hoje em dia, as reformas não comportam a qualidade nos cuidados”, lamenta o empresário, acrescentando que “o Estado deveria ajudar as famílias para terem os seus idosos em sítios com dignidade”. A campanha de abertura fixou os preços nos 950 euros, mas o empresário refere que esse é o mínimo para manter a qualidade. A dificuldade na contratação de recursos humanos e também na garantia de transportes para os mesmos já levaram o empresário a adquirir uma carrinha.
Uma curiosidade é a história de como é que as residências assistidas surgiram na vida de Paulo Braizinho. Construtor civil, lisboeta, sempre se habituou a vir aos fins de semana ao Painho com os pais. Pela proximidade com Lisboa e por terem familiares na freguesia do Cadaval, era este o local de descanso da família. Em 2013, quando se deu a crise, o construtor tinha um condomínio de cinco vivendas em Palmela meio construído. Três das vivendas estavam terminadas, mas não havia compradores, e duas por terminar. O empresário optou por transformar aquele espaço em residência sénior.
“Fui aprender tudo sobre os licenciamentos e a atividade e o meu primeiro cliente foi o meu sogro”, contou. No Painho, onde construiu uma casa, tinha planos para abrir um hotel rural e já tinha erguido a capela e o spa. Há uns anos, notando a necessidade que existia nesta área, decidiu apostar também aqui nas residências assistidas, aproveitando o spa e a capela para o projeto, cujas obras começaram há três anos. “Queria ter aberto há 15 meses”, mas a falta de mão-de-obra durante a pandemia atrasou a construção, feita pelo próprio. Outra curiosidade: a filha, formada na área, e o filho, fazem parte da equipa neste negócio familiar.