Termalismo abriu ciclo de conversas no centro comercial La Vie

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Este ciclo de conversas será mensal e decorre on-line e de forma presencial

Arquiteto Jorge Mangorrinha voltou a defender a criação de um centro de conhecimento termal nas Caldas

Jorge Mangorrinha foi o primeiro convidado do Centro de Conversas, um ciclo de conferências mensal, iniciado a 3 de junho e que é organizado pelo Centro Comercial La Vie. Na conversa com o jornalista Francisco Aleixo, o arquiteto defendeu a ideia da criação de um centro de estudos de termalismo, algo que vem sendo defendido há vários anos por vários responsáveis ligados ao setor.
“O termalismo é muito abrangente e deve abrir-se a muitas disciplinas”, disse o convidado, que é também o responsável pelo curso executivo sobre o termalismo que é dado em e-learning a partir da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste.
Para o caldense, além das águas termais, há dois ícones igualmente importantes: a cerâmica e a Praça da Fruta. Esta última é, para o convidado, o símbolo maior das Caldas da Rainha.
O arquiteto, que é pós-doutorado em Termalismo, lamentou o facto de o Ministério da Saúde se ter “demitido” da gestão de todo este complexo termal das Caldas e sublinhou outro aspeto: “Não há outra cidade no país que tenha no seu centro 30 hectares de área verde no centro”.
Em relação aos Pavilhões do Parque, Jorge Mangorrinha considera que os cidadãos não conhecem bem “o processo”, que classificou de “um pouco obscuro quando deveria ser um projeto-marca para as Caldas Rainha”. Na sua opinião, o mesmo aconteceu com o CCC, pois “o projeto que deveria ter ganho era o de Souto Moura”, frisou o antigo vereador. “Era uma proposta apropriada para aquele local mas, no mandato seguinte, foi tomada outra decisão e escolheu-se a que foi construída”, reforçou o arquiteto, lamentando que assim tenha acontecido dado que, hoje em dia, “haveria turismo só para conhecer a peça que integraria a rede de obras arquitetónicas de Souto Moura. Na sua opinião poderá acontecer algo similar com os Pavilhões de Parque. Deste ciclo de conversas faz parte a doação de 200 euros, por parte da administração do La Vie, a uma associação local. A escolha é feita por cada um dos convidados. Jorge Mangorrinha escolheu o Conselho da Cidade pois nesta conversa defendeu a “cidadania executiva”. O evento do La Vie tem parceria da Mais Oeste e da X-Eventos.