Falta de água na vila da Nazaré gera queixas da população

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A autarquia tem em curso um plano de renovação de toda a rede de água e saneamento, num projeto avaliado em 18 milhões de euros

Habitantes da zona Rio Novo queixaram-se da falta de água. Câmara explicou que se deveu a avaria de uma bomba

Esta semana sucederam-se os relatos de falta de água nas habitações da zona do Rio Novo, na Nazaré, o que causou queixas da população.
Também a Concelhia da Nazaré do PSD veio a público mostrar-se preocupada que as pessoas e instituições “não tivessem tido acesso a um dos bens mais essenciais”, sobretudo os empresários da restauração, hotelaria e alojamento local que, “depois de um período tão negativo, por causa da pandemia, viam agora a possibilidade de começar a recuperar aos poucos, e só têm contratempos e constrangimentos que em nada os ajudam”, apontou Fátima Duarte, presidente da Concelhia e candidata à Câmara.
Questionado pela Gazeta das Caldas, o presidente da Câmara da Nazaré explicou que a falta de água se deveu a uma avaria no motor que injeta água nos reservatórios. “Essa situação ficou logo resolvida no domingo”, disse Walter Chicharro, esclarecendo que foi necessário comprar um novo motor, avaliado em dezenas de milhares de euros.
Alguns populares vieram a público queixar-se que havia contadores que continuavam a contar sem que as habitações tivessem acesso à água, mas o autarca rejeita, liminarmente, esta ideia. “Não é verdade!”, exclamou Walter Chicharro, acrescentando que essa observação “é fruto das redes sociais e de quem gosta de lançar polémicas”, concluindo que não aceita suspeitas nessa matéria.

“Esta
situação deveu-se a uma avaria no motor que injeta água nos reservatórios, mas ficou resolvida
logo no domingo”

Walter Chicharro

O presidente da Câmara da Nazaré aludiu ainda ao plano de renovação de toda a rede de água e saneamento. Trata-se de um investimento de 18 milhões de euros, que inclui a renovação dos depósitos de água, as condutas abastecedoras dos depósitos e toda a rede, alguma com cerca de 40 anos.
As obras estão a ser feitas de forma gradual, combinando a disponibilidade orçamental dos Serviços Municipalizados com as oportunidades em termos de financiamento (não há financiamento comunitário para estas obras), como também em termos de oportunidade física e operacional, isto é, quando são feitas obras (como está a acontecer na Avenida Vieira Magalhães) ou quando se registam ruturas nas condutas. “O grosso desse investimento são uns depósitos novos”, realçou o socialista, explicando que para gerar este montante não chegariam dez ou mesmo quinze anos dos eventuais lucros gerados pelos serviços de águas.