Petróleo nas Caldas da Rainha?

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As máquinas de prospecção no parque D. Carlos I

As dificuldades que têm sido levantadas em Alcobaça para a pesquisa de petróleo no subsolo, fizeram com que os responsáveis decidissem lançar uma pesquisa nas Caldas da Rainha, uma vez que, como se sabe desde há algum tempo, existem aflorações do precioso líquido, tanto no concelho vizinho como no mar fronteiro a Peniche.

Depois de alguns estudos realizados em laboratório no Texas (Estados Unidos), foi sugerido que se fizessem pesquisas no Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha, uma vez que fica entre os dois pontos, o que leva a supor que o filão passe ao longo de grandes estruturas presentes na crosta terrestre do vale tifónico que atravessa a cidade das Caldas e onde há também emergência de água termal. A tais estruturas associam-se falhas profundas que comunicam com o manto da terra, isto é, zonas de subducção, colisão continental (limites de placas convergentes) e riftes (limites de placas divergentes). Neste local, podem ter-se formado bacias sedimentares que possuem rochas reservatórios (permeáveis) e rochas selantes (impermeáveis), isoladas por água termal.
Um responsável afirmou que já estava farto da celeuma levantada em Alcobaça, que estava a dificultar a realização de investimento naquele concelho na ordem dos 70 milhões de dólares, quando há outros concelhos como as Caldas, em que isso não é problema, antes pelo contrário.
Vários leitores contactados pelo jornal afirmaram que sempre desconfiaram desta possibilidade, recordando-se que há vários anos ocorreu um escorrimento não explicado de terras na Praça 5 de Outubro, onde ficou aberta uma cratera que só viria a ser tapada alguns meses depois.

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