Caldense destaca-se na produção de aquários de água salgada

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André Lavareda junto ao aquário que possui em casa, em Casais de Mestre Mendo, e que mantém com o patrocínio de várias marcas internacionais

Tudo começou como um hóbi, mas André Lavareda sonha dedicar-se em exclusivo à construção de aquários de água salgada com corais

Trabalha num talho nas Caldas, mas é no mundo dos aquários de água salgada com corais que se sente verdadeiramente como peixe na água. Há mais de uma década que André Lavareda se dedica ao hóbi da aquariofilia, mas nos últimos tempos a atividade tem vindo a ganhar exposição mediática, com convites para escrever em revistas da especialidade e patrocínios de algumas marcas.
O funcionário do Talho Luís Matias acorda todo os dias às 6 da manhã para sair de casa, nos Casais de Mestre Mendo, na Serra D’El Rei, a caminho do trabalho. Na véspera, cuidou do aquário que decidiu construir e que suscitou o interesse de várias publicações, nomeadamente no Reino Unido, devido à “simplicidade” com que foi desenhado.
“Tenho recebido convites para escrever e isso tem sido muito interessante, pois o sonho é poder montar um pequeno negócio nesta área e ter uma loja online”, revela à Gazeta o caldense, que um aquário de água doce de dimensões razoáveis pode custar 1.000€, enquanto um de água salgada pode custar “cinco ou seis vezes mais”.

“É possível manter um aquário de água salgada com equipamentos mais baratos”

André Lavareda

“É possível manter um aquário de água salgada com equipamentos mais baratos, porque o mercado tem uma oferta variada e é possível fazer um aquário a valores acessíveis”, salienta André Lavareda, de 35 anos, que conseguiu atrair o interesse de várias empresas devido aos artigos que escreveu em revistas e passou a receber produtos de limpeza do aquário, alimentação para os peixes e materiais de sustentação e nutrição dos corais. Sem esses apoios, o hóbi que o apaixona “ficaria muito mais dispendioso”, assume.
Este especialista de aquariofilia reconhece ser “um pouco cauteloso” nos peixes e nos corais que compra e tem outras preocupações que partilha, como o facto de não recorrer à água do mar para repor o aquário de 1,70m que possui em casa.
“Faço água salgada em casa. Sou contra usar a água do mar. Tenho instalada uma torneira de osmose, que retira tudo o que é nocivo e a água fica pura, meto o sal artificial e crio a água de osmose”, que apresenta “muitas vantagens” para os peixes e corais, que cuida com todo o carinho. Por mês, André Lavareda faz uma troca de água de 50 litros, o que é “suficiente” para deixar os “habitantes” do aquário confortáveis, recorrendo, ainda, a doseadoras automáticas para “suprir as necessidades dos corais”
E este talhante especialista na manutenção de aquários até já pode contar com ajuda para as tarefas de manutenção, já que a filha, Francisca, de 6 anos, “pede para dar comer aos peixes e quer mexer na estrela do mar”… ■