Proteção Civil das Caldas com resultados positivos no controlo da vespa asiática

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No primeiro semestre deste ano foram realizadas 47 intervenções em ninhos de vespa asiática. A situação no concelho está controlada, refere o coordenador municipal da Proteção Civil, Gui Caldas.

A vespa velutina nigrithorax, mais conhecida por vespa asiática, é uma espécie invasora que representa uma ameaça tanto para as abelhas, como para os humanos. Originária da Ásia não se sabe ao certo quando chegou a Portugal, mas o primeiro avistamento de um ninho deu-se em 2011, em Viana do Castelo, e desde então, tem vindo a deslocar-se para sul, havendo já registo da sua disseminação por todo o país.
Nas Caldas há três anos que se registam ninhos de vespa asiática, cujo controlo tem vindo a ser garantido pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, com recurso a uma empresa especializada contratada para o efeito. Este ano, durante o primeiro semestre foram realizadas 47 intervenções, refere o relatório apresentado em reunião de Câmara. Entretanto, nos meses de julho e agosto, já foram realizadas mais 12 intervenções de desativação dos ninhos, explica coordenador municipal da Proteção Civil, Gui Caldas.
Estes insectos têm a sua atividade máxima durante o verão, quando atacam em massa as colmeias. De modo a minimizar esta situação, no ano passado, foram distribuídas cerca de 100 armadilhas pelos apicultores e colocadas outras 50 em locais estratégicos na cidade e concelho. Estas consistem em garrafas de 1,5 litros, compostas por vinho branco, cerveja e veneno, que atraem as vespas, e que foram instaladas no início da primavera, altura em que saem do período de hibernação e que a rainha se prepara para formar colmeia. A medida foi precedida de uma ação de sensibilização sobre a colocação de armadilhas e identificação das vespas velutinas.

O apicultor Marco Anjos e o coordenador municpal da Proteção Civil, Gui Caldas

Duplicar armadilhas
Para o próximo ano o objetivo passa por duplicar o número de armadilhas, com o objetivo de “reduzir, ao mínimo, a praga da vespa asiática”, salientou Gui Caldas, acrescentando que grande parte delas serão entregues aos apicultores, de modo a poderem preservar os seus apiários. O responsável pela proteção civil caldense explica que trabalham em articulação com estes profissionais (que no concelho são mais de 30) e que os resultados já são visíveis. Marco Anjos, apicultor e responsável por fazer a ponte com a Proteção Civil Municipal, teve, este ano, uma redução de prejuízos na ordem dos 75%, ou seja, enquanto que no ano passado viu destruídas oito colmeias, este ano apenas foram atacadas duas, num apiário que possui na Foz do Arelho.
“Antes de me entregarem as armadilhas não sabia o que devia de fazer para combater esta praga”, conta o apicultor, que apercebeu-se do ataque das vespas às suas colmeias há cerca de três anos. Marco Anjos começou por “estranhar” ver as vespas a rondar à frente das colmeias e, mais tarde, começaram a atacar, tendo o prejuízo maior ocorrido o ano passado, tanto pela morte das abelhas, como pelo fato de muitas das outras não sairem da colmeia por se sentirem ameaçadas. “É o inimigo número um das abelhas”, garante o apicultor, que possui quatro apiários no concelho.
De modo a ajudar também a repovoar as colmeias dizimadas, a Protecção Civil Municipal tem uma plataforma de entendimento com os apicultores e, quando aparecem abelhas de mel na cidade, são contactados para colocar uma armadilha de modo a capturarem o enxame e levarem-no para os seus apiários. ■