Author: Isaque Vicente

  • Agrupamento de Escolas da Nazaré distinguido com certificado Escola Amiga da Criança

    Agrupamento de Escolas da Nazaré distinguido com certificado Escola Amiga da Criança

    O Centro Escolar da Nazaré é uma das primeiras escolas do Agrupamento a exibir a certificação “Escola Amiga da Criança”, uma atribuição da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), da LeYa e do psicólogo Eduardo Sá, que visa distinguir escolas que concebem e concretizam ideias extraordinárias, contribuindo para um desenvolvimento mais feliz da criança no espaço escolar e essencialmente partilhar essas boas práticas.

    A iniciativa tem como objetivo distinguir as escolas onde as comunidades educativas: alunos, professores, auxiliares e pais se envolvem na concretização de projetos adicionais para que os alunos sejam mais felizes no espaço escolar, partilhar com os agentes educativos de todo o país e a sociedade em geral as ideias excecionais que distinguiu e que, nas respetivas escolas, têm proporcionado a crianças e jovens um percurso enriquecedor e um desenvolvimento pessoal e social mais integrado e harmonioso.

    O certificado está à porta da escola e foi apresentado no dia em que se realizou mais uma iniciativa do município da Nazaré, dinamizada pelo Gabinete de Educação, “Quero ir a pé para a escola”. Este movimento de práticas saudáveis, dirigido a alunos e toda a comunidade educativa do pré-escolar e 1.º ciclo das escolas do Agrupamento, pretende estimular as crianças a fazerem o trajeto casa-escola a pé, acompanhados por um responsável (agentes educativos) e elementos das forças de segurança pública (PSP ou GNR) para garantir a segurança do percurso a pé.

     

  • Aprende com o Perinha leva proteção civil às escolas no Bombarral

    Aprende com o Perinha leva proteção civil às escolas no Bombarral

    Iniciou-se recentemente o projeto “Aprende com o Perinha”, do Serviço Municipal de Proteção Civil do Bombarral.
    Esta é uma atividade de sensibilização que, segundo a organização, “tem como principal finalidade estimular os mais novos a apresentar atitudes e comportamentos responsáveis e adequados em situações de emergência”.
    A ação é direcionada aos alunos dos 3º e 4º anos, informando-os sobre os vários riscos e perigos e educando-os para a prevenção e minimização de riscos. Por outro lado, o “Aprende com o Perinha” pretende “criar e fomentar uma cultura de segurança, desenvolver competências no âmbito da prevenção e autoproteção, entre outros”.
  • João Almeida agradece apoio e diz que ama “ainda mais o Giro d’Italia”

    João Almeida agradece apoio e diz que ama “ainda mais o Giro d’Italia”

    “Nem sequer sei como começar… nesta manhã, a tristeza encheu o meu coração…”, escreveu hoje o ciclista de A-dos-Francos, João Almeida, que se viu obrigado a abandonar o Giro d’Italia deste ano devido a um teste positivo à covid. “Talvez seja porque ainda sou jovem e nunca tive um obstáculo tão grande na estrada, pelo momento e pelas circunstâncias”, partilhou o corredor de 23 anos, mostrando-se já focado na recuperação e no regresso, ainda mais forte. “Adoro o que faço, é o meu foco na vida e eu amo ainda mais o Giro D’Italia, tem um significado especial para mim”, afirmou o ciclista.

    “Entendo que os contratempos fazem parte do caminho e eu aceito-os”, disse o jovem, agradecendo “a todos pelo apoio incansável, principalmente neste momento” e deixando aos companheiros de equipa os votos de que tudo corra bem no que falta disputar da prova.

    O jovem caldense encontrava-se no quarto lugar da geral, a 49 segundos do pódio, que tinha assumido como objetivo e a 1 minuto e 54 segundos da maglia rosa, que vestiu em durante 15 dias no Giro de 2020, em que fechou em quarto lugar na geral (no ano seguinte fecharia em sexto). Além disso, João Almeida era líder da classificação da juventude, que tinha praticamente assegurada a apenas quatro etapas do final.

  • Beatriz Castelhano representou Portugal em Huelva

    Beatriz Castelhano representou Portugal em Huelva

    Beatriz Castelhano, atleta da Escola de Atletismo do Arneirense, representou a seleção nacional no encontro de estafetas 4×100 metros entre Espanha e Portugal integrado no Meeting Ibero-Americano, que decorreu no dia 26 de maio, em Huelva (Espanha).
    A jovem beneditense efetuou o 4° percurso da seleção nacional sub18. “A estafeta composta por Matilde Simões, Joana Pestana, Rita Barbosa e Beatriz Castelhano alcançou a marca oficiosa de 47.53 segundos”, informou o clube, através das redes sociais, deixando os parabéns à atleta e também ao treinador Carlos Matos.
  • Workshop de alimentação saudável no Bombarral

    Workshop de alimentação saudável no Bombarral

    O município do Bombarral promoveu, nos dias 6 e 20 de maio, o workshop “Alimentação saudável para toda a família”, que teve por finalidade alertar a comunidade para os cuidados a ter com a alimentação e partilhar algumas sugestões de refeições saudáveis.

    Dinamizadas pela nutricionista da autarquia, ambas as sessões tiveram lugar no Centro Escolar. “Entre outras temáticas, Filipa Soares falou sobre a importância da alimentação no desenvolvimento das crianças, sobre a roda dos alimentos, alertou para os problemas causados pelo consumo de açúcar, elencou alguns aspetos sobre o que deve ser uma alimentação saudável e finalizou com a apresentação de algumas receitas”, refere a Câmara através das redes sociais.

  • Mercado Com Vida no Bombarral

    Mercado Com Vida no Bombarral

    O “Mercado Com Vida” regressa no sábado, dia 28 de maio, ao Mercado Municipal do Bombarral, com mais um “Mercadinho de Trocas” e a “Hora do Conto”.
    Dinamizada pela Câmara do Bombarral e pela Mala d’estórias, a atividade terá início pelas 10:00 horas e é direcionada ao público infantil.
    O principal objetivo do evento é fomentar a partilha, sendo os petizes convidados a levar até ao “mercadinho” os jogos, os livros e os brinquedos com os quais já não brincam, proporcionando-lhes a oportunidade de os trocarem por outros.
  • Pão de medronho que nasceu no Politécnico de Leiria chega ao mercado

    Pão de medronho que nasceu no Politécnico de Leiria chega ao mercado

    O Pão de Medronho que foi desenvolvido pela empresa Medronho & Canela – Inovação Alimentar e Nutricional, Unip, Lda, uma spin off do Politécnico de Leiria, acaba de chegar ao mercado nacional, fruto de uma parceria celebrada entre aquela empresa e a Sonae MC.

    Este produto é da autoria de Rui Lopes, docente e investigador do CiTechCare do Politécnico de Leiria, e nesta primeira fase está a ser comercializado nas lojas Continente, em Portugal Continental, mas o objetivo é que o produto chegue, em breve, às 327 lojas da insígnia, incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores.

    “As diligências para alavancar a comercialização do Pão de Medronho para o mercado nacional começaram em 2020, através de contactos com a Sonae MC. O processo foi longo, mas profícuo, permitindo amadurecer e aprofundar o conhecimento das duas entidades e construir, de forma sólida, a relação que queremos projetar para o futuro, não só com o Pão de Medronho, mas também com outros produtos que incorporam o fruto, nos quais já estamos a trabalhar”, afirmou Rui Lopes, sócio-gerente da “Medronho & Canela”, em nota enviada às redações.

    A expectativa é que sejam atingidas vendas de 350 mil unidades por ano. “Estamos a falar de um pão cujas características, em termos de preço e posicionamento em prateleira, estão ao nível de outros pães que apresentam esta performance de vendas. Mas também porque é um pão com quatro características nutricionais muito valorizadas pelos consumidores: fonte de proteína, fonte de fibra, sem aditivos e com elevado teor antioxidante. É um produto que se posiciona na linha Saúde, permitindo-nos acreditar que as vendas poderão ser muito boas”, refere Rui Lopes.

  • Covid afasta João Almeida do Giro

    Covid afasta João Almeida do Giro

    Um teste positivo à covid-19 levou hoje o ciclista de A-dos-Francos a abandonar o Giro d’Italia. João Almeida, que terá sentido sintomas gripais, como febre e dores de garganta, durante a noite, estava em quarto na geral e tinha praticamente garantida a camisola da juventude.

    O jovem já não irá alinhar na partida para a 18ª etapa, que hoje liga Borgo Valsugana a Treviso, num percurso de 156 quilómetros. A notícia foi confirmada pela equipa do caldense, a UAE Emirates, em comunicado e também pelo team manager, Mauro Gianeti, ao Velo News. “É verdade, é verdade. É covid. Ele não se estava a sentir muito bem ontem à noite e esta manhã e fizemos testes. Agora vamos fazer os PCR, mas o teste rápido é positivo. Ele está fora da corrida, tem sintomas leves. O mais importante é a saúde e que se recupere bem”, explicou, acrescentando que “é uma pena muito grande, ainda lutava pelo pódio e a camisola branca estava praticamente garantida”.

    Até ao momento, João Almeida foi o único da equipa a testar positivo.

     

  • Vila homenageia trabalhadores da cerâmica com monumento

    Vila homenageia trabalhadores da cerâmica com monumento

    A inauguração do monumento abre as comemorações no dia 1 de julho

    A inauguração de um monumento que presta homenagem aos trabalhadores das duas grandes fábricas de cerâmica da Serra D’El Rei, a Cerâmica Rosário e a Cerâmica Vale Cavalos, no dia 1 de julho, dá início às comemorações do 19º aniversário da elevação da Serra d’El Rei a vila, que irão decorrer até ao dia de 10 de julho.
    “A Cerâmica Rosário foi uma das empresas com maior produção de tijolo da região durante anos e chegou a ter cerca de 70 trabalhadores, mas encerrou com a crise da Troika e achamos que merecem essa justa homenagem”, recordou o presidente da Junta, Jorge Amador, na apresentação do programa.
    O monumento irá ficar localizado a cerca de 100 metros da cerâmica Vale Cavalos, na Rua 4 de Agosto, num espaço verde onde existiu uma eira, que era utilizada para secar as lastras de barro quando o tijolo era feito de forma artesanal.
    Também no dia 1 haverá a missa solene e no dia 2 a passagem do troféu Joaquim Agostinho, com uma meta volante na freguesia. Das comemorações faz também parte a vinda do programa Domingão, da SIC, à freguesia, com uma transmissão dedicada à mesma. O objetivo é dar a conhecer o que de melhor a Serra d’El Rei tem, como por exemplo, o museu, a escola de rendas de bilros, entre outros.
    O camião-festa irá percorrer as ruas da localidade nesse dia, em que haverá também a feira de artesanato e velharias, a acontecer no mercado.
    O autarca recordou também a evolução da Serra d’El Rei desde que foi elevada ao estatuto de vila, nomeadamente ao nível das infraestruturas, com a construção do Fórum Serra, do museu, do novo mercado, do polidesportivo sintético e do parque urbano (onde irá brevemente ser inaugurado o parque infantil).
    “Recebemos o estatuto de vila há 19 anos, mas somos freguesia desde a criação das mesmas, após as paróquias, somos das mais antigas freguesias do concelho e da região”, exclamou. Aproveitando a história de amor de D. Pedro e D. Inês, intimamente ligada à Serra d’El Rei, Jorge Amador pretende “valorizar a História, preservar a identidade e promover o património”. Durante estes dias, o Museu D. Pedro I irá receber visitas de grupos de vários pontos do país naquela que é a única freguesia do concelho de Peniche sem praia. “A nossa praia é a cultura!”, exclamou Jorge Amador. ■

  • Voluntários juntaram-se para  a Caça à Beata

    Voluntários juntaram-se para a Caça à Beata

    Em apenas duas horas, o grupo de 15 pessoas apanhou cerca de dez mil beatas de cigarro nas ruas do centro da cidade e procurou sensibilizar a população através da distribuição de panfletos e de cinzeiros portáteis

    Caça à Beata foi a proposta para a manhã do passado sábado, 21 de maio. Um total de 15 pessoas de diferentes gerações, com participantes entre os dois anos e meio e as 60 primaveras, juntaram-se na Rua Leão Azedo, perto do terminal rodoviário das Caldas, para apanhar beatas de cigarro do chão.
    De luvas calçadas, uma pinça numa das mãos, para agarrar as beatas, e um garrafão de água vazio na outra, para colocar as beatas recolhidas, os voluntários metem-se de imediato ao caminho.
    Em cerca de duas horas o grupo apanhou um total de 20 litros de beatas (que se estima que sejam cerca de 10 mil beatas) e foi esclarecendo os mais curiosos que lhes perguntavam que ação era esta e o que andavam por ali a fazer. Durante a ação também foram distribuídos cinzeiros portáteis e folhetos de sensibilização ambiental aos transeuntes, aproveitando o movimento no centro da cidade na manhã de sábado.
    Esta iniciativa foi organizada pela @ecodogswalk, movimento criado em 2001 que propõe, como o nome indica, que enquanto se passeia o cão, se aproveite para recolher lixo. A francesa Veronique Tomaz é uma das fundadoras do grupo informal, que nasceu quando vivia em Queluz e, ao passear o seu Dali, se apercebeu da quantidade de lixo que ia encontrando no chão. Quando veio viver para as Caldas da Rainha, há cerca de seis anos, Veronique trouxe o conceito para a cidade termal.
    Além das pessoas que, ao passear o cão apanham o lixo do chão, o grupo conta com uma série de membros que partilham com Veronique as preocupações ambientais e ecológicas.
    Em 2019 iniciaram contatos com as instituições ligadas ao bem-estar animal nas Caldas para estabelecer uma parceria, mas o projeto ficou em “standby” pela pandemia.
    Esta ação de limpeza das beatas contou com a colaboração do movimento Caldas Sempre Limpa e da União de Freguesias de N. Sra. Pópulo, Coto e São Gregório, que se fez representar pelo seu presidente, Pedro Brás. O autarca foi dos primeiros a calçar as luvas e a meter-se ao trabalho para apanhar do chão este resíduo tão abundante e com tantas substâncias tóxicas, mas que pode ser reciclado e ganhar uma nova vida, na forma de tijolos, de papel ou de pranchas de surf.
    Para os próximos meses o grupo informal já tem prevista a realização de novas ações de limpeza das ruas da cidade. ■

  • Manifestação trouxe cerca de uma centena de tratores às Caldas

    Manifestação trouxe cerca de uma centena de tratores às Caldas

    Cerca de uma centena de agricultores manifestaram-se na manhã do dia 18 de maio no Oeste contra o aumento dos custos de produção na exploração agrícola através de uma marcha lenta.
    O ponto de encontro estava marcado para as 7h30, na Lourinhã, de onde a comitiva de tratores partiu, em direção ao Norte, para uma primeira paragem na Atouguia da Baleia e outra em Óbidos, junto ao Santuário do Senhor da Pedra, onde mais agricultores se foram juntando ao protesto.
    A manifestação seguiu depois, em marcha lenta, e num constante buzinão, até à porta da Direção Regional de Agricultura e Pescas, nas Caldas, perto da Escola Bordalo Pinheiro, cerca de 40 quilómetros depois da partida. Aí, já perto da hora de almoço, os manifestantes foram recebidos pelo Diretor Regional ​José Nuno de Lacerda Fonseca, a quem entregaram um caderno reivindicativo.
    As principais reivindicações dos agricultores passam pela criação de apoios diretos ao consumo de combustíveis e de eletricidade e pela isenção de impostos no gasóleo agrícola (como acontece nos setor da pesca), mas também pela regulação dos preços e ainda por investimentos do poder central em infraestruturas de armazenamento de água que possibilitem aos agricultores ter um auxílio no combate aos cada vez mais frequentes períodos de seca.
    A manifestação, que foi promovida pela Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste, Louricoop, Adega Cooperativa da Lourinhã e Cooperativa Agrícola de Peniche, tinha também como objetivo a sensibilização da opinião pública para a situação que se vive no setor agrícola e para as dificuldades sentidas no dia-a-dia pelos agricultores, especialmente depois do atravessar da pandemia, do despoletar da guerra na Ucrânia e da situação de seca no país.
    No final do protesto, pacífico e ordenado, os representantes destas quatro organizações seguiram para Lisboa, onde reuniram com o secretário de Estado da Agricultura, para lhe dar conta de que a atual conjugação de fatores, com grandes aumentos das despesas sem paralelo nas receitas, estão a levar ao estrangulamento do setor.■

  • Ideias dos alunos da ESAD para o Museu de Ciclismo

    Ideias dos alunos da ESAD para o Museu de Ciclismo

    A comunicação e divulgação do espaço museológico foi um dos pontos trabalhados pelos alunos, que sugeriram a criação de eventos

    Foi depois de visitarem o Museu de Ciclismo e de conversarem com a equipa que o dinamiza, que os alunos do mestrado em Design Gráfico da ESAD fizeram propostas para aquele espaço museológico.
    O resultado do trabalho, desenvolvido no âmbito da cadeira de Seminários, foi apresentado no dia 12 de maio.
    A criação de uma nova identidade para o museu foi uma das propostas, mas também a melhoria da comunicação e divulgação através da colocação e uniformização da sinalética e através da criação de novos e modernos panfletos e cartazes foram sugeridas pelos estudantes, que pensaram também no desenvolvimento de eventos, como noites com projeções de cinema ou jogos de escape tower a realizar no museu.
    Houve quem desenvolvesse livros com imagem em movimento, quem criasse stickers (autocolantes) para os visitantes levarem uma lembrança e também e quem tenha idealizado um jornal para o museu.
    Um dos projetos propunha a criação de uma camisola de ciclismo para o museu, que seria vendida como merchandising e que poderia ser adaptada e adotada como farda da equipa.
    A docente Silvia Raquel desafiou o museu a apoderar-se de alguns elementos destes trabalhos, para que eles não sejam apenas trabalhos para uma nota escolar.
    Já Mário Lino, fundador deste espaço museológico, mostrou-se esperançado de que este projeto seja o princípio de mais visitas e momentos de intercâmbio entre a escola e este espaço museológico. “Hoje o museu sai mais rico”, resumiu. ■

  • Cabaret Voltaire Lounge – cocktails e arte saboreados lado a lado

    Cabaret Voltaire Lounge – cocktails e arte saboreados lado a lado

    Inspirado no berço do Dadaísmo, o novo bar que abriu nas Caldas tem uma decoração cuidada

    Abriu recentemente o Cabaret Voltaire Lounge no número 11 da Rua Alexandre Herculano, também conhecida como Rua do Jardim. Esta é uma nova oferta diferenciada na cidade termal. A luz baixa e quente, a arte nas paredes e a decoração cuidada destacam-se, num espaço onde o preto predomina e onde se conjuga com os tons da madeira. O Cabaret Voltaire ­Lounge é uma aposta de Paulo Santos, empresário lisboeta que se inspirou, por um lado, no berço do dadaísmo, um bar com este nome que se localizava em Zurique, na Suíça onde os artistas se juntavam, e, por outro lado, também numa banda inglesa com esse nome de quem era fã. Foi, aliás, quando estava emigrado em terras de Sua Majestade, a trabalhar na gestão de bares, que pensou neste conceito, então para Lisboa. Quando regressou, em 2021, Paulo Santos veio visitar Henrique Vieira Ribeiro, que considera o seu irmão de mães diferentes, e a esposa Ana Vieira Ribeiro (um casal de artistas que tem atelier em Alguber) e depois dessa visita e conversa, mudou o foco para as Caldas. “Eu antigamente vinha de Lisboa para a Foz do Arelho para ir ao Solar da Paz e à Green Hill”, recorda. Por outro lado, considera que a criação do Cabaret Voltaire naquela que é a cidade das artes “faz todo o sentido”. O objetivo é mesmo que as paredes do bar sejam um local expositivo, e não só as paredes, até porque a arte pode ser mostrada, por exemplo, na forma de música. Atualmente mostra parte da exposição privada e em junho terá a primeira mostra de um fotógrafo caldense. Mas o motivo principal para ir ao Cabaret Voltaire Lounge não é a arte, mas sim os cocktails e aí, além dos grandes clássicos, existe uma carta de cocktails de assinatura, como o Gold Digger ou o Pornstar Martini. Para comer há tábuas de queijos e nachos.
    O espaço comercial que hoje é um bar com uma decoração cuidada, eram apenas quatro paredes brancas e um teto, pelo que foram necessárias obras, que decorreram entre outubro e novembro. Depois veio a burocracia, que atrasou a abertura. A decoração valoriza a utilização da madeira, das peles e veludos, para “dar conforto e tornar o espaço acolhedor, o objetivo é que o cliente sinta que está na sala de sua casa a ser servido por nós”, refere o empresário que com a abertura deste espaço, criou três novos postos de trabalho. O Cabaret Voltaire ­Lounge funciona de quarta a domingo, entre as 18h30 e as 2h00 no Inverno e entre as 20h00 e as 2h00 no Verão. “Gostava de criar o hábito do pré-drink, antes do jantar”, disse. ■

     

    Pornstar Martini by Paulo Santos – o best seller do Cabaret Voltaire

    Ingredientes: 50 ml de vodka; 25 ml de licor de maracujá; 50 ml de sumo de maracujá; 25 ml de puré de maracujá e um shot de champagne

    Preparação

    1. Juntar os 50 ml de vodka, 25 ml de licor de maracujá, 50 ml e os 25 ml de puré de maracujá num shaker e misturar bem

     

    Adicionar

    2. Colocar o preparado do shaker num copo de cocktail. Para finalizar, pode decorar o cocktail, por exemplo, com uma rodela de maracujá

     

    Servir

    3. Servir o cocktail com um shot de champagne, para quando achar que está muito doce, equilibrar os sabores

  • Novo recorde para maior onda do mundo na Nazaré

    Novo recorde para maior onda do mundo na Nazaré

    A onda surfada pelo alemão Sebastian Steundtner tinha 26,21 metros

    Mais de uma década depois de em 2011 ter sido surfada na Nazaré a maior onda do mundo, com 24 metros, pelo norte-americano Garret McNamara, um facto que viria a mudar os destinos de toda a vila, o Canhão tem sido protagonista de sucessivas quebras desse recorde. Em 2017 o brasileiro Rodrigo Coxa surfou uma onda de 24,38 metros e bateu o recorde de McNamara. Esta terça-feira, 24 de maio, foi homologado o mais recente recorde. Foi em outubro de 2020 que o alemão Sebastian Steundtner surfou uma onda com 26,21 metros na Nazaré, terra onde vive, e que foi agora reconhecida pela World Surf League e pelo Guiness World Book. O surfista recebeu o certificado e mostrou-se muito feliz com o feito. “Nós definimos o que é possível!”, exclamou, através de uma publicação nas suas redes sociais. “Estou muito orgulhoso deste feito e do trabalho de toda a equipa”, referiu o surfista alemão. “Espero que o meu percurso e este recorde do mundo possam ajudar a inspirar muitas outras pessoas para seguirem os seus sonhos também”. Antes, em novembro do ano passado, e ainda sem saber que aquela era a maior onda do mundo, o alemão tinha festejado o terceiro título de ondas gigantes. “Nunca vou esquecer o dia 29 de outubro, nunca antes senti tanta velocidade na prancha e nunca tinha visto uma onda tão grande à minha frente”. A avaliação da onda terá sido feita através da análise de frames das filmagens e corrigida geometricamente com base na câmara e inclinação.
    Em termos femininos o recorde do mundo também foi conseguido na Nazaré, pela brasileira Maya Gabeira que em 2018 surfou uma onda de 20,72 metros, que lhe valeu a entrada no livro do Guiness. Mas não ficou por aí, e dois anos depois, quebrou o seu próprio recorde com uma onda de 22,4 metros. ■

  • Feira de Sta. Rita levou famílias à Quinta do Gradil

    Mais de 300 visitantes na primeira edição do evento, que contou com mais de 60 expositores e uma grande diversidade de produtos

    A primeira edição da Feirinha de Santa Rita, na Quinta do Gradil, decorreu no passado domingo, 22 de maio, assinalando o dia da padroeira da capela da quinta, Santa Rita de Cássia. O evento recebeu mais de 300 visitantes ao longo do dia. Pela quinta, localizada no Vilar (Cadaval), estavam mais de 60 expositores. Cerca de metade eram produtores e artesãos da região e os restantes vinham do Hype Market, um mercado mensal que acontece no centro de Lisboa para promoção e venda de produtos, com conceitos originais na área da decoração, moda, acessórios e crianças. Logo à entrada havia também uma zona para animação das crianças, com um grande insuflável, pinturas faciais e balões. Para complementar a feira existia também uma zona de restauração, com quatro carrinhas de street-food.
    O caldense Luís Costa é o apicultor da Quinta do Gradil. A apicultura na quinta nasceu há cerca de seis anos, depois de uma visita em que se deparou com um enxame. Atualmente a quinta já produz o seu mel e o objetivo é explorar também a vertente do apiturismo. “Temos as condições ideais, com um apiário com maturidade, inserido numa paisagem fantástica e onde se produz o mel de forma biológica”, explica. O evento serviu ainda para apresentar o workshop de apiturismo que passa a integrar a oferta de enoturismo da quinta. A organização fez um balanço muito positivo desta primeira edição da feirinha, que deverá realizar-se anualmente nesta época.
    “Na Quinta do Gradil trabalhamos o enoturismo como uma experiência em família, onde as crianças são bem-vindas e os animais também”, explicou Catarina Moura, do grupo Parras, do qual a Quinta do Gradil faz parte. Nesse sentido, por exemplo, nas provas de vinho, há sempre sumos e bolachas para que os mais novos possam acompanhar os pais.
    Alberto Cruz, proprietário da Pastelaria Roma, em Peniche, era um dos expositores. A pastelaria, que festeja este ano o 48º aniversário e que conta atualmente com duas lojas e 14 trabalhadores, trouxe os típicos “Ésses” de Peniche e também os Penichenses. “É uma boa forma de divulgar os produtos e vende-se sempre qualquer coisa, o espaço é muito agradável, foi bom em termos de afluência e de vendas”.
    A passear pela feira encontramos Tiago Alves, que veio do Bombarral com a esposa e o filho para ver os produtos locais e para conhecer a quinta. “O evento está muito interessante, o espaço é bonito e tem muita diversidade de produtos, é um bom dia em família”, resumiu. ■

     

  • Chegada a Treviso na 18ª etapa

    Chegada a Treviso na 18ª etapa

    A etapa de amanhã liga Borgo Valsugana a Treviso, num percurso de 156 quilómetros, essencialmente planos. É a 18ª das 21 etapas, que completarão um trajeto total de mais de 3445 quilómetros percorridos em cerca de três semanas.

    O Scale di Primolano e o Muro di Ca’ del Poggio são os únicos obstáculos topográficos desta etapa, que se desenrola em estradas retas e geralmente largas. Com passagem por várias áreas urbanas, o pelotão irá encontrar rotundas e mobiliário urbano, numa etapa que termina com um circuito de aproximadamente 11 quilómetros em Treviso.

    A três quilómetros da meta há uma curva acentuada e nos últimos dois quilómetros a estrada abre, com uma curva final a 1200 metros da chegada, em asfalto.

    João Almeida parte em quarto lugar na geral e leva vestida a camisola da juventude. A transmissão televisiva tem início às 12h30 (hora portuguesa).

  • José Soares homenageado na Nazaré

    José Soares homenageado na Nazaré

    No dia 24 de maio de 2022, dia em que o nazareno José Soares completou 100 anos de vida, a Biblioteca Municipal prestou-lhe homenagem, atribuindo àquele equipamento o nome deste autor que ao longo da vida tem produzido várias obras dedicadas à sua terra.

    “O percurso de José Soares da Conceição justifica esta singela homenagem” disse Walter Chicharro, presidente da Câmara da Nazaré.

    Nascido em 1922, estreou-se na escrita em 1960 com a publicação da obra “Ventania”. “Teve, também, uma breve incursão pela pintura de cariz experimental, de que resultaram alguns trabalhos, a maior parte desconhecida do público”, refere a Câmara através de nota publicada no seu site.

    “José Soares é, para todos nazarenos, um exemplo de dedicação à cultura, à promoção da mesma, e acima de tudo à pesquisa, rebuscando no passado as histórias”, disse Manuel Sequeira, vice-presidente e vereador com o pelouro da Cultura, sobre o homenageado que se distingue “pelas várias batalhas que travou em prol da nossa comunidade, na preservação da sua identidade, da sua cultura.”

    Manuel Sequeira concluiu a sua intervenção referindo que a cerimónia do dia “é um singelo ato de gratidão a quem tão dignamente o soube merecer, a quem reconhecemos como uma das maiores figuras da cultura do nosso concelho”.

    O homenageado agradeceu a presença de todos numa sessão “de cariz cívico e cultural de atribuição do nome de um munícipe à Biblioteca Municipal da Nazaré”, sublinhando que “não tinha como recusar”. Significado ético da proposta, agora, concretizada, foi também sublinhado por José Soares que contemplou “um cidadão apenas pelo amor que dedica à sua terra”.

  • Festa da Espiga na Palhoça

    Festa da Espiga na Palhoça

    A Festa da Espiga na Palhoça (Cadaval) decorre entre os dias 26 e 29 de maio. Para o primeiro dia está previsto o peditório com “Os Amigos da Música” (que atuam também às 18h00) em Figueiros e Barreiras e a missa (17h00).

    No segundo dia realizam-se jogos populares à tarde e espetáculo popular com banda à noite. Para sábado, 28 de maio, está previsto o torneio de chinquilho e animação musical e para o último dia dos festejos um almoço-convívio seguido de jogos tradicionais. O encerramento dos festejos está previsto para as 22h00.

  • Jornadas sobre a função social do museu em Peniche

    Jornadas sobre a função social do museu em Peniche

    As XXIV jornadas sobre a função social do museu realizam-se nos dias 3 e 4 de junho, em Peniche. Sob a temática “Museus, Poder e Autonomia”, o evento é organizado pela MINOM Portugal e município de Peniche.
    A organização esclareceu que “vai ser possível também participar nos grupos de discussão temáticos – “A atualidade da mesa redonda de Santiago do Chile” e “A autonomia de gestão dos museus” –, conhecer projetos intrinsecamente ligados ao território – como o Aspiring Geoparque Oeste e a Rede Cultura 2027 –, bem como percorrer a cidade em visita guiada no Roteiro que junta Redes, Rendas e Liberdade”.
    O programa completo pode ser encontrado aqui.
  • João Almeida caiu um lugar na geral e está em quarto

    João Almeida caiu um lugar na geral e está em quarto

    O jovem ciclista João Almeida chegou hoje em 14º lugar na difícil 17ª etapa do Giro d’Italia, que ligava Ponte di Legno a Lavarone. O caldense perdeu um minuto e quatro segundos para Mikel Landa (Bahrain), que assim ultrapassou o ciclista de A-dos-Francos na geral e entrou no pódio, tendo agora 49 segundos de vantagem para o caldense, que está a 1 minuto e 54 segundos do primeiro. A maglia rosa continua a ser vestida por Carapaz (Ineos), que é seguido por Jay Hindley (Bora).

    Esta etapa foi ganha por Buitrago (Bahrain), que ganhou na fuga a Leemreize (Jumbo-Visma). A tirada, de 168 quilómetros, era extremamente difícil e o caldense descolou do grupo de favoritos na alta montanha ainda a mais de dez quilómetros da meta, não conseguindo depois voltar a colar e vindo a perder tempo.

    Faltam ainda disputar quatro etapas do Giro d’Italia, sendo a última um contrarrelógio individual. Para amanhã está prevista uma etapa essencialmente plana, com um total de 156 quilómetros entre Borgo Valsugana e Treviso.

  • Cuca Roseta levou multidão ao Parque  D. Carlos I

    Cuca Roseta levou multidão ao Parque D. Carlos I

    O concerto da fadista, com os jovens da banda Tocándar, fechou o feriado municipal com milhares de pessoas

    A fadista Cuca Roseta atuou no antigo parque de bicicletas do Parque D. Carlos I na tarde de domingo, 15 de maio, “encerrando” o feriado municipal com chave de ouro. Milhares de pessoas fizeram questão de marcar presença no concerto, que juntou a conceituada artista com os Tocándar, um projeto iniciado na Marinha Grande há 22 anos pelo maestro Paulo Tojeira, que levou a palco 27 jovens entre os oito e os 32 anos.
    “Barco Negro” deu início ao espetáculo, que passou pela “Gente da Minha Terra” e que, junto ao Museu de José Malhoa, não podia deixar de trazer também o “Fado Malhoa”, num dos grandes momentos da tarde. O “Fado das Caldas”, que fez questão de cantar, com a ajuda do público, foi outro ponto alto, antes de um medley para dar a conhecer diferentes regiões do país. “Caldas é a minha segunda casa, estou muito feliz de estar aqui”, afirmou a fadista durante a atuação, mas foi já no final que deixou o seu testemunho do amor às Caldas que leva consigo. “Fiquei tão sentida de o presidente da Câmara me ter dito que eu era um pouco caldense, sou mesmo, assim me sinto, porque cresci nesta cidade e há muitos anos que é a terra da família da minha mãe, dos meus avós, bisavós e trisavós e a minha também”, afirmou, acrescentando que foi um “concerto inacreditável”, num lugar que tanto lhe diz. “Nunca imaginei eu, na minha feliz infância, quando descia no escorrega ou passeava de barco, no lago dos patinhos, como eu lhe chamava, que um dia ali estaria a cantar para este mar de gente”.
    Sérgio Sousa, que mora nas Caldas, veio ao concerto com a esposa. “Gosto da artista, mas não gostei do concerto, porque o palco estava muito baixo, não dava para ver nada, e a acústica também não foi bem pensada”, afirmou. Comparando com os concertos da Frutos, por exemplo, disse que nunca sentiu esta dificuldade, mas que neste caso, na zona mais afastada do palco “não se via e não se ouvia nada”. Sérgio Sousa, que costuma ir aos concertos do 15 de maio na avenida, considera ainda assim que o Parque D. Carlos I é uma boa aposta, mas defende que as condições devem ser melhoradas. “Era para ter ido aos dj’s ontem, mas acabei por não conseguir. Acho que é uma ideia interessante existir essa opção mais para a juventude, mas talvez seja muito deslocado do centro da cidade, penso que poderia acontecer, por exemplo, aqui no parque”.
    Já Madalena Liberato veio com a mãe, com o mesmo nome, do Cadaval para verem a Cuca. “Gostamos muito da artista e tenho acompanhado os concertos dela, gostei desta atuação, foi muito boa e a interação com o grupo de jovens foi espetacular”, resumiu.

    Festa no Abraço Verde
    O dia 15 de maio iniciou-se em festa no Abraço Verde, junto ao Complexo Desportivo. Ainda na noite de dia 14 tinha atuado naquele espaço a banda Caim, já depois de um concerto da Orquestra do Monte Olivett no tabuleiro da Praça da Fruta. Pela meia-noite ouviam-se no Abraço Verde os sons do dj Tiago M, seguindo-se a sempre aguardada atuação dos Beatbombers, os dj’s caldenses campeões do mundo, Ride e Stereossauro, que teve início pela uma hora da madrugada.
    A criação desta oferta festiva, mais direcionada para a juventude, foi alvo de muitos elogios, assim como a escolha dos artistas para animar a festa, mas a curta duração do evento foi um dos pontos apontados pelas várias pessoas com quem fomos falando como algo a melhorar para futuras edições, assim como a escassa oferta ao nível do bar, com longas filas, e ao nível da disponibilidade de casas de banho. A localização, afastada do centro, também não foi consensual. ■

  • Primeiro passeio de tratores dos Cabreiros com 70 participantes

    Primeiro passeio de tratores dos Cabreiros com 70 participantes

    Iniciativa na manhã de domingo levou os participantes ao miradouro de São Domingos e fomentou o saudável convívio entre todos

    Manhã de domingo, 15 de maio, feriado municipal nas Caldas e na pacata aldeia dos Cabreiros, em Salir de Matos, sente-se uma dinâmica fora do comum, com muito movimento perto da Associação Cultural e Recreativa da localidade. Dezenas de pessoas, a maioria homens, encontram-se para tratarem das inscrições para aquilo que será o primeiro passeio de tratores organizado por esta coletividade. Mais abaixo na estrada, num terreno próximo, está o parque de estacionamento, já repleto de viaturas de trabalho que hoje têm um fim meramente recreativo. Há modelos de diferentes cores e tipos, de diversas marcas, tamanhos e idades e há até adaptações especiais para o passeio, com a colocação de bancos e chapéus de sol. O que não falta também é a boa-disposição.
    No ar, junto à associação, o cheiro a porco no espeto, regado com molho espalhado pelos ramos de louro, não deixa enganar: o almoço-convívio no final do passeio é mesmo um dos principais motivos para a vinda de tantos participantes. E estes são da freguesia de Salir de Matos, mas não só. Há quem venha de Alvorninha, Vidais, Évora de Alcobaça e outras freguesias próximas de propósito para este passeio.
    Jorge Ferreira, que é natural desta localidade e que faz parte dos órgãos sociais da associação é o mentor da iniciativa. “Há cerca de três anos, antes da pandemia, fiz um passeio de tratores que foi organizado por uma associação vizinha, nos Vidais e achei a iniciativa muito engraçada, pelo que decidi organizar também um aqui na nossa associação”, explicou à Gazeta. Com a pandemia, esses intentos tiveram de ser adiados até ao passado domingo.
    Entretanto, no terreno que foi transformado em parque de estacionamento e já depois de, ao lado do presidente da Junta de Salir de Matos, Flávio Jacinto, pedirem a todos para manter a segurança durante o passeio, estão prontos para partir os cerca de 70 tratores, com a comitiva da organização que de carro e de mota irá ajudar na circulação. Dos Cabreiros a comitiva de tratores seguia em direção a Salir de Matos, onde perto da Junta de Freguesia tinham um reforço, com uma bifana quente. O “comboio” de tratores seguia então para São Domingos, o miradouro perto da capela de onde é possível avistar o Oceano Atlântico, apesar de se encontrar numa freguesia rural do concelho caldense, a mais de cinco quilómetros em linha reta da costa. Daí, os participantes regressaram nos seus tratores para a sede da associação, onde os esperava o almoço. A associação nos Cabreiros tem um café a trabalhar diaramente à hora de almoço e à noite, e é mesmo o único sítio que existe para beber um café na aldeia. Depois destes tempos de pandemia que levaram praticamente à inatividade da coletividade, procuram agora renascer, com este evento e com a festa anual, no final de junho.
    A maioria dos participantes eram homens, mais ou menos jovens, mas neste primeiro passeio também se registou a participação de algumas mulheres. Benigno de Sousa, dos Cabreiros, elogiou a iniciativa. “É bom para dinamizar e também para dar a conhecer a freguesia”, refere. O trator, que traz, um David Brown da década de 80 do século passado, é uma ferramenta de trabalho. “Não esperava tanta gente, mas por outro lado, com a pandemia, as pessoas estão ávidas de se encontrar”, contou.
    José Gageiro, que também é natural dos Cabreiros, decidiu juntar-se a esta iniciativa porque achou piada à ideia e porque gosta do convívio. Os filhos, Rui e Ruben, de 11 e 24 anos, não foram convidados pelo pai para o passeio, mas fizeram questão de aparecer e, como não podiam ir no trator, acompanharam de mota. O trator, que é uma ferramenta diária na agricultura, é um John Deere com mais de 40 anos. “Já o comprei velho e depois arranjei-o”, disse.
    Ao almoço, os méritos foram reconhecidos, com “troféus” para o condutor mais novo (16 anos) e o mais velho (72 anos), para o trator mais novo (Solis de 2021) e o mais velho (Zetor de 1958) e ainda para o melhor restauro e o mais original para o evento (este decorado por Leonel Camacho com um placar publicitário antigo da associação). ■

  • Petrolettes: conheça as mulheres motards  da região

    Petrolettes: conheça as mulheres motards da região

    Núcleo das Caldas da Rainha já conta com 80 elementos e terá o ráli no início de junho

    Nasceu nas Caldas da Rainha, no decorrer do último ano, o núcleo das Petrolettes, um movimento internacional que pretende juntar as mulheres que tenham em comum a paixão pelo motociclismo.
    O conceito deste movimento passa pela existência de uma comunidade online que se encontra uma vez por ano, num encontro internacional, na Alemanha, sempre no primeiro fim de semana de julho.
    O evento pode ser comparado a uma concentração motard tradicional, mas neste caso só para as mulheres motards. O objetivo é juntar estas mulheres que residem na mesma zona, mas que muitas vezes não se conhecem, ainda que partilhem este gosto pelas duas rodas. Para tal, existe uma rede social própria, com grupos locais.
    No núcleo das Caldas da Rainha há elementos, a título de exemplo, oriundas da Ericeira e do Bombarral, mas também Tomar e Marinha Grande.
    “Não existe uma exclusividade geográfica”, conta Ana Pedro, a atual Petro Leader, que sucedeu à primeira do núcleo, Daniela Félix, A Petro Leader faz a conexão entre as mulheres que integram o grupo local e é o ponto de contacto com a comunidade internacional. O grupo tem atualmente quase 80 elementos. “O crescimento foi maior do que prevíamos”, disse.
    Com a pandemia e o impedimento de realizar o tal encontro internacional anual, surgiu o conceito do ráli, que pretende juntar as mulheres motards de todo o globo para, num mesmo dia, rolarem pelas estradas dos seus países, mas divididas em grupos locais.
    Este ano já estão ativas 211 cidades em todo o globo, com um total de mais de 8 mil mulheres inscritas. A nível nacional há 14 cidades inscritas, com mais de uma centena de mulheres interessadas em participar no evento. Do núcleo das Caldas ainda não se sabe quantas motards participarão, até porque as inscrições estão abertas até ao final do mês. Nesta fase, contam com mais de 30 inscritas.

    Das termas à serra
    O núcleo das Caldas tem já um percurso delineado que levará as Petrolettes pelas Serras de Aire e Candeeiros.
    O ponto de encontro e de partida será, logo pela manhã, no Largo do Hospital Termal, nas Caldas. Durante o dia inteiro, as motards farão cerca de 150 quilómetros, com paragens turísticas e com um final em São Martinho do Porto, no Ó Pit Stop (na estação ferroviária). “O objetivo é ter nesse local uma festa com os maridos, amigos e família e com todas as pessoas que se queiram juntar a nós”, referiu a Petro Leader.
    “Entre Lisboa e Coimbra somos a única cidade com núcleo”, contou Ana Pedro, explicando que esta é uma comunidade diversa e na qual se procura que ninguém fique de fora.
    “Temos mulheres de 20 e poucos anos e outras de praticamente 50, temos o caso de uma mãe e filha que fazem parte da comunidade, temos mulheres que acabaram de tirar a carta e temos outras com mais de 20 anos de experiência e muitos quilómetros de estrada, o objetivo é incentivar as mulheres com paixão pelas motas a aventurarem-se e inspirarmos outras mulheres que tenham esse desejo”, frisa a responsável.
    Dentro do grupo há também “mulheres que não conduzem”, mas que partilham esta paixão pelas motas e são, obviamente, bem-vindas a esta comunidade de entreajuda, que é o que as Petrolettes são, não se trata de uma entidade formal, não é um motoclube”, explica.
    Desde a criação desta comunidade, salienta, “ouvimos muitas vezes as mulheres a agradecerem por termos aparecido, porque de outra forma têm que andar sempre de mota com homens”. O objetivo é mesmo “abrir horizontes numa área dominada por homens, criar comunidades que reflitam a nossa paixão por motas e despertar o espírito feminino no mundo motard”, resume.
    Ana Pedro considera mesmo que, “ao fornecer um espaço único e seguro para as mulheres descobrirem e desenvolverem sua paixão por motas, podemos fazer uma enorme diferença para as mulheres que conduzem ou pretendem conduzir”.
    A Petro Leader admite que existem “algumas dificuldades de ser mulher motard, mas são superáveis”. É, portanto, acelerar quilómetros fora, na direção de uma sociedade mais igual. ■

  • Joana Casimiro abriu novo espaço no Caldas Terrace

    Joana Casimiro abriu novo espaço no Caldas Terrace

    A jovem maquilhadora caldense está a seguir o seu sonho e criou um estúdio que aumenta a visibilidade

    Abriu esta semana o novo espaço da maquilhadora profissional caldense Joana Casimiro. O estúdio localiza-se no condomínio Caldas Terrace (em frente às antigas instalações da EDP) e, com uma grande montra de vidro e um aspeto clean onde predominam o branco e o dourado, chama a atenção de quem passa de dia e até à noite, quando há jogos de luzes no interior do espaço. A jovem de 28 anos sempre maquilhou as amigas, mas foi há cerca de três anos que decidiu fazer formação na área. “Encontrei uma paixão que não sabia que tinha”, conta. Abriu então o seu gabinete no Caldas Empreende, a incubadora caldense que foi um importante apoio para começar a atividade. Só que duas semanas depois de abrir as portas, veio o primeiro confinamento.
    Engenheira alimentar de formação, a caldense foi combinando as duas atividades como conseguia, até agora assumir esta paixão a tempo inteiro. O público-alvo são todas as pessoas que queiram sentir-se mais bonitas num dia particular, que nem tem que ser um casamento ou um evento. “O lema do estúdio é o bem-estar, é que as pessoas se sintam bem consigo mesmas”, refere. Neste novo gabinete encontram-se serviços de maquilhagem, lifting de pestanas, limpezas de pele e de massagens, uma novidade que só possível com a mudança de espaço. Depois, a jovem faz também workshops de maquilhagem para grupos ou individuais e ainda uma vertente de workshops infantis. Entre as vantagens desta mudança está também o aumento da capacidade de pessoas a receber nos workshops e a existência de um gabinete separado. Depois há a questão da visibilidade que aumentou exponencialmente. As clientes podem deslocar-se ao gabinete ou receber os serviços em casa e a disponibilidade de horários é uma das mais-valias (mediante marcação). “Quero combater a ideia das 9h00 às 18h00, porque as pessoas podem precisar de mim fora desse horário”. Entre os grandes sonhos para o futuro está a criação da sua própria marca de cosméticos. ■

  • No dia da cidade, saiba que Caldas foi vila praticamente desde a fundação

    No dia da cidade, saiba que Caldas foi vila praticamente desde a fundação

    Caldas é uma cidade que conhece a sua origem. Sabe onde nasceu e como se expandiu. Nesta edição, dedicada ao Dia da Cidade, recordamos a fundação

    A lenda da criação das Caldas da Rainha é relativamente conhecida e há, aliás, até mais do que uma história sobre os motivos que deram origem a esta povoação, entre os dois mais importantes núcleos medievais da região: Alcobaça e Óbidos. Certo é que aqui a Rainha mandou construir um Hospital ainda no século XV, aquele que é hoje considerado o mais antigo hospital termal do mundo. E certo é também que toda a povoação que hoje se define como cidade se desenvolveu em torno dessa estrutura. Mas, caro leitor, sabia que Caldas foi vila praticamente desde a fundação?
    Segundo vários historiadores, com os benefícios então atribuídos a quem povoasse esta região (primeiro, em 1474 e depois, em 1488, um capítulo que merece igualmente estudo), a zona em torno do hospital foi-se desenvolvendo rapidamente.
    Lisbeth Rodrigues, na tese intitulada “Os hospitais portugueses no renascimento (1480-1580): o caso de Nossa Senhora do Pópulo das Caldas da Rainha”, refere que “a análise dos documentos que dizem respeito ao hospital mostram que o título de vila era usado muito antes de 1511, data da fixação dos limites do seu termo”.
    A mesma investigadora sugere que os termos da vila já estariam então definidos, mesmo antes de formalmente o serem.
    “Ao que tudo indica, foi apenas a 15 de março de 1511 que o monarca (ndr: D. Manuel) apontou o doutor Rui Boto, chanceler-mor do reino, para delimitar o termo das Caldas. Rui Boto e os juízes e oficiais de Óbidos e das Caldas definiram que o termo da vila seria constituído pelas povoações e territórios no perímetro de meia légua, colocando vários marcos para o efeito”.
    Apenas seis dias depois da demarcação, D. Leonor solicitou a D. Manuel “que passasse carta na sua chancelaria sobre a instituição da nova vila e seu termo” e foi, a 21 de março de 1511, que as Caldas passaram a ser uma vila.
    Lisbeth Rodrigues nota ainda que “foi graças a D. Leonor que surgiu uma das poucas vilas criadas ex novo nos finais do século XV. Entre 1485 e 1525 a rainha não mediu esforços para dotar o hospital e a vila de estruturas indispensáveis para vingarem depois da sua morte”, como são exemplo “a aprovação de Roma, os privilégios e liberdades concedidos aos habitantes das Caldas, a atribuição de sesmarias a partir de 1491, a compra de inúmeras parcelas de terra que depois doou ao hospital, a elevação do lugar a vila, a delimitação do seu termo, e, finalmente, a aprovação do Compromisso do hospital em 1512”
    Foi, portanto, há mais de 511 anos que o lugar das Caldas passou a ser uma vila. Em 1927 deu-se a elevação a cidade, que se assinala a 26 de agosto. ■

    Concelho tem, além da cidade, um total de três vilas entre as sedes de freguesia

    O concelho das Caldas tem três vilas. São elas, por ordem de antiguidade, Santa Catarina (elevada em 1991) e A-dos-Francos e Foz do Arelho (ambas em 2009).
    Os motivos históricos são importantes na fundamentação que levou a cada uma destas decisões, como se lê no decreto-lei que eleva A-dos-Francos a vila, em que se realça que “o passado da localidade de A dos Francos reveste importância não desprezível na História de Portugal, estando ligada à Fundação da Nacionalidade e conquista de Lisboa e, também, à Guerra Peninsular”. Mas não só a história interessa. No caso da Foz do Arelho há uma particularidade destacada no decreto-lei que a consagra como vila: “a singularidade das características naturais da Foz do Arelho, bem como as da Lagoa de Óbidos, e, bem assim, a relevância das actividades humanas que nelas se desenvolvem”.
    À data, a lei ditou que, para serem vilas, estas povoações tinham de contar com um número de eleitores, em aglomerado populacional contínuo, superior a 3.000 e que estar dotadas de uma série de equipamentos coletivos como posto de assistência médica, farmácia, transportes públicos coletivos, entre outros.
    Resta dizer que Santa Catarina foi sede de concelho entre 1349 e 1834, num concelho constituído pelas freguesias de Carvalhal Benfeito e Santa Catarina que tinha, em 1801, 1210 habitantes. Também Alvorninha havia sido sede de concelho desde 1210 até 1836, então incluindo também a freguesia dos Vidais. ■

  • A história da mais alta condecoração  da República às Caldas… que se perdeu

    A história da mais alta condecoração da República às Caldas… que se perdeu

    O colar da Ordem honorífica de Torre e Espada com que a vila das Caldas foi condecorada desapareceu e foi necessário pedir uma 2ª via à República

    Algures entre o pós-25 de Abril e o novo milénio, é impossível precisar, o colar da Ordem honorífica de Torre e Espada com que a cidade das Caldas foi condecorada, e que representa a maior condecoração da República, desapareceu. Ninguém sabe o que lhe aconteceu. Em 2010 o desaparecimento era denunciado pelos vereadores socialistas na Câmara, Delfim Azevedo e Rui Correia que questionaram sobre “o paradeiro da comenda” atribuída às Caldas.
    A então vila das Caldas foi distinguida em 1919 com o Grau Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e com o Colar de Prata e Esmalte. Na base da condecoração esteve um grupo de voluntários que, em 1915, defendeu a República contra o movimento militar de Pimenta de Castro, que pretendia instaurar uma ditadura militar e que ficou conhecido como a Revolta de Santarém. Caldas recebeu esta distinção, no mesmo decreto lei que distingue as cidades do Porto, Coimbra, Santarém, Évora e Bragança e também a vila de Alcobaça. Diz o decreto nº5664 que estas “se tornaram dignas de ser galardoadas pelo heroísmo, civismo e amor que manifestaram em sustentar a integridade das instituições republicanas quando estas correram o perigo de ser subvertidas pela ação proeminente que os monárquicos tinham”.
    A investidura solene decorreu no dia 15 de maio de 1921. Conta-nos a manchete do jornal Círculo das Caldas de 21 de maio desse ano que “As insígnias da Torre e Espada são impostas pelo Sr. Ministro da Guerra à bandeira da Câmara Municipal das Caldas da Rainha”, num artigo que explica que o ministro da guerra teria visitado o quartel de Infantaria 5, onde tomou “nota de alguns defeitos que o quartel apresenta e que vai procurar remediar”. Seguiu depois para os Paços do Concelho, onde foi recebido pelo presidente da Câmara, Saul Sério. Conta o jornal que “a bandeira da Câmara é conduzida pelo Sr. Maldonado Freitas até à Praçada República, desfilando diante dela o Regimento de Infantaria 5 e muito povo”.
    Quem ainda se recorda de ver esta importante distinção na Câmara das Caldas é o historiador Mário Tavares, que fez parte da comissão instaladora da Câmara no pós-25 de abril e que um dia, numa ida ao sotão do edifício da Câmara, que se localizava então no local onde hoje está instalada a União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, encontrou “uma caixa comprida, cinzenta azulada, muito mal-tratada”. Lá dentro, a importante distinção, que sendo referente à República, pouco valor tinha para o poder autoritário instituído até à Revolução dos Cravos. Mário Tavares entregou então essa distinção aos responsáveis da Câmara. O desaparecimento dá-se depois.
    Quase um século depois da atribuição, em 2016, a condecoração foi exposta, mas tratava-se de uma segunda via, igual e com o mesmo valor da original. Mário Lino, na posse dos documentos originais, e a autorização da autarquia, conseguiu junto das ordens honoríficas, que fosse feita esta segunda via. ■

  • D. José Policarpo foi homenageado na Ramalhosa

    D. José Policarpo foi homenageado na Ramalhosa

    Na manhã de domingo foi descerrada uma placa na igreja da Ramalhosa que homenageia o caldense, natural de Alvorninha

    D. José Policarpo foi homenageado, na manhã do passado domingo, 8 de maio, na Igreja da Ramalhosa, que, pela proximidade com a casa, tantas vezes frequentou e onde deu aulas de catequese.
    De igreja cheia, foi num clima de recordação, emoção e festa que se homenageou esta figura incontornável na história da freguesia de Alvorninha, do concelho das Caldas da Rainha e do país.
    Nascido no Pego, a 26 de fevereiro de 1936, José da Cruz Policarpo frequentou as escolas primárias da Ramalhosa e de Alvorninha, assim como os três seminários do patriarcado de Lisboa, Santarém, Almada e Olivais.
    Foi ordenado presbítero pelo Cardeal Cerejeira em 1961, celebrando a sua primeira missa (Missa Nova) em Alvorninha, em agosto desse mesmo ano.
    Depois de se formar em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, viria a ser nomeado reitor do Seminário Maior dos Olivais e, mais tarde, reitor da Universidade Católica, entre 1988 e 1996.
    D. José Policarpo sucedeu a D. António Ribeiro como Cardeal Patriarca de Lisboa em 1998 e, como membro da Cúria Romana, viria a participar e a votar nos Conclaves que elegeram os Papas Bento XVI e Francisco I. Viria a falecer em 2014, devido a complicações surgidas com um aneurisma na aorta.
    O discreto descerrar da placa na Igreja da Ramalhosa decorreu ainda antes da missa, com os fiéis no interior da igreja e foi já depois da missa que os habitantes puderam apreciar a mesma.
    O bispo-auxiliar de Lisboa, Daniel Henriques, veio à Ramalhosa descerrar a placa e dar a missa, salientando que durante a sua vida de seminarista e de sacerdote se cruzou várias vezes com D. José Policarpo e que este “era um grande pastor”. Daniel Henriques destacou ainda o facto de terem sido os conterrâneos do homenageado a quererem manter viva a sua memória. “É um dia de muita emoção”, descreveu.
    Na cerimónia, o pároco de Alvorninha, José Samir, revelou que os seus paroquianos pretendem que seja construído na freguesia um busto de homenagem a José Policarpo e que já se começaram a reunir para encetarem esforços no sentido de concretizar o desígnio.
    O conterrâneo João Daniel dos Santos foi o grande mentor desta homenagem.
    Este curioso investigador era um dos presentes na homenagem que é “testemunha” das aulas de catequese com o cardeal (que na altura não o era) na Igreja da Ramalhosa. “Era alguém muito alegre e muito comunicativo, brincava connosco”, recorda, com saudade. “Chegou mesmo a jogar ténis de mesa contra mim em Alvorninha e na Benedita, mas eu perdia sempre!”, conta.
    Presente na homenagem na Ramalhosa esteve também o antigo presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, que ao nosso jornal lembrou que o pólo da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica veio para as Caldas por influência e vontade de José Policarpo, então reitor da Católica.
    Nas Caldas este pólo da universidade ficou instalado no antigo Externato Ramalho Ortigão, funcionando nesse local nos anos 1990 e no início deste milénio, chegando a contar com cerca de três centenas de alunos. ■

  • Alunos mais empreendedores premiados  pela OesteCIM

    Alunos mais empreendedores premiados pela OesteCIM

    Mais de uma centena de projetos apresentados. Caldas foi o município mais empreendedor

    A ideia de Maria Branco de implementar circuitos para reaproveitar a água dos banhos e lavatórios para ser utilizada nos sistemas de autoclismos (após um tratamento mínimo) foi uma das vencedoras do concurso de empreendedorismo nas escolas da OesteCIM deste ano, cuja final decorreu no dia 7 de maio, na sede da entidade.
    Este ano, o slogan da iniciativa era “Cria a tua empresa, lança o teu negócio e leva a taça para a tua escola” e tinha a economia circular como tema para o desenvolvimento de projetos assentes nas ideias de redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia e foi isso que a jovem fez.
    A estudar no 11º ano, na escola secundária Raul Proença, Maria Eduarda criou uma empresa, a Waterflush, que pretende combater o desperdício de água, uma vez que cada descarga de autoclismo são, em média, 15 litros de água potável e que cerca de 30% do consumo doméstico de água se deve aos sistemas de autoclismo.
    A iniciativa da OesteCIM e da AIRO destina-se aos alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos, mas também do secundário e do ensino profissional, de todas as escolas do Oeste.
    No 1º ciclo o projeto “Era uma vez uma bolota”, dos alunos 4º D do Centro Escolar do Carregado, que propõe a fabricação de farinha e a reflorestação naquela zona foi o vencedor. No 2º ciclo, o Trash, de Diana Alves, da Escola Básica de Santa Catarina, foi o escolhido pelo júri. Trata-se de um robô-barco autónomo que recolhe lixo aquático dos rios e oceanos, sem prejudicar os seres vivos. Já no 3º ciclo, as Biogummies (gomas biológicas e vegan), dos alunos do 9ºA da EBI do Carregado, fizeram as delícias do júri.
    A Escola Básica de Santa Catarina recebeu ainda o título de escola mais empreendedora ex aequo com a EB do Carregado, com um total de 18 projetos apresentados cada uma. O município das Caldas foi mesmo o mais empreendedor, com um total de 65 projetos apresentados na edição do concurso deste ano.
    Esta é uma iniciativa criada no âmbito do Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar – Aluno ao Centro, que procura promover o empreendedorismo e fazer a aproximação de alunos e professores a um conjunto de entidades que promovem o empreendedorismo na região, tais como incubadoras de empresas, associações empresariais, instituições de ensino especializado ou superior e gabinetes municipais de apoio a empreendedores e empresas.
    Paulo Simões, secretário executivo da OesteCIM, destacou a importância deste projeto ao “fomentar uma cultura de empreendedorismo, numa altura em que cada vez mais são necessárias estas competências” e salientou que esta “será muito importante no futuro para o sucesso pessoal e profissional”. Depois de uma pausa forçada pela pandemia, o dirigente estava contente por voltar. “Tinha saudades”, confessou, admitindo ainda que tinha “baixas expetativas” para esta edição, mas foi surpreendido, ao ver ser apresentada mais de uma centena de projetos. Por outro lado, Paulo Simões notou que o concurso se enquadra num dos grandes objetivos da comunidade intermunicipal: fazer a transição para uma região digital e verde.
    O presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, presente na cerimónia, afirmou que ao ver estes projetos sentiu que “as nossas terra têm futuro”. ■

  • Festa da Flor animou o Bairro Azul no passado domingo

    Regresso da iniciativa ajudou a dinamizar o bairro e a cidade durante o domingo

    A Festa da Flor regressou este ano ao Bairro Azul, numa iniciativa que trouxe dinâmica ao bairro e à cidade no passado domingo. Música, dança, uma feira de artesanato, o passeio das bicicletas floridas e muito convívio marcaram o evento que foi retomado após a pandemia.
    A Festa da Flor foi uma iniciativa iniciada pela Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Azul em 2017 para retomar uma tradição antiga. Este ano foram feitas mais de 500 flores decorativas para ajudarem a colorir o bairro. Além disso, vários moradores aderiram à iniciativa, com flores à janela.
    O trabalho foi feito por voluntários, nos últimos dois meses. Num rescaldo da quinta edição do evento, o presidente da associação João Ricardo disse que “não poderia ter sido melhor”. Na feira de artesanato houve 20 participantes, com peças de cerâmica, bordados, desenhos com fogo, fruta desidrata, objetos em madeira, entre outros.
    O passeio das bicicletas floridas, contou este ano com cerca de 15 participantes, que passearam pelos principais pontos da cidade. O Grupo Coral de Cante Alentejano Unidos do Lavradio atuou no bairro e também na Praça da Fruta e durante a tarde, o Orfeão Caldense cantou num palco na praceta na Rua Primeiro Sargento Peixoto, onde houve danças de salão, com os alunos da RiZa Dance School.
    Este evento “é uma tradição e toda a gente no bairro está à espera, ajuda a movimentar o bairro que tem pouca atividade, com muito comércio encerrado, ajuda a movimentar os negócios”, nota.
    Este é um bairro que foi construído já no pós-25 de Abril e que conheceu fulgor na década de 1980. “Havia o Centro Comercial Barão e várias lojas, isto tinha muita dinâmica, com mini-mercados, mercearias, lojas de roupa de marca, lojas de móveis, muita coisa”, mas depois viria um período de acalmia.
    Com a criação desta coletividade em contexto urbano, “sente-se o espírito quase de família e comunidade, que quero que continue”, notou. No próximo mês há uma sardinhada para assinalar os Santos Populares e no futuro queriam ter um concurso de vestidos de chita. ■

  • Quinta do Gradil acolhe  Feirinha de Santa Rita

    Quinta do Gradil acolhe Feirinha de Santa Rita

    Primeira edição do evento está agendada para 22 de maio

    A primeira edição da Feirinha de Santa Rita, na Quinta do Gradil, Cadaval, vai decorrer no próximo dia 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia. Está já confirmada a presença de cerca de 50 expositores no evento, que decorre durante todo o dia, entre as 10h00 e as 19h00. A entrada tem o custo de cinco euros para os adultos, com direito à prova de dois vinhos.
    Para o primeiro ano, a organização convidou o Hype Market, um mercado mensal que acontece todos os anos no centro de Lisboa para promoção e venda de produtos com conceitos originais na área da decoração, moda, acessórios e crianças. Essa será, segundo a organização, “a principal atração desta Feira, à qual se juntam produtores locais, street food, artesanato, loiças, instrumentos musicais, mel, e outras doçarias”. Entre os destaques da iniciativa está também a apresentação de um workshop de apiturismo, que integrará a oferta de enoturismo da Quinta do Gradil.
    “Esta é a primeira edição desta feira, que promete repetir-se todos os anos por esta altura, e apresentar-se como uma animação para os pais que gostam de passear e explorar ao fim-de-semana, provar um bom vinho e escolher uma peça de artesanato diferente, mas também um espaço acolhedor para as crianças, já que vai haver insufláveis, pinturas faciais e balões”, definem.
    De acordo com Mónica Martins, responsável pelo Hype Market, este é “um desafio” que permite levar o mercado para fora da “zona de conforto”. Acresce que “com esta edição damos a oportunidade aos nossos expositores de levar a outros públicos os seus produtos”.
    Bruno Veríssimo, diretor de marketing do Grupo Parras do qual a Quinta do Gradil faz parte, sublinha que têm “desde sempre procurado trazer para os seus eventos as comunidades e produtores locais”.
    A Quinta do Gradil está situada no concelho de Cadaval, e tem uma área de 200 hectares dos quais 120 hectares plantados com vinha. ■

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