Author: Isaque Vicente

  • Homem detido por posse de arma ilegal em Óbidos

    Homem detido por posse de arma ilegal em Óbidos

    Um homem de 52 anos foi detido em flagrante delito por posse ilegal de arma, no dia 14 de junho, no concelho de Óbidos. A detenção foi realizada pela GNR de Óbidos.

    “No decorrer de uma ação de fiscalização rodoviária, que teve como objetivo o combate à criminalidade, bem como o reforço do sentimento de segurança junto da população, os militares da Guarda abordaram um veículo, tendo constatado que o condutor evidenciou um comportamento suspeito”, contou a força militar. “Após diligências policiais, constatou-se que estava na posse de uma arma de fogo, em situação ilegal, resultando na apreensão da arma e 15 munições, motivo que levou à sua detenção em flagrante”, esclareceu a GNR.

    O detido foi constituído arguido e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Caldas da Rainha. “A GNR relembra ainda que, de acordo com o Regime Jurídico das Armas e Munições, quem detiver arma não registada ou manifestada, quando obrigatório, constitui um crime de posse ilegal de arma”.

  • Surfista reanimado no Baleal

    Surfista reanimado no Baleal

    Um surfista de 57 anos, de nacionalidade italiana, que alegadamente se sentiu mal após sair da água, entrando em paragem cardiorrespiratória, na praia do Baleal, em Peniche foi reanimado ontem pelos elementos do Projeto “SeaWatch”, pertencente à Autoridade Marítima Nacional.

    “Na sequência de um alerta recebido pelas 15h30, através do nadador-salvador, a informar que se encontrava um homem em paragem cardiorrespiratória na praia, foram de imediato ativados para o local elementos do Projeto “SeaWatch” e do Comando-local da Polícia Marítima de Peniche, bem como elementos dos Bombeiros Voluntários Peniche e do INEM”, explicou a Autoridade Marítima Nacional.

    “A vítima foi inicialmente assistida no areal pelo nadador-salvador, que iniciou as manobras de reanimação, com o auxílio de um médico que se encontrava no local, até à chegada dos elementos do Projeto “SeaWatch” que continuaram as manobras de reanimação, com recurso a oxigenoterapia e ao Desfibrilhador Automático Externo (DAE), que equipa as viaturas”, esclareceram, acrescentando que “após diversas tentativas, foi possível reanimar a vítima, tendo sido assistida e estabilizada pelos elementos do INEM, sendo posteriormente transportada para fora da praia”, onde aguardava uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Peniche que a transportou, em estado estável, para uma unidade hospitalar.

  • Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos abriu portas

    Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos abriu portas

    Inauguração do centro e do posto de turismo foi momento alto das comemorações de elevação da Foz do Arelho a vila

    A inauguração do Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos, na manhã de domingo, 12 de junho, foi o culminar de um processo com cinco anos, que se iniciou com o lançamento de uma ideia da associação Conselho da Cidade ao primeiro Orçamento Participativo de Portugal, em 2017.
    Composto por três salas, o edifício, na Avenida do Mar, alberga o posto de turismo, uma sala dedicada ao conhecimento, com publicações dedicadas à Lagoa de Óbidos, um espaço de leitura, um espaço dedicado às crianças, onde se mostra as visões dos mais novos da lagoa e um quiosque digital. A terceira sala é polivalente, e servirá para a realização de atividades, ateliers e exposições, contando também com um quiosque digital.
    Na inauguração foi mostrada uma exposição dos primos João e Ricardo Botas dedicada aos mariscadores. No interior do centro interpretativo há uma rede de pesca oferecida por um mariscador e há outros materiais relacionados com a pesca na lagoa, que foram cedidos temporariamente para exposição, como uma poita (âncora antiga feita de pedra e madeira), bóias de vidro e de cortiça, pesos e outros objetos. No exterior, a réplica de uma cabana de pescador.
    Mas a criação deste (modesto) espaço físico é o culminar de um projeto que se pautou pela realização de várias atividades. Foram 38 iniciativas, como sessões de informação, passeios temáticos, debates, palestras, aulas abertas, ações de formação, ateliers, ações de voluntariado, ciência cidadã e atividades de educação ambiental, envolvendo mais de 30 entidades e cerca de 1400 pessoas. O espaço foi cedido pela Autoridade Marítima Nacional à Câmara das Caldas, que o requalificou. A Liga para a Proteção da Natureza (LPN), criou as várias ferramentas.
    Segundo Rita Martins, da LPN, que coordenou o projeto, a dinamização do espaço caberá agora aos municípios de Caldas e Óbidos, que são parceiros do centro de interpretação e que apoiaram a LPN na continuação da dinamização de atividades já depois do final do mesmo. O objetivo é que o centro seja um ponto de encontro e que proporcione uma visita guiada à Lagoa de Óbidos, com um mapa interativo, que assinala o património edificado e o património histórico e cultural. “O projeto é mais do que o espaço físico”, com um site (www.lagoadeobidos.pt) onde está disponível informação e documentação relacionada com a lagoa e onde é possível descarregar uma app que permite conhecer melhor este ecossistema. As publicações do Centro de Interpretação também são disponibilizadas online.
    O presidente da Câmara, Vítor Marques, salientou que o centro surge de “um ato de cidadania, porque as pessoas se envolveram”. Já Ana Leal, do Conselho da Cidade, recordou a caminhada desde o surgimento da ideia até ao momento da inauguração. O momento de abertura do Centro Interpretativo (que foi o quinto projeto mais votado entre um total de 600 apresentados a nível nacional no OPP, sendo dotado com uma verba de 98 mil euros) e do posto de turismo foi o momento alto do programa de comemorações do 13º aniversário da elevação da Foz do Arelho a vila, que contou também com a tradicional Procissão na Lagoa, o lançamento do catálogo ilustrado “Foz do Arelho” e do livro “A nossa Lagoa de Óbidos”, entre outros momentos. Na sessão solene foi atribuída a medalha de mérito ao Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho pelo trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas.
    A inauguração do Museu das Conchas foi adiada. ■

  • Abriu o Espaço 7, um novo bar na praça 5 de Outubro

    Abriu o Espaço 7, um novo bar na praça 5 de Outubro

    Espaço resulta da aposta dos primos caldenses Pedro Almeida e Samuel Ribeiro

    Abriu recentemente o Espaço 7, um novo bar na Praça 5 de outubro. Situado no local onde anteriormente se localizava o Déjà Vu, o Espaço 7 resulta de uma aposta de dois jovens caldenses que são primos: Pedro Almeida e Samuel Ribeiro.
    A ideia de ter um bar surgiu da parte de Pedro Almeida, que tinha a experiência na área do atendimento ao público, tendo inclusivamente trabalhado durante seis anos em cruzeiros marítimo-turísticos. “Tenho o sonho de um dia ter uma discoteca”, revelou o jovem empresário caldense à Gazeta das Caldas.
    O Espaço 7 não funciona como discoteca, mas é um primeiro passo para cumprir esse sonho, adquirindo desta forma experiência na gestão de um estabelecimento de diversão noturna. Para abrir o seu bar, Pedro Almeida contou com a aliança do primo, Samuel Ribeiro, empresário na área da distribuição de bebidas, que lhe emprestou o seu know-how.
    A loja onde se situa o bar já funcionava enquanto tal, mas foi alvo de uma renovação total por parte da dupla. “Sentíamos que faltava luz, pelo que dotámos o espaço de mais luz natural”, explicou Pedro Almeida.
    A decoração, simples, mas moderna, em tons de branco, preto e cinzento, combinados com as cores das madeiras, foi pensada pelos próprios. No interior do bar destaca-se um grande balcão branco e também uma parede, com dois leds – um com o nome do espaço e outro com umas grandes asas de anjo em branco -, especialmente dedicada às fotografias para as redes sociais.
    Além da venda de bebidas, no Espaço 7 é possível degustar tostas, tendo, para já, cinco diferentes opções ao dispor dos clientes.
    Para dinamizar o espaço, os responsáveis planeiam organizar noites de quizz e, embora não seja um Sports Bar, como é ano de Campeonato do Mundo de futebol, planeiam promover também a transmissão dos encontros e a criação de jogos e brincadeiras relacionadas com o desporto-rei.
    “O objetivo é ter aqui um bom ambiente e contribuir para melhorar a Praça dos Bares, porque sentimos que tem muito potencial”, referem.
    Prevista está também a organização de sunsets na Praça e a realização de outros eventos temáticos no interior do bar.
    O Espaço 7 funciona entre terça-feira e domingo. Abre sempre às 14h00. Às sextas-feiras e sábados encerra às 3h00, ao domingo às 00h00 e aos restantes dias às 2h00.
    Nesta fase, este novo bar na Praça 5 de outubro conta com 36 lugares sentados no interior, aos quais se juntam cerca de meia centena na esplanada. ■

  • Caldas Late Night levou arte contemporânea e festa a toda a cidade

    O regresso do Caldas Late Night trouxe às ruas das Caldas centenas de pessoas, em busca da arte contemporânea espalhada em casas, montras, espaços públicos e um pouco por toda a cidade

    “Um minuto de Silêncio” era o nome da instalação de Frederica Barreto na antiga sede do PCP no Largo João de Deus, que podia ser apreciada na edição de 2022 do Caldas Late Night (CLN), evento que voltou a animar a cidade após a interrupção provocada pela pandemia. “É um grito antiguerra” em que a autora nos faz percorrer uma simulação de uma rua com flashes luminosos e sons de guerra, a interromper o silêncio e os momentos de calma, antes do próximo ataque.
    A obra foi inspirada na obra “Guernica”, de Picasso, que retrata o momento em que os civis inocentes são bombardeados durante a guerra civil espanhola. Neste caso, passamos por uma rua de civis, estes sem identidade ou sem naturalidade aparente, sob um clima de ataque. “Representa as ruas de todos os 27 países que se encontram em conlito armado no mundo”, refere a autora.
    A instalação prossegue com “Um Minuto Sem Silêncio”, uma sala em que, depois de percorrer essa rua em guerra, somos interpelados a gritar. “É uma contradição aos frequentes minutos de silêncio, é um grito anti-guerra, um protesto de barulho ensurdecedor”, explica Frederica Barreto, acrescentando que a sua instalação “é também uma homenagem aos inocentes que morreram, aos que vivem em medo e aos que se refugiam entre nós”.
    A terminar, a jovem alertava ainda para a violência sexual em situações de guerra e deixava os contatos de associações oficiais para doação de bens para apoio a emergências de guerra e refugiados.
    Mas este era apenas um dos cerca de 150 projetos apresentados nesta edição do Caldas Late Night. O evento trouxe centenas de pessoas às ruas das Caldas, de mapa na mão, em busca da arte produzida pelos estudantes da escola superior de artes e design. O mapa é mesmo uma das imagens de marca do CLN. O deste ano assinalava 71 locais a visitar, para apreciar música, performances, instalações multimédia, de design e de artes plásticas.
    Mas além do mapa do evento, este ano há ainda a destacar, por exemplo, mais dois mapas: um, que estava na rotunda da Rainha, e que foi produzido pelos responsáveis do movimento Caldas Sempre Limpa, que sugeria a quem passava que deixasse as suas sugestões de melhorias para a cidade. Entre algumas parvoíces a vandalizar a instalação, é possível retirar algumas ideias interessantes, como a urgência de recuperação dos pavilhões do Parque, a criação de uma estação de bicicletas elétricas na Foz do Arelho e de mais espaços de diversão noturna nas Caldas, bem como o encerramento de certas ruas ao trânsito. Outro mapa que saltava à vista integrava a exposição “Infiltrações”, que resultou da residência artística dos alunos Práticas Artísticas Sociais da ESAD no Museu do Hospital e das Caldas. Tratava-se de um mapa de vontades, que partia do mapa da cidade para criar uma obra de arte.
    Durante estes três dias as Caldas são uma cidade das artes, com música ao vivo pelas ruas, com arte nas montras e nos espaços públicos. Ora temos uma exposição num centro comercial, ora vemos uma performance numa igreja. Ora ouvimos um concerto na Praça dos Bares, ora vemos uma exposição no pátio de uma casa. No CCC houve cinema ao ar livre e durante o feriado realizou-se o Mercado das Artes no Céu de Vidro. Na tarde de sábado o tradicional Slide na Rua do Ilha foi garantia de muita animação.
    É que, além da mostra de arte que é o principal motivo de existência do Caldas Late Night, a edição deste ano ficou marcada pela muita festa e convívio, sinal dos tempos que se vivem. Houve cinco palcos de música, no Palácio Real, no anfiteatro da Praça 5 de outubro, na zona do antigo parque de bicicletas do Parque D. Carlos I, na antiga Casa da Cultura e nas Salas Cinzentas do Céu de Vidro, com concertos e atuações de dj’s para os diferentes gostos.
    Inês Pinto de Faria, da organização do festival, disse à Gazeta das Caldas que inicialmente, e devido à pandemia, ainda existia algum receio relativamente à abertura de casas, mas que no final do evento a maioria dos participantes mostrava vontade de abrir as suas casas já no próximo ano. A jovem estudante fez um balanço extremamente positivo desta edição. “Várias pessoas nos felicitaram por termos conseguido trazer de volta o Caldas Late Night”, contou, salientando a existência de muito público nos vários espaços. Não se via uma concentração de milhares de pessoas em nenhum ponto, mas dezenas ou centenas em todos os locais.
    O Caldas Late Night foi criado em 1997 e, dada a falta de espaços expositivos, os estudantes abriam as portas das suas casas para mostrarem a sua arte sem limites nem constragimentos. Este ano a organização coube a Cíntia Martins, eisi Corrêa, Francisco Montargil, Inês Pinto de Faria, José Ferro, Maria Magalhães, Maria Matias, Pedro Lopes, Raquel Alves e Sara Folhas.
    Nesta edição não houve a tradicional festa final, mas houve a passagem de ano, à meia-noite, na Praça 5 de outubro, com um pequeno fogo-de-artifício e concertos, antes de uma noite de festa. ■

     

     

    Evento causou impacto no comércio, hotelaria e restauração das Caldas

    Estabelecimentos hoteleiros das Caldas registaram aumentos da procura durante os três dias do evento

    A maioria dos visitantes do Caldas Late Night procurará gastar o mínimo possível em comida e alojamento, optando por soluções mais económicas, como ficar em casa de conhecidos e comprar bebidas no supermercado, mas o evento tem impato a nível económico na cidade, especialmente em setores que foram bastante afetados com a pandemia, como a hotelaria e os bares.
    Os impactos positivos mais óbvios serão os bares da Praça 5 de Outubro, que é a “sede” do Caldas e que durante estes dias regista um movimento acima da média.
    Ana Moniz, do Daquiri Bar, fez um balanço positivo da edição deste ano. “Depois de dois anos em casa, foi positivo, mas já houve anos melhores”, contou. Ao longo destes anos tem acompanhado o Caldas Late Night e este ano teve uma surpresa. “Um miúdo, que hoje já tem uns 40 anos, apareceu aqui ontem com uma t-shirt do Caldas Late Night de 2012 que nos veio dar um abraço, foi fantástico”, disse.
    Paulo Mendes, do 120 Bar, também sente que o CLN é um pequeno balão de oxigénio depois de dois anos de pandemia. Comparando com outros anos referiu que já houve edições melhores do ponto de vista comercial, mas deixou os parabéns à organização.
    Depois, há outros negócios que indiretamente também faturam mais durante estes dias. Rogério Capinha explora a padaria Litoral há quatro anos e meio e fez um pão recheado de legumes de propósito para este evento. Durante estes dias houve um aumento da procura dos seus produtos, especialmente por parte dos bares da praça com quem trabalha.
    Ao nível da hotelaria, o hotel Europeia registou um aumento da procura de 25%, especialmente relacionada com o Caldas Late Night, mas também com o facto de ser um fim-de-semana prolongado, com o feriado de 10 de junho, e com a meteorologia favorável.
    Já Fernando Moutinho, do hotel Olhos Pretos, também sentiu um aumento da ocupação durante estes dias, estimando que esta tenha atingido os 40%. “O Caldas Late Night movimentou muito mais a cidade, espero que continuem”, referiu.
    No Central registou-se a ocupação total. Kamal Uprety, da gestão da empresa, salientou que “eventos como estes ajudam o comércio local, foi um evento muito bom”. ■

    Evento trouxe centenas de pessoas às ruas da cidade durante vários dias
  • Cantora Serena Kaos lança primeiro single

    “Shout” é o nome do primeiro single de Serena Kaos, o nome artístico da cadavalense Laura Varges

    “Shout” é o nome do primeiro single da cantora Serena Kaos, nome artístico da cadavalense Laura Varges. “Shout” é um grito para dizer que existe, que está feliz, é um retrato da forma como vê a vida: uma experiência mágica que não deve ficar apenas pelo sonho.
    Com sonoridades alternativas conjugadas com pop, “Shout” tem momentos de calma e reflexão e outros mais estimulantes e fala sobre superar as dificuldades da vida e sobre tornar-se uma pessoa melhor e mais feliz.
    Atualmente, a jovem artista reside em Inglaterra, para onde seguiu em busca da concretização dos seus sonhos.
    Em 2020, no programa The Voice, da RTP, onde fez os quatro jurados virarem a sua cadeira, Laura escolheu como mentora a cantora Mariza. E foi precisamente depois dessa participação, que admite que lhe fez expandir horizontes, conhecer pessoas, receber influências positivas e ganhar coragem, que decidiu partir em busca do seu sonho. “Sempre quis experimentar viver fora de Portugal”, contou.
    Foi há cerca de oito meses, em outubro do ano passado, que Serena seguiu para terras de Sua Majestade. “Tenho a minha voz, um piano e o público que vai passando pelas ruas de Londres, tenho tudo o que preciso para ser feliz”, define. Duas vezes por mês atua em bares, no resto dos dias, faz das ruas o seu palco.
    “O objetivo passa por tentar proporcionar um bom espetáculo a quem passa, que não pediu para estar ali, mas que pretendo que saia com um sorriso”, refere, em conversa com a Gazeta das Caldas.
    Apesar de esta ser uma fase de muito trabalho, porque é a própria quem faz tudo, desde a produção à promoção da sua música, a jovem do Cadaval faz um balanço positivo desta experiência. “Tem sido divertido, nós somos os nossos patrões e, em Londres, os músicos de rua são respeitados, as pessoas agradecem a nossa presença”, conta.
    Serena sente que tem crescido com esta aventura fora de portas, tanto a nível pessoal, como a nível profissional.
    Atualmente, diz que por vezes sente saudades de Portugal, mas, por outro lado, também já sente Londres como a sua casa. Curiosamente, foi na mais recente vinda a casa para matar saudades, que Serena Kaos atuou nas Caldas, no Caldas Late Night, no último dia do evento.
    A curto prazo o objetivo da cadavelense é continuar a lançar singles, tendo setembro como data prevista para o lançamento do próximo. ■

  • EHTO integrou formação em Cabo Verde

    EHTO integrou formação em Cabo Verde

    As ilhas de Santiago e de Santo Antão, em Cabo Verde, receberam, entre os dias 23 e 28 de maio, o Programa de Capacitação de Agentes Autárquicos daquele país africano de língua oficial portuguesa. Esta ação contou com a presença de 52 formandos de todas as ilhas cabo-verdianas e de seis formadores das Escolas do Turismo de Portugal, entre as quais da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO).

    Marta Marques (coordenadora da Formação Executiva da EHTO) e Nuno Garcia (coordenador dos cursos da área de Turismo da EHTO) representaram a escola caldense naquela formação. E Marta Marques assumiu, de resto, a coordenação da implementação do programa em Cabo Verde.

    O principal objetivo desta formação é reforçar a qualificação dos agentes autárquicos nas áreas da sustentabilidade, do digital e da estruturação de produtos turísticos, contribuindo para a valorização do território e para a criação de produtos turísticos criativos e inovadores

    Aquele programa formativo foi implementado na cidade da Praia, no Tarrafal e em Ponta do Sol e contou com 30 horas de formação em cada um dos locais, perfazendo um total de 90 horas de formação. Os formandos eram essencialmente vereadores e técnicos superiores dos municípios das ilhas São Vicente, Santo Antão, Maio, Fogo, Santiago, São Nicolau, Sal e Boa Vista.

    “A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste vai continuar a integrar e desenvolver vários programas de intercâmbio com diversas instituições a nível internacional, que proporcionam aos alunos e professores experiências de formação e estágios internacionais em diversos países”, salientaram os responsáveis da escola em comunicado. ■

  • Fábrica de água da Charneca é muito mais que uma ETAR

    A funcionar desde 2005, a Fábrica de Água da Charneca trata os efluentes, reaproveitando a água tratada para rega e lavagem de espaços públicos e as lamas para fertilizar terras e produzir energia

    A propósito do Dia Mundial do Ambiente, que se assinalou a 5 de junho, a Gazeta das Caldas elaborou uma edição azul. E fomos “descobrir” o modo de funcionamento da Fábrica de Água da Charneca, que se localiza no concelho de Óbidos, perto do Arelho, nas margens da Lagoa de Óbidos. Desde que entrou em funcionamento, há 17 anos – mais precisamente desde o dia 5 de junho de 2005 -, que é a principal infraestrutura de saneamento da bacia hidrográfica da lagoa.
    Este equipamento serve os municípios do Bombarral, do Cadaval e de Óbidos, tendo sido dimensionado para tratar um equivalente populacional de 30.614 habitantes, ao qual corresponderá um caudal médio de uns impressionantes 6322 m3 de efluentes por dia!
    A importância desta infraestrutura no processo de despoluição da Lagoa de Óbidos e na obtenção dos níveis de qualidade que hoje se registam naquele ecossistema sensível, é irrefutável.
    Hoje a Gazeta das Caldas dá-lhe a conhecer um pouco mais do que ali acontece, como funciona a fábrica de água e quais os processos pelos quais passam os efluentes para serem considerados tratados.
    É importante referir que, quando foi construída, a Fábrica de Água da Charneca já foi pensada para ser uma evolução face às tradicionais estações de tratamento de águas residuais (ETAR) que existiam.
    As Fábricas de Água são um conceito de circularidade desenvolvido pela Águas do Tejo Atlântico, que olha para estas instalações como “muito mais do que infraestruturas de tratamento”.
    Deste modo, nas Fábricas de Água, o efluente (água residual) é visto como uma “matéria-prima”, com “uma enorme potencialidade de, no processo de tratamento, “produzir” água residual tratada, denominada água+, com potencial de regar espaços verdes, lavagem de ruas e equipamentos públicos, indústria e climatização de grandes edifícios”.
    Mas além das águas, há mais aproveitamentos que decorrem do tratamento dos efluentes. As lamas que são produzidas, por exemplo, têm a capacidade para servir como fertilizante orgânico em solos pobres e também podem ser utilizadas na produção de energia verde a partir do biogás. “Dois exemplos da aplicação da água+ são a rega de 295000m2 de espaços verdes na zona norte do Parque das Nações e o sistema de climatização da loja do IKEA de Loures”, salientaram à Gazeta das Caldas os responsáveis da Águas do Atlântico.
    A Águas do Atlântico revelou ainda que atualmente “está a trabalhar com vários municípios por forma a aumentar o uso e o volume de água+”.
    Todo o processo de tratamento dos efluentes (n.d.r.: ver coluna ao lado para perceber o caminho que estes fazem desde que chegam à fábrica até ao momento em que são considerados água+) demora apenas cerca de 24 de horas.
    Mas, “além dos resultados até agora alcançados, as Fábricas de Água são estruturas dinâmicas”, pelo que continuam “a trabalhar todos os dias para melhorar a eficiência das instalações, não só do ponto de vista de tratamento mas também em termos energéticos” e ainda ao nível da “circularidade, tendo em conta os desafios que as alterações climáticas estão a provocar em todo o planeta”. ■

     

    O processo de tratamento dos efluentes demora cerca de 24 horas

     

    Conheça o processo de tratamento

    Desde que os efluentes chegam à Fábrica de Água passam por uma série de etapas ao longo do tratamento. Fique a conhecer alguns desses passos

    • O tratamento começa com a gradagem/tamisagem (para remover os sólidos grosseiros) com um espaçamento de 3 mm
    • A água passa para a etapa de desengorduramento/ desarenamento, seguindo-se o tratamento biológico, por um processo de lamas ativadas – baixa carga, que ocorre numa vala de oxidação, das águas e a decantação secundária
    • A partir deste momento a água tem condições de segurança para ser devolvida ao mar
    • No caso da Fábrica de Água da Charneca a água é reutilizada em usos internos e é submetida previamente a um processo de desinfeção
  • Caminho Marítimo para Santiago passou por Peniche

    O cruzeiro inaugural do Caminho Marítimo para Santiago passou pelo Porto de Peniche com 18 embarcações. A partir deste momento passa a ser possível fazer aquela peregrinação pelo mar

    Está a decorrer o cruzeiro inaugural do Caminho Marítimo de Santiago, uma iniciativa que pretende recriar a viagem da Barca de Pedra, que, segundo reza a lenda, no ano 40 do primeiro milénio, transportou o corpo do Santo Peregrino desde Jaffa, na Palestina, até Campus Stella, na Galiza.
    As embarcações, “lideradas” pela Caravela Vera Cruz, saíram a 28 de maio de Vila Real de Santo António e chegaram a Peniche já no sétimo dia de viagem, vindos de Cascais, e praticamente sem gastar combustível nesta etapa. A chegada a Santiago está prevista para 13 de junho, depois de 500 milhas náuticas até Pádron, na Galiza, e de um percurso a pé de 12 quilómetros. Face à inexistência de documentação, os organizadores partiram de um modelo de base territorial e, enquadrando a premissa de que, aquando da passagem da barca, “teria como fundo de suporte os portos romanos existentes”, detalharam uma matriz descritiva e cartográfica sobre os portos que devem ser reconhecidos como Portos do Caminho de Santiago em Portugal. Entre eles estão três oestinos: Peniche, Nazaré e São Martinho do Porto.
    Neste Caminho, em que cada um faz o seu caminho, falamos com Miguel Valdespino, de 57 anos, que se apresenta como um “navegante solitário”. Católico, mas não praticante, decidiu fazer o caminho porque quer “dizer obrigado” por várias coisas que se passaram na sua vida e pelas quais se sente grato. Veio da Andaluzia, no seu Sultan. “No ano passado participei no 500º aniversário da viagem de Fernão de Magalhães em Ceuta e Tanger e outros sítios com navegantes portugueses e espanhóis e este ano os meus amigos falaram-me deste projeto e eu decidi participar”, contou o espanhol, que começou a navegar aos quatro anos. “O meu pai era navegante e mostrou-me o mar e ensinou-me a navegar”. Pelo caminho vai tendo a companhia de amigos que fazem partes da jornada com ele.
    Na caravela seguem nove tripulantes e 12 convidados. Um deles é António José Correia, da Fórum Oceano. O antigo presidente da Câmara de Peniche e coordenador das estações náuticas contou à Gazeta que esta “é uma grande aventura”. Fazer a viagem na caravela “é uma vida de conjunto, de solidariedade, quando toca a pôr ou a baixar a vela, para atracar ou desamarrar, por exemplo, ainda que nós estejamos ali apenas para dar uma ajuda”. Sente que “somos transportados para épocas que imaginamos que tenham sido de grande dureza”.
    Paulo Xavier, que foi presidente da Associação Nacional de Cruzeiros, também é um dos primeiros peregrinos marítimos. Veio a bordo do Sail La Vie e, numa análise da primeira semana de viagem, diz que “em termos de mar está a correr muito bem, ao vir de Sul para Norte é costume apanhar a famosa Nortada, que atrasa, mas felizmente estamos a ser abençoados pela meteorologia com o vento Sul, que tem ajudado a navegar a maior velocidade, a chegada a Peniche deu-se duas horas antes do previsto”. Ainda assim, lamentou, “podia ser mais fácil, se Portugal tivesse as infraestruturas que deveria ter, porque temos, por exemplo, entre Lagos e Sines, quase 80 milhas de navegação sem um porto de abrigo, são 12 a 14 horas de navegação”, o que significa que, caso se registe um acidente, se encontrem a cerca de seis horas de terra.
    A secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, anunciou em Peniche que já foi publicado o despacho que homologa o protocolo que procede à transferência da gestão das áreas afetas à atividade da náutica de recreio para a autarquia. “Está feita a descentralização”, afirmou. ■

    As embarcações lideradas pela caravela Vera Cruz pararam em Peniche ao sétimo dia de viagem
  • Peniche: Campismo na ilha da Berlenga encerrado

    Necessidade de registar o acesso à ilha e de articular a medida com a prevenção de contágios de covid-19 na origem da decisão

    A área de campismo da Ilha da Berlenga encontra-se encerrada durante o que resta do ano de 2022. A informação foi avançada pela Câmara de Peniche, através das suas redes sociais.
    “Devido à necessidade de registar o acesso à área terrestre na Ilha da Berlenga, bem como de articular esta medida com a prevenção e monitorização de casos de Covid-19, a área de campimo da Ilha da Berlenga encontra-se encerrada durante o ano de 2022”, esclareceu a autarquia.
    Recorde-se que entra, este ano, em vigor o pagamento de uma taxa para visitação da ilha.
    A medida já entrou em vigor e prevê o pagamento de 3€ por visitante (maiores de 65 anos e crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos pagam metade desse valor).
    A capacidade de carga humana da Berlenga Grande – a única ilha visitável do arquipélago das Berlengas, que é constituído por três grupos de ilhéus: Estelas, Farilhões e Berlenga – é de 550 pessoas em simultâneo, um número que não inclui os residentes sazonais habituais, os prestadores de serviços e os representantes das entidades oficiais com jurisdição na Reserva Natural das Berlengas.
    Aquele arquipélago foi classificado em 2011 como Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco e tem o estatuto de reserva natural desde 1981. É, igualmente, considerado Sítio da Rede Natura 2000 desde 1997 e foi classificado como Zona de Proteção Especial para as Aves Selvagens em 1999. ■

  • Depois de dois anos de ausência, Festival da Codorniz regressou em força ao Landal

    Depois de dois anos em que a organização foi suspensa devido à pandemia, o Festival da Codorniz regressou ao Landal para quatro dias cheios de atividades além da gastronomia

    Foi com a produção de uma omelete gigante que se deu o pontapé de saída da décima edição do Festival da Codorniz no Landal, na passada quinta-feira. Depois de dois anos em que a realização deste evento não foi possível devido à pandemia de covid-19, o regresso trouxe um programa cheio de atividades ao longo de todo o fim de semana.
    A última edição antes da pandemia tinha ficado marcada, precisamente, pela confeção de uma omelete com 6,90 metros. Resultado de um trabalho conjunto das associações que participam no certame, foram necessários mais de 7.500 ovos de codorniz para a confecionar. Este ano, no regresso do certame, bateram-se todos os recordes, com uma omelete com um total de 12 metros. O objetivo da Junta de Freguesia do Landal é mesmo inscrever o nome da terra no livro dos recordes do Guiness.
    Metro a metro, cada associação vai juntando a sua omelete nas mesas no largo e rapidamente é necessário improvisar, dado o tamanho da omelete. Em vez de mesas corridas, este ano foi necessário criar um “L”, de Landal, com as mesas para que a omelete pudesse ser mostrada.
    Depois das fotografias da praxe, com as entidades e os representantes das associações locais, a omelete gigante é fatiada e servida a quem a quiser provar.
    Mas desengane-se quem pensa que a confeção da omelete é o grande desafio. O partir dos milhares de pequenos ovos de codorniz necessários para esta “obra” é o mais moroso…
    O festival no Landal é uma verdadeira mostra da diversidade culinária desta pequena ave. As codornizes grelhadas e fritas são as mais tradicionais e também as mais procuradas, mas há receitas para todos os gostos.
    Canja, cogumelos recheados com peitos de codorniz, croquetes, rissóis, pataniscas, pernas panadas e bolinhas de ovo de codorniz são apenas algumas. À lagareiro, à moscatel, com vinho do Porto, em bifanas ou em bitoques, a diversidade é grande. Os próprios ovos são servidos cozidos ou estrelados nas tasquinhas e, para a sobremesa, há o tradicional pão de ló, confecionado com ovos de codorniz.
    Este ano a eleição do melhor prato realizou-se no segundo dia de festival, dia 3 de junho, tendo sidos eleitos os cogumelos recheados com peitos de codorniz dos veteranos do Grupo Desportivo do Landal.
    Além de muita animação musical durante os quatro dias do evento (com atuações de diversos grupos, bandas e dj’s), no sábado realizou-se um torneio de futebol 11 de veteranos e na manhã de domingo um passeio de bicicletas pela freguesia e uma caminhada pela rota da codorniz com cerca de 80 participantes.
    Durante a tarde do último dia de festival, 5 de junho, houve a missa do Crisma, presidida por D. Daniel Henriques, bispo auxiliar de Lisboa e seguida de uma procissão. “Temos a preocupação de estudar uma programação para satisfazer as várias faixas etárias”, salientou o presidente da Junta de Freguesia do Landal, Armando Monteiro.
    Também durante a tarde de domingo houve um festival de acordeão e a atuação do Rancho Folclórico As Ceifeiras da Fanadia.
    Segundo o autarca, este ano foram consumidas cerca de 20 mil codornizes em quatro dias do festival, que envolve dezenas de voluntários.
    Ainda no rescaldo da décima edição, Armando Monteiro já tem os olhos postos no festival do próximo ano e gostaria que mais coletividades da freguesia se juntassem, criando assim mais uma ou duas tasquinhas. Tal seria importante para diminuir os tempos de espera e para aumentar a capacidade da oferta, uma vez que este ano “até os restaurantes fora do festival tinham filas”.
    Vítor Marques, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, elogiou e agradeceu o trabalho feito com o festival da codorniz e salientou também o papel da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste na inovação ao nível da confeção deste alimento saudável, rico em proteína e aminoácidos essenciais, mas pobre em gorduras, já que por cada 100 gramas consumidas, contabiliza-se 106 calorias com apenas 1,6 gramas de gordura.
    O caldense José Ferreira, que todos os anos se desloca com a família ao festival da codorniz, mostrou-se muito satisfeito com o regresso da iniciativa. “Já é tradição vir ao Landal para o festival”, referiu, elogiando a realização deste evento que potencia o que distingue esta freguesia rural do concelho.
    Já depois de comer “umas saborosas codornizes grelhadas numa antiga sala de aulas transformada em tasquinha”, José Ferreira aproveitou ainda para comprar pão de ló do Landal e para ver a feira no largo.
    E é precisamente na feira que encontramos Artur Terra, jovem que veio do Cartaxo e que vende diferentes peças de decoração feitas à mão. “Foi o primeiro ano que vim ao festival da Codorniz do Landal e correu muito bem”, contou, explicando que foi importante, tanto ao nível da divulgação, como também das vendas. Para o próximo ano planeia regressar ao evento. ■

     

    Depois de dois anos de ausência, Festival da Codorniz regressou em força ao Landal

    O traje está definido e os estatutos estão escritos. Falta apenas a publicação em Diário da República

    No final do verão “deverá estar criada a Confraria da Codorniz”, revelou à Gazeta das Caldas o presidente da Junta do Landal, Armando Monteiro.
    À margem da 10ª edição do festival, o autarca explicou que os estatutos da Confraria já estão redigidos e que só falta a publicação dos mesmos em Diário da República, que deverá acontecer em setembro deste ano, para formalizar a entidade.
    Definido está já também o traje a adotar pelos confrades. O estudo do traje da Confraria foi realizado por um grupo de professores da Escola Técnica e Empresarial do Oeste (ETEO), que se basearam na heráldica daquela freguesia.
    Assim, o traje será composto por um fato esverdeado, com sapatos de pele e um chapéu, castanho, com duas plumas de codorniz e uma medalha dourada da freguesia.
    O objetivo é que a Confraria possa vir a ser um veículo de divulgação deste produto diferenciador da freguesia, estando previstas, por exemplo, interações com outras confrarias gastronómicas do país.
    Atualmente existem na freguesia do Landal cinco produtores de codorniz, sendo que o cluster já dá emprego a cerca de 30 famílias.
    “É muito importante para a economia local”, resume Armando Monteiro. Mas esta história já se iniciou há quase 50 anos, mais precisamente em 1976, quando Manuel Louro Miguel, regressou das ex-colónias e se dedicou a este negócio.
    Quase meio século depois a evolução é notória. Estima-se que, por semana, sejam criadas no Landal cerca de 90 mil codornizes, o que faz desta a Capital da Codorniz (com marca registada desde 2016). O Landal é atualmente responsável por cerca de 60% da produção nacional desta ave.
    Atualmente já é possível degustar esta iguaria em qualquer época do ano (e não apenas durante o festival), num de dois restaurantes que as confecionam: um no Landal e outro em Santa Suzana.
    Armando Monteiro revelou, ainda, que a Junta de Freguesia do Landal está a considerar a criação de duas codornizes gigantes, em acrílico, para colocar junto aos restaurantes, assinalando-os dessa forma. ■

    Este ano foi confecionada uma omelete gigante com 12 metros
  • Josefa Mostra: escola abriu as portas para mostrar atividade

    Josefa Mostra: escola abriu as portas para mostrar atividade

    Josefa Mostra era o nome da atividade prevista para o dia 3 de junho no Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos. A iniciativa envolveu diversas atividades, como concertos de música e espetáculos de dança, mas também atividades ligadas à leitura e à escrita.

    Do programa constou também um escape game, no átrio do laboratório de Gastronomia. Dedicada aos alunos do 8º ano, esta atividade desafia os participantes a encontrarem pistas para saírem de um local.

    Os Bombeiros Voluntários de Óbidos associaram-se à iniciativa, com a instalação de equipamentos de rapel, slide e outros, e a Escola de Kempo Karate da SCR Gaeirense também promoveu uma atividade. O “Rap Nova Escola” foi levado às escolas básicas do Alvito, do Furadouro e de Óbidos, mas também à escola sede do agrupamento.

    Antes, no dia 31 de maio tinha-se realizado no auditório da escola sede uma conferência dedicada ao tema “A viticultura e o enoturismo como fator de desenvolvimento económico do país”.

    A sessão destinava-se principalmente aos alunos dos cursos relacionados com a gastronomia e o turismo e contou com a presença de vários representantes de empresas do setor do vinho.

    Catarina Siopa, da Adega Cooperativa da Vermelha, deu a conhecer a atividade desta cooperativa, fundada em 1963 e cujos associados possuem uma área a rondar os 1000 hectares de vinha. Esta adega produz atualmente cerca de 30 marcas diferentes de vinho (o Mundus é o mais conhecido, mas sob outras marcas produz vinho para as diferentes grandes superfícies) e 40% da sua produção destina-se à exportação.

    Já Vera Moreira, da Quinta de N. Sra. da Visitação, na Serra de Montejunto, partilhou com os alunos a história daquele espaço, dedicado especialmente ao enoturismo (ainda que também produza vinho, seja ele tinto, branco, colheita tardia ou espumante). O mirante transformado em quarto, a 500 metros de altitude, e de onde, em dias de céu limpo, se vê as Berlengas, é um dos grandes atrativos deste espaço, que tem uma sala com capacidade para 240 pessoas.

    Carlos Pereira da Fonseca, da Quinta do Sanguinhal (e que faz parte da direção da CVR Lisboa) apresentou esta região de vinhos aos alunos e salientou a importância das condições naturais, mas também da história na produção dos vinhos de hoje. Salientando a evolução do enoturismo, Carlos Pereira da Fonseca revelou que este ano (após dois anos marcados pela pandemia) deverão superar os 15 mil visitantes (acima dos 12 mil obtidos em 2019, antes da pandemia). 

    Tiago Rosa e Tiago Matias, dois antigos alunos da escola  que estão a finalizar a licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira, partilharam o seu percurso com os mais novos.

  • Dias abertos deram a conhecer a dinâmica do agrupamento D. João II

    Dias abertos deram a conhecer a dinâmica do agrupamento D. João II

    Entre os dias 31 de maio e 3 de junho realizaram-se os Dias Abertos do Agrupamento de Escolas D. João II, nas Caldas da Rainha. Aquela iniciativa já tem tradição e pretende essencialmente dar a conhecer o trabalho que é desenvolvido nas escolas ao longo do ano.

    Laboratórios de diversas disciplinas, salas abertas temáticas e exposições de vários tipos assinalaram a data, que contou também com vários momentos musicais, peddypaper, concurso literário, atividades físicas e desportivas e palestras.

    Os Bombeiros das Caldas também se associaram ao Dia Aberto da D. João II, levando um Veículo de Combate a Incêndios Florestais à escola e proporcionando uma formação em Suporte Básico de Vida.

    Este ano, a recém constituida Associação de Pais e Encarregados de Educação foi parceira da escola na organização dos Dias Abertos e organizou a entrega dos prémios do concurso de criação de um logótipo para a associação.

    Sob o tema “A Família e a Escola”, o concurso era aberto a todos os alunos, do pré-escolar ao 3º ciclo.

    Participaram nesta iniciativa um total de 141 alunos, tendo sido escolhido o logótipo desenhado por Emília Sousa Lopes, que tem nove anos e que estuda no terceiro ano, na Encosta do Sol. No seu desenho tentou transmitir que “a escola pode ser uma família que nos aconchega”. Para tal, desenhou “várias pesssoas, de diferentes países”, para demonstrar que por mais diferenças que existam, podem todos ser amigos. “A escola é uma família”, afirmou.

     Já depois de abrir o seu presente, um kit completo para fazer mais desenhos, Emília Sousa Lopes mostrou-se feliz. “Vou utilizar bastante para fazer muitos desenhos!”, exclamou. “Gosto muito de desenhar”, disse a aluna, contando que já é costume fazer estes rostos. “Há uma auxiliar, que se chama Vera, e que nos tem ensinado a fazer umas caras muito engraçadas e tenho aprendido com ela a fazer algumas”.

    Foram ainda entregues cinco menções honrosas no concurso do logótipo e todos os desenhos foram expostos.

    Do programa dos Dias Abertos fez também parte a dinamização de uma apresentação do agrupamento à comunidade e um convívio, que terminou com uma churrascada perto do ginásio da escola. O objetivo era que pudessem ser tiradas dúvidas sobre a escola e o seu funcionamento, mas também que fossem partilhados conselhos e dicas úteis para as fases de transição de ciclo. O programa dos dias abertos terminou com o festival IndieJunior vai à Escola, no auditório da ESAD.

  • Clube de Karate pede ajuda para construir sede

    Clube de Karate pede ajuda para construir sede

    O Clube de Karate de Caldas da Rainha lançou recentemente uma campanha de angariação de fundos com vista à construção de um novo espaço de treino. O clube necessita de cerca de 100 mil euros para dar início ao processo.

    Fernando Fidalgo, que é o presidente do clube caldense, explicou que “com o apoio do município de Caldas da Rainha, já temos um terreno para a construção, o projeto de arquitetura aprovado e parte do financiamento, estimado em 400 mil euros”.

    No entanto, e para dar início ao processo de construção do dojo, é necessário “angariar cerca de 100 mil euros”, refere Fernando Fidalgo. O Clube Karate Shotokan de Caldas da Rainha desenvolve atividades para cerca de 120 alunos, com programas de treino completos para iniciados e graduados de todas as idades.

    Saiba mais sobre a campanha aqui: https://gf.me/v/c/krzm/Apoie-o-CLube-Karate-Shotokan-Caldas-da-Rainha

  • Amália Hoje atraem milhares ao Rossio

    Amália Hoje atraem milhares ao Rossio

    O grupo voltou a juntar-se por ocasião do centenário do nascimento da fadista e juntou multidão na noite de sábado

    Milhares de pessoas fizeram questão de marcar presença no concerto dos Amália Hoje na noite do passado sábado, no Rossio, em frente ao Mosteiro de Alcobaça, recordando o projeto criado em 2009 para assinalar o décimo aniversário da morte de Amália Rodrigues e que reinventou a música daquela ícone nacional. O projeto conheceu amplo sucesso a nível nacional e agora foi retomado para uma série de concertos que terminou em grande, com um concerto ao ar livre, numa noite amena, que reuniu uma multidão.
    Os alcobacenses Nuno Gonçalves, Sónia Tavares (ambos dos The Gift) e Fernando Ribeiro (Moonspell) subiram a palco, acompanhados por Paulo Praça, o baterista Mário Barreiros, o guitarrista alcobacense Israel Pereira e o baixista Carl Minneman, além de um coro de sete elementos.
    “Enche-nos de orgulho ver o Rossio cheio”, salientou Fernando Ribeiro, notando que, depois dos últimos anos com a pandemia, era “indescritível” voltar a atuar para uma multidão como a que se reuniu em frente ao Mosteiro.
    “Grito”, “Nome de Rua”, “Formiga Bossa Nova” e “Abandono” fizeram parte do reportório, mas os grandes momentos foram mesmo quando cantaram a primeira música para este projeto, que segundo Nuno Gonçalves “nasceu aqui nestas ruas de Alcobaça”, quando desafiou Sónia Tavares para cantar a “Gaivota”. Outro grande momento foi quando os artistas dedicaram o “Fado Português” aos filhos, que os acompanharam em palco.
    No final, os músicos saíram de palco e o público pediu mais. Fez-se silêncio, começou a passar uma gravação de Amália nos ecrãs, a discutir com Alain Oulman a composição da música “Soledade”, que nunca foi editada, até aos Amália Hoje a descobrirem e editarem a sua versão da mesma. A terminar, antes de voltarem a cantar a “Gaivota”, os artistas deixaram uma mensagem de esperança aos presentes e, em particular, ao presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.
    Tiago Acúrcio veio de Condeixa com a esposa e os filhos para assistir ao concerto. “Gostámos muito! Acompanhámos quando lançaram o projeto e agora aproveitámos para voltar a ver ao vivo”, contou. “Não esperava ver tanta gente, mas por outro lado, também não me surpreende”, afirmou.
    Já o alcobacense Abílio Cruz também fez questão de vir em família. “Não tinha bem conhecimento da banda, mas gostei muito do concerto”, disse, mostrando-se espantado com a afluência.
    O concerto dos Amália Hoje em frente ao Mosteiro integrava a rubrica Palco no Rossio, que prossegue com atuações de Hugo Trindade 4tet e de Sidewalkers (4 de junho) e o projeto “As Aulas de Sónia” (na tarde do dia 5 de junho).Francisco Peças e Churky também integram o cartaz desta iniciativa. ■

  • Vinhos da região distinguidos nos International Awards VIRTUS

    Vinhos da região distinguidos nos International Awards VIRTUS

    Sete vinhos, uma aguardente e um moscatel produzidos na região foram medalhados nos Awards Virtus Lisboa

    A cerimónia da 4ª edição dos International Awards Virtus Lisboa, que decorreu, na passada terça-feira, no Hotel Wellington de Madrid, destacou vários vinhos da região, entre produtores de referência oriundos de Portugal, Espanha, Peru, Argentina, entre outros.
    Neste concurso há três medalhas: a de Grande Ouro, a de Ouro e a de Prata, sendo que na edição deste ano do concurso foram medalhados um total de 135 vinhos, entre os quais sete da região.
    O Grande Reserva Tinto DOC Óbidos e o Mundus Regional Lisboa Syrah (Tinto), ambos da Adega Cooperativa da Vermelha, receberam medalha de ouro, assim como o Confraria Reserva Tinto e o Confraria Reserva DOC Óbidos Branco, ambos da Adega Cooperativa do Cadaval.
    O Montes Colheita Selecionada Branco, da Adega Cooperativa de Alcobaça e o Quinta da Badula Reserva Tinto, da Quinta da Badula (Rio Maior) também receberam uma medalha de ouro cada um neste concurso.
    Já o Mundus Regional Lisboa Reserva Tinto, da Adega Vermelha, foi premiado com uma medalha de Prata.
    Os Virtus Awards incluiem, ainda, a vertente dos espirituosos, onde foram entregues este ano 45 medalhas. A Aguardente DOC Lourinhã XO/39,5% da 29ª Série da Adega Cooperativa da Lourinhã recebeu a medalha de Grande Ouro, enquanto o Moscatel Confraria Licoroso, da Adega Cooperativa do Cadaval, foi agraciado com a medalha de Prata.
    O concurso, organizada pela empresa Excelencias de Huelva e criado em 2019, premeia também a categoria dos melhores azeites, mas não houve nenhum da região entre os 38 distinguidos deste ano.
    Deste modo, houve sete vinhos, um moscatel e uma aguardente da região premiados. Entre os vinhos, há cinco tintos e dois brancos.
    A Adega Cooperativa da Vermelha trouxe três medalhas (dois ouros e uma prata nos vinhos), tal como a Adega Cooperativa do Cadaval (dois vinhos e um moscatel). A Adega Cooperativa de Alcobaça recebeu uma medalha, de ouro, e a Adega Cooperativa da Lourinhã trouxe uma medalha, mas com uma particularidade, é a única de Grande Ouro entre as medalhadas da região. ■

  • Óbidos: Evento mostra que pão de ló do Oeste é produto turístico

    Iniciativa realizou-se em Óbidos e juntou vários produtores desta iguaria na região

     

    Na tarde de sábado, 28 de maio, realizou-se o Pão de Ló d’Oeste, uma atividade que pretendia demonstrar que o pão de ló oestino pode ser, por si, um produto turístico.
    O evento decorreu no CDI – Centro de Design de Interiores, em Óbidos, perto da Torre do Facho, e era a Prova de Aptidão Profissional (PAP) de Lara Simão, aluna do curso de Técnico de Turismo da Escola Técnica e Empresarial do Oeste (ETEO).
    A jovem partilhou a lenda da criação do pão de ló e convidou os produtores desta iguaria da região para estarem presentes no evento e para darem a conhecer as histórias das suas receitas e da criação das suas empresas. Os representantes do Quarteto Doce, do Landal, do Pão de Ló Fino de Santa Susana e do Pão de Ló Rainha (Óbidos) marcaram presença no evento. A Casa Ferreira (Alfeizerão) não pôde estar presente, mas enviou igualmente o seu pão de ló para a degustação, que foi acompanhada de uma ginja de Óbidos da Oppidum.
    Depois do momento de partilha seguiu-se um showcooking, com a ajuda do chef de pastelaria João Alpalhão (do agrupamento de escolas Josefa de Óbidos), em que a dupla ensinou a confecionar o pão de ló e desmistificou a dificuldade de confeção deste doce conventual.
    Seguiu-se o momento da prova do doce e depois uma degustação das diferentes receitas deste doce tão apreciado. Lara Simão é finalista do seu curso e para o próximo ano pretende prosseguir os estudos na área do Turismo.
    No final do evento, a estudante agradeceu a ajuda na realização deste projeto e considerou que o momento da Prova de Aptidão Profissional é importante para o crescimento profissional dos alunos, porque coloca os estudantes num contexto prático e porque os obriga a ultrapassar os obstáculos que se colocam, neste caso, na organização de um evento. ■

  • Concurso da AIRO e Câmara premeia jovens empreendedores

    A iniciativa fomenta o espírito empreendedor dos mais jovens, sugerindo-lhes a criação de negócios

    “Riscos e Rabiscos” é o nome do projeto vencedor do 3º ciclo no concurso de empreendedorismo promovido pela Associação Empresarial da Região Oeste (AIRO) e da Câmara das Caldas da Rainha, cuja final decorreu no dia 21 de maio no CCC.
    Aquele projeto, desenvolvido por um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas D. João II, consiste na criação de uma linha de cadernos decorados com fotos das pichagens feitas nas paredes, muros e mobiliário urbano das cidades e foi o escolhido pelo júri no 3º ciclo.
    O vencedor do 1º ciclo foi o “RELVBOT”, uma ideia dos estudantes da Escola Básica de Santa Catarina que sugeriram a criação de um robot que corta, arranja e trata a relva.
    Já no 2º ciclo o vencedor foi o “Trash”, dos alunos da Escola Básica de Santa Catarina, que já tinha recebido o primeiro lugar na final local e na regional e que propõe o desenvolvimento de um robot barco para limpeza dos lixos aquáticos.
    No ensino secundário, o 1º lugar foi para o projeto “Waterflush”, que também tinha vencido a final local e a regional, que se trata de um sistema de aproveitamento das águas dos banhos e lavatórios para os sistemas de autoclismo. O projeto foi proposto por uma aluna da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
    A escola básica de Santa Catarina recebeu o Prémio de Escola Mais Empreendedora por ter apresentado o maior número de projetos. Pela inovação e criatividade das ideias a concurso, o prémio de escola mais criativa foi para a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e o Colégio Rainha D. Leonor recebeu uma menção honrosa pela valorização do trabalho desenvolvido. Já a professora Susana Silva recebeu uma menção de distinção pelo seu empreendedorismo e manutenção do espírito empreendedor junto dos alunos em Santa Catarina. Esta foi a 15ª edição do concurso de empreendedorismo nas escolas da AIRO e da Câmara das Caldas, uma iniciativa que começou em 2007.
    “Apesar das contrariedades provocadas pela pandemia as entidades organizadoras decidiram conjuntamente com as escolas manter a iniciativa, tendo ao longo do ano sido realizadas diversas atividades online e presenciais junto dos alunos”, salientaram os responsáveis da AIRO, esclarecendo que foram desenvolvidas um total de 65 ideias de negócio pelos alunos do 1º ciclo ao ensino secundário.
    Conceição Henriques, vereadora da Educação da Câmara das Caldas, agradeceu a resiliência e empenho da comunidade educativa nomeadamente dos professores e alunos, garantindo o interesse do município em continuar a apoiar o empreendedorismo. ■

  • Ensino Profissional: Afirmação é notória

    Setor destaca-se pela empregabilidade e pela adaptação da formação às necessidades laborais

    Longe vão os tempos em que o ensino profissioal sofria de um certo estigma. Criou-se uma ideia, errada, de que só os alunos com baixas notas seguiam esta via. Atualmente este é um caminho de formação bastante procurado, fruto do bom trabalho desenvolvido ao longo dos anos na área, permitindo aos alunos o acesso a uma via profissionalizante e/ou de acesso ao superior.
    O diretor de serviços de formação do Cencal, Pedro Paramos, realça que “este tipo de formação tem de estar em consonância com as necessidades do mundo empresarial” e que, nessa medida, “tem de ser prestada por operadores e instituições que garantam a qualidade e a credibilidade da formação”.
    O dirigente defende que essa é única forma de as empresas reconhecerem “as mais valias do sistema de ensino e formação que ao longo dos anos soube evoluir e consolidar-se em termos qualitativos”.
    Também Clara Simões, representante da gestão do FOR-MAR – Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar, corrobora esta afirmação do ensino profissional. “Houve uma forte aposta em dotar os centros de formação com equipamentos e meios pedagógicos adequados”, salienta, notando a importância do Quadro de Referência Europeu de Garantia da Qualidade para a Educação e Formação Profissionais. “Atualmente, as entidades empregadoras vêem na formação profissional ministrada uma mais valia para as suas atividades, ao serem dotadas de mão de obra mais especializada e com mais competências”, afirma, notando que, hoje em dia, já “são as próprias empresas a interessarem-se criando respostas formativas mais adequadas às suas necessidades e expetativas”.
    O FOR-MAR tem 105 trabalhadores e uma bolsa de formadores com 350 pessoas. Nos últimos cinco anos, o número médio de formandos foi de 5392, tendo-se atingido em 2021 o número mais alto (7283). Nos últimos cinco anos a média de ações de formação realizadas anualmente foi de 380, tendo-se ministrado, em 2021, um total de 540.
    No âmbito do PRR, o FOR-MAR viu ser aprovado um financiamento de cerca de 7,5 milhões de euros para a requalificação e modernização de parte dos 12 polos de formação que tem a nível nacional, mas também para a modernização de equipamentos tecnológicos e digitais de apoio à formação e administrativos, para a modernização dos sistemas e redes informáticas e para a conceção e desenvolvimento de conteúdos digitais interativos para formação E-Learning. Por outro lado, permitirá a criação de cursos de formação “para as novas profissões marítimas, com novas qualificações e competências que respondam às exigências atuais das pescas, tráfego local, comércio e em áreas transversais às carreiras de marítimos”. Já no caso do Cencal, o plano de investimentos no âmbito do PRR passa por uma modernização das instalações e equipamentos, em particular nas áreas da cerâmica e do vidro. O projeto prevê o “relançamento de perfis profissionais essenciais para a cerâmica, nomeadamente um Técnico de Laboratório Cerâmico e um Técnico Especialista em Conceção e Desenvolvimento de Produto Cerâmico”. A melhoria das condições do edifício em termos ambientais e energéticos também está prevista.
    Em 2021, o Cencal realizou 239 ações de formação, abrangendo 3317 formandos e cerca de 240 mil horas de volume de formação. Conta com 31 funcionários e teve, em 2021, a colaboração de 126 formadores externos. Desde 1985 deu formação a mais de 72 mil pessoas. E estes são apenas dois bons exemplos da afirmação do ensino profissional na região, a que acrescem diversas escolas profissionais de referência.

  • Gratuitidade das creches: Medida tem sido aplaudida pelas famílias, mas coloca desafios às instituições

    Medida foi anunciada pelo Governo para entrar em vigor a 1 de setembro, mas ainda há muitas dúvidas sobre a mesma

    O tema da gratuitidade das creches tem estado na ordem do dia desde a aprovação, por unanimidade, no Parlamento, definindo-se, deste modo, que as crianças que ingressem no primeiro ano de creche em instituições do setor solidário com acordos de cooperação não pagam mensalidade. Nesta matéria, se, por um lado, regista-se a perspetiva familiar, em que a medida é, obviamente, apoiada, por outro levantam-se muitas questões quanto à operacionalização, à justeza e até à sustentabilidade da mesma.
    A isso acresce a incerteza em torno do assunto, quando os pais começam a procurar soluções para o próximo ano letivo e quando as instituições começam a receber as primeiras inscrições. As questões levantam-se, mas as respostas tardam em chegar. Os pais perguntam nas creches sobre a gratuitidade (há dezenas de chamadas em que a primeira pergunta é precisamente sobre a existência e a abrangência ou não desta medida). As instituições questionam a Segurança Social e o Governo, mas as respostas tardam em chegar e levantam-se questões práticas, como por exemplo, se a lei é para aplicar às crianças até um ano de idade ou a todas as que entrem pela primeira vez numa creche, independentemente da idade. Outra questão passa por perceber se a abrangência da medida se aplica a todas as crianças que tenham vaga na instituição ou apenas às que são abrangidas pelo acordo.
    Da parte das instituições é notório um claro desconforto com a falta de resposta e com a incerteza sobre a operacionalização da lei. O processo da gratuitidade não começa agora e não bem. Basta recordar que no primeiro ano em que entrou em vigor a gratuitidade para o 1 escalão se tratou de um processo conturbado de uma medida que, quando entrou em vigor, em pleno ano letivo, obrigou as instituições a adaptarem-se e a proceder à devolução do valor pago aos pais, o que ao nível da gestão e dos procedimentos criou constrangimentos.
    Vanessa Sobreiro, diretora técnica da Associação Social e Cultural Paradense, que tem 36 crianças em creche, contou à Gazeta das Caldas que os primeiros meses foram complicados, mas que neste segundo ano, em que a gratuitidade foi alargada ao 2º escalão, as coisas já correram melhor, porque já tinham criado um método de trabalho mais eficaz.
    Esta medida tem impactos ao nível da gestão, numa época em que a sustentabilidade das instituições se encontra ameaçada, com o aumento dos custos, mas também das dificuldades dos utentes. “As respostas de infância, de um modo geral, estão todas com resultado contabílistico negativo, é o Serviço de Apoio Domiciliário que ajuda a equilibrar as contas”, revelou.
    Também a diretora técnica da Infancoop, Cláudia Almeida, salienta as dificuldades que vivem as instituições nesta fase. “Com as mensalidades atuais, é impossível fazer face aos custos que temos”, nota.
    Cláudia Almeida corrobora que atualmente sentem uma grande incerteza face à medida da gratuitidade e que também nesta instituição o início desta medida não foi fácil.
    Os maiores desafios estão, por agora, mais relacionados com o aumento da procura, muitas vezes por agregados familiares compostos por elementos que não estão a trabalhar. “Deixou de haver uma procura pela creche e passou a existir uma procura pela gratuitidade, o que levou praticamente ao duplicar do número de inscrições”, contou Carina Carvalho, chefe de serviços da instituição que tem atualmente 92 crianças em creche.
    Por outro lado, realça Cláudia Almeida, há o “receio de deixar de ter resposta para os pais que têm efetiva necessidade”.
    Há ainda uma outra questão que se levanta com esta medida, que é relativa à continuidade ou não da gratuitidade durante os restantes anos do percurso de creche. Se esta medida anunciada pelo Governo se aplicar apenas durante um ano, então existe a possibilidade de muitos pais apenas terem os filhos durante um ano na instituição, quando atualmente, excepto raros casos, existe um percurso dentro da instituição, com a mesma equipa e os mesmos colegas.

  • Revista à Portuguesa lotou o Salão Paroquial dos Vidais

    Revista à Portuguesa lotou o Salão Paroquial dos Vidais

    “É uma Revista à Portuguesa, É Gente Gira com Certeza” foi o nome do espetáculo que o Grupo Gente Gira apresentou na noite de 28 de maio no Salão Paroquial dos Vidais, que se encontrava lotado, com dezenas de pessoas.
    O presidente da Junta, Rui Henriques, agradeceu à sua equipa que organizou o evento e também às paroquianas que tinham filhós e café d’avó e ainda ao Centro Social Paroquial que colaborou no jantar.
    “Uma noite completamente histórica e memorável no seio da nossa comunidade, que esperamos, de futuro, continuar a contribuir para a alegria e boa disposição das pessoas da nossa terra”, referiu o autarca.
  • Homem detido por tráfico de estupefacientes nas Caldas

    Homem detido por tráfico de estupefacientes nas Caldas

    Um homem de 36 anos foi detido por tráfico de estupefacientes na noite de 30 de maio pela Esquadra de Investigação Criminal de Caldas da Rainha da PSP.

    “Na senda da constante pesquisa de notícias desenvolvidas pelos polícias da estrutura da investigação criminal, gerou-se a suspeita de que um homem residente na cidade de Caldas da Rainha se dedicava à atividade ilícita de tráfico de droga”, explicou a força policial.
    “O cidadão em apreço desenvolvia grande parte da sua atividade ilícita através da venda direta a consumidores, aproveitando e recorrendo a diversos procedimentos que visavam dificultar uma eventual investigação da PSP”, acrescentou a PSP, notando ainda que “o visado tem antecedentes criminais tendo, inclusivamente, já cumprido pensa de prisão efetiva por este mesmo tipo de crime”.
    A investigação decorreu ao longo de cerca de cinco meses, o que levou a PSP a acreditar “ter reunido prova suficiente relativa à atividade que o suspeito desenvolvia”.

    A força policial deu cumprimento a três mandados de busca, dos quais culminou a apreensão de 59 doses individuais de cocaína, 29 doses individuais de haxixe, doses residuais de MDMA e Liamba, um veículo de marca BMW, um bastão de madeira, um telemóvel, um cofre metálico, uma balança de precisão e 1660 euros em notas.

    “O detido será oportunamente presente à autoridade judiciária com vista à aplicação de uma medida de coação”, esclareceu a PSP, afirmando ainda que “com estas operações policiais o Comando Distrital de Leiria demonstra continuar a dificultar a atividade criminosa de quem se dedica às mais diversas tipologias criminais, reforçando a tranquilidade pública da comunidade residente e frequentadora da região”.

  • Delegação de Cabo Verde esteve nas Caldas

    Delegação de Cabo Verde esteve nas Caldas

    Na manhã de segunda-feira, 30 de maio, uma delegação da Câmara Municipal do Sal, de Cabo Verde, visitou as Caldas da Rainha.
    Euclides Silva e Francisco Correia, vereadores na edilidade cabo-verdiana, estiveram na cidade termal a acompanhar a participação de uma comitiva do seu país num torneio internacional de Futsal, que decorreu entre 27 e 30 de maio.
    Os autarcas cabo-verdianos foram recebidos nos Paços do Concelho pelo presidente da autarquia caldense, Vítor Marques, pelo vice-presidente, Joaquim Beato e pela vereadora Conceição Henriques.
  • A-dos-Francos homenageia João Almeida nas festas

    A-dos-Francos homenageia João Almeida nas festas

    O jovem ciclista João Almeida será homenageado com a inauguração de um monumento em sua honra nas comemorações do XIII aniversário da elevação de A-dos-Francos, que se realizam entre 11 e 12 de junho.

    O programa inclui animação musical, marchas populares e fogo de artifício, além da homenagem ao ciclista que este ano se viu obrigado a abandonar o Giro d’Italia devido à covid, quando seguia na quarta posição da geral.

    A homenagem está marcada para as 15h30 de domingo, 12 de junho.

  • Penichense Matias Canhoto venceu segunda ronda no Mundial Junior

    Penichense Matias Canhoto venceu segunda ronda no Mundial Junior

    O jovem penichense Matias Canhoto venceu hoje a sua bateria da segunda ronda de sub16 no Mundial de Juniores da ISA.

    O jovem surfista tinha pela frente o peruano Gabriel Ljubicic, o italiano Leonardo Apreda e o francês Axel Domínguez.

    Na ronda inaugural Matias Canhoto tinha atingido a 2ª posição do heat 3 em sub16 masculino, com 7,37 pontos.

  • GNR resgatou cão em arribas de Salir do Porto

    GNR resgatou cão em arribas de Salir do Porto

    A GNR das Caldas conseguiu resgatar um cão nas arribas junto ao mar em Salir do Porto (Caldas da Rainha). O alerta, por parte de populares, chegou no dia 26 de maio, dando conta “que um canídeo se encontrava nas arribas junto ao mar, aparentemente abandonado”.

    Os militares da GNR deslocaram-se de imediato ao local, “onde detetaram que o animal que estava num local de difícil acesso” e foi com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Caldas da Rainha, que foi possível “aceder ao local e resgatar o canídeo que se encontrava num estado debilitado e desidratado”.

    Já após o resgate “foi possível verificar-se que o animal era portador de microchip, encontrando-se registado na base de dados do Sistema de Informação de Animais de Companhia, o que permitiu apurar que se tratava de um canídeo desaparecido desde o dia 2 de maio e contactar a sua proprietária”, conta a força militar.

    Depois, o cão foi entregue no Canil Municipal das Caldas para monitorização do estado de saúde e para posterior entrega à proprietária.

    Em comunicado a GNR recorda que, o Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) daquela força militar “tem como preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de eventuais situações de maus-tratos ou abandono”, sendo que “para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas”.

  • Detido por tráfico de estupefacientes em Óbidos

    Detido por tráfico de estupefacientes em Óbidos

    Um homem de 19 anos foi detido em flagrante por tráfico de estupefacientes no concelho de Óbidos. Segundo a Guarda Nacional Republicana, a detenção ocorreu no decorrer de uma ação de fiscalização rodoviária.

    “Os militares da Guarda abordaram um veículo, tendo constatado que o condutor evidenciou um comportamento suspeito”, refere a força militar, acrescentando que “perante o nervosismo do suspeito, e após diligências policiais, foram encontradas 37 doses de canábis, motivo que levou à sua detenção em flagrante”.

    O detido, que tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de ilícito e por recetação e furto, foi constituído arguido e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Caldas da Rainha.

  • Décima concentração motard na Foz do Arelho

    Décima concentração motard na Foz do Arelho

    O Grupo Motard São Rafael vai organizar a sua 10.ª Concentração Motard nos dias 1, 2 e 3 de julho, na Foz do Arelho no Complexo Polidesportivo.

    No primeiro dia atuam os Terabytes e Bismarck, no segundo dia há uma aula da Fitness Factory e praia, jogos tradicionais, corrida dos lentos, bike wash com Brutuus Events e atuação das bandas CR&F2 e Pedra&Cal. No dia 3 há um passeio motard e entrega de lembranças.

  • Festival da Codorniz no Landal

    Festival da Codorniz no Landal

    A Festa da Codorniz do Landal regressa entre 2 e 5 de junho com gastronomia, doçaria, artesanato e animação. O evento tem entrada livre e é uma possibilidade para degustar esta iguaria confecionada de diferentes maneiras.

    Além do programa de animação, haverá a eleição do melhor prato de codorniz, um torneio de futebol de veteranos, um passeio de bicicleta pela freguesia, uma caminhada pela rota da codorniz, entre outras atividades.

     

     

  • António Morgado ficou em 4º no Tour du Pays de Vaud

    António Morgado ficou em 4º no Tour du Pays de Vaud

    O jovem ciclista caldense António Morgado terminou o Tour du Pays de Vaud, prova da Taça das Nações de Juniores, no quarto lugar da geral. A prova terminou hoje com uma etapa de 104,7 quilómetros, com início e final em Aigle, Suíça.
    O jovem terminou a apenas 23 segundos do vencedor (Jan Christen, que com a vitória na etapa, passou a primeiro) e a dois do pódio. “Estas corridas também servem de aprendizagem. Um corredor como o suíço que ganhou não pode ter liberdade para sair do pelotão. Foi um erro nosso, mas também das outras seleções que estavam a discutir o pódio. Ou se anula de imediato a fuga ou se vai com esse corredor. Mais tarde a equipa ainda perseguiu, contribuindo para diminuir a desvantagem. Mas já não foi possível anular o estrago. Foi pena, porque o António Morgado está ao nível dos melhores que aqui estão e poderia vencer a corrida ou, pelo menos, terminar no pódio. Ficou a lição, que será útil para o futuro”, afirmou o selecionador nacional, José Poeira.
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