Author: Redação

  • Visit Coz transporta visitantes entre os dois mosteiros alcobacenses

    Visit Coz transporta visitantes entre os dois mosteiros alcobacenses

    IMG_20140812_172835Quem passa por Alcobaça pode agora visitar dois mosteiros no mesmo dia: o Mosteiro de Alcobaça e o Mosteiro de Coz. É este o slogan de um novo serviço da empresa Visit Coz, cujo responsável é Rodrigo Matias. Este possui uma carrinha com oito lugares e disponibiliza-se para levar os turistas que visitaram o Mosteiro de Alcobaça ao Coz para conhecerem o respectivo mosteiro.

    Rodrigo Matias tem 30 anos, é da Benedita e investiu cerca de 10 mil euros para este projecto turístico. À Gazeta das Caldas contou que conta com o apoio da Junta de Freguesia de Alcobaça, do Posto de Turismo local e dos hotéis alcobacenses que encaminham os interessados até si.

    Formado em Gestão de Turismo pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, Rodrigo Matias pensa agora em expandir os percursos para outras regiões do país e ainda em ter mais veículos que lhe possibilitem criar outras propostas para os seus clientes relacionadas.

    Os percursos entre os mosteiros alcobacenses tiveram início em Julho e por agora o serviço assegura o posto de trabalho do responsável. Ao todo foram transportados cerca de 150 visitantes desde Julho de 2014, altura em que foi iniciado este projecto.

    O Mosteiro de Santa Maria de Cós, também conhecido por Convento de Cós ou Igreja de Santa Maria de Cós, encontra-se em Coz no concelho de Alcobaça, a quatro quilómetros da localidade de Maiorga.

    As origens do mosteiro situam-se no século XII, época em que o Mosteiro de Alcobaça adquiriu propriedades em Cós. D. Fernando, abade de Alcobaça, fundou o Mosteiro de Santa Maria de Cós a 20 de Abril de 1279. Mais tarde, no séc. XVI, o edifício foi transformado na casa conventual das Monjas de Cister.

    A igreja do mosteiro está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1946.

    O ponto de partida para efectuar esta viagem é na Ala Sul do Mosteiro de Alcobaça onde está disponível uma carrinha de oito lugares que parte para Coz às 10h00, 11h00, 12h00, 14h00, 15h00 e 16h00 de segunda-feira a sábado.

    Os bilhetes custam três euros.

     

    N.N.

  • Cerâmica industrial de mesa e decorativa transformou-se em “neo-artesanal”

    Cerâmica industrial de mesa e decorativa transformou-se em “neo-artesanal”

    1-autoresCom o intuito de dar a conhecer as mudanças que aconteceram no sector da cerâmica decorativa e de mesa, nos últimos 30 anos, em Portugal, José Luís Almeida Silva (do Cencal) e Manuel da Bernarda, industrial ligado a empresas de cerâmica de Alcobaça participaram numa sessão que teve lugar no Museu de Cerâmica, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

    Em 2013 Portugal foi o maior produtor de louça de mesa e decorativa na Europa e “se o país continuar a produzir com qualidade – apostando na inovação e  recuperando algumas tradições – a cerâmica portuguesa poderá estar a preparar-se para viver dias mais risonhos”. Esta foi uma das afirmações de José Luís Almeida Silva, que deu a conhecer a uma pequena plateia de estudantes, formadores e profissionais do sector como é que a área da cerâmica decorativa e de mesa tem sobrevivido e ultrapassado a crise que se vive no país na última década.

    Designada “1985 – 2015 – 30 anos na indústria cerâmica portuguesa – passado, presente e futuros”, a sua apresentação deu a conhecer vários dados estatísticos como, por exemplo, que em 1995 existiam em Portugal cerca de mil empresas – da área da cerâmica de mesa e decorativa – e que empregavam mais de 25 mil trabalhadores. Em 2012 esse número situa-se um pouco acima dos cinco mil. Para se ter uma ideia mais clara, basta ver que em 1975, existiam muito poucas empresas deste sector especifico, no entanto, “estas empregavam muita gente (10 mil pessoas) e em média, cada empresa possuía 135 trabalhadores”. Em 2012 passaram a ter apenas uma média de oito trabalhadores.

    A estes dados acresce ainda o facto de haver uma grande concentração do volume de negócios, já que na actualidade apenas três empresas possuem mais de 250 trabalhadores sendo também responsáveis por 30,5% do volume de negócios total desta indústria. “Há apenas três empresas que têm um terço do negócio”, disse o investigador, referindo-se à Vista Alegre, à Matcerâmica e à Spal. No entanto, as empresas com menos de 10 trabalhadores e que eram há dois anos 837, representam 8,8% do volume de negócios total. As unidades industriais que têm mais de 50 trabalhadores (27 em 2012) têm agora um volume de negócios correspondente a 71,8%

    Doutorado na área da Economia e sendo especialista na área da Prospectiva Estratégica, José Luís Almeida Silva deu a conhecer os vários cenários que tinha antecipado no final dos anos 90 para esta área especifica da cerâmica portuguesa e como de facto “se veio a confirmar o pior dos cenários com grande parte das unidades industriais a fechar, atingindo centenas e centenas de pessoas, arrastando-as para o desemprego”.

    Um pouco por todo o lado nos países desenvolvidos, as grandes unidades industriais deixaram de produzir cerâmica de mesa e decorativa. Até as melhores fábricas europeias que o orador visitou como, por exemplo, a Rosenthal ou a Wedgwood, abandonaram a produção, deslocalizando-a para outros países. A Rosenthal que “era a melhor fábrica de sempre, acabou por manter a fábrica, a marca e o conceito, mandando fazer toda a produção noutros países”, acrescentou.

    O investigador deu a conhecer outros exemplos, como a centenária fábrica alemã Meissen, que  “era produtora de porcelana de alta qualidade e mantém a fábrica como propriedade do governo regional, para produções de referência mundial”. Outro exemplo dado foi a alemã Villeroy & Boch que também deixou a produção própria da cerâmica decorativa e actualmente, em termos de produção, dedica-se principalmente às áreas do revestimento e sanitários, “que hoje estão com quase todas as áreas robotizadas, dando muito pouco emprego”.

    O que fazer perante este cenário? Como pode a cerâmica dar a volta? “Produzindo produtos de alta qualidade para nichos de mercado e ligando o sector ao turismo, procurando aliar também a industria às visitas culturais e à criação de parques temáticos”, afirmou o orador.

    Na sua opinião, vivem-se dias de alguma recuperação com os produtos portugueses a ser internacionalmente reconhecidos, ou seja, “como não há produção de cerâmica na Europa, esta é uma boa oportunidade para as firmas que conseguiram ultrapassar os anos mais difíceis”. Segundo José Luís Almeida Silva, hoje em dia  as empresas “têm que trabalhar em rede, valorizar os recursos humanos e também trabalhar no valor acrescentado das suas peças, que se devem destinar a nichos de mercado”.

    É preciso também alterar a política fiscal que afecta o sector, como se faz noutros países para os sectores tradicionais. “A cerâmica de qualidade para o mercado interno não pode ter o IVA a 23%. È preciso que baixe para a taxa mínima como se faz, por exemplo, na Áustria”, informou o orador. Entre outras premissas, defende o convite permanente a criadores internacionais para que inovem nas formas e decorações da produção industrial, decorativa e de mesa.

    Apesar dos dias negros que se viveram na última década no sector, há algumas notas de esperança. Em primeiro lugar, a cerâmica feita na China passou a ser taxada (aplicação de direitos anti-dumping sobre as importações de artigos de cerâmica da China para a Europa), o que teve consequências directas nas exportações de cerâmica portuguesa.

    Ao longo de 2013 as exportações cresceram 5% e nos dois primeiros meses de 2014 aumentaram 15%. Também o Cencal, que formou durante anos técnicos para a indústria cerâmica, viu baixar a procura de jovens para essa área específica, mas lançou agora um curso para Técnico Especialista em Ofícios de Arte Cerâmica e Vidro.

     

    A CHINA DENTRO DO CONCELHO DE ALCOBAÇA

     

    O arquitecto Manuel da Bernarda, fundador da fábrica Cerâmicas S. Bernardo, em Alcobaça, deu a conhecer alguns aspectos ligados à manufactura e à grande paixão que o liga ao acto de criar novas peças e inovar sempre nas formas e nas decorações. Também se queixou de vários aspectos menos positivos, como o aumento do custo da energia ou a falta de apoios estatais às iniciativas culturais. Referia-se, por exemplo, ao facto de ter desenvolvido um projecto de residências artísticas convidando artistas a trabalhar na Perpétua, Pereira & Almeida, Lda. – a sucessora da Cerâmicas S. Bernardo – “e de não ter conseguido obter nenhum apoio do Estado”.

    Manuel da Bernarda, 73 anos, continua a dirigir o sector do design da sucessora da Cerâmicas S. Bernardo e passou em revista a evolução do sector em Alcobaça, tendo dado a conhecer que na altura em que existiam muitas fábricas “tínhamos a China dentro do próprio concelho pois as fábricas imitavam-se umas às outras sem terem custos de desenvolvimento”. Depois a invasão da cerâmica oriunda dos países asiáticos provocou uma “grande erosão”, tendo forçado o redimensionamento de muitas empresas da região e ao encerramento de muitas outras.

    Hoje as coisas mudaram e “já há cooperação entre as empresas, mas continua a ser necessário continuar a investigar e estar sempre a inovar”.

    Na Perpétua, Pereira & Almeida, Lda., mesmo sem apoios nacionais, está a decorrer um ciclo de residências artísticas com ligação ao Museu Soares dos Reis no Porto, onde regularmente são dadas a conhecer as novas produções de artistas plásticas que vão à fábrica alcobacense fazer novas criações. Algo muito importante, que o arquitecto manteve ao longo da sua vida e deixou como nota a quem assistiu a esta conferência foi que a “cerâmica é para ser feita com emoção” e ao longo da sua vida, a criação artística, a pesquisa e a investigação que sempre fez e promoveu têm-lhe trazido “o reconhecimento do público”.

     

    Natacha Narciso

    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Câmara apoia juntas de freguesia para garantirem serviço de refeições escolares

    Câmara apoia juntas de freguesia para garantirem serviço de refeições escolares

    FotoJaimeNeto A Câmara das Caldas apoia com 311 mil euros as freguesias de Alvorninha, Carvalhal Benfeito e Vidais para que estas garantam o serviço de refeições às crianças do pré-escolar e ensino básico. No documento aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal de 30 de Setembro, é referido que se trata de uma tarefa de alcance educativo e social “da maior importância” pois permite às crianças uma refeição fresca diariamente e permite a criação de emprego nas várias freguesias.

    Nesta reunião foi ainda apresentada, pelo CDS-PP, uma proposta para a criação de uma livraria especializada em cerâmica e do prémio literário Manuel Mafra, assim como outra para a criação de um corredor de emergência entre o hospital caldense e a A8. Ambas baixaram à comissão para aprofundamento.

     

    Os deputados municipais aprovaram, por unanimidade, a renovação do fornecimento das refeições escolares aos alunos do pré-escolar e primeiro ciclo do ensino básico das freguesias de Alvorninha, Carvalhal Benfeito e Vidais. O montante global do apoio ascende a 311 mil euros.

    De acordo com o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, estas freguesias rurais (em que as crianças têm que ir de transporte para as escolas, dada a distância do local de residência) já há muito tempo que pediram para se organizarem com as respectivas organizações de solidariedade social e prestarem elas próprias o serviço de refeições.

    Desta forma, estes locais não ficam abrangidas pela prestação de serviços contratualizados com a empresa de catering que fornece as refeições nas escolas da cidade.

    “É completamente diferente fazer um serviço para 1200 crianças ou para 30”, disse o autarca. Tinta Ferreira explicou que o preço pago pelo serviço de refeições na sequência dos concursos públicos é superior ao praticado noutros locais pois têm várias exigências, como é o caso da utilização de água engarrafada, que a palamenta (pratos, copos e talheres) seja descartável, ou que a comida tenha determinada quantidade de peso por dose.

    A prestação deste serviço a nível local contribui também para a criação de emprego e rentabilidade das instituições sociais que existem na freguesia”, disse.

    Maria João Querido, presidente da Junta de freguesia de Carvalhal Benfeito, explicou que a sua freguesia há nove anos que presta este serviço e que este é de elevada qualidade, com as refeições a serem acompanhadas por uma nutricionista, que elabora as receitas e são calculadas em função das idades e da quantidade das crianças.

    As refeições são confeccionadas numa cozinha própria existente dentro do edifício do jardim-de-infância e contam ainda com uma empresa que faz o controle de higiene e segurança no trabalho e das condições alimentares. “Por outro lado, permite criar postos de trabalho na região”, disse a autarca, informando que estão seis mulheres directamente ligadas a este serviço que permite a confecção diária de refeições frescas para as crianças, que tem sido um dos pontos de grande valorização nas escolas.

    Desta forma podem também, com apenas um dia de antecedência, cancelar a refeição, enquanto se for fornecido por uma empresa tem que ser avisado com três dias de antecedência.

    “É um pouco mais caro mas acreditem que a sua gestão é criteriosa, rigorosa, transparente”, disse Maria João Querido, que gostaria de continuar a contar com esta delegação de competências na sua freguesia.

    O deputado do Movimento Viver o Concelho, Edgar Ximenes, ficou agradado com a explicação que ouviu e mostrou o seu apoio. “Talvez seja um bocadinho mais caro, mas se o serviço for bom e, se do ponto de vista social houver ganhos para a freguesia e sua população, acho que é de ir para a frente”, disse.

    O também professor falou no “resultado catastrófico” em termos de qualidade que se verificou quando as refeições que eram confeccionadas directamente nas escolas passaram para as empresas de catering. “É um negócio incrível que só tem servido para convidar os alunos a saírem da escola e alimentarem-se nos cafés à volta”, denunciou.

    Depois de ter conhecimento que nestas freguesias as refeições são confeccionadas localmente e funciona o controle de qualidade, o deputdo acha que as outras crianças que comem nos refeitórios que são fornecidos pelas empresas de catering “ficam em desvantagem em relação a estas”. Destacou ainda o facto deste serviço permitir a criação de postos de trabalho nos locais onde funciona.

    Os deputados aprovaram também, por unanimidade, a criação do cargo de comandante operacional municipal para o serviço de Protecção Civil, que será ocupado pelo actual delegado municipal, José António Silva.

    De acordo com o presidente da Câmara, a legislação evoluiu e existe a tendência para a extinção do lugar de delegado da Protecção Civil e a sua substituição pelo cargo de comandante operacional municipal. “Já temos uma pessoa que consideramos ter os requisitos necessários e estamos satisfeitos com o trabalho dele”, disse Tinta Ferreira.

     A modernização da Linha do Oeste

    A deputada Tânia Galeão (PSD) estreou-se no púlpito com uma intervenção sobre a Linha do Oeste, onde falou da autorização, por parte dos ministérios das Finanças e Economia, para a modernização desta ferrovia. “Estas aprovações permitirão melhorar a mobilidade de mercadorias e de pessoas ao longo da região Oeste, reforçando a sua integração na rede ferroviária nacional e, consequentemente, a melhoria das ligações ao restante território nacional, portos de Lisboa e Figueira da Foz, principais indústrias e melhorias para a população”, disse. A deputada destacou ainda que se trata de um meio menos poluente, que se pode tornar menos dispendioso e potenciar o turismo da região e defendeu que devem continuar a lutar para que, além da sua modernização, a linha venha a apresentar adequados horários e a servir verdadeiramente a população.

    Em resposta à deputada Tânia Galeão (PSD), o presidente da Câmara disse que este município tem procurado “pressionar politicamente” o governo para a manutenção e modernização da linha e que pretende continuar a fazê-lo.

    A deputada socialista Luísa Barbosa voltou a denunciar na Assembleia as consequências da reorganização judiciária, nomeadamente a despromoção do tribunal e as dificuldades que está a causas a magistrados, advogados e cidadãos. “A chamada reorganização judiciária dá-nos a imagem degradante de centenas de processos amontoados em lugares destinados às testemunhas, de magistrados sem salas para a realização de julgamentos, da falta de funcionários, dos réus que não aparecem e testemunhas trocadas”, denunciou a também advogada.

    Já o seu colega de bancada, José Carlos Abegão, criticou a autarquia por não ter panfletos turísticos do concelho durante o Campeonato Europeu de Veteranos de Badminton, ao contrário do que acontecia com os de Óbidos e Alcobaça, que lá estavam expostos. De acordo com Tinta Ferreira, tratou-se de uma situação pontual, resultado do facto de terem esgotado todo o material de divulgação que tinham disponível.

    O autarca informou ainda que já têm mapas novos e que também têm divulgado a aplicação informática Caldas City Guide.

    Valorizar Manuel Mafra e a cerâmica

    João Diniz (CDS-PP) abordou a temática do termalismo, para dizer que o seu partido irá contribuir para a sua reabilitação. No entanto, teme que as expectativas colocadas na reabertura do Hospital Termal estejam demasiado elevadas, tendo em conta o relatório da Fraza (a empresa espanhola contratada pela autarquia para definir as medidas necessárias para manter a reabertura do Hospital).

    Para o deputado centrista, o concelho precisa de um plano e de políticas de crescimento mais abrangentes que a aposta no termalismo, lembrando que esta também tem cultura, turismo, comércio, indústria e serviços, que devem ser potenciados. “Temos que ser exigentes mas realistas e, acima de tudo, profissionais”, disse, destacando que a cidade para ser sustentável necessita de ser influente para uma área de 150 mil pessoas, estando actualmente muito aquém desse número.

    João Diniz deixou ainda uma proposta para a instalação, por parte da Câmara, de uma livraria especializada em cerâmica e, particularmente, em cerâmica caldense. Para além disso, defende a criação de um prémio literário anual, com o nome de Manuel Mafra, destinado a premiar os trabalhos literários de investigação ou divulgação da cerâmica caldense.

    O grupo municipal do CDS-PP propôs ainda que, no âmbito da Assembleia Municipal, fosse criada uma comissão para, num período de seis meses, pensar e apresentar iniciativas integradas para valorização do património cerâmico da cidade, como forma de potenciar a visibilidade turística das Caldas e da região.

    Esta proposta baixou à segunda comissão para ser aprofundada.

    Balanço de um ano de trabalho autárquico

    António Cipriano (PSD) fez um balanço positivo do ano de trabalho do executivo liderado por Tinta Ferreira. Considera que foi um ano de “trabalho e dedicação dos diferentes órgãos autárquicos”, marcado por muito investimento, sobretudo nas obras de regeneração urbana.

    “Houve muita vida na cidade, que também trouxe turistas”, disse, dando como exemplo a feita do cavalo lusitano, a gravação da série da RTP na Foz do Arelho, a Expotur – Festa de Verão, ou a cerimónia evocativa de elevação a cidade.

    Também o deputado do MVC, Edgar Ximenes, partilhou a sua experiência referiu a entrada de um movimento cívico na Assembleia. Deste primeiro ano de mandato destacou as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, que “levou a um empenhamento de todas as forças politicas e dos órgãos autárquicos, com muita elevação, pondo de lado o arrivismo partidário”.

    Outro momento de destaque foi a simulação de uma assembleia municipal de jovens estudantes, apesar de considerar que, provavelmente, a decisão mais importante foi a que tomaram em relação ao Termal, aprovando a sua concessão por parte da Câmara.

    Reestruturação dos serviços camarários

    A questão ambiental e de sustentabilidade das Caldas foi levada à Assembleia por José Rafael Nascimento, que considera que esta é uma área “estruturante” do desenvolvimento da cidade e do concelho e que, por isso, deve fazer parte das sessões deste órgão deliberativo.

    Este destacado elemento do Movimento Viver o Concelho falou durante o período destinado ao público acerca dos problemas de obras públicas, circulação e estacionamento, recolha de lixo, carências de conservação e recuperação de edifícios e equipamentos e das carências de promoção do investimento e emprego. Considera que é necessário saber o que está a ser feito e deixou, desde logo, quatro vertentes nas quais considera ser prioritário intervir. Em primeiro lugar, uma reestruturação e reorganização dos serviços camarários e municipais que os torne mais rápidos e eficazes. Em segundo lugar a realização de campanhas de sensibilização sócio-ambiental. Em terceiro lugar, o exercício de uma fiscalização e responsabilização mais efectiva e transparente. E por último, a realização anual de um estudo de opinião que permita avaliar a satisfação dos munícipes e recolher os seus comentários em matéria socio-ambiental.

    Jaime Neto, do PS, destacou que a reformulação dos serviços camarários merece reflexão e reorganização, de modo a que estes sejam “mais eficazes e atentos à qualidade de vida urbana no concelho”.

    Já Vítor Fernandes (CDU), lembrou que existem vários problemas ambientais a precisar de resolução da autarquia, como é o caso de esgotos a céu aberto, de canalizações e águas pluviais.

    A preocupação da autarquia com as questões ambientais foi realçada por António Cipriano (PSD), que deu como exemplos a vertente pedagógica com acções de sensibilização e visitas ao Paul de Tornada (e a sua participação na direcção da reserva ecológica), assim como ao nível da eficiência energética, através das medidas incluídas no pacto dos autarcas.

    Tinta Ferreira reconheceu que existem estradas que precisam de ser requalificadas e alcatroadas, que é necessário intervir ao nível de saneamento e melhorar o sistema de recolha de lixo. “Sabemos o que queremos fazer”, disse, acrescentando que existem melhorias no sistema de limpeza, espaços verdes e infraestruturas e que estão a fazer esforços para ter um atendimento mas adequado.

    Este ano fizemos um investimento de mais de dois milhões de euros só em alcatroamentos e reparações de vias e reforçámos as delegações de competências das juntas de freguesia para que possam ser mais eficazes e ter maior capacidade de intervenção”, informou. O autarca reconheceu que ainda são precisas melhorias, mas justifica que a receita não permite grandes intervenções. “O município das Caldas tem um orçamento real de apenas mais cinco milhões de euros que o de Óbidos e somos quatro vezes maior em dimensão, população e necessidades”, exemplificou.

    Tinta Ferreira informou também que pretendem melhorar o atendimento com a criação de um balcão único, que permite que os munícipes tratem de 80% dos assuntos camarários num mesmo local. Quanto a outras áreas, como a fiscalização camarária, o município simplesmente não pode admitir mais pessoal.

    No que respeita à eficiência energética, o presidente da Câmara disse que pretendem substituir as lâmpadas das ruas Heróis da Grande Guerra, Miguel Bombarda e Emídio Jesus Coelho, por leds, poupando assim energia.

    Criação de um corredor de emergência

    Margarida Varela, presidente da concelhia do CDS-PP, disse que tinha tido a experiência de viajar de ambulância das Caldas para Lisboa ao acompanhar o filho numa viagem de emergência. Contou que o percurso que os levou do hospital à A8 foi “absolutamente tortuoso, cheio de buracos e lombas, acompanhado de algumas travagens e paragens”.

    Na conversa com o pessoal médico que os acompanhou, Margarida Varela ficou a saber das dificuldades que têm na estabilização de alguns sinistrados devido à irregularidade do trajecto. Propôs, por isso, a criação de um corredor de emergência entre o hospital caldense e a A8, “sem lombas nem buracos, devidamente assinalado e liberto de inesperadas ocorrências que dificultam e podem mesmo comprometer a vida de quem, por imprevisto, se vê dependente deste serviço de urgência”.

    Esta proposta viria a baixar à segunda comissão para debate, mas antes Vítor Fernandes (CDU) lembrou que se a primeira circular estivesse feita não se punha o problema de trajecto das ambulâncias. Por outro lado, se houvesse uma sinalização melhor, as ambulâncias, principalmente as que vêm de fora da cidade, teriam mais facilidade em se dirigir para o hospital fazendo notar que uma boa sinalização poderia retirá-las do centro.

    O presidente da Câmara reconheceu que nem sempre conseguiram tratar do assunto da sinalização da forma mais adequada, mas garante que também já enviou um oficio para o CHO, corporações de bombeiros e empresas privadas de ambulâncias a pedir para não passarem pela Praça da Fruta e Rua Heróis da Grande Guerra, optando pelas alternativas com menos tráfego automóvel.

    Sobre a primeira circular, Tinta Ferreira disse que não há financiamento comunitário para novas estradas e que aquela obra é “caríssima”, dada a orografia do terreno que obriga à criação de pontes e viadutos.

    Preocupação com as obras públicas

    O jovem caldense Carlos Moio foi à reunião para partilhar com os deputados a sua preocupação com as obras públicas que estão a ser feitas na cidade. Após um olhar atento ao novo mobiliário urbano, verificou uma “lamentável falta de identificação do mesmo com a história da cidade”.

    Carlos Moio considera que, por exemplo, os bancos da Praça da Fruta estão “desenquadrados com a riqueza das Caldas e não revelam o rigor histórico de uma cidade herdeira de valores e identidade”. Perguntou, por isso, que critérios estiveram na base daquela escolha e, considerando que a questão tem dado azo a alguma discórdia, perguntou se, de futuro, irão abrir outras formas de escolha dos equipamentos mais participativas à população.

    “Urge modernizar preservando a nossa identidade e cultura, confirmando assim que fomos e continuamos a ser a cidade das artes”, concluiu.

    Para Jaime Neto (PS), não foi só o mobiliário urbano que não foi pensado, mas muitas outras questões da regeneração urbana que, do seu ponto de vista, têm o “pecado capital” de esgotar o investimento de 10 milhões de euros exclusivamente na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo. “Não sobrou sequer um milhão para distribuir pelas outras freguesias, não compreendo como é que os senhores presidentes de Junta não foram mais veementes a protestar neste facto”, disse.

    Para o também arquitecto, o urbanismo e planeamento devem favorecer, acima de tudo, “a coesão territorial e social e não é colocando os ovos todos no mesmo saco que estamos a fazê-lo”.

    Jaime Neto criticou ainda o facto de as obra não terem, na sua génese, um estudo de impacto ambiental que tivesse em conta a melhoria da qualidade do ar e a redução do ruído. “O projecto da regeneração urbana, começado em 2008, arrastou-se sempre, de uma maneira penosa, sem rumo”, disse, acrescentando que um dos reflexos disso são os atrasos e a ausência de qualidade do que está executado.

    O deputado comunista Vítor Fernandes voltou a levantar a questão do estacionamento no Largo do Hospital Termal, que considera ser um “péssimo cartão-de-visita” para quem vem à cidade. “É insustentável não só o estacionamento naquele largo como as pessoas que ali andam a controlá-lo, que envergonha os cidadãos das Caldas”, disse, pedindo à Câmara a resolução do problema.

    O deputado social-democrata, António Cipriano, disse que gosta dos bancos da praça porque fazem um “contraste interessante”. Para além disso, considera que este não é o tempo para se fazerem estas críticas, mas sim quando o projecto esteve em discussão pública.

    Um argumento que não agradou ao deputado João Diniz (CDS-PP), que considera que as coisas mudam e confessou ter alguma dificuldade em perceber a posição do PSD, “tão inflexível quanto a aceitação da mudança e de alguma alteração de contexto”.

    O presidente da Câmara não pretende alterar os bancos colocados na Praça da Fruta e disse que a Direcção Geral do Património não se opôs à sua colocação, ao contrário do que aconteceu com os contentores do lixo frente aos ex-paços do concelho.

    Tinta Ferreira lembrou ainda que a equipa que propôs aquele mobiliário urbano é a mesma que criou a rotunda junto à estação, com as peças da Bordalo Pinheiro, “tão apreciada por todos”.

    Nesta reunião foram ainda aprovados votos de louvor à ESAD, à jovem Filipa Prudêncio (premiada em Pequim no âmbito de um trabalho de investigação científica), pelo Campeonato Europeu de Veteranos de Badminton, à Orquestra de Sopros e Banda Filarmónica de A-dos-Francos e pelas comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Santa Catarina. Foi também aprovado um voto de pesar pelo falecimento da mãe do vereador Rui Correia.

     Fátima Ferreira

    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Assembleia de Freguesia de Alfeizerão muito participada

    Assembleia de Freguesia de Alfeizerão muito participada

    Contentor-1000556A Assembleia de Freguesia de Alfeizerão que teve lugar no passado dia 30 de Setembro foi uma autêntica maratona (durou quase três horas). Muitos problemas que a freguesia enfrenta foram postos a nu numa sessão que teve a presença de todos os elementos da Assembleia de Freguesia e do executivo. O público também compareceu em número razoável.
    Depois do presidente da mesa, Sérgio Rosário, ter dado início aos trabalhos, interveio a vogal, Margarida Lourenço para apresentar velhas questões, que continuam por resolver em Vale de Maceira: a falta de abrigos para os alunos das escolas (lacuna que também existe no Valado de Santa Quitéria e no Casal Velho) e a “casa velha” que continua por deitar abaixo no Largo do Jardim, depois de a Câmara a ter adquirido a fim de alargar aquele espaço. “Até quando vai continuar de pé?” perguntou a autarca.
    Margarida Lourenço referiu o caso da Escola de Alfeizerão, que este ano foi a única do concelho de Alcobaça que aumentou o número de alunos e já não tem capacidade para tantas crianças. Assim, foi necessário colocar um contentor. Disse ainda que é impensável que a escola só tenha uma funcionária e que o que tem valido é a colaboração dos professores.

    PROMESSA NÃO CUMPRIDA

    A este propósito, o munícipe Mota Pedro criticou o presidente da Câmara, Paulo Inácio, pelo facto de ter prometido a construção de uma escola há três anos e agora não se saber quando será construída dado que a verba destinada à obra foi desviada para outro lado.
    Todas estas situações foram expostas à directora de Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto, que, por sua vez, já contactou a Câmara, mas tudo continua na mesma. Agora só falta apresentar o caso ao Ministério da Educação.
    O presidente da Junta de Alfeizerão, Leonel Ribeiro, referindo-se à falta de abrigos, disse que a sua instalação é da responsabilidade da Câmara. Quanto à nova escola disse que é urgente dar luz verde ao projecto, até porque, como reconheceu, essa foi uma das razões que o levou a candidatar-se à Junta, uma vez que tem filhos pequenos.
    Margarida Lourenço, na sua intervenção, citou a falta de saneamento na sua terra, que pode atingir a baía de S. Martinho. Aliás, este problema já foi levantado noutras assembleias, sem resultado. Sabe-se que Paulo Inácio conhece este assunto porque já esteve no local. A Junta nada pode fazer a não ser o que tem feito, que é pressionar os serviços camarários, referiu Leonel Ribeiro, acrescentando que o próprio presidente da Câmara se tem queixado que não tem verba para solucionar os problemas existentes.

    ORÇAMENTO APROVADO POR UNANIMIDADE

    Leonel Ribeiro apresentou a revisão do orçamento e plano plurianual de investimento do ano de 2014, que foi aprovado por unanimidade. O autarca falou ainda sobre a actividade da Junta relativa ao terceiro trimestre do ano e de vários assuntos de interesse para a freguesia. Anunciou que a Protecção Civil virá a Alfeizerão para uma reunião a efectuar no dia 4 de Novembro na sede da Junta.
    No período destinado ao público foram abordadas as seguintes questões: o estacionamento indevido junto à clínica dentária na Rua 25 de Abril, que tapa a visibilidade de quem circula da Rua Adelino António Ferreira para a Rua 25 de Abril; a postura de trânsito que está pronta, mas que ainda não foi posta em prática; o alcatroamento da rua Entre-muros, junto à Misericórdia e a falta de candeeiros na zona daquela instituição; a inexistência de uma ciclovia entre Alfeizerão e S. Martinho.
    O presidente da Junta tomou nota de todas as questões que foram citadas e disse que iria tentar a sua solução junto da Câmara, uma vez que a freguesia não pode fazer obras para as quais não tem meios.

    T. Antunes

  • Festas

    Gracieira (Óbidos)

    A Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Gracieira realiza, no próximo dia 11 de Outubro, o baile das vindimas.
    Pelas 23h00 haverá baile com o grupo musical Os Lords, seguido dos djs Dropkob & Tapetron.

  • Animação

    Campbell’s Bar (Nadadouro)
    Sábado, 11 de Outubro: Noite de karaoke com Carlos Ramos e Lola Borges

  • Ouriense-Caldas jogada a jogada

    Ouriense 0 – 4 Caldas

    Termina. Vitória justa do Caldas com uma grande segunda parte
    90 GOLO DO CALDAS! FARINHA
    Canto curto, Farinha remata em jeito do vértice da área. Grande golo
    89 Amarelo para Lagoa, falta dura sobre Telmo. André bate directo para a defesa de Hélio
    O jogo esteve parado para assistência a Hélio, parece ter ficado inferiorizado numa mão o guardião do Ouriense
    75 Entra Simões, sai Esgaio. Esgotadas as substituições nas duas equipas
    74 Perigo na baliza do Caldas, com a bola a cruzar várias vezes a pequena área e a acabar nas mãos de Luís Paulo
    71 Entra Farinha, sai João Rodrigues
    70 Amarelo para Esgaio
    69 Sai Jota, entra Diogo, esgota as substituições o Ouriense
    68 André Santos remata de ressaca ao lado
    64 Sai Sabino no Caldas, entra Emiliano
    64 Amarelo para Mica
    60 GOLO DO CALDAS! SABINO
    Arranque de Telmo à esquerda, assistência para tiro de João Rodrigues ao poste e na recarga Sabino bisa
    57 Contra ataque do Caldas, Sabino oferece o golo a Telmo mas chega primeiro um defesa
    55 GOLO DO CALDAS! JOÃO RODRIGUES
    Telmo bate canto à esquerda, ressalto na área e João Rodrigues atira lá para dentro
    52 Entrou TD no Ouriense, saiu Toni
    46 GOLO DO CALDAS! SABINO
    Centro de Telmo, desvio certeiro de Sabino em volei na pequena área
    46 Começa a segunda parte, saiu no Ouriense Fábio, entrou Valinho
    Intervalo. Domínio territorial do Caldas, que se acelerar o jogo no meio campo ofensivo pode criar muito mais dificuldades à baliza de Hélio. O que não tem conseguido por aí além.
    45 Juvenal cruza para João Rodrigues que só consegue um ligeiro desvio, na insistência Sabino cruza contra um defesa
    43 Livre para o Ouriense, Dercio cabeceia para fora
    40 Fábio cruza na linha de fundo, Dercio desvia mas à figura de Luís Paulo
    38 Canto para o ouriense, corte de Rony a impedir que a bola chegasse a Fábio
    32 Dercio tenta um golo olímpico, sai ao lado
    26 Jogada de Juvenal pela direita, o remate vai contra um defesa e a recarga de Sabino sai ao lado
    24 Sabino engana Parracho e arranca para a área, atira ao lado
    22 Jogada de insistência do Caldas junto à área do Ouriense, Juvenal remata ao lado.
    15 Novamente perigo na baliza do Caldas. Livre para a área, Rony afasta de cabeça, mas para nova cabeceamento de Dercio por cima
    15 Fora de jogo a Sabino
    12 Quase marca o Ouriense. Jogadabde um lançamento laterao à esquerda chega ao lado contrário para o remate de Leandro desviado por Rony, defende Luís Paulo e o central afasta para canto
    10 Remate de Danny, fácil para Hélio
    5 Amarelo para Toni, Ouriense
    1 Começou a partida, saiu o Ouriense.

    O Caldas joga hoje, sábado, pelas 15h00 nas Caxarias contra o Ouriense. A equipa de Ourém ainda não venceu esta temporada e tem apenas um empate. Já o Caldas vem da primeira vitória na prova e ainda não perdeu. Este é o primeiro encontro oficial na história dos dois clubes, acompanhe-o connosco, jogada a jogada.

    Ficha de Jogo

    Árbitro: Quitério Almeida, AF Lisboa
    Assistentes: Flávio Ramos e Ricardo Oliveira
    Ouriense
    Hélio, Lagoa, Parracho, Mica e Toni; Heleno, Dino (c) e Jota; Leandro, Fábio e Dercio
    Suplentes: Stephan, Steve, Diogo, TD, Valinho
    Treinador: Carlos Ribeiro
    Caldas
    Luís Paulo; Juvenal, Militão, Rony e Danny Rafael; André Santos, Paulo Inácio e Tiago Esgaio; Telmo, Sabino e João Rodrigues
    Suplentes: Maurício, Rui Almeida, Frias, Simões, Farinha, Nelsinho, Emiliano
    Treinador: Luís Brás

  • Agenda Cultural

    Agenda Cultural

    CALDAS DA RAINHA

    Carlos Mendes no CCC

    Amanhã, 11 de Outubro, às 21h30,  o cantor Carlos Mendes vem às Caldas para um especial concerto que visa assinalar os 50 anos de carreira.
    Autor, compositor e cantor de temas intemporais como Festa da Vida, Amélia dos Olhos Doces, ou Ruas de Lisboa, Carlos Mendes apresenta um espectáculo a solo, ao piano designado “A Festa da Vida”.
    Os bilhetes custam 10 euros e 7,50 euros para estudantes e seniores.

    Livro de Hansi Stael apresentado no Centro de Artes

    Será apresentado no domingo, 12 de Outubro, pelas 16h00, o livro “Hansi Stael- Cerâmica, modernidade e tradição” no Atelier-Museu António Duarte. Participa na sessão a autora Rita Gomes Ferrão e Nuno Cardoso, responsável pela galeria Objectismo, em Lisboa, onde se encontra uma mostra sobre a obra de Hansi Stael, que foi directora artística da Secla.

    Exposição no Hotel Madrid

    No dia 14 de Outubro, o artista Telmo Borges apresenta o seu novo trabalho de pintura e serigrafia com o tema “Conteúdo Invisível”. A exposiçã¬o acontece a partir das 22h no 1º andar do Hotel Madrid na Travessa João de Deus nº2  em Caldas da Rainha.

    Lançamento de livro no Teatro da Rainha

    Hoje, 10 de Outubro, pelas 21h30, será apresentado o livro
    “Sons e Silêncios da Paisagem Sonora Portuguesa”, de Carlos Alberto Augusto, na Sala Estúdio do Teatro da Rainha.
    A edição tem a chancela da Fundação Francisco Manuel dos Santos e conta com apresentação de António de Sousa Dias

    Cake Design em exposição e workshop

    A partir de hoje, 10 de Outubro, está patente no CCC, a exposição “Modeluras” de Daniela Vieira, também responsável pela marca Tia Xícara, que se dedica ao Cake Design. A autora vai apresentar trabalhos de “modelagem” em pasta de açúcar. Patente até 10 de Novembro.
    No dia 11 de Outubro, entre as 14h30 e as 16h30, vai decorrer um workshop orientado por Daniela Vieira que vai dar a conhecer algumas técnicas de modelação básica aplicada na decoração de cupcakes. Os participantes poderão ser dez e cada inscrição (criança e adulto) custa 7,50 euros. Os inscritos deverão trazer um rolo de massa pequeno, avental e pano de cozinha. O workshop integra o projecto “Familiarte – pequenos com graúdos” e as crianças que se inscreverem terão que ter no mínimo cinco anos.

    O-ViroscasCentenário do Viroscas no Café Central

    Hoje, 10 de Outubro, no Café Central, pelas 21h30, será assinalado o centenário do jornal satírico local “O Viroscas”. O primeiro número foi lançado em 11 de Outubro de 1914 e o Conselho da Cidade convidou Jorge Mangorrinha para explicar a importância, os contextos e os conteúdos deste periódico que foi publicado até 1915.

    Teatro de revista no Valado de Sta. Quitéria

    Amanhã, sábado, 11 de Outubro, pelas 15h00 será representada a peça de teatro de revista “Fujam eles vêm aí” na Associação Recreativa Desportiva Quiterense (Valado de Sta. Quitéria), pelo grupo de teatro local “Pó D’Palco”. O público alvo são “os jovens com mais de 65 anos”.
    Pelas 17h00 o grupo oferece um lanche a quem assistiu ao espectáculo.
    A peça voltará a ser representada às 22h00, mas desta vez para “jovens de todas as idades”.

    Música de câmara arménia no Museu Malhoa

    Amanhã, 11 de Outubro, pelas 17h00, realiza-se no Museu Malhoa um concerto de música de câmara arménia com solistas da Orquestra da Gulbenkian e do S. Carlos. A actuação conta com a soprano Manuel Moniz. A iniciativa é da Liga dos Amigos do Museu José Malhoa e os bilhetes custam três euros.

    Quem conta um conto…

    A apresentação do livro “Escrever um Conto é acrescentar… um conto”, de Ana Maria Patacho, irá decorrer amanhã, 11 de Outubro, na Biblioteca Municipal. Inserida na 29º tarde cultural da Comunidade de Leitores e Cinéfilos das Caldas da Rainha,  a apresentação será conduzida pelo escritor Jorge Castro e contará com a participação do Coral das Caldas da Rainha e do Grupo Oeiras Verde, do qual a autora faz parte.

    Música ao vivo no Espaço Abril

    No domingo, 12 de Abril, entre as 16h00 e as 19h00, realiza-se no Espaço Abril um concerto de música ao vivo com Luís Russo (voz e guitarra) e António Freitas (bateria digital). Serão interpretadas músicas folk, country, blues e sixties.
    O Espaço Abril fica na Rua de Camões nº 51, em frente ao Parque. As entradas são livres.

    Centro Cultural Espírita

    Na sexta-feira, dia 10 de Outubro, às 21h00, decorre a conferência sobre o tema “Amor, casamento e família” na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas. As entradas são livres.

    EE_temporada14_15“Electricidade Estética” no Centro de Artes

    O ciclo de exposições de arte contemporânea “Electricidade Estética” está de volta ao Centro de Artes. Todas as terças-feiras, às 22h00, no Atelier 6, vai estar presente uma mostra que dura apenas um dia.
    Na próxima terça-feira, dia 14 de Outubro, decorrerá a exposição “It’s Gonna Stick” de David Pereira
    A “Electricidade Estética” recomeçou a percorrer o Centro de Artes no passado dia 7 com Tad Life de Orig1 e Avlis Uedat.

    Exposição no Marcianus

    Está patente até 3 de Novembro no Marcianus Bar, no Largo do Arraial, na Foz do Arelho, a exposição “Reflexos entre Paredes” que é constituída por obras de João Bello e Vera Luís, ambos artistas plásticos da Benedita.

    Óbidos

    Concerto no Olho Marinho

    A Orquestra Ligeira da Sociedade Musical e Recreativa Obidense (SMRO) irá actuar no dia 18 de Outubro, a partir das 20h30, no salão Paroquial de Olho Marinho.
    Organizada pela associação União de Amigos da localidade de Olho Marinho, a iniciativa conta também com um jantar. O custo por pessoa é de 15 euros. Para sócios da colectividade o preço é de 12,50 euros.
    As reserva podem ser feitas pelos tel. 919 091705 (Rui Maurício), 969098002 (José Carlos Cavalho), ou uniaoamigos_olhomarinho@hotmail.com

    ALCOBAÇA

     Associação de Cultura Espírita de Alcobaça

    Amanhã, 11 de Outubro, às 16 horas, decorrerá a conferência “Quando os filhos são um problema”, na sede da Associação de Cultura Espírita de Alcobaça. Esta fica na rua da Escola, nos Capuchos – Alcobaça. As entradas são gratuitas.

    Os Improváveis no Teatro Eduardo Brasão

    “Os Improváveis”, um espectáculo de comédia de improviso, está de volta ao Teatro Eduardo Brasão, no Bombarral. A actuação, agendada para as 21h30 do próximo sábado, 11 de Outubro, regressa com um novo formato: “A fábrica” é o mote, mas “na linha de montagem nada está preparado, tudo é produzido no momento”, conforme nota enviada à redacção.
    Os preços variam entre os 7,50 euros e os 25 euros e poderão ser adquiridos no Quiosque S. Salvador, no Bombarral e na bilheteira (no próprio dia do espectáculo).

    “Memórias da Vila de há 100 anos”

    “Memórias da Vila de há 100 anos” dá o mote a uma  evocação histórica que vai ter lugar amanhã, 11 de Outubro a partir das 12h00, no Bombarral, integrado nas Jornadas Europeias do Património. O evento acolhe três conferências no museu municipal, sobre o concelho e o património. No palacete da Quinta das Cerejeira terá lugar uma recriação histórica denominada “Ao encontro de Abel Pereira da Fonseca – Sua História”, pelo grupo de teatro “Os Lendários”. No mesmo local e no Palácio do Gorão realizar-se-ão sessões de dança antiga.

    ÉVORA

    Arte caldense na Igreja de S. Vicente

    O Museu Bernardo inaugurou a 8 de Outubro uma exposição colectiva que pode ser apreciada na Igreja de S. Vicente, em Évora. A mostra inclui obras de António Caramelo, Sara Costa Carvalho, João Fonte Santa, Pedro Amaral, Pedro Bernardo, Jorge Feijão, Filipe Feijão, Mafalda Santos, Miss Rabit, Garcia da Selva, Horácio Borralho, Gustavo Sumpta, José Manuel Rodrigues, UIU, Gil Kaliswart, José Fonseca, Susana Borges, João Fragoso, Luís Nobre, Ivo Andrade e Tiago Mestre.
    A mostra pode ser apreciada até 7 de Novembro, de segunda a sexta-feira entre as 10h00 e as 12h00 e das 14h00 às 19h00.

  • Artes Plásticas da ESAD em exposição no CCC

    Artes Plásticas da ESAD em exposição no CCC

    alunosEstá patente no foyer e sala de exposições do CCC, até 16 de Outubro, a exposição de finalistas da licenciatura em Artes Plásticas da ESAD, que engloba uma selecção dos diversos trabalhos desenvolvidos pelos alunos durante o terceiro e último ano do curso.
    Presente na cerimónia de inauguração, a 27 de Setembro, Rui Pedrosa, vice-presidente do IPL, salientou que para a instituição e para a região “é um privilégio ter uma escola como a ESAD, porque nos posiciona nacional e internacionalmente a um nível muito elevado”.
    Aos alunos que concluíram a sua licenciatura no final do ano lectivo anterior, o responsável garantiu que o IPL irá manter as suas portas abertas para “vos receber e acompanhar a vossa formação ao longo do perfil profissional que irão ter”.
    O director da ESAD, Rodrigo Silva, agradeceu ao director do CCC, Carlos Mota, pela disponibilidade em receber esta exposição de alunos. “São duas instituições complementares: nós somos uma comunidade criativa e o CCC é onde as coisas se mostram, se dão a ver e podem ser fruídas”, disse.
    Na inauguração a vereadora Maria Conceição também referiu a importância estratégica para as Caldas e para a região destas duas instituições. “Mas estes equipamentos só funcionam se as vivermos”, afirmou, elogiando a colaboração que existe entre o CCC e a ESAD.
    Rodrigo Silva salientou ainda que o curso de Artes Plásticas tem, desde Julho, uma nova coordenadora, Isabel Baraona, que “desde o seu primeiro dia de funções arregaçou as mangas para dar um novo fôlego ao curso”.
    Na opinião do director da ESAD, a mudança na coordenação pode “criar condições para que o curso possa voltar a mostrar trabalhos com uma enorme capacidade de marcarem presença no meio da arte contemporânea, como já aconteceu noutras fases”. O responsável acredita que se iniciará um novo ciclo, numa altura em que irá comemorar os seus 25 anos.
    Para Rodrigo Silva, foi importante os alunos participarem na montagem desta exposição, para também colherem a experiência de se envolverem em momentos de apresentação pública.
    Isabel Baraona salientou que os alunos terminaram agora “um percurso intenso de três anos na escola” e também referiu a importância destes novos artistas terem a experiência de preparar uma exposição exterior à escola. “É uma espécie de ensaio de algo que, esperemos, vocês vão fazer muitas vezes”, disse.
    Também a vereadora Maria Conceição fez questão de dirigir uma palavra de alento aos alunos que agora terminaram o seu curso, referindo que o nome da ESAD lhes irá “abrir portas” tendo em conta a qualidade dos seus formandos.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Manuel Mafra foi o ceramista precursor “abafado” pelo mediatismo de Bordalo Pinheiro

    Manuel Mafra foi o ceramista precursor “abafado” pelo mediatismo de Bordalo Pinheiro

    1autora“Manuel Mafra, o precursor da cerâmica das Caldas da Rainha” foi o tema da conferência proferida pela investigadora Cristina Horta, a 25 de Setembro, numa sessão organizada pelo CDS-PP.  A ex-directora do Museu de Cerâmica deu a conhecer, no Hotel Sana, vários factos sobre a vida e obra de Manuel Mafra, ceramista fornecedor da Casa Real, várias vezes premiado no estrangeiro, mas cuja obra, além de ser muito mais reconhecida lá fora do que nos seu próprio país, “foi “completamente ofuscada pelo mediatismo de Bordalo Pinheiro”.

    “Esta conferência tem como objectivo que se faça justiça”. Palavras de Cristina Horta, que apresentou perante 50 pessoas, uma autêntica defesa da vida e obra de Manuel  Mafra (1829-1905), ceramista cuja obra estudou a fundo na tese de doutoramento que concluiu recentemente.
    A investigadora tem dado a conhecer vários vertentes da cerâmica caldense nos mais variados fóruns, desde os EUA, ao Brasil ou à Inglaterra. E justiça porquê? Porque Manuel Mafra, autor pioneiro das Caldas da Rainha, “foi injustamente ofuscado por Bordalo Pinheiro”.
    Manuel Cipriano Gomes, conhecido como “o Mafra” por ter nascido naquela localidade, veio  para as Caldas, trabalhou com a mítica oleira Maria dos Cacos e acabou  por ser o seu sucessor tendo ficado com a sua oficina a partir de  1850.
    Dez anos depois, Mafra fundou a sua própria fábrica e começa a produzir peças sob influência do neopalissismo europeu (produzindo peças inspiradas na natureza como tinha feito o ceramista francês da Renascença, Bernard Palissy). Esta tendência influencia  a cerâmica na Europa, na segunda metade do século XIX e Mafra vai juntar a esta tendência características específicas, reproduzindo a natureza desta região nas suas obras.
    Em 1870, o ceramista frequenta a corte de D. Fernando II e “recebe autorização para usar a coroa real nas suas marcas fabris”, disse a investigadora. Passa a assinar M.Mafra/Caldas/Portugal e com o desenho da coroa real.
    Como teve contacto com produções europeias da colecção real e de outros coleccionadores, começa também a introduzir técnicas que constata nessas obras mais modernas: a policromia e ainda a técnica do musgado.  A partir de então Mafra participa em exposições internacionais. A primeira foi em Viena de Áustria, onde recebe uma medalha de mérito. Na exposição Internacional de Paris em 1878 e na do Rio de Janeiro que se seguiu, recebeu medalhas de prata.
    O Inquérito Industrial de 1881 refere-se ao ceramista como “O Palissy das Caldas”. Mafra obteve sucesso internacional, mas segundo a oradora, “trabalhou de forma  intensa e não teve tempo para fazer a sua própria divulgação, consumindo a sua vida numa obra que lhe sobrevive, imortalizando-o”.

    Mafra e Bordalo

    Só que Manuel Mafra, apesar de reconhecido internacionalmente, representado em exposições internacionais em Paris (duas vezes), Viena, Filadélfia, Londres e Rio de Janeiro, sendo premiado e exportando largamente as suas peças, era um autor protegido por D. Fernando II pelo que “sofreu um apagamento injustificado enquanto artista, face à figura e obra de Rafael Bordalo Pinheiro”, contou a oradora.
    Este facto deu-se porque Mafra e Bordalo representavam mundos opostos e a novidade e a forma de ser de Bordalo acabaram por deixar na sombra as criações daquele antecessor. No entanto, Cristina Horta classifica a obra cerâmica de Mafra como “extraordinária”, acrescentando que esta “viria a ser a principal inspiração da produção que Rafael Bordalo Pinheiro viria a realizar na Fábrica de Faianças”.
    A investigadora deu a conhecer como se relacionaram e confrontaram  estas duas grandes figuras da cerâmica caldense e nacional: Manuel Mafra foi o pioneiro e introdutor da cerâmica artística em Caldas, enquanto que  Rafael Bordalo Pinheiro, “detentor de um percurso artístico conhecido e atraído pela cerâmica artística modelada nas Caldas, veio a adoptar o estilo na maior parte da obra cerâmica que desenvolveu na sua fábrica”.
    Com esta conferência, Cristina Horta quis conferir a Manuel Mafra “a sua tão merecida dimensão, bem como o reconhecimento tardio de um autor, cuja obra tem sido, até aos dias de hoje, mais requisitada no estrangeiro do que no seu país”.
    Em breve, Cristina Horta irá apresentar esta palestra, dedicada a Manuel Mafra, em Alcobaça.
    Margarida Varela, a presidente da concelhia do CDS/PP, disse que vai continuar a organizar mais debates pois “esta é uma forma de chegarmos a todos de uma forma apartidária”. Segundo aquela responsável, este partido quer continuar a contribuir para o debate e reflexão sobre temas caros à cidade, como é o caso da sua cerâmica.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Carlos Paredes para a colecção da Gazeta

    Carlos Paredes para a colecção da Gazeta

    1-pecaConstantinoÉ com uma homenagem ao guitarrista Carlos Paredes que prossegue a colecção de cerâmica contemporânea da Gazeta das Caldas. O baixo-relevo proposto é da autoria do ceramista caldense Carlos Constantino, que trabalha com dois irmãos na oficina da família no Nadadouro.
    O autor dedica-se a trabalhar o barro nas várias vertentes relacionadas com o retrato e com a caricatura. São de sua autoria várias versões de Zé Povinho, Bordalo Pinheiro ou Fernando Pessoa. Estas são apenas algumas das personalidades que os manos Constantino já imortalizaram no barro. Por norma fazem um número limitado de cada exemplar e depois destróem os moldes. São muito conhecidas as representações feitas do Nobel Saramago ou do cantor Pavaroti.
    A peça para a Gazeta das Caldas é um baixo-relevo, feito em barro vermelho, onde se destaca a figura do guitarrista Carlos Paredes. A representação do compositor e mestre da guitarra portuguesa é imediatamente reconhecível.
    A obra “Carlos Paredes” foi pintada com tintas acrílicas e cozida a 920º em forno eléctrico.
    “Carlos Paredes” faz parte de uma série de 50 peças, que são numeradas e assinadas pelo ceramista, Carlos Constantino. A obra está à venda por 25,50 euros para assinantes da Gazeta das Caldas e por 30 euros para não assinantes. Aceitam-se inscrições para a sua aquisição pelo e-mail: gazeta@gazetadascaldas.pt

    N.N.

  • Caldas-Fátima jogada a jogada

    Caldas 1 – 0 Fátima

    Termina. Primeira vitória do Caldas no campeonato, merecida pela primeira parte, mas sofrida na segunda
    90+3 Canto para o Fátima, corta Rony recarga de Da Silva fácil para Luís Paulo
    90 Quase marca o Caldas. Farinha e depois João Rodrigues para a defesa.
    90 Quatro minutos de tempo extra
    85 Estreia de Nelsinho no Caldas, sai Sabino. É um extremo brasileiro que chega do São Paulo
    85 Amarelo para André Santos
    82 Remate perigoso do Fátima, ligeiramente ao lado
    78 Tiago Figueiredo atira por cima e sai logo a a seguir para entrar Alcides
    77 Livre lateral para o Fátima. Demasiado largo
    75 Livre para o Caldas, é um canto muito mais curto. Frias bate à procura de um desvio à boca da baliza, mas é um defesa que ganha
    70 Sai Danny Rafael entra Frias, Danny sai em dificuldades físicas
    64 Erico remata na área, defende Luís Paulo
    62 Alteração no Caldas, entra Farinha sai Telmo
    60 Centro de Esgaio, era para João Rodrigues mas Rodolfo chega primeiro
    59 Segunda substituição no Fátima, entra Erico sai Idelino
    55 Sabino quase marca, é canto. Afasta o Fátima depois de uma série de ressaltos
    52 Livre para o Caldas, Rony cabeceia ao lado
    48 Perigo agora na baliza do Caldas o último remate é de Amâncio para fora.
    47 Centro perigoso de Telmo, afasta Rodolfo depois do corte de Da Silva
    46 Recomeça entrou no Fátima Tiago Fernandes para o lugar de Rafael Matias

    Intervalo. O Caldas vence bem, está com um futebol prático e até podia ter mais golos
    44 Amarelo para Tiago Figueiredo
    42 Sabino marca depois de um mau atraso, mas há falta de Sabino sobre o guardião
    40 Desperdício do Caldas, vários jogadores na área nenhum atacou a bola e o lance perdeu-se. Fica a dúvida no mergulho de Rodolfo que apanhou João Rodrigues se não havia lugar a uma grande penalidade.
    33 Remate de Esgaio por cima, mais um bom lance a partir da direita
    31 Centro remate de Juvenal para fora
    28 Telmo cruza para a cabeça de João Rodrigues é um defesa que desvia para canto. Novo cabeceamento, agora de Militão para fora
    22 Canto para o Caldas, afasta a defesa
    18 Canto para o Fátima, sem perigo
    16 GOLO DO CALDAS! JOÃO RODRIGUES
    Ainda na sequência da mesma jogada, canto ao primeiro poste e cabeça de João Rodrigues para a malha
    14 Jogada perigosa do Fátima, Luís Paulo faz bem a mancha. Na resposta boa jogada do Caldas e remate de Telmo para Rodolfo defender com a ponta dos dedos.
    11 Livre lateral para o Caldas, próximo da área. Danny coloca bem mas Rodolfo defende para canto
    9 Remate de Juvenal do vértice da área, fácil para Rodolfo
    7 Canto para o Fátima, afasta a defesa
    4 Mais dois lances de perigo para o Caldas, um em cada flanco, Sabino não consegue marcar e no segundo estava fora de jogo. Entra com tudo o Caldas.
    3 Centro de Danny paravas mãos de Rodolfo
    2 Pimeiro canto, é para o Caldas. Ganha mais um. Afasta a defesa.
    1 Começa a partida
    Quinta jornada do CNS e o Caldas procura a primeira vitória, contra o Fátima, depois de quatro empates. No Caldas Nelsinho, contratado esta semana, está no banco.

    Ficha de Jogo

    Campo da Mata, Caldas da Rainha
    Árbitro: Rui Mendes,  AF Santarém
    Assistentes: Adriano Sousa e Afonso Silveira
    Caldas
    Luís Paulo; Juvenal, Militão, Rony e Danny Rafael; André Santos, Tiago Esgaio e Paulo Inácio; Telmo, Sabino e João Rodrigues
    Suplentes: Maurício, Cruz, Frias, Clemente, Nelsinho, Farinha, Ricardo Espírito Santo
    Treinador: Luís Brás
    Fátima
    Rodolfo, João Daniel, Walnei, Rafael Matias, Romário, André Fontes, Apollo, Amâncio, Idelino, Da Silva, Tiago Figueiredo
    Suplentes: Pimentel, Alcides, Erico, Tiago Fernandes, João Inácio, Paulo Varela
    Treinador: Richard Branco

  • Resort do Bom Sucesso – o empreendimento de luxo com dimensão internacional afunda-se

    Resort do Bom Sucesso – o empreendimento de luxo com dimensão internacional afunda-se

    FD14444O Bom Sucesso Design Resort, Leisure & Golf era para ser uma referência mundial do turismo de luxo e quase o conseguiu. Mas as empresas que compõem a sua estrutura accionista estão na falência e o resort está à venda. O Estado tem lá milhões que não sabe se conseguirá recuperar e os proprietários das casas desenhadas por arquitectos de renome nacional e internacional tentam salvar o campo do golfe para evitar a sua degradação e perda de valor dos activos imobiliários. A construção do hotel que era para ser um Hilton de cinco estrelas está parada há dez meses.

     

    Uma visita ao complexo turístico do Bom Sucesso mostra um empreendimento de grande qualidade que não tem paralelo com a sua realidade jurídico-financeira. Só um olhar mais atento denota que há ainda bastantes casas em construção e muitas delas com as obras paradas. O edifício do hotel Hilton está praticamente concluído, mas o estaleiro está fechado. Estima-se que 75% da obra esteja terminada. Falta o resto.
    O campo de golfe está a funcionar apesar da empresa que o explorava ter ido à falência. A esmagadora maioria das casas estão vazias, o que também não é invulgar dado ser um local de férias e o Verão já ter terminado. Mas a verdade é que muitas destas habitações de luxo foram compradas não para serem habitadas pelos seus proprietários, mas sim como um investimento que tinha taxas de rentabilidade de 3% a 5% ao ano. Trata-se de uma espécie de time sharing do século XXI no qual os proprietários ficam com o imóvel, passam férias uma vez por ano e o resort encarrega-se de o alugar nos restantes 11 meses.
    Agora aquilo que até foi um projecto PIN (Projecto de Interesse Nacional) atribuído durante o governo de Sócrates está insolvente depois da crise do imobiliário e após um período de grande expansão inicial em que se venderam 430 das 600 casas previstas. Ainda assim, só 350 casas foram construídas porque alguns dos proprietários não chegaram a iniciar as obras.
    A dimensão internacional do projecto surpreendeu os próprios promotores. Mais de 70% das compras de casas foram feitas no estrangeiro, sobretudo por ingleses, irlandeses e espanhóis. Era o tempo do boom irlandês em que os irlandeses vendiam as casas próprias para investirem em imobiliário no estrangeiro. Depois veio a crise bancária de 2008 e tudo parou.
    As casas do Bom Sucesso valiam entre 300 mil até perto de 1 milhão de euros. Localmente é conhecida a casa de Ricardo Salgado, que está em nome de uma empresa. E o próprio José Mourinho também ali comprou uma residência. Entre os espanhóis proprietários, há gente influente, ligada à banca e à política do país vizinho.
    Quando a crise rebentou, o Bom Sucesso Design Resort, Leisure & Golf estava entre 60 a 70% construído. Um quAse naufrágio à vista do porto. A queda do BES, que financiava o projecto, acelerou o processo e uma a uma as empresas accionistas foram à falência.
    Uma das principais vítimas foi o hotel Hilton, que representava um investimento de 27 milhões de euros, dos quais 13,6 milhões eram fundos comunitários.

    UMA ESTRUTURA ACCIONISTA LABIRÍNTICA

    A estrutura accionista do Bom Sucesso é complexa. Cerca de metade do seu capital pertence a um fundo imobiliário fechado que é integralmente detido pela Acordo Óbidos SA que, por sua vez, é detida a cem por cento pela Bom Sucesso SGPS. Estas duas últimas estão insolventes, mas o fundo existe e está em Plano Especial de Recuperação (PER). O objectivo é protegê-lo dos credores, entre eles a Caixa Nova Galícia que sobre ele reclama créditos de 30 milhões de euros.
    A outra parte do capital pertence em 24% à família Graça Moura, que foi promotora do projecto, ao BES PME Capital Growth (15%) e ao Estado Português que através da Portugal Ventures (uma operadora de capital de risco público) detém 15% do capital.
    São todas estas entidades que detém, por sua vez, a empresa que trata da exploração do empreendimento (BS Actividades Hoteleiras e Turismo SA) e a que trata do campo de golfe (Golf Bom Sucesso SA). Ambas estão insolventes.
    Num empreendimento deste tipo o campo de golfe é absolutamente sagrado. O seu encerramento degradaria o ambiente devido à fala de manutenção, transformando-o em semanas num terreno inóspito, arrastando consigo o valor imobiliário das casas de luxo que o circundam. Daí que, apesar de ter ido à falência em Junho, o campo de golfe do Bom Sucesso tenha continuado a funcionar durante o Verão. A BS Villas Exploração Turística Lda., empresa com um capital social de apenas mil euros, despediu alguns trabalhadores, manteve outros e contratou mais alguns, e conseguiu manter o golf a funcionar. É também esta sociedade por quotas (num universo em que os accionistas do resort são todos sociedades anónimas ou fundos de investimento) que trata do condomínio do resort, mantendo-o em funcionamento e dando uma aparência de normalidade ao projecto.
    Até quando pode durar esta empresa é uma incógnita, visto que as receitas não abundam e só a manutenção do golfe pode custar entre 10 a 12 mil euros por mês.
    Só que agora já nem se trata de o concluir, mas sim de o salvar. Manter o golfe é imprescindível. E a conclusão do hotel daria uma séria alavancagem ao projecto.
    Por parte dos credores, a Portugal Ventures – que apesar de gerir dinheiro dos contribuintes não quis revelar quanto investiu no projecto – reconhece que poderá não reaver o seu capital. Fonte oficial da empresa diz que “independentemente da sua posição de accionista, o Fundo de Capital de Risco Portugal Ventures, enquanto credor da sociedade em apreço, mantém legítimas expectativas de, no âmbito do processo de insolvência em curso, poder reaver, ainda que apenas parcialmente o investimento realizado”.
    Parte da família Graça Moura, que é a mentora do projecto e sua principal promotora imobiliária, apresenta-se também como credora laboral, uma vez que alguns dos seus elementos desempenharam funções de administradores nas empresas que faliram. Uma situação que é considerada escandalosa pelos proprietários do resort e pelos trabalhadores.
    Quanto ao hotel de cinco estrelas, a empresa proprietária é a BS – Actividades Hoteleiras e Turismo SA que está insolvente. A Hilton Worldwide internacional, porém, diz que continua empenhada em aumentar a sua presença em Portugal, onde já tem três hotéis (dois no Algarve e um em Lisboa).
    Desenhado pelo arquitecto Eduardo Souto Moura, o Hilton do Bom Sucesso tinha previstos 120 quartos e deveria criar 62 a 70 postos de trabalho. Aquando do início da construção, o então presidente da Turismo de Portugal, Luís Patrão, classificou-o como “um excelente exemplo de como as coisas se devem fazer”.
    O financiamento desta unidade hoteleira de cinco estrelas permanece pouco transparente. A Agência para o Investimento e Comércio Externo terá investido pelo menos 8,8 milhões de euros, visto que é esse o montante que esta entidade pública reclama devido à insolvência da promotora do hotel. Mas também o Instituto Turismo de Portugal tem nele investidos 1,2 milhões de euros, se bem que, ao contrário da AICEP, este atribui aquele montante com uma garantia bancária do BES. O BES é, de resto, também credor de 2,5 milhões de euros sobre o hotel inacabado.
    Para os proprietários dos lotes deste resort, a finalização do hotel e a manutenção do campo do golfe são decisivos para salvar o empreendimento. Com administradores judiciais já nomeados, o complexo está numa corrida contra o tempo para evitar a sua degradação e a consequente desvalorização dos seus activos.

    Carlos Cipriano
    cc@gazetadascaldas.pt

     

    Óbidos com IMT acima da média do Algarve
    O Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), e também o IMI, foram durante anos para o município de Óbidos  uma fonte de receitas invejável, sobretudo se comparada com as dos concelhos vizinhos e com o resto do país. Resorts como o Bom Sucesso, mas também o Praia D’el Rey, Royal Óbidos e Quintas de Óbidos, asseguraram durante praticamente uma década um fluxo de dinheiro razoável que colocou o município no top dos mais afortunados com estas receitas extraordinárias.
    Em 2009 os 4,5 milhões de euros que Óbidos obteve pelas transmissões onerosas de imóveis foram superiores aos de municípios algarvios de Faro, Olhão ou Tavira. E em termos de IMTper capita, cada obidense recebeu nesse ano 387 euros de IMT, sete vezes mais do que a média nacional e o dobro da média do Algarve.
    Em 2012, segundo o Pordata, a receita de IMT caía já para metade, continuando, no entanto, a ser muito superior à da média nacional.
    Mas em Outubro do ano passado a Câmara de Óbidos decidiu aderir ao Progama de Apoio à Economia Local (PAEL) contraindo um empréstimo de 3,8 milhões de euros.
    C.C.

    Uma questão de iniciativa privada
    “A Câmara Municipal de Óbidos não vai tecer quaisquer comentários à actual situação do Bom Sucesso Design Resort, uma vez que se trata de uma questão da iniciativa privada. É certo que Óbidos tem apostado no sector do Turismo nos últimos anos, valorizando, acima de tudo, a qualidade da oferta. A intenção da Câmara Municipal tem sido de proporcionar todos os instrumentos para que a iniciativa privada possa, ela própria, fazer o seu caminho, indo ao encontro da estratégia global que traçámos para o concelho de Óbidos e, por consequência, para toda a Região Oeste. Há projectos ganhadores, mas também há projectos que têm de fazer as adaptações necessárias ao mercado, mas essa é uma questão da iniciativa privada. Estamos e estaremos cá para apoiar, dentro das nossas competências, tudo o que for de bom para o concelho e para a Região. Esperamos que esta situação se resolva da melhor forma, pois este é um empreendimento importante para o concelho de Óbidos.”
    Humberto Marques
    Presidente da Câmara de Óbidos
    (Em resposta a um pedido de comentário da Gazeta das Caldas à situação do Bom Sucesso)

  • Santa Catarina em dia de festa para comemorar os 500 anos do Foral Novo

    Santa Catarina em dia de festa para comemorar os 500 anos do Foral Novo

    IMG_5969A comemoração dos 500 anos do Foral Novo de Santa Catarina reuniu centenas de pessoas no Centro Paroquial da vila, no passado domingo, 28 de Setembro. Organizada pela associação Mãos à Obra, um grupo de jovens voluntários da vila, a iniciativa teve início com um almoço medieval em que a comida foi servida em peças de barro.
    Depois do repasto teve lugar uma palestra com o historiador caldense João Bonifácio Serra, a actuação de um grupo que tocou músicas medievais e uma tertúlia intitulada “Ao fim de 500 anos…”
    O evento contou ainda com as actuações da Sociedade Filarmónica Catarinense e do Rancho Folclórico Vale Choupinho, para além de danças medievais.
    Para encerrar as comemorações, realizou-se uma marcha popular e um espectáculo de fogo de artifício.
    O Foral Manuelino – como também é conhecido por estar datado de 1514 quando reinava D. Manuel – conferia autoridade administrativa a esta vila, mas já antes havia um documento, datado de 1307, que atribuía esse mesmo direito a Santa Catarina.
    Para tornar esta efeméride uma realidade juntaram-se 20 voluntários da associação Mãos à Obra e dez cozinheiras, também elas voluntárias, que confeccionaram o almoço.
    O principal objectivo destas comemorações é preservar a história e a cultura de Santa Catarina, “mas simultaneamente olhar para o presente e projectar o futuro”, disse à Gazeta das Caldas Mariana Carvalho, que fez parte da organização.
    “O passado é muito importante na construção da identidade de um povo, mas se esse conhecimento não é transmitido, os habitantes não criam ligações nem raízes com a vila onde habitam e há todo um sentimento de pertença que se perde”, prosseguiu a responsável.
    Para a população local, este evento reveste-se de uma importância extrema, porque a “envolve na identidade da vila” explica esta catarinense. Por outro lado, possibilita que os habitantes locais possam ganhar orgulho em ser de Santa Catarina.
    Num balanço do evento, Mariana Carvalho realçava que este superou as expectativas, principalmente porque as pessoas, depois de almoço, mantiveram-se no Centro Pastoral “interessadas e atentas ao diverso programa que decorreu durante a tarde”.
    A responsável pela organização lembrou também que esta iniciativa permitiu angariar fundos para as obras no mesmo edifício.
    Maria Leão, de 65 anos, é natural de Santa Catarina, onde viveu toda a vida disse que achava muito bem esta festa “porque eu tenho ouvido falar muito do foral de Santa Catarina, mas não sabia do que se tratava”.
    O evento, organizado pela associação Mãos à Obra, contou com o apoio da Câmara das Caldas e da Junta de Freguesia de Santa Catarina.

    Isaque Vicente
    ivicente@gazetadascaldas.pt

  • “Toma!” será o símbolo das futuras edições do Artshow

    “Toma!” será o símbolo das futuras edições do Artshow

    1-esculturadoimetrosNo passado fim de semana, dias 27 e 28 de Setembro, decorreu na Expoeste o Artshow, iniciativa que atraiu 200 artistas de todo o país. Além da mostra de artes plásticas, o evento, promovido pela empresa caldense Paula Mendes com o apoio da autarquia, teve como símbolo um grande Toma estilizado, da autoria do escultor caldense Carlos Oliveira. Apesar da organização ter previsto 7500 visitantes, esta quarta edição terá ficado pelos 5000, durante os dois dias do evento.

    A partir de agora o Artshow passa a ter um símbolo. Mede dois metros de altura e foi criado pelo escultor Carlos Oliveira. “É um Toma! estilizado que vai servir de modelo para reproduzirmos várias exemplares”, disse o escultor, que, em parceria com Paula Mendes, vai a partir deste modelo criar vários exemplares em fibra que serão depois decorados por vários artistas. “A ideia é fazer algo similar à Cow Parade, só que em vez de vacas, usamos como base um símbolo da cidade: o Toma, o famoso gesto do Zé Povinho”, disseram.
    Apesar das entradas gratuitas, o público não acorreu ao certame, tendo sido procurado por cerca de 5.000 pessoas durante os dois dias, segundo a organização, que tinha uma expectativa de alcançar as 7500 pessoas. “O mau tempo de sábado também não ajudou”, disse António Marques, director da Expoeste.

    NOVAS MANEIRAS DE ATRAIR GENTE

    Paula Mendes contou que agora a crise se nota mais e até mesmo os concorridos workshops de artes decorativas contaram com menos participantes. Mas a organização não quer baixar os braços e continua a procurar formas de atrair gente à Expoeste. Este ano a poesia, a arte dramática e as aulas de zumba ajudaram a levar algumas dezenas de pessoas ao espaço expositivo das Caldas.
    Para o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, o evento “está a melhorar de ano para ano”. O autarca acredita que a iniciativa se enquadra bem nas Caldas, que é “uma cidade de artes e de artistas”. Referiu que a autarquia colaborou com um pouco mais de apoio financeiro (este ano foram 8000 euros) “o que permitiu apostar na divulgação televisiva do evento”. O edil comprometeu-se a continuar a apoiar os promotores, se quiserem continuar a organizar de novas edições do Artshow.
    Segundo Miguel Mendes, da organização, a ideia é que no futuro este evento possa ser apresentado noutras localidades. “Pelo menos, gostaríamos de realizar mais três a quatro Artshows por ano noutras cidades do país”, disse. O organizador salientou que as entradas vão continuar a ser grátis e também não cobram nada aos artistas. “Se houver retorno é para os próprios participantes”, referiu, acrescentando que de ano para ano também se tem notado a presença de jovens artistas, alguns ligados à ESAD.
    Uma das participantes, Patrícia Caetano, frequentou o curso de Artes Plásticas na escola de artes caldense e acabou por ficar a viver no concelho. É de Leiria e como visitou o Artshow anterior, decidiu que este ano queria participar. Trouxe várias obras de arte e ainda livros que tem lançado, após ter tirado uma formação em ilustração cientifica.
    Um pouco descontente com o pouco público estava Conceição Ruivo, presidente da Associação de Amizade e das Artes Galaico Portuguesa, que integra 300 sócios por todo o mundo, das áreas da pintura, fotografia e escultura e da cerâmica. A responsável trouxe às Caldas artistas portugueses e estrangeiros. Esta foi a terceira vez que veio a este evento caldense e lamentou o facto de “haver pouco público”. Acha que este ano, o Artshow “está mais virado para o artesanato, área que a mim não me diz nada”, disse a autora, formada nas Belas Artes de Lisboa, agora reformada e por isso à frente da associação de artistas.
    O pintor alentejano António Saiote é outro dos autores que se encontrava a participar com as suas pinturas. É agrónomo e teve conhecimento do Artshow através de um amigo, o restaurador João Lourenço que mora nas Caldas. Na sua opinião, o evento “é uma ideia positiva e é pena que não haja em mais locais”.
    Depois das artes plásticas e das artes decorativas, no próximo fim de semana, dias 3 e 4 de Outubro, será a vez das Velharias. Está prevista a participação de 250 vendedores de todo o país e, segundo António Marques, o espaço está completamente preenchido. As entradas custam um euro.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazatacaldas.com

  • Obras da Hansi Staël produzidas na Secla  em exposição em Lisboa

    Obras da Hansi Staël produzidas na Secla em exposição em Lisboa

    2-ferreiraIlona“Hansi Staël – cerâmica, modernidade e tradição”. Assim se designa a exposição que abriu portas em Lisboa, a 19 de Setembro na galeria Objectismo. A  artista húngara foi directora artística da Secla durante os anos 50 e nesta mostra, que tem curadoria de Rita Ferrão, podem ser apreciadas várias obras produzidas na fábrica caldense. Em preparação está já uma grande exposição da autora que terá lugar nas Caldas no próximo ano, não só de cerâmica, mas também de outras vertentes do seu trabalho como a pintura, o desenho e a gravura (ver caixa).

    Hansi Staël (1913-1961) foi directora artística da Secla entre 1950 e 1959, ano em que teve de se retirar por motivo de doença, tendo vivido nas Caldas durante aquela década. A Galeria Objectismo inaugurou recentemente uma exposição desta artista, onde podem ser vistas peças desenvolvidas por algumas linhas para produção industrial, incluindo algumas peças modelo, únicas e assinadas pela própria autora. Também podem ser apreciadas obras feitas no seu estúdio e que estão disponíveis para venda.
    “É uma oportunidade única para adquirir e apreciar obras desta autora ”, disse Nuno Cardoso, responsável pela galeria Objectismo, situada na Rua D. Pedro V, em pleno coração de Lisboa perto do Príncipe Real.
    O arquitecto orgulha-se deste espaço por ser o único em Lisboa que se dedica à cerâmica portuguesa (com exclusão da Galeria Ratton que se dedica principalmente ao azulejo). Nuno Cardoso conta que há procura sobretudo por clientes estrangeiros que valorizam o património da cerâmica industrial e de autor. Em Portugal, devido à proximidade e por serem em muitos casos objectos de uso quotidiano, “não se dá o devido valor a estas obras”.
    Além do intuito comercial, esta galeria trabalha as suas exposições tendo em conta “um fundo  museológico e de investigação”. Como tal, a ideia de fazer mostras temáticas referentes à produção de fábricas “será sempre um dos objectivos da loja”, referiu o responsável.
    Além da inauguração da mostra, foi lançado o livro “Hansi Staël – Cerâmica, modernidade e tradição”, da autoria da curadora da mostra, Rita Gomes Ferrão. As obras de Hansi Staël que se encontram na Objectismo custam entre os 30 e os 900 euros.
    A mostra estará patente até 19 de Outubro no número 55 da Rua D. Pedro V.

    Filha quer organizar mostra nas Caldas

    Ilona Thykier, filha de Hansi Stael, ficou muito feliz ao ser contactada por Rita Ferrão, quando a investigadora a informou que estava a realizar um trabalho académico sobre a sua mãe. “Foi uma surpresa muito grande pois eu nunca tinha pensado na ideia de fazer uma exposição”, disse Ilona Thykier.
    “Estou encantada e gostaria muito de fazer uma nova exposição nas Caldas pois foi onde a minha mãe também cresceu como artista”, disse à Gazeta das Caldas, durante a inauguração da exposição.
    Ilona Thykier que é restauradora de arte e escolheu ficar a viver em Portugal, lembra-se de, com nove anos, acompanhar, algumas vezes, a sua mãe à Secla, “quando vínhamos nas férias do Verão da Suécia para a visitar”. Além da fábrica caldense recorda-se que nos primeiros anos “ficávamos na casa do senhor Ponte e Sousa [um dos proprietários da fábrica]” e só no último ano é que visitou a casa da mãe, na Rua Diário de Notícias.
    A filha da ceramista teve uma participação muito activa nesta exposição, realizada em Lisboa, pois colocou à venda algumas peças da sua colecção e ainda restaurou algumas obras da mãe para as mostrar ao público. Nuno Cardoso havia adquirido num leilão cinco grandes pinturas que Hansi Staël fez, em 1954, para o paquete Uíge. Era o menor dos seis paquetes integrantes da frota da Companhia Colonial de Navegação que se destinava ao transporte de passageiros e carga para Angola. Medem 210 por 100 centímetros e representam a Ceifa, a Apanha da Fruta, a Vindima, a Caça e a Pesca. “Agora comprei aquelas pinturas e vou restaurá-las”, disse Ilona Thykier.
    Na segunda-feira, 29 de Setembro, a filha da Madame Staël (como era conhecida nas Caldas) reuniu com responsáveis autárquicos que se mostraram interessados na organização da exposição. Ilona Thykier, aproveitou a ocasião para visitar espaços onde esta pudesse vir a ser apresentada, como o Museu do Ciclismo e a galeria do CCC.
    “A minha mãe viveu nas Caldas da Rainha durante 10 anos e por isso era importante realizar aqui uma exposição do seu trabalho”, disse à Gazeta. Esta iniciativa deverá realizar-se no próximo ano e, além da Câmara, Ilona Thykier vai tentar contactar com alguns patrocinadores. “Fiquei contente pois constatei que há nas Caldas entusiasmo para realizar a exposição da minha mãe”, concluiu.

    “O seu trabalho era muito inovador para a época”

    Quem ficou muito surpreendido com o interesse gerado pela exposição de Hansi Stael, em Lisboa, foi Ferreira da Silva. O mestre ceramista era chefe da secção de pintura da Secla na época em que Hansi Staël estava na direcção artística. A artista húngara veio para as Caldas a convite de Ponte e Sousa, sócio maioritário da fábrica caldense com quem travou conhecimento em Lisboa no Atelier de João Fragoso. O escultor, que era caldense, tinha uma atelier de cerâmica em Lisboa.
    Ferreira da Silva salientou que Hansi Staël conseguiu dar às peças um “sabor” português. Referiu por exemplo que a autora fazia “serviço de louça, decorados com  motivos portugueses, relacionados com o quotidiano das feiras ou do mar”.
    O artista contou como Hansi Stael desenhava e pintava muito bem e “fazia os desenhos tão simplificados que os pintores da fábrica rapidamente conseguiam lá chegar”.
    Para Ferreira da Silva, a directora artística “tinha um trabalho muito bonito, com um efeito muito luminoso, atmosférico até, o que era algo novo na época” e que não tinha nada a ver com o estilo de cerâmica das Caldas.
    O mestre contou que a artista húngara só vinha à Secla um dia por semana, normalmente à segunda-feira, e que trabalhava mais um pouco à tarde. “Falava comigo e com o Pinto Ribeiro que era sócio e divulgador do produto”, contou à Gazeta das Caldas.
    Segundo Ferreira da Silva, a artista e designer húngara teve um papel importante sobretudo porque “era totalmente diferente do bordalesco que aqui imperava”. Segundo o mestre caldense, as peças de Hansi Staël “tiveram uma aceitação extraordinária para países como EUA, Inglaterra, Alemanha, Suécia, África do Sul, devido a estilo que ela imprimiu aqui”. Como tal, para o autor faz todo o sentido realizar uma exposição da Madame Staël nas Caldas da Rainha.

    Uma casa na fábrica

    Para a curadora da mostra, Rita Gomes Ferrão, Hansi Staël  teve uma grande importância para a Secla, dado que “fez uma abordagem inovadora na produção corrente e com ela conquistaram o mercado internacional”. A fábrica que até à sua chegada produzia obras próximas do tradicional das Caldas “passou a produzir outras linhas com um design mais moderno e sintético, mais adequado aos mercados externos”, explicou a investigadora. Além da produção industrial, Hansi Staël dedicou-se também ao projecto do Estúdio Secla, local ligado à fábrica para onde passaram vários artistas portugueses e estrangeiros.
    Rita Ferrão ainda explicou que a artista trabalhou nas Caldas praticamente até a sua doença (esclerose múltipla)  a incapacitar em 1959, tendo falecido dois anos depois. Resultaram dessa fase um conjunto de objectos “que revelam, por um lado uma fase mais madura em termos artísticos, mas por outro lado demonstram a fragilidade da doença que afecta muito o lado motor e ela acaba por se afastar”, disse a investigadora, que também será responsável pela exposição nas Caldas.
    Nos últimos anos de vida de Hansi Staël já lhe era muito difícil subir a Rua Diário de Notícias, de onde habitualmente via gente que vinha vender à praça e trazia os seus produtos nos burros. Para solucionar este problema foi instalada uma pequena casa, dentro da fábrica, junto ao laboratório, onde a artista passou a viver.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazatacaldas.com

    Quem tem peças para mostrar de Hansi Staël?

    Gazeta das Caldas vai aliar-se a esta iniciativa e pede também a colaboração de caldenses que queiram mostrar as obras que possuem de Hansi Staël.
    Os interessados deverão dar a conhecer as suas obras comunicando com a curadora Rita Ferrão, através do e-mail ceramicamodernistaemportugal@gmail.com ou na Gazeta das Caldas que lhe transmitirá as informações recolhidas.

    N.N.

  • António Costa venceu em Leiria mas Caldas da Rainha deu vitória a Seguro

    António Costa venceu em Leiria mas Caldas da Rainha deu vitória a Seguro

    FD1Apesar de a nível nacional António Costa ter vencido as eleições primárias no PS, com 67,88% dos votos dos militantes e simpatizantes, nas Caldas da Rainha o cenário foi diferente: António José Seguro ganhou com 373 votos, contra 351 votos em António Costa, num universo de 734 votantes.
    Nas Caldas inscreveram-se 965 pessoas, a grande maioria simpatizantes, dado que a concelhia conta com cerca de 250 militantes com capacidade eleitoral.
    O presidente da concelhia caldense, Luís Patacho, mostrou-se satisfeito com a participação nestas eleições. “Houve muita afluência e até algumas filas para votar, mas não se registou qualquer tipo de problema”, disse à Gazeta das Caldas. Confessa que já estava à espera que muita gente ocorresse às urnas e considera que o PS foi de “encontro às expectativas das pessoas”, abrindo-se à sociedade e simpatizantes do partido.
    Luís Patacho diz mesmo que se houvesse mais tempo, mais pessoas se teriam inscrito para votar. Esta participação deixa-o confiante que “é possível crescer” nas próximas eleições locais. “Temos uma base de apoio muito relevante que nos deixa aspirar a ser governo neste concelho”, disse Luís Patacho.
    No concelho de Óbidos o vencedor foi António Costa, com 103 dos votos enquanto que António José Seguro teve apenas 37 votos. Contudo, este concelho está dividido em três secções (Óbidos, Amoreira e Gaeiras), tendo António José Seguro vencido nas Gaeiras com 14 votos contra oito para António Costa.
    Nas 23 secções do distrito de Leiria, António Costa venceu na esmagadora maioria, com 3058 votos entre 4454 votantes. António José Seguro ganhou apenas em Vieira de Leiria, Nazaré, Gaeiras e Caldas da Rainha, obtendo no total 1362 votos.
    Em comunicado, José Miguel Medeiros, director distrital de campanha da candidatura de António Costa, destaca a “expressiva vitória” na região, com mais do dobro dos votos que o seu adversário.

    Visita de Seguro à Fábrica Bordalo Pinheiro

    Três dias antes das eleições, o então secretário-geral do PS e candidato, António José Seguro, esteve nas Caldas onde visitou a Fábrica de Faianças Rafael Bordalo Pinheiro e mostrou a sua confiança em obter um bom resultado na cidade onde reside.
    Depois de uma hora de visita à fábrica, acompanhado pelo administrador Vítor Gonçalves, o então líder do PS (viria a demitir-se na noite das eleições depois de ter conhecido os seus resultados) destacou o trabalho feito pela Visabeira, que se traduz num crescimento do volume de vendas da empresa. “Houve uma evolução muito positiva, há uma criatividade imensa e qualidade dos seus produtos”, disse, acrescentando que a Bordalo Pinheiro é uma marca “intrínseca à nossa cultura portuguesa e que cada vez está a ser mais divulgada e aceite”.
    Contudo, o sector debate-se com o problema dos elevados custos energéticos, com o gás e com a energia eléctrica, e que leva a que venham a perder competitividade com outras empresas em países com custos energéticos mais baixos. “Temos que criar condições de modo a que a qualidade dos nossos produtos possam também concorrer com iguais condições nos mercados internacionais”, defendeu António José Seguro.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

    Distrital de Leiria ainda sem presidente

    Continua o impasse na Federação de Leiria do PS. Está prevista para a próxima semana uma reunião da Comissão de Jurisdição da Federação do PS de Leiria para tratar deste assunto que se arrasta há praticamente um mês.
    As eleições para a federação de Leiria, realizadas a 5 de Setembro, deram 618 votos a José Miguel Medeiros e 611 a António Sales, apoiantes, respectivamente, de António Costa e António José Seguro. Contudo, como não houve apuramento em três concelhias, a Comissão Organizadora do Congresso não homologou os resultados e o presidente da Comissão Política marcou novas eleições nas concelhias de Pombal, Óbidos e Alcobaça, que não se vieram a realizar.
    Agora ambas as partes contestam o processo e existem, inclusivamente, recursos para o Tribunal Constitucional.
    “É previsível que se venha a ter que adiar o congresso, já marcado para o dia 25 de Outubro”, disse à Gazeta das Caldas o presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Delfim Azevedo, não perspectivando uma data para o desfecho desta situação.

    F. F.

     

     

  • Câmara das Caldas vai ter gabinete de atendimento  ao munícipe

    Câmara das Caldas vai ter gabinete de atendimento ao munícipe

    CMCR_MB_20140927_31605A Câmara das Caldas vai ter um gabinete de atendimento ao  munícipe onde pretende concentrar 80% dos assuntos que podem ser tratados naquela entidade. Este deverá ser aberto antes do final do ano e ficará localizado no rés do chão dos Paços do Concelho no espaço onde desde 1982 tem funcionado a Galeria Osíris, que desaparece.
    “O objectivo é que a grande maioria do front office possa ser feito logo no rés do chão para evitar que as pessoas tenham que andar a percorrer vários serviços”, explicou o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, à Gazeta das Caldas.
    No gabinete de atendimento ao munícipe serão tratados assuntos relacionados com educação, obras particulares, tesouraria, secretaria, contabilidade, execuções fiscais e serviços municipalizados, entre outros.
    A autarquia já abriu concurso para a aquisição de equipamentos para este gabinete. O custo previsto este novo espaço é de 440 mil euros e resulta de uma candidatura a apoios comunitários, comparticipada em 85% pela UE.
    A galeria Osíris foi inaugurada a 15 de Maio de 1992 com a exposição da colecção de cerâmica de Maldonado Freitas. Desde então realizaram-se ali cerca 200 eventos, sobretudo exposições.
    Nesta última fase, e por estar ao lado do Posto de Turismo, tem acolhido também vários eventos relacionados com a promoção turística. Um deles foi mostra que se encontra patente até este fim-de-semana, que retrata o que se faz no concelho, directa ou indirectamente, relacionado com o turismo.

    F.F.

  • Garrett McNamara de volta  à Nazaré

    Garrett McNamara de volta à Nazaré

    CapturaGarrett McNamara está de volta à Nazaré para preparar a próxima temporada de ondas grandes, que tem tido como pontos altos nos últimos anos os meses entre Outubro e Janeiro. Este ano, para além do tow-in – em que os surfistas são rebocados para as ondas por uma moto de água –, as ondas da Nazaré serão também surfadas pelos praticantes de stand up paddle.
    O Extreme Watterman e a sua equipa estão a realizar testes às ondas e ao material desde o passado dia 24, segundo informou a Câmara da Nazaré.
    O projecto de exploração das ondas grandes foi iniciado em 2010, por iniciativa da autarquia e protagonizada por Garrett McNamarra. O ponto mais alto continua a ser a onda surfada em 1 de Novembro de 2011, ainda hoje detentora do recorde do Guiness, com 23,77 metros de altura. Desde então, as atenções do mundo viram-se para a Nazaré sempre que se reinicia a temporada das ondas grandes.
    No ano passado, o brasileiro Carlos Burle e o britânico Andrew Cotton também surfaram ondas gigantes que valeram nomeações para Maior Onda nos Billabong XXL Awards, título que acabou por escapar para a estância francesa de Belharra.
    Um pouco mais a sul, em Peniche, com a etapa do Campeonato do Mundo à porta, a Câmara decidiu atribuir a Chave de Ouro da Cidade ao norte-americano Kelly Slatter, lenda viva do surf. O município explica que deve muito à comunidade do surf pela projecção que a onda de Supertubos alcançou e “Kelly Slater personifica toda essa comunidade”.

    J.R.

  • “Em Londres é tão ou mais difícil arranjar casa do que emprego”

    “Em Londres é tão ou mais difícil arranjar casa do que emprego”

    SaraMachadoSara Machado
    Caldas da Rainha
    30 anos
    Londres, Inglaterra
    Professora de Inglês e terapeuta-Instrutora de terapias complementares
    Percurso escolar:
    Escola Primária da Encosta do Sol, Escola D. Joao II, Escola Raul Proença, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa

    O que mais gosta do país onde vive?
    Definitivamente as oportunidades de trabalho e de poder continuar a investir na minha educação. Há uma enorme diversidade de escolha e oferta para todos os gostos. Em segundo lugar, mas igualmente importante, a multiculturalidade da população de Londres, que também tem permitido experienciar-me e conhecer-me fora dosparâmetros culturais e sociais portugueses.

    O que menos aprecia?
    Os transportes e o alojamento. Apesar dos transportes serem bastante eficientes, são caros e estão constantemente lotados. Os preços do alojamento, tanto para comprar como para arrendar, são ridiculamente caros. É tão ou mais difícil arranjar casa do que emprego.
    De que é que tem mais saudades de Portugal?
    Para alem do óbvio (família e amigos), a ausência de stress. Aqui a vida é rápida e intensa. Com a quantidade de tempo que uma pessoa gasta em deslocações, todas as actividades têm que ser bem planeadas e com antecedência. Em Portugal era mais fácil fazer saídas espontâneas com amigos.

    A sua vida vai continuar por aí ou espera regressar?
    Dada a natureza do meu trabalho e a situação económica do nosso país, acho que vou ficar pelo Reino Unido. O meu objectivo é divulgar o meu trabalho no âmbito das terapias complementares também em Portugal, mas planeio ficar sediada em Londres e trabalhar ocasionalmente aqui.

    “Cada vez que me encontro numa sala de aula relembro que mais do que ensinar, estou a aprender sobre o mundo”

    Uma portuguesa que foi contratada em Portugal por uma escola de línguas em Londres para ensinar inglês a estrangeiros no Reino Unido dá uma excelente história, no? Ainda me parece inacreditável que isto me aconteceu! Felizmente, o meu trabalho tem sido reconhecido, tanto por colegas, como por estudantes e, mais recentemente, tive o privilégio de um artigo meu ter sido publicado por uma revista prestigiada nesta área. Concomitantemente, e desde que me mudei para cá, tenho investido na minha formação profissional na área das terapias complementares, percurso que culminou com a fundação do World Tree Heart e, que inclui mais do que uma participação no maior evento desta área no Reino Unido, o Mind Body Spirit Festival.
    A constante exposição a pessoas de diferentes backgrounds pessoais e profissionais tem contribuído para o meu crescimento a todos os níveis e é aquilo que mais prezo e valorizo nestes quase cinco anos que já cá estou a viver. Sim, o tempo (nublado e frio), a comida (maioritariamente fast), o stress, a poluição (o trânsito impossível) e o custo de vida (não tanto em termos de comida ou roupa, mas mais a habitação e transportes), não são os maiores atractivos da cidade.
    Contudo, cada vez que me encontro numa sala de aula (depois de uma tumultuosa e sofrida viagem no metro!), relembro que mais do que ensinar, estou a aprender sobre o mundo através da janela de percepção, experiência e entendimento de alunos dos cantos mais remotos do planeta. Londres é exactamente isto: um convite à exploração.

    Sara Machado

     

  • WALL STREET ENGLISH – Método flexível e de proximidade ao aluno é garantia de sucesso

    WALL STREET ENGLISH – Método flexível e de proximidade ao aluno é garantia de sucesso

    FotoAlunoWallStreetEngenheiro, 62 anos, José Machado começou a frequentar o Wall Street English em finais de Novembro do ano passado, depois da sua filha Matilde, na altura finalista do secundário e aluna deste centro, lhe levar um convite da escola para ter um mês de aulas grátis.
    A necessidade de melhorar os conhecimentos da língua para a sua profissão levaram a que aceitasse o desafio. “Para aprofundar os estudos de certificações energéticas, para promoverem a eficiência energética, com conforto, economia e protegendo o ambiente,  designadamente no âmbito da International Passive House, são convenientes bons conhecimentos de inglês”, contou à Gazeta das Caldas, acrescentando que já obteve frutos desse investimento, com a obtenção, recente, do certificado dessa instituição.
    A filha, de 18 anos, ingressou recentemente no ensino superior, no curso de Farmácia, em Lisboa, onde os conhecimento adquiridos no Wall Street English vão ajudar em algumas das cadeiras da faculdade. Já José Machado pretende continuar a aprofundar o inglês, que considera ser uma “língua importante” nos tempos actuais.
    Destaca que, para haver bons resultados, é necessária dedicação e estudo, mas que o método do Wall Street English é “muito flexível”, podendo trabalhar em casa, a par da hora semanal que frequenta na escola.
    A flexibilidade é, aliás, uma das mais valias do método de ensino desta escola de inglês, que está a funcionar nas Caldas desde 2005. De acordo com o seu proprietário, Luís Félix, desta forma conseguem ir de encontro às necessidades de cada aluno, funcionando como cursos individuais que depois têm também algumas aulas de conjunto, sobretudo para conversação.
    “Nunca temos aulas muito extensas e a proximidade entre professor e aluno é grande, com dois a três alunos por aula”, conta o responsável, acrescentando que este formato também permite uma maior rentabilidade.  A base do curso assenta em lições multimédia, no qual os alunos têm apoio permanente, através de um chat online, garantido por vários professores em todo o mundo.
    A escola dinamiza vários eventos anuais e encontros entre alunos. No clube social, tanto os aprendizes iniciais da língua, como os mais adiantados, podem, forma interactiva, pôr em prática o que aprenderam..
    Alunos
    dos 14 aos 85 anos

    O método praticado não é apropriado a crianças e só deve ser aplicado a a partir dos 14 anos, porque este exige alguma responsabilização por parte do aluno. “Não concorremos com qualquer escola que dê aulas a crianças”, especifica Luís Félix, acrescentando que têm alunos com idades compreendidas entre os 14 e os 85 anos.
    O responsável destaca que são procurados por “todo o tipo de motivações”, desde pessoas que querem apenas evoluir o seu nível de inglês por questões pessoais e de lazer, a outras que precisam a nível profissional ou para valorizar a sua formação.
    Nos últimos tempos têm tido um aumento da procura por parte de pessoas que pretendem emigrar, mas com a “desvantagem de virem demasiado tarde”, conta Luís Félix. Por outro lado, a crise tem diminuído a procura por parte de outros possíveis alunos. “Se, por um lado, existe uma necessidade superior, não só de quem pretende emigrar, mas também de quem precisa de se valorizar, também existem mais dificuldades financeiras por parte das pessoas que as torna menos disponíveis para investimentos que não sejam essenciais à vida do dia-a-dia”, resume o responsável.
    O Wall Street English tem uma taxa de sucesso na ordem dos 97%, resultado do método utilizado. A garantia de que conseguem alcançar os resultados é tal que, recentemente, lançaram uma campanha em que devolvem o dinheiro gasto pelo aluno se este não aprender a falar inglês.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • O sonho americano de Armando Rebelo – ‘Hoje faria a mesma coisa, ou ainda com mais sacrifícios se fosse necessário, para chegar à América’

    O sonho americano de Armando Rebelo – ‘Hoje faria a mesma coisa, ou ainda com mais sacrifícios se fosse necessário, para chegar à América’

    FamPara Armando Rebelo, 64 anos, natural de A-Dos-Negros (Óbidos), vir para os Estados Unidos foi sempre o seu sonho. De tal forma que um dia, em 1986, sem dizer nada a ninguém (nem à esposa) pegou na mala e abalou primeiro para Lisboa e depois para Espanha, de onde partiu para o México.
    Até aqui tudo bem, mas quando saía do túnel para chegar à terra prometida foi recebido pela polícia que o remeteu para o México, e para a prisão, por falta de documentação legal. Tinha então 36 anos.
    Libertado dois meses depois, mediante o pagamento de 5000 dólares, foi autorizado a entrar nos Estados Unidos, e de uma localidade próxima da fronteira apanhou um avião para Filadélfia (estado de Pennsylvania), de onde, finalmente, contactou a esposa, que até ali ignorava completamente o paradeiro do marido. Nessa altura o seu saldo negativo já ia em 6.900 escudos, recorda.
    Cerca de um ano depois rumou para Elizabeth (estado de New Jersey) e começou a trabalhar para a firma Custom Bandag, de Fred de Jesus. Dois anos mais tarde chega a família, e a ideia de ter o seu próprio negócio, no que era apoiado pela esposa, não lhe saía do pensamento.
    Sempre a trabalhar para a mesma empresa, e nas horas vagas a fazer toda a espécie de trabalho que aparecia, desde canalizador a pedreiro e electricista, foi amealhando todos os tostões. Quando chegou a altura em que já se sentia seguro das suas possibilidades financeiras, tomou a firme decisão de realizar o seu sonho e comprou o restaurante Rei da Manivela, na cidade de Elizabeth.
    “Não sou pessoa que espere que as coisas aconteçam, eu é que gosto de as fazer acontecer nem que tenha de esperar, e na América tudo isso está ao nosso alcance”, diz Armando Rebelo, sorridente. E não se esquece da primeira pessoa que lhe deu a mão:
    “Tudo o que tenho agradeço ao Sr. Fred de Jesus, que me deu trabalho logo que cá cheguei, apoiou-me nos momentos mais difíceis e manteve-me na sua empresa todos aqueles anos. É uma pessoa que nunca esquecerei”.
    Questionado se voltaria a fazer a mesma coisa para chegar à América – onde já vive há 28 anos – depois de ter sido feito prisioneiro, de se ter separado da família sem aviso, e outros contratempos, este obidense foi peremptório:
    “Hoje faria a mesma coisa ou ainda com mais sacrifícios, se fosse necessário, para chegar à América. Era isto que eu queria, fosse como fosse tinha de cá chegar”. E acrescentou: “gosto muito do meu Portugal, mas também gosto muito da América, o país que me acolheu e que me deu a oportunidade de fazer o que ambicionava na vida”.

    O Rei da Manivela

    “E já lá vão 10 anos”, disse Armando Rebelo, que está a celebrar o 10º aniversário como proprietário do restaurante churrasqueira e bar Rei da Manivela, em Elizabeth.
    A sua esposa, e chefe, Florinda, e a filha Maria, completam o grupo de proprietários. O genro Jaime Echavarria tem a seu cargo a gerência. Um grupo de cinco funcionárias e três funcionários asseguram a operacionalidade do Rei da Manivela.
    Cerca de 30 lugares na sala e 12 no balcão é o espaço de que os clientes dispõem, e que Armando Rebelo acha que é suficiente, para saborearem as especialidades que a chefe Florinda recomenda: cabrito à padeiro, ossos à lavrador, chanfana de galo caseiro, garoupa grelhada, bacalhau frito com feijão, e os petiscos como brindeira com chouriço, presunto com queijo, chouriço caseiro assado e pastéis de várias qualidades. Para além de um vasto menú com pratos caseiros para todas as preferências.
    “Já podia ter um espaço maior mas para manter um serviço de qualidade isto é o ideal, por enquanto não está nos meus planos sair daqui”, comenta, olhando em redor o espaço cheio de clientes.
    Armando e a esposa Florinda, os filhos e a neta, a viverem o ‘sonho americano’, sem esquecer a sua residência em A-dos-Negros.

    Joaquim Martins

    VanessaVanessa Nascimento é uma nova professora luso-americana

    Concluíu na Montclair State University o seu bacharelato em Artes e “Family and Child Studies”, com concentração em “Teacher Settings K-6”, com classificação que lhe deu direito à distinção “Cum Laude”, a menina Vanessa Nascimento.
    A nova professora é filha de Ofélia e Joaquim Nascimento, naturais da Serra do Bouro, Caldas da Rainha, e residentes em Manalapan, NJ.
    Ainda durante o curso a Vanessa exerceu a actividade de professora assistente nas escolas públicas da área da sua residência, o que continuará a fazer até ser colocada oficialmente.
    Embora nascida nos Estados Unidos a Vanessa domina perfeitamente a língua portuguesa, o que lhe trará muitas vantagens na sua vida profissional como professora bilingue.
    Muitos parabéns para a Vanessa Nascimento, que passou a ser mais um motivo de orgulho da comunidade portuguesa.

  • Historiadores de Matemática encontram-se em Óbidos

    Historiadores de Matemática encontram-se em Óbidos

    7 Encontro Luso-brasileiro de História da MatemáticaDecorre, em Óbidos, entre 15 a 19 de Outubro, o 7.º Encontro Luso-brasileiro da História da Matemática, que vai juntar cerca de 150 participantes.
    A sessão de abertura irá decorrer no auditório Municipal da Casa da Música, pelas 17H40, com a presença do presidente da Câmara de Óbidos, de um representante da Sociedade Portuguesa de Matemática, de um representante da Comissão local, do presidente da Sociedade Brasileira de História da Matemática e do Coordenador Geral do Seminário Nacional de História da Matemática.
    A conferência plenaria inaugural será proferida por Silvino Curado (Academia de História), que abordará  “Os primeiros matemáticos formados em Coimbra e o Brasil”. Robin Wilson, do British Society for the History of Mathematics), será o orador convidado para proferir uma palestra sobre “The history of mathematics through stamps”.
    Durante o evento haverá ainda simpósios sobre História do Ensino da Matemática, História da Astronomia, História da Lógica, História da Cartografia, História dos Instrumentos Científicos, entre outros.
    Para mais informações e inscrições, os interessados deverão aceder a http://encontrohistoriamatematicaobidos.com

    F.F.

  • Eu sou Oeste doa 10 mil peças de vestuário

    Cerca de 10 mil peças de vestuário irão chegar a famílias carenciadas. Este o resultado da terceira edição da acção “Recicle o seu guarda-roupa”, que começou a 13 de Setembro, inserida no programa “Eu sou Oeste”.
    Com o objectivo de ajudar o Centro Social Paroquial de Torres Vedras, foi criada uma loja onde os clientes poderiam trocar roupa que já não usavam, desde que em bom estado, por vales de compra que podiam depois utilizar nas lojas de moda e acessórios do Arena Shopping (o centro comercial de Torres Vedras).

    F.F.

  • Colheita de sangue nas Gaeiras

    Irá realizar-se no próximo domingo, dia 5 de Outubro, uma recolha de sangue na vila das Gaeiras. A iniciativa, organizada pela associação O Socorro Gaeirense, decorre entre as 9h00 e as 13h00 no Centro de Dia (antiga escola primária).

    I.V.

  • Ocorrências Policiais – Apanhado a assaltar estabelecimento comercial

    Um homem de 34 anos foi detido na madrugada de 27 de Setembro, pelas 3h20, quando estava a assaltar um estabelecimento comercial nas Caldas da Rainha.
    O ladrão foi apanhado pelo companheiro da proprietária do espaço que estava a ser assaltado e entregue à PSP. Na sua posse estavam vários artigos no valor de 225 euros.
    Três mulheres foram detidas a 25 de Setembro, por suspeita de terem roubado ouro do interior de uma casa, em Alvorninha. Segundo a GNR das Caldas, as mulheres entraram numa residência coagindo uma idosa e levaram vários objectos em ouro.
    Uma carteira foi roubada por esticão numa rua de Ferrel a 22 de Setembro. Nesse dia foi assaltada uma casa em Turquel e furtado um motocultivador no Bombarral.
    No dia 23 foram furtadas duas carrinhas, uma em Turquel e outra na Benedita. Em Casal da Areia (Alcobaça) assaltaram uma casa e levaram material informático e ferramentas. Em Pataias, na sequência de uma busca domiciliária, a GNR deteve um homem por tráfico de estupefacientes e apreendeu 49 plantas de cannabis, entre outro material utilizado para a produção de droga.
    No dia seguinte, em Évora de Alcobaça, foi assaltada uma empresa agro-pecuária, de onde levaram gasóleo e uma mota. Foram assaltados dois veículos no Bombarral e outro em Óbidos.
    Uma mota que tinha sido furtada a 27 de Julho no Bombarral foi encontrada nas Caldas a 24 de Setembro.
    A 25 de Setembro a GNR de Rio Maior, na sequência de uma operação de fiscalização rodoviária, deteve um homem e quatro mulheres por suspeita de tráfico de estupefacientes. No interior da viatura estavam 480 doses de haxixe, 87 doses de cocaína, 26,5 gramas de MDMA, 17,8 gramas de liamba, 7,4 gramas de mescalina e 7,4 gramas de anfetaminas.
    A 25 de Setembro foram assaltadas duas viaturas (uma em Óbidos e outra em Peniche) e uma casa no Bombarral.
    Dois veículos foram assaltados no dia 26 no Baleal e na Atouguia da Baleia. No dia seguinte roubaram um camião do interior de um estaleiro na Benedita. Na Foz do Arelho assaltaram um carro e no Nadadouro foi assaltada uma casa. A GNR recebeu ainda uma queixa pelo furto de cabo de cobre da EDP.
    No dia 28 foi assaltado um estaleiro de obras na Benedita, de onde furtaram dinheiro. Em Pataias um idoso foi assaltado na rua, com recurso à violência. O ladrão levou um telemóvel e dinheiro.
    Ainda nesse dia foi recuperado, nas Caldas, um automóvel, avaliado em 660 euros, que tinha sido roubado dois dias antes.

    Colisão entre camião e automóvel

    Uma pessoa ficou gravemente ferida numa colisão entre um carro e um camião na estrada nacional 114, perto da Amoreira (Óbidos). O ferido grave foi transportado para o hospital das Caldas.
    De 22 a 28 de Setembro a GNR das Caldas registou na área do seu destacamento territorial, 23 acidentes com oito feridos ligeiros. Durante esse período foram testados 272 condutores, tendo sido detectados três condutores com uma taxa de alcoolémia superior ao legalmente permitido.
    Um homem de 43 anos foi detido pela PSP das Caldas, na noite de 27 de Setembro, às 22h24, por conduzir um automóvel com uma taxa de álcool no sangue de 2,59 gr/l. Nessa madrugada, em Alcobaça, às 3h30, a PSP deteve outro homem de 47 anos com 1,71 gr/l.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

    Temporal provoca prejuízos em Valado dos Frades

    A forte chuvada e a queda de granizo no passado sábado, 27 de Setembro, provocaram estragos avultados nos campos agrícolas de Valado dos Frades.
    Segundo uma nota de imprensa da Câmara da Nazaré, os prejuízos ainda não estão contabilizados, mas serão na ordem dos milhares de euros.
    O granizo que caiu durante a tarde deixou campos agrícolas alagados, destruindo vários hectares de culturas, umas no ciclo final de maturação e outras em pleno desenvolvimento.
    Na opinião do presidente da Junta de Valado dos Frades, Rui Marques, este sector de actividade deveria merecer uma atenção especial, porque entende que “quem tutela, o Ministério da Agricultura e do Mar, por vezes parece não ter bem a noção da realidade da vida agrícola, que se manifesta por um forte empenho de quem nela trabalha, gente que passa uma vida de privações e de padecimento, e que acaba por não lhe ver atribuído o merecedor e devido valor”.
    No sábado de manhã também caiu uma forte chuvada nas Caldas, voltando a provocar inundações em toda a cidade. Os bombeiros acorreram a quatro inundações (uma delas no Campo) e outras na via pública. A água voltou também a invadir a loja Móveis Kol e a passagem desnivelada junto ao largo da Vacuum inundou de novo, mas desta vez nenhum veículo ficou lá retido. Houve ainda a registar nesse dia uma queda de árvore nas Caldas.

    P.A.

  • Ex-assessor de Paulo Portas é o novo comandante da ESE

    Ex-assessor de Paulo Portas é o novo comandante da ESE

    DSCF7971O coronel de infantaria Pedro Sardinha tomou posse como novo comandante da Escola de Sargentos do Exército (ESE) no passado dia 8 de Setembro. No mesmo dia foi feita a apresentação do 27º Curso de Promoção a Sargento-Chefe (CPSC) e do corpo docente. Este curso é frequentado por 62 alunos distribuídos por três turmas e será ministrado até 5 de Dezembro deste ano.
    Pedro Sardinha, que sucede no comando da ESE ao coronel Barros Duarte, nasceu em Coimbra em 1963 e é formado em Infantaria na Academia Militar e em Estado-Maior no Instituto de Altos Estudos Militares.
    Foi segundo-comandante de um agrupamento militar na Bósnia-Herzegovina, assessor militar do ministro da Defesa, Paulo Portas, e chefe de gabi nete do Secretário de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes ,Henrique Freitas. Foi ainda chefe da repartição de Logística do Comando Opera cional e assessor técnico da cooperação militar com Moçambique.
    Enquanto docente, foi instrutor na Academia Militar e professor no Instituto de Altos Estudos Militares e no Instituto de Estudos Superiores Militares.
    Em 2012 Pedro Sardinha foi Senior Advisor da Military Advisor Team da Kabul Capital Division, no Afeganistão. E no último ano foi coordenador executivo da Presidência Portuguesa da Iniciativa 5+5 Defesa, um fórum que reúne os cinco países da margem norte e os cinco da margem sul do Mediterrâneo Ocidental, tendo também presidido o respectivo Comité Director.

    J.R.

  • Cadaval também dá casa a médica de Cuba

    Cadaval também dá casa a médica de Cuba

    ChavelÀ semelhança do que aconteceu no Bombarral, tal como a Gazeta das Caldas noticiou a semana passada, a Câmara do Cadaval ficou também responsável pelo alojamento de uma médica oriunda de Cuba, que vai prestar serviço no Centro de Saúde local.
    Para minorar a carência de médicos de família no concelho, a autarquia cadavalense deu resposta positiva a uma proposta emanada do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul. “Se o município assegurasse o alojamento, o Centro de Saúde do Cadaval poderia passar a contar com mais uma médica a tempo inteiro”, explicou José Bernardo Nunes, presidente da Câmara do Cadaval.
    Chaveli Rodriguez, de 29 anos, originária de Cuba, ficou alojada num apartamento situado no antigo edifício da câmara, junto ao mercado municipal.
    Não está definido, por parte do município, qualquer período de cedência da mencionada habitação, “porque a ideia não é limitar mas até favorecer a vinda de mais médicos para o concelho”, adiantou José Bernardo.
    A nova médica de Medicina Geral e Familiar do Centro de Saúde do Cadaval referiu que a sua permanência em Portugal decorrerá por um período de dois anos, altura em que tenciona regressar ao seu país de origem.
    Chaveli Rodriguez manifestou-se satisfeita com o acolhimento que está a ter no concelho. “Sinto-me cá bem. Gosto da minha casa e gosto do Cadaval, a sua gente é amável”, afirmou.

    Falta de enfermeiros

    Fernanda Lourenço, coordenadora do Centro de Saúde do Cadaval, salientou a importância da iniciativa porque existe no concelho uma grande carências de médicos de família.
    “Chegámos a ter 12 médicos, mas antes de entrar a nova colega, estávamos reduzidos a quatro”, adiantou a responsável.
    Ao nível dos enfermeiros a situação não é melhor. “Tínhamos uma série de enfermeiros que eram dos hospitais de Torres e de Caldas que vinham aqui, mas que tiveram de ir todos embora por força da nova lei”, contou.
    Por causa disso, esta unidade de saúde deixou de ter, provisoriamente, algumas valências como Saúde Materna, Planeamento Familiar e Diabetes.
    Para além das necessidades nos recursos humanos, a responsável do Centro de Saúde não esquece a vertente material que “era fundamental que estivesse melhor”, nomeadamente no que respeita às instalações, onde labora há 29 anos.

    P.A.

  • Revolução Solidária no Bairro Senhora da Luz

    Revolução Solidária no Bairro Senhora da Luz

    logotipo_amigosNo próximo domingo, 5 de Outubro, irá decorrer no salão do Bairro da Senhora da Luz (Óbidos), a iniciativa “Revolução Solidária”, com intuito de angariar fundos para a compra de equipamento destinado a Ricardo Reis, um jovem que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A iniciativa é organizada pela associação Partilhadádiva e reúne música, arte, gastronomia e actividades ao ar livre.
    Haverá uma caminhada solidária e um mega aula de zumba, com três professores em simultâneo, seguido de um  almoço convívio. Durante a tarde haverá música ao vivo com Declínios, A Cauda de Tesoura, Paulo Seixas, PumpsInsane, Fernando Santos (pianista), João Ferreira (vocalista da banda Ferro & Fogo) e Tiago Santos (violino).
    A partir das 15h00 As Cantadeiras farão uma participação especial.
    O evento acolhe ainda uma feira de artes que terá patentes trabalhos de
    Carlos Oliveira, Teresa Torres, Emília Lopes, Luísa Vidal, Júlio Silva, Vítor Reis e José Antunes, entre outros. Desta exposição e feira de artes resultará igualmente um leilão de algumas das obras de autor expostas e oferecidas com vista a angariação de fundos para a causa.
    Os interessados em participar na caminhada, zumba ou almoço deverão fazer a pré-inscrição através dos tel.  910696039, 964802393 até hoje, 3 de Outubro.

    F.F.

  • Festival da Codorniz volta ao Landal entre 10 e 12 de Outubro

    Festival da Codorniz volta ao Landal entre 10 e 12 de Outubro

    Travessa-de-codornizes-2Landal, a freguesia que mais codornizes produz no país, vai estar em festa entre os dias 10 e 12 de Outubro, com o IV Festival Nacional da Codorniz. Na localidade haverá tasquinhas, gastronomia, doçaria e animação.
    O primeiro festival surgiu em 2001 quando a Junta de Freguesia pretendeu uma maior divulgação deste alimento e promover este negócio muito importante para a actividade económica local.
    Nesta quarta edição serão apresentadas várias formas de confeccionar este petisco, podendo ser apreciadas as codornizes grelhadas, fritas, recheadas, com cerveja, com azeite e alho, de cebolada, estufadas, assadinhas no forno, de escabeche, com bacon e uvas, de caril, guisadas, com couve lombarda, com alecrim, com migas, com vinho do Porto, entre outras sugestões. Os visitantes poderão ainda provar o tradicional pão-de-ló do Landal, as peras bêbadas e a água-pé nova.
    A animação também será uma constante do evento, com bailes todos os dias e a actuação do grupo de gaiteiros, da bandinha e de danças e cantares.
    Em cativeiro, as codornizes começaram a ser exploradas em 1976, no Landal, por iniciativa de Manuel Louro Miguel que, regressado das ex colónias, instalou-se no lugar de Santa Susana. Começou com a criação e abate de codornizes, tendo lançado bases para esse negócio que viria a ser de grande importância para economia local.
    A carne de codorniz é rica em proteína e aminoácidos essenciais e apresenta uma textura suave, branca e magra. É rica do ponto de vista nutricional e pobre em gorduras, uma vez que cada 100 gramas desta carne fornecem 106 calorias e apenas 1,6 gramas de gordura.
    Para além dos criadores, irão marcar presença no festival o Grupo Desportivo de Santa Suzana, a Comissão da Igreja do Landal, Grupo Desportivo do Landal, Comissão de Melhoramentos da Capela das Bairradas e Associação Social e Desenvolvimento dos Casais da Serra.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

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