Categoria: Economia

  • Geoparque Mundial da UNESCO tem tido impacto na economia

    Geoparque Mundial da UNESCO tem tido impacto na economia

    Com pouco mais de um ano de existência ainda não há dados concretos sobre os impactos a nível económico do Geoparque na região. No entanto, estes são visíveis, também ao nível da Ciência, na Educação e em termos turísticos

    No dia 28 de março de 2024 era anunciado pela UNESCO o Geoparque Mundial do Oeste, em Portugal. Daí para cá (e até antes, quando era “apenas” aspirante), o Geoparque tem tido impactos notórios, não só a nível económico, neste território.

    Miguel Reis Silva, coordenador executivo do Geoparque Oeste, explana à Gazeta das Caldas o que tem sido feito e como isso tem impactado o território. “Neste ano, aquilo que temos sentido, ou seja, a nossa percepção ao nível dos impactos é efetivamente positiva”, afirma.
    Notando que desenvolvem a sua ação sustentada em três pilares: ciência, educação e turismo, abordou cada um eles, referindo que todos têm “uma base, que são as comunidades locais e o seu tecido empresarial e associativo”.

    Miguel Reis Silva frisa ainda que, “quando estamos a falar de uma entidade que tem como objetivo a promoção e divulgação do património natural e cultural singular, como é o caso daquilo que temos presente neste território – e só por isso é que o território é hoje reconhecido pela UNESCO como Geoparque Mundial -, os impactos são sempre positivos, não só naquilo que é a temática da atratividade científica, cultural, educativa, mas também na vertente de promoção e na criação de novos negócios”. Salienta ainda que “o papel do Geoparque é acima de tudo agregador”.

    O coordenador executivo destaca ainda que este Geoparque se insere num território “que tem uma dinâmica social, económica, educativa, cultural e científica” muito vincada, sendo “um território muito vivo”. Isso, sendo amplamente positivo, dificulta o cálculo dos verdadeiros impactos, nomeadamente económicos, do projeto.

    Ainda assim, realça, no pilar da ciência, “o Geoparque passou a ser requisitado e solicitado por um conjunto de entidades académicas, universidades, nacionais e estrangeiras, para podermos acolher estágios, mas também dar apoio em teses de mestrado e doutoramento, por um lado de uma forma direta e por outro de forma indireta, fazendo a ponte com as autarquias e com as entidades que desenvolvem ciência no território, e que neste momento são cerca de 15 entidades que temos no nosso catálogo de investigação como entidades que desenvolvem investigação, mas também que têm capacidade de acolhimento de investigadores”.

    No pilar da educação, “a percepção que temos ao nível do impacto é muito positiva, porque fazendo a analogia entre os números que tínhamos antes da atribuição da chancela para os números que temos depois, o crescimento foi superior a 100% e, neste momento e desde o ano letivo passado, estamos a receber no território, em média, cerca de 100 crianças e jovens por semana, de todo o país”. Isso porque “os professores veem que, através do Geoparque, podem ter o território como exemplo daquilo que são os temas e as matérias que dão em sala de aula”.

    Depois, na parte turística “o feedback é também muito positivo”, dado que tem vindo “a aumentar de forma progressiva os parceiros do Geoparque na área das empresas de animação turística e alojamento local, o que também é bastante interessante”.

    Contadores inteligentes
    Para o futuro gostavam de conseguir perceber se efetivamente o Geoparque traz mais gente para o território. “Temos um projeto em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Oeste e com os municípios que integram o Geoparque para a implementação de contadores inteligentes em pontos estratégicos, nomeadamente em alguns geossítios, e aí saberemos efetivamente, contudo, tendo sempre uma margem de erro associada, mas conseguiremos medir os fluxos de pessoas que visitam os locais que o Geoparque promove”, esclarece, acrescentando que outra forma de medição é uma análise que estão a fazer da rede de cerca de 40 infraestruturas museológicas e iniciativas. “Podemos fazer uma análise cronológica e histórica daquilo que tem vindo a ser o fluxo de visitantes nestas infraestruturas que o Geoparque também promove e depois fazer o paralelismo e perceber se, a partir de 2024, tem havido um aumento ou não”, explica, notando que será “também necessário perceber se o aumento é sustentado e efetivo, ou se acompanha alguns picos sazonais que têm muito a ver com aquilo que são, por exemplo, as interrupções letivas, as férias de verão, ou alguns eventos nacionais e internacionais que vão acontecer no território”. Trata-se, portanto, de “uma análise muito fina que o Geoparque tem vindo a fazer”. É que, afirma, “é possível medir, mas não nos podemos apropriar dos bons números que este território tem para oferecer”.

    Um dado que partilha é que “os números de 2025 indicam que a taxa média de pernoita nos alojamentos disponíveis no território do Geoparque é superior à média nacional, o que é bastante motivador para quem tem um negócio de alojamento”.

    Miguel Reis Silva frisa ainda a participação do Geoparque em eventos para os quais convidam os parceiros e para os quais têm tido resposta amplamente positiva por parte destes. “Temos sentido que há, efetivamente, uma resposta mais célebre por parte dos nossos parceiros nestes convites no último ano”, ou seja, desde que receberam a chancela.

    Tudo isto leva Miguel Reis Silva a concluir que “não há dúvida nenhuma que um território com uma chancela UNESCO tem sempre algo mais para oferecer ao visitante do que um território que não tem qualquer tipo de chancela UNESCO”. Acresce que no território do Geoparque há várias, além dessa, como a reserva da Biosfera das Berlengas, o património mundial do Mosteiro de Alcobaça, duas cidades criativas (Caldas e Óbidos), uma Cátedra UNESCO e um clube UNESCO. “E tudo isto num território muito pequenino e com potencial gigante de atratividade”, resume. “Por isso sabemos que os territórios UNESCO, por si só, têm um valor imenso e são vistos de outra forma perante os visitantes, sabemos o trabalho que estamos a fazer e, como tal, a percepção que temos é que efetivamente este projeto, esta estratégia desenvolvida e querida pelos municípios que o integram está, efetivamente, a dar frutos”, acrescenta.

    Prego Dourado
    Um dos objetivos do Geoparque, dentro destes três pilares, é a promoção dos produtos locais e da gastronomia local. Para isto desenvolveram o programa Prego Dourado. O objetivo é simples: dar a conhecer a gastronomia local e, através dela, “comunicar património local, seja ele natural ou cultural”. O projeto tem cerca de 30 parceiros com mais de 100 produtos.

    Com uma grande predominância do vinho, dos licores e da aguardente, há também bolachas, biscoitos, doces, compotas, gins e sidra. “Temos um conjunto de produtos bastante representativos do território”, nota, exemplificando com o peixe seco ou a sardinha em conserva.

    “Este programa para nós é muito importante porque é através dele que comunicamos e promovemos o território e a sua gastronomia”, exclama. E se o objetivo é ter cada vez mais parceiros, “o facto de termos vindo a crescer o número de produtos é também sinónimo de reconhecimento por parte dos parceiros locais” de que estarem associados lhes “pode trazer vantagem ou pelo menos valorizar o produto que comercializam”.

    É que além de promoverem os produtos em feiras desenvolvem ações de promoção específicas e permitem aos parceiros participarem de forma totalmente gratuita em eventos como a Bolsa de Turismo de Lisboa, as Noites Jurássicas no Dinoparque e outros. A esse nível, Miguel Reis Silva chama a atenção para Conferência Mundial dos Geoparque, que em 2027 acontecerá, pela primeira vez, em Portugal. “Será também uma excelente oportunidade para que os parceiros do Geoparque possam promover os seus produtos e os seus serviços e estar num evento à escala mundial, pois contamos com pessoas de mais de 50 países provenientes de cerca de 240 Geoparques espalhados por todo o mundo, será uma oportunidade única”, conclui.

  • Empresas tecnológicas dão novo rumo à economia do Oeste

    Empresas tecnológicas dão novo rumo à economia do Oeste

    Região quer apanhar a boleia da Tekever e afirmar-se como centro de desenvolvimento tecnológico. Setor tem capacidade para atrair investimento e talento

    A Tekever tornou-se este ano uma empresa unicórnio, depois de ter recebido uma avaliação superior aos mil milhões de euros numa ronda de financiamento. A empresa, que tem um polo de desenvolvimento com cerca de 270 trabalhadores nas Caldas da Rainha, depois de ter iniciado atividade na região em Óbidos, confirma as potencialidades que as empresas tecnológicas têm para desenvolver a economia destes concelhos.

    A Tekever é apenas a mais visível de um ecossistema de empresas tecnológicas que escolheram a região Oeste para instalar operações de escala nacional e internacional. À sua volta, outras empresas instaladas no Parque Tecnológico de Óbidos ou distribuídas pelo concelho das Caldas da Rainha, criam um ambiente de inovação que atrai cada vez mais talento e investimento.

    Mas há outras empresas tecnológicas na região. Uma das pioneiras nas tecnologias de informação foi a Janela Digital, que desenvolve soluções ligadas ao mercado imobiliário, tendo como bandeira o portal Casa Sapo.

    Outra empresa que também tem atingido bastante notoriedade é a Bitcliq Technologies, sediada nas Caldas da Rainha. É uma startup bluetech, que revolucionou o setor pescado através de blockchain e inteligência artificial. Fundada em 2013, desenvolveu o Big Eye Smart Fishing, uma plataforma para o setor das pescas que inclui rastreabilidade imutável via blockchain desde a captura até ao consumidor final.

    Há também a AJ TEC – Sistemas de Informação. Pertence ao Grupo Auto Júlio e dedica-se ao comércio e serviços tecnológicos. Também nas Caldas, a Double Design & Development é uma agência digital especializada em web design, desenvolvimento, mobile apps e marketing digital, sediada nas Caldas da Rainha como Umbraco Silver Partner.
    Em Óbidos, o leque é ainda maior com dezenas de empresas sediadas ou com escritórios no Parque Tecnológico. Entre estas contam-se, por exemplo, a NTT DATA Portugal (consultora multinacional com 1.500 colaboradores em Portugal), a Innovation Makers (especialista em soluções multicanal que que opera no ramo das operações bancárias), a MakeWise (especialista em visão por computador e IA), a Softpack (responsável pelo software Gestwin), a Hope Care (empresa especialista em tecnologias de monitorização ligadas à saúde), ou ainda a Magic Beans (empresa que já opera a nível internacional na área das soluções na cloud, com uma parceria alargada com a Amazon AWS).

    O Parque Tecnológico de Óbidos vai ainda receber um investimento de referência internacional na área da biotecnologia. A Valvian, startup liderada por Nuno Prego Ramos, irá instalar um centro de produção e investigação científica com ambição europeia. O projeto integra unidades de I&D e uma fábrica de produção biotecnológica avançada, prevendo-se a criação de dezenas de postos de trabalho altamente qualificados e o fortalecimento do ecossistema tecnológico da região Oeste. O investimento foi anunciado em julho deste ano. Além do centro de biotecnologia, Nuno Prego Ramos anunciou o desenvolvimento do projeto Hospital do Futuro, que recorrerá à inteligência artificial para melhorar os cuidados prestados no Serviço Nacional de Saúde, tornando-os mais eficazes, acessíveis e sustentáveis.

    Complementando o ecossistema tecnológico regional, estás nascer o Smart Ocean – Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche, um investimento de 5,4 milhões de euros (financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência) com previsão de 1.230 metros quadrados para acolhimento de startups da economia azul, biotecnologia e inovação alimentar.

    Nas Caldas da Rainha não existe um espaço específico dedicado à instalação de empresas tecnológicas, mas Vítor Marques, presidente da Câmara, reconhece que a presença da Tekever, além de ter relevância para a economia do concelho, tem potencial para atrair outras.

    “Para nós, é uma grande satisfação ter uma empresa com esta dimensão. É um unicórnio, que fez com que os valores do PIB do concelho tenham aumentado de forma bastante significativa”, refere. Além disso, ao atrair profissionais qualificados, alguns deles que se têm fixado no concelho, também contribui para aumentar outros índices.

    O autarca não tem dúvidas que o sector tecnológico tem o potencial no desenvolvimento económico do concelho. “A existência de empresas com dimensão no território pode potenciar a vinda de outras desta natureza, porque normalmente é assim que as coisas acontecem: criam-se clusters quando há uma oferta maior e uma procura maior”.

    O concelho não tem um pacote de medidas para atrair especificamente este tipo de empresas, mas Vítor Marques destaca um conjunto de iniciativas transversais, a começar pela revisão do PDM que vai permitir aumentar as quotas de construção nas zonas industriais, mas também definir novas áreas para a fixação de empresas. “Também fizemos trabalho ao nível dos processos urbanísticos, que estão hoje muito mais rápidos”, acrescenta. Ao nível da fiscalidade, “a carga fiscal que temos no nosso concelho é baixa e, portanto, também de uma forma indireta é de atrair empresas”.

    Mas o autarca reconhece que o setor “terá um grande relevo no desenvolvimento económico do concelho e é aquilo que queremos potenciar”. Para isso é preciso mais, nomeadamente ao nível da formação. Um dos problemas da região é não ter formação específica na área da engenharia informática, o que, de resto foi um dos motivos que levou a Tekever a abrir um polo em Leiria. “Tinham cerca de 50 pessoas que vinham de lá”, notou Vítor Marques.

    “Uma das prioridades que temos identificada é a criação de um polo universitário nas áreas da saúde, tecnologia e engenharias. Não tivemos ainda sucesso, mas temos tido bastantes reuniões, com diversas entidades desta área”, destaca.

    Nesta área, como tem acontecido noutras – como a dinamização da Lagoa de Óbidos e a luta conjunta pelo novo Hospital do Oeste –, Vítor Marques vê vantagens em aproveitar sinergias entre concelhos. Não só o Parque Tecnológico de Óbidos fica junto à fronteira com o concelho caldense, como a Zona Industrial obidense acabará por ficar praticamente à que irá surgir na Fanadia. “Vai criar ali uma oferta de maior dimensão, potenciando os territórios de forma integrada”, aponta.

    O que Vítor Marques também quer é que a Tekever continue no concelho. É publico que a empresa, que já expandiu instalações várias vezes desde que se fixou nas Caldas, mas continua a precisar de mais espaço, inclusivamente para realizar testes nos seus drones.

    “Sabemos, através dos diversos contactos que temos estabelecido, que há necessidade de mais espaço para ter, inclusivamente, mais engenheiros. Identificámos um conjunto de locais no mercado e, portanto, entregámos um caderno com várias possibilidades que podiam dar resposta às necessidades da empresa”, refere Vítor Marques. Desse processo resultou o aluguer por parte da empresa das antigas instalações da Plural, “que creio que adquiriram já durante este ano”, acrescentou.
    Apesar de isso não significar que a Tekever ficará para sempre nas Caldas, Vítor Marques adianta que o município continua a avaliar outras possibilidades para cobrir as necessidades da empresa.

    A região está a viver uma transformação. De um território historicamente ancorado no turismo e no comércio tradicional, emerge agora como um polo tecnológico em potencial. Com um ecossistema de empresas que se vai reforçando e uma visão estratégica de futuro, a região tem todos os ingredientes para se consolidar como um polo de inovação. O desafio agora é garantir que tem os recursos – humanos, académicos e estruturais – para sustentar este crescimento exponencial e não deixar esta oportunidade passar.

  • PRIO remodela posto de Óbidos com loja moderna

    PRIO remodela posto de Óbidos com loja moderna

    Espaço tem agora mais serviços, além do abastecimento de combustíveis

    O posto de abastecimento PRIO em Óbidos reabriu ao público com uma imagem completamente renovada, apostando em soluções modernas para tornar o abastecimento mais rápido, prático e confortável. Localizado na Estrada Nacional 8, entre a rotunda da memória e a rotunda das piscinas, o espaço passou por uma reformulação integral da loja de conveniência e dos serviços, visando maior utilidade no dia a dia dos automobilistas e residentes.

    Aberto diariamente das 07h00 às 23h00, o posto integra agora uma loja PRIO & Pronto e uma cafetaria para pausas rápidas, além de um vasto leque de serviços que vão além do combustível.

    Entre as novidades contam-se caixa Multibanco (que ficará disponível em breve), venda de gás engarrafado, lubrificantes e produtos de limpeza automóvel, raspadinhas e a plataforma Too Good To Go para evitar desperdício alimentar. Os clientes podem ainda recolher encomendas nos lockers Amazon e no ponto NACEX, usar a lavandaria self-service 24 horas, depositar óleo alimentar usado no oleão para reciclagem, aceder à ilha de ar e água, abastecer gasóleo Profissional com benefícios para empresas, pagar automaticamente nas bombas a qualquer hora e carregar veículos elétricos.

    “Esta remodelação simboliza a nossa aposta em estar cada vez mais próximos dos clientes e a nossa estratégia de modernização. Queremos que os postos PRIO continuem a ser espaços funcionais, adaptados às necessidades dos nossos clientes e que estes saibam que podem contar connosco no seu dia-a-dia”, afirmou Miguel Rangel, Diretor de Conveniência e Marketing da PRIO, citado em comunicado da empresa.

  • Tekever garante contrato de 30 milhões com a EMSA

    Tekever garante contrato de 30 milhões com a EMSA

    Dois sistemas completos AR5 vão reforçar capacidade de vigilância marítima

    A Tekever acaba de reforçar a sua posição como um dos principais fornecedores europeus de vigilância marítima com drones, ao garantir um novo contrato de 30 milhões de euros com a Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA). O acordo, com uma duração inicial de dois anos e possibilidade de extensão até quatro anos, vai permitir à agência e às autoridades nacionais reforçar a monitorização das águas da União Europeia em missões de segurança, controlo e proteção ambiental.

    Ao abrigo deste contrato, a empresa que tem um polo de desenvolvimento nas Caldas da Rainha vai fornecer dois sistemas completos AR5, cada um com duas aeronaves não tripuladas, o que perfaz um total de quatro drones de asa fixa preparados para operar em simultâneo em diferentes zonas marítimas. Esta capacidade de destacamentos paralelos é considerada estratégica para missões de longa duração, em cenários como o Atlântico, Mediterrâneo ou mar do Norte, onde é necessário cobrir grandes áreas e responder rapidamente a ocorrências.

    O AR5 é um veículo aéreo não tripulado de média altitude e longa autonomia, concebido especificamente para operações marítimas complexas e capaz de voar até cerca de 12 horas por missão, com comunicações além da linha de vista asseguradas por satélite. A arquitetura modular permite integrar diferentes sensores e equipamentos, desde câmaras eletro ópticas e infravermelhas a radar marítimo, recetor AIS para identificação de navios, comunicações SATCOM de alta capacidade e uma segunda bola optrónica com funções de deteção assistida por inteligência artificial.

    Esta versatilidade traduz se numa gama alargada de missões, como controlo de pescas, combate a ilícitos (tráfico, contrabando ou migração irregular), monitorização ambiental, com destaque para a deteção precoce de derrames de hidrocarbonetos, e operações de busca e salvamento. Uma das capacidades distintivas do AR5 é precisamente a possibilidade de largar botes salva vidas, já demonstrada em exercícios com guardas costeiras, acrescentando uma dimensão diretamente operacional às missões de salvamento em alto mar.

    Em comunicado, a empresa sublinha que o AR5 está operacional desde 2017 em missões realizadas para a EMSA ao serviço de vários Estados Membros, incluindo Portugal, Espanha, França, Itália e países bálticos. A nova adjudicação é apresentada pela Tekever como uma renovação da confiança da agência europeia na tecnologia desenvolvida pela empresa e como mais um passo no compromisso da empresa com oceanos “mais seguros, mais limpos e melhor protegidos”.

  • Essência do Saber celebra 25 anos

    Essência do Saber celebra 25 anos

    Empresa nasceu em Leiria há 25 anos e está desde 2011 nas Caldas

    A Essência do Saber nasceu em 2000, em Leiria, pela mão do casal Isabel e Paulo Moço, num pequeno escritório, com quatro salas. Foi crescendo. Sete anos depois abriu a primeira delegação, em Alcobaça, que “foi um desafio, mas tem corrido muito bem”. Em 2009 mudaram de instalações em Leiria e dois anos mais tarde, em 2011, abriram as instalações na cidade termal. Em 2012 mudaram de instalações em Alcobaça e, em 2015, nas Caldas, para as atuais, em frente à Praça de Touros. Foi nessa altura que Paulo Moço saiu do ensino e se dedicou a tempo inteiro à empresa.

    No último ano fizeram obras de expansão nas Caldas, com a criação de uma nova sala, sendo agora nove. “Presente em três cidades, com espaços muito maiores, o número de alunos que atendemos ultrapassa os 700 a 800 por ano, temos no conjunto das três cidades cerca de 70 profissionais a trabalhar connosco e tentamos manter uma relação próxima com todos”, refere o empresário, revelando que, quando começaram, a equipa era de apenas oito pessoas.

    Em relação às diferenças nos alunos nestes 25 anos, sente que as necessidades mudaram e que atualmente “é mais difícil captar-lhes a atenção, têm tanta informação, chega-lhes tanta chamada de atenção que às vezes é difícil”. Outro dos grandes desafios passa por terem os horários cada vez mais preenchidos. A taxa de sucesso é acima dos 90%, com os objetivos propostos para cada aluno.

    O foco da empresa são as aulas individuais, que representam cerca de 90%. “Foi uma aposta por uma razão de qualidade”. Se inicialmente faziam em grupo, em pouco tempo perceberam a importância de os alunos terem um espaço só para eles e apostaram numa forma de dar explicações individual, “ainda que saibamos fazer contas, e que seja menos rentável a curto prazo, mas a longo prazo trouxe-nos a ter 25 anos, porque a qualidade é outra”, frisa. Atualmente, revela, “nos três centros não temos capacidade para dar resposta à procura”. Os alunos são das Caldas, Óbidos e São Martinho do Porto, mas também têm aulas online, onde contam com estudantes do Bombarral, de Cascais ou… de Angola, por exemplo. O horário das explicações vai das 9h00 às 20h30 durante a semana. Ao sábado também ocorrem, mais durante a manhã.

    O espaço é também alugado para formações e, para o futuro, gostavam de “diversificar a oferta e olhar para outros ramos de negócio que permitam combater a sazonalidade”, caraterística do negócio, que no verão praticamente não tem atividade.

    Neste quarto de século “a nossa missão não mudou, continuamos a olhar para cada aluno como alguém individual, com necessidades específicas, que gostamos de tratar pelo primeiro nome, conhecer as dificuldades e ajudar a ultrapassá-las, não olhar como um número”. E se, quando abriram a empresa, ainda não tinham filhos, mas tinham como lema: tratar as crianças como um dia gostavam que tratassem os filhos que viriam a ter, hoje, com três filhas, “fazemos o mesmo, tentamos tratar as nossas crianças como se fossem os nossos filhos”.

  • Polo de Inovação Digital AI4PA capacita PME’s para o uso de IA

    Polo de Inovação Digital AI4PA capacita PME’s para o uso de IA

    OesteCIM desafia AIRO e Nova IMS a criarem polo permanente na região

    A apresentação do Polo de Inovação Digital AI4PA Portugal EDIH, da Nova IMS, que decorreu na manhã de terça-feira no auditório da Expoeste, reforçou a mensagem de que a transformação digital é hoje uma condição de competitividade incontornável para as pequenas e médias empresas. A inteligência artificial deixou de ser um luxo tecnológico para se converter numa ferramenta essencial de sobrevivência empresarial.

    Jorge Barosa, presidente da AIRO, destacou que “vivemos um momento decisivo para as empresas portuguesas. A transformação digital deixou de ser uma tendência para passar a ser uma condição de competitividade”. As PMEs que adotam ferramentas digitais e inteligência artificial “não só trabalham no mercado, como trabalham de forma mais segura, mais rápida e mais orientada a resultados”, realçou.

    O objetivo do programa é “desmistificar o digital, aproximar a inteligência social das empresas e mostrar que estas tecnologias não pertencem apenas às grandes organizações”, realçou.

    Miguel de Castro Neto, Diretor da Nova IMS, explicou como a inteligência artificial e ciência dos dados podem impactar três áreas críticas: experiência do cliente, eficiência operacional e modelos de negócio.

    Na experiência do cliente, é possível “ter uma relação de grande intimidade com o cliente” através de personalização e automação. “A resposta é dada em função daquele cliente em concreto, desde o momento em que ele manifesta interesse até o momento em que ele faz a compra e mesmo depois”, descreveu.

    Na eficiência operacional, os ganhos concretos. “O processamento manual de faturas deixou de ser necessário porque eu posso ter um software de reconhecimento de caracteres e inteligência artificial”, apontou. Miguel de Castro Neto referiu o exemplo de uma seguradora portuguesa onde acidentes são registados automaticamente com localização, condições meteorológicas e descrição, acelerando todo o processamento.

    Mas há um desafio fundacional que muitas empresas ainda ignoram, a governação de dados, que o diretor da Nova IMS disse serem ainda, “provavelmente, o maior calcanhar de Aquiles na maior parte das organizações”. “Os sistemas informáticos muitas vezes são escassos, quando existem, são ilhas, não estão interligadas uns com os outros”, disse. Isto significa que “não conseguem passar de estar rodeado de um cemitério de dados e não conseguem transformar numa mina de informação”.

    “Não há nenhuma PME que possa não tirar partido da transformação digital à data de hoje. E portanto, temos de enfrentar isso como desafio ou como oportunidade, porque é incontornável”, acrescentou.

    Paulo Simões, Secretário Executivo da OesteCIM, lançou um desafio formal à AIRO e à Nova IMS. “Nós estamos a caminhar para, eventualmente, termos aqui um polo ou alguma coisa mais material, da Nova IMS. E porque não fazemos algo de estruturante com as empresas, com a AIRO e com a CIM, para apoiar as empresas nesta transição digital”, sugeriu. O desafio inclui criar “uma estratégia consolidada, sólida para apoiar a transição digital das nossas empresas da região Oeste” através de protocolo formal entre Nova IMS, AIRO e a OesteCIM. “Os atores mais importantes do desenvolvimento do território são os empreendedores”, reforçou Simões.

    Um elemento diferenciador do programa é a existência de financiamento concreto. “No contexto do AI4PA temos um fundo que pode financiar pilotos, pode financiar projetos, a fundo perdido, já com 60%”, revelou Miguel de Castro Neto. “Podemos fazer projetos piloto, algumas provas de conceito, alguma formação com base neste fundo”, completou. Recentemente foi divulgado ainda “o aviso de inteligência artificial para as PMEs” para colocar ao serviço das empresas os possíveis financiamentos que podem ajudar a promover esta transformação digital.

    O diretor da Nova IMS reforçou que a transformação digital requer um caminho progressivo: primeiro, estabelecer governação de dados; depois, capacidades analíticas; finalmente, soluções de inteligência artificial. “Nós temos que olhar para este desafio, não como uma cereja no topo do bolo. Isto é uma receita e eu tenho que começar por fazer as fundações”, concluiu.

  • All4Senior remodelou as suas instalações

    All4Senior remodelou as suas instalações

    Espaço que acolhe a empresa foi renovado e inaugurado por ocasião do 18º aniversário

    A All4Senior celebrou o seu 18º aniversário na passada semana com a inauguração das suas renovadas instalações, na Rua do Jasmim, nas Caldas.

    Na festa de inauguração, a empresária Carla Saraiva lembrou que, não sendo caldense, escolheu a cidade termal para investir e abrir o seu negócio em 2007, então com 32 anos. “E correu bem!”, exclamou. Abriram neste mesmo local, que acabara de ser construído, mas as exigências em termos de regulamentação alteraram-se e agora decidiram transformá-lo, com uma nova decoração e conforto, com uma sala de reuniões para receber clientes, um gabinete para a direção técnica e uma área de trabalho com três postos.

    As obras demoraram cerca de três meses e incluíram uma nova instalação elétrica.
    O foco da empresa, nestes 18 anos, manteve-se na missão de permitir às pessoas que fiquem em casa, recebendo o apoio domiciliário. Mas este não é um serviço tradicional, dado que tudo é feito na casa dos clientes, desde as refeições à lavagem e preparação das roupas. “É uma institucionalização invertida”, afirma.

    Basicamente, o cliente contrata um cuidador pelo período que entender necessário e o serviço pode ir de passar a roupa a acompanhar para uma consulta, por exemplo. A monitorização de medicação, a higiene pessoal e da habitação, o acompanhamento ao exterior para compras, consultas e exames ou visitas a familiares são outros casos.

    “A manhã é o período mais solicitado”, revela a empresária, que é também a diretora técnica.

    Uma das imagens de marca da All4Senior é a rapidez na resposta, garante Carla Saraiva.

    E se a empresa nasceu vocacionada para o envelhecimento, nestes 18 anos desenvolveu outras áreas, como os cuidados especializados (por exemplo, em casos de demência) ou situações temporárias (casos de pós-operatório e outros).

    A empresária realça também que atualmente apoiam pessoas mais novas, por exemplo, vítimas de AVC ou de cancros, até porque “não há lugar para pessoas dependentes com 50 anos nas instituições”.

    A empresa tem três pessoas a trabalhar no escritório e 50 cuidadores. Quando começou, há 18 anos, contava apenas com uma pessoa no escritório e uma cuidadora, recorda.
    Nos últimos dez anos a All4Senior, que tem licença da Segurança Social para 40 idosos, já ajudou a cuidar de mais de 500 clientes e respetivas famílias. Os clientes são maioritariamente da região, entre Peniche e Leiria.

  • Oeste regista quebra de 6% nas PME Excelência

    Oeste regista quebra de 6% nas PME Excelência

    Região tem 158 empresas certificadas, menos dez do que na edição do ano passado

    A região Oeste teve 158 empresas certificadas como PME Excelência em 2024, menos 10 do que no ano anterior, uma quebra de 6%, em linha com o cenário nacional. Os dados revelam ainda uma contração de 13,3% no volume de negócios agregado, que passou de 773,3 milhões de euros em 2023 para 670,5 milhões de euros na última edição do estatuto atribuído pelo IAPMEI a empresas que cumprem critérios rigorosos de desempenho financeiro e solidez empresarial.

    A redução no número de PME distinguidas foi acompanhada por descidas generalizadas nos principais indicadores económicos. As exportações caíram 12%, passando de 114,5 milhões para 100,8 milhões de euros, enquanto o resultado líquido agregado recuou 9,2%, de 95,7 milhões para 86,9 milhões de euros. O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) registou a menor quebra percentual, fixando-se em 130,9 milhões de euros, uma descida de 4,9% face aos 137,6 milhões de 2023.

    O concelho de Alcobaça foi o mais afetado pela redução do número de PME Excelência, passando de 39 empresas distinguidas em 2023 para 27 em 2024, uma perda de 12 certificações. Apesar da quebra, o concelho mantém-se na terceira posição regional em volume de negócios, com 103,9 milhões de euros, e continua a liderar nas exportações, com 33,3 milhões de euros, representando um crescimento de 49,5% neste indicador face ao ano anterior.

    Óbidos registou também uma redução significativa, de 13 para 8 empresas certificadas (menos 5), enquanto Bombarral e Sobral de Monte Agraço perderam cada um duas PME Excelência. Bombarral passou de seis para quatro empresas, e Sobral de Monte Agraço de cinco para três.

    No sentido contrário, cinco concelhos conseguiram aumentar o número de empresas distinguidas. Nazaré destacou-se com o maior crescimento proporcional, triplicando de duas para seis PME Excelência. Alenquer, Arruda dos Vinhos e Peniche ganharam cada um duas certificações, enquanto a Lourinhã somou mais uma empresa ao estatuto.

    A Lourinhã surge como o grande destaque positivo da edição 2024, assumindo pela primeira vez a liderança regional em volume de negócios com 130,8 milhões de euros, mais do que duplicando os 58 milhões registados em 2023. Este crescimento de 125,3% foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva nas exportações, que cresceram 173,9%, passando de 11,3 milhões para 31 milhões de euros. O concelho conta agora com 18 empresas certificadas, mais uma do que no ano anterior.

    Torres Vedras mantém a liderança no número de PME Excelência, com 37 empresas, o mesmo número de 2023, e posiciona-se em segundo lugar no volume de negócios com 112,6 milhões de euros, um crescimento de 21,9%. As Caldas da Rainha mantiveram 20 empresas certificadas e registaram um volume de negócios de 70,1 milhões de euros, enquanto Alenquer, com 13 PME (mais duas que em 2023), atingiu 67,6 milhões de euros em negócios.

    Arruda dos Vinhos e Peniche também apresentaram evoluções positivas no número de empresas certificadas. Arruda passou de três para cinco PME Excelência e registou um volume de negócios de 44,2 milhões de euros, enquanto Peniche cresceu de 13 para 15 empresas, embora o seu volume de negócios se tenha fixado em 34,9 milhões de euros.

    A distribuição setorial das PME Excelência mostra uma maior diversificação face a 2023. O comércio, que representava 36,9% das empresas em 2023, viu o seu peso reduzir para 25,95% na edição de 2024. A indústria aproximou-se da liderança, com 25,3%, enquanto o turismo passou de 7,7% para 16,5% das PME Excelência da região.

  • Rosa Charme assinala 20 anos no Bombarral

    Rosa Charme assinala 20 anos no Bombarral

    Festividades continuam este mês com mais iniciativas

    A loja Rosa Charme assinalou em novembro duas décadas de atividade no Bombarral, celebrando um percurso que a tornou numa das lojas de moda mais reconhecidas no concelho. Fundada e gerida por Sílvia Espírito Santo, a loja tem marcado presença no centro urbano, apostando num atendimento de proximidade e numa seleção cuidada de produtos.

    Ao longo destes 20 anos, a Rosa Charme soube adaptar-se às transformações do setor, reforçando a aposta na modernização. A expansão para o online, através da plataforma rosacharme.pt, permitiu à marca alcançar uma comunidade digital que ultrapassa hoje os 27 mil seguidores, reflexo da fidelização de clientes dentro e fora do concelho.

    Com loja física no Bombarral, a empreendedora consolidou um projeto que combina tradição, inovação e ligação à comunidade. Para assinalar o 20.º aniversário, estão a decorrer várias iniciativas ao longo do mês, numa forma de agradecer a confiança dos clientes que têm acompanhado a marca desde o início.

    Sílvia Espírito Santo sublinha que esta data representa “a concretização de um sonho construído com dedicação e apoio da comunidade”, acrescentando que a Rosa Charme inicia agora um novo ciclo de crescimento, mantendo o Bombarral como base e inspiração do projeto.

  • UP Caldas já está a funcionar nas instalações da Expoeste

    UP Caldas já está a funcionar nas instalações da Expoeste

    O novo espaço do ecossistema StartUp Oeste oferece condições para desenvolvimento de projetos, incubação e aceleração

    Já se encontra em funcionamento o UP Caldas, o novo espaço situado na Expoeste e destinado a “quem quer transformar ideias em negócios”. Trata-se de uma iniciativa da AIRO (Associação Empresarial da Região Oeste) em colaboração com a Câmara das Caldas da Rainha, no âmbito do programa Startup Oeste e destina-se a apoiar empreendedores, oferecendo condições para desenvolvimento de projetos, incubação e aceleração.

    A cerimónia de inauguração teve lugar a 24 de novembro e marcou “um passo decisivo” na estratégia conjunta para reforçar o dinamismo económico e o espírito empreendedor da região, salientou o presidente da AIRO, Jorge Barosa.

    “No UP Caldas teremos cowork, incubação, aceleração e um ambiente preparado para receber quem quer criar, experimentar e escalar”, referiu o responsável, acrescentando que também quiseram que este arranque fosse “verdadeiramente acessível”, possibilitando uma utilização gratuita até fevereiro de 2026 e com “condições muito especiais a partir daí”.

    De acordo com Jorge Barosa o objetivo é simples: “remover barreiras e convidar todos a fazerem parte deste movimento”. O dirigente destaca que há talento, capacidade produtiva, empresas fortes, mas faltava este “espaço, esta casa, onde ideias se cruzam, projetos ganham forma e novas oportunidades surgem”, salientou, referindo-se ao UP Caldas.

    O presidente da Câmara, Vítor Marques, destacou o trabalho da AIRO no apoio às empresas, bem como as parcerias, entre elas com a autarquia. Referindo-se à Expoeste, explicou que têm para ali uma visão de um equipamento essencialmente empresarial. O autarca lembrou também a parceria que existe para o funcionamento do Caldas Empreende, que pretendem alargar através da utilização de espaços na Expoeste.

    O presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa, lembrou que a Expoeste foi inaugurada em 1993 e que tem sido um “sucesso em muitas áreas e vai continuar a ser, como se vê por este projeto”, esperando que os 12 concelhos do Oeste sejam abrangidos, tal como acontece com o Corredor de Inovação A8, que visa dinamizar o ecossistema empreendedor ao longo do eixo da A8.

    O UP Caldas conta com um investimento inicial na ordem dos 20 mil euros, por parte da AIRO, para desenvolvimento de imagem, site e mobiliário, e o apoio das autarquias da região, nomeadamente ao nível das instalações.

    Nesta fase inicial tem disponíveis 12 espaços para cowork, com possibilidade de crescer. Sérgio Félix, secretário geral da AIRO, destaca que o espaço pode ser aproveitado por estudantes, associações que pretendam reunir ou fazer formação, ou pessoas em teletrabalho que, estando ali a trabalhar podem também ter acesso à cozinha, equipada com microondas, café. Além disso, quando forem realizadas as obras previstas, poderão ter acesso a mais gabinetes.

    Um espaço Up em cada concelho
    AIRO está a desenvolver uma rede de espaços StartUp Oeste nos 12 municípios da região.
    No passado dia 11 de novembro, data em que celebrou o seu 44º aniversário, a associação inaugurou o UP Benedita – uma parceria da AIRO com a Câmara de Alcobaça e a Junta de Freguesia da Benedita – que fica localizado na Casa das Associações, junto à sede da Junta de Freguesia e da USF da Benedita.

    A aposta pretende aproximar o empreendedorismo de cada território e dar novas oportunidades aos que querem criar o seu próprio negócio. “O que interessa, para nós, é integrar a pessoa no ecossistema. Dar formação, dar consultoria, se houver necessidade, fazer a agilização com algum parceiro e fazer com que os negócios aconteçam”, concluiu Sérgio Félix.

  • Jovem empresa caldense vence prémio internacional de design

    Jovem empresa caldense vence prémio internacional de design

    Start-up Matters To You Studio distinguida com bronze em projeto de embalagem sustentável nos Pentawards 2025, em Amesterdão (Holanda)

    O projeto The Regenerative Box, criado pela empresa Matters To You Studio (MTYS), foi premiado com bronze na categoria Sustainable Packaging Design no prestigiado concurso mundial de design de embalagens – Pentawards 2025. Foi distinguido pela sua abordagem de design circular desde a origem até ao final de vida útil do produto. “Enraizado num compromisso com a natureza e com as gerações futuras, The Regenerative Box é um design circular que alia estética e autenticidade”, explica Teresa Vargas Matos, que fundou, juntamente com o marido, Diogo Matos, a MTYS.

    A embalagem, produzida em cortiça, colhida manualmente de sobreiros sem que seja necessário abater as árvores, combina inovação e relevância cultural. “Cada caixa conta a história da floresta de onde provém, recorrendo à tecnologia para trazer transparência sobre a origem e comunicar os compromissos de sustentabilidade”, explica a responsável, fazendo notar que, em Portugal, a cortiça é mais do que um material e este design homenageia essa herança, criando uma embalagem que transporta alimentos da terra e liga a identidade local à sustentabilidade global.

    O projeto exemplifica a abordagem 360º Packaging da MTYS, que integra pensamento de ciclo de vida, seleção responsável de materiais, design estrutural e visual, e rastreabilidade, transformando objetivos de sustentabilidade em valor mensurável, concretiza.

    A Matters To You Studio (MTYS) dedica-se ao design de marcas e embalagens sustentáveis de forma a gerar impacto ambiental mensurável e a fortalecer o valor das marcas. O seu serviço 360º Packaging conecta todos os pontos da cadeia de valor, aplicando análise de ciclo de vida, medição de impacto, rastreabilidade e design reforçando o compromisso das marcas com as regulamentações futuras. “Esta abordagem inovadora reduz o desperdício, otimiza formatos, reduz custos e ajuda as marcas a usar as embalagens como uma vantagem competitiva”, refere Teresa Vargas Matos.

    A distinção agora obtida representa um “reconhecimento internacional” do seu trabalho, a par da “validação da nossa abordagem no design sustentável e a confirmação de que o mercado global reconhece e valoriza o trabalho que fazemos”, salienta a co-fundadora da MTYS. Veio ainda “reforçar a credibilidade junto de novos clientes nacionais e internacionais com um selo de qualidade e diferenciação no mercado português”, complementa.

    Resposta ao mercado
    A necessidade cada vez maior no mercado de procura pelo desenvolvimento de embalagens verdadeiramente sustentáveis, capazes de responder simultaneamente às exigências ambientais, às expectativas dos consumidores e às novas regulamentações europeias e internacionais, levou à criação da MTYS. “O estúdio nasce precisamente para colmatar esta lacuna, oferecendo uma abordagem integrada no desenvolvimento de packaging, desde a conceção até à conformidade com os requisitos europeus e internacionais, onde a sustentabilidade não é um tema acessório, mas sim o pilar central de todo o processo criativo e estratégico”, explica a responsável.

    A empresa posiciona-se como um parceiro especializado para marcas que procuram “inovar e transformar o seu stotytelling, reduzindo impactos ambientais e reforçando o seu compromisso ESG [critérios ambientais, sociais e de governança], enquanto elevam a experiência do utilizador e a identidade visual dos seus produtos”. E, apesar de estar sediada nas Caldas da Rainha, opera como uma empresa de alcance internacional, pois o seu modelo de trabalho é “altamente colaborativo e digital”, o que lhes permite prestar serviços de design e consultoria a marcas em diferentes partes do mundo. A maioria dos seus clientes são marcas norte-americanas e europeias, algo que “reflete a natureza global do setor do packaging e a crescente procura internacional por soluções sustentáveis e inovadoras”, explica Teresa Vargas Matos.

    Para além do projeto The Regenerative Box, distinguido pela sua abordagem de design circular desde a origem até ao final de vida útil do produto, a empresa já trabalhou no projeto de criação de uma de uma marca de suplementos finlandesa que “promete revolucionar no seu segmento”, no webdesign do grupo de restauração português Realfood, ou o design de um dos produtos da empresa de restaurantes e padarias Nova Iorquina Junior’s, fundada em 1950.

    A embalagem premiada, produzida em cortiça, colhida manualmente de sobreiros, combina inovação e relevância cultural
  • Intelcia adquire participação da Altice e quer reforçar posição no mercado internacional

    Intelcia adquire participação da Altice e quer reforçar posição no mercado internacional

    A Intelcia anunciou esta semana um importante passo na sua trajetória empresarial, após os acionistas executivos terem assinado, a 24 de novembro, um acordo para adquirir os 65% de capital que estavam nas mãos da Altice desde 2016. Em comunicado, a empresa — que mantém um dos seus pólos nas Caldas da Rainha — sublinha que esta operação permite consolidar a gestão com “100% da propriedade” e abre “um novo ciclo de crescimento”.

    Segundo a Intelcia, a última década marcou uma transformação profunda, passando de operador regional de apoio ao cliente para um grupo multisserviços com 40 mil colaboradores em 19 países. Durante este período, a empresa registou uma “multiplicação por 10 da sua receita global” e reforçou a presença internacional, tornando-se um dos principais players mundiais de customer experience, figurando no Top 15 global e nos lugares cimeiros dos mercados francês, português e espanhol.

    No comunicado, o CEO e cofundador Karim Bernoussi agradece à Altice pelo “apoio constante” ao longo da parceria e destaca o papel de Patrick Drahi “pela sua confiança e pelo espírito de colaboração”. Bernoussi afirma que a empresa aborda “este novo capítulo com confiança, entusiasmo e determinação, enquanto continuamos a nossa jornada para nos tornarmos um dos 10 maiores players globais”.

    A empresa reafirma agora a ambição de entrar no Top 10 mundial entre os prestadores multisserviços até 2030, apostando na expansão na Europa e na América Latina, no reforço das capacidades operacionais e numa forte aposta na inovação tecnológica, nomeadamente em inteligência artificial e soluções avançadas orientadas para resultados.

    Também Carla Marques, CEO da Intelcia Portugal, sublinha a relevância desta mudança. “Este é igualmente um momento determinante para a Intelcia Portugal, que vem reforçar a confiança no nosso mercado e permite-nos acelerar o investimento em talento, inovação e tecnologia”. A empresa, que está em processo de recrutamento em território nacional de mais 700 trabalhadores encara “esta nova fase com entusiasmo e a convicção de que podemos ir ainda mais longe”, sublinha Carla Marques.

    A área de TI — Intelcia IT Solutions — continuará igualmente a crescer, reforçando o papel do grupo na transformação digital, desde a infraestrutura à cloud, passando pela cibersegurança e gestão de dados.

    A transação deverá ficar concluída no primeiro trimestre de 2026, após as habituais aprovações regulatórias. Segundo a empresa, este passo permitirá acelerar o crescimento, reforçar a diversificação e consolidar a Intelcia como um dos líderes globais do setor.

  • Oeste com 2.600 alojamentos locais em risco por falta de submissão do seguro

    Oeste com 2.600 alojamentos locais em risco por falta de submissão do seguro

    Os 12 concelhos do Oeste não têm rácios preocupantes de Alojamento Local (AL), mas 2.600 destas estruturas podem ser canceladas por falta de submissão do seguro de responsabilidade civil obrigatório, segundo a Associação do Alojamento Local Em Portugal (ALEP).

    “Não há nenhum concelho, na zona, com rácios preocupantes, mas algumas freguesias podem merecer maior monitorização”, afirmou hoje o presidente da ALEP, Eduardo Miranda, numa intervenção no 4.º Congresso do Alojamento Local, em Óbidos, distrito de Leiria.

    Num painel sobre a regulamentação do AL, Eduardo Miranda afirmou que, nos 12 concelhos da região Oeste, existem “81.979 casas não usadas para habitação permanente”, das quais 50.076 são casas de férias na região onde os AL têm um peso de 12%.

    Dos 6.584 AL registados, “há 2.600 em risco de cancelamento por falta de submissão do seguro de responsabilidade civil”, um processo que está em curso no país e no âmbito do qual 151 municípios portugueses já notificaram os proprietários de AL para procederam a esta medida, obrigatória por lei, e cujo incumprimento resultará no cancelamento da atividade.

    Num ponto de situação apresentado no congresso, o presidente da ALEP deu nota de que, dos 12 municípios (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras), apenas Arruda dos Vinhos, o concelho com menos AL registados (11), não notificou ainda os proprietários.

    Nazaré (22%), Óbidos (18%) e Peniche (12%), são os concelhos com maior rácio de monitorização de AL no Oeste.

    Na Nazaré, das 7.515 casas não usadas para habitação permanente, 1.659 têm registo de AL. Em Óbidos, conta com 3.373 as residências secundárias e tem registados 803 AL. Em Peniche estão contabilizadas 8.511 residências secundárias e 1.285 AL.

    No ‘ranking’ dos concelhos com maior rácio seguem-se Alcobaça e Lourinhã (8%), Caldas da Rainha (6%), Torres Vedras e Bombarral (3%), Alenquer, Cadaval e Sobral de Monte Agraço (2%) e, a fechar a tabela, Arruda dos Vinhos, com 1%.

    *com Agência Lusa

  • Makewise é finalista dos Portugal Digital Awards

    Makewise é finalista dos Portugal Digital Awards

    Projeto Tray Vision, desenvolvido com os CTT, usa IA e redes neuronais

    A MakeWise, empresa integrada do Parque Tecnológico de Óbidos, é finalista dos Portugal Digital Awards 2025 com o projeto Tray Vision, desenvolvido em parceria com os CTT – Correios de Portugal. A solução, já operacional na CTT Expresso, posiciona-se entre as iniciativas mais inovadoras do país na área da transformação digital.

    O Tray Vision veio substituir antigos sistemas analógicos de verificação de tabuleiros nos sorters por uma tecnologia baseada em inteligência artificial e redes neuronais, capaz de identificar, em tempo real, vários estados dos tabuleiros que circulam nas linhas de triagem. O sistema aumenta a fiabilidade e a capacidade de resposta das operações, permitindo reforçar a eficiência global dos processos logísticos.

    Segundo os dados apresentados, a implementação do Tray Vision permitiu aumentar em cerca de 20 por cento a disponibilidade operacional e introduzir mecanismos de alarme inteligente, que reduzem significativamente os tempos de paragem e os custos de manutenção. A solução transforma, assim, um equipamento tradicionalmente analógico numa plataforma inteligente, escalável e alinhada com os desafios crescentes da logística moderna, marcada por maiores volumes, prazos mais exigentes e necessidade de monitorização contínua.

    O projeto concorre na categoria Best Transport & Logistics Project, integrada nos Digital Industry Awards, que distinguem os melhores projetos de transformação digital desenvolvidos em setores específicos da economia.
    Os Portugal Digital Awards assinalam este ano a sua 10.ª edição. Organizados pela Axians Portugal e pela GoingNext, os prémios distinguem iniciativas de alto impacto capazes de gerar valor, acelerar a digitalização das organizações e demonstrar inovação tecnológica consistente.

    Os vencedores serão anunciados a 26 de novembro, numa cerimónia transmitida em direto através do site oficial dos prémios.

  • Nuno Gaio é o novo diretor da Obitec

    Nuno Gaio é o novo diretor da Obitec

    Nuno Gaio é o sucessor de Miguel Silvestre na direção executiva da Obitec – Parque Tecnológico de Óbidos. A decisão foi tomada por unanimidade pela direção, numa reunião realizada a 14 de novembro, nos Edifícios Centrais do Parque, informou a Obitec.

    Com mais de 15 anos de experiência em gestão de pessoas, desenvolvimento organizacional e liderança de equipas, Nuno Gaio traz ao Parque Tecnológico “um percurso sólido na administração pública e no setor privado, tendo desempenhado funções nas áreas de recursos humanos, sistemas de gestão, talento, compliance e transformação organizacional”, refere a entidade em nota de imprensa. Ex-chefe de gabinete da Presidência da Câmara de Óbidos, cargo que assumia desde 2021, passou ainda pela Intelcia, Randstad.

    Licenciado em Gestão de Recursos Humanos e com pós-graduação em Governação e Desenvolvimento Regional e Local, o novo diretor sublinhou, na sessão de nomeação, o compromisso de reforçar a proximidade com as empresas instaladas. “É uma grande responsabilidade assumir a direção executiva da Obitec”, afirmou, adiantando que pretende iniciar “um processo de auscultação a todas as empresas para compreender prioridades, desafios e expectativas”, com o objetivo de construir um plano alinhado com as necessidades do ecossistema. “Quero reforçar a dinâmica colaborativa do Parque e contribuir para que a Obitec continue a afirmar-se como um espaço de talento, inovação e desenvolvimento regional”, acrescentou.

  • Assinado memorando para criação do Corredor da Inovação A8

    Assinado memorando para criação do Corredor da Inovação A8

    Protocolo entre Prontos, Obitec, Startup Leiria e Ponte Hub visa dinamizar empreendorismo.

    O Corredor de Inovação A8 deu ontem um passo decisivo com a assinatura, na Web Summit 2025, de um Memorando de Entendimento que junta quatro incubadoras, a Startup Leiria, o Prontos (Caldas da Rainha), a Obitec (Óbidos) e Ponte (Loures), com o objetivo de dinamizar o ecossistema empreendedor ao longo do eixo da A8 e preparar um futuro protocolo de colaboração.

    A nova rede ambiciona posicionar-se como um polo nacional de atração de startups, talento e investimento, aproveitando as complementaridades dos territórios. O documento define como metas aumentar a capacidade de incubação regional, facilitar a circulação de empreendedores, criar programas conjuntos de aceleração e reforçar o acesso a mentores e investidores. O acordo prevê ainda a partilha de recursos e infraestruturas, desde salas de reunião a laboratórios e centros de I&D, numa base integrada entre as quatro entidades.

    Para Rui Vieira, responsável pelo Prontos, este passo representa a materialização de uma visão antiga. “O empreendedorismo tem que deixar cair fronteiras”, disse à Gazeta das Caldas, defendendo que um incubado deve poder circular livremente entre estruturas diferentes. “Um incubado que esteja no Prontos devia poder sentar-se na Startup Leiria sem pedir licença. As duas casas são deles, não é só uma”, sustenta. O responsável sublinha que esta lógica de rede é essencial para criar massa crítica. “Esta diversidade pode salvar o nosso ecossistema. Precisamos do expertise de Loures, de Óbidos, de Leiria e de Caldas”, acrescenta.

    Enquanto o Prontos se especializa em economia criativa, design, indústrias culturais e empreendedorismo de proximidade, a Obitec tem foco em áreas criativas e tecnológicas, turismo cultural, biotecnologia e tecnologias aplicadas ao património, a Startup Leiria direciona-se mais para digitalização industrial (Indústria 4.0), tecnologias emergentes e startups tecnológicas de crescimento acelerado, e o Ponte Hub em empreendedorismo social e de impacto, sustentabilidade e economia circular.

    O memorando estabelece igualmente uma governança colaborativa, assente num Conselho Estratégico com reuniões trimestrais, uma coordenação executiva rotativa e grupos de trabalho focados em financiamento, internacionalização e comunicação. A rede prevê ainda iniciativas conjuntas como roadshows, eventos com investidores, hackathons e um Demo Day unificado.

    Além do reforço das ligações institucionais, o Corredor de Inovação A8 pretende tornar-se uma porta de entrada para investimento estrangeiro. “Quando encontrarmos um investidor que queira vir para Portugal, terá estes players que o vão ajudar”, diz Rui Vieira, que acredita que a melhor forma de conseguir é com parcerias e não isoladamente. “Não estamos aqui para roubar mercado a ninguém, estamos aqui para construir juntos”, refere Rui Vieira, destacando que cada incubadora tem as suas próprias características.

    Rui Vieira acrescenta que o corredor poderá potenciar as vantagens competitivas do território. “Temos mar, campo, comida saudável e preços mais baixos que Lisboa ou Porto. É um local muito apetecível para as empresas se estabilizarem”.

    Um Gaming Hub a nascer
    Rui Vieira adiantou que a criação do Corredor da Inovação A8 se articula com outros projetos em desenvolvimento, como um futuro Gaming Hub nas Caldas da Rainha, que o Prontos pretende lançar entre o final deste ano e o início do próximo, “com uma comunidade forte e também com algumas instituições fortes que já trabalham nesta área em outras cidades, incluindo a Câmara das Caldas”. Trata-se de um espaço dedicado às tecnologias de gaming, envolvendo empresas, academia e formação especializada.

    “O objetivo é reter o talento que as faculdades criam, que estas pessoas não tenham que ir para outros países para aprenderem a desenvolver estas skills e, através destas ferramentas ligadas à inteligência artificial, robótica, queremos criar aqui um cluster nas Caldas porque sentimos que esta cidade é realmente a casa da tecnologia, da criatividade”, destaca.

    Com o Gaming Hub no Prontos, Rui Vieira afirma que não quer concorrer com o trabalho que está a ser feito em Óbidos também nesta área. “Não estamos de costas viradas para Óbidos, se calhar até há uma oportunidade para crescermos juntos, porque nós aprendemos com quem trabalha bem e isso é importante”.

  • Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort premiado como Melhor Hotel de Golfe em Portugal

    Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort premiado como Melhor Hotel de Golfe em Portugal

    O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort, localizado no concelho de Óbidos, voltou a ser distinguido nos World Golf Awards. Pelo segundo ano consecutivo, o resort foi eleito Melhor Hotel de Golfe em Portugal nos prémios internacionais referentes a 2025, reforçando a sua posição entre os destinos de golfe e de hospitalidade de referência na Europa.

    Em comunicado, a unidade sublinha que esta distinção resulta do “forte investimento realizado nos últimos anos para elevar a experiência de hóspedes e visitantes”. Em 2024, o resort concluiu a renovação total dos seus espaços de restauração. O restaurante Emprata já reabriu ao público, enquanto o Tempera continua em fase final de remodelação. Também os bares Pool Bar e Oceano Bar foram renovados, regressando agora com uma imagem totalmente renovada. Estas intervenções seguem-se à remodelação integral do Kalyan Spa e da piscina interior, concluída em 2023, que passaram a disponibilizar novas áreas de hidroterapia e relaxamento.

    António Esteves, diretor-geral do Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort, considera que esta nova distinção confirma o caminho seguido pela unidade. “É um enorme orgulho sermos novamente distinguidos como ‘Melhor Hotel de Golfe de Portugal’ nos World Golf Awards. Este prémio reconhece o forte investimento que temos feito em todas as áreas do resort, para garantir que cada detalhe da experiência dos nossos hóspedes reflete o padrão de qualidade que nos define. É também um reconhecimento do empenho e profissionalismo de toda a nossa equipa”, afirma.

    Também Gonçalo Costa, diretor de golfe do resort, destaca a importância do galardão, sublinhando que o mesmo “reforça o compromisso que temos com a melhoria constante e com a ambição de oferecer uma experiência de classe mundial, tanto nos campos de golfe, como em tudo o que envolve a estadia dos nossos jogadores”.

    O Praia D’El Rey Marriott Golf & Beach Resort é um dos poucos destinos europeus que oferecem dois campos de 18 buracos de nível internacional: o Praia D’El Rey, desenhado por Cabell B. Robinson, e o West Cliffs Golf Links, projetado por Cynthia Dye. Ambos os campos têm sido alvo de reconhecimento internacional, contribuindo para a afirmação do resort como destino de eleição para praticantes de golfe de todo o mundo.

    A distinção agora atribuída soma-se a outro prémio conquistado este ano. Em março, o resort foi eleito o melhor resort de golfe em Portugal e o oitavo melhor da Europa no ranking Top 100 Best Golf Resorts in Europe 2025, divulgado pela plataforma Leading Courses.

  • Oestetur distinguida no ramo dos cruzeiros

    Oestetur distinguida no ramo dos cruzeiros

    A agência de viagens Oestetur foi distinguida entre as três melhores do país nos Prémios “All Star of the Sea” MSC Portugal 2024, na categoria “The 3 Leading Agencies”. A nomeação reconhece o crescimento em vendas de cruzeiros e o trabalho de proximidade com clientes e parceiros. “É um motivo de grande orgulho e um incentivo para continuarmos a inovar”, afirmou a empresa, acrescentando que a distinção reforça o posicionamento da Oestetur como referência regional e nacional no turismo de cruzeiros.

  • Politécnico de Leiria alarga alcance do programa +Indústria

    Politécnico de Leiria alarga alcance do programa +Indústria

    AIRO é uma das novas entidades parceiras

    O Instituto Politécnico de Leiria formalizou um protocolo de cooperação com sete associações empresariais, com o objetivo de aprofundar a ligação entre a academia e o setor produtivo, e de fomentar a investigação, a inovação e a competitividade das empresas da região de Leiria e do Oeste.

    Designado +INDÚSTRIA, o acordo foi assinado no dia 5 de novembro, durante a sessão solene de abertura do ano académico 2025/2026, e junta à parceria inicial entre o IPLeiria, a NERLEI CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria, e a CEFAMOL – Associação Nacional da Indústria de Moldes, mais cinco entidades: AIRO, APICER, APIP, ARICOP e ASSIMAGRA.

    Segundo o presidente do Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão, o novo protocolo “assenta não só no percurso desenvolvido ao longo dos últimos 12 anos, nas diversas ações realizadas e nas reflexões avaliativas delas resultantes, mas também na evolução do IPLeiria”, que tem vindo a diversificar a sua oferta formativa e a afirmar-se no panorama nacional e internacional, nomeadamente com a integração na Universidade Europeia RUN-EU e a ambição de se transformar em universidade.

    O acordo, explicou o responsável, nasce também da “vontade de criar um maior alinhamento entre os objetivos do IPL e das demais entidades parceiras, fomentando a investigação, a inovação, a competitividade e a produtividade do setor empresarial que representam, em consonância com as políticas europeias para uma economia verde, digital e inclusiva”.

    Entre as medidas previstas no protocolo +INDÚSTRIA, destaca-se a atribuição de bolsas e prémios anuais aos melhores estudantes das várias escolas do IPLeiria, através das Bolsas de Estudo +INDÚSTRIA. O acordo prevê ainda a promoção de investigação avançada, com doutoramentos em contexto empresarial, bem como a colaboração na realização de estágios, seminários, workshops, visitas à indústria e outras iniciativas conjuntas.

    A cooperação estende-se também à organização de ações de formação e à criação de cursos de especialização e pós-graduação, com vista a reforçar as competências dos profissionais e a responder às necessidades do mercado.

    “Através deste acordo pretendemos cooperar na promoção da empregabilidade dos nossos estudantes e diplomados, bem como divulgar e promover projetos conjuntos de inovação e investigação”, referiu Carlos Rabadão.

  • AIRO inaugura UP Benedita e celebra 44.º aniversário

    AIRO inaugura UP Benedita e celebra 44.º aniversário

    Este é o primeiro espaço descentralizado da SatartUp Oeste, que pretende ter polos em todos os 12 concelhos da região

    A AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste celebrou esta terça-feira, 11 de novembro, o seu 44.º aniversário com a inauguração do UP Benedita, um novo espaço de inovação e empreendedorismo integrado na rede StartUp Oeste. A cerimónia contou com a presença de representantes da associação, autarcas e empresários locais, assinalando o início de uma nova fase de descentralização e apoio ao tecido empresarial da região.

    O presidente da AIRO, Jorge Barosa, destacou a dupla importância do momento. “É com enorme orgulho que hoje celebramos os 44 anos de vida da AIRO e, ao mesmo tempo, inauguramos este novo espaço, o UP Benedita, que simboliza o futuro que queremos construir”, afirmou. Um futuro que deve ser “assente na inovação, na cooperação e na inteligência”, pilares que têm guiado a atuação da associação desde a sua fundação, acrescentou.

    Jorge Barosa sublinhou o papel da instituição no desenvolvimento regional. “A AIRO nasceu da vontade e da união dos empresários, tornou-se num parceiro estratégico para todo o Oeste, promovendo o empreendedorismo, a formação, a inovação e a defesa dos interesses do nosso tecido empresarial”, sublinhou.

    Quanto ao UP Benedita – uma parceria da AIRO com a Câmara de Alcobaça e a Junta de Freguesia da Benedita – fica localizado na Casa das Associações, junto à sede da Junta de Freguesia e da USF da Benedita. Jorge Barosa refere que surge como “um ponto de encontro, de partilha, de aceleração de ideias”, que pretende apoiar as empresas na adaptação ao mundo em rápida mudança. “Queremos que o UP Benedita seja um motor de transformação, onde as empresas encontrem apoio, orientação e ferramentas para prosperar”, referiu, acrescentando que a AIRO está a desenvolver uma rede de espaços StartUp Oeste nos 12 municípios da região.

    A aposta pretende aproximar o empreendedorismo de cada território e dar novas oportunidades aos que querem criar o seu próprio negócio. “Queremos que cada concelho tenha um espaço UP, um local onde o talento se encontra com a oportunidade”, frisou.
    Também o vice-presidente da AIRO, Miguel Alves, sublinhou a importância simbólica e estratégica do momento de um momento que começou a ser desenhado há três anos, com o objetivo de “descentralizar os serviços da AIRO”. O dirigente considerou significativa a escolha da Benedita como ponto de partida, destacando “a força e a energia primária” das pessoas da freguesia. “As pessoas da Benedita, quando caem, são das primeiras a levantarem-se”, disse, elogiando o espírito empreendedor local.

    Os números comprovam essa dinâmica. Até ao final de outubro, a StartUp Oeste já tinha ajudado a criar cerca de 500 empresas no espaço dos 12 concelhos da OesteCIM. Alcobaça representa mais de 20%, com cerca de 100 projetos, “dos quais metade são da Benedita”, o que só por si já justifica esta aposta, revelou Miguel Alves.

    O UP Oeste é um espaço que vai estar sempre aberto para receber os empreendedores, e além do espaço de cowork terá serviços de consultoria, formação e apoio empresarial. Para incentivar à utilização dos empreendedores, a utilização é gratuita nos primeiros seis meses.

    Além das zonas de trabalho, o espaço dispõe de uma copa equipada e uma reunião, com o objetivo de acolher todas as atividades empresariais e “dar apoio a todos os que querem empreender e não tinham até agora um espaço de apoio na região”, refere Sérgio Félix, secretário geral da AIRO. O dirigente adiantou que serão também realizados “workshops e seminários”, como o que aconteceu nesta terça-feira no âmbito desta inauguração, com o tema da Inteligência Artificial.

    Sérgio Félix esclareceu que ser sócio da AIRO não é uma condição obrigatória para a utilização do espaço. “Serão sócios da AIRO, certamente, no futuro, mas não é uma condição. O nosso objetivo é ajudar, acolher as pessoas que têm uma ideia, desenvolvê-la e colocá-la no terreno”.

    O responsável acrescentou ainda que haverá uma pessoa em permanência no espaço para dar apoio aos empreendedores nas diversas fases do processo e lançou um repto à comunidade: “estamos a integrar novas pessoas nos quadros, seja para apoio à consultoria, formação ou gestão de eventos. É um desafio para se juntarem a nós e crescerem com a AIRO.”

    A cerimónia contou também com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, que saudou a direção da AIRO e elogiou a escolha da Benedita para esta nova fase.

    O autarca destacou o contributo dos empresários locais para o desenvolvimento do concelho. “Eles não criam riqueza para eles, criam riqueza para o território”, referiu, acrescentando que o dinamismo das empresas da Benedita tem sido determinante para o crescimento económico de Alcobaça, nomeadamente ao nível das exportações.

    Hermínio Rodrigues considerou a inauguração do UP Benedita um motivo de “orgulho imenso”, sublinhando que se tratava de uma luta antiga. “Pela primeira vez a AIRO abre portas em Alcobaça”, apontou, destacando a vontade de que a associação possa continuar a desenvolver mais atividade no concelho.

    A inauguração foi antecedida por um workshop sobre Inteligência Artificial com Hugo Teixeira Francisco
  • Corredor de Inovação A8 une incubadoras de Leiria, Caldas da Rainha, Óbidos e Loures

    Corredor de Inovação A8 une incubadoras de Leiria, Caldas da Rainha, Óbidos e Loures

    Foi assinado esta quarta-feira, 12 de novembro, na Web Summit 2025, o Memorando de Entendimento do Corredor de Inovação A8, uma nova iniciativa que junta as incubadoras Startup Leiria, Prontos (Caldas da Rainha), Obitec (Óbidos) e Ponte Hub (Loures), com o objetivo de dinamizar o ecossistema empreendedor ao longo do eixo A8 e preparar a assinatura de um futuro protocolo de colaboração.

    O memorando pretende posicionar o Corredor A8 como um polo nacional de empreendedorismo, capaz de atrair startups, investimento e talento, aproveitando as complementaridades entre os diferentes territórios. Entre as intenções estabelecidas destacam-se o reforço da capacidade de incubação regional, a promoção da circulação de empreendedores, a criação de programas conjuntos de aceleração e a facilitação do acesso a mentores e investidores.

  • Solancis vence prémio de arquitetura com projeto no Mosteiro de Alcobaça

    Solancis vence prémio de arquitetura com projeto no Mosteiro de Alcobaça

    Empresa beneditense estava nomeada em três categorias

    A Solancis, empresa da Benedita que é referência na transformação e aplicação de pedra natural, foi distinguida com o Prémio StonebyPortugal 2025, na categoria Arquitetura, pelo trabalho de recuperação do Claustro do Rachadouro do Mosteiro de Alcobaça e a sua conversão no Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel 5 estrelas, um projeto da autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura.

    A distinção foi entregue no passado dia 17 de outubro, numa cerimónia que decorreu no Palácio da Bolsa, no Porto, e o prémio foi recebido por Samuel Delgado, administrador da Solancis, e pelo arquiteto Luís Peixoto.

    O júri destacou a “excelência e sensibilidade” com que o projeto integrou a pedra natural da região, valorizando o património histórico e o diálogo entre a memória e a contemporaneidade. A Solancis sublinha que o trabalho “reflete a capacidade técnica e inovadora” da empresa, que aplicou sistemas digitais avançados de levantamento e adaptação das estereotomias originais, assegurando a integração rigorosa de cada elemento pétreo na recuperação do edifício.

    O projeto vencedor, que devolveu ao Mosteiro de Alcobaça – Monumento Nacional e Património Mundial da UNESCO – uma nova vida enquanto unidade hoteleira de cinco estrelas, conta com a assinatura de Eduardo Souto de Moura, recentemente nomeado para o Praemium Imperiale do Japão, uma das mais prestigiadas distinções internacionais nas artes.

    Além do prémio em Arquitetura, a Solancis esteve também nomeada nas categorias Espaço Público, com o projeto La Traversée – Amphithéâtre de L’Estelan (Marselha, França), dos arquitetos EC Architectes; e Design de Produto, com o projeto Inverso Design, desenvolvido pelos designers Sara Saramago e David Amaral, no âmbito da iniciativa StoneDesignAwards, promovida pela própria empresa junto das universidades portuguesas.

    A empresa felicita “todos os projetos nomeados” e agradece “a arquitetos, designers, investidores e construtores pela confiança depositada”, salientando que este reconhecimento reforça o compromisso da Solancis em continuar a ser “parceiro de referência em projetos que valorizam a pedra natural – seja na reabilitação do património histórico, em espaços públicos contemporâneos ou em novas construções”.

  • CreateInfor celebra 20 anos com nova casa no Pólo Tecnológico

    CreateInfor celebra 20 anos com nova casa no Pólo Tecnológico

    Empresa inaugurou novas instalações numa cerimónia com clientes e parceiros

    A CreateInfor assinalou duas décadas de existência no passado dia 31 de outubro, com a inauguração das novas instalações no Pólo Tecnológico das Caldas da Rainha – junto ao Cencal -, um edifício construído à medida das suas necessidades e pensado para o futuro. Fundada em 2005 por Miguel Martins e André Lemos, a empresa caldense é hoje uma referência na área das tecnologias de informação, representando o software de gestão Primavera e prestando serviços de sistemas, redes e suporte técnico a mais de mil empresas em todo o país.

    A celebração do 20.º aniversário e da inauguração do novo edifício reuniu clientes, parceiros e colaboradores, num ambiente familiar e de partilha, numa cerimónia em que a CreateInfor homenageou clientes que estão com a empresa desde a primeira hora.

    “Há 20 anos começámos numa sala de 12 metros quadrados e hoje estamos num espaço construído à medida para nós e para as pessoas que trabalham connosco”, recordou Miguel Martins, um dos fundadores e sócios-gerentes, sublinhando o simbolismo do momento e reforçando o papel determinante da equipa. “Estamos aqui hoje por causa dos nossos inexcedíveis colaboradores. Somos uma família dentro da empresa e também com os nossos clientes e parceiros, que fazem parte dessa família alargada”.

    A história da CreateInfor começou quando os dois fundadores decidiram deixar a empresa onde trabalhavam para criar o seu próprio projeto. “Na altura, eu estava na área de sistemas e o Miguel na parte de software. Sentimos que podíamos fazer algo por nós e pelos nossos clientes”, contou André Lemos. A aposta revelou-se acertada e, em poucos meses, o pequeno escritório no Centro de Empresas da AIRO já era insuficiente, foi preciso pedir uma segunda sala.

    Desde então, a empresa foi crescendo de forma orgânica, sem recorrer a campanhas e sem ter comerciais na rua. “O crescimento foi feito boca a boca. Os clientes vieram ter connosco. Foi o trabalho e a confiança que nos trouxeram novos clientes”, explicou o gestor. Hoje, a empresa tem cerca de 26 colaboradores divididos entre os departamentos de software e de sistemas, com equipas que prestam apoio remoto e presencial.

    “Somos a o departamento de informática das empresas que não têm informática interna”, resumiu André Lemos, descrevendo o modelo de funcionamento da CreateInfor. A empresa fornece soluções à medida de cada cliente, desde a implementação de sistemas de gestão à instalação de redes e servidores, passando pelo apoio técnico e manutenção.

    Representante do software de gestão Primavera (hoje Cegid Primavera), a empresa tem capacidade para trabalhar o sistema à medida das necessidades específicas de cada empresa. “Podemos vender o mesmo software a cinco clientes e nenhum é igual, cada um tem fluxos, opções e mecanismos próprios”, realçou André Lemos.

    O crescimento da equipa e da base de clientes levou à necessidade de um novo espaço. Antes de se mudar para o novo edifício, a empresa ocupava duas lojas de um mesmo edifício, mas isso obrigava as equipas de software e de sistemas de redes a trabalhar separadas. “Também já tínhamos pessoas a trabalhar em casa, porque não cabíamos mais nas antigas instalações”, referiu. O edifício agora inaugurado foi pensado para permitir essa interação e colaboração entre equipas, num espaço amplo. “Esta casa foi pensada para garantir boas condições à equipa e melhorar a colaboração entre todos. A máquina está a fluir muito melhor”, garantiu.

    O edifício foi preparado para uma futura expansão vertical, que já se perspetiva necessário no futuro, sobretudo para dotar a empresa de maior espaço de armazenamento.

    A escolha pelo Pólo Tecnológico foi natural para os empresários, mas demorou a concretizar-se. “Candidatámos-nos a um lote há vários anos, mas na altura não havia disponibilidade. Só mais tarde alguns dos lotes ficaram vagos e foi possível avançarmos e escolher este espaço”, explicou André Lemos, que fica junto ao McDonald’s de Santo Onofre.

    A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, que elogiou o percurso da empresa. “São 20 anos de trabalho com resultados visíveis. A CreateInfor é mais do que uma empresa, é um parceiro próximo dos seus clientes e um exemplo de resiliência e vontade de crescer”, afirmou.

    O autarca destacou ainda o contributo da empresa para a dinamização do Pólo Tecnológico e para a economia local. “Felizmente há empresas competentes e resilientes que querem fazer diferente e crescer aqui, potenciando este espaço e o concelho”, sublinhou.

    Entre os parceiros presentes esteve também a Cegid Primavera, representada por João Gomes, que deixou palavras de reconhecimento. “A CreateInfor faz diferente, de forma única e muito próxima das pessoas. Há uma gratidão enorme dentro da nossa casa por um parceiro como vocês, que faz parte da história da Primavera desde o primeiro dia”, afirmou, desejando “outros 20 anos com a mesma vontade e forma de trabalhar”.

    Com clientes espalhados por todo o país, a CreateInfor mantém-se fiel ao espírito que marcou o início, de proximidade, personalização e confiança. “Há clientes que nunca visitámos presencialmente, mas com quem trabalhamos há anos”, referiu André Lemos, explicando que a empresa presta atualmente serviço a cerca de 1.200 empresas, das quais 800 utilizam soluções Primavera.

    Na cerimónia, Miguel Martins resumiu o sentimento comum aos dois fundadores. “Este novo espaço é mais do que um edifício. É o reflexo de 20 anos de trabalho, de crescimento e de confiança mútua com a nossa equipa, os nossos clientes e os nossos parceiros”, concluiu.

  • Atractiva Moda XL abre na R. Miguel Bombarda

    Atractiva Moda XL abre na R. Miguel Bombarda

    Loja reabriu no n.º 72, loja 3 da rua caldense

    A Atractiva Moda XL reabriu há duas semanas no n.º 72, Loja 3, da Rua Dr. Miguel Bombarda, Caldas da Rainha. Sandra Martins é a proprietária do negócio de roupa feminina de tamanhos grandes, que abriu em 2017, para colmatar a falta que sentia haver do seu produto.

    “Esta é uma rua mais movimentada, vamos esperar que seja bom”, diz. O facto da loja ser também um ponto pick-up “ajuda a divulgá-la”.

    A nova loja é acessível em termos de mobilidade reduzida, pois não tem degraus à porta, e é pet-friendly. O interior foi remodelado, tendo as paredes pretas sido pintadas de rosa-claro e tendo sido acrescentado papel de parede, em sintonia com o décor da loja anterior.
    Sandra conta que já chegaram peças da nova coleção, mas que ainda há algumas da coleção passada em saldos.

    Há uma forte aposta na “qualidade”, havendo “alguns artigos de fabrico nacional”, apesar da maioria ser produzida em Espanha. “Lá o nicho da moda plus size é mais forte”, afirma.

    “Este fabrico nacional que temos em loja, a nível de qualidade, é excecional. Uma vez fiz um direto, ainda na loja da Rua Leonel Sotto-Mayor, em que disse que vendíamos calças de ganga da Liber Jeans, e houve uma senhora (nem era minha cliente) que comentou: ‘É uma calça para a vida toda’”, partilha a proprietária. “Por norma, a nossa marca não é uma marca branca”, acrescenta.

    As peças de fabrico nacional “rondam os 50 euros”, mas já se encontram blusas por 39,90 euros e calças por 35 euros.

    Na loja também se podem encontrar algumas peças unissexo, como as meias de bambu, disponíveis do tamanho 35 ao 46. “São super confortáveis”, garante Sandra.

    Há ainda aromatizadores, bijuteria em aço e resina e, “em breve, vamos buscar os nossos chapéus de chuva que mudam de cor, que são sempre um sucesso”, conta.

    O segredo do negócio, que celebra oito invernos a 6 de dezembro, é “inventar e reinventar para trazer cada vez mais clientes à rua”, diz, acrescentando que um dos lemas do projeto é “criar laços”.

    Além do atendimento ao público, Sandra também faz o “aconselhamento de consultoria de imagem”. “Acima de tudo criamos histórias com clientes, e faço um atendimento muito personalizado. Até porque a cliente gordinha é mais insegura”, e Sandra ajuda a desfazer alguns mitos, como o de o branco “aumentar a imagem”. “Quando visto uma peça branca, tiro imensas fotos para as redes, para mostrar que o branco é lindíssimo!”, conta.

    A caldense garante que é sempre “sincera” no aconselhamento que faz, inclusive dizendo quando não gosta de ver a cliente com aquela peça, pois já teve a experiência contrária, e não a quer reproduzir.

    A comerciante anuncia que está para arrancar a 3.ª edição do concurso “Bolacha Natalícia”, que tem constado do programa de Natal do município. Este consiste em fazer 12 bolachas ao estilo do Natal, em equipas de até seis elementos, e no final há prémios para os vencedores. “Estamos à procura de parceiros”, anuncia, em jeito de remate.

  • Propostas para otimizar o turismo de surf

    Propostas para otimizar o turismo de surf

    Workshop promovido pela Associação Nacional de Surfistas aponta para qualificação da oferta e segmentação de mercado como forma de gerar valor

    A Associação Nacional de Surfistas (ANS) promoveu no dia 24 de outubro um workshop direcionado a operadores turísticos ligados ao surf, no âmbito da final da Liga MEO Surf, que se realizou em Peniche no passado fim de semana. Escolas de surf, alojamentos e agências de viagens reuniram-se para debater a qualificação da oferta turística no setor, naquela que foi a primeira sessão do Projeto Better Surf.

    O recentemente eleito presidente da Câmara de Peniche, Filipe Sales, abriu a sessão sublinhando a importância estratégica do surf para o concelho. O autarca destacou que uma das prioridades estratégicas é o projeto de rebranding da marca “Peniche – Capital da Onda” como forma de afirmar o território e contribuir para os operadores turísticos locais. A estratégia passa por promover as ondas únicas da região, aliadas à gastronomia, natureza, eventos desportivos e sustentabilidade.

    Luís Sousa, CEO da Mr. Travel Portugal, apontou uma diferença significativa no relacionamento entre operadores de surf e as agências de viagens especializadas (DMCs), algo que considera ser necessário inverter de modo a conseguir maior captação de um segmento alto de mercado. “Recebemos este ano três e-mails de empresas de surf a promover os seus serviços, mas recebemos 50 de empresas de barcos. Há mais escolas de surf do que empresas de barcos em Portugal, mas o modelo de promoção é diferente”, afirmou, referindo que operadores de golfe e passeios de barco estabelecem relações comerciais mais consistentes com as DMCs.

    O responsável da Mr. Travel defendeu que há clientes dispostos a pagar 90 a 100 euros por aula privada de surf, valores comparáveis a outras experiências turísticas premium, como um bilhete de entrada no Palácio da Pena. A estratégia passa por trabalhar com casais e famílias que procuram o surf como uma de várias experiências em Portugal, e não apenas com surfistas dedicados.

    Os oradores sublinharam a importância da certificação das escolas de surf como garantia de qualidade mínima para operar. “Devemos sensibilizar para a importância de trazer todos para dentro desta matriz de trabalho certificado, porque operadores informais trazem problemas para quem está a fazer as coisas bem”, alertou também Luís Sousa, referindo-se às certificações da Federação Portuguesa de Surf.

    A formação contínua foi ainda apontada como fundamental, nomeadamente em línguas estrangeiras (francês, alemão, espanhol), atendimento ao cliente e sustentabilidade. A Liga MEO Surf já desenvolve ações de sensibilização ambiental nas comunidades que visita, com limpezas de praia em parceria com câmaras municipais, numa lógica pedagógica dirigida aos jovens.

    Num registo diferente, Luís Cruz, CEO do Grupo MH Hotels, alertou para a necessidade de os operadores fazerem uma gestão rigorosa dos seus negócios. “Temos de saber quanto nos custa cada dia com a porta aberta, fazer contas de exploração, definir objetivos anuais e taxas de crescimento. Muitas vezes as pessoas não se sentam cinco minutos a olhar para os custos e proveitos”, afirmou, defendendo a importância de trabalhar não apenas o custo, mas sobretudo a receita.

    Em relação ao mercado do surf, o responsável do Grupo MH Hotels destacou que o surfista representa um valor acrescentado, com grande impacto ao nível da estadia média. “São pessoas que ficam entre quatro a sete noites, face a uma ou duas do turista normal, e tem um gasto superior, especialmente fora da época alta”, argumentou.

    Em Peniche, existem atualmente 1.288 alojamentos locais registados, um rácio de um alojamento por cada 22 habitantes, o que gera pressão sobre a comunidade local.

    As parcerias locais foram apontadas como fundamentais para agregar valor a esta oferta e às condições naturais do concelho. Incluir almoços em restaurantes parceiros, visitas às Berlengas, ou outras atividades, permite oferecer pacotes integrados que facilitam a vida ao cliente e aumentam as receitas dos operadores, sublinharam os oradores.

    Para Francisco Rodrigues, presidente da ANS, estes workshops são “uma iniciativa que faz sentido numa lógica de termos melhor turismo, e não só mais turismo de surf”, disse, acrescentando que o mercado global de turismo de surf está em franco crescimento, estimando-se que atinja os 32 mil milhões de dólares até 2032. “Como destino de surf, queremos que Portugal e os nossos operadores turísticos possam captar esse mercado de uma forma cada vez mais competitiva, e com maior qualidade na sua oferta”, concluiu.

  • Concurso Vinhos de Lisboa 2025 já tem vencedores

    Concurso Vinhos de Lisboa 2025 já tem vencedores

    O Concurso Vinhos de Lisboa 2025, promovido pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), revelou os grandes vencedores da edição deste ano, distinguindo 10 vinhos em diferentes categorias e premiando ainda quatro Top-5 e 45 referências com medalhas. A iniciativa, que decorreu em Torres Vedras, contou com mais de 150 vinhos em prova, avaliados por um júri composto por críticos, enólogos e especialistas do setor.

    Carlos Fonseca, vogal da CVR Lisboa, sublinha que o concurso “volta a posicionar e valorizar a qualidade, a consistência, a diversidade e a identidade dos Vinhos de Lisboa, uma das grandes regiões portuguesas, expressão de um carácter atlântico único, cada vez mais reconhecido em Portugal e nos principais mercados de exportação”.

    Entre os grandes vencedores destacam-se o Adega da Vermelha Grande Reserva Branco 2021, eleito Melhor Branco, e o AdegaMãe Terroir 2016, que conquistou o título de Melhor Tinto. O Romeira Rosé 2024, da Enoport, arrecadou a Medalha de Prata e o prémio de Melhor Rosé, enquanto o Quinta do Lagar Novo Arinto 2019, da TAG Wine, foi distinguido como Melhor Arinto. Outros premiados incluem o Empatia Superior Vital 2023, da Adega Cooperativa da Labrugeira, como Melhor Vital; o Azulejo Branco 2024, da Casa Santos Lima, na categoria Leve Lisboa; e o Quinta Cerrado da Porta Grande Reserva Arinto 2015, eleito Melhor Espumante. O Villa Oeiras Superior Branco DOP Carcavelos foi duplamente distinguido com Grande Medalha de Ouro e o título de Melhor Vinho Generoso, enquanto a Clássica 32ª Série Aguardente DOC Lourinhã XO, da Adega Cooperativa da Lourinhã, foi considerada a Melhor Aguardente Vínica.

    Entre as distinções Top-5, voltam a figurar nomes de referência da região, como a Adega da Vermelha, com duas referências e a Companhia Agrícola do Sanguinhal, com uma.

  • Lambuzza –Uma nova loja de malandrices

    Lambuzza –Uma nova loja de malandrices

    Loja é uma aposta da empresária Rosário Delgado, que abriu a pastelaria Gato Preto e o Quiosque da Praça

    Abriu no passado mês de setembro a Lambuzza, na loja 10 do número 40 da Rua General Queirós (que liga a rotunda da Rainha à Praça da Fruta). Este novo negócio localiza-se num pequeno centro comercial que tem vindo a conhecer uma nova dinâmica com a abertura de estabelecimentos.

    A Lambuzza é uma loja de malandrices, que pretende brincar com o facto de Caldas ser amplamente conhecida pelos falos. Neste caso, a aposta não é tanto nos falos, embora eles se encontrem presentes um pouco por toda a loja. Aqui é o órgão sexual feminino que está em destaque. Aparece num led rosa na parede, em cerâmica, nas roupas (das camisolas e t-shirts aos pijamas passando pelos chapéus e pela roupa interior), em sabonetes, em velas ou difusores de aromas, em jóias, em doces, etc…

    Esta é a mais recente aposta da empresária lisboeta, Rosária Delgado, que abriu no último ano a pastelaria Gato Preto e o Quiosque da Praça, e que pretende “trazer inovação dentro do que são as malandrices caldenses”, apresentando este lado mais feminino.

    “O objetivo é fazer sorrir” e “brincar”, explica Rosário Delgado, defendendo que “não é ofensivo”.

    Ainda que a loja esteja “escondida” pelas arcadas, a localização, “numa rua de muita passagem, com muitos turistas”, é uma das mais-valias deste espaço, além da montra virada para a rua.

    Outro atrativo desta loja, que anteriormente era o Oculista do Parque, é o facto de o centro comercial ter ligação da Rua General Queirós à Rua de Camões, com uma saída de frente para o Parque D. Carlos I.

    O primeiro mês de atividade “está a correr muito bem”, afirma a empresária, acrescentando que as suas malandrices se vendem “muito bem”, embora muita gente ainda não saiba da existência desta nova loja.

    Daí que estejam a apostar forte na divulgação através das redes sociais.

    Os clientes dividem-se entre portugueses e estrangeiros, pelo que os produtos apresentam frases nas duas línguas.

    Com a abertura deste novo estabelecimento foram criados dois novos postos de trabalho, sendo que a empresária, responsável pela decoração da loja, tem já seis funcionários nos vários negócios.

    Para breve Rosário Delgado tenciona abrir também um pequeno café em frente à loja, tendo ainda planos para criar animação para o espaço, de forma a atrair mais pessoas para a nova loja.

    A Lambuzza está aberta de terça-feira a domingo entre as 10h00 e as 12h00 e as 13h00 e as 18h00.

  • Na Costa & Ferreira, o futuro do Pão de Rio Maior é artesanal e tecnológico

    Na Costa & Ferreira, o futuro do Pão de Rio Maior é artesanal e tecnológico

    Empresa realizou dia aberto em parceria com o IAPMEI para mostrar como introduz tecnologia para o processo de fabrico de um produto artesanal

    A Costa & Ferreira, empresa responsável pelo pão de Rio Maior, abriu as portas no passado dia 16 de outubro para um Open Day inteiramente dedicado à inovação, numa iniciativa organizada em parceria com o IAPMEI no âmbito do programa i6.0 Indústria Sustentável. O encontro mostrou como uma empresa com um produto tradicional e artesanal pode introduzir tecnologia e ser inovadora, sem perder autenticidade.

    Na Costa & Ferreira “nada substitui a pessoa”, afirmou Débora Barbosa, CEO da empresa. “Nós conseguimos desmaterializar, criar dados e promover tecnologia, mas nunca tirar as mãos da massa”, destacou.

    A história da empresa começou há 35 anos, quando o casal Rita e Joaquim Ferreira decidiu cozer pão por conta própria para garantir fornecimento a duas churrasqueiras, “porque o padeiro não entregava”, contou Deborah Barbosa. Desde então, o crescimento foi constante, sempre com o compromisso de preservar a autenticidade do pão artesanal.

    A modernização, diz a CEO da Costa & Ferreira, é um caminho sem retorno. A empresa aposta em sistemas integrados, digitalização e análise de dados para melhorar a eficiência e tomar decisões informadas. Ainda assim, a automatização encontra limites. “Tentámos desenvolver um sistema para cortar o pão mais depressa. Fizemos muitos testes, mas não conseguimos. No nosso produto, nada substitui a mão humana”, contou a gestora.
    Joana Bogalho, diretora de Inovação e Desenvolvimento, conta que, na empresa, inovar é “transformar ideias malucas em produtos que façam a diferença”. O departamento que lidera – e que tem o peculiar nome de Forno de Ideias” – trabalha não só em novos produtos, mas também em novos processos e tecnologias. O grupo é composto por pessoas internas e externas à empresas e não deixa ninguém de fora. Por exemplo, foi lançado um concurso interno para desenvolver produtos que vão de encontro à tradição do pão de outros países, que integrou trabalhadores estrangeiros.

    Sempre com o princípio simples de ter pão feito à mão, com o mínimo de ingredientes e sem aditivos, já nasceram outros produtos premiados, como a Massa Mãe C&F, fermentada durante seis dias “à maneira antiga”, o brioche de Rio Maior, feito com manteiga em vez de margarina, ou o pão com vitamina D, criado a partir de ingredientes naturais. Até o desperdício é matéria-prima: o projeto Wasted Gin transforma excedentes de pão em bebida artesanal.

    A sustentabilidade é, aliás, um eixo da estratégia. A empresa trabalha com universidades e centros tecnológicos para reduzir desperdícios, testar novas matérias-primas e estudar a pegada ambiental. “Inovamos também com os nossos fornecedores, porque se eles não inovarem, nós também não conseguimos”, observou Joana Bogalho.

    Mas a inovação não vive apenas nas receitas. José Guedes, diretor de Operações, mostrou como a tecnologia está a remodelar a produção, na qual a automatização está a ser introduzida de forma seletiva. “Há tarefas que nunca vamos tocar do ponto de vista tecnológico. Não vamos automatizar nem digitalizar o fornear, o corte ou o formato que é feito à mão. Isso mantém-se como há 35 anos”, garantiu.

    O que muda são as operações paralelas, como o transporte interno, o controlo de fornos e a preparação de massas. “Estamos a criar uma sala de controlo que nos permitirá visualizar em tempo real os dados de toda a linha de produção”, explicou José Guedes.

    A dosagem de ingredientes e da água vão ser automatizadas, aumentando a precisão sem eliminar o fator humano. “A tecnologia ajuda-nos a ser mais rápidos e eficazes, mas o essencial continua a depender das pessoas”, sustentou.

    E dessa introdução de automatistas e do investimento nas pessoas, a empresa já tem dados para mostrar. Em 2025, a produtividade por colaborador aumentou em 14%, enquanto o desperdício reduziu para menos de 1,5%. Também o absentismo caiu para 1,25%. “Há um maior compromisso e uma maior disponibilidade das pessoas”, destacou o diretor, atribuindo os bons números ao investimento na formação e nos prémios de produtividade.

    Para a Costa & Ferreira, o segredo da modernização está em equilibrar a precisão dos dados com a sensibilidade das mãos, de modo a ganhar escala. “Queremos que o pão de Rio Maior seja tão conhecido como o pastel de nata”, rematou Deborah Barbosa.

    Deborah Barbosa, atual CEO da empresa riomaiorense
    A iniciativa incluiu uma visita guiada à fábrica, durante a qual os participantes puderam perceber como a empresa está a modernizar os seus métodos de produção
  • Laser Place inaugura clínica nas Caldas da Rainha

    Laser Place inaugura clínica nas Caldas da Rainha

    Marca que já tem mais de 60 clínicas no país chegou à cidade termal

    A rede de clínicas Laser Place inaugurou no dia 7 de outubro a sua nova unidade nas Caldas da Rainha, reforçando a presença da marca no país e o objetivo de “democratizar o acesso à depilação a laser de alta qualidade, com tecnologia de ponta e um serviço de excelência”, anunciou a empresa.

    Com mais de 60 clínicas de norte a sul do país, a Laser Place tem vindo a afirmar-se como uma referência no setor da beleza e bem-estar em Portugal. Fundada em 2019, a marca especializa-se na depilação a laser SHR, uma tecnologia avançada que “garante eficácia, segurança e conforto”, e que permite resultados “desde a primeira sessão”, sem comprometer a saúde da pele, refere a marca.

    A nova clínica das Caldas da Rainha surge num momento de expansão e consolidação do projeto. “Estamos numa fase de crescimento e queremos complementar as nossas ações de comunicação, aproximando-nos de novos públicos”, refere a Laser Place. A marca considera que o público caldense “tem uma grande sinergia com a proposta de valor da Laser Place”, o que torna a abertura desta unidade “um passo natural na estratégia de expansão nacional”.

    A Laser Place tem atualmente mais de 60 mil clientes e uma forte presença digital, com mais de 40 mil seguidores nas redes sociais. O sucesso da marca é também reconhecido através de várias distinções nacionais, como Marca Recomendada 2025, Top 3 no setor da Beleza – Marketing de Influência 2024 (pela Brinfer) e o estatuto de PME Excelência 2024.

    Estes prémios, explica a empresa, “refletem o compromisso da Laser Place com a qualidade, segurança e inovação” e reconhecem o trabalho de uma equipa que procura “promover a saúde, o bem-estar e a confiança dos clientes”.

    Entre as características que distinguem o serviço, a marca destaca a oferta de uma primeira sessão gratuita, marcações totalmente online “em apenas 30 segundos”, e um tratamento “indolor, eficaz e compatível com todos os tipos de pele”. Além disso, a política de “preços competitivos e comunicação simples” é apontada como essencial para tornar o serviço acessível e transparente.

    “Queremos que cada cliente se sinta à vontade e confiante desde o primeiro contacto”, sublinha a Laser Place, acrescentando que a missão passa por “oferecer uma experiência de excelência, onde a tecnologia e o cuidado humano caminham lado a lado”.

    A Laser Place fica na Rua Professor José Lalanda Ribeiro, nº 6, loja C.

  • Já abriu a clínica Base Terapêutica

    Já abriu a clínica Base Terapêutica

    Abriu nas Caldas um novo espaço dedicado ao treino e também à recuperação física e psicológica

    Foi inaugurada, no sábado, 11 de outubro, nas Caldas, a clínica Base Terapêutica, situada na Avenida Mestre António Duarte 5 A. Os sócios responsáveis pelo novo espaço são o treinador de exercício clínico Manuel George e a fisioterapeuta Alexandra Francisco, que explicaram à Gazeta das Caldas os serviços que têm para oferecer aos seus clientes.

    Há ofertas de várias áreas desde as massagens, exercício clínico, de osteopatia, Pilates, medicina chinesa, nutrição, osteopatia pediátrica, terapia ocupacional, Yoga, psicologia e treino performance. Este novo espaço é complementar a um projeto prévio que existe nas Caldas há cinco anos, a Base Performance, que nasceu de um projeto social e que se transformou numa Academia de Artes Marciais.

    Segundo Alexandra Francisco, com este novo espaço, os responsáveis pretendem ““pegar” na pessoa, que é vista como um todo e nas várias fases da sua vida desde os recém-nascidos até aos seniores”. Ao todo o núcleo da Base Terapêutica tem quatro pessoas e ainda conta com mais seis colaboradores. “Funcionamos em conjunto em prol do bem-estar do cliente”, disse o treinador Manuel George.

    O local da clínica está bem localizado pois fica no edifício em frente à antiga EDP e há espaço de estacionamento para os seus clientes.

    O espaço, de 200 metros quadrados, é arrendado e os acabamentos foram terminados pelos responsáveis, ambos caldenses ligados à osteopatia, que agora vivem em Alfeizerão.

    “Fazemos um trabalho muito preventivo que inclui a parte emocional, nervosa, espiritual, energética e também ligada ao corpo”, disse o treinador.

    O preço médio das consultas ronda entre os 35 e os 80 euros e há outros valores para quem escolhe packs mensais. Atendem quem sofre de Parkinson, fibromialgia, osteoporose, depressão e pós-operatórios.

    Os seus clientes lusos são das Caldas, Bombarral, Peniche, Óbidos, Alcobaça, Torres Vedras, Rio Maior, Alfeizerão e muitos de Lisboa. “Temos também alguns clientes que estão no estrangeiro que voltam nas férias para consultas e para treinos”, contaram os responsáveis especificando que estes vêm do Canadá, do Luxemburgo, de França, Suíça e Irlanda que não dispensam as consultas de osteopatia e o treino da Base Terapêutica.

    Os responsáveis também apostam em parcerias com autores locais. O artista visual João Olivença que tem vários desenhos no tecto relacionados com o corpo humano.

    A Base Terapêutica funciona entre as 7h00 e as 20h00, de segunda a sexta-feira. É possível realizar consultas aos sábados, com marcação prévia.

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