A AIRO adiou novamente a sessão de debate sobre o Fogo Bacteriano, agendada para esta sexta-feira, 13 de fevereiro. A decisão surge na sequência das recentes tempestades que assolaram a região, obrigando a uma reorientação de prioridades para o auxílio aos empresários locais. O momento exige “apoio direto no terreno e a união de esforços para mitigar os prejuízos causados pelas intempéries” , “perante a gravidade dos danos”, refere a associação, que procura nova data para o evento.
Categoria: Economia
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Exportações das Caldas da Rainha disparam 70%
Oeste teve crescimento de 9,3%, muito acima da média nacional, que ficou pelos 0,5%. Setor alimentar continua a ser o mais exportador
As exportações da região Oeste cresceram em 2025 perto de 150 milhões de euros, atingindo perto dos 1,85 mil milhões de euros. O concelho das Caldas da Rainha lidera os crescimentos, com ganhos próximos de 127 milhões de euros. As exportações do concelho tiveram um crescimento meteórico, na ordem dos 71,2%, muito graças à prestação dos drones da Tekever.
Em conjunto, o Oeste teve um crescimento das exportações de 9,3%, o que contrasta com o crescimento das exportações de bens nacionais que, segundo dados do INE divulgados esta semana, ficou pelos 0,5%. Na região, a indústria alimentar continua a ser o setor de atividade mais preponderante no comércio internacional, valendo 20,7% do volume total exportado. O setor atingiu os 370,9 milhões de euros de vendas para o estrangeiro, com um crescimento de 8,1%. O segundo setor de atividade com maior peso é o das máquinas e peças, com um peso total de 18% e também com um crescimento acima dos 8%, para 332,8 milhões de euros. O pódio encerra com os produtos hortofrutícolas, também com exportações de 316,8 milhões de euros, um valor idêntico ao de 2024.
Mas a região ganhou um quarto setor de atividade que representa mais de 10% do total exportado, o material de transporte, onde entra a atividade da Tekever nas Caldas da Rainha, além do fabrico de peças para a indústria automóvel. O setor já vale 197,4 milhões de euros em vendas para o estrangeiro, teve um crescimento de 38,8% face a 2024. Mas é de notar que a atividade da fabricante de drones que tem sede nas Caldas da Rainha permitiu ao concelho crescer neste setor em particular 142%, de 44 milhões de euros para perto de 107 milhões, um indicador bastante forte da relevância que a empresa tem neste momento para a economia do concelho.
Ainda em relação à região, nota para um pequeno decréscimo das vendas dos produtos de origem animal, atualmente o sexto mais valioso. Já a tradicional indústria cerâmica cresceu 2,6% para 91,8 milhões de euros, recuperando assim da quebra de 2024.
Na análise dos concelhos do Oeste Norte, destaca-se o forte crescimento das exportações das Caldas da Rainha já referido, na ordem dos 71,3%. As empresas do concelho exportaram um volume total de 304,5 milhões de euros, que compara com os 177 milhões de 2024 e os 130 milhões de 2023. O concelho passou de ter a sua maior força exportadora no fabrico de máquinas e peças (com a Schaeffler Portugal como referência) – que valia em 2023 mais de 40% das exportações – para ter a maior fatia nos materiais de transporte. No entanto, é de ressalvar que os dois setores tiveram crescimentos muito elevados no concelho. Se no setor de atividade da Tekever o crescimento foi de 142,9%, para cerca de 107 milhões de euros, no da Schaeffler foi de 71,2%, para 95,7 milhões de euros, representando 66,5% do total exportado com origem nas Caldas.
O concelho caldense aproximou-se de Alcobaça, que em 2025 registou vendas das suas empresas para o estrangeiro na ordem dos 319 milhões de euros, valor praticamente inalterado face ao ano anterior. São, dos sete, os únicos concelhos a faturar acima dos 100 milhões de euros para os mercados internacionais. No pódio fica ainda Peniche, com 129 milhões de euros e um crescimento de 5,3%. A transformação alimentar, nomeadamente do pescado, gerou receitas acima dos 100 milhões de euros, com um crescimento de 9%.
Segue-se o Bombarral, com exportações de 89 milhões de euros, valor similar ao do ano anterior. O Cadaval viu as exportações crescerem 5% para os 53,3 milhões de euros. Nazaré e Óbidos têm vendas para o estrangeiro de 33,9 e 30,7 milhões de euros, com crescimentos de 83,5% e 11,3%, respetivamente. -
Tempestade Kristin traz desafios e oportunidades para o Oeste
Antevisão do economista João Duque partilhada na Lourinhã em iniciativa promovida pela AIRO, que juntou empresários
Os prejuízos causados pela tempestade ‘Kristin’ no norte do distrito de Leiria representa uma enorme oportunidade para as empresas da região Oeste, acredita o economista João Duque, orador-convidado do ‘Pequeno-almoço Empresarial da Região Oeste 2026’ que decorreu na Adega Cooperativa da Lourinhã. Esta terceira edição, promovida no passado dia 4 pela AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste, segue-se às ações promovidas em Óbidos, em 2024, e Alcobaça, em 2025. De acordo com o também professor universitário e presidente do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), da Universidade de Lisboa, para a recuperação do eixo Leiria-Marinha Grande, cuja dimensão económica e social foi gravemente afetada pelo mau tempo, torna-se necessário recorrer a muitas empresas para as operações de reconstrução. “Isso vai puxar pelas regiões periféricas e o Oeste vai ser positivamente arrastado para a região de Leiria”, antevê João Duque, falando perante uma plateia constituída por várias dezenas de empresários e autarcas provenientes de diversos concelhos da região Oeste. Sete associações de vários setores defenderam esta semana medidas de médio prazo para apoiar as empresas da Região de Leiria afetadas pelo mau tempo, considerando que, após a primeira intervenção, centenas continuarão severamente danificadas. O rasto de destruição da depressão Kristin, no dia 28 de janeiro, “em casas, empresas, edifícios, espaços públicos e infraestruturas críticas, como a rede elétrica ou de comunicações, atingiu proporções inimagináveis”.
João Duque, convidado pela AIRO para fazer uma análise económica e financeira da nossa região, frisou também que “é muito difícil fazer a previsão económica para este ano, porque vivemos momentos muito voláteis, tendo em conta a situação internacional”. Na sua dissertação abordou sobretudo os desafios e oportunidades financeiras que o país vai enfrentar nos próximos anos. Fortemente dependente da dinâmica do mercado comunitário, o economista recordou que, enquanto pequeno país periférico, “em 30 anos, apenas em 12 Portugal superou o crescimento da União Europeia, apesar de nos últimos 10 já termos conseguido este extraordinário feito que, em sete anos desses dez, termos superado a média de crescimento da UE”.
A AIRO antevê que o ano em curso promete desafios e oportunidades para a economia da regional oestina e, com esta iniciativa, pretendeu auxiliar os empresários com algumas respostas sobre o futuro. No discurso de boas-vindas, o presidente Jorge Barosa frisou que a associação “quer ser parte da solução” do desenvolvimento regional e, apesar de se viverem tempos difíceis e incertos, “temos que saber analisar e agarrar as oportunidades, antecipando e refletindo sobre os problemas”. Anunciou que a AIRO, para além do trabalho que tem sindo a ser feito com o Instituto Politécnico de Santarém, está apostada em estabelecer parcerias internacionais para trazer mais empresas para o Oeste. “Este mês vamos deslocar-nos a Málaga, a um dos maiores eventos de tecnologia que se realizam na Europa, onde vamos estabelecer uma parceria com o Pólo Tecnológico de Málaga, que ‘só’ emprega cerca de 25 mil pessoas”, anunciou Jorge Barosa. Os protocolos de desenvolvimento entre ambas as instituições estão ainda a ser trabalhados, mas o responsável deixou a garantia de que brevemente haverá novidades sobre acordos com outros países, “que nos vão ajudar muito para trazer a riqueza tecnológica para o nosso país”, até porque, acredita, “há na região muitas oportunidades para crescimento e temos que saber aproveitá-las, porque só assim conseguimos fazer crescer a nossa região!”. Este encontro contou com a parceria do Município, da Caixa Agrícola e da Adega Cooperativa da Lourinhã.
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Agricultores em Alcobaça com prejuízos sobretudo nas culturas protegidas
Os prejuízos na agricultura da região de Alcobaça, no distrito de Leiria, afetam sobretudo as culturas protegidas, designadamente morangos, framboesas e plantas ornamentais, indicou hoje o presidente da associação de agricultores, referindo que os danos ainda não estão contabilizados.
“Eu diria que as culturas mais afetadas são as culturas protegidas, como é o caso do morango, das framboesas, plantas ornamentais, viveiros de plantas, portanto tudo isso ficou bastante afetado”, afirmou Filipe Ribeiro, em declarações à agência Lusa.
O presidente da Associação de Agricultores da Região de Alcobaça disse ainda não dispor de dados concretos relativamente aos prejuízos causados pelo mau tempo, perspetivando que no final da próxima semana já seja possível avançar com números concretos.
A depressão Kristin, que afetou o território continental na semana passada, provocou estragos em diversas infraestruturas, pelo que há “elevados prejuízos” em estufas, abrigos e armazéns.
Entretanto, referiu Filipe Ribeiro, a região de Alcobaça enfrenta agora um novo problema, que diz respeito aos terrenos saturados de água ou “completamente inundados”.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
*com agência Lusa
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Prejuízos no setor turístico do Centro já ultrapassam os 9 milhões de euros
Mais de 80% dos estabelecimentos de alojamento turístico e restauração que participaram num levantamento efetuado pela Turismo Centro de Portugal sofreram danos devido ao mau tempo, com os prejuízos já a ultrapassarem os nove milhões de euros.
“Apesar de o levantamento ainda estar em curso, os dados já recolhidos evidenciam impactos muito relevantes: 81% das empresas (223) referem danos nas instalações físicas e 80% indicam ter registado uma paragem, total (47%) ou parcial (33%), da atividade, enquanto 20% afirma não ter tido interrupção”, aponta o inquérito.
Segundo a Turismo Centro de Portugal, as perdas materiais estimadas ascendem já a cerca de 6,48 milhões de euros, enquanto as perdas de faturação ultrapassam os 2,59 milhões de euros.
Contudo, ressalva, estes são “valores ainda muito preliminares, uma vez que muitas empresas referem não conseguir, nesta fase, quantificar totalmente os prejuízos”.
Os danos reportados incidem sobretudo na estrutura dos edifícios (125 respostas), seguindo-se as áreas exteriores e os equipamentos e infraestruturas, afetando os setores da hotelaria, restauração, animação turística e serviços associados, “com efeitos diretos na capacidade operacional das empresas e na manutenção dos postos de trabalho”.
Do inquérito resultou ainda que as medidas prioritárias identificadas pelas empresas incidem no financiamento para reconstrução/reparação de instalações e no apoio à manutenção do emprego.
Os danos reportados estão dispersos por vários concelhos, destacando-se Leiria (22 respostas), Alcobaça (18) e Coimbra (14), Tomar (12), Figueiró dos Vinhos (10) e Lourinhã (10).
Contudo, o Turismo Centro de Portugal aponta ainda um número elevado de respostas na Figueira da Foz, Lousã, Nazaré, Pombal, Marinha Grande e Ourém, salientando que tal “demonstra a grande extensão da área afetada”.
Para a elaboração do estudo foram contactadas 7.500 empresas turísticas, tendo sido obtido 277 respostas, sobretudo dos setores do alojamento turístico (101 respostas) e da restauração (72 respostas).
Segundo nota a Turismo Centro de Portugal, as falhas de comunicações em algumas localidades continuam a condicionar a recolha de dados, estando a entidade “em articulação permanente” com o Turismo de Portugal e o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços com vista à identificação de medidas de apoio mais ajustadas à situação.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
*com agência Lusa
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Agricultores do Oeste alertam que montante de apoios é insuficiente
A Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO) alertou hoje que os 40 milhões de euros (ME) anunciados para fazer face aos prejuízos do mau tempo na agricultura não escassos.
“Acho os 40 ME muito curtos para o que é necessário, dada a dimensão dos prejuízos no país”, afirmou o presidente da AIHO, Sérgio Ferreira, à agência Lusa.
O dirigente chamou também a atenção que o teto máximo elegível de 400 mil euros para os apoios e o facto de ter de haver 30% de prejuízos por parcela “vão deixar de fora vários agricultores”.
“Temos vários casos em que os apoios não vão ser suficientes, porque os 400 mil euros não dão para reconstruir um hectare de estufas”, explicou Sérgio Ferreira, acrescentando que nesses casos restam os seguros das estruturas, empréstimos bancários ou capitais próprios.
Os prejuízos atingem estruturas, como estufas, e culturas parcial ou totalmente destruídas.
“Há agricultores cujas explorações foram afetadas pela tempestade Martinho, em março, que se candidataram a apoios, que as candidaturas estão ainda a ser analisadas e que voltaram a ter estragos”, de acordo com o presidente da AIHO, lembrando que os produtores de morangos não têm seguros possíveis para assegurar as respetivas estufas.
Depois da depressão Kristin e Leonardo, os estragos do mau tempo na agricultura afetam sobretudo as produções de hortícolas, nomeadamente couves e tomate, em estufa ou ar livre.
A situação pode ainda agravar-se porque “se não conseguirem entrar nos terrenos, por estarem encharcados, para os preparar para fazer outras culturas, como batatas e couves, vai afetar as campanhas seguintes”.
A AIHO, que está a ajudar os agricultores nos pedidos de apoio, estimou que os prejuízos sejam “muito acima” dos cinco milhões de euros a 10 milhões de euros indicados na semana passada.
O ministro de Agricultura anunciou uma linha de apoio de 40 milhões de euros destinada à reposição do potencial agrícola que teve estragos provocados pelo mau tempo.
José Manuel Fernandes anunciou “um apoio adicional ao que tem sido anunciado de 40 milhões de euros para a reposição do potencial produtivo. Para se aceder a esse apoio, é necessário que o prejuízo seja superior a 30% em termos da exploração”.
Os apoios a fundo perdido destinam-se aos agricultores dos 68 concelhos onde foi declarada calamidade.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
*com agência Lusa
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graffito abre loja pop-up em Madrid
Marca do grupo Pastceram reforça a presença em Espanha, para onde já vendia online
A graffito, do grupo alcobacense Pastceram, Pastas Cerâmicas S.A.especializada em materiais e equipamentos para cerâmica, inaugurou uma loja pop-up em Madrid, localizado na Calle de Sandoval, 13, em Chamberí, numa parceria com o Hilario Studio Pottery, espaço de referência da cena cerâmica madrilena. A iniciativa assinala a primeira presença física da graffito em Espanha e consolida uma relação construída ao longo de vários anos de trabalho conjunto entre as duas entidades, adianta a empresa.
Já presente no mercado espanhol através do comércio online, a graffito entendeu que a sua expansão exigia a criação de um espaço físico que permitisse contacto direto com os profissionais e entusiastas da cerâmica, fomentando a troca de conhecimento e a proximidade com a comunidade local. A pop-up store surge como o primeiro momento de uma estratégia de crescimento sustentado em Espanha, que a marca pretende desenvolver de forma progressiva, assente em colaborações sólidas e enraizadas no território.
Mais do que um ponto de venda, o novo espaço nasce de uma colaboração estreita com o Hilario Studio Pottery, estúdio e espaço de criação com um papel ativo na formação, experimentação e dinamização da comunidade cerâmica em Madrid. Este enquadramento reforça a dimensão do projeto enquanto lugar de encontro, partilha e prática. No local, o público pode conhecer e trabalhar com uma seleção de engobes, vidrados, pastas cerâmicas e outros produtos desenvolvidos a partir da experiência produtiva da graffito.
“A graffito nasce da prática cerâmica e cresce a partir dela. Em Espanha, o nosso objetivo não é apenas vender produtos, mas construir relações duradouras com a comunidade de oleiros, artesãos e artistas. Trabalhar com o Hilario Studio Pottery, um parceiro com quem partilhamos valores e visão, torna este projeto ainda mais significativo. Esta pop-up store é o início dessa relação de proximidade”, afirma Patrícia Ramalho, CEO da graffito.
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Pera Rocha procura mercados com projeto de internacionalização
Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha investe perto de meio milhão para aumentar exportação
A Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha vai apostar num novo projeto de internacionalização deste produto agrícola certificado pela União Europeia, tendo para o efeito obtido cofinanciamento do programa Compete 2030, representando um investimento de 490 mil euros. A apresentação pública do projeto decorreu durante a sessão de Balanço da Campanha das Pomóideas de 2025, que decorreu no passado dia 29 de janeiro no auditório municipal do Bombarral, promovida pelo Centro Operativo e Tecnológico Nacional.
Segundo Rita Marinho, secretária-geral da ANP – Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha, este projeto de internacionalização vai decorrer até 2027 e tem como objetivo “reforçar a presença internacional da Pera Rocha do Oeste, valorizar a marca coletiva junto de compradores e consumidores, diversificar mercados e reduzir dependências, para além de apoiar as empresas do setor na abordagem de novos destinos para a venda do produto”.
A ANP, para além de pretender reforçar a marca e comunicação da Pera Rocha do Oeste, vai continuar a promover ações diretas nos mercados de destino, estando presente em feiras internacionais de referência para o setor e, paralelamente, aprofundar o conhecimento do mercado através das relações comerciais conseguidas com o contacto directo com importadores, distribuidores e retalho especializado. Destaca-se a ida à Fruit Attraction (Madrid, Espanha), Fruit Attraction São Paulo (Brasil) e Green Week Berlim (Alemanha). O reforço da base da internacionalização é a pedra angular da estratégia promocional, que passará por um refrescamento da marca ‘Pera Rocha do Oeste’ através da produção de um novo vídeo institucional, desenvolvimento de materiais promocionais e, ainda, segundo Rita Marinho, “de uma uniformização da identidade da marca nos mercados externos”. Assume particular relevância a presença nos meios digitais, estando a estratégia de comunicação desenhada com campanhas dirigidas ao consumidor final e, também, ao mercado grossista, acompanhado por conteúdos sobre o produto, origem e qualidade do fruto e, ainda, “com reforço da presença ‘online’ e ferramentas digitais de apoio à promoção”.
Para os próximos dois anos, a ANP tem como mercados-alvo da exportação deste importante fruto oestino os mercados da Alemanha, França, Espanha, Brasil e, no norte de África, o Reino de Marrocos. Para aprofundar a estratégia comercial estão previstas ações promocionais diretas em pontos de venda no estrangeiro junto dos retalhistas, a par de degustações e ações de visibilidade da marca ‘Pera Rocha do Oeste’. Serão estabelecidas preferencialmente ações de comunicação em redes de distribuição, a presença digital e publicitária em cadeias de retalho e ainda, de acordo com Rita Marinho, através de “um reforço da notoriedade da Pera Rocha no ponto de decisão de compra”. Este trabalho será acompanhado por uma operação que procurará ter um melhor conhecimento dos diversos mercados internacionais, pelo que serão realizados estudos para apoiar as diversas decisões estratégicas, analisados novos destinos e oportunidades comerciais, construindo um suporte estratégico para a consolidação nos mercados externos. Internamente, a ANP procurará receber e acompanhar importadores e compradores internacionais, aprofundar os contactos diretos com os produtores e operadores nacionais, procurando desta forma “reforçar a confiança comercial e construção de mercados duradouros”, tendo como mercados-alvo o Brasil, Alemanha, França, Marrocos e Reino Unido.
No final deste segundo projeto de internacionalização da ANP, é objetivo que se aumente a visibilidade internacional da marca ‘Pera Rocha do Oeste’, reforçando a sua imagem de qualidade e origem, através do apoio às empresas na abertura de novos mercados, assegurando estrategicamente a continuidade dos operadores ao nível internacional e, simultaneamente, reduzindo o risco de dependências das exportações para poucos destinos comerciais. Quanto a novos mercados, está em análise estratégica uma maior exportação do produto para o Canadá, Líbia e, também, para a Alemanha. “Este projeto multiplica o esforço das empresas e reforça o futuro do setor”, acredita Rita Marinho.
A ANP já teve um projeto de internacionalização que foi executado entre 2017 e 2020. “Este aproveita aquilo que correu bem nessa experiência, mas teve também por base aquilo os contributos dos nossos associados, porque foi feito um questionário sobre quais seriam as ações e os mercados mais importantes de considerar”, frisou a secretária-geral da ANP.
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Bombarral: Companhia Agrícola do Sanguinhal vai à Wine Paris
A Companhia Agrícola do Sanguinhal participa na Wine Paris 2026, certamente dedicados aos vinhos que se realiza de 9 a 11 de fevereiro, na Paris Expo Porte de Versailles. A produtora do concelho do Bombarral, com origens em 1928, estará no Hall 4, Stand H 069.74-04, reforçando a aposta nos mercados internacionais. Vai apresentar vinhos de referência e colheitas selecionadas, promovendo encontros com profissionais, importadores, distribuidores, compradores e imprensa.
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Storytelling: o poder de uma boa história
Adriana Ferreira
Social Media Manager @ Dois MeiosVivemos num mundo em constante mudança e cheio de ruído, onde todos os dias somos expostos a informação, campanhas e anúncios, o que leva o consumidor a tornar-se cada vez mais seletivo com os conteúdos a que vai dedicar a sua atenção. E isso acontece em todos os formatos; da televisão, ao print, sem esquecer as redes socais os grandes pontos de encontro dos nossos dias. E aqui importa lembrar: as redes sociais não são montras digitais, não são catálogos, são o lugar onde as pessoas vão para se informarem, para aprenderem algo novo e, principalmente, para se entreterem.
E é precisamente isso que as histórias fazem desde sempre, elas cumprem três funções essenciais: informam, educam e entretém, de uma forma natural, que ajuda as pessoas a consumir conteúdo e a fixar ideias. Da história da Carochinha aos grandes filmes de Hollywood, todas as histórias bem contadas cumprem este propósito.
As grandes marcas conhecem o poder de uma boa história e usam-no a seu favor para se instalarem no top of mind das pessoas. Mas qualquer marca, independentemente da sua dimensão ou longevidade, tem muito que contar. Basta-lhe reconhecer isso e usá-lo a seu favor.
Vamos a exemplos práticos:
– Um restaurante pode contar a história de quem o fundou, das receitas que passam de geração em geração, daqueles clientes que já fazem “parte da mobília”, dos fornecedores locais e da origem dos ingredientes;
– Uma loja não precisa de falar de preços ou novidades, basta mostrar o dia a dia da equipa, contar como foi o processo de seleção para a nova coleção, como foi produzido determinado produto;
– Uma farmácia pode ir além da promoção de produtos, pode explicar a importância de determinados serviços, como mudou a forma de atender o público ao longo dos anos, falar de boas práticas de saúde e o impacto que esses hábitos têm nas pessoas;
– Uma empresa de construção pode mostrar os seus processos, o dia a dia nas obras, os desafios enfrentados e superados, testemunhos e histórias de clientes que viram o seu espaço ganhar uma nova vida graças ao trabalho da equipa.Meia dúzia de exemplos simples que humanizam o negócio, que educam e entretém o público e que têm um verdadeiro impacto nas escolhas das pessoas.
No fundo, tudo é passível de se transformar numa boa história. O que muda é a forma como ela é contada.Por isso, pare , olhe para a sua marca e pergunte-se:
“Qual é a minha história e como a posso partilhar?”
Acredite, vai fazer diferença. -
Vinhos Espera somam altas pontuações de críticos internacionais
Jamie Goode e Inês Salpico destacaram os vinhos do produtor obidense
Os vinhos da marca Espera, produzidos por Rodrigo Martins e Ana Leal, voltaram a merecer destaque junto de críticos internacionais de referência, somando pontuações elevadas em provas recentes realizadas por especialistas ligados a publicações de prestígio no setor.
Um dos reconhecimentos partiu de Jamie Goode, Master of Wine e um dos mais conceituados críticos de vinhos da Europa, responsável pela plataforma WineAnorak. O especialista provou colheitas recentes da marca nos eventos Simplesmente Vinho, no Porto, e no festival Glu Glu, em Coimbra, atribuindo classificações entre os 92 e os 95 pontos.
Entre os vinhos mais pontuados por Jamie Goode estão o Espera Alvarinho na Ânfora 2022, que alcançou 95 pontos, e o Espera Castelão Vinha dos Vales 2023, com 94 pontos. O Espera Curtimenta 2024 obteve igualmente 94 pontos, enquanto o Espera Curtimenta 2023 e o Espera Nat Cool Castelão 2023 receberam 93 pontos. Já o Espera Bical Arinto 2023 e o Espera Rosé 2023 foram avaliados com 92 pontos.
Sobre o Espera Alvarinho na Ânfora 2022, Jamie Goode destacou que “revela um perfil simultaneamente poderoso e vivo, com boa estrutura e acidez bem definida. Destacam-se notas de pêssego e pera, sustentadas por uma agradável profundidade de caráter farináceo. É um vinho fresco e complexo, com taninos bem integrados, e uma expressão aromática muito marcada por pêssego, pera e especiarias quentes, de grande atratividade”.
Mais recentemente, os vinhos Espera foram também provados por Inês Salpico, editora regional da revista Decanter para Portugal, Espanha e América do Sul, numa das publicações mais influentes do mundo do vinho. Nesta prova, o Espera Castelão Vinha dos Vales 2023 voltou a evidenciar-se, com 93 pontos, surgindo mesmo em destaque num artigo dedicado aos vinhos de Lisboa na edição de janeiro de 2026 da revista.“Etéreo e luminoso, este vinho mostra o que a Castelão pode fazer quando trabalhada com mão leve e focada. A uva provém de vinhas com 5 anos, plantadas em Alcobaça, fermentadas em cacho inteiro e estagiadas durante 10 meses em foudre (grande tonel) de carvalho francês. Com taninos transparentes, apresenta notas de arando (oxicoco), cereja ácida e romã, um toque de ruibarbo, alcaçuz e zimbro. É simultaneamente elegante e irreverente. Taninos vibrantes, energia e coerência”, pode ler-se na publicação.
Na mesma avaliação, o Espera Bical Arinto 2024 e o Espera Palheto 2024 obtiveram 92 pontos, tal como o Espera Alvarinho na Ânfora 2022. O Espera Curtimenta 2024 registou 91 pontos.
O conjunto destas distinções reforça a visibilidade dos vinhos Espera no panorama internacional, sublinhando o reconhecimento de um perfil que tem vindo a afirmar-se junto de críticos e publicações de referência, numa fase em que os vinhos da região de Lisboa continuam a ganhar notoriedade além-fronteiras.
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Marca coletiva de hortícolas do Oeste foi dado em Peniche e junta autarcas e agricultores
Municípios de Bombarral, Lourinhã, Óbidos, Peniche e Torres Vedras associam-se aos produtores para valorizar agricultura regional
Depois da Pêra Rocha do Oeste, Maçã de Alcobaça e vinhos certificados pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, estão a ser dados os primeiros passos para a criação de uma marca coletiva para os hortícolas do Oeste. O arranque foi dado no passado dia 13, durante uma sessão pública convocada pela Câmara Municipal de Peniche, à qual se juntaram representantes dos municípios de Óbidos, Bombarral, Lourinhã e Torres Vedras e, ainda, muitos horticultores e Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).
O desafio foi assumido pelo vereador penichense Paulo Vitorino, que considera importante a criação de mais-valia económica para os produtores agrícolas da região, cuja produção de hortícolas representa uma componente muito importante da agricultura do concelho. As particularidades das couves, abóboras, cenouras, batatas e cebolas produzidas nesta zona destacam-se ao nível da qualidade, pelo que podem ser mais valorizadas no mercado.
“Estamos um pouco desorganizados e temos que ser todos nós, produtores e municípios, a fomentar este projecto”, defendeu o autarca. Os colegas Filipe Daniel (presidente de Óbidos), Bruno Santos (vereador do Bombarral), António Gomes (vice-presidente da Lourinhã) e Diogo Guia (vereador de Torres Vedras) aceitaram o repto e vão trilhar juntos este novo caminho para a agricultura regional.
Pelo mesmo diapasão afina o responsável do Departamento Agrícola da Horta Pronta – Hortas do Oeste, S. A. (Atouguia da Baleia), Humberto Bizarro, tendo na ocasião destacado que a diferenciação da produção e a sua valorização no mercado com a criação de uma marca regional, será uma importante mais-valia para o setor. “Iremos todos beneficiar, nomeadamente os agricultores, porque assim as estruturas comerciais terão mais condições para promover a venda dos produtos”, afiança o responsável.
A AIHO, por seu lado, manifestou disponibilidade para ser a ‘associação-chapéu’ deste projeto, tal como garantiu na reunião o presidente Sérgio Ferreira, também delegado regional do Oeste da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), que alertou os produtores agrícolas presentes para o enorme desafio que este processo representa para todos. “Precisamos de tempo e vontade”, avisou, porque “o processo é exigente” e obedece à criação de um caderno de encargos e da apresentação de uma candidatura junto do Ministério da Agricultura.
Quem também vê com bons olhos esta candidatura oestina é o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o ex-autarca José Bernardo Nunes, responsável pela pasta da Agricultura e Pescas. “A CCDR-LVT disponibiliza a sua abertura para a criação de uma região demarcada de produtos hortícolas do Oeste e tudo o que pudermos fazer para contribuir para esse desígnio, nomeadamente servirmos de ponte com todas as outras entidades públicas para ajudar a construir o processo”, prometeu o também produtor agrícola do Cadaval.
Neste encontro foi apresentado, como exemplo de sucesso, o percurso de 25 anos feito pela Associação dos Produtores da Maçã de Alcobaça e criador da marca ‘Maçã de Alcobaça’, tendo o presidente Jorge Soares sublinhado o reconhecimento que os mercados nacional e internacional deram a esta fileira frutícola. Outro exemplo de sucesso partilhado nesta sessão, que decorreu no Centro Cívico Intergeracional Professor Rogério Cação, foi a criação, há meio século, de uma marca coletiva francesa ‘Prince de Bretagne’, que é gerida por uma associação que agrupa várias cooperativas e é responsável pela certificação de quase centena e meia de frutas e legumes.
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AIRO e NERSANT alinham estratégias
As duas associações empresariais reuniram no âmbito da criação da nova NUT II Oeste e Vale do Tejo
A AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste e a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém reuniram no passado dia 9 de janeiro com o objetivo de reforçar a cooperação institucional entre as duas entidades, no âmbito da criação da NUTS II Oeste e Vale do Tejo, que introduz um novo enquadramento territorial, estratégico e institucional para o desenvolvimento económico da região.
O encontro serviu para alinhar posições quanto à importância de uma atuação articulada e cooperante neste novo contexto, procurando potenciar sinergias entre os territórios do Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Oeste.
Na reunião foi analisada a intenção de aprofundar uma cooperação estratégica e institucional entre as duas associações empresariais, com vista ao desenvolvimento conjunto de iniciativas de apoio às empresas integradas na NUT Oeste e Vale do Tejo, bem como à concertação de tomadas de posição em matérias consideradas estruturantes para o desenvolvimento económico regional.
Entre os domínios de cooperação em análise encontram-se áreas como a competitividade, inovação, internacionalização, empreendedorismo, formação e qualificação de recursos humanos, digitalização, sustentabilidade e transição energética. Está igualmente prevista a colaboração na análise, divulgação e acompanhamento de programas de financiamento nacionais e europeus, assim como a organização conjunta de eventos, ações promocionais, missões empresariais, seminários e fóruns de debate.
Foi ainda discutida a possibilidade de elaboração e subscrição de posições institucionais conjuntas e de contributos para políticas públicas estruturantes para o tecido empresarial da região, com o objetivo de reforçar a representatividade institucional e a capacidade de influência junto das entidades decisoras.
Pequeno-almoço empresarial Entretanto, a AIRO vai assinalar o arranque do novo ano económico com a edição de 2026 do Pequeno-almoço Empresarial da Região Oeste, iniciativa que pretende promover a reflexão estratégica e o networking entre empresários e decisores. Após as edições realizadas em Óbidos, em 2024, e em Alcobaça, em 2025, que reuniram mais de uma centena de participantes, o encontro terá lugar na Adega Cooperativa da Lourinhã.
O evento está marcado para o dia 4 de fevereiro, durante o período da manhã, e propõe-se democratizar o acesso à informação estratégica, fomentando a partilha de experiências entre líderes com percursos nacionais e internacionais. Em debate estarão temas como as previsões económicas para 2026, as oportunidades de crescimento global para as empresas portuguesas, a mitigação de riscos e estratégias práticas para enfrentar as ameaças do mercado, bem como um espaço aberto de reflexão e debate.
O convidado especial desta edição é o professor João Luís Correia Duque, presidente do ISEG e comentador económico da SIC Notícias, que voltará a apresentar uma análise prospetiva sobre o ano económico e financeiro de 2026, ajudando os participantes a interpretar as principais tendências que irão marcar os próximos meses. As inscrições são limitadas e podem ser realizadas através dos contactos da AIRO.
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Oestetur celebrou 15.º aniversário com gala que juntou 250 pessoas
Agência de viagens mantém rota de crescimento e vai abrir quinta loja no início de fevereiro, em Ferrel
A Oestetur assinalou 15 anos de atividade com uma gala que reuniu cerca de 250 pessoas entre clientes, amigos, fornecedores e autarcas, num momento pensado para celebrar um percurso de crescimento contínuo na região e além do Oeste. A empresa, que nasceu nas Caldas da Rainha e Lourinhã e se expandiu a Peniche e Ribamar, prepara agora a abertura de uma quinta agência, em Ferrel, confirmando a aposta numa presença cada vez mais próxima dos diferentes mercados.
A noite de sábado, 17 de janeiro, foi uma comemoração “com os nossos amigos, com os nossos clientes”, em que a equipa fez “uma perspetiva do que foram estes 15 anos e o que serão os próximos 15”, refere Cristiana Lopes, sócia da Oestetur, acrescentando que se tratou de “um momento marcante” para a empresa.
A gala incluiu momentos de homenagem “a alguns fornecedores, clientes e funcionários” que acompanham a empresa desde o início. “Não queríamos deixar passar esta data sem fazer esse reconhecimento a algumas pessoas e empresas que sempre nos acompanharam e contribuíram para que tudo corresse bem”, sublinha Cristiana Lopes.
A Oestetur começou com duas empreendedoras, Vera Silva e Cristiana Lopes, que, depois de uma experiência em franchising, decidiram criar marca própria e instalaram as primeiras agências nas Caldas da Rainha e na Lourinhã, antes de avançarem para Peniche. “A empresa começou com duas pessoas, comigo e com a Vera. E depois juntou se a nossa terceira sócia, a Lídia Leal. E estamos juntas neste caminho que está a correr tão bem”, recorda Cristiana Lopes, admitindo a ambição de que continue assim “durante os próximos 15, 20, 30 anos”.
Hoje a equipa soma três sócias e um total de nove pessoas, distribuídas pelas agências das Caldas, Lourinhã, Peniche e Ribamar. Na gala foi anunciada a abertura de um quinto espaço em Ferrel, já no início de fevereiro, decisão justificada por se tratar de um mercado diferente do de Peniche. “Muita gente de Ferrel vem aqui à agência das Caldas, então pensámos abrir lá. É uma zona com muita procura e com muita gente que viaja”, nota Vera Silva.
Grupos e cruzeiros em crescimento
A empresa mantém a oferta completa de uma agência de viagens – “fazemos tudo o que os outros colegas fazem”, desde viagens individuais, voos, hotéis, pacotes, lua de mel ou cruzeiros – mas identifica nas viagens em grupo, acompanhadas “por nós”, um dos principais motores do crescimento recente. “Estes nossos grupos são muito procurados porque nós temos um acompanhamento 24 horas”, com um elemento da agência a viajar “desde que saímos de cá até regressarmos novamente”, destaca a sócia e fundadora da empresa.Essa presença permanente é o que faz “toda a diferença, os clientes gostam imenso disso”, acrescenta. A fórmula funciona sobretudo junto de uma faixa acima dos 65 anos, mas também para outros públicos principalmente em destinos mais exigentes, onde “as pessoas se sentem mais confiantes em viajar acompanhadas do que irem sozinhas”.
O segmento dos cruzeiros tem sido outro pilar do negócio, com a Oestetur a receber, em 2024 e 2025, distinções de parceiros internacionais pela performance neste produto. “Tem sido o culminar do crescimento constante da Oestetur e do reconhecimento por parte dos nossos parceiros”, descreve Cristiana Lopes. O leque de destinos inclui saídas de Lisboa e Barcelona, ilhas gregas, fiordes e Caraíbas, entre outros. Cristiana Lopes destaca que este tipo de viagem, que permite “acordar cada dia num sítio diferente”, é um tipo de experiência que está a atrair muitos clientes de diferentes tipologias.O crescimento associa-se à confiança que os clientes têm depositado na Oestetur, aliado ao próprio comportamento do mercado, que tem crescido de forma considerável alimentada pelo “efeito pós Covid”. Vera Silva nota que, depois da paragem pandémica, “mundialmente [o turismo] evoluiu muito, e nós também”, acrescentando que, desde 2023, “mais do que duplicámos as saídas” de grupos próprios. Essa dinâmica já ultrapassa a base no Oeste, com clientes a chegarem um pouco de todo o país, com clientes em Lisboa, Braga, Fundão ou Campo Maior, apontam as sócias.
A expansão apoia se numa ideia central. “Vendemos sonhos, mas vendemos acima de tudo confiança”, aponta Cristiana Lopes. Um valor que diz ver reconhecido quando clientes percorrem dezenas ou centenas de quilómetros para conhecer a equipa antes de confirmar a viagem.
Quanto aos destinos mais em voga, nos grupos organizados, “os circuitos nas cidades europeias” e os roteiros pela Ásia e Oriente estão entre as propostas mais procuradas. Na vertente individual destacam se Cabo Verde, Caraíbas, Turquia e Itália, a par de produtos de proximidade, como espetáculos em Portugal e Espanha, fados ou cruzeiros no Douro, que a agência organiza com regularidade.
Para as sócias, o segredo está em combinar diversidade de oferta com um relacionamento próximo que, em cada viagem, transforma grupos de desconhecidos em “viagens em famílias alargadas”, mantendo viva a ideia de que, 15 anos depois, “a Oestetur está a seguir caminho, está a crescer”.
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Agricultores do Oeste repudiam acordo UE–Mercosul
Os Agricultores do Oeste manifestaram “repúdio total” e “posição firme e contrária” ao Acordo UE–Mercosul, considerando que o mesmo representa uma ameaça direta à agricultura europeia, à segurança alimentar e à soberania nacional. A posição surge num manifesto divulgado pela União dos Agricultores do Oeste (UAGRO), onde é defendido que o acordo vai muito além de uma simples parceria comercial.
Segundo a UAGRO, trata-se de uma decisão política com consequências graves, que enfraquece deliberadamente a agricultura europeia, “empurra milhares de produtores para a falência e transforma a União Europeia num território dependente de terceiros para se alimentar”. No caso português, alertam, o impacto poderá ser particularmente negativo.
No comunicado, a associação sublinha que o acordo abre o mercado europeu a produtos importados produzidos sob regras diferentes das impostas aos agricultores europeus, com custos de produção mais baixos e níveis de exigência e fiscalização que não são equiparáveis aos padrões da União Europeia. Para os subscritores do manifesto, esta situação não configura concorrência, mas sim concorrência desleal institucionalizada.
“A agricultura europeia não está a pedir privilégios, está a pedir justiça”, defendem, criticando o facto de a União Europeia impor restrições fitossanitárias, ambientais e burocráticas cada vez mais exigentes aos seus produtores, enquanto facilita a entrada de produtos provenientes de países terceiros sem regras equivalentes.
Outro dos pontos centrais do manifesto prende-se com a segurança alimentar. Os agricultores alertam que a alimentação não pode depender de cadeias logísticas globais frágeis e instáveis, recordando experiências recentes como pandemias, guerras, crises energéticas, bloqueios logísticos e inflação alimentar. Neste contexto, consideram incompreensível avançar com um acordo que aumenta a dependência alimentar da Europa.
Também do ponto de vista ambiental, o acordo é alvo de fortes críticas. Os Agricultores do Oeste defendem que a União Europeia promove um discurso “verde” internamente, mas acaba por importar produtos associados a maiores emissões e maior pressão sobre ecossistemas fora do espaço comunitário. Para o setor, esta estratégia representa “hipocrisia climática” e não uma verdadeira política de sustentabilidade.
O manifesto acusa ainda a União Europeia de usar a agricultura como moeda de troca para beneficiar outros setores económicos, desvalorizando quem produz alimentos, o mundo rural e a própria soberania alimentar.
Perante este cenário, os Agricultores do Oeste exigem que Portugal assuma uma posição “séria e corajosa”, rejeitando o acordo tal como está formulado. Reclamam a aplicação do princípio “mesmas regras, mesmos controlos, mesma fiscalização”, a implementação de salvaguardas automáticas e eficazes e a proteção da produção nacional e europeia.
No comunicado é ainda destacado o papel da região Oeste como um dos pilares agrícolas do país, responsável por produção de qualidade, criação de emprego, fixação de população no território e abastecimento alimentar. “Sem agricultores não há soberania. Sem soberania não há segurança”, concluem.
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Branding: o logo é o menos
Maria Ana Ventura
co-fundadora e directora criativa Dois MeiosDesengane-se quem julga que o branding se resume ao nome da marca, ao seu logotipo ou à paleta de cores. O branding é isso, mas, e sobretudo, tudo o que vai além disso.
Há uma frase de Jeff Bezos, fundador da Amazon, que resume bem o conceito: o branding é o que dizem sobre si quando você não está na sala”. Ou seja: é tudo o que faz com que uma marca seja entendida e, por conseguinte, lembrada. É o conjunto de percepções, emoções e valores que vêem à ideia das pessoas quando ouve o nome da sua marca. Vamos a exemplos.Para os portugueses a Sagres não é só uma marca de cerveja; é tradição, portugalidade, partilha, audácia e convívio. A Delta é a marca de cafés que nasceu pelas mãos de um homem visionário e bondoso que a partir do Alentejo criou uma marca que conquistou o mundo pela sua genuinidade, qualidade e caráter.
São estas percepções que influenciam a escolha do consumidor que, à frente do expositor no supermercado, não vê apenas um produto: vê valores, sentimentos e memórias. E por isso, escolhe aquela marca em que acredita, mesmo que ali ao lado esteja outra, eventualmente até mais barata.
suma: o branding é a alma do negócio.“Ah! Mas eu não tenho orçamento para isso. Isso é coisa para as grandes empresas”, pensa o pequeno empresário que lê estas palavras. “Será?”, pergunto-lhe eu. Deixo a reflexão: quem melhor que você mesmo consegue responder a estas simples perguntas?
– O que é que a minha marca representa?
– Como é que quero que as pessoas falem da minha marca?
– Como é que quero ser lembrado?
– O que é que o meu produto oferece e os outros não?A resposta a estas (e outras) perguntas chave, ou definidoras, se preferir, é o ponto de partida para tudo o resto: para as cores que escolhe, para o tom da sua comunicação, para a decoração da sua loja, escritório ou gabinete, para o seu site, para as suas redes sociais, para a postura de cada membro da sua equipa, por mais pequena que ela seja. E por isso uma premissa fundamental do branding é que ele não é um trabalho que se faz de uma assentada, mas sim um contínuo, que faz em cada dia, em cada detalhe.
Uma loja, um restaurante, um gabinete de contabilidade, uma loja de ferragens, uma clínica dentária; todos precisam de coerência e propósito. Quando o cliente sente que há verdade e consistência na forma como a marca comunica – das redes sociais ao cartão de visita, sem esquecer, jamais, a postura de quem o atende -, cria-se confiança. E confiança é o ativo mais precioso no mercado atual.
Depois disso poderá começar a pensar noutro “ing” importante: o marketing.
Porque se o banding é a alma do negócio, o marketing é a sua voz.
Mas isso é tema para outro dia. -
Nov Automóveis tem nova plataforma online
O novo marketplace reúne todas as marcas representadas pelo grupo, com viaturas usadas e seminovas
A Nov Automóveis lançou oficialmente um novo marketplace digital dedicado à comercialização de viaturas usadas e seminovas, reforçando a aposta do grupo na inovação, na transparência e na proximidade com o cliente. A nova plataforma, disponível em www.novautomoveisusados.pt, reúne a oferta das várias marcas do grupo — LPM, LizDrive, Socarros e Rentlei — num único espaço online.
O novo website foi desenvolvido para proporcionar uma experiência de navegação simples, intuitiva e segura, permitindo aos clientes consultar um stock diversificado de viaturas usadas e seminovas, com garantia de qualidade, entrega imediata e soluções de financiamento ajustadas às necessidades de cada comprador. O objetivo passa por facilitar o processo de escolha e aquisição de automóveis, assegurando maior comodidade e confiança em todas as etapas.
Para assinalar o lançamento da plataforma, a Nov Automóveis está a promover uma campanha exclusiva de Vendas Privadas, com condições especiais válidas até 31 de dezembro. A iniciativa é limitada ao stock existente e sujeita a marcação prévia, apostando num atendimento personalizado aos clientes interessados.
Durante o período das Vendas Privadas, os clientes podem beneficiar de viaturas seminovas com condições especiais de preço e financiamento, garantia de marca até 36 meses, entrega imediata e acompanhamento dedicado mediante marcação. A campanha aplica-se apenas às viaturas disponíveis em stock.
Com este novo marketplace digital, a Nov Automóveis pretende reforçar a sua presença online e responder às novas exigências do mercado automóvel, oferecendo uma solução prática e transparente para quem procura viaturas usadas e seminovas com garantia e confiança.
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Acordo UE-Mercosul abre oportunidades, mas produtores querem regras iguais
Frutícolas e vinhos podem beneficiar com a extinção das taxas, mas nos hortícolas a Europa continuará a ser o principal mercado
O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que junta Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que será assinado no próximo sábado, 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai, abre novas perspetivas para os produtores agrícolas da região Oeste de Portugal, mas também suscita preocupações quanto à disparidade de exigências entre os dois blocos.
O tratado, negociado ao longo de mais de 25 anos, cria a maior zona de comércio livre do mundo, abrangendo 718 milhões de pessoas e eliminando tarifas sobre mais de 90% das trocas comerciais entre os dois blocos.
Para o setor frutícola, nomeadamente da pera rocha, o acordo não deverá trazer alterações significativas. “No caso do setor da pera rocha, como é um setor exportador, o impacto negativo que poderia ter anula o positivo”, explica Filipe Ribeiro, presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha do Oeste (ANP).
O Brasil já figura entre os cinco principais destinos de exportação da pera, e a redução de tarifas pode reforçar essa posição. “Vamos pagar menos taxas no local de destino e isso pode trazer alguma vantagem”, acrescenta Filipe Ribeiro.
Outro fator que favorece o setor é o desfasamento sazonal entre os hemisférios. “No caso da América do Sul, ela representa o hemisfério sul, enquanto nós estamos ao nível do hemisfério norte. Há um desfasamento das produções que faz com que não haja um impacto tão grande em termos de oferta e procura nos diferentes meses do ano”, sublinha o responsável.
No setor hortícola, a perspetiva é igualmente cautelosa. Sérgio Ferreira, presidente da Associação Interprofissional de Horticultores do Oeste (AIHO), considera o acordo “positivo” e destaca o acesso a “um novo mercado de 270 milhões de pessoas, que falam português”.
No entanto, a natureza perecível dos produtos hortícolas limita o impacto direto. “ A importação ou exportação para mercados tão longínquos não é feita de modo tão fácil, nem para todos os produtos. O nosso mercado vai continuar a ser preferencialmente a Europa”, reconhece Sérgio Ferreira.
A principal reserva dos produtores do Oeste prende-se com a assimetria regulatória entre os dois blocos. “Deveria haver uma harmonização em relação às exigências para cada um dos mercados. Portugal, estando na União Europeia, acaba por ter um caderno de encargos ao nível da produção que o hemisfério sul não tem”, alerta Filipe Ribeiro.
As restrições europeias ao uso de fitofármacos colocam os produtores nacionais em desvantagem. “Em relação àquilo que utilizamos para controlar insetos, pragas e doenças, nós temos, talvez, 20 ou 30% daquilo que se pode fazer no hemisfério sul. Nesse aspeto, é muito difícil estarmos em igualdade”, lamenta o presidente da ANP.
CVR de Lisboa aguarda impacto do acordo
Esperar para ver. É essa a posição que Carlos João Fonseca, vogal da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, quando confrontado pela Gazeta sobre o acordo económico entre a UE e o Mercosul. “Estamos todos expectantes” sobre o que esta decisão poderá representar para os produtores da região de Lisboa, até porque os pormenores são ainda escassos, diz o empresário bombarralense, da Companhia Agrícola do Sanguinhal. O Brasil é um dos maiores mercados para a CVR Lisboa e este acordo poderá representar um incremento nas vendas. Todavia, o dirigente teme que a redução das tarifas alfandegárias não represente automaticamente a diminuição do preço do vinho engarrafado praticado aos consumidores, ao que se junta uma série de outros impostos praticados no país. “Se os importadores brasileiros não baixarem o preço acabam por beneficiar, eles sim, do acordo. Por isso, logo se verá”.Outra dúvida passa pela importação de vinho a granel, sobretudo da Argentina, que poderá desregular o mercado europeu neste segmento de mercado, sobretudo pelas importações por parte de operadores espanhóis.
Para além do Brasil, assumem particular muita relevância para a CVR Lisboa os mercados do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Escandinávia. -
iSell & Repair chegou às Caldas da Rainha
Empresa de Torres Vedras adquiriu a iPremium
A iSell & Repair, empresa especializada na venda e reparação de equipamentos Apple, abriu no passado mês de dezembro uma loja nas Caldas da Rainha, apostando numa cidade com forte tradição de comércio local. A nova unidade resulta da aquisição da marca iPremium, que era detida por Rui Vieira, fruto de uma relação comercial que já existia entre ambas.
Pedro Marques sublinha que o mercado caldense o tem impressionado desde a abertura.“Achei que seria um mercado muito semelhante a Torres Vedras e que não iria acrescentar grande volume, mas Caldas da Rainha veio provar o contrário”, afirma. Para o empresário, o perfil da cidade, mais próxima e menos dependente do comércio online, acaba por ser particularmente adequado ao modelo da iSell & Repair, que valoriza o contacto direto com o cliente.
Em pouco tempo, a loja conseguiu fidelizar uma base regular de clientes, muito devido à relação de proximidade criada pela equipa local. “As pessoas entram e procuram diretamente a Sandra e o André. Querem ser atendidas por eles, o que demonstra uma ligação muito forte e pouco comum”, sublinha Pedro Marques, admitindo que essa realidade alterou a sua perceção inicial sobre o potencial da cidade termal para a empresa.
Com a entrada da iSell & Repair, o espaço passou a disponibilizar novos serviços, mantendo parte da oferta anterior. Uma das principais mudanças foi a introdução da assistência técnica na hora, nomeadamente em equipamentos como iPhones e MacBooks, algo que não existia até então. A loja conta também com stock regular de equipamentos e uma gama alargada de acessórios, incluindo capas, cabos, carregadores e adaptadores, ajustando a oferta à procura dos clientes.
No que toca às vendas, a empresa mantém equipamentos novos, mas aposta sobretudo nos recondicionados, que são a base do negócio desde a fundação da marca, em 2016. iPhones, MacBooks, iPads, Apple Watches, smartphones Samsung e outros dispositivos fazem parte da oferta, todos com garantia de três anos. “A qualidade é equivalente e permite uma poupança significativa, dando ao cliente margem para investir noutras experiências”, refere o fundador, sublinhando que a empresa tem uma vasta experiência no recondicionamento destes aparelhos, com mais de 100 mil recondicionamentos realizados.
O espaço físico da loja é, para já, reduzido, mas considerado suficiente para a fase atual. Não existem planos imediatos de expansão nas Caldas da Rainha, embora Pedro Marques admita que a necessidade de mais espaço será, no futuro, um sinal positivo. Atualmente, a iSell & Repair conta com três lojas — Lisboa, Torres Vedras e Caldas da Rainha — emprega dez pessoas e mantém a ambição de crescer de forma gradual, assegurando a qualidade do serviço que tem sido determinante para a afirmação da marca.
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Marcos Pinto lidera lista única às eleições da ACCCRO
Candidato quer mais participação dos sócios, modernizar estatutos e tornar a ACCCRO mais próxima e interventiva na cidade e na região
A ACCCRO – Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Região Oeste (ACCCRO) vai amanhã, 9 de janeiro a eleições com uma única lista a sufrágio, liderada pelo empresário e fotógrafo Marcos Pinto. O candidato apela à participação dos associados (as urnas abrem às 19 horas na sede da associação) e promete um mandato de abertura, proximidade e maior intervenção na cidade e na região.
Marcos Pinto quer transformar a associação numa estrutura mais participativa, aberta e interventiva na vida económica das Caldas da Rainha e da região, chamando de volta os associados afastados e envolvendo novos empresários. A lista assume como prioridade deixar de haver “eles na ACCCRO” para passar a falar-se em “nós na ACCCRO”, sublinhando uma ideia de unidade e corresponsabilização dos associados.
Marcos Pinto explica que a decisão de avançar resulta do “vazio” que se abriu no último ato eleitoral para associação, em outubro. “Sempre fomos um grupo de pessoas preocupadas” e que tem marcado presença nas assembleias, sublinha, defendendo que juntos podem “fazer mais e melhor pelas Caldas, pelo Oeste, pelo comércio, pelas empresas”. Um dos objetivos centrais é simples de formular: “queremos que as pessoas passem a dizer: nós na ACCCRO e não eles na ACCCRO”.
Para isso, a futura direção quer unir os atuais associados, recuperar os que deixaram de participar e cativar novos sócios, reforçando o peso da associação, defende Marcos Pinto, que sublinha a ideia de que a ACCCRO “não é de um presidente, não é de uma direção, é de todos nós”.
Apesar do ato eleitoral ter apenas uma lista, Marcos Pinto quer que essa participação comece já com uma boa adesão à assembleia-geral. “É muito diferente sermos eleitos por 20 votos ou por 100 votos”, diz, acrescentando que, no futuro, pretende que o ato eleitoral possa desenrolar-se ao longo do dia, permitindo a mais comerciantes votar.
Amador Fernandes, candidato à presidência da Assembleia Geral e antigo líder da associação, considera que os estatutos precisam de ser atualizados “para o século XXI”. “A grande maioria das associações, especialmente nas eleições, parece uma sociedade secreta”, critica, defendendo uma revisão profunda das regras para deixar de haver candidaturas “fechadas” até ao dia da votação e criar condições para que os sócios sejam realmente participativos.A lista quer afirmar a ACCCRO como associação empresarial, reforçando o trabalho com comércio, serviços, hotelaria e outras áreas da economia local e regional. Rita Cipriano destaca a importância de uma direção multidisciplinar e aberta à participação de mais setores. “Quanto mais multidisciplinar, quanto mais setores abranger, mais sentido faz”, afirma.
Entre as propostas estruturantes está a criação de um “Dia da ACCCRO” e de um congresso regular, com mira especial em 2027, ano em que a associação completa 125 anos. Marcos Pinto recorda que a associação foi fundada em 12 de novembro de 1902 e defende que essa data deve ser assinalada todos os anos, dando a perceber que a associação “está viva” e é de todos os associados. A lista candidata quer que o congresso seja regular e, se não for possível concretizar antes, a data dos 125 anos será uma hipótese para a primeira edição. Esse encontro deve incluir conferências, formação e uma feira com fornecedores e parceiros.
A futura direção quer ainda uma ACCCRO mais presente na discussão dos dossiês estratégicos da cidade e da região, desde o futuro hospital até à mobilidade, iluminação pública, recolha de resíduos ou gestão dos mercados da Praça da Fruta e do peixe. “Temos uma cidade um bocado parada no tempo” e uma das funções da associação deve ser “fazer qualquer coisa como um plano estratégico para a cidade, baseado no comércio”, completa Amador Fernandes. A ideia é olhar o comércio de forma abrangente, numa relação estreita com indústria, turismo, termalismo, saúde e educação, assumindo uma intervenção mais global.
“Queremos fazer uma influência positiva”, diz Marcos Pinto, dando exemplos concretos como a articulação com os SMAS, o município e EDP para informar comerciantes sobre recolha de lixo, horários de iluminação e outros detalhes que, “podem parecer coisas simples, mas impactam o dia-a-dia dos comerciantes”.
A candidatura propõe ainda a criação de grupos de trabalho permanentes para acompanhar as transformações na cidade, evitando que situações como o encerramento dos cinemas passem sem resposta ou alternativas. “Se tivermos alguém que vá acompanhando estas situações, se calhar estas são menos prejudiciais e resolvem-se muito mais rapidamente”, afirma. Já Marcos Pinto reforça que a candidatura “nasce da vontade de fazer mais, juntos, com visão, proximidade e ação”.
Os candidatos à Assembleia Geral8 -
Abriu um novo restaurante no La Vie
Novo espaço combina duas cozinhas distintas, com o I Love Kebab e o I Love Wok
Abriu recentemente no último piso do centro comercial La Vie, nas Caldas da Rainha, um novo espaço de restauração que se distingue por juntar duas diferentes cozinhas, os kebabs e a cozinha asiática wok.
“O centro comercial La Vie Caldas da Rainha reforça a sua oferta gastronómica com a abertura da I Love Kebab & I Love Wok, um conceito inovador que combina duas cozinhas distintas num único espaço”, realça a Wider Property, empresa responsável pela gestão do La Vie das Caldas da Rainha.
“Nesta nova loja, os clientes podem desfrutar de kebabs preparados com ingredientes selecionados e molhos exclusivos ou optar por pratos wok feitos no momento, com combinações personalizadas e frescas inspiradas na cozinha asiática”, referem ainda, acrescentando que “esta fusão de conceitos garante variedade e flexibilidade, perfeita para famílias, grupos de amigos ou clientes que procuram uma refeição prática, rápida e saborosa”.
Localizada na praça de restauração do centro comercial, no piso 3 do La Vie Caldas da Rainha, “a nova loja apresenta um ambiente moderno e uma proposta diferenciadora para todos os visitantes”, descrevem ainda.
João Xavier, diretor geral de retail do La Vie Caldas da Rainha, citado em nota enviada aos jornais, mostrou o seu entusiasmo “com a abertura da I Love Kebab & I Love Wok no La Vie Caldas da Rainha. Este novo conceito combina duas cozinhas populares num único espaço, oferecendo mais variedade e qualidade aos nossos visitantes”. O mes mo afirma ainda ter “a certeza de que será uma opção de destaque na nossa praça de restauração”.
Este espaço complementa a oferta existente no shopping caldense, onde é possível encontrar um total de onze restaurantes. São eles a Telepizza, Gourmet Zone, Burguer Ranch + O Seu Bitoque, H3 New Hamburgology, Linguinne, Bifanas de Vendas Novas, Buffet Royal, Portugália, Estação Hambúrguer e Marítimos Bowls, além do Tapi Bar.
O centro comercial, inaugurado em 2008 como Vivaci (fruto de um investimento a rondar os 34 milhões de euros) e, depois, comprado em 2015 pela ECS Capital, mudando de nome para La Vie, conta com um parque de estacionamento coberto com 440 lugares e um total de mais de 60 lojas distribuída pelos seus cinco pisos comerciais.
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Estudo do Poder de Compra concelhio revela perda de competividade do Oeste
Arruda dos Vinhos é o único concelho acima da média nacional, Caldas aproxima-se
Os dados do Estudo de Poder de Compra Concelhio de 2023 revelam um quadro complexo para a região Oeste: enquanto alguns concelhos ganham dinamismo, a generalidade da região apresenta sinais de contração na competitividade, posicionando-se significativamente abaixo da média nacional. O Índice de Poder de Compra (IPC) do Oeste registou em 2023 um valor de 89,53, traduzindo uma queda de 0,68 pontos percentuais face a 2021, ano em que se situava em 90,21. Por seu turno, a nova unidade territorial Oeste e Vale do Tejo (NUT II) apresenta um IPC de 89,85, o mais baixo de Portugal Continental.
A análise desagregada pelos 12 concelhos que compõem o Oeste evidencia disparidades significativas. Arruda dos Vinhos destaca-se como o concelho com melhor desempenho, mantendo um IPC de 102,85 em 2023, o que o coloca na 24.ª posição do ranking nacional de 302 concelhos portugueses, apenas ligeiramente abaixo de 2021 (posição 23). Este pequeno município vinícola consolida-se como um enclave de capacidade económica relativa no contexto regional, muito por força da proximidade com a região da Grande Lisboa.
A seguir encontra-se Caldas da Rainha (IPC 99,78, ranking 34), que constitui o principal polo urbano e comercial da região, mantendo uma dinâmica favorável com evolução positiva desde 2021 (IPC 98,79, ranking 36). O concelho continua a aproximar-se da média nacional, tendo subido o índice de poder de compra em 0,99 pontos percentuais.
Torres Vedras (IPC 93,52, ranking 56) completa o trio de concelhos acima dos 90 pontos, registando uma melhoria de quatro posições no ranking nacional, passando da 60.ª para a 56.ª posição. Estes três concelhos beneficiam de maior densidade populacional, diversidade económica e proximidade a mercados de consumo.No extremo oposto situa-se Cadaval com um IPC de apenas 75,25, o pior desempenho entre os 12, e uma queda dramática de 23 posições no ranking (de 178.ª em 2021 para 201.ª em 2023). É destacadamente o concelho onde o poder de compra é menor na região, mas é de assinalar que Óbidos (81,67), Sobral de Monte Agraço (82,39), Bombarral (82,89), Lourinhã (84,16) e Alcobaça (84,79) se encontram a mais de 15 pontos percentuais da média nacional.
É ainda de notar que, dos 12 concelhos do Oeste, apenas três viram o poder de compra dos seus munícipes subir face à média nacional. Além das Caldas, Óbidos e Nazaré foram os outros que subiram, respetivamente 0,35 e 0,28 pontos percentuais. Note-se, ainda, que as quebras foram mais acentuadas, com Alcobaça, Alenquer, Bombarral, Lourinhã e Sobral de Monte Agraço a perderem mais 1 ponto percentual.
No Fator de Dinamismo Regional (FDR), que expõe a trajetória temporal do poder de compra, Nazaré e Óbidos destacam-se com valores extraordinariamente elevados (2,192 e 2,142 respetivamente), sugerindo capacidade de crescimento económico que ultrapassa a média nacional. Estes dois concelhos costeiros beneficiam do turismo, património cultural e, no caso de Nazaré, da indústria pesqueira e do desporto de ondas.
Peniche, outro concelho litorâneo, regista um FDR de 0,686, igualmente positivo. A região costeira, globalmente, demonstra maior resiliência, contrastando com o interior que enfrenta processos de envelhecimento demográfico e êxodo rural. Lourinhã (FDR 0,277) e Caldas da Rainha (FDR 0,020) completam o grupo de concelhos com dinâmica positiva, enquanto a maioria dos restantes apresenta valores negativos.
A reestruturação administrativa que criou a região Oeste e Vale do Tejo como NUT II coloca o Oeste na NUT II com menor poder de compra entre as nove do país. Só as regiões autónomas apresentam piores indicadores. Acima estão o Centro – de onde o Oeste saiu – com 90 pontos e o Alentejo com 90,2. Entre as NUT III, o Oeste situa-se com um IPC de 89,53, ocupa o 12.º lugar entre as 26 sub-regiões.
O Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) é um estudo estatístico bienal desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estatística que visa quantificar o poder de compra manifestado nos 308 municípios portugueses. O EPCC trabalha com 15 variáveis de base derivadas de procedimentos administrativos e operações estatísticas, que englobam dados sobre transações imobiliárias, operações bancárias (levantamentos e compras em multibanco), impostos municipais (IMT e IMI), rendimento bruto declarado para IRS, crédito para habitação, ganhos de trabalhadores, volume de negócios do comércio e restauração, e densidade populacional urbana. Todas estas variáveis são relativizadas pela população residente estimada pelo INE para 31 de dezembro do ano em análise, permitindo uma comparação equitativa entre municípios de diferentes dimensões.
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Lourinhã destaca-se na faturação, Torres Vedras lidera em número
Alcobaça perde a liderança em número de empresas, mas ainda tem as PME Excelência com mais exportação
O Oeste é um território diversificado, que mistura centros urbanos com ruralidade, pelo que alguns concelhos se destacam em termos económicos em relação a outros. Torres Vedras, Alcobaça, Alenquer e Caldas da Rainha são os principais centros empresariais da região, mas na edição deste ano do PME Excelência, Lourinhã emerge como o concelho maior volume de negócios, apesar de ser apenas o quarto em número de empresas.
Este é o dado mais saliente na análise dos dados financeiros das PME Excelência do Oeste 2024: Lourinhã teve apenas mais empresa galardoada em relação à edição do ano passado, mas saltou de um volume de negócios de 58 milhões de euros para 130,8 milhões10 de euros. Curiosamente, as empresas lourinhanenses apresentaram o segundo menor crescimento em relação ao anterior (12,15%), o que significa que este disparar de faturação acontece devido às novas entradas. Nas Excelência da Lourinhã destaca-se ainda que o comércio e a agricultura e pescas são as principais atividades, seguidas da indústria e o turismo.
Se a Lourinhã se destaca pela faturação, Torres Vedras assumiu a liderança das PME Excelência do Oeste em número de empresas galardoadas, apesar de manter o mesmo número da edição do ano passado (37). O grupo torriense cresceu, no entanto, em faturação, com os 20 milhões a mais face ao ano passado a seguirem em linha com o crescimento médio de 24%. Estas empresas exportaram mais 17,1% do que no exercício anterior. Em Torres Vedras destaca-me entre as PME Excelência as do setor do comércio.
A fechar o pódio em número de empresas e faturação está Alcobaça, que na edição do ano passado liderou com 39 empresas, mas viu o número reduzido para 27. O concelho mantém-se, no entanto, na frente em termos de exportações, o que se explica em boa parte pela maioria das empresas premiadas serem industriais. É de salientar que as PME Excelência 2024 do concelho aumentaram as exportações combinadas em praticamente 50%.
Segue-se, em número de empresas, volume de negócios e volume exportado, Caldas da Rainha, mas ao concelho caldense sucede o oposto do que à Lourinhã. Caldas mantém 20 PME Excelência, mas o volume de negócios decresceu de 150 milhões de euros para 70 milhões, menos de metade comparando com a edição anterior dos galardões. Nota, mesmo assim, que o grupo de empresas deste ano apresenta um crescimento médio de 24,4%, o que mostra que o decréscimo acontece devido às entradas e saídas e não por uma evolução negativa da economia do concelho. Nas Caldas, comércio e construção e imobiliário valem 55% das PME Excelência.
Óbidos segue uma tendência similar. O concelho perdeu cinco PME Excelência, baixando de 13 para 8, com queda acentuada nas exportações, que recuaram de 21,1 para 1,3 milhões de euros. O volume de negócios desceu de 81,6 para 32,1 milhões. No entanto, as oito empresas que garantiram este selo de excelência cresceram em conjunto 16,7% em faturação e 38,5% nas exportações.
Alenquer, com 13 PME Excelência em indústria (31%), comércio (23%) e construção (23%), destaca-se no volume de negíócios, 67,6 milhões. Peniche aloja 15 PME Excelência, principalmente em agricultura/pescas e turismo.. Nazaré, com apenas seis PME Excelência centradas em turismo (66%), demonstra forte crescimento no seu agregado, saltando de 3,8 para 11,6 milhões. Bombarral, Arruda dos Vinhos, Cadaval e Sobral de Monte Agraço consolidam presença reduzida mas relevante, com empresas especializados conforme perfil sectorial local.
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PME Excelência do Oeste com quase 87 milhões de lucros
O conjunto das 158 PME Excelência do Oeste atingiu no último ano um valor de lucros de quase 87 milhões de euros. Trata-se de um dado impressionante, mas que ainda assim representa uma quebra face ao último ano.
É que no ano anterior, com a listagem a apresentar 168 PME Excelência nesta região, os lucros foram de mais de 95 milhões de euros. Ou seja, trata-se de uma diminuição de quase 9 milhões de euros (e de cerca de 9%) face à listagem do último ano.
Mas para uma análise mais rigorosa, tratámos de fazer a divisão dos resultados líquidos pelo número de empresas, dado que este ano há menos 10 PME Excelência na região. Após essa análise é possível perceber que esse valor se fixava no último ano numa média acima dos 569 mil euros por empresa e que este ano se fica pelos 550 mil euros por cada firma, numa quebra a rondar os 3,5%.
Por outro lado, o EBIDTA desceu quase 7 milhões de euros em termos brutos na listagem deste ano, mas na mesma divisão pelo número de empresas cresceu face ao ano passado. Isto porque no último ano esse dado rondava os 819 mil euros por cada uma das 168 empresas e este ano atinge os 828 mil euros por cada uma das 158. Trata-se de um ligeiro aumento a rondar um ponto percentual.
Uma análise interessante é perceber a taxa de conversão do volume de negócios em lucro de cada setor de atividade. Nesse campo o líder é o setor dos Serviços, com uma taxa acima dos 18%. Segue-se a Construção e Imobiliário e o Turismo, ambos a rondar os 15% e ainda a Agricultura e Pescas que se fixa perto dos 14%.
A Indústria apresenta uma taxa acima dos 12,6%, o setor dos Transportes fica-se pelos 11,3% e do Comércio aparece no último lugar da lista, com 11,1% do volume de negócios convertido em resultados líquidos.
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Comércio e Indústria são os principais setores
Juntos representam 81 das 158 empresas e cerca de dois terços do volume de negócios. No que toca à dimensão, a maioria são Pequenas Empresas
O Comércio é o principal setor da região entre as 158 PME Excelência do Oeste. As 41 empresas dedicadas a este setor faturaram mais de 246 milhões no último ano, com exportações acima dos 50 milhões de euros e resultados líquidos a rondar os 27,5 milhões de euros.
Com apenas menos uma empresa encontramos a Indústria, responsável por um volume de negócios acima dos 203 milhões de euros no último ano, com 25 milhões de euros de resultados líquidos. Em termos de EBITDA (os lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) apresenta um valor um pouco acima do Comércio, liderando o ranking.
Se, juntos representam mais de dois terços do total do volume de negócios, há diferença entre eles, como a dimensão das empresas. Se no Comércio há quase 80% Pequenas Empresas e apenas 5% Médias (com 17% Micro), na Indústria a divisão é de 70/30 entre Pequenas e Médias. Ou seja, há mais Médias Empresas na Indústria, sendo mesmo o setor com a percentagem mais alta neste indicador.
O terceiro setor mais representado em número de empresas é o do Turismo, com 26. No entanto, em termos de volume de negócios o pódio é fechado com a Agricultura e Pescas (quase 56 milhões de euros), que em número até aparece abaixo da Construção e Imobiliário, que seria terceiro se o indicador tido em conta fosse o da Exportação, com mais de 5,2 milhões de euros.
Já se o termo de comparação forem os resultados líquidos do último ano, então os Serviços (sexto em número de empresas, com apenas 12) são o terceiro, com 8,7 milhões de euros.
Uma curiosidade é que, apesar de liderarem o ranking, os dois setores dominantes perderam empresas face ao último ano. O Comércio tinha 67 e a Indústria 47. Já o setor do Turismo cresceu bastante este ano, com o dobro das empresas e do volume de negócios face ao ano transato. Outro setor que cresceu no ranking foi o da Agricultura e Pescas, que das sete passou a 16, com o volume de negócios a subir dos quase 16 milhões de euros para os 56 milhões de euros.Em termos de dimensão é também interessante perceber que o setor dos Transportes é o que apresenta menos Pequenas Empresas, com 50%, e também o que tem mais Micro Empresas, com 33%. A maior parte dos setores apresenta cerca de 75% de Pequenas Empresas entre o total.
Em relação ao último ano, há mais Pequenas e menos Médias Empresas no ranking, com as Micros a crescerem meio porcento para os sete.
Quanto ao volume de negócios, nas Médias Empresas da região neste ranking houve uma quebra acima dos 100 milhões de euros. No total das Micro e nas Pequenas Empresas registaram-se subidas de 5 milhões de euros. Nos resultados líquidos cenário semelhante, com subidas nas Micro e nas Pequenas e com descida nas Médias Empresas.
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PME de Excelência da região faturaram mais de 670 milhões de euros em 2024
Oeste tem menos empresas distinguidas do que no ano passado, mas grupo de empresas teve crescimentos assinaláveis
As PME Excelência assumem um papel central na dinâmica económica do Oeste, funcionando como um verdadeiro motor de crescimento, inovação e criação de emprego qualificado na região. São empresas que puxam pela produtividade, investem na modernização dos processos, abrem mercados externos e arrastam consigo cadeias de fornecedores e serviços locais, com impacto direto na riqueza gerada em cada concelho.
Em 2024, o Oeste contou com 158 PME Excelência, menos dez do que em 2023, mas com indicadores económicos robustos, o que revela uma rede empresarial mais compacta, mas globalmente mais eficiente. O volume de negócios agregado ascendeu a cerca de 670,5 milhões de euros, abaixo dos 773,3 milhões registados no ano anterior, mas com uma variação média ainda forte face a 2022, tal como sucedeu nas exportações. Em paralelo, os resultados líquidos e o EBITDA somaram, respetivamente, 86,9 e 130,9 milhões de euros, valores ligeiramente abaixo dos 95,7 e 137,6 milhões de 2023, mantendo, contudo, margens confortáveis e níveis de rentabilidade consistentes.
Apesar da redução do número de empresas distinguidas e de algum recuo nos agregados financeiros, os dados de 2024 sugerem que o estatuto PME Excelência continua a concentrar-se em negócios com níveis elevados de desempenho e de capacidade de geração de riqueza no Oeste. Concelhos como Torres Vedras, Alcobaça, Caldas da Rainha e Lourinhã mantêm um peso determinante, somando a maioria das empresas certificadas e a maior fatia do volume de negócios e das exportações. O comércio e a indústria seguem como os setores mais representados, tanto em número de empresas como em faturação, enquanto turismo, agricultura e pescas, construção e serviços consolidam um papel complementar, mas relevante para a diversificação da base económica regional.
As PME Excelência são empresas selecionadas pelo IAPMEI e Turismo de Portugal a partir do universo das PME Líder, com base em rácios económico‑financeiros exigentes, como resultados positivos, autonomia financeira robusta e crescimento consistente do volume de negócios e das exportações. Este selo funciona como um sinal de reputação no mercado, facilitando o acesso a financiamento em condições mais favoráveis, reforçando a confiança de clientes, fornecedores e bancos, e abrindo portas a novas parcerias e oportunidades de negócio. Para as empresas do Oeste, integrar este grupo distingue‑as como casos de referência no tecido empresarial regional, com impacto direto na sua capacidade de investimento, internacionalização e atração de talento.
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Take a Seat – Uma loja de cadeiras… únicas
Americana Sharin Yetman recupera cadeiras antigas e depois personaliza-as para serem únicas
Abriu recentemente no nº82 da Rua Alexandre Herculano, a chamada Rua do Jardim, nas Caldas, a Take a Seat. Esta loja é uma aposta da norte-americana Sharin Yetman, que está há quatro anos em Portugal e há dois nas Caldas.
Nesta nova loja, cujo nome em português sugere que nos sentemos, é possível encontrar… cadeiras. Mas não é uma loja de cadeiras convencional. Tratam-se de exemplares antigos, que são recuperados e depois pintados e personalizados para se tornarem em exemplares únicos. Esta norte-americana, já reformada depois de mais de 30 anos de trabalho na área Social, destaca “o estilo muito único” das suas cadeiras, até porque gosta “de cor e de juntar padrões para criar coisas exclusivas”.
As cadeiras vêm de casas, de hóteis e garagens, normalmente de quem já não as quer. Entre os exemplares que vemos há delas com mais de cem anos. Por exemplo, um dos casos que ocorre muito é quando jovens casais recuperam casas de família e querem colocar mobílias modernas.
Depois de virem de San Diego, na Califórnia para o Algarve, encontraram nas Caldas, “uma cidade que tem a dimensão ideal”, com a proximidade à Foz do Arelho e a Óbidos e “com pessoas amigáveis”. Além disso, fascinara-a a história da rainha e é uma amante de cerâmica.
A aposta em abrir esta loja, foi algo que considera natural.
Já fazia as cadeiras e conhecia este espaço, que era uma galeria e que sempre lhe tinha agradado. Até que um dia o viu vazio. “Não estava bem preparada, mas decidi avançar”, conta à Gazeta das Caldas. A grande vidraça, numa rua muito movimentada e rodeada com estabelecimentos comerciais que considera interessantes, são alguns dos atrativos deste espaço.
Na loja será ainda possível ver Sharin a pintar e a fazer alguns trabalhos ao vivo. Vende ainda objetos de madeira e roupa produzida pelo marido com alusão aos concelhos do Oeste, bem como pinturas de um autor local. Uma nota: Sharin adora cães, pelo que há cadeiras alusivas a cães e gatos.
A Take a Seat está aberta entre terças-feiras e sábados, das 10h00 às 17h00 e Sharin resume: “eu queria fazer algo que me desse alegria e estas cadeiras dão-me”.
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No 30º aniversário da ADEPE deram-se passos em obras para a região
Colocação de cais na Foz do Arelho e do centro Mar Oeste na Nau dos Corvos são exemplo
Uma nova plataforma flutuante, a cerca de 50 metros do local onde estava o antigo cais da Foz do Arelho (para o lado interior da Lagoa, do Nadadouro), foi um dos 16 projetos contemplados com fundos do FEAMPA (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura). Com um investimento a rondar os 86 mil euros, terá um apoio superior a 60 mil euros e prevê a melhoria da zona envolvente. O termo de aceitação foi assinado no 30º aniversário da ADEPE – Associação para o Desenvolvimento de Peniche, no dia 18 de dezembro, na ESTM.
“Não é um cais em betão”, referiu o presidente da Câmara, Vítor Marques, questionado pela Gazeta das Caldas, notando que será em materiais mais modernos, servirá especialmente a atividade lúdica.
Outro projeto aprovado foi o PenSaLo, da Câmara de Óbidos, com um investimento de mais de 61 mil euros e um apoio de 43 mil euros e, segundo o edil obidense, Filipe Daniel, este é um projeto desenvolvido em paralelo com o projeto CaSuLO, da Lagoa de Óbidos. O objetivo é “conhecer e ter um maior know-how em relação a um ecossistema extraordinário, que é a lagoa”. O autarca realçou a importância de ter dados. No projeto do Casulo, por exemplo, vão estudar as principais espécies em termos económicos e perceber as espécies em risco, como o cavalo-marinho. O PenSaLo será então uma continuação do CaSuLO.
Foram ainda aprovados vários projetos de Associações Humanitárias de Bombeiros, mas também de empresas (como a Frutos do Mar). Os municípios da Lourinhã e de Torres Vedras têm dois projetos cada e o de Peniche tem três, um dedicado ao percebe das Berlengas, um à renda de bilros e outro para o Laboratório do Mar, dedicado aos jovens. Os dois projetos âncora são o Blue Bridges, da Smart Ocean (137 mil euros de apoio) e o Centro Mar Oeste, cujo protocolo que permitirá a sua instalação no emblemático edifício da Nau dos Corvos (que será cedido pela Câmara), foi assinado. O protocolo estabelece os trabalhos preparatórios à cedência do património. Conforme explicou o presidente da Câmara de Peniche, Filipe Sales, a autarquia penichense irá investir 650 mil euros na recuperação do imóvel, que era uma fortificação, foi um posto semafórico para a segurança marítima, um salão de chá e, nos últimos anos, restaurante.
O presidente da ADEPE, Joaquim Pequicho, aproveitou o aniversário para recordar a história e evolução da associação, numa cerimónia na qual foram ainda homenageados os antigos presidentes e ainda Jorge Abrantes, que integrou todas as direções da associação).
Ao longo do tempo a ADEPE já realizou 120 cursos e certificou 3600 pessoas. Foram 138 projetos aprovados com 10,3 milhões de euros investidos (dos quais 8,5 milhões de euros com a ADEPE e 1,8 de Lourinhã e Torres Vedras). Desde 2024 receberam 57 candidaturas a fundos comunitários, com um investimento de 5,8 milhões de euros e um apoio público de 2,5 milhões de euros. Já foram aprovados 28, com um apoio de 1,8 milhões de euros, aos quais se juntam agora estes 16, que correspondem a mais de 1 milhão de euros de apoio, colocando a taxa de compromisso em 74%.
Dina Ferreira, da Autoridade de Gestão do Mar2030, disse que a ADEPE é o rosto vivo do programa na região. “O Mar2030 foi o único do Portugal2030 que reconheceu a importância do Desenvolvimento Local de Base Comunitária”, destacou, notando a importância da proximidade, algo que o secretário de Estado do Mar e das Pescas, Salvador Malheiro, também referiu. O governante destacou o potencial da região na economia azul e aproveitou ainda para realçar a criação do estatuto do Jovem Pescador, que pode não ter grandes benefícios palpáveis já, mas é um primeiro passo” para aumentar a atratividade do setor.
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Projetos desenvolvidos por investigadoras do Politécnico de Leiria distinguidos na 4.ª edição do Prémio Inovação Expo Fish Portugal
Os projetos ‘PROVA – Produtos inovadores de qualidade e valor acrescentado a partir da aquacultura sustentável de ouriços-do-mar’ e ‘FoodCycleIn’, desenvolvidos por investigadoras do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente do Politécnico de Leiria, unidade de investigação da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) de Peniche, estiveram em grande destaque na 4.ª edição do Prémio Inovação Expo Fish Portugal, ao serem distinguidos nas categorias ‘Pesca e Aquacultura Mais Sustentável’ e ‘Novos Produtos Alimentares do Mar’, respetivamente.
O projeto ‘PROVA’ – uma prova de conceito que visa o desenvolvimento e validação de um modelo de produção sustentável e comercialização de ovas de ouriço-do-mar – foi o grande vencedor na categoria ‘Pesca e Aquacultura Mais Sustentável’, destacando-se pela sua criatividade e impacto.
“As ovas de ouriço-do-mar são uma iguaria gastronómica apreciada em todo o mundo, nomeadamente nos mercados asiático, americano e europeu. No entanto, são um produto sazonal, de baixo rendimento, perecível e com ciclo de produção longo. Com base no conhecimento adquirido em projetos anteriores, nomeadamente o projeto Ouriceira AQUA, propomos a aquacultura sustentável como forma de refinar a qualidade das ovas de ouriços-do-mar, através da engorda de ouriços-do-mar em sistemas RAS. Adicionalmente, e para aumentar o rendimento do modelo de produção, propomos o desenvolvimento de produtos inovadores e de valor acrescentado a partir da ova e dos coprodutos gerados”, explica a investigadora responsável Sílvia Lourenço.
Por sua vez, o ‘FoodCycleIn’ – projeto de inovação alimentar sustentável que tem como objetivo reduzir o desperdício alimentar através da valorização de coprodutos e excedentes da indústria agroalimentar, transformando-os em novos produtos alimentares de elevado valor nutricional – recebeu uma menção honrosa na categoria ‘Novos Produtos Alimentares do Mar’.
O projeto assenta nos princípios da economia circular, promovendo a reintegração de recursos subaproveitados na cadeia alimentar. Foca-se no desenvolvimento de refeições prontas, snacks saudáveis e suplementos alimentares, integrando matérias-primas não convencionais, como coprodutos da transformação de pescado, excedentes agroindustriais e algas, incluindo recursos marinhos da costa portuguesa.
“O ‘FoodCycleIn’ pretende afirmar-se como uma referência nacional e internacional na economia circular alimentar, contribuindo para a redução do desperdício, para a promoção de hábitos alimentares mais sustentáveis e para a criação de valor económico, social e ambiental”, afirmam as investigadoras responsáveis Filipa Pinto e Sónia Barroso.
O Prémio Inovação Expo Fish Portugal tem como objetivo distinguir e apoiar projetos inovadores e diferenciadores no âmbito dos recursos alimentares marinhos, assim como no que concerne a soluções, novos equipamentos e serviços digitais para uma pesca e aquicultura mais sustentável.
O prémio é promovido no âmbito do Expo Fish Portugal, um evento que reforça a importância da nossa fileira do pescado e o compromisso nacional com a sustentabilidade, inovação e valorização dos recursos do mar.
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AM Confraria apresentou quatro novas marcas concessionadas
Foton, Omoda & Jaecoo e Aion vêm da China para conquistar o mercado europeu e incluem Portugal na primeira vaga
A AM Confraria reforçou o seu posicionamento no setor automóvel com a apresentação de quatro novas marcas chinesas, que passam a integrar o seu portefólio no distrito de Leiria. No portefólio da empresa entram quatro novas marcas que acompanham a atual ofensiva chinesa no mercado automóvel nacional e europeu, fortemente sustentada na eletrificação, mas também com soluções híbridas e térmicas adaptadas às exigências dos consumidores europeus.
A entrada da Foton, Omoda, Jaecoo e Aion marca um novo ciclo para o grupo que tem presença física nas Caldas da Rainha com a Leiribéria, a representante das marcas Seat e Cupra. A AM Confraria passa a representar estas marcas, já consolidadas no mercado interno chinês e que estão agora a afirmar-se de forma acelerada na Europa, aliadas a uma relação qualidade/preço competitiva e a elevados níveis de tecnologia.
Para Jaime Santos, administrador da AM Confraria, este é um passo estratégico alinhado com a evolução do setor. “Hoje damos mais um passo importante com a chegada das novas marcas, que nos permitem oferecer mais opções aos nossos clientes e acompanhar a evolução do mercado”, sublinhou, acrescentando que a empresa encara este reforço do portefólio “com grande entusiasmo”.
Começando pela Foton, trata-se de uma das maiores fabricantes mundiais de veículos comerciais e líder absoluta no mercado interno da China, sublinhou o diretor Fernando Martins, com uma gama que vai desde furgões a pequenos camiões a partir de 4,25 toneladas e pick-up, incluindo versões térmicas, elétricas e híbridas. A marca entra agora numa primeira vaga de expansão europeia, da qual Portugal faz parte, reforçando a aposta da AM Confraria também no segmento profissional.
Nos ligeiros de passageiros, Omoda e Jaecoo surgem como propostas diferenciadas no universo dos SUV, com forte aposta no design, conectividade e soluções multienergéticas. A Omoda posiciona-se com um conceito mais cosmopolita e tecnológico, direcionado para um público jovem e urbano, enquanto a Jaecoo assume um caráter mais robusto e versátil, conciliando utilização citadina com capacidade fora de estrada, mantendo um posicionamento premium associado à durabilidade.
A nova gama representada agora pela AM Confraria fica completa com a introdução da Aion, marca do grupo GAC, um dos maiores construtores chineses e um dos líderes mundiais na produção de veículos 100% elétricos. A Aion chega por agora com apenas um modelo, o Aion V, com argumentos fortes ao nível da autonomia, carregamento rápido, tecnologia a bordo e segurança, refletindo a maturidade que os fabricantes chineses atingiram no desenvolvimento de viaturas elétricas de nova geração. No entanto, há planos da marca para introduzir no nosso mercado mais algumas opções. O mesmo sucede com a Omoda e a Jaecoo, já a partir de 2026.
Jaime Santos destacou também a importância da parceria com o importador destas quatro marcas, que sustenta este crescimento. “Quero agradecer ao Grupo JAP a confiança que depositou em nós. Estamos muito motivados com este desafio e preparados para representar estas marcas com o rigor e a proximidade que nos caracterizam”, afirmou.
Com esta aposta, a AM Confraria reforça a sua posição num mercado em profunda transformação, alinhando-se com tendências globais de eletrificação e inovação tecnológica, ao mesmo tempo que amplia a oferta disponível para clientes particulares e empresas, num momento em que as marcas chinesas assumem um papel cada vez mais relevante no panorama automóvel europeu.
Além de Leiria, a AM Confraria tem a concessão para Coimbra e Anadia. Esta fase arranca com novos espaços em Leiria (Alto Vieiro), Coimbra (Eiras) e Anadia (CJR Motors), bem como presença pública na Nova Leiria – Jardins do Liz com uma zona de exposição e test-drives, durante o ano de 2026.
Jaime Santos, fundador e administrador da AM Confraria A Aion aposta em tecnologia A Foton apresenta-se na gama profissional































