Categoria: Sociedade

  • Debate sobre a crise no CCC

    No próximo dia 21 de Fevereiro vai realizar-se, no Caldas Caffé Concerto, no CCC, mais um encontro “21 às 21”, organizado pela Associação Movimento Viver o Concelho, subordinado ao tema “Cidadania Participativa – Cidadãos em Movimento” e que contará com a presença de Pedro Marques, vereador da Câmara Municipal de Tomar (eleito pelo Movimento Independente por Tomar”.
    A Associação Movimento Viver o Concelho quer contribuir, através dos meios de intervenção cívica, para o aprofundamento da democracia participativa.

    N.N.

  • Professores beneditenses juntam adultos e crianças para “brincar” à Matemática

    Professores beneditenses juntam adultos e crianças para “brincar” à Matemática

    notícias das Caldas
    Entre jogos e brincadeiras, pais e alunos aprenderam que a Matemática pode ser divertida e que faz parte do nosso dia-a-dia

    Os professores do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Frei António Brandão, que junta as escolas das freguesias de Benedita, Turquel e Vimeiro, estão empenhados em que pais e encarregados de educação tenham um papel activo na aprendizagem da Matemática por parte dos alunos. Por isso estão a levar a cabo aquilo a que chamaram de “Fim de Tarde com a Matemática”, em que adultos e crianças são convidados a participar numa série de desafios e brincadeiras.
    Na tarde do passado dia 2 de Fevereiro a iniciativa passou pela Escola Básica do 1º Ciclo com Jardim-de-Infância da Ribafria, onde estiveram dezenas de pais e crianças não só da escola anfitriã, mas também dos estabelecimentos de ensino das localidades de Azambujeira, Frei Domingos e Ninho de Águia. Em duas salas de aula, multiplicavam-se os jogos para fazer pensar miúdos e graúdos, para lhes mostrar que a Matemática está presente em muito do que fazemos no dia-a-dia e que pode ser muito divertida.
    De um grande Jogo da Glória em que os participantes tinham que resolver alguns problemas, a uma pescaria em que o objectivo era recolher os peixes que valiam mais pontos, passando pelo tangram, pelo geoplano, pela construção de figuras com diversos blocos geométricos e até pelo tradicional dominó, muitas foram as propostas que levaram os pais de volta às carteiras das salas de aula e proporcionaram algumas horas de divertimento e aprendizagem aos mais novos.
    A iniciativa, que já passou por Turquel, faz parte de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas da Benedita desde 1990, muito antes dos novos programas de Matemática entrarem em vigor. A este fim de tarde juntam-se actividades como o Problema da Semana e o Problema do Mês, que os alunos levam para casa para resolverem com os pais, ou a Semana da Matemática realizada no ano passado.
    “O que nós queremos é que os meninos gostem de Matemática, e para que isso aconteça, os pais também têm que estar envolvidos”, explicou à Gazeta das Caldas o professor António Luís, que promove estas iniciativas a par com a professora Glória Serrazina, e as já aposentadas Fátima Bártolo e Natália Serrazina. E acrescenta que estes fins de tarde são uma boa oportunidade de “ajudar os pais a perceberem o que os meninos fazem na escola”.
    “É giro pôr os pais a pensar”, adianta Glória Serrazina, dizendo ainda que “muitas vezes os pais dizem que não percebem nada desta matemática de agora, mas que, com o tempo e fazendo as actividades, os pais vão ficando sensibilizados”.
    Além disso, numa comunidade escolar onde recentemente cerca de metade do grupo docente mudou, as actividades de Matemática servem ainda para “motivar os professores”. Um trabalho que se faz também com a oficina de formação que o Agrupamento de Escolas está a levar a cabo e na qual participam 21 docentes. E tanto os promotores como os professores das diversas turmas dão o seu tempo pessoal, e não o tempo de escola, para que as actividades possam acontecer.
    Depois da Ribafria, o “Fim de Tarde com a Matemática” vai passar pelo Vimeiro, no próximo mês de Março, e estará na Benedita em Maio. Tudo porque “a atitude e interesse dos pais influenciará fortemente as atitudes e interesses da criança em relação à sua aprendizagem”, defendem os professores. O certo é que no final da tarde do passado dia 2, muitas eram as crianças que não queriam parar de “brincar” à Matemática.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • PCP apresenta requerimento na AR sobre Saúde no Bombarral

    O deputado do PCP Bruno Dias apresentou na Assembleia da República um requerimento dirigido ao Ministério da Saúde onde questiona a tutela sobre as questões tinham sido colocadas recentemente numa reunião pública sobre o Centro de Saúde do Bombarral.
    A 30 de Janeiro cerca de três centenas de bombarralenses concentraram-se no anfiteatro do Bombarral para uma reunião convocado pela recém-criada Comissão de Utentes do Centro de Saúde local, no qual foi aprovada uma moção sobre os problemas de saúde no concelho.
    As mesmas questões da moção foram apresentadas a 4 de Fevereiro pelo deputado comunista.
    Bruno Dias pergunta primeiro se está prevista a reabertura da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados do Bombarral  aos sábados, domingos e feriados no mesmo horário que no resto dos dias da semana (até às 20h00).
    O deputado quer ainda saber se está prevista a contratação de mais médicos para aquela unidade de saúde, tendo em conta o pedido para a aposentação de seis dos oito médicos actualmente ao serviço.
    No requerimento apresentado é ainda questionado se está prevista a reorganização dos serviços administrativos desta unidade e se irá ser reaberta a extensão de saúde da freguesia do Pó.

    P.A.

  • Ocorrências Policiais – Incêndio em habitação ilegal causa morte por intoxicação a três pessoas

    Ocorrências Policiais – Incêndio em habitação ilegal causa morte por intoxicação a três pessoas

    notícias das Caldas
    Pormenor da janela da divisão onde aconteceu o fogo

    Um incêndio num prédio na rua de Camões, na madrugada de 7 de Fevereiro, causou a morte de três pessoas, devido ao fumo. A ocorrência  revelou a existência de uma série de pequenas divisões que estavam arrendadas num dos andares e nas águas furtadas transformadas ilegalmente para habitação.
    O fogo começou numa divisão do 1º andar ocupada por Diana Kabanchuk, uma cidadã ucraniana de 32 anos que era inquilina do proprietário do prédio, António José Monteiro Duarte.
    A mulher estaria a ver um filme e tinha uma vela acesa que causou o incêndio. “A vela caiu para o sofá enquanto eu estava a ver um filme e como era tudo material em plástico e esponja o fogo propagou-se muito rapidamente”, contou Diana Kabanchuk à porta do tribunal das Caldas, na terça-feira passada, onde foi ouvida num primeiro interrogatório judicial, depois de ter sido detida pela Polícia Judiciária por suspeita de crime de incêndio e homicídio negligente.
    Ainda com marcas na cara e na mão por causa do incêndio, Diana Kabanchuk falou aos jornalistas visivelmente abalada ainda com os acontecimentos, depois de ter sido constituída arguida e saído em liberdade com termo de identidade e residência.
    A cidadã ucraniana, que diz ser casada com um português, embora esteja há pouco tempo em Portugal, explicou que começou por mandar água para o fogo e chamou pela vizinha. Embora existissem extintores no local, ninguém na altura se lembrou de os utilizar. Os quartos tinham também detectores de incêndios que não funcionaram.
    Diana Kabanchuk queixa-se de que o socorro demorou muito a chegar, mas o comandante dos bombeiros voluntários das Caldas, José António Silva, garantiu à Gazeta das Caldas que esta corporação recebeu o alerta para o incêndio às 4:52 e três minutos depois estavam no local.
    Os moradores dizem que o proprietário, alertado por telefone, foi até mais rápido a chegar e fez tudo o que pôde para salvar quem habitava naquele espaço.
    Poderá estar em causa o tempo que demorou entre a chamada para o 112 e o alerta do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) para accionar os bombeiros das Caldas. “Há aqui algumas questões que têm de ser apuradas, porque nós demorámos três minutos a chegar”, salientou José António Silva.


    Família morreu por causa do fumo

    Apesar do fogo ter tido início por causa de uma vela numa das habitações no primeiro andar, foi nas águas-furtadas no piso superior que habitavam as vítimas mortais.
    Uma mulher de 40 anos, um homem de 50 anos e o seu filho, de 19 anos, acabaram por morrer  devido à inalação de fumo proveniente do fogo.
    O prédio, onde funciona também um bar no rés-do-chão do lado da Rua de Camões, e o Recreio Club (clube de inverno), rés-do-chão do lado da Travessa da Piedade, por onde tinha a entrada para os moradores. O primeiro andar tinha várias divisões, mas há alguns anos foram feitas obras para criar mais quartos nas águas-furtadas, com acesso por uma escada em caracol.
    “Deparámo-nos com uma dependência deste prédio no primeiro andar que estava a arder, mas onde não estava ninguém, e quando subimos as escadas em caracol para as águas-furtadas deparámo-nos com uma família já em paragem cardíaca”, explicou o comandante dos bombeiros. No local estiveram 22 bombeiros e oito viaturas da corporação caldense, sendo que o fogo em si ficou circunscrito ao local onde começou e que ficou totalmente destruído.
    Ficaram também feridas sete pessoas, duas das quais foram assistidas no local e outras cinco transportadas para o hospital das Caldas da Rainha. A mãe de uma das moradoras, que não se quis identificar, contou que os sobreviventes conseguiram escapar pelo telhado ou descendo as escadas. Uma das residentes que saltou para o prédio contíguo, pela rua da Amargura, partiu um pé.
    O proprietário do prédio, que foi chamado por um dos inquilinos e ajudou a evacuar os residentes, foi transportado para a Unidade de Queimados do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido às queimaduras numa mão, tendo voltado para casa no mesmo dia.
    Segundo Sene Quenade, um dos moradores do prédio, só pelo facto de conhecer bem o prédio é que conseguiu fugir pelas escadas, porque estava muito fumo. Quem estava nas águas-furtadas é que teve mais dificuldade em sair, por causa das escadas em caracol.
    “Moravam aqui pessoas de várias nacionalidades, mas eu não conhecia ninguém”, referiu, adiantando que as divisões alugadas tinham condições de habitabilidade. “Mas eu também escolhi ficar a morar no primeiro andar porque achei que na parte de cima não era bom ficar”, disse.

    Casal estava separado e voltara a juntar-se na mesma casa há duas semanas

    O casal que faleceu estaria separado há alguns anos, mas recentemente Maria Costa terá voltado a morar com João Monteiro.
    Um amigo das vítimas, João Barbosa, garantiu à Gazeta das Caldas que Maria Costa tinha pedido ao pai dos seus filhos que a deixasse ficar naquela “casa” durante algum tempo. “Ainda ontem à noite estive lá com o João e quando soube da notícia hoje à hora do almoço até fiquei em choque”, contou.
    “Era uma jóia de rapaz, ajudava toda a gente”, contou. João Monteiro seria utente e voluntário da associação Volta a Casa. “Ele todos os dias ia buscar pão para dar aos sem-abrigo”, adiantou o seu amigo.
    Um dia antes Maria Costa também tinha estado à conversa com uma vizinha, Maria Raposo, a quem contou a intenção de emigrar para França para conseguir um emprego melhor, porque em Portugal fazia limpezas. “Ela também me disse que ia visitar a filha, que está numa instituição em Leiria”, referiu a vizinha.
    No momento do incêndio Maria Raposo ouviu muitos gritos e quando foi à janela já viu os bombeiros e a polícia. “Nesta rua ouvem-se muitas brigas, por isso a princípio nem liguei muito”, comentou. Na altura estava longe de saber que conhecia as vítimas mortais.
    João Monteiro trabalhava há cerca de 20 anos numa estufa de flores e o filho era diabético. José Araújo, outro dos amigos de João Monteiro que o nosso jornal entrevistou, lembra-se que o filho de João Monteiro, devido à sua doença, costumava desmaiar e ter que ser transportado para o hospital de urgência.
    “Eu já tinha ido lá acima e aquilo tinha poucas condições. Mal se entrava estava cama do miúdo, depois a cozinha e ao fundo a casa-de-banho e o quarto do pai”, referiu ainda José Araújo.
    Segundo Diana Kabanchuk a sua casa tinha todas as condições para viver, incluindo água e luz, utilizando apenas a vela porque gosta da sua luz.

    Habitações arrendadas ilegalmente e obras feitas à revelia

    Em 1999 o proprietário do prédio, António José Monteiro Duarte, apresentou um projecto na Câmara das Caldas para obras de renovação, na versão do Presidente da Câmara, Fernando Costa, e pediu uma licença de construção para escritórios no primeiro andar.
    No entanto, desde essa altura, nunca chegou sequer a ser pedida uma licença de utilização para utilização desses escritórios. Ao contrário do que referiu no pedido inicial na Câmara, o proprietário acabou por utilizar o edifício para alugar como habitação.
    “O primeiro andar está exactamente como está no projecto. Os funcionários da Câmara foram ao local e o projecto está exactamente como foi aprovado”, referiu Fernando Costa, adiantando que foi feito um acrescento nas águas-furtadas que não estava previsto.
    Na fachada do edifício, do lado da travessa Piedade, está colocada uma placa com a identificação do construtor, Abílio Mendes, e do projectista, Nelson Oliveira, e a data: 20 de Agosto de 1999.
    “O proprietário, por parte da Câmara e das instâncias judiciárias, tem de ser chamado à responsabilidade para uma violação grave de algumas normas de segurança”, comentou o presidente da Câmara das Caldas, para os órgãos de informação, especialmente as televisões que acorreram ao local com directos, apesar de salientar que o António Monteiro Duarte foi muito diligente quando lhe pediram socorro na madrugada  em que houve o fogo e teve o cuidado de instalar antecipadamente um sistema de detecção de incêndios (que não funcionou).
    O deputado municipal Fernando Rocha (Bloco de Esquerda) já apresentou um requerimento para saber se será “ordenado um rigoroso e célere inquérito para o apuramento de todas as diversas responsabilidades”.
    Fernando Rocha também não percebe porque é que se houve um pedido para início de obra “a Câmara, como era seu direito e obrigação, não procedeu a uma vistoria final”.
    Instado sobre as obrigações das autarquias nestas questões, o presidente da Câmara das Caldas alega que a lei diz “que basta o proprietário requerer a licença de utilização e juntar um termo de responsabilidade do técnico, para a autarquia ter 10 dias para a conceder”, sem que seja necessária qualquer vistoria.
    Na opinião do autarquia, esta lei, de 1999, deveria ser alterada porque faz da atribuição destas licenças de utilização um processo automático, perante o termo de responsabilidade de um técnico. “Hoje os municípios praticamente não intervêm na fiscalização de um processo construtivo. Tudo isso é deixado ao construtor e aos técnicos. E sabemos que há técnicos e construtores que nem sempre respeitam a legalidade”, afirmou Fernando Costa.
    Questionado pela Gazeta das Caldas sobre é normal que, quase 10 anos depois de ter sido requerida uma licença de construção, a Câmara não tenha recebido o pedido para a licença de utilização, Fernando Costa respondeu que isso acontece muitas vezes. “A licença de ocupação normalmente é pedida para fazer contratos de arrendamento ou de venda”, afirmou.
    A licença de utilização também é pedida para os contratos da EDP ou de abastecimento de água. Em relação à EDP Fernando Costa não soube responder, mas quanto ao contador de água “como era um prédio muito antigo e as obras eram de ampliação, nas Finanças mantiveram o prédio com o mesmo artigo inicial” e foi com base nisso que lhes foi fornecido o contrato para a água.

    Vereadores do PS querem apoio aos carenciados que alugam estes espaços sem condições

    Também os vereadores do PS caldense se pronunciaram através de um comunicado no qual apresentam às famílias das vítimas as suas condolências e informam que pediram logo em reunião de Câmara esclarecimentos sobre esta situação.
    “Verifica-se que existiu por parte de privados uma situação de aproveitamento ilegal de um espaço que não dispunha de licença de utilização e onde foram realizadas obras à margem da lei e que, de acordo com os técnicos, terão amplificado os contornos trágicos deste incêndio”, referem os vereadores Delfim Azevedo e Rui Correia. Isto porque uma janela partida no telhado “fez de chaminé do incêndio”.
    Os socialistas querem que os serviços de acção social da autarquia actuem no sentido apoiar quem habita “espaços ilegais sem condições minímas”.
    Os vereadores já tinham anteriormente proposto a criação de um fundo de emergência social para dar apoio “às famílias que conjunturalmente atravessam dificuldades financeiras”.
    No próprio dia, José Antonio Silva, que acumula o cargo de comandante de bombeiros e delegado municipal da Protecção Civil, fez uma vistoria ao local do incêndio. “Sem dúvida que aquilo não tinha condições de habitabilidade”, comentou o responsável ao nosso jornal. Todos os moradores do prédio abandonaram o local por iniciativa própria e já não quiseram voltar. “Ainda perguntámos se queriam ajuda, mas disseram-nos que tinham quem lhes desse apoio”, referiu José António Silva.
    A Gazeta das Caldas tentou entrar em contacto com António José Monteiro Duarte directamente em sua casa, mas não foi possível obter quaisquer declarações.
    O presidente da Câmara falou com o empresário, que é também o proprietário da antiga pensão Parque, na noite de segunda-feira. “Ele tinha acabado de chegar do hospital e disse-me que estava muito abalado”, relatou Fernando Costa.
    Segundo o edil caldense, Monteiro Duarte queixou-se do tempo que a sua inquilina demorou a avisar os vizinhos e do tempo que passou até que os bombeiros chegassem. “Parece que foi ele quem ajudou a salvar alguns dos moradores”, disse Fernando Costa.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • The English Centre com 100 por cento de positivas

    À semelhança de anos anteriores, todos os alunos da escola caldense The English Centre, que realizaram exames de espanhol e de inglês, em Dezembro, tiveram classificação positiva. Os alunos que completam os exames vêm os seus diplomas reconhecidos em Portugal e no estrangeiro.
    A terminar o ano, a escola realizou também um inquérito sobre a imagem que os alunos têm do seu ensino, tendo obtido um total de 100% de respostas positivas à pergunta “recomendaria esta escola?”. Sessenta por cento dos inquiridos considerou a qualidade de ensino boa, e 38% excelente.

    A.E.S.

  • Pulseiras Telealarme disponíveis para seniores alcobacenses

    Quando em 2008 o projecto Causa Maior levou as primeiras pulseiras telealarme até Alcobaça, não foi preciso muito para que utentes e familiares se apercebessem das vantagens do sistema que disponibiliza aos mais velhos um atendimento permanente.
    Agora, o projecto que junta o hipermercado Modelo e a Cruz Vermelha Portuguesa dotou a autarquia de mais dois equipamentos.
    Assente num sistema inovador de comunicação, o telealarme permite àqueles que estão mais isolados, ou cujo avançar da idade os deixa mais vulneráveis, um contacto directo com o serviço de emergência da Cruz Vermelha, disponível durante todo o dia. E para isso basta accionar o botão de alarme do telefone especial colocado no domicílio do idoso, ou o botão da pulseira.
    O objectivo é melhorar a qualidade de vida, a segurança e a auto-estima dos mais velhos, permitindo ainda uma resposta mais rápida no caso de algum problema de saúde súbito. E para isso concorre também a deslocação regular de uma equipa de voluntários ao domicílio dos beneficiários.
    Para usufruir deste serviço é necessário ter mais de 65 anos e a prioridade será dada às pessoas isoladas física e socialmente, com alguma dependência e que tenham linha telefónica em casa.
    A selecção dos beneficiários é feita pelo serviço de Acção Social da autarquia alcobacense, cujos interessados devem contactar através do número 800086060. A Câmara Municipal garante a instalação gratuita do serviço e ao longo de dois anos o beneficiário terá apenas que pagar uma mensalidade de 5,50 euros.

    J.F.

  • Cadaval tem nova estrutura dos serviços municipais

    Os serviços municipais do Cadaval foram reestruturados de forma a melhorar o seu desempenho e aumentar a satisfação dos munícipes.
    Segundo uma nota de imprensa da Câmara, no intuito de melhorar o desempenho organizacional e a qualidade do serviço prestado, entrou em vigor, há cerca de um mês, o novo regulamento da organização dos serviços municipais, bem como a sua nova estrutura orgânica flexível.
    Entre outros aspectos, a reestruturação passa pela diminuição das estruturas e níveis decisórios, “evitando a dispersão de funções ou competências por pequenas unidades orgânicas”.
    Com base na reestruturação, os serviços municipais passaram a estar organizados em seis unidades orgânicas flexíveis e um serviço de apoio e assessoria ao executivo.
    O Serviço de Apoio e Assessoria ao Executivo integra o Gabinete de Apoio à Presidência, o Serviço de Comunicação e Relações Públicas, o Serviço de Informática, o Serviço Municipal de Protecção Civil, o Gabinete de Assessoria Jurídica e o Serviço de Fiscalização Sanitária.
    Por fim, as seis unidades orgânicas flexíveis são: Divisão Administrativa e Financeira; Divisão de Planeamento Estratégico e Recursos Humanos; Divisão de Urbanismo e Ordenamento do Território; Divisão de Obras Municipais; Divisão de Serviços Urbanos, Ambiente e Energias; Divisão de Educação, Intervenção Social e Turismo.

    P.A.

  • Cavalos recolhidos junto ao Arelho ainda não foram entregues

    Os 15 cavalos que a Câmara de Óbidos mandou recolher da via pública (1 no dia 28 e 14 no dia 31 de Janeiro), junto ao Arelho, ainda não foram entregues. Entretanto, no dia 7 de Fevereiro foi lançado um edital a dar conhecimento da recolha dos animais “encontrados a deambular na via pública”, que serão entregues a quem provar ser seu detentor, no prazo de oito dias.
    O proprietário, além de ter que fazer prova da titularidade, deverá pagar as despesas de manutenção dos mesmos e garantir condições adequadas para o alojamento e manejo dos animais.  Estas condições pretendem garantir que os cavalos não voltem a fugir e provocar estragos nos campos agrícolas, como antes já haviam feito.
    “Há um conjunto de proprietários que se tem vindo a queixar com danos nas culturas por causa dos cavalos andarem à solta”, disse o vereador Humberto Marques, acrescentando que, inclusive, já receberam um abaixo-assinado, subscrito por mais de 50 pessoas nesse sentido.
    Passado o tempo estipulado no edital, que termina na próxima terça-feira, a Câmara poderá alienar os animais. Na passada terça-feira ainda ninguém tinha reclamado formalmente a propriedade dos animais, mas “verbalmente já houve várias pessoas a reclamá-los”, disse o vereador, que espera que os donos os vão buscar.

    F.F.

  • Educação sexual em debate no pólo da Católica

    A Associação Cultural e Desportiva Sirius vai realizar no dia 25 de Fevereiro, pelas 21h15, no auditório do pólo caldense da Universidade Católica, uma conferência subordinada ao tema “Educação sexual: uma tarefa de quem?”.
    A iniciativa terá como oradora Susana Farinha, que irá abordar a educação sexual na família versus a educação sexual na escola. A entrada é livre.

    F.F.

  • Apoio estatal a lar de A-dos-Francos chega com dois anos de atraso

    Apoio estatal a lar de A-dos-Francos chega com dois anos de atraso

    notícias das Caldas
    O lar, inaugurado em 2009, conta actualmente com 33 utentes

    Dois anos depois de prometido, eis que chegou o apoio do Ministério do Trabalho e Segurança Social para a Casa do Povo de A-dos-Francos. Esta atribuição surge na sequência de um requerimento feito em finais de Janeiro pela deputada caldense, Maria da Conceição Pereira, onde questiona a razão para este atraso.
    O lar, que conta actualmente com 33 utentes, foi inaugurado a 10 de Maio de 2009 e custou cerca de 750 mil euros, tendo a obra sido suportada pela Câmara das Caldas da Rainha, Junta de Freguesia de A-dos-Francos e a própria Instituição.
    Nessa altura o Centro Distrital de Segurança Social de Leiria assumiu o compromisso de comparticipar com uma verba para aquisição de equipamento, que foi confirmada pelo despacho do então ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, com a atribuição de um subsídio de 60 mil euros.
    No documento enviado ao governo, Maria da Conceição Pereira refere que a documentação necessária foi entregue junto dos serviços em Leiria e adverte que, de acordo com o despacho, a utilização do montante concedido tem uma “validade de 24 meses, findo o qual este se extingue, salvo solicitação fundamentada”.
    Também o nosso jornal questionou, no dia 4 de Fevereiro, o Ministério do Trabalho e Segurança Social, tendo recebido uma comunicação na passada terça-feira a dizer que a transferência para o lar de A-dos-Francos tinha sido entretanto efectuada.

    F.F.

  • Memórias da Escola Primária da Ribafria  recuperadas em exposição

    Memórias da Escola Primária da Ribafria recuperadas em exposição

    notícias das Caldas
    Na exposição recria-se uma sala antiga, onde não falta o globo terrestre, o quadro de giz ou as carteiras que a escola teve ao longo dos anos

    Durante muitos anos, as crianças da Ribafria, freguesia da Benedita, frequentaram as aulas da Escola Primária separadas. Os meninos num edifício há muito desaparecido, no local onde hoje se encontra o Centro Recreativo Popular; as meninas no “palheirão”, hoje resumido a ruínas, no Algarão.
    No ano lectivo de 1973/74 as crianças passaram a frequentar aulas mistas, antecipando a mudança para a escola nova, o edifício que ainda hoje se mantêm e que começou a funcionar em Janeiro de 1976.
    Desde então, e já com o estabelecimento a funcionar noutro edifício, muitos foram os meninos e meninas que ali aprenderam o Bê-á-bá, crianças que entretanto se fizeram homens e mulheres e que hoje regressam à escola com os filhos pela mão. O mesmo se passa com o Jardim-de-Infância da Ribafria, que durante anos funcionou na Casa da Criança e que agora dispõe de instalações recentes, junto à escola do 1º ciclo.
    A história das duas escolas foi agora recuperada numa exposição patente no Centro Recreativo Popular (CRP), na Ribafria. Uma mostra onde se podem ver as antigas carteiras da escola, os manuais escolares e os cadernos que durante anos estiveram guardados, os sólidos geométricos, as medidas, o duplicador usado antes das fotocopiadores, o mapa de Portugal onde as crianças apontavam os rios e os sistemas montanhosos, e muitas, muitas fotografias que testemunham as vivências de duas escolas por onde passaram centenas de crianças. Materiais recolhidos junto dos que ali estudaram e dos antigos professores, alguns já aposentados.
    Ao mesmo tempo, recupera-se também a história do CRP. Lembram-se os tempos da construção do edifício, as actividades desportivas que ali se realizaram, a presença dos atletas do clube em diversos locais do país. Memórias de uma colectividade que esteve sempre muito ligada à escola local, cedendo o espaço para a prática do desporto escolar e das tradicionais festas de Natal, que ainda se realizam ali.
    A exposição está integrada no Projecto de Actividades Articuladas da escola, este ano dedicado “À Descoberta do Património Local”. O que se pretende é “dar a conhecer às nossas crianças como eram as vivências e tradições dos seus pais e avós” no tempo em que estes eram crianças, bem como “preservar e valorizar a memória e o respeito pelo passado, no sentido de reconstruir a sua identidade”, explica a educadora de infância Trindade Carmo Ferreira.
    A educadora salienta ainda que “nesta atitude de partilha de experiências as nossas crianças irão perceber, comparar, experienciar e preservar memórias assadas, para assim poderem transmiti-las no futuro”. A mostra é, por isso mesmo, algo que “a todos orgulha e engrandece a nossa identidade e recordações”, considera a responsável.
    Inaugurada em vésperas da quadra natalícia, a exposição pode ser visitada aos domingos, até 27 de Fevereiro, das 14h00 às 17h00 no 2º piso do CRP.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Como transformar o conflito em oportunidade nas escolas?

    Numa altura em que tanto se fala da agressividade e violência nas escolas, o Projecto “Mais Participação, Mais Cidadania, Mais Desenvolvimento”, o Contrato Local de Desenvolvimento Social dos concelhos de Alcobaça e da Nazaré, e a Escola Profissional da Nazaré, juntaram-se para levar a cabo uma acção de sensibilização sobre como “Transformar o Conflito em Oportunidade”.
    Destinada a professores, assistentes operacionais e outros técnicos da escola, a acção conta com a presença da Isabel Oliveira, formadora em Mediação Escolar, mediadora de conflitos em Julgado de Paz e Sistema de Mediação Laboral e coordenadora científica da Associação Consensus.
    Pretende-se sensibilizar os participantes para a importância da mediação nas escolas e para o seu papel na diminuição de conflitos, agressões e outros comportamentos desviantes, seja na sala de aula, seja no recreio.
    A acção de sensibilização vai realizar-se a 17 de Fevereiro, quinta-feira, no auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré e a entrada é livre. Os interessados em participar devem, no entanto, confirmar a sua presença ainda durante o dia de hoje (11 de Fevereiro), podendo fazê-lo para os números de tel. 262182107 ou 912464810, bem como através de e-mail para gap1@epnazare.eu ou geral@clds.projectomais.com.

    J.F.

  • O que eu sei sobre speeds e cocaína

    O projecto Gerações K – prevenção do consumo de substâncias psicoactivas, continua, durante o mês de Fevereiro, com a unidade móvel na Praça 5 de Outubro. Integrado na iniciativa “Copos, quem decide és tu!” irá realizar-se, no próximo dia 12, o jogo “O que eu sei sobre…” substâncias como o speed e cocaína.
    No dia 19 de Fevereiro serão realizadas actividades lúdico-pedagógicas e a 26 haverá animação de rua, com performances teatrais.
    Esta iniciativa é uma parceria entre a Cruz Vermelha Portuguesa e o Instituto da Droga e da Toxicodependência, que visa sensibilizar para as consequências do consumo abusivo de bebidas alcoólicas entre os jovens dos 14 aos 20 anos.

    F.F.

  • FUL CO AAKHA MA FUHLI SANSAR, KADA CO AAKHA MA KADI SANSAR.

    FUL CO AAKHA MA FUHLI SANSAR, KADA CO AAKHA MA KADI SANSAR.

    Tradução: Aos olhos da flor, o mundo é uma flor. Aos olhos do o espinho, o mundo é um espinho. (Canção Nepalesa)

    notícias das CaldasRecordo a primeira vez que cheguei a Kathmandu e lembro-me do movimento caótico, das cores, dos ruídos, tudo misturado num turbilhão inesquecível de sensações. Em 2009 com o apoio da Clínica Dentária do Montepio, estivemos no Nepal para uma série de formações na área da saúde oral. O projecto da Fundação Budi Bangara é aliciante pois não se dedica apenas a intervir pontualmente num determinado lugar e numa determinada acção. O que fazemos na fundação é criar projectos com raízes. Aliás, essa foi sempre a vontade do professor Ron Knevel, da Universidade de La Trobe, em Bendigo (Austrália). Ron iniciou este projecto há sete anos sempre com a intenção principal de criar um conjunto de estruturas académicas no Nepal que fossem, por si só, o garante de que todo o trabalho implementado na Promoção da Saúde Oral tivesse bases para continuar sem a ajuda monetária do exterior.
    Esta é a prova que, quando se acredita em algo, as coisas acontecem. Sete anos depois existe uma faculdade que ministra a licenciatura em higiene oral e é responsável por uma série de projectos e outras escolas de formação espalhadas por todo o Nepal.
    Quando nos aproximávamos do Disable Rehabilitation Center (DRC) algo nos preocupava. À nossa volta a terra era castanha, seca, algum gado magro e uma estrada poeirenta e esburacada teimava em não terminar. A vista do Centro deixou-nos preocupados, várias casas, rodeavam o edifício principal, janelas abertas, um muro de pedra decorado por roupa colorida, que secava entre o pó e o sol. Veio-nos à memória os filmes baseados em livros de Charles Dickens, os meninos descalços e miseráveis, a pobreza imensa. Todas essas memórias desapareceram quando o portão se abriu. De repente, dezenas de sorrisos nos cercaram, Robi jogava a bola para o ar e corria mais depressa que a sua única perna; Miri, invisual distribuía abraços e orgulhosamente colocava-nos um lenço bege de seda, representado as boas-vindas e a amizade dum povo que sabe agradecer.
    Os dias no orfanato passaram a correr. Falámos de saúde oral, descobrimos que estes meninos e meninas acordam às 5 da manhã para estudar, comem o pequeno almoço às 6 e meia e depois às 7 vão para a escola. Pelo meio, lavam as mãos, a cara e, claro, os dentes.
    Sentado no muro de cimento, olhava para as casa de banho ou para algo que se denominava casa de banho e imaginava a quantidade de vezes que ouvi, em Portugal, os responsáveis das escolas dizerem que não podem executar a escovagem dos dentes porque não têm condições. Provavelmente, não sabem o que é não ter condições. Aqui, escovar os dentes é tão importante como ir ao médico, é tão importante que acontece todos os dias e o mais espantoso, para além do esforço dos vários tutores, é a naturalidade que as crianças o fazem. Ramé, o professor responsável pelo orfanato dizia-me que  tem de haver tempo e disponibilidade para prevenir a doença, porque dinheiro e médicos para a tratar é que eles não têm. É algo tão lógico que só não vê quem não quer.
    Binh tinha 10 anos, falava Inglês com orgulho e jogava Badminton como um profissional. Quando nos despedimos perguntou-me se voltaríamos. “Cllaro”, disse eu, “para a semana os alunos vão começar o programa com vocês! “Great” disse ele e afastou-se dizendo adeus e sorrindo. Binh é como todas as crianças do mundo – está feliz quando brinca.
    O projecto que a Clínica Dentária do Montepio levou até Kathmandu tem muito a ver com o brincar e com o aprender. Jogámos Badmington e com isso falámos de saúde oral. Jogámos Badmington e com isso escovámos os dentes. Misturámos conceitos para criar relações, para criar laços e vontades de aprender que a saúde oral é importante em todos os momentos do dia, até para jogar Badmington. Já tenho saudades de Bihn e dos seus amigos.
    Nos últimos dias viajámos até Pokhara, uma cidade mais a norte, na base dos Himalaias. É espantoso ver como em sete anos se conseguiram abrir duas escolas e vários centros de educação de saúde oral para agentes comunitários. Acho que é o exemplo de que quando existe uma boa gestão de recursos, tudo é possível. A escola é o orgulho para quem começou a formar higienistas orais há sete anos, num pequeno prédio sem condições, com muito frio ou muito calor. Achou-se que faria sentido formar higienistas orais, mais do que dentistas, pois o que o pais necessitava era de criar condições para aumentar os níveis de cultura de saúde oral. As escolas de medicina dentária já existiam e são suficientes.  Para além dos Nepaleses, existem os médicos dentistas que vêm da Índia e os ilegais que existem às centenas por todo o país. Embora, neste caso, o governo Nepalês tem estado a fazer um esforço para regular as profissões da saúde.
    Este pólo da faculdade é um sucesso. Quarenta alunos por ano e, como já disse, um conjunto de infra-estruturas que já nada têm a ver com as que existiam em 2004. Os alunos contaram-nos histórias de sucesso e insucesso. Lá como cá, para investir na prevenção, não chega o trabalho dos higienistas pois é preciso que as equipas acreditem, que as clínicas dentárias acreditem que o futuro da medicina dentária passa pelo controlo da saúde e não pelo constante investir na doença e nas restaurações que, inevitavelmente levam a tratamentos dispendiosos ou próteses dentárias. Mas os sinais estão lá e foi com agrado que reparámos que as clínicas mais avançadas e com maior sustentabilidade financeira apostam nestes jovens e já não conseguem viver sem higienistas orais.
    O tempo voou pelo meio desta experiência profissional. Deixem-me só partilhar a sensação de olhar para os Himalayas pela primeira vez. São gigantes irreais, montanhas de 8 mil metros, ali à nossa frente, silenciosamente belos. Subimos 900 metros e quase parecia que tocávamos no Anapurna. No caminho encontrámos pessoas que nos iam perguntando de onde somos. A palavra Portugal tinha sempre um eco: Cristiano Ronaldo! Invariavelmente eu dizia José Mourinho, mas não, Ronaldo é o rei dos Himalaias. Mas o mais espantoso, foi o senhor que vendia fósseis, uma pedras pretas com uma Amonite lá dentro, que no seu Inglês rouco me dizia: Caldas da Rainha, sim, sim, near Lisbon…Se calhar, conhecia mesmo, e não era apenas uma técnica de marketing para vender mais um fóssil aos turistas, que diariamente, passam pela estrada poeirenta que os leva à base do Anapurna.

    Um agradecimento gigante aos Laboratórios Vitória e à sua gama de produtosVitis e Perio-Aid (Dentaid); e à Clínica Dentária do Montepio das Caldas da Rainha. Sem eles, este projecto não teria sido possível.

    Mário Rui Araújo,
    Higienista Oral, Caldas da Rainha.

  • Câmara das Caldas da Rainha homenageia professores reformados do concelho

    Câmara das Caldas da Rainha homenageia professores reformados do concelho

    Carlos Rodrigues, Maria Ascensão Miguel, Maria Manuela Silva, Ana Clérigo e Margarida Corte-Real, têm em comum o facto de terem dedicado mais de 30 anos ao ensino. A Câmara das Caldas homenageou-os na passada sexta-feira à tarde numa cerimónia que, devido aos tempos de crise, teve que ser reestruturada. O habitual jantar que fazia parte do programa destas homenagens, foi este ano substituído por um beberete que juntou os docentes antes da cerimónia, no salão nobre da autarquia.

    notícias das Caldas
    Cinco docentes, que se reformaram este ano, foram homenageados pela autarquia caldense

    Originais marionetas articuladas com mestria pelo actor e encenador José Ramalho, deram vida aos contos tradicionais “A princesa e a Ervilha” e a “Menina dos Fósforos”, marcando a abertura da cerimónia do Dia do Professor, nas Caldas.
    Para o coordenador do CAE Oeste, Vítor Viana, esta é uma actividade de boas práticas, que deveria ser replicada por outras Câmaras. “As autarquias que não homenageiam os professores são menos informadas”, disse, acrescentando que este é um reconhecimento da comunidade ao trabalho e dedicação destes profissionais.
    Este ano os homenageados pertenciam aos agrupamentos de escolas de Santo Onofre e D. João II. Carlos Almeida, director do agrupamento de escolas de Santo Onofre, destacou a importância desta iniciativa, como uma forma de mostrar que há memória. “É um modo de dizer obrigado a todos os colegas que ensinaram as primeiras letras a muitas pessoas”, salientou.
    Referindo-se aos cinco docentes homenageados, disse-lhes que a reforma permite-lhes ser donos do seu tempo, desejando-lhes ainda que o possam aproveitar bem. Um voto que foi partilhado pelo subdirector do Agrupamento de Escolas D. João II, Carlos Simões, que também incentivou estes docentes a participar noutros projectos.
    Contente com a presença de todos os homenageados na cerimónia, o vereador da educação, Tinta Ferreira, destacou a importância do seu trabalho para a comunidade. “Sem as regras que são definidas no início da vida, dificilmente os cidadãos seguirão o caminho da cidadania e educação”, disse.
    Embora reconheça que os rankings possam ser questionáveis, Tinta Ferreira não deixou passar a oportunidade para dar nota dos bons resultados que as escolas caldenses têm obtido, sendo as que apresentam os segundos melhores resultados da região, apenas ultrapassados por Arruda dos Vinhos. “Na soma do concelho, pelo terceiro ano, continua a ter a melhor média de resultados do distrito de Leiria”, frisou, dando nota do seu orgulho nestes valores.
    O vereador da educação explicou ainda que não aceitaram a delegação de competências proposta pelo governo para parte da gestão das escolas do concelho porque entende que o município não está preparado, ao contrário de que aconteceu com outras autarquias.
    O autarca informou ainda os professores que a Câmara está a preparar projectos de requalificação das escolas que estão em funcionamento, de modo a ficarem com condições semelhantes aos novos centros educativos. As obras serão feitas com recurso a fundos comunitários.
    Sobre a possibilidade de formação de mega agrupamentos, um assunto que preocupa os professores, Tinta Ferreira disse não ter conhecimento formal de nenhuma proposta para as Caldas.
    “O diploma ainda não está publicado e, depois de o ser, as direcções regionais de educação irão contactar os municípios para estes darem o seu parecer, ainda que o mesmo não seja vinculativo”, explicou.
    E porque os tempos são de contenção, o habitual jantar que a Câmara oferecia aos professores após a cerimónia foi substituído por um beberete no hall junto ao salão nobre, antes do evento. No final os docentes referiram que nas próximas edições pretendem que o jantar convívio se continue a realizar, pagando cada um a sua refeição.

    Contenção leva Câmara a deixar de apoiar carnaval das crianças

    Este ano a Câmara das Caldas não vai apoiar a realização do carnaval infantil, não assegurando o transporte das crianças para a cidade, onde costumam desfilar pela  Avenida 1º de Maio.
    O vereador da Educação, Tinta Ferreira, justifica esta decisão com a contenção de custos da autarquia. A participação da autarquia nesta actividade custava cerca de 10 mil euros, em transporte e lanche para as crianças.
    “Para poder manter um conjunto de serviços que consideramos fundamentais, como os transportes escolares, refeições e actividades de enriquecimento curricular, temos que cortar em algumas iniciativas”, justificou Tinta Ferreira, acrescentando que as escolas têm oportunidade de desenvolver as actividades de carnaval na sua área de influência, tal como já acontece em Santa Catarina e Salir de Matos.
    A contenção estende-se, por exemplo, ao apoio da Câmara às visitas de estudo, cuja comparticipação será reduzida.
    A Semana de Animação Infantil, que o vereador considera ser bastante importante do ponto de vista pedagógico, terá continuidade, mas também com custos controlados.
    Para Tinta Ferreira é essencial garantir que o serviço de refeições continue a existir para todas as crianças do concelho, assim como os transportes escolares, o apoio prestado para pequenas reparações e limpeza das escolas e o desenvolvimento do prolongamento de horários.
    Este ano o orçamento para a educação ultrapassa os 10 milhões de euros, bastante inferior que o do ano passado que previa a construção dos centros escolares. “Reduz na despesa de investimento, mas também reduz alguma coisa ao nível da despesa corrente”, concretizou o autarca.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Nome de rua estreita “relação de amizade” entre Caldas da Rainha e La Codosera

    Nome de rua estreita “relação de amizade” entre Caldas da Rainha e La Codosera

    notícias das Caldas
    O autarca caldense, Fernando Costa, e o alcaide de La Codosera, Manuel Piris, a descerrar a placa da nova rua

    A rua existente entre a Rotunda do Imaginário e o cruzamento para o Avenal chama-se, desde sábado, Rua La Codosera.
    O descerramento da lápide contou com a presença de mais de 60 espanhóis e surge no seguimento da criação da avenida Caldas da Rainha no município raiano da província de Badajoz.
    Esta parceria, que começou com o cicloturismo e intercâmbio cultural, transformou-se numa “relação de amizade, que hoje [5 de Fevereiro] se sela com o nome de uma rua”, disse o alcaide de La Codosera, Manuel Piris.
    O autarca destacou ainda que o facto daquela localidade se situar apenas a três quilómetros da fronteira com Portugal leva a que exista uma forte relação entre os dois povos, ao nível da gastronomia e cultura. “Em La Codosera há 200 casamentos entre espanhóis e portugueses”, adiantou o alcaide numa língua também de mistura, o “portunhol”. Manuel Piris referiu que estão a apostar no turismo de natureza, em torno do Rio Gévora, que possui uma flauna e flora importante e que já se encontra catalogada.
    Esta parceria poderá ser aprofundada com projectos ao nível do turismo, juntando as mais valias ao nível de rio e natureza de La Codosera e a praia da Foz do Arelho (Caldas). “Por enquanto é apenas uma ideia, mas tendo em conta que as candidaturas agora têm que abranger várias regiões é uma possibilidade a considerar”, disse o alcaide.
    Após a cerimónia de descerramento da placa, Manuel Piris disse ainda aos jornalistas que La Codosera não está a sofrer muito a crise porque tem pouco tecido industrial. No entanto, é o sector da construção o que está a sofrer mais como, de resto, acontece em toda a Espanha (e Portugal).
    “A maioria das pessoas dedica-se à agricultura e criação de gado, e há também os serviços que empregam muita gente”, disse, acrescentando que esta localidade também acaba por ser um dormitório de Badajoz.
    Também o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, destacou a relação de amizade existente entre as duas localidades, referindo que a melhor forma de o mostrar é atribuindo o nome de La Codosera a uma rua com mais de um quilómetro de extensão, que irá ser ampliada (para ter quatro vias) prolongando assim a circular em redor da cidade.
    Após o almoço-convívio, foi inaugurada no Museu do Ciclismo a exposição fotográfica “La Codosera na perspectiva de Mário Lino”, composta por algumas dezenas de imagens do Rio Gévora e suas margens, mostra turística, mercado e malha urbana da vila raiana. Mais de 120 pessoas marcaram presença no evento cultural, que contou também com a participação de um grupo musical de La Codosera que interpretou canções estremenhas e portuguesas.
    Mário Lino, o mentor deste evento, abraçou o projecto de ligação a Espanha há cerca de 30 anos, juntamente com o Sporting Clube das Caldas e o empenhamento do seu ex-presidente, Mário Tavares, que continua ainda hoje a ser um dos rostos da iniciativa cicloturística.
    O caldense realça ainda que tem sido sempre da sua responsabilidade as propostas feitas às Câmaras de Espanha no sentido de “deixar marcas positivas da nossa passagem pelas terras da raia”. Sugestões essas que têm sido escutadas, pois já foram atribuídos nomes das Caldas a ruas não só em La Codosera, mas também em Oliva de La Frontera, Olivença e a uma praça em Badajoz.
    Referindo-se concretamente à exposição, Mário Lino salientou que foi ele quem fotografou e suportou os custos e gastos inerentes à sua concretização. “Dá-me muito prazer tê-la exposta no Museu do Ciclismo”, adiantou, destacando o apoio da autarquia para poder usufruir do espaço e expor as imagens que dão a conhecer melhor La Codosera.
    A exposição vai estar patente até ao final do mês de Fevereiro.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Olha-te promove workshops de meditação e de cozinha italiana

    O Projecto Olha-Te, a funcionar em Caldas da Rainha desde Outubro de 2010 e que visa dar apoio a quem sofre de cancro, continua a promover iniciativas que são abertas ao público. Amanhã, dia 12 de Fevereiro realiza-se um workshop de meditação e relaxamento, com Mafalda Sousa e Alison Sousa, que se vai realizar no Centro de Artes.
    Esta actividade decorre das 15h00 às 19h00 e custa 20 euros.
    No sábado seguinte,19 de Fevereiro, está prevista a  realização de um outro workshop de risotto e outros sabores da cozinha Italiana, com o chef João Quaresma, com o apoio da Escola de Hotelaria e de Turismo das Caldas da Rainha, que cede as suas instalações para a sua realização. Este decorrerá a partir das 11h30 e custa 20 euros (inclui almoço).
    Para mais informações e inscrições contactar através do tel. 910889912 ou do e-mail projecto@olha-te.oeste.pt
    Para o mês de Março está previsto um atelier de construção de cachecóis, o lançamento do livro “Family Coaching: 36 Desafios para Pais Extraordinários” e uma actividade de musicoterapia.
    Na sede da Olha-te (Rua de Camões nº 75 1º andar) está patente uma exposição de espelhos feitos com molduras em pasta de papel da autoria de João Carvalho.
    N.N.

  • Tradição voltou a cumprir-se na Benedita com festa dos padroeiros

    Tradição voltou a cumprir-se na Benedita com festa dos padroeiros

    notícias das Caldas
    Na procissão, centenas de pessoas manifestaram a sua devoção pelos padroeiros das várias localidades da Benedita

    A tradição ainda vai sendo o que era… pelo menos na Benedita onde no passado fim-de-semana (dias 5 e 6 de Fevereiro) se voltou a comemorar a festa dos padroeiros da vila, Santa Maria e São Brás. Sempre de mãos dadas, as vertentes popular e religiosa da festa mostrou que as pessoas estão empenhadas em conservar a única festa religiosa que se realiza na sede da freguesia, enchendo não só as celebrações religiosas como o restaurante improvisado no Centro Comunitário e Pastoral, uma obra para a qual revertiam as receitas da festa, parte das quais obtida no peditório pela freguesia e entregue nas tradicionais fogaças.
    O ponto alto da festa aconteceu ao final da manhã de domingo, depois da celebração da missa, quando as imagens de São Brás e de Nossa Senhora da Encarnação, a Nossa Senhora do Leite, saíram à rua em andores devidamente engalanados, na tradicional procissão que junta os estandartes e os santos padroeiros das várias localidades da freguesia e na qual participaram algumas centenas de pessoas. Nas janelas viam-se ainda algumas colchas, um hábito que se mantém dos tempos de outrora, embora com cada vez menos adeptos.
    O que também se mantém inalterada é a bênção dos bebés que todos os anos se celebra depois da procissão. E embora a bênção seja destinada sobretudo às crianças nascidas no último ano, são muitos os pais que ali regressam com os seus filhos, ano após ano. E mais uma vez, a igreja paroquial da Benedita encheu para uma das mais concorridas celebrações religiosas dos festejos.

    Pinhões voltaram a marcar presença

    Celebrada invariavelmente no primeiro fim-de-semana de Fevereiro, a Festa de Santa Maria e São Brás conserva ainda hoje um hábito do qual se perdeu já a origem: a venda de pinhões, que os populares compram para oferecer aos que mais gostam. Na Praça Damasceno Campos, mesmo no centro da vila, sucedem-se as bancas de vendedoras, algumas das quais presença habitual nesta festa há largas décadas. Além dos pinhões, que vendem avulso (nas tradicionais medidas de madeira) ou em fiadas (os cordões que durante estes dias rodeiam os pescoços dos mais pequenos), trazem consigo outros frutos secos para vender: amendoins, pistácio, alperce, ameixas, entre outros.
    Maria de Lurdes e Manuel Vieira vêm de Maceira-Liz há mais de meio século vender frutos secos à festa beneditense, uma ocupação herdada da mãe dela. Noutros tempos, as vendas eram bem melhores, agora são “assim-assim, é tudo muito puxado”, reconhece a vendedora. O preço dos pinhões, que vendia em medidas de seis ou doze euros, tem uma explicação: é que as pinhas e os seus frutos vendem-se bem lá fora, no mercado externo. Na sua banca o pinhão é todo nacional, vindo das zonas de Vendas Novas e Coruche.
    Além da feira da Benedita, o casal é também presença habitual no mercado semanal da Nazaré e na Festa de S. Amaro, em Alfeizerão, “Mas já não é a mesma coisa, antes vendia-se lá muito pinhão, mas agora não. Aqui as pessoas ainda vão tendo o hábito de comprar para oferecer aos familiares”, diz Maria de Lurdes.
    Maria Alice Filipe também vem da Maceira vende pinhões na Benedita há mais de três décadas. “Mas isto está muito fraquinho”, queixa-se a vendedora, admitindo que a tradição do pinhão vá acabar por morrer, mais tarde ou mais cedo, “porque os pinhões são caros e a malta não tem dinheiro”. Mesmo assim, diz que “ainda compensa” e garante que continuará a vir à festa “se tiver saúde”.
    Além da Benedita, é presença habitual nas feiras do Cadaval e Atouguia da Baleia, na Feira de São Simão e na Feira de São Bernardo (em Alcobaça) e aos domingos está junto ao Mosteiro da Batalha. “Isto é a minha vida”, diz.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Furto em ourivesaria em centro comercial das Caldas

    Uma mulher conseguiu ludibriar a proprietária de uma ourivesaria no centro comercial D. Carlos, nas Caldas da Rainha, furtando um pano mostruário com medalhas, cruzes, aros de libras, corações e outros artigos em ouro, avaliados em mais de 28 mil euros.
    O furto terá acontecido ao final da manhã de 2 de Fevereiro na ourivesaria Aquijóias. A proprietária do estabelecimento, que prefere que o seu nome não apareça no jornal, contou que a assaltante foi solicitando vários artigos, fingindo estar interessada em fazer uma compra.
    “Era uma senhora com bom aspecto e que disse querer comprar um fio e uma pulseira para a mãe dela oferecer à sobrinha que iria fazer 18 anos. Depois disse que ia ao Pingo Doce ter com a irmã que estaria a fazer compras e que regressaria para fazer a compra”, contou a ourives.
    Depois da mulher sair do local, a comerciante deu pela falta do pano mostruário e como a alegada cliente não voltou acha que foi ela quem terá furtado os artigos em ouro.
    A proprietária da ourivesaria contactou alguns dos seus colegas, inclusive de Peniche, onde a mesma senhora terá tentado utilizar o mesmo truque, contando a mesma história, sem ter conseguido furtar nada. As imagens da alegada ladra captadas pelas câmaras de vigilância de alguns desses estabelecimentos foram entregues na PSP das Caldas.
    Entretanto, na segunda-feira passada, a mesma mulher terá voltado à ourivesaria numa altura em que estava apenas o marido da ourives. “Ela entrou e perguntou pela minha mulher. Eu tinha no balcão a fotografia da câmara de vigilância e perguntei-lhe se tinha alguma coisa a ver com isto. Logo que mostrei a fotografia, ela fugiu”, contou o marido da comerciante, que ainda tentou correr atrás da mulher, que conseguiu pôr-se em fuga para lugar incerto.

    Pronto-a-vestir assaltado em Alcobaça

    Um pronto-a-vestir em Alcobaça foi assaltado durante a madrugada de 5 de Fevereiro, tendo os ladrões levado consigo diversas peças de vestuário em malha e em ganga avaliadas em 40 mil euros pelo proprietário.
    A PSP foi chamada ao local pouco depois das três da manhã, poucos minutos depois do assalto se ter concretizado, tendo sido apurado que o furto foi feito por três indivíduos encapuzados que fugiram num veículo ligeiro de mercadorias.
    Os ladrões causaram também prejuízos no valor de 600 euros ao arrombarem a porta principal da loja.

    Detido por agredir polícia

    A polícia de Peniche deteve um jovem de 20 anos, na madrugada de 6 de Fevereiro, depois deste ter agredido um dos agentes da autoridade que acorreram a uma chamada devido a uma desordem num bar daquela cidade.
    O jovem estava no exterior do bar “bastante agitado”, segundo informações da PSP, “querendo tirar satisfação de um outro individuo que se encontrava no interior do estabelecimento”.
    Os polícias ordenaram-lhe que este se afastasse do local, mas para além de não o ter feito “sem que nada o fizesse prever, agrediu o elemento policial na face”, pelo que foi detido. O agressor ainda terá resistido à detenção, mas acabaria por ser manietado.
    No dia 3 de Fevereiro a PSP das Caldas recuperou um automóvel que tinha sido furtado poucas horas antes.
    Um jovem de 16 anos foi detido em Alcobaça no dia 2 de Fevereiro por ter na sua posse haxixe suficiente para a confecção de 173 doses daquela droga.
    No dia 6 de Fevereiro, pelas 20h42, a PSP da Nazaré deteve um homem de 33 anos que conduzia com 2,20 gr/l.

    Assaltos não param de acontecer na região

    No primeiro dia de Fevereiro foi apresentada uma queixa na GNR de Óbidos pelo furto ao interior de um veículo e na Guarda do Bombarral pela tentativa de furto a um armazém. No dia seguinte assaltaram uma casa no Coto.
    A 3 de Fevereiro foram assaltadas duas viaturas na Foz do Arelho, um carro em Salir do Porto, outro na Praia da Consolação e ainda mais um veículo na Praia Supertubos (Peniche). No Bombarral a GNR deteve dois indivíduos por furto no interior de um hipermercado. Nesse dia foi assaltada uma casa em Estorninho (Bombarral).
    Outra residência foi assaltada a 4 de Fevereiro em Alvorninha. No mesmo dia a GNR de Alcobaça deteve dois homens, de 26 e 32 anos, por furto de uma fábrica em Ponte Jardim.
    No dia 5 foi apresentada uma queixa pelo furto ao interior de uma casa em São Martinho do Porto. No Bombarral foi assaltado um veículo.
    Três indivíduos, com 19, 20 e 21 anos, foram detidos pela GNR da Benedita por furto num supermercado.
    No Mercado de Santana, em Alvorninha, foram apreendidos 125 DVDs e 59 CDs contrafeitos.
    No dia 7 foi furtada uma bicicleta na Benedita, um restaurante foi assaltado em Ponte Jardim e houve um furto ao interior de um veículo na Delgada. Foi ainda apresentada queixa pelo assalto a uma casa em Mendalvo.

    Motociclista morre em S. Martinho

    Um homem de 34 anos morreu na manhã de 6 de Fevereiro na sequência do despiste de uma moto que conduzia na EN 242, no percurso entre São Martinho do Porto e Famalicão (Nazaré).
    De 1 a 7 de Fevereiro a GNR das Caldas da Rainha registou na área do seu destacamento territorial um total de 29 acidentes dos quais resultaram ainda nove feridos ligeiros.
    Numa operação de fiscalização rodoviária realizada pela GNR das Caldas na madrugada de 6 de Fevereiro foram detidos quatro condutores com taxas de alcoolemia acima dos 1,20 gr/l. Foram fiscalizados no total 179 condutores, levantados 17 autos.
    Um homem de 42 anos foi detido em Ferrel, no dia 3, por conduzir sem carta.

    Bombeira da Benedita faleceu em acidente

    Uma bombeira da Benedita, de 23 anos, morreu num acidente de automóvel na noite de 4 de Fevereiro, no IC2 junto à fábrica da Roca, em Leiria.
    Segundo declarações do comandante dos bombeiros voluntários da Benedita, António Paulo, à agência Lusa, a jovem beneditense tinha concluído nessa semana o curso de enfermagem e estaria a estagiar nos hospitais das Caldas e de Pombal. Foi a caminho deste último que a jovem acabaria por sofrer um acidente rodoviário, no qual houve ainda a registar dois feridos graves e um ligeiro.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Jantar de solidariedade assinala 7º aniversário do Voluntariado Nossa Senhora da Graça

    Jantar de solidariedade assinala 7º aniversário do Voluntariado Nossa Senhora da Graça

    Fundado em 2004 na localidade de Ramalhosa, o Voluntariado Nossa Senhora da Graça tem unido esforços para ajudar os mais necessitados, dar uma palavra amiga aos que estão mais isolados e enfraquecidos, e promover o conhecimento e a alfabetização numa zona profundamente rural do concelho. Amanhã, 12 de Fevereiro, o grupo organiza um jantar para comemorar o seu 7º aniversário e angariar fundos para as suas actividades, e onde são esperadas mais de duas centenas de pessoas. Mas a prenda mais esperada já chegou: o grupo vai poder fazer da antiga escola primária da Ramalhosa o seu espaço.

    notícias das Caldas
    Alguns dos voluntários que prometem continuar a promover a solidariedade entre as gentes da Ramalhosa

    São cerca de 30 pessoas as que em 2004 se juntaram para ajudar os mais necessitados, primeiro com o apoio da paróquia, depois sob alçada da Associação Natural Desenvolvimento Área da Ramalhosa (ANDAR). De lá para cá, a actividade do grupo tem-se dividido em diversas iniciativas: no apoio aos doentes, na alfabetização da população mais idosa da zona, na formação da população activa.
    Carla Caiado, voluntária do grupo, explica à Gazeta das Caldas como tudo começou. Na época em que a Resioeste comprava tudo o que pudesse ser reciclado, “começámos a incentivar as pessoas a reciclar tudo o que podíamos, de plásticos, a papel e ferro. Com o dinheiro que recebemos, comprámos material ortopédico”, entre o qual camas articuladas e cadeiras de rodas que o grupo empresta a quem necessita e aos quais a Segurança Social não consegue dar uma resposta tão rápida quanto era o ideal.
    O apoio aos doentes e necessitados continua a ser uma das mais importantes vertentes do grupo, sete anos depois. Mas através do Voluntariado Nossa Senhora da Graça foi já criado um grupo de alfabetização, que vai já no segundo ano de funcionamento e que é frequentado por oito pessoas entre os 70 e os 80 anos, apoiadas por formadoras voluntárias. Além disso, já houve cursos de Inglês para adultos e foram dinamizados cursos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, tanto ao nível do 9º como do 12º ano, através de um protocolo com a Associação Barafunda, da Benedita.
    A actividade do voluntariado vai agora expandir-se, com a criação de um centro de convívio, no edifício da antiga escola primária da Ramalhosa, encerrada com a entrada em funcionamento do Centro Escolar de Alvorninha. O pedido tinha sido feito à autarquia já há algum tempo por parte dos voluntários do grupo e no início desta semana foi confirmado à Gazeta das Caldas pelo vereador Tinta Ferreira, que afirmou que “a Câmara Municipal deliberou ceder, em regime de comodato, o edifício da escola à ANDAR, para que ali seja instalado o Centro de Convívio do Voluntariado Nossa Senhora da Graça”.
    Carla Caiado salienta que a criação deste centro vai permitir “combater a solidão” de que sofre muita gente daquela zona do concelho. O centro de convívio será ainda importante para que o grupo garanta algumas das verbas necessárias ao seu funcionamento. Até aqui, as receitas têm sido angariadas com venda de resíduos reclicáveis a privados, sendo a população incentivada a aproveitar tudo o que pode ser reciclado a privados e com a venda de filhós e coscorões em diversos lugares, sobretudo à saída da missa.
    Os interessados em saber mais ou em colaborar com este grupo podem contactá-lo através do tel. 912292975.


    Jantar na sede da ANDAR

    Amanhã, 12 de Fevereiro, decorre nas instalações da ANDAR um jantar de angariação de fundos, seguido de apresentação do projecto de voluntariado e de um festival de acordeão.
    A partir das 19h30 é servido o repasto, com canja e caldo verde, bacalhau com migas e batata a murro, lombo de porco no forno e sobremesa. A refeição custa dez euros para adultos e cinco euros para crianças entre os sete e os dez anos. A animarem a noite vão estar os acordeonistas Catarina Brilha, Helder Costa, José Cláudio, Lara Antunes e Jorge Luís.
    “Ajude-nos para o podermos continuar a ajudar!” é o desafio lançado pelo voluntariado. As entradas para o jantar e espectáculo podem ser compradas na associação ou reservados através dos tel. 912625248 ou 960440174.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Fumo de incêndio mata três pessoas nas Caldas da Rainha

    Fumo de incêndio mata três pessoas nas Caldas da Rainha

    notícias das Caldas
    O prédio onde aconteceu a tragédia, na rua de Camões

    Um casal, com cerca de 40 anos, e o filho, de 18 anos, faleceram na madrugada do dia 7 de Fevereiro, na sequência de um incêndio nas águas-furtadas de um prédio na rua de Camões (com entrada pela travessa da Piedade). (mais…)

  • “Cinco anos de Melhor Idade” em exposição

    Um chapéu feito com casca de cebola, cabaças pintadas, réplicas de bateiras e pregadeiras de pano, são alguns dos trabalhos feitos pelos utentes dos centros de convívio e que se encontram expostos na galeria da Casa do Pelourinho, em Óbidos, até 28 de Fevereiro.
    O programa Melhor Idade conta actualmente com 12 centros distribuídos por todo o concelho e, além de responder a algumas necessidades básicas, como o fornecimento de refeições e prestação de cuidados de saúde e higiene, desenvolve com os utentes actividades lúdico-pedagógicas. Estes centros são frequentados por algumas centenas de idosos, na sua maioria mulheres.
    Para dinamizar as actividades estão afectas ao projecto 14 animadores socioculturais, uma professora de Ginástica e um professor de Hidroginástica.

    F.F.

  • Óbidos com novos programas de voluntariado

    Óbidos com novos programas de voluntariado

    notícias das Caldas
    O comissário do voluntariado, Rui Henrique (à direita) junto dos representantes dos vários projectos que vão decorrer pelo concelho

    Óbidos associou-se às iniciativas do Ano Europeu das Actividades de Voluntariado com a dinamização de programas que são desenvolvidos em parceria com várias instituições do concelho.
    Cinco entidade disponibilizam-se para acolher voluntários, que vão desenvolver actividades com vista a colmatar necessidades humanas, sociais e inter-geracionais da população.
    ”Ajudar a Viver o Quotidiano” dá nome à actividade desenvolvida pela Junta de Freguesia do Vau, destinada a famílias carenciadas, e especialmente aos idosos. Diariamente, da parte da tarde, três voluntários disponibilizam-se para estar no local e distribuir bens alimentares, fomentar a inserção social dos abrangidos e desenvolver actividades de ocupação dos tempos livres.
    Nas Gaeiras, a associação “O Socorro Gaeirense” irá disponibilizar, duas vezes por semana, a “massoterapia” aos utentes do Centro de Dia e de Convívio. Será uma voluntária com formação nesta área quem irá promover estas terapias de relaxamento e bem-estar.
    Os utentes do Centro de Convívio do Arelho poderão participar nos “Ateliers de Costura e Artes Plásticas”, promovidos no Centro Cultural, Social e Recreativo Arelhense. Dois voluntários irão promover estas actividades vez por semana, de 15 em 15 em dias (em regime de alternância), à quarta-feira da parte da tarde.
    No Centro Social, Cultural e Recreativo da Amoreira haverá apoio ao estudo. Quatro voluntários irão ajudar, duas vezes por semana, os alunos do primeiro e segundo ciclos do ensino básico daquela localidade.
    O Banco Local de Voluntariado de Óbidos conta actualmente com 64 inscritos. Com o objectivo de dinamizar e acompanhar as diversas actividades existentes, foi criada e nomeada, de entre os voluntários, a figura de comissário do voluntariado, representada por Rui Henriques,  que tem actuado no fomento da ligação entre entidades promotoras de voluntariado, voluntários e o Banco Local de Voluntariado de Óbidos.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • La Codosera vai dar nome a rua nas Caldas

    La Codosera vai dar nome a rua nas Caldas

    notícias das Caldas
    Mário Lino junto a algumas das imagens que captou, durante o verão, na vila de La Codosera

    No próximo sábado será inaugurada a rua La Codosera nas Caldas da Rainha, à semelhança do que aconteceu em Julho do ano passado naquela localidade espanhola.
    No mesmo dia, pelas 16h00, será inaugurada no Museu do Ciclismo, a exposição fotográfica “La Codosera na perspectiva de Mário Lino”, que contém vários painéis de imagens sobre aquela vila da província de Badajoz.
    Os protagonistas desta mostra não são só as águas do rio Génova e a presença da vegetação, mas também as cores do típico mercado, a malha urbana e o velho casario, conta o autor.
    Num outro painel sobressai um conjunto de imagens do santuário de Nossa Senhora das Dores de Chandevila, ou ainda fotografias de como o Ayuntamiento (Câmara Municipal) desta vila soube optimizar os recursos de um pequeno curso de água, “agora transformado em oásis natural”.
    Mário Lino captou também a residência “acastelada” reconstruída sobre antigas muralhas, que estiveram também ligadas à história de Portugal. Aquando da fundação de Portugal, o guerreiro Geraldo Geraldes, o “Sem Pavor” conquistou, alem de Évora, a localidade de Codosera. Mais tarde, quando se deu a independência de Portugal do domínio filipino, em 1640, la Codosera é novamente cercada pelas tropas portuguesas, no sentido de  a recuperar.
    “Estas zonas fronteiriças sofreram muito com os ataques, de um lado e de outro”, remata Mário Lino.
    Na inauguração da mostra estarão o alcaide e vereação de La Codosera, acompanhados de mais 70 espanhóis, assim como 15 elementos de um grupo típico de danças e cantares daquela vila, que irão actuar.

    F.F.

  • Cantor obidense entre os finalistas do Festival da Canção

    Cantor obidense entre os finalistas do Festival da Canção

    notícias das Caldas
    A canção de Ricardo Sousa foi a quarta mais votada

    O obidense Ricardo Sousa irá participar na final do Festival da Canção da RTP, depois de ter visto a sua canção “O mar o vento e as estrelas” ser a quarta mais votada, com 14.062 votos. O espectáculo irá realizar-se a 5 de Março, no Teatro Camões, em Lisboa.
    A votação foi feita através da internet, no sítio da RTP, e permitiu apurar 12 das 24 canções escolhidas por um júri composto por Fernando Martins, Ramon Galarza e TóZé Brito. Este ano a televisão pública recebeu 407 propostas de canções para participar no evento que vai já na sua 47ª edição.
    Entre os finalistas, estão nomes conhecidos, como os “Homens da Luta” com o tema “A luta é alegria” (a canção mais votada), Wanda Stuart, que canta “Chegar à Tua Voz”, Nuno Norte, com “São os Barcos de Lisboa”, e Axel, com “Boom Boom Yeah”.
    A canção vencedora irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção em Dusseldorf, na Alemanha.

    F.F.

  • Workshops sobre segurança na internet

    A unidade das Caldas da Rainha dos Ginásios Educação Da Vinci vai realizar dois workshops, de segurança na internet para crianças e jovens e de segurança na internet para famílias.
    Estas acções surgem devem-se ao facto da internet estar cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, mas “nem sempre sendo vista pelos educadores como facilitadora do relacionamento familiar e da segurança dos seus educandos”, refere Rui Garcia, da unidade caldense.
    Estes cursos pretendem dotar crianças, jovens e respectivas famílias, com os conhecimentos fundamentais relativos à utilização segura da internet, munindo-os com técnicas de prevenção de ciberbullying, de utilização adequada e segura das redes sociais. Serão também dados conceitos de boas práticas na web, transferindo para o mundo virtual exemplos de cidadania que, por vezes, estão a ser esquecidos.
    Os workshops decorrerão na Unidade de Caldas da Rainha dos Ginásios Educação Da Vinci, situada na Praceta Infante D. Henrique, Loja 1A, em data e horário a agendar com os inscritos.
    As inscrições poderão ser efectuadas no local, pelo telefone 262835234, ou através da página www.caldas.davinci. com.pt

    F.F.

  • Rotary das Caldas apoia o Banco Alimentar para minimizar a pobreza na região

    Rotary das Caldas apoia o Banco Alimentar para minimizar a pobreza na região

    notícias das Caldas
    Nuno Ribeiro entregou um donativo de 320 euros a Ana Bessa

    Habituado a actuar mais no campo da educação, o Rotary Club das Caldas optou este ano por intervir também no combate à pobreza, que está a crescer devido à crise que o país atravessa.
    Na passada segunda-feira, realizou mais um jantar–palestra, com a presença de Ana Bessa, presidente do Banco Alimentar do Oeste (BAO), em que metade do custo da refeição foi atribuído a esta entidade. No total, foram entregues 320 euros e o presidente do clube, Nuno Ribeiro, destacou o apoio da “Lareira” que, com a redução do custo do jantar, também prestou um apoio ao Banco Alimentar.
    Ana Bessa começou por explicar que a pobreza muda e, como tal, nunca será erradicada.  “Portugal deixou de ser um país pobre, mas a pobreza permanece e cresce”, disse a presidente do BAO, fazendo notar que actualmente as pensões mínimas, rendimentos de inserção e subsídios de desemprego são, frequentemente, formas de “mascarar, alimentar e perpetuar a pobreza”. A este tipo de pobreza junta-se a que é consequência de acidentes e da crise económica e a que o “próprio desenvolvimento da sociedade impõe”, disse, exemplificando com a quebra dos laços familiares, droga, imigração, exploração, prostituição e solidão.
    De acordo com Ana Bessa, grande parte da miséria mais recente acontece em famílias da classe média, que viram os seus empregos nos serviços desaparecer, sem grandes possibilidades de regresso. “Estão presos numa terrível miséria, por vezes com casa e carro, mas sem comida”, disse, realçando tratar-se de uma pobreza urbana e escolarizada, a qual os mecanismos de solidariedade social têm dificuldade em reconhecer e, sobretudo, em apoiar.
    Portugal é um dos países da Europa com maior taxa de pobreza com cera de dois milhões de pobres, o que equivale a 20% da população, isto é, um em cada cinco portugueses é pobre.
    Os dados veiculados pela oradora referem ainda que 200 mil pessoas têm apenas uma refeição completa por dia e 35 mil não têm nenhuma refeição diária completa.
    Ana Bessa realçou que a sociedade não pode reagir impávida a este flagelo e exortou ao empenhamento no bem comum. Referindo-se concretamente ao Banco Alimentar, disse que este é um bom exemplo de união das vontades de empresas, doadores financeiros, voluntários e instituições de solidariedade social que, de forma coordenada, geram resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um resolvesse agir isoladamente.

    Mais de 4400 pessoas apoiadas mensalmente na região

    Actualmente existem 18 estruturas por todo o país, que contribuem para a alimentação de mais de 280 mil pessoas carenciadas, através de mais de 1800 instituições de solidariedade social. Em 2009 distribuíram mais de 23 mil toneladas de alimentos, a maioria dos quais condenados à destruição dado que provinham de grandes superfícies e de produtores que não os escoavam. Estas 23 mil toneladas equivalem a 36 milhões de euros.
    Outro grande contributo são as recolhas que são feitas duas vezes por ano (Maio e Novembro) nos supermercados de todo o país.
    O desenvolvimento da rede de Bancos Alimentares na Europa demonstra a sua utilidade como proposta alternativa de acção de combate à pobreza e são, no seu entender, “uma resposta providencial a angústias das nossas sociedades no que se refere à perda de valores”.
    Foram também revelados dados do BAO, que abarca oito concelhos e em 2010 apoiou 52 instituições, na sua maioria das Caldas. Entregou 518 toneladas de alimentos a instituições que os canalizaram para as mais de 4400 pessoas apoiadas mensalmente.
    Para além da entrega dos alimentos, os representantes do BAO vão também às escolas lançar “sementes de cidadania”, propondo visitas à instituição e tentando mobilizar os mais novos para a solidariedade para com os mais carenciados.
    Este ano, além desta iniciativa, o Rotary Club das Caldas já tinha entregue um donativo de 120 euros ao BAO e propõe-se a continuar a parceria, com a finalidade de angariar fundos, víveres e outras formas de ajudar a comunidade.
    Nuno Ribeiro destacou a seriedade do trabalho do Banco Alimentar e adiantou que é no contacto com estes agentes que verificam que as Caldas tem pobreza efectiva. “É aí que queremos radicar o campo de acção do rotary. Não o podendo fazer sozinhos, preferimos aliar-nos aos profissionais de solidariedade para contribuirmos”, concluiu.
    Os rotários neste dia prepararam uma surpresa ao advogado Mário de Carvalho, que assinalava o 75º aniversário. O companheiro Francisco Vogado leu um texto, que apelidou “Não sei”, onde realçou as qualidades do amigo.

    Estudante de Saúde recebe bolsa de 750 euros

    Ivânia Santos, de 20 anos, a frequentar o segundo ano de Saúde, na área de Terapia da Fala, em Leiria, recebeu uma bolsa de 750 euros. O clube rotário caldense contribuiu com 500 euros e a Fundação Rotária Portuguesa com 250 euros.
    A jovem estudante, natural do Carvalhal (Bombarral), entrou em contacto com o clube depois de uma colega falar da sua existência, e destaca a receptividade que teve desde o início. “Se não tivesse este apoio seria difícil continuar os estudos”, reconhece a jovem, que considera que a frequência no ensino superior está muito cara.
    O curso está a correr bem e a jovem tem a certeza que é isso que quer para o futuro. Idealmente gostaria de trabalhar com pessoas portadoras de deficiência, diz Ivânia Santos, que já se vai habituando à profissão com pequenos estágios que vai realizando no decorrer do curso.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Ana Sá Lopes directora-adjunta do jornal i

    Ana Sá Lopes directora-adjunta do jornal i

    notícias das CaldasA caldense Ana Sá Lopes foi nomeada directora-adjunta do jornal i no passado dia 13 de Janeiro, tendo o seu nome sido aprovado por unanimidade pelo Conselho de Redacção daquele diário do grupo Lena.
    Ana Sá Lopes era até então redactora-principal daquele título e substitui no cargo Carlos Ferreira Madeira.
    Nascida em Viana do Castelo há 44 anos (mas caldense por adopção porque veio em criança para as Caldas da Rainha, acompanhando os pais professores do ensino secundário), a jornalista estudou na Escola Secundária Raul Proença e começou a escrever como colaboradora da Gazeta das Caldas, sobretudo numa página cultural designada Espaço Reflexão, mantendo também uma actividade regular na extinta Rádio Margem (a primeira rádio das Caldas da Rainha).
    Em Lisboa a agora membro da direcção do i iniciou a sua carreira no “O Jornal”, um semanário já desaparecido e pertenceu à equipa fundadora do Público onde se manteve durante 16 anos, tendo sido editora de Política.
    Após uma curta estada no Diário de Notícias, integrou o projecto do grupo Lena para o jornal diário i que, contudo, não tem corrido da melhor maneira dado o acumular de prejuízos e a saída de vários jornalistas.
    Enquanto jornalista, quase politóloga, Ana Sá Lopes participa semanalmente no programa da Antena 1 “Contraditório” (um dos mais ouvidos no país) e no programa da TVI24 “Sala de Imprensa”.

    C.C.

  • Universidade Sénior caldense participou em concurso nacional

    Universidade Sénior caldense participou em concurso nacional

    notícias das Caldas
    O grupo de alunos da escola caldense Ana Maria Caetano, Victor Duarte e Isabel Varela em frente ao mercado municipal de Torres

    Um grupo de alunos da Universidade Sénior Rainha D. Leonor das Caldas da Rainha foi a Torres Vedras, a 29 de Janeiro, participar num Concurso Nacional de Cultura Geral, organizado pela RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade) em colaboração com a Universidade Sénior local, a vencedora do ano anterior.
    Nesta edição participaram 23 equipas de universidades séniores  de todo o país. Ana Maria Caetano, Isabel Varela e Victor Duarte, acompanhados pelo professor Jorge Santos, foram os representantes caldenses que ainda estiveram com um pé na final mas acabaram por não conseguir, classificando-se na primeira metade da tabela.
    Em terceiro lugar ficou a Universidade Sénior de Abrantes e em segundo a Universidade Eugénio de Andrade, do Porto. Torres Vedras sagrou-se bi-campeã, o que significa que o concurso em 2012 será novamente naquela localidade.
    Além do concurso, ainda houve tempo para um passeio pedestre por Torres Vedras, aprendendo um pouco sobre a História local e um momento musical na ExpoTorres, com os Gaiteiros de Freiria, tendo os participantes aproveitado para um pé de dança.
    Antes do início do concurso o Governador Civil de Lisboa, António Galamba, elogiou a iniciativa e o empenho de todas as universidades sénior neste evento e no trabalho que desenvolvem ao longo do ano.
    A entrega dos prémios foi feita por uma senhora de Grândola, de 96 anos, Vitalina, que era a aluna mais velha a participar no concurso. Estas escolas fizeram-se também representar pelas suas tunas e há já trajes das respectivas escolas, o que é revelador do empenho dos estudantes seniores para com os seus estabelecimentos de ensino.

    N.N.

  • Benedita evoca padroeiros da vila

    Benedita evoca padroeiros da vila

    notícias das Caldas
    Nossa Senhora da Encarnação (neste caso a réplica da imagem original) sai à rua em cada festa dos padroeiros da vila (Foto de arquivo)

    A Benedita está em festa neste fim-de-semana, dias 5 e 6 de Fevereiro, para honrar os padroeiros da vila – Santa Maria e São Brás. As cerimónias catolicas juntam-se aos festejos populares na única tradição religiosa que a vila preserva e que todos os anos se realiza no primeiro fim-de-semana de Fevereiro e na qual continuam a marcar presença a tradicional venda de pinhões, uma tradição secular da qual se desconhecem as origens.
    Amanhã, dia 5, as imagens de Nossa Senhora da Encarnação e de São Brás juntam-se aos padroeiros e estandartes de todas as capelas e lugares da paróquia no adro da igreja pelas 16h00. Também a esta hora está prevista a concentração das fogaças, onde os diversos lugares reúnem as doações recolhidas junto da população. Meia hora mais tarde é celebrada a Missa da Unidade Paroquial, precedida do cortejo e venda das fogaças no Centro Comunitário da Benedita, onde decorre a vertente popular da festa, com serviço de restaurante e animação musical.
    Às 18h30 há uma apresentação de guitarra clássica e uma hora depois começa a ser servido o jantar. A noite termina com um baile animado pelo grupo Prata da Casa.
    No domingo a festa tem o seu ponto alto com a Missa da Festa, às 11h00, à qual se segue a habitual procissão e bênção dos bebés nascidos no último ano, aos quais se juntam outras crianças. Às 12h30 reabre o serviço de restaurante da festa e pelas 15h00 tem início a animação com karaoke por “In-Prod.Com”. Às 17h30 inicia-se a actuação do grupo musical “Sui Generis” que também garantem a animação depois do jantar, que começa a ser servido às 19h30. Todas as receitas da festa revertem para o Centro Comunitário Paroquial da Benedita.

    J.F.

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