Category: Sociedade

  • Bióloga caldense descobriu cinco novas espécies de escaravelhos únicas no mundo

    Bióloga caldense descobriu cinco novas espécies de escaravelhos únicas no mundo

    notícias das Caldas
    Sofia Reboleira numa gruta do Algarve, habitat do Litocampa mendesi

    Uma jovem bióloga caldense, Sofia Reboleira, está a dar cartas na investigação da biologia subterrânea e em dois anos descobriu cinco novas espécies de escaravelhos cavernícolas (que habitam em cavidades e grutas) únicas no mundo.
    A mais recente descoberta de Sofia Reboleira, divulgada no início deste ano, foi de um insecto sem olhos e sem asas, encontrado em grutas no Algarve.
    Apadrinhado com o nome de Litocampa mendesi, mede pouco mais de três milímetros e deverá existir há milhões de anos.
    Um mês antes a jovem caldense já tinha divulgado a descoberta de um pseudo-escorpião, encontrado também em grutas no Algarve, e de um escaravelho numa gruta de Montejunto. Titanobochica magna e Trechus Tatai são, respectivamente, os nomes atribuídos pela investigadora, que une a Espeleologia à Biologia para estas descobertas.
    O pseudo-escorpião tem cerca de dois centímetros, mas Sofia Reboleira salienta que este pode ser considerado “um gigante”, porque o tamanho destes insectos oscila, normalmente, entre um e cinco milímetros.
    Já em 2009 Sofia Reboleira tinha descoberto duas novas espécies de escaravelhos cavernícolas no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
    “Estes animais são nossos, porque não existem em mais nenhum lugar do mundo”, comentou ao nosso jornal a única investigadora de fauna cavernícola em Portugal continental.
    As descobertas não passaram despercebidas e a caldense tem sido alvo de reportagens dos mais diversos meios de comunicação nacional.
    Para além das aparições em televisões, rádios e jornais, foi convidada para participar numa edição especial do 146º aniversário do Diário de Notícias. Com a direcção do escritor Gonçalo M. Tavares, esta edição especial do jornal teve Sofia Reboleira como editora da secção de Sociedade e Ciência. Uma experiência que partilhou com pessoas como a fadista Carminho e a apresentadora Sílvia Alberto, entre outras, consideradas pelo jornal como “figuras em ascensão na nossa sociedade”.
    Aos 30 anos, Sofia Reboleira é apresentada com uma das maiores esperanças da investigação científica em Portugal e, sem querer levantar o véu, avançou à Gazeta das Caldas que em breve poderia ter mais novidades.
    Quanto às descobertas já anunciadas, a investigadora salienta que as possibilidades são imensas. “Os pseudo-escorpiões têm um dos venenos mais letais do mundo, quem sabe se a cura para algum dos males da humanidade não poderá vir a ser descoberta pelos investigadores de outras ciências que possam vir a estudar estes animais”, comentou.

    Biologia e espeleologia foram descobertas feitas nas Caldas

    Sofia Reboleira tem levado longe o nome das Caldas da Rainha, porque faz sempre questão de referir a sua origem natal.
    Já quando estudava na Escola Secundária Raul Proença os seus interesses dividiam-se entre a Biologia e a Geologia. Foi nesta escola que um dia, em 1997 ou 1998, assistiu a uma conferência sobre biodiversidade do biólogo Jorge Paiva.
    “Assisti à conferência e fiquei maravilhada”, conta, assumindo que este foi um dos factores que a levaram por optar por seguir Biologia no ensino superior. Mal sabia na altura que iria contribuir para o aumento da biodiversidade mundial, ao descobrir estas novas espécies.
    Sofia Reboleira foi para o curso de Biologia na Universidade de Aveiro em 1999. Embora a sua primeira opção fosse Lisboa, por ser mais próximo de casa, acabou por ser importante a sua ida para Aveiro para a área de estudo que decidiu seguir.
    “Deve ter sido logo no segundo dia de eu ter chegado a Aveiro que cruzei-me com um jipe do núcleo de espeleologia da universidade e fui logo inscrever-me”, contou. O seu interesse pela espeleologia tinha começado nas Caldas da Rainha, no núcleo que existia na escola secundária, e seria essa experiência que lhe abriria portas para um mundo que estava por explorar em Portugal. “Eu devia ter uns seis anos quando fiz uma visita turística a uma gruta e aquilo nunca mais me saiu da cabeça”, referiu.
    Em Aveiro, ao mesmo tempo que tirava a licenciatura em Biologia, foi descobrindo que “havia formas de vida nas grutas que não havia em nenhum outro local”.
    Para a então jovem estudante “era a cereja no topo do bolo”. Em Portugal há muitos anos que a área da biologia subterrânea estava “praticamente abandonada”.
    Como não havia ninguém em Portugal que a pudesse ensinar nesta área decidiu ir para a Universidad de La Laguna, nas Canárias (Espanha), onde fez um estágio curricular de seis meses.

    Mestrado e doutoramento levam a descobertas únicas

    notícias das Caldas
    O pseudo-escorpião Titanobochica magna encontrado em grutas no Algarve

    De regresso a Portugal e terminada a licenciatura, avançou para um mestrado com o tema “Escaravelhos cavernícolas do maciço calcário estremenho”. O mestrado teve a orientação científica de Fernando Gonçalves (Universidade de Aveiro) e Artur Serrano (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).
    No âmbito desta investigação, em 2009 fez as suas primeiras descobertas a cem metros de profundidade, neste caso de novas espécies de insectos no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. São dois escaravelhos cavernícolas que são também espécies novas para a ciência.
    As grutas da Serra de Aire e Candeeiros são assim o único habitat que se conhece em todo o mundo destes insectos. Até então só era conhecida uma espécie de escaravelho cavernícola do maciço calcário estremenho.
    Como tal, são consideradas espécies em vias de extinção têm uma população muito reduzida e são muito sensíveis à poluição e às alterações do habitat.
    Actualmente, a caldense é bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, na Universidade de Aveiro e na Universidad de La Laguna no âmbito do qual fez as mais recentes descobertas.
    A tese de doutoramento é intitulada “Conservação de fauna subterrânea em regiões cársicas” e deverá estar concluída dentro de um ano e meio. Para tal, está a percorrer grutas do país inteiro, sendo que na região Oeste a sua área de acção são as Cezaredas e Montejunto. No concelho das Caldas o único motivo de interesse poderá vir a ser, eventualmente, a biodiversidade das grutas de Salir do Porto.

    Uma caldense que queria ver a sua cidade mais cuidada

    Há vários anos a morar fora das Caldas, Sofia Reboleira continua a voltar à sua cidade natal onde tem a família e amigos. A viver “entre Aveiro e Espanha”, como a própria descreveu, sente-se bem muito bem na cidade que a acolheu quando foi para o ensino superior. “Aveiro é uma das cidades com melhor qualidade de vida em Portugal”, assegura.
    Das Caldas diz não gostar nada “da desarmonia arquitectónica da cidade, da falta de espaços verdes e da existência de lixo”. Sofia Reboleira salientou o cuidado que existe no espaço público em Aveiro, ao contrário do que acontece nas Caldas.
    No entanto, é fácil de perceber a sua paixão pela cidade onde nasceu e morou durante a infância e adolescência. “O melhor que as Caldas tem é que me sinto em casa”, afirmou. Mesmo que prefira não falar de momentos marcantes, como quando recitava poesia nos encontros promovidos na biblioteca municipal.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Vale Covo com novo pavimento e passeios na EN361

    Vale Covo com novo pavimento e passeios na EN361

    notícias das CaldasA população de Vale Covo, no Bombarral, está satisfeita com a conclusão dos trabalhos de melhoria do traçado da Estrada Nacional 361 que atravessa a localidade.
    “Era uma obra ansiada há muitos anos pela população”, salientou o presidente da Junta de Vale Covo, Joaquim Henriques. Só na última década ocorreram dois atropelamentos mortais naquela via, para além de outros com consequências menores.
    Segundo o autarca, o arranjo da estrada beneficiou não só os valecovenses, mas também todos aqueles que usam aquela via diariamente, principalmente no Verão, porque a EN 361 liga a saída da A8 no Bombarral (Sul) e as praias da zona da Lourinhã.
    A obra, realizada pela Estradas de Portugal, custou 730 mil euros e o presidente da Junta salientou que a Câmara do Bombarral comparticipou com 364 mil euros. “Se não fosse esse apoio da Câmara, talvez a obra não se tivesse realizado e se calhar se fosse agora, com esta crise, não tinha avançado”, comentou Joaquim Henriques.
    Para além da reabilitação do pavimento, a obra contemplou ainda a implementação de um sistema de adução e distribuição de água da estrada, a reformulação da sinalização horizontal e a criação de passeios na zona de travessia urbana.
    Fernando Cavalheiro, do café “O Cavalheiro”, também salienta que esta era uma obra que os valecovenses desejavam há muitos anos. “A estrada estava muito degradada e não havia condições para as pessoas andarem a pé porque não havia passeios”, referiu o comerciante.
    O seu estabelecimento fica mesmo junto à estrada nacional e durante o período das obras foi um pouco prejudicado, mas acha que valeu a pena esse sacríficio.
    Pancrácio Bernardino, que nasceu há 70 anos em Vale Covo, acha que o mais importante desta obra foi a colocação dos passeios. “Havia pessoas que não tinham condições de passar por aqui. Era preciso ir pela valeta ou andar pela estrada”, relembrou.
    A realização da empreitada dividiu-se em dois tipos de trabalhos. O primeiro esteve relacionado com o abastecimento e adução de àgua da povoação de Vale Covo,  através da execução de uma conduta adutora e duas condutas de distribuição. Após a conclusão desta intervenção, tiveram início os trabalhos de pavimentação e execução dos passeios nos 1200 metros de extensão que constituem a travessia da localidade.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Comissão de utentes teme falta de médicos no Centro de Saúde do Bombarral

    Comissão de utentes teme falta de médicos no Centro de Saúde do Bombarral

    notícias das Caldas
    O auditório municipal não teve capacidade para todos os bombarralenses que quiseram participar

    O pedido para a aposentação de seis dos oito médicos ao serviço do Centro de Saúde do Bombarral levou à constituição de uma comissão de utentes cujos elementos fundadores foram surpreendidos no passado domingo, 30 de Janeiro, com uma adesão muito acima das expectativas à primeira reunião pública que promoveram e onde foi aprovada uma moção sobre os problemas de saúde no concelho.
    Centenas de pessoas deslocaram-se ao auditório municipal da vila cuja capacidade ficou aquém do número de participantes. Os ânimos chegaram a exaltar-se porque todos queriam ouvir o que a comissão tinha para dizer, mas depressa serenaram depois de ser tomada a decisão de deslocar a reunião para o anfiteatro no exterior.
    Os populares, muitos dos quais idosos, aguentaram estoicamente ao frio que se fazia sentir, para que no final fosse aprovada por unanimidade uma moção a exigir resposta do ministério de Saúde para a eventual falta de médicos que possa vir a acontecer, tendo em conta que a maioria dos profissionais colocados naquele centro de saúde pediu a aposentadoria.
    “Exigimos que o centro de saúde seja dotado de um médico por cada 1.500 utentes”, refere o texto.
    A moção exige ainda a reabertura da unidade de cuidados de saúde personalizados aos sábados, domingos e feriados (actualmente encerra às 13h00 nesses dias).
    A comissão deu um prazo até 21 de Fevereiro para ter resposta por parte das autoridades competentes, mas até lá vão estar presentes na próxima reunião pública da Câmara Municipal e na Assembleia Municipal.
    Ficou ainda no ar a possibilidade, sugerida por uma das bombarralenses participantes na reunião, de se realizar uma manifestação em frente ao centro de saúde.

    Movimento quer precaver eventual encerramento do Centro de Saúde

    Mário Morgado, porta-voz do movimento, salientou que ao longo dos últimos anos tem havido uma sucessiva degradação das condições de acesso à saúde no Bombarral. Os serviços administrativos foram reduzidos e o SAP foi encerrado, para além da redução do horário da unidade de cuidados de saúde personalizados ao fim-de-semana.
    Para além disso, lamenta que os médicos à medida que se vão aposentando não são substituídos “o que levou a que a extensão de saúde na freguesia do Pó tenha sido encerrada”. A moção aprovada no domingo passado também exige a reabertura desta extensão.
    O Centro de Saúde do Bombarral chegou a ter dez médicos e actualmente tem oito, sendo que seis, como foi referido, já pediram a sua aposentação. “Tendo em conta as experiências anteriores e o que se fala sobre a escassez destes profissionais de saúde em todo o país, tememos que fiquemos apenas com dois ou três médicos para uma população de 15.500 utentes”, referiu.
    A comissão quer mesmo tomar medidas assertivas de modo a precaver um eventual encerramento do centro de saúde do Bombarral por falta de médicos, apesar de não haver indicações que isso possa acontecer.
    Desde Setembro que a comissão se constituiu e já foram recebidos pelo presidente da Câmara e pelos autarcas das Juntas de Freguesia (excepto com a do Pó que não os terá recebido).
    “A nossa intenção da primeira reunião pública com a população foi esclarecer a situação actual, pedir-lhes o seu aval para poder representá-los e tomar algumas decisões”, o que viriam a obter por unanimidade de todos os presentes.
    Muitos dos bombarralenses que estavam no local estranharam o facto do presidente da Câmara do Bombarral não ter estado presente nesta reunião pública.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Ocorrências Policiais

    Ocorrências Policiais

    Partiram o vidro e roubaram óculos de marca

    notícias das Caldas
    Para partir a porta de entrada em vidro foi utilizado um bloco de cimento de uma obra próxima da loja

    Um bloco de cimento foi utilizado para partir a porta de entrada, em vidro, da loja Novóptica, na rua Capitão Filipe de Sousa, nas Caldas da Rainha, durante a madrugada de 27 de Janeiro.
    Do interior do estabelecimento foram roubados vários pares de óculos de sol de marca, avaliados em cerca de cinco mil euros.
    Segundo o que a Gazeta das Caldas apurou, o bloco de cimento era um dos que servia de base para uma rede de protecção de uma obra ao lado, e teria sido encostado junto à loja no dia anterior, sem que ninguém desconfiasse que este pudesse vir a ser utilizado para o assalto.
    Na noite de 25 de Janeiro, entre as 20h00 e as 23h30, também foi assaltada uma casa nas Caldas.
    Do interior da residência foram furtados vários objectos em ouro, relógios e outros objectos, tudo no valor de 2.500 euros.
    Em ambos os casos o pessoal da Unidade de Polícia Técnica, esteve nos locais para a recolha de eventuais vestígios que irão ser utilizados na investigação.
    Uma comerciante da Nazaré apresentou queixa na PSP, no dia 29 de Janeiro, por alegadamente ter sido alvo de uma burla que a lesou em 6.925 euros, de artigos não pagos. A vítima contou à polícia que a 21 de Janeiro tinha recebido uma proposta de um homem com idade entre os 40 e os 50 anos, para lhe comprar o resto de colecção de sapatos em pele e chinelos de praia.
    Os dois terão chegado a acordo e no dia 28 o “comprador” carregou uma carrinha com o material. De seguida, alegou que a viatura estava a impedir a circulação rodoviária e arrancou, sem regressar para pagar os produtos. O caso está agora a ser investigado pela PSP.
    Na semana passada a polícia caldense só registou um caso de uma viatura furtada e recuperada no mesmo dia. Aconteceu a 31 de Janeiro e a julgar pelos sucessivos furtos de viaturas que têm ocorrido nos últimos meses, é motivo para ser quase uma boa notícia o facto de ter sido apenas um caso.

    Roubo por esticão a idosa em Peniche

    Uma mulher de 39 anos é suspeita de ter roubado por esticão uma carteira com 50 euros a uma idosa de 81 anos, cerca das 13h00 do dia 25 de Janeiro, em Peniche.
    Segundo a vítima, alguém se aproximou pelas sua costas e retirou-lhe bruscamente a carteira da sua mão direita.
    Algumas testemunhas terão relatado elementos suficientes para a polícia desconfiar que se tratava de uma mulher já referenciada por este tipo de crimes, que terá sido vista a sair do local de forma suspeita.
    Apesar da polícia ter procurado a suposta ladra nas artérias adjacentes e na sua residência, não foi possível encontrá-la. O caso continuará a ser investigado.
    A polícia da Nazaré deteve na noite de 26 de Janeiro um homem de 32 anos por se encontrar na posse de uma soqueira, considerada uma arma proibida.
    Na mesma noite a PSP local deteve um outro indivíduo, de 31 anos, que tinha na sua posse droga suficiente para a confecção de 32 doses individuais de haxixe.
    Na noite seguinte outro homem, com 28 anos, também foi detido por posse de droga na Nazaré. O indivíduo tinha consigo haxixe suficiente para a confecção de 56 doses individuais.
    Um armazém de logística foi assaltado a 31 de Janeiro no Salgueiro (Bombarral).
    A 24 de Janeiro foram assaltadas duas residências em A-dos-Francos e Baleal, uma viatura em Peniche e um estabelecimento comercial na Azambujeira. Foi ainda roubada uma mota no Nadadouro.
    No dia seguinte a GNR das Caldas recebeu uma queixa pelo furto de um veículo e do assalto de uma casa no Nadadouro.
    Um homem de 34 anos foi detido em flagrante delito pela GNR quando andava a assaltar casas no Baleal.
    No dia 27 de Janeiro foram assaltadas três viaturas em Óbidos, Salir do Porto e Tornada. No mesmo dia assaltaram ainda uma casa no Baleal. Outra residência foi assaltada no dia seguinte em Vale Covo. No dia 29 assaltaram uma casa em Alvorninha e um armazém em Óbidos.
    Uma residência em Casal do Rodo (Alvorninha) foi assaltada a 30 de Janeiro. No mesmo dia a GNR de Peniche recebeu uma queixa pelo furto ao interior de uma casa na ilha do Baleal.
    A 30 de Janeiro a GNR das Caldas recebeu duas denúncias pelo furto de carteiras no mercado de Santana. Na Benedita foi assaltada uma viatura.

    Regressavam de festa de aniversário na Foz do Arelho e morreram no Cadaval

    Três jovens morreram e dois ficaram gravemente feridos na sequência do despiste de um automóvel na estrada nacional 366, junto a Figueiros (Cadaval), às 7h45 de domingo passado.
    Os ocupantes do veículo tinham idades entre os 18 e os 24 anos, sendo residentes na zona do Carregado e Vila Franca de Xira. Segundo declarações à agência Lusa do comandante do destacamento de trânsito da GNR de Torres Vedras, João Amorim, “o acidente resultou de um despiste contra uma árvore”.
    O condutor, uma das vítimas mortais, faria nesse dia 23 anos e tinha estado com os seus amigos a festejar o aniversário numa discoteca na Foz do Arelho. Um dos feridos graves foi transportado para um dos hospitais centrais em Lisboa e o outro para o hospital das Caldas da Rainha.
    Devido ao acidente, a EN 366 esteve cerca de duas horas cortada ao trânsito.
    No último dia de Janeiro, cerca das 22h00, a colisão entre dois veículos ligeiros de mercadorias no IC2, em Casal da Fisga (Rio Maior), causou um morto, um ferido grave e um ferido ligeiro.
    No local estiveram os bombeiros da Benedita e de Rio Maior. O acidente ocorreu no sentido Leiria-Rio Maior e o trânsito esteve cortado em ambos os sentidos, junto à saída de Casal da Fisga. A circulação foi por isso desviada para o interior da povoação.
    No dia 29 de Janeiro, às 19h42, uma testemunha de um acidente na estrada de Vale Serrão (Alvorninha) telefonou para o 118, informando que estaria no local uma viatura que tinha capotado e que estaria um indivíduo encarcerado.
    O Comando Distrital de Operações de Socorro accionou para o local a VMER das Caldas e os bombeiros da Benedita, por estarem mais próximos, mas quando estes chegaram ao local já o acidentado se tinha posto em fuga. Havia apenas algumas marcas do acidente na estrada e destroços.
    De 24 a 31 de Janeiro a GNR das Caldas da Rainha registou na área do seu destacamento territorial um total de 27 acidentes, dos quais resultaram nove feridos ligeiros.
    Um idoso de 72 anos foi detido a 25 de Janeiro, em Cortém (Vidais) por conduzir com uma taxa de alcoolémia de 1,49 gr/l. No dia 27 a GNR deteve em Geraldes (Peniche) um indivíduo com 25 anos que conduzia com 1,54 gr/l.
    A GNR de São Martinho deteve a 30 de Janeiro, em Alfeizerão, um homem de 25 anos que conduzia com uma taxa de 2,11 gr/l. O indivíduo carregava consigo uma arma de fogo e uma arma branca, que lhe foi apreendida.
    Numa operação da GNR das Caldas a 30 de Janeiro, em lugar não divulgado, foram fiscalizados 130 condutores, tendo um deles sido detido por excesso de álcool (1,47 gr/l). No total foram levantadas 24 autos. A Guarda apreendeu ainda um ligeiro de mercadorias que tinha no seu interior vestuário, CDs e DVDs alegadamente contrafeitos.
    No dia 25 de Janeiro, às 15h00, um homem de 52 anos foi detido pela PSP caldense por conduzir um carro sem ter carta. Quatro dias depois a polícia das Caldas deteve um outro indivíduo pelo mesmo motivo.
    De 24 a 30 de Janeiro os bombeiros voluntários das Caldas combateram quatro pequenos incêndios, dois dos quais junto à fábrica Hortas. Houve ainda a registar a queda de duas árvores, nas Caldas no dia 25 e nas Cruzes no dia 28, e danos em cabos eléctricos na Lagoa Parceira na manhã de 28 de Janeiro.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Alunas da Raul Proença em segundo lugar com campanha publicitária que alerta para a deficiência

    Alunas da Raul Proença em segundo lugar com campanha publicitária que alerta para a deficiência

    notícias das Caldas
    As alunas Juliana, Inês, Denise, Adriana, Mariana e Rita com Salvador de Almeida

    As “Sobre Rodas”, um grupo de alunas da Escola Secundária Raul Proença, desenvolveu uma campanha publicitária que acabou por alcançar o 2º lugar no concurso “Sensibilização em Escolas”.
    Trata-se de uma iniciativa promovida pela Associação Salvador, tendo as jovens da escola caldense obtido aquele honroso lugar entre 70 projectos provenientes de 32 escolas a nível nacional.
    Esta associação foi criada por Salvador Mendes de Almeida – autor e apresentador do programa Salvador da RTP1  (2ª feira, 21h00) – e tem por objectivo promover a “solidariedade pelos  interesses e direitos das pessoas com mobilidade reduzida”.
    Para esta campanha os alunos tinham que conceber um anúncio de rádio, um cartaz em formato Mupi e um  anúncio para uma página de jornal.
    O grupo da Raul Proença desenvolveu a sua proposta fazendo uma abordagem sob o lema  “Não deixe que as barreiras da sua mente se tornem reali dade!”.
    As jovens decidiram usar o basquetebol em cadeira de rodas como mote principal da campanha, visto que “este desporto é um bom exemplo do que os deficientes motores são capazes de fazer”, explicam asno seu site http://sobrerodasapr.blogspot.com/.
    Em todas as peças focaram a ideia de que as principais barreiras contra a integração de pessoas com deficiência motora “estão na nossa mente!”.
    No cartaz para colocar num mupis na cidade há um muro que representa as barreiras físicas e psicológicas à integração dos deficientes motores na sociedade e num outro, destinado à imprensa, há uma sobreposição de fotografias de um jogador de basquete e apenas na última se vê que este está em cadeira de rodas. Na proposta do anúncio de 30 segundos para a rádio não se distingue o som de um jogador normal de outro que tem mobilidade reduzida.
    O projecto pode ser visionado acedendo ao site da  Associação Salvador www.associacaosalvador.com ou no próprio  blogue do grupo http://sobrerodasapr.blo gspot.com/
    Para além da  participação no referido concurso, o grupo Sobre Rodas – constituído pelas  alunas Mariana Pereira, Adriana Nunes, Inês Marques, Rita Carvalho, Denise  Francisco e Juliana Serrazina – participou durante as férias do Natal numa acção de recolha de fundos para a Associação Salvador, em Lisboa.
    No próximo dia 3 de Março – durante a realização da Semana Raul  Proença – está prevista a vinda do conhecido apresentador à Escola Secundária  Raul Proença, para a realização de uma sessão que possivelmente será aberta à cidade.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • “Segunda vaga” da contestação dos docentes iniciada nas Caldas

    “Segunda vaga” da contestação dos docentes iniciada nas Caldas

    notícias das Caldas
    Dezenas de professores juntaram-se nas Caldas da Rainha e prometem retomar a luta iniciada em 2008

    Apesar das baixas temperaturas que se faziam sentir na noite da passada sexta-feira, 28 de Janeiro, dezenas de professores estiveram concentrados na Praça da Fruta das Caldas da Rainha. A iniciativa foi convocada pela Associação Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), que a baptizou de “2ª vaga”, porque o que se pretende é reacender a luta contra as medidas do Ministério da Educação iniciadas há três anos.
    Em causa está “o inferno burocrático da avaliação que se mantém”, bem como “a destruição da carreira docente que tem vindo a ocorrer paulatinamente”, explicou à Gazeta das Caldas um representante do núcleo local da APEDE, António Ferreira. “Hoje há uma medida, amanhã há outra, e como as pessoas não reagem, vão caindo medidas em cima de medidas”, apontou.
    Entre as mudanças que acredita que vão ter um grande impacto na profissão estão, por exemplo, o final da Área de Projecto e do Estudo Acompanhado, o que vai implicar reduções de horários.
    Embora os primeiros afectados devam ser os professores contratados, António Ferreira diz que deve ser acautelado o facto de poderem a vir a ser atingidos muitos dos professores efectivos “e poderá começar a aparecer um número crescente de horários zero”, situação que obriga os docentes a terem que ir trabalhar para escolas mais longe de casa.
    “Nas escolas, a resistência das pessoas esmoreceu um pouco, mas nota-se que as pessoas vão ruminando um certo desalento e um certo desespero com tudo isto”, aponta. É por isso que o movimento está empenhado em mobilizar uma nova unidade entre a classe profissional.
    A concentração das Caldas contou, não só com professores do concelho, mas também com docentes vindos de outros pontos do país, como Porto e Rio Maior. De Sintra deslocou-se o presidente da APEDE, Ricardo Silva, que garantiu existirem “razões muito fortes para a contestação e para que os professores voltem à rua”.

    “Uma luta que foi descapitalizada e desbaratada”

    Para Ricardo Silva, “é preciso recomeçar uma luta que foi enterrada, desmobilizada, por parte das direcções sindicais, que não souberam conduzir correctamente a contestação dos professores”. E a acção nas Caldas tinha como objectivo primordial “acender uma faísca que possa propagar-se”.
    Quando perguntamos a Ricardo Silva se os professores se sentem mal representados nos sindicatos, a resposta não se faz tardar. “Falando como membro da APEDE, claramente”. Porquê? Porque a grande mobilização e a união da classe conseguida em 2008 permitiu uma “posição negocial forte que foi sendo sucessivamente comprometida com as assinaturas dos memorandos, de acordos”. O resultado é que “as pessoas ficam com a sensação que não vale a pena lutar porque à última hora há acordos e entendimentos entre sindicatos e Ministério que realmente não dão corpo àquelas que são as reivindicações das bases”.
    Garantindo que as condições de trabalho dos professores se têm vindo a degradar ao longo de todo este tempo, Ricardo Silva diz que a luta iniciada há três anos foi “descapitalizada e desbaratada”. Mas garante que não está contra os sindicatos. “Ao contrário do que se possa pensar, nós queremos mais sindicato, melhor sindicato e mais acção”, seja em contestação às medidas do Ministério, seja “junto dos professores e em respeito pela sua opinião”.

    Mudou a ministra, mas as coisas continuam na mesma

    O presidente da APEDE lamenta que os sindicatos teimem em não se associar às iniciativas do movimento de professores, e a iniciativa de dia 28 não foi excepção. Defendendo que apenas com união se consegue recuperar a força dos protestos de há três anos, Ricardo Silva diz que “isso só se consegue se a unidade for construída com os professores e os sindicatos, e não só quando os sindicatos entendem”.
    Envolver os pais e encarregados de educação na luta da classe docente também não tem sido fácil. Ainda que “a degradação das condições de trabalho dos professores e do ensino possam efectivamente afectar os alunos”, Ricardo Silva diz que “os pais ainda não sentiram na pele a desmotivação que grassa entre os professores”. E isto porque “os professores têm sido extremamente profissionais e extremamente sérios, sabendo separar as suas reivindicações profissionais do trabalho em sala de aula e com os alunos”.
    Para já, o movimento ainda não tem previstas outras iniciativas de contestação e mobilização da classe profissional. Mas o responsável defende que deveriam ser equacionadas formas de luta mais radicalizadas, como “um período de greve por tempo indeterminado ou até aos exames”. Tudo porque “os professores estão a ficar completamente fartos da situação em que estão a ser colocados por parte do Ministério”. E a Internet será, como tem sido, a principal aposta para a divulgação de tudo o que se possa vir a fazer.
    O que é preciso é que os professores não se deixem vencer pelo cansaço, como acredita António Ferreira. Afinal, mudou a ministra, “mas as coisas continuam na mesma”, um facto que o professor atribui à falta de autonomia da tutela. “Nós sabemos que há um espartilho financeiro imposto pelo Ministério das Finanças, e por outro lado há uma posição que eu diria obsessiva do primeiro-ministro em relação aos professores”.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Crianças do Chão da Parada aprendem regras de segurança ao volante

    Crianças do Chão da Parada aprendem regras de segurança ao volante

    notícias das Caldas
    As crianças do Chão da Parada fiscalizaram as condições de segurança dos automobilistas

    A Associação Social e Cultural Paradense realizou no dia 14 de Janeiro, com a colaboração de dois agentes do programa Escola Segura da GNR das Caldas, uma operação Stop nas ruas envolventes à associação e escola primária do Chão da Parada.
    A iniciativa, dirigida a todos os alunos do Pré-Escolar, escola primária e A.T.L. da instituição, teve início com uma sessão teórica de sensibilização, onde foi explicado às crianças os procedimentos que se deve tomar quando se viaja de carro, nomeadamente, como usar o cinto de segurança, o respeito pelos peões que circulam na via pública, a proibição de estacionar em cima dos passeios, a obrigatoriedade das crianças circularem sempre em cadeira própria adequada à sua idade e tamanho, entre outros.
    Depois desta formação, as crianças acompanhadas pelos agentes da GNR, mandaram parar alguns automobilistas de modo a poderem verificar se o que tinham estado a aprender se verificava na prática.
    Os mais novos pediram também a documentação aos automobilistas, verificando se traziam o cinto de segurança.
    A ideia desta actividade surgiu por parte da Associação Paradense, no sentido de actuar na prevenção de acidentes rodoviários que envolvam crianças, porque, como explica Vanessa Sobreiro, directora técnica da Associação, “muitas vezes são as crianças que explicam em casa como se deve proceder, logo esta mensagem foi dirigida aos mais pequenos mas também esperamos que chegue aos encarregados de educação”.

    Ana Elisa Sousa
    asousa@gazetadascaldas.pt

  • Ódesign alia o olhar contemporâneo ao saber tradicional

    Ódesign alia o olhar contemporâneo ao saber tradicional

    Seis jovens designers estão a trabalhar com os utentes dos centros de dia, artesãos e desempregados do concelho de Óbidos, para em conjunto criar objectos originais, que possam trazer mais valias sociais e económicas.
    As duas primeiras criações envolveram 11 pessoas e foram apresentadas na passada sexta-feira. O artesanato e iniciativas que promovam emprego estão agora a ser tratados pelos designers.

    notícias das Caldas
    Ana Calçada (à direita) junto de algumas das designers participantes

    T-shirts com aplicações de pins inspirados na tradição dos lenços dos namorados, e jóias em renda, foram os primeiros objectos confeccionadas pelas utentes dos centros de convívio do Arelho e Bairro da Senhora da Luz, assente nas orientações dos designers.
    O projecto Ódesign começou por ser uma iniciativa do Centro de Design de Interiores (CDI). Seis jovens aceitaram o desafio e a sua criatividade, aliada às técnicas tradicionais, permitiu a criação de objectos numa “atitude de desenvolvimento e sustentabilidade e de mais-valia social e económica”, explica a responsável pelo CDI, Ana Calçada.
    O projecto que começou a ser idealizado há um ano deu agora os seus primeiros resultados visíveis, com a apresentação dos dois primeiros tipos de peças.
    “Esta é também uma forma de integrar a criatividade nos saberes podendo privilegiar-se ainda outros grupos”, explica a designer de produto, acrescentando que entretanto já se constituíram como associação.
    “Os lucros serão distribuídos pelas várias partes envolvidas”, salienta a responsável, destacando que há vontade de todos em continuar o trabalho. Acredita também que estes terão um local de venda em Óbidos, depois de ter ouvido o presidente da Câmara a incentivar à comercialização de produtos “made in” Óbidos naquela vila, sobretudo na Rua Direita.
    Os designers irão agora trabalhar com outros grupos, tendo já em mente projectos ao nível do artesanato e iniciativas de emprego. Maria João Melo reconhece que o conceito mais difícil de abordar é o de criar emprego, especialmente porque não têm qualquer perspectiva do que será o sucesso de cada produto.
    Presente na apresentação do projecto, que se realizou no dia 28 de Janeiro, o presidente da Câmara, Telmo Faria, disse que o Ódesign é um exemplo prático do trabalho em equipa. Adiantou ainda que a aplicação dos vários campos do saber próprio do design ajudam a interpretar o que “pode ser uma nova filosofia para as artes em Óbidos, que junte artesãos e artistas locais”.
    O autarca salientou que também estão a trabalhar com as crianças dos complexos escolares no sentido de as estimular a fazer ateliers criativos.
    Para além disso, estes objectos, nomeadamente os pins inspirados em motivos dos lenços dos namorados, serão utilizados por todos os conferencistas que participarem na conferencia final do Urbac (rede europeia de cidades de baixa densidade) que irá ter lugar a 2 de Junho em Óbidos.

    “É uma actividade que nos entretém, preenche e aviva para outras coisas”

    Emília Oliveira, de 77 anos, frequenta o Centro de Convívio do Arelho onde, com mais seis senhoras, bordou lenços e pins, recuperando a tradição dos lenços de namorados, mas agora com mensagens muito mais actuais e até suportes que antes não eram utilizados. “Adorei participar”, conta a residente no Carregal, que além de trabalhar em novos materiais também fez novas amizades.
    “Isto dá-nos muito ânimo e quanto mais coisas faço mais vontade tenho de fazer”, conta Emília Oliveira, que neste momento está a fazer um lenço bordado. E porque ainda tem muitas tarefas a cumprir no dia a dia, a septuagenária só à noite é que pode dedicar-se a este trabalho. “Deito-me sempre perto da meia noite e é preciso ter atenção para ficar bem feito”, conta.
    Habituada a fazer renda, Maria da Conceição Santos, de 62 anos, e utente do Centro de Convívio do Bairro da Senhora da Luz, estava longe de imaginar que a sua arte a levaria a fazer brincos e colares. Apesar de ao início estranhar, conta que foi “interessante descobrir o que se pode fazer com a renda”.
    Juntamente com mais duas senhoras que frequentam aquele centro desenvolveram um conjunto de peças de adorno, denominadas as jóias das rainhas d’Óbidos.
    “É uma actividade que nos entretém, preenche e aviva para outras coisas”, disse, acrescentando que a expectativa é de sempre ficar melhor.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • O que foi notícia na Freguesia de Alfeizerão ao longo de 2010

    Janeiro
    A Festa de Santo Amaro realizou-se nos dias 15 e 16. O tempo chuvoso afastou muita gente, que habitualmente vem a estes festejos seculares.
    A Casa do Povo procura nova direcção. O presidente Joaquim Matias terminou o seu mandato em Outubro de 2009 e já tomou a decisão de abandonar a colectividade no final de Março de 2011.
    No Casal Velho foram cantadas as janeiras a Nossa Senhora do Rosário. Houve um encontro de famílias, que terminou no dia de Reis numa festa-convívio.
    A Associão Quiterense festejou mais uma aniversário com o habitual almoço-convívio.

    Fevereiro

    O Corso Carnavalesco desfilou nos dias 14 e 15. Apesar do mau tempo a festa esteve animada.
    A auto-estrada A8 sofreu um deslizamento de terras na zona da “Barba Torta”, o que condicionou o trânsito durante cinco meses.

    Março
    A procissão do Senhor dos Passos efectuou-se no dia 28. Percorreu o trajecto habitual. O sermão do encontro foi pronunciado pelo Padre Tiago, do Vimeiro.
    Natividade Marques, presidente da Junta de Freguesia, em entrevista concedida à Gazeta das Caldas diz que a maior obra que desejava para a freguesia era o Hospital Oeste Norte.

    Abril
    O Grupo Recreativo e Desportivo de Vale de Maceira levou a efeito nas suas instalações uma exposição de fotografias, artesanato e fardamentos usados por militares portugueses na Guerra de África.
    O evento teve a colaboração da Delegação de Alcobaça Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra e encerrou com um almoço-convívio.

    Maio
    A população do Casal Velho levou a efeito a Festa Anual a Nossa Senhora de Fátima padroeira deste lugar.
    No dia 30 realizou-se na cidade de Vizela uma cerimónia relativa à entromização dos Confrades da Confraria Gastronómica do Pão-de-Ló tradicional. Na altura foram também entromizados os proprietários da Casa do Pão-de-Lá de Alfeizerão, José Luís Monteiro de Castro e Helena Monteiro de Castro.

    Junho
    A Festa de S. João Batista foi novamente um grande evento. Depois dos actos religiosos seguiu-se a parte cultural com o desfile das Marchas de Alfeizerão, Casal Pardo, Casal Velho, Centro Social Paroquial e Macalhona, que proporcionaram um grande espectáculo, que atraiu alguns milhares de espectadores.

    Julho
    A Casa do Povo comemorou no dia 4 os seus 96 anos, com um almoço-convívio. Associados e amigos da colectividade encheram o salão.
    Na Assembleia de Freguesia do dia 15, um residente de Vale de Maceira referiu que a falta de saneamento nesta localidade pode vir a poluir a Baía de S. Martinho do Porto.

    Agosto
    No Valado de Santa Quitéria realizou-se a tradicional festa de Santa Quitéria, na primeira semana do mês.
    Os semáforos colocados pelas Estrada de Portugal deixaram de funcionar. Ninguém responsável conseguiu resolver esta questão.

    Setembro
    No dia 5 realizou-se a Festa de N. Senhora do Rosário. Na véspera disputou-se o tradicional circuito das vindimas para ciclistas Júniores. Rafael Reis (Caixa Agrícola de Alcobaça) foi o vencedor. No domingo houve missa, seguida de procissão.
    No dia 27 efectuou-se mais uma Assembleia de Freguesia, que teve muito público a assistir.

    Outubro
    O Centro Social Paroquial foi inaugurado no dia 31 com a presença do Patriarca D. José Policarpo. O almoço-convívio foi servido nas instalações do S.U.A. e reuniu cerca de 500 pessoas.
    Arrancou nos Sapeiros (Casal Figueiras) a obra da Capela do Sagrado Coração de Jesus.
    No Casal Pardo iniciou-se a obra do Centro Comunitário Pastoral de José Nazário.

    Novembro
    No fim de semana dos Santos, houve a festa da “matança do porco”, no Casal Pardo, com bastante afluência de público.
    Na Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia, realizada no dia 21, o seu provedor, José Luís de Castro, anunciou que estão ultrapassados todos os problemas que envolveram o processo relativo à Construção do Lar Residencial, pelo que a obra irá avançar em Janeiro de 2011.

    Dezembro
    A Associação do Casal Pardo comemorou mais um Aniversário.
    A tradicional Festa de Natal da Misericórdia realizou-se no Salão da Casa do Povo. Uma tarde alegre para os seniores da Instituição.

    T. Antunes

  • Pais e alunos dos colégios caldenses em protesto

    Pais e alunos dos colégios caldenses em protesto

    notícias das Caldas
    Pais e alunos formaram um SOS humano no campo relvado ao lado do Colégio Rainha D. Leonor

    Várias centenas de pais e alunos dos colégios Rainha D. Leonor, nas Caldas, e Frei Cristóvão, em A-dos-Francos, protestaram a 24 de Janeiro contra os cortes do ministério da Educação nos financiamentos dos contratos de associação entre o Estado e as escolas particulares com alunos da rede pública de ensino.
    Nas Caldas da Rainha foi realizado um cordão humano em volta do colégio e os pais e alunos formaram também um SOS humano no campo relvado.
    Em A-dos-Francos os manifestantes concentraram-se em frente ao colégio e fizeram ouvir a sua indignação contra os cortes no financiamento.
    Fernando Carvalho, um dos pais que faz parte do movimento SOS e que tem uma filha a estudar no colégio Rainha D. Leonor, estava muito satisfeito com a adesão a este protesto. “Sem dúvida que os alunos querem defender este colégio e foram excepcionais”, considera.
    O encarregado de educação continua a achar que muitas pessoas não percebem o que está em causa, principalmente o facto dos alunos que estão nestes colégios fazerem parte da rede pública de ensino. “Compreendemos que sejam feitos cortes no financiamento, mas temos que manter a qualidade de ensino destes colégios e os cortes não podem ser superiores ao que será feito no ensino público”, afirmou.
    Guiomar Geada, do Cadaval, tem um filho de 17 anos que frequenta o colégio caldense há três anos e fez questão de estar presente no protesto por estar solidária com o movimento SOS.
    “Para ele a luta não faria tanto sentido porque é o último ano que aqui vai estar, mas ele está muito envolvido. Ele gosta muito desta escola, onde foi muito bem acompanhado pelos professores”, referiu, explicando que no concelho onde moram o seu filho não tinha a área que queria seguir no ensino secundário.
    Ana Bento, de Figueiros (Cadaval), tem uma filha de 15 anos no colégio Frei Cristóvão “porque aqui podia ter um outro apoio, porque ela sofria de fobia escolar”. A mãe acha que “se há um ensino tão bom neste colégio, não faz sentido retirarem-lhe o apoio financeiro”.
    Cristina Gomes, outra mãe de uma filha de 15 anos, está descontente com o que está a ser feito pelo Ministério da Educação. A sua filha frequenta a escola desde que esta abriu e já disse à mãe que até gostaria de poder ficar até ao 12º ano neste colégio, se existisse ali o ensino secundário. Residente em Boisias (Alvorninha), Cristina Gomes diz que tem todas as vantagens em existir uma escola para a sua filha em A-dos-Francos
    O desejo dos pais é que a ministra da Educação altere a sua posição, mas entretanto o grupo GPS, que é proprietário dos dois colégios caldenses, já assinou a adenda aos contratos de associação que permitem os cortes previstos porque caso não o fizessem deixariam de chegar verbas do Estado.
    Devido aos cortes previstos no Orçamento de Estado para 2011 em Dezembro foi publicada uma portaria que reduz em cerca de 30 por cento os apoios às escolas com contratos de associação.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

    Cortes no apoio a ensino particular preocupa autarquia nazarena

    Os cortes anunciados pelo Governo às escolas particulares e cooperativas com contrato de associação estão a deixar a Câmara da Nazaré preocupada com o futuro do ensino no concelho. É que na Nazaré o ensino secundário é unicamente assegurado pelo Externato D. Fuas Roupinho, uma escola privada, comprada pelo Grupo GPS, com contrato de associação pública.
    Em reunião de executivo camarário a autarquia aprovou uma moção onde defende que o estabelecimento “tem vindo a desempenhar um papel crucial no ensino no concelho da Nazaré e na Região, não podendo de forma alguma a ser colocada em risco a continuação da sua actividade”.
    No mesmo documento é ainda defendido que o Externato D. Fuas Roupinho “tem vindo ao longo dos anos a cumprir as necessidades educativas do concelho ao nível do ensino secundário, sendo o único estabelecimento, desde sempre, a leccionar o ensino secundário” no concelho, “cumprindo assim um serviço público de educação”.
    Razões mais do que suficientes para que a autarquia se solidarize com o movimento nacional que contesta a diminuição dos apoios. Com esta moção o executivo nazareno pretende “alertar o Governo para a necessidade de rever a situação”, que dizem pôr em causa o Ensino Secundário no concelho.

    J.F.

  • Mais de 300 presépios em exposição nas Gaeiras a partir de 8 de Dezembro

    Mais de 300 presépios em exposição nas Gaeiras a partir de 8 de Dezembro

    notícias das Caldas
    Ricardo Roque junto ao presépio animado, constituído por mais de 200 figuras

    A quinta edição da exposição de presépios das Gaeiras, que irá decorrer entre 8 de Dezembro e 3 de Janeiro, tem já confirmada a participação de 65 expositores. Estarão expostos mais de 300 presépios de diversos materiais, entre eles produtos naturais e reciclados.

    Este ano irão distribuir-se pelos antigos armazéns do vinho 50 stands individuais, que os artistas poderão ornamentar a seu gosto.

    Expostos estarão também exemplares de grandes dimensões em madeira, pedra e ferro, e um presépio tradicional da autoria do caldense Américo Teodoro.

    Os Jovens Voluntários Gaeirenses irão recriar um presépio ao vivo, no dia da inauguração da mostra. Nos fins-de-semana seguintes os jovens marcarão presença na Vila Natal, em Óbidos, a fazer divulgação desta mostra. (more…)

  • Pais protestam contra cortes nas verbas para colégios que recebem alunos da rede pública

    Pais protestam contra cortes nas verbas para colégios que recebem alunos da rede pública

    notícias das Caldas
    Os pais fazem questão de salientar que apesar dos colégios terem gestão privada, nenhum dos alunos paga para frequentar as escolas

    Um grupo de pais de alunos que frequentam os colégios Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, e Frei São Cristóvão, em A-dos-Francos, aderiu ao movimento “SOS Educação”, que contesta os cortes nos financiamentos dos contratos de associação entre o Estado e escolas particulares, tendo preparado para esta semana uma série de acções de contestação.
    Para os dias 27 e 28 estava previsto que os alunos não entrassem nas escolas para terem aulas, mas vão estar presentes em frente aos estabelecimentos como forma de protesto. Para a manhã de 27 de Janeiro estava também prevista a realização de um cordão humano no colégio Rainha D. Leonor.
    Na passada terça-feira, dia 25, alguns pais caldenses participaram num “cortejo fúnebre” até ao Ministério da Educação, em Lisboa, com dezenas de caixões, num protesto contra os cortes no financiamento.
    “O objectivo desta manifestação é dar nota à ministra e ao secretário de Estado de que a recente alteração da legislação põe em causa a sobrevivência das escolas, leva à asfixia e pode condená-las ao encerramento”, afirmou João Asseiro, porta-voz do SOS Movimento Educação, que convocou o protesto.
    João Asseiro exigiu a revogação da portaria que define um apoio anual por turma de 80.080 euros, menos cerca de 10 mil euros do que a verba reclamada pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).
    Os encarregados de educação dos alunos do colégio Rainha D. Leonor começaram a ficar mais sensibilizados para esta questão depois de em Janeiro terem recebido uma missiva da escola a alertar para alterações dos horários.
    Segundo Paula Rente, directora do colégio, com as mudanças no contrato com o Estado já no decorrer do ano lectivo foram obrigados a fazer algumas alterações. “Tivemos de tomar medidas que, face à redução orçamental, nos permitam subsistir até ao final do ano”, explicou.
    A directora disse ainda que a solução foi aplicar uma norma prevista no contrato colectivo de trabalho relativamente às regras quanto à elaboração do horário lectivo dos docentes. O professor ganha o mesmo valor de salário base, mas foram acrescentadas mais duas horas lectivas e duas horas não lectivas por semana, de acordo com o acordo colectivo de trabalho. Até aqui a norma era os professores trabalharem 22 horas lectivas por semana, considerando que as restantes 10 horas seriam dedicadas à preparação das aulas e correcções de trabalhos e testes.
    “A nossa principal preocupação foi ajustarmo-nos à nova realidade e isso foi bem aceite por todos. A qualidade do ensino continua a ser a mesma”, garante.
    Para a directora, o facto de este colégio ter apostado em professores jovens por quererem construir um projecto com docentes em início de carreira que trouxessem novas ideias e um outro espírito, tornou-se agora uma vantagem com a alteração das regras de funcionamento.
    É que no caso das escolas com docentes que tenham muitos anos de serviço, e em que o seu vencimento é muito superior (a progressão de carreira é automática), com as alterações às regras, o problema reveste-se de maior preocupação.
    “Até agora a base para o cálculo do contrato de associação era a massa salarial. Quanto mais antigos fossem os professores, mais atractivo seria o contrato porque a verba atribuída pelo Estado para a gestão era uma percentagem sobre o valor da massa salarial dos professores”, explicou.
    A responsável garante que tem agora um corpo docente estabilizado, de 82 professores, e que a quase totalidade está efectiva na empresa. Mas foi necessário dispensar professores que tinham sido contratados no início do ano lectivo e outros que estavam a tempo parcial.
    Paula Rente acredita que mesmo com os cortes no financiamento o colégio Rainha D. Leonor poderá continuar a funcionar, mas com muitos sacrifícios. A directora aceita que se façam cortes, mas não tão radicais e que “não inviabilizem estes projectos”.
    No colégio Frei Cristóvão foram também aplicadas as normas do contrato colectivo de trabalho para fazer face a estes cortes. Com as alterações aos horários foram dispensados três professores, um deles do ensino especial, com base na extinção de posto de trabalho.
    O director do colégio, Francisco Dionísio, lamenta que “as regras tenham sido alteradas a meio do jogo” e teme que a situação possa a vir a piorar ainda mais no futuro. Esta escola tem agora 37 professores.
    Pais elogiam colégio

    Ana Paula Caiado, tem seis filhos, dos quais três são alunos estudam no colégio Rainha D. Leonor, e sublinha “a boa qualidade de educação que eles têm tido nesta escola”. Prova disso, referiu, são os resultados obtidos nos rankings nacionais.
    A encarregada de educação salienta que se os colégios encerrarem portas por falta de verbas, os 1800 alunos que frequentam os dois estabelecimentos de ensino vão sobrelotar as  outras escolas do concelho.
    Nuno Sousa, que tem uma filha a estudar no 5º ano do colégio Rainha D. Leonor, associou-se a esta causa por achar que está a ser feita uma injustiça. “O ensino aqui prestado é de extrema qualidade e é gratuito para os nossos filhos”, sublinha.
    Os pais fazem questão de salientar que apesar dos colégios terem gestão privada, nenhum dos alunos paga para frequentar as escolas (ao contrário do que algumas pessoas pensam) pois é o Estado que paga uma determinada quantia por cada aluno inscrito. Acreditam também que estes estabelecimentos de ensino saem mais baratos ao Estado. “Pelas contas que se têm feito, cada aluno fica mais barato nestas escolas do que no ensino público”, salientou Nuno Sousa.
    Fernando Carvalho, pai de uma aluna também deste colégio, tem participado nas audiências com alguns grupos parlamentares da Assembleia da República com vista a sensibilizar os políticos para este problema. Na sua opinião, trata-se de uma questão ideológica que faz com que se oponha a gestão pública e a gestão privada. “Mas esta escola prova que a gestão privada pode ser mais eficiente. Esta escola sempre aceitou todos os alunos e, com o mesmo dinheiro ou menos do que as outras, consegue obter óptimas posições no ranking nacional”, sublinhou.
    Os pais e alunos estão a recolher assinaturas para uma petição pública dirigida à Assembleia República a exigir a suspensão das medidas previstas por entenderem que põem em causa a garantia de continuidade do aluno na mesma escola ao longo de todo o seu percurso escolar “uma vez que os contratos apenas garantem o ciclo” e da própria escola “em virtude do corte orçamental ser da ordem dos 30%”.
    Os signatários querem também que seja revisto o valor atribuído para o ano lectivo corrente, clareza nas contas com a descrição detalhada de todos os encargos das escolas do Estado e das com contrato de associação.
    No Facebook multiplicam-se também as mensagens de apoio de alunos, ex-alunos e de pais que não poupam elogios ao ensino do colégio Rainha D. Leonor.

    O investimento foi privado

    A construção destes dois colégios no concelho das Caldas foi decidida em 2005, depois de goradas as expectativas da construção de duas escolas públicas que estavam previstas há vários anos e que nunca foram concretizadas.
    A 21 de Fevereiro de 2005 a Assembleia Municipal das Caldas aprovou a alienação de dois terrenos municipais ao grupo GPS – Educação e Formação (que entretanto cresceu para 25 estabelecimentos) para a construção dos dois colégios.
    O terreno em Santo Onofre, onde era para ser construída a escola 2, 3 do Estado, foi vendido por 50 mil euros e o de A-dos-Francos por 20 mil euros. A venda foi efectuada na condição dos edifícios se destinarem exclusivamente a estabelecimentos de ensino. O não funcionamento da escola durante cinco anos importa a reversão do direito aos terrenos a favor do município.
    A empresa garante que o acesso à escola é livre, sem qualquer tipo de constrangimentos de ordem económica, social ou cultural, e em igualdade com as escolas de iniciativa estatal.
    O interesse desta empresa deveu-se ao facto de as Caldas ser nessa altura o concelho de toda a região de Lisboa e Vale do Tejo com mais carência de salas de aula no ensino secundário. A Câmara terá posto como condição apoiar a escola em Santo Onofre se fosse feita outra em A-dos-Francos.
    Na altura, o vereador Tinta Ferreira interveio na Assembleia explicando que as escolas pretendiam acolher os alunos que estavam em excesso na rede pública. Existia então um excesso de dois mil alunos do quinto ao 12º ano de escolaridade no concelho, segundo a Carta Educativa que estava a ser elaborada. “Há uma previsão de que o número aumente nos próximos dez anos e esse excesso traz problemas às escolas secundárias caldenses”, afirmou Tinta Ferreira.
    As obras começaram nesse ano e os colégios abriram a tempo para o ano lectivo 2005/06.
    Como os colégios integram a Rede Escolar Pública, através do contrato de associação, o ensino é gratuito para os alunos e subsidiado pelo Estado.
    A partir do ano lectivo 2006/07 o colégio Rainha D. Leonor passou a ter 1º Ciclo privado, pago pelos pais, e sem qualquer subsídio do Estado.

    Fenprof apresentou queixa contra grupo GPS

    A Fenprof apresentou uma queixa na Autoridade para as Condições de Trabalho contra o grupo empresarial GPS, S.A., que detém os colégios caldenses, entre outros.
    Sem referir especificamente os estabelecimentos caldenses, a federação de sindicatos dos professores afirma em comunicado que se começa a instalar “um clima insuportável que se abate sobre os docentes, através da ameaça e da prática de ilegalidades diversas”.
    Os sindicalistas falam dos despedimentos, alteração de horários de trabalho, transferências de estabelecimento e utilização ilegal do período experimental para despedir.
    Em comunicado a Fenprof denuncia ainda que “muitos docentes de estabelecimentos de ensino particular estão a assinar, ‘voluntariamente’, declarações em que aceitam que os seus salários sejam reduzidos”.
    Para os sindicatos “é inaceitável que as entidades patronais confrontem os seus trabalhadores com este tipo de situação e os induzam a, ‘voluntariamente’, aceitarem tais cortes”.
    Isto porque entendem que a decisão não corresponde a qualquer acto verdadeiramente livre “pois nenhum trabalhador aceita, em plena liberdade e voluntariamente, que reduzam o salário que aufere quando este corresponde ao que se encontra legalmente estabelecido”.
    A Fenprof diz ainda que existem pressões e chantagens latentes por parte das direcções dos colégios “que levam os docentes a assinar as declarações, sob ameaça implícita de desemprego”.
    Segundo o comunicado da Fenprof, “nem todos estão dispostos a tal e alguns dos professores que não assinaram essas declarações estão disponíveis para, caso os seus salários sejam reduzidos ou sobre si se exerça qualquer acto de retaliação, avançar para os tribunais”.
    No entanto, a Fenprof reafirma a sua posição de disponibilidade “para, no âmbito da negociação sobre o Contrato Colectivo de Trabalho, serem encontradas soluções que garantam que não haverá despedimentos, nem reduções de salários”.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Nazaré eleita zona piloto da Televisão Digital Terrestre

    Os nazarenos terão que se preocupar já este ano com a mudança dos seus equipamentos de televisão. É que a partir de 13 de Outubro cessará a emissão analógica terrestre e todos os equipamentos terão que suportar a Televisão Digital Terrestre (TDT).
    A vila piscatória foi eleita pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) como uma das zonas piloto para a implantação do novo sistema de televisão digital, a par com Alenquer e Cacém, onde a emissão analógica vai cessar a 12 de Maio e 16 de Junho, respectivamente. A TDT vai proporcionar mais serviços de programas de televisão, mais qualidade de imagem e de som e a possibilidade de usufruir de serviços interactivos e a recepção de conteúdos em alta definição.
    No processo de mudança para a TDT deverão ser envolvidas as instituições de poder local e outras entidades locais relevantes e às populações das zonas piloto vão chegar campanhas de informação para que todos estejam preparados para o switch-off, designação da cessação das emissões de televisão analógica terrestre.
    A ANACOM diz que as zonas piloto são “zonas confinadas, em que há maior capacidade de controlo de factores adversos” e que o período de testes vai permitir “afinar os procedimentos de preparação da cessação das emissões analógicas terrestres em todo o território, minimizando os riscos associados a tal operação”.
    Fora das zonas piloto o sinal analógico deverá ser desligado a partir de Janeiro de 2012 e até 26 de Abril do mesmo ano, limite imposto pela União Europeia para a transição para a TDT. Os planos da ANACOM indicam que a 12 de Janeiro será apagado o sinal analógico na faixa litoral do território continental. Seguem-se as regiões autónomas dos Açores e Madeira a 22 de Março de 2012 e, finalmente, todos os restantes emissores e retransmissores do país até 26 de Abril.
    A ANACOM acrescenta ainda que actualmente as emissões de TDT já estão disponíveis para cerca de 87% da população portuguesa, mas o novo sistema só é suportado pelos televisores mais recentes. Os equipamentos mais antigos vão necessitar de descodificadores que permitam o acesso à TDT, que já estão a ser comercializados. Isto no caso de quem recebe a emissão televisiva em canal aberto, situação em que a autoridade diz estarem 1,5 milhões de casas no país.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Rotários caldenses promovem iniciativa de apoio ao Banco Alimentar

    O Rotary Club das Caldas da Rainha realiza na próxima segunda-feira, 31 de Janeiro, pelas 20h30, no restaurante A Lareira, um jantar-palestra, com Ana Bessa, presidente do Banco Alimentar do Oeste.
    Com esta iniciativa pretendem dar a conhecer o “trabalho meritório” que esta instituição tem vindo a fazer na região e sensibilizar a população para o “grave problema social que a nossa sociedade está a sofrer, assim como as várias formas de o minimizar”.
    Neste evento será também atribuída pelo clube caldense e Fundação Rotária Portuguesa, uma bolsa de estudo a uma aluna do ensino superior. Esta iniciativa é complementar à atribuição dos prémios anuais, oferecidos em Setembro e que este ano distinguiu todas as escolas dos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, contemplando duas dezenas de jovens.
    O custo do jantar é de 20 euros por pessoa, revertendo metade a favor do Banco Alimentar contra a Fome. Os interessados em participar poderão fazer a sua reserva, até dia 30 Janeiro, na Papelaria Vogal (ou 262841549) ou no Escritório Advogados Dr. Nuno Ribeiro (262842601).

    F.F.

  • Como era antigamente a minha rua na Nazaré?

    O Museu Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, vai levar a cabo, em parceria com a Universidade Sénior da vila, a segunda edição das “Conversas de Algibeira” e o tema escolhido para este ano é “A Minha Rua”.
    Pretende-se que os mais velhos recuperem memórias da rua onde nasceram ou residem, através de trabalhos de escrita criativa, desenho, pintura ou fotografia.
    A iniciativa visa contribuir para a partilha de memórias e para a recuperação de espaços em constante mudança, seja pelo aumento da construção imobiliária, seja pelas novas ocupações económicas da vila piscatória. E isto obriga muitas vezes a alterações em hábitos locais enraizados.
    De acordo com a organização da iniciativa, “a peculiaridade do traçado das ruas nazarenas e dos ‘pátios’ enquanto espaços de sociabilização, sobretudo feminina, é um dos elementos a reforçar com o projecto”. Por isso, a tónica deverá ser posta tanto na descrição física da rua, como nas relações de vizinhança e na socialização das quais aquele espaço é palco.
    Os trabalhos deverão ser entregues até meados de Maio, seguindo-se uma sessão pública de apresentação dos mesmos. Os interessados em participar no projecto deverão contactar o secretariado de apoio à Universidade Sénior, no gabinete de Acção Social da Câmara Municipal da Nazaré, ou pelo telefone 262550012.

    J.F.

  • Complexo do Alvito festeja o mês de Janeiro com várias iniciativas

    Complexo do Alvito festeja o mês de Janeiro com várias iniciativas

    notícias das Caldas
    A cake designer Teresa Henriques ensinou as crianças a fazer bolachas originais

    O complexo escolar do Alvito está a desenvolver diversas actividades durante o mês de Janeiro com o objectivo de comemorar o feriado municipal de Óbidos.
    No passado dia 17 de Janeiro, Dia de Santo Antão, a escola desenvolveu um workshop de Cake Design, dinamizado pela cake designer Teresa Henriques. Durante a tarde, as crianças do primeiro e segundo ciclo decoraram bolachas das mais diversas formas – onde não faltaram Mickeys e Hello Kittys – tendo por base as orientações da criativa.
    Os pequenos “pasteleiros” trabalharam os biscoitos em massa pão e, depois de cozidos, foram logo saboreados.
    Do programa de Janeiro fazem ainda parte as Doces Segundas-feiras, torneios desportivos (ténis de mesa e gira-volei) e o projecto “Tuna do Alvito”. Esta iniciativa teve início no dia 6, com o cantar das Janeiras.
    “Deste modo pretende-se que a comunidade educativa estabeleça parcerias com os alunos no sentido de ajudar a desenvolver o projecto apresentado para o Complexo do Alvito”, refere a coordenadora do estabelecimento, Margarida Reis.
    Estas iniciativas são organizadas em colaboração com a Associação de Pais de A-dos-Negros e Gaeiras.
    Neste primeiro ano de existência, o complexo está a desenvolver o projecto que tem por tema “Viver melhor”, onde, além das crianças, conta com a participação activa dos encarregados de educação e comunidade envolvente. Entre os projectos estão a criação de espaços específicos para realizar diferentes actividades, jogos, a construção de uma quinta e uma horta, a Rádio Escola do Alvito, a realização de torneios e concursos, visitas de estudo, a dinamização de clubes (Património, Desporto Escolar, Som e Imagem), e a comemoração de datas importantes.

    “O Caminho das Histórias” no Furadouro

    Os animadores do complexo escolar do Furadouro (Amoreira) apresentam hoje (28 de Janeiro), às 21h00, a actividade “O Caminho das Histórias”, no âmbito do projecto Europeu “Contos do Caminho”. Esta iniciativa pretende fomentar os contos de tradição oral dos vários países europeus e obras de arte.
    O projecto compreende o livro e a leitura, para além da salvaguarda do património, apoiando-se na palavra do contador, na imagem ilustrada, narração audiovisual e fotografia.
    “Contos do Caminho” resulta de uma parceria entre Espanha, Portugal e França e pretende divulgar o lado cultural ligado aos percursos, nomeadamente os contos tradicionais das gentes que se cruzavam no caminho de Santiago.  É financiado pela União Europeia, entre outras entidades, e  organizado pelas editoras Bichinho de Conto (Portugal), La Compagnie Créative (França) e OQO (Espanha),  e pelo Museo Thyssen-Bornemisza, também espanhol. Nele colaboram ainda o Ministério da Cultura português e diversos museus, organismos públicos e autarquias dos três paises.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Combustíveis do Pingo Doce das Caldas entre os mais baratos do país

    Combustíveis do Pingo Doce das Caldas entre os mais baratos do país

    As bombas de abastecimento do Pingo Doce das Caldas da Rainha estão entre os cinco postos nacionais onde os combustíveis são mais baratos.
    Os preços ali praticados têm provocado uma verdadeira enchente, trazendo muita gente de localidades que chegam a distar 50 quilómetros das Caldas. “Compensa”, dizem os automobilistas que não se importam de esperar o tempo que for preciso para poupar alguns euros em cada depósito.

    notícias das Caldas
    Os clientes do posto caldense garantem que se justifica o tempo de espera que muitas vezes aguentam para ali encherem o depósito do carro

    Na passada semana, o Pingo Doce das Caldas da Rainha era, a par com os postos de Monção, onde se podia abastecer o depósito do carro e gastar menos dinheiro. A notícia teve repercussões nacionais e um impacto acrescido por ter sido divulgada quando o preço dos combustíveis batiam novos máximos históricos.
    Aos clientes que já preferiam as marcas brancas e que, pela diferença de preço, já optavam pelo Pingo Doce caldense, juntaram-se muitos outros, vindos de vários pontos da região. Verdadeiras enchentes marcaram os dias que se seguiram, e ao que tudo indica esta é uma situação que não deverá mudar tão depressa, dada a diferença de preços que (contas feitas pelo Diário Económico) pode chegar até aos 14 euros por depósito.
    Ricardo Pedroso, director de loja do Pingo Doce caldense, confirma que “tem havido um incremento” de procura dos combustíveis daquele espaço comercial. E perante uma afluência maior que o normal, “a atenção foi redobrada”.
    Mas como é que se conseguem preços tão mais baixos que nos outros postos? “Cumprindo o compromisso que assumimos com os nossos clientes, de termos sempre preços competitivos”, admitindo que isso implica margens mais baixas. “É um esforço que fazemos”, diz.
    Outra pergunta que se impõe é se o hipermercado está a ter mais movimento devido à procura dos combustíveis. O director afiança que “há um mês atrás a relação entre os clientes das bombas e os clientes da loja era maior, os clientes eram os mesmos. Agora, apesar de estarmos a registar em simultâneo um acréscimo de vendas na loja e nas bombas, parece-nos que não há tanta relação”.
    Na manhã da passada terça-feira, por volta das 11h30, o acesso às bombas estava encerrado, para abastecimento dos depósitos de combustível. Gazeta das Caldas falou com dois dos condutores que estavam na fila, a aguardar que as bombas reabrissem. Pedro Aniceto, residente nas Caldas, garante que vai “sempre” abastecer ao Pingo Doce, e que já o faz “há muito tempo, porque aqui é mais barato”. A diferença de preço faz com que valha a pena estar à espera, garantiu.
    Uma opinião partilhada por Luís Pereira, também residente nas Caldas da Rainha, que sempre que pode é ali que enche o depósito, mesmo que isso implique algum tempo de espera. “Diariamente faço muitos quilómetros, pelo que se justifica”, disse. Quando a pressa aperta e não há tempo para pausas a opção acaba por ser “a bomba mais próxima, mesmo que seja mais cara”. E o que se faz para evitar que isso aconteça? “Normalmente evito chegar à reserva e quando posso abasteço”.
    Os dois condutores são exemplos dos que, residindo nas Caldas, optam pelo que é mais barato. Mas há muita gente que vem de fora para poupar em cada depósito de combustível. Ricardo Pedroso diz que ali têm chegado clientes vindos “de um raio de 50 quilómetros, o que numa situação normal não se verificaria, até porque Caldas da Rainha é uma localidade com muitos postos de abastecimento”.

    Quanto se poupa?

    Vamos a um exemplo prático: um carro pequeno, feito para andar na cidade, e cujo depósito leva 35 litros de combustível, fazendo uma média de 500 quilómetros com cada depósito e uma carrinha que leva 60 litros e que faz uma média de mil quilómetros por depósito. E a partir de aqui, serão estes os exemplos usados para dar conta da diferença de preços, conforme os números divulgados pelo site Preços dos Combustíveis Online (www.precoscombustiveis.dgge.pt), da Direcção Geral de Energia e Geologia e do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, actualizados regularmente.
    No início desta semana, no Pingo Doce das Caldas da Rainha o gasóleo estava a 1,151 euros por litro e a gasolina 95 a 1,343 euros. Vamos abastecer de gasóleo e com o carro pequeno gastamos 40,3 cêntimos, com a carrinha familiar gastamos cerca de 69 euros. Já quanto à gasolina gastamos 47 euros no carro pequeno e 80,5 euros com a carrinha.
    Sabemos que este é o posto mais barato, mas vamos dar uma volta pelo concelho e vejamos o que poupa quem abastece ali. Andamos uns metros e vamos ao posto da BP, da Repsol ou da Galp, na recta de Tornada, e os preços são muito semelhantes (se abastecermos de gasóleo, gastamos cerca de 45 euros com o carro pequeno e 77 euros com a carrinha; já com gasolina, gastamos 52 euros no depósito mais pequeno e 88 euros no maior). Preços muito semelhantes aos que se verificam nos restantes postos da cidade. a excepção vai para o hipermercado E.Leclerc, onde se regista uma diminuição a rondar os dois euros por depósito.
    Se sairmos do núcleo urbano as diferenças começam a ser maiores. Vejamos o caso do posto Azoria na Ribeira dos Amiais: com gasóleo gastamos 47,5 euros no carro pequeno e 81,4 euros no carro maior; com gasolina 54 euros no carro pequeno, 92 euros com a carrinha. Vamos comparar com o Pingo Doce: mais 7,2 euros em gasóleo e 7 euros em gasolina no depósito mais pequeno; mais 12,4 euros em gasóleo e menos 11,5 em gasolina no depósito maior.

    Segunda opção mais barata em Óbidos e na Benedita

    O site Preços dos Combustíveis Online tem toda a informação necessária sobre preços, localização, horários e serviços de cada posto de abastecimento. Quais os locais mais baratos em cada distrito e quais os cinco mais económicos a nível nacional, são outras das informações que ali se podem encontrar.
    De acordo com a página, quem quiser poupar e não puder ir ao pingo Doce das Caldas da Rainha, tem como segunda opção mais económica o Intermarché de Óbidos ou o Intermarché da Benedita, onde os preços eram exactamente os mesmos ao início da semana. Aqui, enchemos o carro pequeno com 42 euros de gasóleo e 49,2 euros de gasolina; o carro familiar com 72,2 euros de gasóleo e 84,4 euros de gasóleo.
    Já de evitar são as estações de serviço da A8. No caso da estação de Óbidos, da CEPSA, o gasóleo estava a 1,340 euros (46,9 euros no carro citadino e 80,9 euros no carro familiar) e a gasolina 95 estava a 1,519 euros por litro (53 euros no depósito mais pequeno, 91 euros no depósito maior).

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Nazaré inicia festejos carnavalescos com ancestral Festa de S. Brás

    Nazaré inicia festejos carnavalescos com ancestral Festa de S. Brás

    notícias das Caldas
    No sopé do Monte de S. Bartolomeu são esperadas centenas de pessoas para uma das mais enraizadas festas populares nazarenas (Foto de arquivo)

    Os nazarenos voltam na próxima quinta-feira, 3 de Fevereiro, a rumar ao Monte de São Bartolomeu para mais uma tradicional Festa de S. Brás. Naquela que é uma das mais genuínas festas populares nazarenas, as crenças religiosas andam a par e passo com os festejos pagãos que há décadas marcam o arranque oficial do Carnaval na vila piscatória.
    Na vertente religiosa da Festa de S. Brás, centenas de pessoas sobem todos os anos à capela de S. Bartolomeu e é lá no alto do monte que podem usufruir de uma das mais espantosas vistas panorâmicas da região. Diz a tradição oral que quando Frei Romano e D. Rodrigo (o último rei visigodo na Península Ibérica) se refugiaram na Nazaré, traziam consigo a imagem de Nossa Senhora da Nazaré e as relíquias de S. Brás e S. Bartolomeu, dois santos cuja veneração das gentes nazarenas tem resistido ao passar dos anos.
    Já na vertente pagã da festa, que se realiza invariavelmente a 3 de Fevereiro, muitos são os que fazem do sopé do Monte de S. Bartolomeu um imenso parque de merendas. As carnes e enchidos assados ali mesmo, bem regados, entretêm o estômago daqueles que não querem perder o bailarico habitual da festa.
    E a mais de um mês do Dia de Entrudo (que este ano se comemora a 8 de Março), a ancestral festa dá mais uma vez o pontapé de saída para os festejos que prometem animar a vila nas próximas semanas. O mote deste ano já foi escolhido e é, como habitualmente, uma expressão nazarena: “X’Ándar, X’Ósir, X’Óstar”. Nos festejos da próxima quinta-feira não faltam as marchas que todos os anos marcam o ritmo do Carnaval nazareno e os foliões, muitos deles já devidamente disfarçados ou “ensaiados”, vão conhecer oficialmente os reis deste ano, Luís Mendes “Xiri” e Odete Robalo.
    Até quarta-feira de cinzas a vila piscatória vai andar num verdadeiro reboliço com bailes pelas diversas salas, cegadas, ranchos de fantasia e bandas infernais, que o tornam o Carnaval nazareno num dos mais tradicionais do país. O programa fica completo com os tradicionais corsos que todos os anos atraem milhares de pessoas à marginal nazarena.

    J.F.

  • Barragem de Alvorninha vai regar campos agrícolas já na próxima Primavera

    Barragem de Alvorninha vai regar campos agrícolas já na próxima Primavera

    notícias das Caldas
    O presidente da Junta de Alvorninha anunciou que a barragem vai finalmente servir para fornecer água para a agricultura

    Pedro Santana Lopes era primeiro-ministro de Portugal quando veio inaugurar, a 22 de Janeiro de 2005, a barragem de Alvorninha, uma obra que custou cinco milhões de euros. Seis anos depois, é esperado que finalmente a água entretanto acumulada sirva para a agricultura de regadio.
    Ao longo destes anos Gazeta das Caldas tem recordado várias vezes o facto de esta barragem há tanto tempo construída não estar servir para nada.
    Em Junho de 2008, José Canha, director regional da Agricultura e Pescas do Ribatejo e Oeste, explicava que tudo estava a decorrer de uma forma normal e que se tratava do processo de enchimento. Isto depois de, em 2007, ter afirmado que no ano seguinte a barragem funcionaria normalmente.
    Agora, o presidente da Junta de Alvorninha, Virgílio Leal, explicou que durante o primeiro enchimento “notou-se que havia uma ligeira fuga de água numa das saídas, que se veio mantendo”. Será algo de ínfimo, mas o suficiente para que o LNEC, que acompanhou a obra, necessitasse de fazer novos testes.
    Agora está previsto que no final do Verão de 2011, depois de ter sido iniciada a rega, sejam feitos novos ensaios e, se tudo estiver normal, será finalmente emitida a licença de utilização.
    A 14 de Janeiro, dia do jantar de ano novo da freguesia, o presidente da Junta de Alvorninha, reuniu com José Canha, a direcção da Junta de Agricultores e a Câmara das Caldas. “Há a partir de hoje a garantia de que logo que seja possível começar a regar podemos começar a fazê-lo”, revelou Virgílio Leal.
    Nas próximas semanas serão feitas algumas descargas para mais testes e lavagem das condutas.
    Está previsto que para as primeiras regas exista água suficiente para 50 hectares de campos agrícolas. Quando estiver na sua total capacidade, a barragem poderá vir a servir cerca de 100 agricultores.
    A albufeira da barragem de Alvorninha tem capacidade para armazenar 711 mil metros cúbicos, inundando uma área de 11 hectares servindo terrenos das freguesias de Alvorninha, Vidais e Salir de Matos.

    As boas notícias de 2010

    A Junta de Alvorninha promoveu a 17ª edição do jantar de ano novo da freguesia, que reuniu 140 pessoas no restaurante “O Cortiço”. Os encontros realizam-se fora da freguesia porque é preciso uma sala com capacidade para mais de 100 pessoas.
    Foram convidados a participar professores, educadores de infância, funcionários das escolas, dirigentes das colectividades, membros da assembleia de freguesia e os funcionários da Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia (ASAF).
    “É uma forma de agradecer a todos o trabalho que fazem pela freguesia pois, embora os funcionários recebam o seu ordenado, há muitas coisas que fazem por amor à camisola”, salientou o presidente da Junta.
    Para o autarca, o ano de 2010 teve aspectos positivos e negativos. Pelo lado bom, destaca-se a inauguração do Centro Educativo de Alvorninha, a 20 de Junho, e a criação de uma equipa de futsal da freguesia que está a disputar a 2ª Divisão Distrital.
    O vereador Tinta Ferreira salientaria mais tarde que essa obra tinha custado dois milhões de euros, dos quais metade foi pago pela Câmara e a outra metade através de fundos comunitários. “Não veio dinheiro nenhum da administração central”, salientou.
    Tinta Ferreira aproveitou a oportunidade para pedir aos pais que moram naquela freguesia, mesmo os que trabalhem nas Caldas, para inscreverem os seus filhos naquela escola.
    Para que novos casais se possam radicar em Alvorninha a Câmara tem vindo a desenvolver o projecto de urbanização social para jovens naquela freguesia, um processo que tem vindo a arrastar-se há vários anos e servido de promessa eleitoral em duas eleições autárquicas.
    Já no jantar de ano novo de 2004 o presidente da Junta anunciava que na segunda-feira seguinte iria ser aberto o concurso público para a construção da urbanização social.
    Sete anos depois, o vereador Tinta Ferreira anunciou que ainda durante este mês seria assinada a escritura do primeiro casal que irá construir naquela urbanização para jovens.

    Falta de médicos na freguesia

    Para o presidente da Junta, o pior de 2010 foram os problemas originados pela falta de médicos na extensão do centro de saúde em Alvorninha, cujos serviços prestados à população foram reduzidos quase para metade. “Temos uma médica que vai à extensão de saúde um dia por semana e uma outra médica que vai dois meios-dias”, explicou o presidente da Junta, salientando que é “manifestamente pouco para o número de utentes que a freguesia tem”.
    A extensão de saúde chegou a ter dois médicos para cerca de 4000 utentes, mas com a saída dos clínicos ficaram apenas inscritas 1600 pessoas em Alvorninha porque quem pôde acabou por mudar para as Caldas da Rainha.
    “Só que isso traz muitos inconvenientes à população, principalmente aos mais idosos que não têm condições de mobilidade para se deslocarem às Caldas da Rainha”, referiu Virgílio Leal.
    A Junta tem vindo a reunir com a direcção do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte para tentar solucionar a situação, mas o único compromisso é de ser colocado a tempo inteiro um médico na extensão de Alvorninha logo que haja algum disponível. Isso chegou a acontecer nos últimos meses de 2010, mas acabou o contrato com o médico que estava a tempo inteiro.
    Outro lamento do presidente da Junta foi o de não ter sido possível iniciar em 2010 a construção do lar da freguesia. Apesar de já existir um terreno disponível, a Junta ainda não conseguiu apoio financeiro suficiente para arrancar com a obra. Uma das possibilidades será fazer a construção por várias fases.

    Crise e esperança

    A crise foi uma das palavras mais repetidas durante os discursos deste jantar e apesar dos votos de esperança, o presidente da Junta lembrou que também em casa de cada um é preciso fazer mudanças. “Se calhar habituámo-nos a viver acima das nossas possibilidades”, comentou.
    O presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro, não se cansou de elogiar a vitalidade das pessoas de Alvorninha. “O traço distintivo de Alvorninha e aquilo que faz a força da freguesia, é que é uma terra de gente que trabalha”, afirmou.
    Na opinião de Luís Ribeiro é “o vosso trabalho que vai vencer esse bicho mau que anda para aí e que se chama crise”. Por isso, os seus votos fossem que houvesse muita saúde para se poder trabalhar.
    O vereador Tinta Ferreira queixou-se da falta de verbas da Câmara Municipal para poder continuar a fazer as obras necessárias no concelho. “As receitas [provenientes de taxas e impostos] estão a baixar muito e também houve um corte nas transferências do governo”, comentou.
    No entanto, o autarca garantiu que vão poupar onde é possível para continuar a poder “a ter uma dinâmica de investimento que permita melhor a qualidade de vida das pessoas nas freguesias”.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Kid´s Park festeja 4º aniversário com brincadeira gratuita

    O Kid´s Park vai festejar o seu quarto aniversário no primeiro fim-de-semana de Fevereiro. Este ano, este espaço privilegiado para as festas de aniversário das crianças e para uma tarde de brincadeira, convida todas as crianças que ali comemoraram os seus anos (ou aquelas que têm um convite de uma festa em que foram convidados e estiveram presentes) para nesse fim-de-semana visitaram o Kid´s Park e brincarem durante meia hora sem quaisquer custos.
    Este parque de diversão funciona na zona industrial de Caldas da Rainha.

    A.E.S.

  • Agentes de Geriatria receberam diplomas e já têm emprego

    Agentes de Geriatria receberam diplomas e já têm emprego

    notícias das Caldas
    José Paz gere uma instituição cujo orçamento em 2011 é de 2,2 milhões de euros

    A maioria das 15 formandas do curso de Agente em Geriatria que recebeu o seu diploma a 15 de Janeiro, numa cerimónia que teve lugar no Centro de Desenvolvimento Comunitário do Landal (CDCL), já tem um emprego à sua espera.
    As formandas concluíram todas com sucesso o curso que certificava para o 9º ano e atribuía o nível 2 de formação profissional de Agente em Geriatria. O curso, que decorreu nas instalações do CDCL nos Rostos, tinha tido início no final de 2008 e terminou em Março de 2010, mas prosseguiu depois com os estágios em diversas instituições.
    Segundo Carmen Ferreira, coordenadora da acção de formação, o dia da entrega dos diplomas simbolizou uma viragem na vida das formandas “que durante todo este tempo se esforçaram para terem uma nova oportunidade na vida”.
    A directora do Centro de Emprego das Caldas, Célia Roque, sublinhou o facto de todas as formandas que iniciaram o curso terem ficado até ao fim. “Muitas vezes arrancamos com cursos que depois acabam só com metade dos formandos. Isto significa que esta formação foi de qualidade e de interesse para todas as formandas”, disse. Uma das razões é que a geriatria é uma área que está a desenvolver-se muito.
    Célia Roque salientou ainda a importância destas acções de formação, tendo em conta a exigência e competitividade do mercado de trabalho. “Só apelo a que não párem por aqui. Agora têm o 9º ano, mas ainda podem tirar o 12º e quem sabe até seguir para o ensino superior”, afirmou.
    O vereador Tinta Ferreira também elogiou a atitude das 15 formandas em terem querido valorizar as suas competências e pelo facto de quase todas já terem um emprego assegurado. “Este é um sector com muitas potencialidades e que tem futuro”, disse.
    O adjunto do governador civil de Leiria, Jorge Sobral, salientou que o concelho das Caldas está cada vez mais bem servido de instituições sociais com lares, centros de dia e apoio domiciliário. “Isso quer dizer que estamos a ter uma melhor qualidade de vida”, referiu, adiantando ainda que estas instituições em algumas freguesias são os principais empregadores.

    CDCL tem orçamento de 2,2 milhões de euros

    O CDCL é um dos principais empregadores da freguesia, com 24 funcionários, quatro dos quais são licenciados e vão continuar a precisar de contratar mais pessoal com os novos projectos (ver caixa). O orçamento para 2011 da instituição é de 2,2 milhões de euros.
    O centro aposta na formação profissional porque os seus responsáveis acreditam que o desenvolvimento local e regional passa por esta vertente. Em 2010 promoveram oito acções de formação modular, de curta e  média duração, para além dos três cursos de longa duração (Geriatria, Electrotecnia e Cozinha de Apoio Social). Os formandos são oriundos, não só da freguesia do Landal, mas também dos concelho das Caldas, Cadaval e Rio Maior.
    “Os cursos são realizados de acordo com o levantamento das necessidades que foi feito anteriormente. Nós verificámos que as instituições de solidariedade social têm alguma carência nestas áreas profissionais”, explicou José Paz, responsável pelo centro.
    Há cerca de três meses foi criado um gabinete de apoio técnico do CDCL para ajudar no licenciamento das pecuárias e outras explorações agrícolas. Para além disso, o centro tem um posto público dos Correios, um museu rural e uma pequena papelaria, com preços acessíveis, e um serviço de cópias. Publicam ainda um jornal mensal.
    Criada em 1974, então com o nome de Centro de Recreio Popular dos Rostos, a associação passou a ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social em 1997, altura em que José Paz assumiu a presidência da direcção.
    Pelas características dos serviços criados, em 2005 passou a designar-se Centro Desenvolvimento Comunitário do Landal.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

    Rostos vai ter Unidade de Cuidados Continuados

    Foi adjudicado no final de 2010 a obra de construção do edifício da Unidade de Cuidados Continuados que ficará junto à sede do centro comunitário. Esta unidade irá ter 25 camas para internamento de situações de convalescença e reabilitação (curta, média e longa duração), mais duas camas de cuidados paliativos, uma sala de fisioterapia e uma sala de terapia de voz. Haverá um médico e enfermeiros em permanência no local.
    Esta será a segunda unidade de cuidados continuados do concelho das Caldas, depois da abertura da unidade do Montepio Rainha D. Leonor.
    Há vários anos que o CDCL presta um serviço social na freguesia com apoio domiciliário integrado sete dias por semana a 42 pessoas e um Centro de Actividades e Tempos Livros para 25 de crianças.
    Está a ser construído junto à sede da instituição um centro de dia com capacidade para 42 utentes, que está praticamente concluído e que deverá ser inaugurado nos próximos meses.
    No futuro pretendem construir também uma creche nos Rostos e a antiga escola primária dos Rostos (em frente ao centro) foi cedida pela Câmara das Caldas para a criação de uma Loja Social, que dará apoio às pessoas mais necessitadas.

    P.A.

  • GNR de Alenquer faz operação contra prostituição no Cadaval e nas Caldas da Rainha

    GNR de Alenquer faz operação contra prostituição no Cadaval e nas Caldas da Rainha

    notícias das CaldasUma operação do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Alenquer resultou em seis buscas domiciliárias no Cadaval e quatro nas Caldas da Rainha durante todo o dia 19 de Janeiro.
    As buscas tiveram lugar no âmbito de dois inquéritos, um por tráfico de droga e outro por lenocínio (favorecimento da prostituição com intuitos lucrativos).
    Durante a manhã de 19 de Janeiro os militares da GNR identificaram alguns “consumidores” que estavam perto dos locais visados.
    Da parte da tarde foi dado cumprimento a quatro mandados de busca nas Caldas da Rainha, tendo sido constituído arguido um suspeito e apreendido material relacionado com lenocínio e prostituição (preservativos, vibradores e vendas para os olhos, entre outros). Foram ainda identificadas duas mulheres, uma delas em situação irregular no país.
    No âmbito da mesma investigação, foi ainda efectuada uma busca a um estabelecimento comercial no Cadaval. Três pessoas (o gerente e duas mulheres) foram conduzidas ao posto para inquirição.
    O NIC de Alenquer não prestou mais declarações sobre este caso por ainda se encontrar em investigação.

    PSP apanha assaltante da Câmara da Nazaré

    Um homem de 31 anos foi apanhado pela PSP da Nazaré minutos depois de ter feito vários furtos no edifício da Câmara Municipal durante a tarde de 23 de Janeiro.
    A polícia recebeu um telefonema porque alguém viu o indivíduo, com um gorro na cabeça, com uma mala a tiracolo que era propriedade da Câmara. De imediato os agentes procederam às buscas do homem e acabaram por o interceptar. Na sua posse estavam um computador portátil e a mala de transporte, uma máquina fotográfica digital, quatro telemóveis, um cofre, três pen drive, três cartões de memória, um leitor de MP3, 18 canetas, um relógio e sete cheques em branco.
    O material, avaliado em 2800 euros, foi devolvido à Câmara da Nazaré, à excepção de dois telemóveis que não seriam propriedade da autarquia.
    Um estabelecimento comercial na Nazaré foi assaltado durante a madrugada de 18 de Janeiro. Do seu interior foram furtados artigos informáticos avaliados em 10 mil euros.
    Três jovens com 20 anos foram identificados pela PSP de Peniche, dia 19, na sequência de uma rusga naquela cidade, onde foi encontrado haxixe suficiente para a confecção de 48 doses individuais. No local não foi possível descobrir qual dos jovens poderia ser o possuidor do produto estupefaciente.
    No dia 14 uma mulher de 30 anos entregou na esquadra da PSP da Nazaré uma embalagem com haxixe que terá encontrado no pátio da sua residência. Embrulhada numa película aderente e no interior de uma meia estava droga suficiente para a confecção de 2490 doses individuais.
    A 17 de Janeiro foram assaltadas duas casas no Baleal e na Foz do Arelho. Em Cortém (Vidais) assaltaram um automóvel.
    No dia seguinte houve assaltos a duas casas na Foz do Arelho e no Pinheiro (Benedita) e a quatro veículos no Baleal, Foz, São Martinho e em Salir de Matos.
    Duas viaturas foram assaltadas em Tornada a 19 de Janeiro. No mesmo dia foi assaltada uma casa na Gracieira (Óbidos) e um edifício no Bom Sucesso.
    No dia 21 de Janeiro a GNR do Bombarral recebeu duas queixas pelo furto de gasóleo a viaturas. No mesmo dia foi detido um homem de 42 anos por furto de um objecto do interior de um estabelecimento comercial. Em Salir de Matos foi assaltada uma viatura.
    A 23 de Janeiro assaltaram uma casa em Almofala e um veículo no Vau.
    Dois carros furtados nas Caldas da Rainha a 22 e 23 de Janeiro foram recuperados no dia seguinte pela PSP. Como vem sendo habitual, os veículos foram transportados para a esquadra, para uma peritagem técnica, sendo posteriormente entregues aos seus proprietários.
    No dia 18 a PSP recuperou uma mota que tinha sido roubada a 15 de Janeiro.
    Um veículo ligeiro de mercadorias, avaliado em quatro mil euros, foi furtado durante a madrugada de 24 de Janeiro nas Caldas da Rainha.
    Está preso no Estabelecimento Prisional de Caldas da Rainha o jovem de 23 anos que, juntamente com outro indivíduo de 18 anos, tinha fugido das celas do tribunal de Santarém a 12 de Janeiro, quando estavam para ser presentes ao juiz de instrução criminal por vários crimes que tinham cometido no dia anterior.
    Um condutor de 24 anos foi detido na Nazaré, a 23 de Janeiro, por conduzir um veículo que se encontrava apreendido por falta de seguro. A GNR do Bombarral deteve, no dia 18, um indivíduo que conduzia com uma taxa de alcoolémia de 2,30 gr/l.
    Uma jovem de 17 anos foi detida nas Gaeiras, no dia 21, por conduzir ilegalmente um carro. No dia 22 foi detido um indivíduo que conduzia com 1,38 gr/l. Um homem de 45 anos foi detido a 23 de Janeiro pela GNR de São Martinho com 1,97 gr/l.
    De 17 a 23 de Janeiro a GNR das Caldas da Rainha registou na área do seu destacamento territorial um total de 22 acidentes, dos quais resultaram nove feridos ligeiros.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Prisão das Caldas quer voluntários para actividades de lazer e de cidadania

    O Estabelecimento Prisional das Caldas da Rainha está interessado na colaboração de voluntários que possam intervir junto da população reclusa, sobretudo nas áreas da Cidadania e do Direito e ainda na dinamização de actividades culturais – relacionadas com a música ou com a leitura – ou de carácter físico e desportivo como, por exemplo, a prática de yoga.
    Os interessados em colaborar deverão dirigir-se à Acção Social da Câmara das Caldas  e será através do Banco Local de Voluntariado que os voluntários – com perfil adequado – poderão ser encaminhados para o Estabelecimento Prisional caldense.

    N.N.

  • Tardes de magia no Vivaci

    O Vivaci Caldas da Rainha volta a entreter os mais novos enquanto os pais vão às compras. Depois dos espectáculos com as personagens do filme Madagáscar que animaram o espaço comercial durante a época do Natal, é agora a vez das crianças se deixarem levar pelos espectáculos de magia que o shopping promove nas tardes de sábado.
    “Saldos Mágicos” é o nome da iniciativa que arrancou no passado dia 22 e que se prolonga nos dias 29 de Janeiro e 5 de Fevereiro. Enquanto os pais usufruem dos descontos de época, os mais pequenos são entretidos por mágicos e ilusionistas, a partir das 15h30. A iniciativa contempla ainda a realização de workshops de ilusionismo, no piso 1 do espaço comercial.

    J.F.

  • Ocorrências Policiais

    Viaturas assaltadas nas Caldas

    Uma mala de pele com 80 euros em dinheiro e senhas de terrado para a Praça da Fruta, no valor de 4.200 euros, foi roubada nas Caldas da Rainha do interior de um veículo no dia 17 de Janeiro.
    Embora a mala estivesse escondida debaixo do banco da frente do condutor, foi encontrada pelo assaltante, que também não provocou danos para entrar na viatura.
    O caso está agora a ser investigado pela polícia, cuja unidade técnica recolheu indícios no local.
    Duas viaturas, avaliadas entre os 1.500 e os 1.600 euros, foram recuperadas pela PSP das Caldas na manhã de 12 de Janeiro. Tal como vem acontecido nos últimos meses, os dois carros tinham sido furtados no dia anterior.
    No dia 14 também foi recuperada nas Caldas uma mota que tinha sido roubada no dia anterior.
    No dia 17 foi apresentada uma queixa na PSP das Caldas pelo furto de uma viatura, avaliada em mil euros.

    Fugiu da polícia em Peniche

    Um homem de 44 anos foi detido em Peniche ao princípio da manhã de 15 de Janeiro, depois de ter fugido da polícia e de ter tentado abalroar a viatura que o perseguia e atropelar os elementos policiais.
    O condutor tinha sido visto pela patrulha da PSP a efectuar manobras perigosas e foi perseguido, tendo desobedecido às ordens de paragem. A polícia acabou por o apanhar depois de este ter perdido o controlo do veículo que conduzia e embatido num poste de iluminação pública.
    A 15 de Janeiro, pelas 0h35, a PSP das Caldas deteve um homem de 35 anos que conduzia uma mota sem ter carta.

    Trabalhador electrocutado em Salir do Porto

    Um homem de 33 anos sofreu queimaduras internas graves durante um trabalho que estava a efectuar com postes eléctricos em Salir do Porto, no dia 15 de Janeiro.
    O trabalhador, ao serviço de uma empresa sub-contrada pela EDP, estava a operar uma grua para retirar um poste de iluminação pública em Salir do Porto, para o substituir. Esse poste terá tocado numa linha de média tensão provocando uma descarga eléctrica na grua.
    Devido à gravidade do seu estado, o homem foi transportado para a unidade de queimados do hospital de Coimbra.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

    Despiste causa ferido grave junto à Sancheira

    A Estrada Nacional 115 esteve encerrada ao trânsito, nos dois sentidos, durante parte da noite de 13 de Janeiro na sequência de um despiste de um veículo pesado de mercadorias. Eram 23h23 quando o acidente se deu, junto à ponte da Sancheira Pequena (Óbidos), tendo originado um ferido grave, o condutor do veículo, com 42 anos.
    No local estiveram presentes 14 bombeiros de Óbidos, apoiados por equipamentos das Caldas da Rainha e ainda a GNR dos dois concelhos.
    F.F.

    Falta de iluminação na rua origina acidente em Alfeizerão

    A deficiente iluminação existente na Rua 25 de Abril (rua principal de Alfeizerão) tem sido apontada desde há muito tempo pela população nas assembleias de freguesia. Ainda na última sessão daquele órgão foi citada esta questão e solicitado que, pelo menos, fossem colocadas lâmpadas novas de maior voltagem.
    Apesar destes avisos, no passado dia 10 de Janeiro, pelas 18 horas, o cidadão alfeizerense, Joaquim Serafim, ao atravessar a passadeira localizada na referida rua, perto da paragem de autocarros, foi apanhado por um veículo ligeiro, que lhe provocou a queda e consequentemente, vários ferimentos, tendo por isso sido conduzido ao Hospital de Caldas da Rainha, pelos Bombeiros S. Martinho do Porto.
    Pessoas que assistiram ao acidente alegam que esta ocorrência aconteceu devido principalmente à fraca iluminação daquela zona que não permite uma visão mais ampla aos próprios condutores. Por todas estas razões, torna-se prioritário que sejam tomadas medidas urgentes, a fim de acabar com tal situação.
    É inaceitável que tento a Câmara de Alcobaça como a EDP continuem a adiar um caso que já tem anos e que pode pôr em perigo, como agora aconteceu, a integridade física dos peões. A população pretende que ambas as entidades dêm as mãos e não andem de “mãos atadas”.
    Entretanto, veio a público, que a EDP Distribuição (empresa do grupo EDP) comprometeu-se a efectuar um investimento na zona Oeste até 2012 no valor de 12 milhões de euros para recuperação e inovação da rede de distribuição eléctrica. As pessoas que têm conhecimento disto esperam que nesse “pacote” esteja incluido o problema que afecta aquela rua, a fim de ternimarem os problemas existentes.

    T. Antunes

  • Nuno Crato apontou na Benedita o que deve mudar na Educação

    Nuno Crato apontou na Benedita o que deve mudar na Educação

    notícias das Caldas
    Nuno Crato foi contundente nas críticas ao Ministério da Educação e apontou a “falta de seriedade” de que padece o ensino em Portugal

    É necessário seriedade na avaliação dos estudantes, há que clarificar os conteúdos e objectivos curriculares e urge criar um exame de admissão à profissão de docente. Quem o defende é Nuno Crato, matemático e estatístico, que no passado dia 12 esteve na Benedita para discutir as “duas ou três coisas que falta mudar na Educação, mas de que ninguém quer falar”.
    Para Nuno Crato, falta debate no sector. “Em Portugal o ensino está muito centralizado no Estado e há uma casta que vive à conta das encomendas do Estado”, afirmou.
    O matemático aponta que são sempre os mesmos a fazerem os programas curriculares e a reverem os conteúdos. E se há alguém que questiona o que quer que seja ou se dispõe a discutir o ensino, surge logo “aquela pergunta tão portuguesa: onde é que ele quer chegar?”. Ora, muitas vezes não se quer chegar a lado nenhum, quer-se apenas discutir um dos sectores onde mais celeuma se tem registado nos últimos anos. Além disso, é também preciso combater a ideia de que são os professores que têm que motivar os alunos. “A pessoa não quer estudar, mas quer que se arranje uma maneira de a motivar”, queixa-se.
    Algo vai muito mal na Educação em Portugal. Mas o que fazer para que as coisas melhorem? Nuno Crato defende que o primeiro a fazer é “ter seriedade na avaliação dos alunos” e isto tanto na avaliação dos alunos como da tutela. Só assim se podem comparar as coisas de um ano para o outro.
    Onde está o erro? O facto de os alunos passarem nove anos sem qualquer avaliação externa leva Nuno Crato a dizer que “em Portugal não há verdadeiramente exames” e além disso, “as provas de aferição são um desastre”. Como se isto não bastasse, “não temos um instrumento para saber se a Educação está melhor ou pior, nem os alunos têm noção do que precisam de saber”.
    Como conferir, então, seriedade à educação? “A primeira coisa é acabar com o Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), que é juiz em causa própria”. Na prática, o trabalho do Ministério da Educação é avaliado por um organismo tutelado pelo Ministério da Educação. E Nuno Crato acredita que “com esta ministra [Isabel Alçada] o GAVE deixou de ser independente”. Há então que arranjar, “e depressa”, algum sistema independente de avaliação.
    Em segundo lugar, “os nossos programas não são bem feitos e não destacam os conteúdos, mas os métodos de ensino”, aponta o matemático. O resultado: em vez de objectivos de aprendizagem claros, há “prescrições sobre a forma como ensinar”. Nuno Crato é contundente: “para o Ministério, o importante é que os professores ensinem da forma como eles querem e não importa o que os alunos aprendem ou não”.
    Como dar a volta à situação? Com “conteúdos e objectivos curriculares claros”, o que não se verifica.
    Chegámos, então, à terceira coisa a mudar. Ora, toda a gente sabe que o professor é “um elemento fundamental na escola”. Seria, por isso, ideal que nas escolas se encontrassem apenas bons professores. Mas não é isso que se verifica actualmente, pois o único critério de entrada de professores é a nota final de curso. “Com isso está-se a incentivar que as escolas que querem mais alunos subam as notas e que os alunos escolham as escolas de onde se sai com as melhores notas”, que estão longe de serem as melhores escolas de formação de docentes. Em que é que isto se traduz? Numa tendência para que “não sejam os melhores a virem substituir a geração mais velha de professores”. O que é mau.
    Para Nuno Crato, a forma de dar a volta a esta situação é fácil. Basta criar um exame de admissão à profissão, que garante que no futuro apenas as escolas estejam povoadas de professores verdadeiramente capazes. “Há um Decreto-Lei aprovado, mas nunca foi por diante”, lamenta Nuno Crato. E porquê? “Porque quem manda no Ministério da Educação é a tal casta que vive da revisão de programas”, acusa.
    Nuno Crato falou para mais de meia centena de docentes naquele que foi o encerramento do ciclo de conferências “Combates pela Cultura”, uma iniciativa do Centro de Formação das Associações de Escolas de Alcobaça e Nazaré. Entre Março de 2010 e Janeiro de 2011 passaram pela Benedita, Alcobaça e Nazaré nomes como Rui Vieira Nery, Laborinho Lúcio, Vasco Graça Moura, João Bonifácio Serra ou Guilherme d’Oliveira Martins. Uma série de confrontos que prepararam os professores participantes “não só para combater, mas para exigir o combate”, considerou Rui Rasquilho, coordenador do ciclo de conferências.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Sto. Antão de Salir superou expectativas

    Sto. Antão de Salir superou expectativas

    notícias das Caldas
    Um Janeiro pouco frio ajudou a que muitos participassem na festa

    A Festa de Sto. Antão em Salir de Matos, que se realizou nos dias 15 e 16 de Janeiro, não poderia ter corrido melhor, tendo superado as expectativas da organização. A festa foi animada, o tempo ajudou e os visitantes adquiriram o chouriço feito pela população do concelho que ajuda a paróquia local oferecendo  voluntariamente a mão de obra para as festividades, desde a feitura dos enchidos até à desmontagem da festa.
    A tenda gigante onde foram cortados em pequenos pedaços os 25 porcos que originaram os 4200 quilos de carne deu lugar, durante o fim-de-semana, a um mega restaurante onde na ementa não faltou frango, caldo verde ou sopa da pedra. Mas o chouriço é que é o rei da festa, seja para levar para casa seja para assar e comer no local como faz parte da tradição. Há assadores pelo recinto e banca onde se adquire o pão e bom  vinho para regar a merenda.
    No largo, onde se venderam os enchidos, a 10,50 euros o quilo, o Jardim de Infância de Salir de Matos aproveitou para realizar uma quermesse cujo lucro reverte para equipar aquele equipamento pré-escolar.
    Ao todo foram vendidos os 1500 quilos de chouriço e, pagas as despesas, a paróquia arrecadou cerca de oito mil euros que vão contribuir para a construção de um edifício de apoio que terá um grande salão, salas para a catequese, apoio social e conferências.
    O lucro obtido foi similar ao do ano anterior pois a animação, que tantos populares atraiu, também foi mais cara  do que em 2010. No Sábado à noite actuaram os Lords e na tarde de Domingo, a Tuna Académica da Universidade de  Évora.
    Segundo Carlos Sábio, da organização da festa, “gostaríamos que a burocracia não nos  impedisse de iniciar a construção do novo edifício da paróquia ainda este ano”.
    N.N.

  • Alliance Française das Caldas participa em eventos internacionais

    Alliance Française das Caldas participa em eventos internacionais

    notícias das Caldas
    Maria do Carmo Brandão conta que há classes profissionais que aprendem francês para poder emigrar

    A Alliance Française das Caldas da Rainha vai estar representada no Colóquio Anual das Alliances Françaises, evento que se realiza em Paris, entre os dias 24 a 27 de Janeiro de 2011.
    A escola caldense será representada pelo presidente e directora, Henrique e Maria do Carmo Brandão, respectivamente, que vão dar a conhecer as actividades desenvolvidas nesta zona, em especial porque numa altura de crise acentuada “tivemos no ano transacto um crescimento de 21% no volume de negócios”, disse a directora, sem contudo especificar mais valores. Neste momento a escola tem mais de cem alunos e seis professores.
    E a que se deve este crescimento? “À vontade das pessoas de emigrar sobretudo de algumas classes profissionais como, por exemplo, dos enfermeiros”, disse a responsável, referindo-se que estes profissionais, mal acabam a licenciatura, rumam a países como a França ou a Suíça onde “têm sido bem aceites pois têm uma formação superior à dos profissionais desses países e por isso são muito procurados”. Ao todo a Alliance das Caldas já fez cinco cursos de formação só para esta classe profissional.
    Segundo a directora, há também interesse por parte de empresas que exportam para França ou Luxemburgo, em proporcionar formação na língua gaulesa aos seus funcionários.
    O reconhecimento pelo dinamismo da Alliance nas Caldas, pelo aumento de alunos  – de 90 para 100 no ano transacto – e as estáveis parcerias com as escolas da região, levaram a que  os serviços centrais franceses reconhecessem a escola caldense e lhes fosse oferecido, para as actividades lectivas, um quadro interactivo de última geração.
    Em Março –  e em simultâneo com a realização em Lisboa – vai realizar-se nas Caldas a Festa da Francofonia. A directora da escola local é a coordenadora das Alliances Françaises deste festival e por isso comentou que há boas  propostas relacionadas não só com o cinema francês, mas também com a música, estando prevista a actuação de um cantor luxemburguês e de uma belga.
    Vai também realizar-se uma viagem a Paris com mais de 120 alunos e professores das escolas secundárias Raul Proneça (Caldas), Josefa de Óbidos e da EBI 1,2,3 de Peniche e  que trabalham com a Alliance caldense que deverá decorrer entre os dias 14 e 20 de Abril.
    Maria do Carmo Brandão foi convidada para os “Etats-Généraux” das Alliances Françaises da Europa, que decorreu recentemente em Bruxelas, e onde participaram responsáveis de 77 escolas de 25 países. A sessão de inauguração contou com a presença da princesa Astrid da Bélgica e do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso “que discursou num francês perfeito”, disse a directora.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Inscrições abertas para viagem académica do English Centre a Inglaterra

    Hastings e Londres são as cidades por onde vai passar a 16ª Viagem Académica do English Centre a Inglaterra, que se realiza entre 10 e 17 de Abril e cujas inscrições estão abertas até 28 de Janeiro. Destinada a alunos da instituição, amigos e familiares, a viagem contempla não só um programa lúdico que põe os participantes em convívio com os locais, mas também várias aulas com professores nativos.
    Os participantes vão ficar alojados em casas de famílias de acolhimento, numa experiência de verdadeiro intercâmbio com a cultura inglesa. A viagem conta ainda com a visita a vários castelos, palácios, parques temáticos e à cidade e Londres.
    A viagem é aberta a adolescentes e a estudantes que não estejam matriculados no English Centre. Todas as informações devem ser solicitadas na secretaria da escola ou através do telefone 262842924.

    J.F.

  • Inaugurado Centro de Dia das Gaeiras

    Inaugurado Centro de Dia das Gaeiras

    notícias das CaldasDepois das crianças são os seniores quem frequenta as instalações da antiga escola do primeiro ciclo das Gaeiras. Com a abertura do Complexo do Alvito, o equipamento ficou desactivado e foi transformado no centro de dia da associação “O Socorro Gaeirense”, integrado na rede municipal Melhor Idade, que foi inaugurado no passado dia 15 de Janeiro.
    A associação procedeu a obras, no valor de 40 mil euros, para melhorar a comodidade dos utentes do centro, a sua esmagadora maioria senhoras. A intervenção foi apoiada pela autarquia obidense, garantindo assim a preservação do património histórico e permitindo criar esta valência tão necessária para a freguesia. Este centro de dia espera vir a poder contar também com o apoio do Centro Distrital de Segurança Social de Leiria.
    Actualmente estão já a funcionar três valências: o centro de dia, que presta apoio a 17 utentes, o centro de convívio, que acolhe diariamente 18 utentes, e o Serviço de Apoio ao Domicílio, que conta com oito famílias.
    Os utentes deste centro vão às piscinas, à ginástica, a passeios e participam em actividades como o atelier de barro, ou trapologia. São também promovidos intercâmbios regulares com utilizadores de outros centros de dia e receber visitas de profissionais da saúde.
    Funciona todos os dias úteis entre as 09h30 e as 17h30 e integra no seu quadro de pessoal uma  directora técnica, uma animadora sócio-cultural e três ajudantes familiares.
    A associação “O Socorro Gaeirense” foi fundada em 1921 com o objectivo de dar resposta a necessidades sociais da localidade. Actualmente, além da resposta à população sénior, também tem a funcionar, há três anos, uma creche, com capacidade para 35 crianças.

    F.F.

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