O MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente realiza no dia 13 de Março, a partir das 10h00, na sede da Associação Desportiva, Recreativa e de Melhoramentos do Avenal (Vilar – Cadaval), uma oficina de ervas comestíveis.
Inicialmente será feito um percurso pedestre para identificação das ervas, seguindo-se a preparação de alguns alimentos para o almoço. Esta oficina irá também incluir a degustação de vários pratos confeccionados com ervas.
A organização lembra que antigamente existia uma longa lista de espécies de plantas silvestres cujas folhas, flores, talos ou rebentos eram comestíveis, mas que a sociedade industrial foi afastando esse conhecimento ancestral.
O colheita de ervas comestíveis foi também decrescendo devido à conotação negativa desta prática. De acordo com o MPI, os usos culinários destas plantas não se encontram bem documentados e por isso consideram importante recuperar alguns dos conhecimentos populares e descobrir as vantagens do uso das ervas na alimentação.
Esta oficina irá também incluir a degustação de vários pratos confeccionados com ervas.
O custo é de 20 euros para sócios dos MPI e da associação local e de 25 euros para não sócios. As crianças até aos seis anos não pagam e as que têm entre seis e 12 anos pagam 5 euros.
As inscrições, limitadas a 25 pessoas, podem ser feitas até 9 de Março, através dos contactos 262771060, ou mpicambiente@gmail.com
Quatro indivíduos de nacionalidade estrangeira, com idades entre os 20 e os 24 anos, foram detidos numa operação conjunta entre a Polícia Judiciária e a PSP das Caldas da Rainha, depois de terem tentado fazer uma compra de vários artigos numa superfície comercial com recurso a cartões de crédito falsos.
Ao que a Gazeta das Caldas conseguiu apurar, a tentativa de compra terá sido feita numa loja de telemóveis.
Segundo a PJ, os dados bancários destes cartões eram referentes a bandas magnéticas que tinham sido copiadas na América do Norte.
Suspeitos da prática de vários crimes de contrafacção de cartões de crédito, os indivíduos acabaram por ficar detidos preventivamente.
A PSP da Nazaré deteve no dia 21 de Fevereir um homem 37 anos por este alegadamente ter acabado de furtar do interior de um veículo uma moto-serra e duas rebarbadoras. O suspeito foi apanhado na posse dos artigos furtados, que foram devolvidos ao seu legítimo proprietário.
A associação do Olho Marinho foi assaltada a 15 de Fevereiro. No dia seguinte assaltaram uma casa em A-dos-Francos e outra no Baleal.
No dia 17 foi apresentada queixa pelo furto ao interior de um veículo em S. Martinho do Porto. Uma viatura furtada na Foz do Arelho nesse dia foi, entretanto, recuperada. No dia 18 foi assaltada uma casa em Casais Mestre Mendo e um estabelecimento comercial no Bombarral.
Em A-dos-Francos, no dia 19, roubaram uma viatura. Em Óbidos foi assaltada uma garagem e no Baleal assaltaram um veículo. No mesmo dia foi roubado um carro no Bombarral.
A 20 de Fevereiro foi apresentada queixa na GNR de Óbidos pelo furto ao interior de um veículo.
Apanhado com droga junto a escola
Um jovem de 17 anos foi apanhado pela PSP das Caldas, às 8h40 de 15 de Fevereiro, junto à ETEO, na posse de haxixe suficiente para a confecção de 94 doses individuais. A droga foi apreendida e o caso seguiu para o Ministério Público.
No dia 19 a polícia da Nazaré interceptou dois indivíduos, um homem de 40 anos e uma mulher de 43 anos, que estariam a fazer uma transacção de droga. Quando os agentes se aproximaram destas duas pessoas viram o homem atirar para um chão uma quantidade de heroína suficiente para a confecção de 10 doses individuais.
Questionado sobre a origem da droga, o suspeito afirmou que o acabara de adquirir à mulher. Por esse motivo, a polícia aprendeu a droga e 120 euros que a alegada traficante tinha na sua posse.
O homem foi identificado e os autos enviados para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência. A mulher foi constituída arguida e o caso seguirá para o Ministério Público.
Um indivíduo de 26 anos foi detido a 19 de Fevereiro pela GNR das Caldas, em Casal Frade, por posse de arma ilegal.
De 15 a 20 de Fevereiro a GNR das Caldas da Rainha registou na área do seu destacamento territorial um total de 22 acidentes, dos quais resultaram nove feridos ligeiros e um grave.
Uma mulher de 24 anos foi detida na noite de 19 de Fevereiro pela PSP das Caldas por conduzir um carro sem ter carta de condução.
Um homem de 42 anos foi detido nas Caldas a 21 de Fevereiro, pelas 16h50, por conduzir com uma taxa de álcool no sangue de 1,49 gr/l.
Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt
Mau tempo causa danos em estradas e estruturas publicitárias
O vento forte da madrugada de 16 de Fevereiro provocou também danos em várias estruturas publicitárias
A Estrada Nacional 360 está cortada ao trânsito nos Casais da Ponte (Coto) devido a um deslizamento de terras provocado pela tempestade que passou pelo concelho das Caldas durante a madrugada de 16 de Fevereiro.
Foram criadas duas alternativas para os automobilistas, de modo a permitir condições de trânsito. “A alternativa para o trânsito descendente passa pela rua do Atalho, perto da escola agrária, e o sentido ascendente está desviado à entrada dos Casais da Ponte para o lado da Torre”, explicou o delegado da protecção civil municipal, José António Silva.
Também na EN 360, mas na zona de Cabeça Alta (Carvalhal Benfeito), houve um outro deslizamento de terras num local onde esta ocorrência já é habitual sempre que chove muito. Neste caso, só uma das faixas rodoviárias ficou transitável.
“Em ambos os casos foi colocada sinalização, por isso estão criadas todas as condições de segurança para que não existam problemas de circulação”, garantiu José António Silva.
Houve ainda registar alguns abatimentos de estrada numa rua nos Casais da Marinha (Santa Catarina) e em Casais da Boavista (São Gregório).
Segundo o responsável da Protecção Civil, nos Casais Gaiolas (A-dos-Francos) há uma estrada que também está cortada há algum tempo por causa de um deslizamento de terras.
Para nenhuma destas situações existe um prazo para que a situação seja resolvida. “Temos de aguardar a existência de condições climatéricas para resolver o problema e que os técnicos da Câmara possam dizer que intervenção deve ser feita”, explicou José António Silva.
Mesmo o caso da EN 360 está a cargo da Câmara Municipal porque a estrada foi desclassificada e entregue ao município.
O vento forte da madrugada de 16 de Fevereiro provocou também danos em várias estruturas publicitárias e a queda de nove árvores, mas em nenhum dos casos houve pessoas atingidas.
Sim, um mundo diferente. Um mundo totalmente diverso a apenas 1h30m de avião! Curiosas roupas e costumes, deliciosas e aromáticas comidas, compras frenéticas num mundo de cores e odores. Sim, um mundo diferente, um mundo chamado MARROCOS.
BOAS VINDAS… INTENSAS
Alt Benhaddou – Património da Unesco
Elegemos Marraquexe como ponto de chegada e como base. De tudo o que ouvimos, lemos e aprendemos, esta cidade é pulsante de vida, de originalidade. Aqui se reúne o exotismo e a autenticidade. Apanhamos a autocarro que nos leva do aeroporto à famosa praça de Djemaa-el-Fna, a enorme praça que ao entardecer se torna palco de um surreal espectáculo. Malabaristas, contadores de contos, encantadores de serpentes, músicos, pintoras de mãos, vendedores, acrobáticos e lunáticos enchem a praça de magia. Misturam-se os frenéticos sons e os aromas que pairam no ar das numerosas barraquinhas de comida e está montado o fantástico cenário. Esta praça foi declarada pela Unesco, em 2001, património mundial, considerada «uma obra mestre do património oral e imaterial da humanidade».
Porém é um bafo intenso e desagradável que nos recebe. Dezenas de dromedários e cavalos puxando carruagens, empestam o ar com os seus odores. No entanto, sorrimos e antecipamos a alegria de experienciar costumes diferentes. O ar enche-se dos cânticos que soam dos vários minaretes, chamando os fiéis à oração numa mística cacofónica. No lusco-fusco juntamo-nos à multidão e embrenhamo-nos pelas ruas labirínticas da Medina (cidade murada), procurando o nosso alojamento.
Pululantes de vida, as ruas são verdadeiros souqs (mercados), apelativos e intermináveis. Logo alguém solícito acorre em nosso “socorro” conduzindo-nos à Riade que tínhamos escolhido. Uma Riade é uma casa tradicional com jardim interior e as suas paredes escondem muitas vezes verdadeiras jóias, inimagináveis do exterior.
Marraquexe está em processo de recuperação de inúmeras destas riades. A cidade foi fundada em 1602 pelo sultão almorávide Yusuf Bin Tachin que a ampliou e embelezou utilizando grande parte da riqueza saqueada durante a conquista almorávide em Espanha. No entanto, a sua época dourada foi debaixo do domínio de seu filho Ali, cuja mãe era uma escrava cristã. Para além dos palácios, mesquitas e banhos, mandou construir uma ampla Khettara (canais subterrâneos de irrigação).
POR CURVAS E CONTRACURVAS
O dia seguinte, já de carro alugado, conduz-nos através do grande Atlas, 500km mais para sul, na direcção de Zagora. Este gigante montanhoso parece intransponível e a estrada interminável. Entre curvas e contracurvas vamos parando para admirar a paisagem ou as gentes. Desviamo-nos do caminho principal para visitar Ait Benhadou, uma das kasbas (forte ou cidadela) mais exótica e melhor conservada de toda a região do Atlas, também património da Unesco. Rodeada por um palmeiral demonstra a imponência de um castelo e crê-se que foi erguida pelos almorávides no séc. XI para controlar uma rota de caravanas.
Ingressamos nesta cidadela feita de barro que, apesar de existir há séculos, nos parece agora frágil e efémera no seu tom monocromático. No seu interior ainda habitam as gentes locais, pois cidadelas como esta ainda são representativas da vida actual.
Novamente pelas curvas seguimos, admirando as inúmeras pedras que nos “oferecem”. São pedras resultantes de erupções, que escondem no seu interior as mais maravilhosas cores, consoante o mineral que encerram. Chegamos tarde e cansados a M’Hamid, o nosso destino, mas ainda queremos procurar um alojamento que nos permita no dia seguinte ir para o deserto. Sem problemas!
NOITE DE NATAL!
Nesta Noite de Natal somos presenteados com um alojamento simples e maravilhoso, deliciosa comida e a companhia simpática dos tuaregues que ali trabalham e moram. Apesar de não comungarmos as mesmas tradições religiosas, o Natal é lembrado ao som de tambores e de cânticos tradicionais berberes. Emocionamo-nos perante esta manifestação sincera e espontânea de simpatia. Assim é o Natal no deserto!
Amanhece frio, mas com sol. O deserto espera-nos! Ansiosos montamos nos “nossos” dromedários, para uma bamboleante e desconfortável viagem de 3 horas, até ao local onde os jipes nos esperam. Somos conduzidos deserto dentro por mais 60 Km até Erg (dunas) Chigaga, com uma paragem no oásis de Iriki. Este idílico oásis representa a verdadeira acepção da palavra: uma nascente de água alimenta um pequeno palmeiral que providencia sombra, alimento e água. Um verdadeiro refúgio no implacável deserto. E finalmente as dunas…
RENDIDOS AO DESERTO
O sol pinta a paisagem de intenso laranja. Estamos rodeados por uma paisagem árida, seca. As ondulantes dunas, redesenhadas a todo o instante pelo vento soprante, fazem lembrar as vagas do mar, majestosas e poderosas. Movemo-nos sobre elas, sentimo-las, a solidão da paisagem, a dureza da caminhada. Caminhamos em direcção ao pôr-do-sol. Temos como objectivo a duna mais alta das redondezas, o topo atrai-nos como um íman e outros viandantes se juntam a nós.
Caminhada dura, estimulante: como prémio um magnífico e inolvidável pôr-do-sol! Jogos de luz desenrolam-se perante o nosso olhar, cores e sombras, brincando nas dunas ondulantes. Partilhamos um mesmo sentimento de encantamento perante este espectáculo efémero e irrepetível… amanhã será diferente!
Regressamos ao acampamento onde nos espera um chá quente e bolachinhas, reconfortante na amplitude térmica. Debaixo de um céu profusamente estrelado, com fogueira e cantares prepara-se mais um jantar delicioso de Tajine (estufado) de galinha. Estamos rendidos ao deserto…
Das dunas de M’Hamid vamos à procura das dunas de Merzouga. A cada “passo” paramos nos interessantes lugarejos de barro, imitações de ruínas, que abrigam esta surpreendentemente simpática população. Tamegroute merece uma paragem mais pormenorizada e visitamos a sua Medina. Logo acompanhados, por um guia não solicitado, visitamos os famosos fornos das telhas verdes, ainda utilizando as mais rústicas e antigas formas de fabrico. Contudo, o produto final das suas cerâmicas é muito belo e compreendemos a sua fama.
Repete-se o mesmo cenário e, já noite caída, procuramos alojamento. Sem preocupações… e logo acompanhados! Somos conduzidos a vários alojamentos, permitindo uma escolha mais ponderada, numa relação imprescindível de qualidade-preço.
Uma magnífica Kasba é a nossa eleita: lindíssima, cheia de personalidade. Os seus inúmeros pátios interiores abrigam quartos amplos, limpos e bem adornados. As flores perfumam o ar e a água cantante preenche o silêncio do deserto, literalmente ali ao lado! As dunas circundantes de Erg Chebbi são ainda mais fascinantes. Uma areia fina e vermelha torna a paisagem cor de fogo altamente contrastante com o palmeiral de Hassi Labied, a localidade que mora à beira das dunas.
Segundo uma lenda local, Erg Chebbi formou-se quando Deus castigou uma família rica da zona, enterrando-a debaixo da areia, por não oferecer hospitalidade a uma mulher pobre e seu filho. É o único erg saariano autêntico de Marrocos.
Trata-se de uma impressionante cadeia de dunas de areia que podem alcançar os 160 metros de altura e parece ter-se separado de outra duna muito maior que há do outro lado, perto da fronteira com a Argélia. A paisagem é mágica e as dunas mudam de cor consoante a hora do dia, tornando-se fascinantes. Apreciamos condignamente o ambiente circundante, apodera-se de nós um sentimento de plenitude, onde o “Belo” impera, agora incondicionalmente rendidos!
PROFUNDAS E FRIAS GARGANTAS
A inóspita paisagem do deserto é agora substituída pela perturbante e avassaladora paisagem das gargantas de Todra e de Dadés. Em Todra a separação das placas tectónicas formam uma profunda fenda vertical que divide o grande Atlas das montanhas Sarho. No seu profundo seio emerge um rio de águas cristalinas que alimenta no seu percurso várias aldeias. O tom monocromático terracota das rochas e das casas, contrasta com a explosão de verde dos campos cultivados. O seu ponto mais estreito tem apenas 300m de largura.
Não menos impressionante, e talvez ainda mais mística, é a garganta de Dadés. A estrada serpenteante conduz-nos por fabulosas formações rochosas, pontilhadas por impressionantes e desabitadas Kasbas e Ksours (fortalezas). O sol reflecte nas paredes rochosas conferindo-lhe um tom enganadoramente quente. A luz esconde-se veloz nas profundezas da garganta, dando lugar a um frio penetrante que nos leva a procurar alojamento com celeridade.
Habituamo-nos rapidamente, por estas paragens, que a dormida venha com bónus de comida, de boa comida. Os tajines (estufados) são variados em Marrocos (dispensamos o famoso e insípido Couscous), e assim saboreamos mais uma típica refeição acompanhada por pão deliciosamente quentinho.
Aqui, no coração do desértico Atlas, visitamos ainda as inimagináveis cascatas de Ouzoud. Ouzoud significa azeitonas em berbere (e se em Marrocos elas são boas!…) e este nome refere-se ao cultivo de oliveiras na zona. As cascatas precipitam-se 110m em três níveis, penetrando no desfiladeiro de Oud-el-Abid. Desenvolve-se aqui um ecossistema muito próprio e frágil, habitado por divertidos macacos da Berbéria.
Parece incrível esta manifestação de vida da Natureza na estéril paisagem circundante. A montanha vence-nos, cansa-nos enfrentar este interminável sobe e desce de curvas e contracurvas por este Atlas imenso, ansiamos por planícies…
POR TERRAS OUTRORA PORTUGUESAS
Dirigimo-nos à costa, respiramos o Atlântico em terras anteriormente portuguesas. Em El Jadida encontramos uma relíquia bem conservada de intrincadas ruelas e maciças muralhas do séc. XVI. Os portugueses de outrora deixaram aqui a sua indelével marca, nas portentosas muralhas, na magnífica cisterna, nas simples placas das ruas.
Conhecida como Mazagan, foi o primeiro porto português, construído juntamente com outras fortalezas costeiras para proteger as suas, cada vez mais numerosas, caravelas que viajavam até à Índia e China. Deambulamos pelas simpáticas ruas, orgulhosos de um passado muito longínquo. Compramos o típico pão achatado acabado de sair do forno comunitário… também construído pelos portugueses! Respiramos calma e tranquilidade na cisterna portuguesa.
Uma incrível abóbada, iluminada por um único raio de luz que penetra insinuante na magnífica construção. A fina película de água que cobre o solo reflecte o tecto e as elegantes colunas, testemunhas de um engenho perdido. A cisterna subterrânea é um local de serenidade, soberba arquitectura, que representava a gloriosa e fundamental tarefa de recolher a água da chuva.
Desilude-nos a vizinha Casablanca imortalizada pelo filme do mesmo nome. De ruas caóticas e sujas, uma Medina desorganizada (ainda mais!) e pouco atractiva, ressalva-se a Mesquita de Hassan II, a terceira maior mesquita do mundo.
A mesquita, criação do rei Hassan II para comemorar o seu 60º aniversário, eleva-se sobre o mar num afloramento rochoso. À noite um raio laser saído do seu alto minarete de 210 metros de altura aponta a Meca. As suas decorações são riquíssimas e apresenta ainda um tecto retráctil e aquecimento do chão. Este edifício enorme e moderno, de construção polémica, pode albergar 25.000 fiéis no seu interior e outros 80.000 nos pátios em seu redor.
MEMORÁVEL PASSAGEM DE ANO… OU NÃO!
O tempo impõe-se e está na hora de regressar a Marraquexe, para uma passagem de ano que antecipamos memorável, na vibrante praça Djemaa-el-Fna. Para o último dia do ano não corremos riscos e reservamos antecipadamente o nosso hotel, afinal é noite de ano novo!
Ironia das ironias e caso inédito, a nossa reserva não é aceite e vimo-nos assim, na última noite do ano, a percorrer as ruas em busca de um alojamento condigno… e acessível. O “passeio” torna-se, no entanto, interessante pois ainda não tínhamos visto esta parte da cidade e… sucesso!
Agasalhados saímos do hotel, cruzamo-nos com um sem número de pessoas que se movimentam de lá para cá e de cá para lá… Aguardarão o Ano Novo?
A praça, contudo, encontra-se deserta, inabitada dos seus seres bizarros. Estranho cenário este para uma noite de passagem de ano de arromba… Defraudados, a par de outros turistas desanimados, percorremos a agora calma praça, também nós de cá para lá e de lá para cá!
Sabemos que as tradições não são as mesmas… mas nem um foguetezinho para os simpáticos turistas!? Conformados, subimos ao terraço de um café para um rico sumo de laranja (em Marrocos não são vendidas bebidas alcoólicas) e consolamo-nos com a contagem decrescente feita por um outro turista, logo alegremente acompanhado pelos demais. No horizonte apenas se destaca o silencioso e imponente minarete da venerada mesquita Koutobia!
Sim, um mundo diferente. Um mundo de cores e odores, surpreendentemente fascinante, acessível. Uma população simpática, comunicativa… insistente! Um destino tão próximo e tão díspar, um ADMIRÁVEL DESTINO!
A zona central do Cadaval está a ser alvo de uma intervenção no âmbito do programa “QualificaCADAVAL”, que deverá estar concluída em Maio.
Segundo a autarquia, as obras na praça da República, jardim Infante D. Henrique e largo D. Nuno Álvares Pereira estão em “avançada fase de execução”.
As três intervenções, em conjunto com a renovação urbana da avenida dos Bombeiros (que deverá avançar ainda este ano), representam um investimento superior a 880 mil euros, com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de cerca de 696 mil euros.
Por outro lado, a reabilitação do núcleo antigo da vila (a primeira fase do projecto) tem duas componentes: a requalificação da rua do Rossio, que se encontra praticamente concluída, e a requalificação das ruas João Santa Bárbara e Eugénio Pereira da Silva, que deverão ter início ainda este ano.
Este projecto conta com um investimento total de cerca de 321 mil euros e um co-financiamento FEDER de mais de 311 mil euros.
O grupo dos estudantes acompanhados pelo enólogo José da Fonseca
Um grupo de alunos do 12º ano do Colégio Rainha D. Leonor organizou na Quinta da Foz, na Foz do Arelho, a 28 de Janeiro, um workshop de enologia. A acção teve como objectivo a angariação de fundos para o projecto “A Feira da Ciência” que se vai realizar no Parque D. Carlos I, em meados do mês de Maio.
O workshop foi dinamizado pelo enólogo José António Martins da Fonseca e contou com 31 participantes, tendo durado cerca de quatro horas durante a tarde e ao jantar.
O evento teve apoio da A Lareira, da Mercearia Pena e da Loja Vinhos e Néctares.
A sessão solene de abertura do ano lectivo 2010/2011 da Universidade Sénior Rainha D. Leonor, que se realizou a 18 de Fevereiro na ETEO, começou com uma homenagem a João Evangelista, académico que faleceu a 17 de Fevereiro.
O presidente Fernando Costa elogiou o gesto de João Evangelista de ter entregue a colecção de livro à Biblioteca Municipal enquanto que a vereadora Maria da Conceição Pereira – que é também presidente da Universidade Sénior Rainha D. Leonor – considera que o ex-responsável pela UAL caldense “ficaria muito satisfeito por estarmos a dar bom uso ao edifício onde funcionou a sua UAL, com a Universidade Sénior ”. A sessão ainda contou com uma conferência do constitucionalista Jorge Bacelar e com a tomada de posse da Comissão de Alunos daquela escola.
A sessão decorreu na ETEO e contou com a presença de alunos e professores
“À Constituição é a lei das leis, é uma espécie de cartão do cidadão do seu país”, disse Jorge Bacelar, o constitucionalista e deputado do PSD da Assembleia da Republica. É nela que estão expressas as opções da vida colectiva e é nela “que se explica como se separam os poderes e como estão assegurados os direitos dos cidadãos”.
A Constituição Portuguesa tem 296 artigos e a actual resulta da Revolução de Abril pois houve uma Assembleia Constituinte que trabalhou nela durante um ano. Esta ficou pronta a 2 de Abril de 1976 e desde então já foi alvo de sete revisões de diferentes alcances entre elas a de 1989 “altura em que se afeiçoou o texto às exigências da UE”, disse. Falta agora saber se vai ou não existir uma oitava revisão constitucional pois, para tal, é necessário o acordo de dois terços dos deputados da Assembleia da República e não se vislumbra para breve tal consenso.
Esta Constituição é “o símbolo do nosso amadurecimento democrático”, disse Jorge Bacelar, relembrando que a ela se deve por exemplo a igualdade entre mulher e homem. Antes era necessário “pedir autorização ao marido para uma mulher poder ir ao estrangeiro”, acrescentou. Só depois do 25 de Abril e com esta Constituição democrática é que as mulheres puderam aceder a carreiras como a de juízes e a poder integrar o corpo diplomático, algo que lhes estava vedado até então.
Jorge Bacelar ainda referiu que não conhece mais nenhuma Constituição como a portuguesa que refira os direitos da pessoa idosa. A partir do momento em que entrou em vigor ficou também estabelecido a igualdade entre filhos, dentro ou fora do casamento.
Entre o Fernando e a Conceição
“Estou aqui entre o Fernando, que está a exercer o seu último mandato e a Conceição que vai iniciar o seu primeiro…”. A afirmação do constitucionalista fez a plateia sorrir e deixou a vereadora pouco à vontade. A sua intenção não terá sido a de embaraçar a sua amiga e colega na Assembleia da República mas o “prognóstico” fez com que as pessoas da plateia comentassem entre si se o futuro próximo irá confirmar o que disse o deputado. Jorge Bacelar ainda afirmou que o poder autárquico é algo que se destaca na Constituição e quais são os direitos e deveres das autarquias na relação com o Estado.
O presidente da Câmara, Fernando Costa, referiu-se ao bom funcionamento da Universidade Sénior que já vai no quarto ano lectivo, enquanto que a vereadora da Acção Social referiu-se à eficácia da rede social que cobre o concelho caldense. Chamou ainda a atenção para o facto de 2012 ser o ano dedicado ao Envelhecimento Activo.
A Universidade que agora já possui identificação – um pedido dos seus estudantes que foi atendido pela associação que a gere – tem actualmente 239 alunos que frequentam 16 disciplinas. Estas são leccionadas por 18 professores, dez deles em regime de voluntariado.
No próximo dia 24 de Fevereiro, 50 alunos desta escola vão visitar a Assembleia da República numa visita que será guiada pela vereadora-deputada.
No fim das intervenções, uma das professoras da Universidade Sénior deixou aos autarcas a proposta de dar o nome de João Evangelista à Praça da Universidade. A sessão ficou marcada pela tomada de posse da nova Comissão de Alunos que volta a ser liderada por Vítor Gancho. Em seguida actuou o Grupo Coral da escola, Clave de Sol, e houve depois um lanche-convívio nas instalações da universidade.
A edição 2010 contou com 18 estabelecimentos participantes, dez dos foram distinguidos por clientes e júri
A Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO) revelou no passado dia 11 de Fevereiro, os vencedores do 14 Concurso de Gastronomia, que decorreu entre 5 de Novembro e 5 de Dezembro de 2010, pondo os clientes e um júri composto por profissionais da área e personalidades locais a avaliarem os 18 estabelecimentos em competição. Na categoria de Cozinha Tradicional Portuguesa foi o restaurante Adega do Albertino que ganhou o 1º prémio. Já o vencedor da categoria de Cozinha Internacional foi o restaurante Links. Destaque ainda para o Maratona, que arrecadou cinco das duas dezenas de distinções atribuídas no concurso.
Ao primeiro lugar da classificação geral da Cozinha Tradicional Portuguesa, o restaurante Adega do Albertino, no Imaginário, juntou os prémios de Melhor Entrada, Defesa da Cozinha Tradicional Portuguesa e Qualidade Regional. Ainda nesta categoria, foram distinguidos como melhores cozinheiros, em ex-aequo, Carlos Vieira do restaurante Lidador e José César do restaurante Convívio, que também ganhou o Prémio de Doçaria Tradicional Portuguesa.
Já na categoria de Cozinha Internacional, Links, Maratona e Muralhas arrecadaram todos os prémios existentes. O Links, no Praia D’El Rey Golf & Beach Resort (Óbidos), voltou a ganhar, à semelhança do que aconteceu na edição anterior, o primeiro lugar da classificação geral, sendo ainda considerado o melhor restaurante de Cozinha Internacional. O Maratona arrecadou o 2º lugar da classificação geral, a Melhor Entrada (em ex-aequo com o Links), o Melhor Prato, a Melhor Sobremesa, e viu Ricardo Ferreira distinguido como Melhor Cozinheiro de Cozinha Internacional.
Aos premiados desta edição foram oferecidas jarras de vidro, produzidas na Marinha Grande.
Um concurso que promove união entre estabelecimentos
Em tempos de crise, o Concurso de Gastronomia junta o útil ao agradável. Por um lado, ajuda os restaurantes a divulgarem o que de melhor sai das suas cozinhas. Por outro “serve também para criar alguma união entre os empresários, pois só unidos poderemos ultrapassar as dificuldades”, afirmou João Frade, presidente da ACCCRO, na cerimónia realizada na tarde do passado dia 11. E numa altura em que tantas vozes se unem para salientar a importância da inovação, da qualidade e da formação para que o sector vingue nestes tempos difíceis, nada melhor que o pólo caldense da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste para a atribuição dos prémios.
Garantindo aos empresários da restauração que são eles “a base da existência” do estabelecimento de ensino, o director da escola, Daniel Pinto, salientou a importância de parcerias entre os estabelecimentos e a escola que permitam aos alunos pôr em prática o que aprendem nos anos de formação. Além disso, os próprios empresários podem usufruir do equipamento, que tem “um programa de activos ambicioso”. Uma opinião partilhada por Tinta Ferreira, vereador da autarquia caldense, que acredita que “só com inovação, requinte e qualidade, bem como com o conhecimento que se obtém nas escolas da área, se pode continuar a atrair clientes e ultrapassar o momento que se vive actualmente”.
Joana Fialho
jfialho@gazetadascaldas.pt
Os premiados
Cozinha Tradicional Portuguesa
· 1º Prémio – Adega do Albertino
· 2º Prémio – O Cruzeiro
· 3º Prémio – Lidador
· Melhor Sopa – Bowling Caldas
· Melhor Entrada – Adega do Albertino
· Melhor Prato – Convívio e Lidador (ex-aequo)
· Melhor Sobremesa – Real Taberna
· Melhor Cozinheiro Cozinha Tradicional Portuguesa – José César, do Convívio, e Carlos Vieira, do Lidador (ex-aequo)
· Prémio Defesa Cozinha Tradicional Portuguesa – Adega do Albertino
· Prémio Doçaria Tradicional Portuguesa – Convívio
· Prémio Qualidade Regional – Adega Albertino
· Melhor Sopa – Muralhas
· Melhor Entrada – Maratona e Links (ex-aequo)
· Melhor Prato – Maratona
· Melhor Sobremesa – Maratona
· Melhor Cozinheiro Cozinha Internacional – Ricardo Ferreira, do Maratona
· Melhor Restaurante Cozinha Internacional – Links
Sorteio de um fim-de-semana para duas pessoas no Algarve (Oferta Top Atlântico)
·Magda Teresa Martins dos Santos (que participou no sorteio no Restaurante Zé Povinho)
·Restaurante Maratona
É este o lixo que foi despejado nas margens da Lagoa. Nem parece possível que haja quem ainda faça estes atentados ao ambiente.
Paul Nagtegaal e Carole Capvielle vivem na Foz do Arelho e tiveram a ideia de fazer um piquenique junto à Lagoa de Óbidos a 13 de Fevereiro. Mas quando chegaram, pelo Nadadouro, à Quinta da Barrosa, nem queriam acreditar no que viram. Havia lixo em várias zonas: pneus, restos de televisões, de cadeiras, de plásticos e de esponjas que foram deixados nas proximidades do ecossistema. O sinal que anunciava coimas foi retirado, tendo ficado apenas o suporte. Os dois estrangeiros que vivem na região há vários anos deram conhecimento à Gazeta das Caldas do sucedido.
Contactado o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR foi possível saber que esta situação já tinha sido denunciada aos serviços, tendo responsáveis daquele serviço ido ao local para fotografar.
Os resíduos foram deixados nas proximidades da Lagoa em Janeiro, “em terreno florestal e junto à linha de água”, esclareceu o adjunto do comandante de destacamento, alferes Óscar Capelo.
O problema é que “torna-se muito difícil a identificação do ou dos responsáveis e não tendo o flagrante, estamos agora a efectuar diligências para identificar o proprietário do terreno”, disse o militar, acrescentando que cabe a este último “a reposição da situação normal”.
Óscar Capelo crê que será necessário um mês para se resolver esta situação de atentado ambiental. Há na região dois centros autorizados que recebem este tipo de resíduos para tratamento – um fica no Casal de Areia, em Alcobaça, e outro no Casal do Alvito, nas Gaeiras.
Entretanto na internet há um blog designado Heavenly (http://vascotrancoso.blogspot.com/2011/02/o-rio-e-lagoa.html) onde se apela a uma operação de limpeza Às margens da Lagoa – “como se tem feito em muitas praias – coordenada pelas autarquias de Óbidos e das Caldas, bem como uma dragagem desta zona”. Pode ainda ler-se neste texto “que deveria ainda ser instituída/formalizada a proibição de lançar lixo para a Lagoa, devidamente sinalizada e divulgada, com consequências negativas e significativas para os infractores”.
N.N.
Morreu na passada quinta-feira, dia 17 de Fevereiro, João Evangelista, vítima de uma paragem cardíaca. Estava internado no Montepio desde segunda-feira, dia 14, após ter estado cerca de dois meses em casa.
O seu funeral realizou-se no sábado, dia 19, no cemitério dos Olivais (Lisboa) onde foi cremado.
O pai da Ecologia portuguesa morava nas Caldas há cinco anos, depois de ter vivido na Costa da Caparica. Natural de Óbidos, viveu vários anos nas Caldas da Rainha onde estudou e onde mais tarde liderou o pólo da UAL. Tinha pronto um livro sobre as suas memórias que iria ser lançado em breve.
Em sua homenagem voltamos a publicar um trabalho de 04/05/2001 (edição nº 4337 da Gazeta das Caldas).
“A-dos-Negros – Uma Aldeia da Estremadura”
Um livro escrito com o coração
O académico foi distinguido pelos Rotários como o profissional do ano e também homenageado pelas Câmaras de Óbidos e das Caldas
Quarenta anos volvidos, a pacata aldeia de A-dos-Negros (concelho de Óbidos) voltou a ser retratada na segunda edição da obra “Chorographia A-dos Negros – Uma aldeia da Estremadura”.
Este livro escrito por João Evangelista “com mais amor do que ciência”, mostra ao longo de mais de uma centena de páginas e fotografias da época, a história, aparecimento e povoamento da aldeia, a ocupação da sua população e a sua economia.
Na cerimónia de lançamento da reedição da obra, que teve lugar no passado Domingo, muitos foram os filhos da terra que se reuniram no salão recreativo para estarem perto de João Evangelista, também ele natural de A-dos-Negros e a ela ligado por laços muito fortes de afectividade.
Segundo este professor e ambientalista, entre 1962, data da primeira publicação e os nossos dias, muitas modificações ocorreram nesta aldeia rural, e “se esboroou todo o mundo tradicional por via de transformações muito significativas: a ponte nova, a estrada de asfalto e a carreira de camionetas, a electricidade, depois a farmácia, o café e os novos locais de convívio”. Os burros também desapareceram, passando as pessoas a deslocarem-se através do automóvel, e os carros de bois deram lugar aos tractores, passando a trabalho a ser menos penoso.
Também a fisionomia humana sofreu alterações. “no vestuário do homem morreu o barrete e a velha cinta, na mulher já é raro o uso do lenço na cabeça”, observa João Evangelista, actualmente com 80 anos. A melhoria das acessibilidades alterou a relação desta aldeia com as Caldas da Rainha, deixando esta de ser somente um atractivo como mercado, para ser um local onde os jovens podem frequentar todos os níveis de ensino e posteriormente exercer uma profissão, “deixando de ter, como aconteceu aos pais, o trato da terra como único destino”.
Para além de todas estas mudanças, João Evangelista acrescenta uma nota critica ao abandono que exibem algumas casas antigas que outrora foram lar de famílias abastadas. “Dão uma nota triste e feia à terra, em contraste com as construções novas e as restauradas”, realça.
“Ser filho de camponeses é ser fruto da grande massa da Nação”
João Evangelista recordou ainda familiares e amigos que habitavam na aldeia de A-dos- Negros, destacando, entre eles, Francisco Maria “que foi um homem que para esta aldeia contribuiu de uma maneira que pouca gente percebia naquela época. Há 40 anos atrás já fazia contas das suas culturas, discriminando quanto havia gasto em adubos, sementes, quanto produziu e quanto valeu. Isso permitiu nessa época fazer um trabalho único a nível da Europa, pelo menos, onde não há nenhuma monografia de aldeia que tenha as contas como estas”.
Com fortes raízes na sua terra, João Evangelista enalteceu o papel do camponês que “constrói, retribui à terra muito do seu suor e consegue conserva-la durante séculos”. Parafraseando Miguel Torga, acrescentou ainda que “eu sou filho das leiras, das rochas e quem nasce no campo é assim. Não há que ter vergonha de nascer no campo nem de ser filho de camponeses, porque isso é ser fruto da grande massa da Nação”.
Considerando que actualmente o homem está a subvalorizar toda a dimensão humana e afectiva que o liga á terra, o humanista adverte que a continuar nesse caminho “a sociedade não terá um fim agradável” e conclui destrinçando a diferença entre saber e sabedoria. “O homem da cidade tem saber porque aprende através dos livros, o homem do campo tem sabedoria porque aprendeu com a sua experiência”. Uma sabedoria que segundo o ambientalista, actualmente “está a ser desfalcada e roubada pelas grandes multinacionais que vão buscá-la aos povos humildes das florestas para depois fabricar medicamentos e plantas”.
Este livro agora reeditado contou com o apoio da Junta de Freguesia de A-dos-Negros e da Leader Oeste, e teve uma tiragem de mil exemplares. A Junta de Freguesia pretende agora oferecer um exemplar a cada filho, em representação da sua família, que residam em A-dos-Negros, de forma a dar mostrar aos mais jovens os usos, costumes e geografia desta aldeia da Estremadura.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt
A vontade de ir mais além
João Evangelista, assim chamado devido ao santo daquele dia, nasceu em A-dos-Negros, a 27 de Dezembro de 1920.
Após a conclusão dos estudos primários nas Caldas da Rainha, empregou-se como marçano num estabelecimento comercial, frequentando em simultâneo o curso nocturno da Escola Industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro.
Entretanto, cumpre o serviço militar, onde pôde ingressar como furriel, “enquanto os outros rapazes de A-dos-Negros optavam por outro tipo de mealheiro para as despesas militares – cultivando para si uns pés de vinha, fazendo searas em pequenos tratos de terreno que o pai cede juntamente com sementes e adubos ou criando um porco ou um borrego para vender na feira”, salientou Carlos Orlando na apresentação deste professor.
De regresso à actividade comercial, prossegue simultaneamente os seus estudos completando o curso liceal. “Ainda estava longe de ver o seu sonho concretizado, mas o facto de ser oriundo duma família humilde de A-dos-Negros não era justificação para não ser capaz de tirar um curso superior”, afirmou Carlos Orlando.
No inicio da década de 50, o professor João Evangelista matricula-se na Faculdade de Letras de Lisboa, onde tira a licenciatura em Ciências Geográficas. Entretanto foi bolseiro no Instituto de Alta Cultura e na Fundação Calouste Gulbenkian e colaborador do Centro de Estudos Geográficos de Lisboa.
Ainda nesta altura inicia as suas actividades de assistente e professor na Faculdade de Letras de Lisboa e de colaborador da Enciclopédia Luso-Brasileira, até 1967. É nesta fase que João Evangelista escreve a obra “A-dos-Negros – Uma aldeia da Estremadura”.
Posteriormente vai para Angola, onde continua as funções de docente na Universidade e no Instituto Comercial de Luanda. Ainda neste país faz diversos estudos de Planeamento e de Defesa do Ambiente.
De regresso a Portugal, em 1975, entra para a Comissão Nacional do Ambiente, tornando-se um percursor na formação e reciclagem de professores para a área de “Educação Ambiental”.
Actualmente João Evangelista é o responsável pelo pólo caldense da UAL e continua a realizar diversas palestras, colóquios, visitas de estudo e publicações, centradas essencialmente na temática da educação ambiental. Em 2000 foi homenageado pela autarquia caldense, tendo-lhe sido atribuído a medalha de mérito- grau ouro.
F.F.
Desapareceu um dos mais “jovens” intelectuais obidense- caldense
Era uma personagem simples, simpática e consensual, ajudou a sarar as feridas das guerras internas na UAL lisboeta, que, de certa forma, tiveram impacto no Pólo das Caldas e permitiu que a fase de declínio fosse vivida sem dramas, desaparecendo essa estrutura num momento em que o mesmo acontecia com outras similares por todo o país. Não conseguiu dar-lhe mais alguma vida com outros cursos não universitários que denodadamente tentou lançar, ligados às artes criativas, mas a história do ensino em Portugal não lhe foi favorável.
Trata-se do Professor João Evangelista, que faleceu na passada semana nas Caldas da Rainha. Já tinha estado anteriormente internado nesta unidade de saúde e ultimamente já lhe era difícil deslocar-se com autonomia, percorrendo como antes a cidade pacatamente e degustando com especial atenção os pratos de alguns restaurantes, como numa das vezes testemunhou para o nosso jornal.
Nasceu numa povoação do concelho de Óbidos, tendo vindo muito jovem trabalhar e estudar para as Caldas da Rainha, mais especificamente para a Escola Industrial e Comercial onde se notabilizou cedo pela sua arguta inteligência.
Depois continuou a estudar em Lisboa, onde fez uma dissertação sociológica – A dos Negros: uma aldeia da Estremadura – que ainda hoje é referência metodológica da época sobre a sua terra natal. Depois a vida levou-o às colónias para desempenhar funções públicas, tendo regressado a Portugal a seguir ao 25 de Abril de 1974, desempenhando então funções nobres na área ambiental.
Já depois de reformado da função pública, veio liderar o projecto nas Caldas da UAL. Recentemente, em Outubro de 2009, teve um momento de grande tristeza quando perdeu a esposa, Maria de Lurdes Evangelista, que era também uma companheira de sempre e que foi vítima de doença repentina.
Foi notícia em meados do ano passado pela oferta da sua biblioteca à Câmara caldense composta por alguns milhares de livros. A doação formalizou-se no final do ano passado.
Acho que o Professor João Evangelista é daqueles cidadãos que dava gosto conhecer e conviver e tinha cruzado magnificamente a sua pertença a dois concelhos (Caldas da Rainha e Óbidos) que desde há muito têm dificuldade em conviver e partilhar projectos.
Ele deu o exemplo. Esperemos que inspire os responsáveis destes concelhos vizinhos.
À família enlutada Gazeta das Caldas endereça os sentidos pêsames pelo desaparecimento dum amigo que muito nos honrava com a sua amizade.
JLAS
Singela homenagem ao Senhor Prof. Doutor João Evangelista, de um seu admirador
Só hoje, dia 20 de Fevereiro, tive conhecimento da morte do Senhor Prof. Doutor João Evangelista. A sua perda causa uma imensa amargura, sobretudo sentida por todos aqueles a quem o Senhor Prof. se deu a conhecer. A minha motivação para prestar este depoimento, resulta da convivência que, sobretudo a partir da década de noventa, me foi proporcionada pelo Senhor Professor e por mim vivida com crescente admiração.
Foi a fundação da Associação “ECOESTE” Fórum de Ambiente da Região Oeste, cuja criação foi da sua responsabilidade e sobretudo da sua liderança, que motivou a minha participação, entre os finais de 1994 e o início de 1999, em numerosas reuniões presididas pelo Senhor Professor, as quais, sendo confirmativas da sua hombridade e da excelência dos seus conhecimentos, representaram para mim outras tantas ocasiões de apreço. A minha assiduidade, em representação da Instituição que então dirigia, foi incentivada graças à primazia da sua presença. Foram assim acontecendo os Seminários, realizações relevantes dedicadas à defesa do Ambiente na Região Oeste, um dos quais, o 2º Seminário, que decorreu em Maio de 1996, teve um carácter prospectivo, conforme se pode deduzir do seu título: “O Ambiente no Oeste no Ano de 2010”.
Participei em duas das justas homenagens que lhe foram dedicadas nas Caldas da Rainha: A primeira, promovida pelo Rotary Club de Caldas da Rainha, que o elegeu Profissional do Ano 2002; a segunda, em data bem recente (19 de Dezembro de 2010), quando da abertura formal da Sala que reúne o valioso acervo da biblioteca que o Senhor Prof. Doutor João Evangelista doou, por inteiro, à Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Em ambas as oportunidades me foi concedido o uso da palavra.
Permito-me transcrever o que me foi dado ler na Biblioteca Municipal, na tarde de Domingo, dia 19 de Dezembro de 2010:
“Esta solenidade em que hoje participamos tem o significado de Homenagem a um Cidadão que confere à sua Vida um cunho ímpar de exemplaridade, por razão das suas próprias qualidades, que cultiva com a constância, a modéstia e o senso que sempre distinguem aqueles que são os mais competentes, os mais sabedores.
Na grande diversidade dos seus interesses intelectuais não têm lugar senão os que significam um enorme sentido de dádiva, de entrega a causas que promovam incentivos à formação, ao apuramento dos diversificados aspectos de índole cultural, dirigidos tanto ao indivíduo como à sociedade em que nos inserimos. Esta a sua forma de estar, a de quem exerce continuadamente e em plenitude os seus deveres de cidadania, prodigalizando o seu Saber sem colher outro benefício que não seja o de corresponder ao apelo íntimo de comunicar, transmitindo os vastos conhecimentos que o estudo e a profunda e clarividente reflexão lhe permitiram acumular, criando conceitos e perspectivas que, não raro, anteciparam no tempo as realidades de hoje e de um porvir que sempre pugnou para que seja mais favorecido sob os pontos de vista educacional, social, económico, cultural, e, com especial ênfase, no domínio ambiental que tão intimamente se relaciona com todos os demais aspectos, porque constitui, afinal, a matriz da vida que se deseja de qualidade, mais saudável e solidária.
O Professor Universitário, o insigne Pedagogo a quem hoje temos o ensejo de dedicar o mais justo louvor, não enjeitou nunca as suas raízes familiares e de naturalidade, orgulhando-se muito da aldeia que o viu nascer, A-dos-Negros, aqui perto, no Concelho de Óbidos. Foi há cerca de 40 anos que lhe dedicou uma monografia “ A-dos-Negros Uma Aldeia da Estremadura”, na qual reflecte o estudo aprofundado, evolutivo, dos usos e costumes da Sua Aldeia, estudo que, pelo seu valor histórico, mereceu uma segunda edição lançada em Janeiro do ano 2000.
A Sua relação com as Caldas da Rainha remonta ao tempo em que, muito novo, aqui iniciou a sua actividade profissional, marcando já, nessa fase da juventude, o seu inconformismo, a sua firme vontade de desvendar novos rumos, com suporte num progresso pessoal, formativo, educacional, que lhe permitisse o acesso a outros desígnios que legitimamente ambicionava cumprir.
Da frequência das aulas nocturnas da Escola Rafael Bordalo Pinheiro à elevação à Docência e Cátedra Universitárias, percorreu assim todo um percurso curricular feito de esforço perseverante, de competência demonstrada e amplamente reconhecida, fruto de um sentimento íntimo do Valor próprio que, sendo o justo motivo do seu conforto, é seguramente, a razão do nosso orgulho e do nosso maior respeito.
Sentir de perto a sua presença é um privilégio, presença que, aliás, nunca é recusada à nossa Região, por virtude de uma sincera e mútua afeição, que faz com que a possamos usufruir por diversas formas, tanto na qualidade de Professor e Pró-Reitor da Universidade Autónoma de Luís de Camões, como até na de conceituado guia em iniciativas que por vezes se concretizam com o intuito de veicular o gosto pelas coisas da Natureza ou ainda pela salvaguarda do Património. Ouvir o Senhor Professor, nomeadamente, nas Jornadas de “Descobrir Óbidos” ou nas suas visitas ao “Vale Tifónico”, são oportunidades únicas de aprender, de aprender com quem, em linguagem sábia, acessível, é capaz de transmitir as melhores noções que vão desde a Geologia e as suas dinâmicas, à Arqueologia, à Educação Ambiental, enfim, aos tantos outros assuntos que são atributo da Sua vasta Cultura de Pedagogo e de Cientista.
O momento que se celebra confirma sobremaneira a nobreza de carácter do Senhor Prof. Doutor João Evangelista, o quanto a sua Vida está dedicada para o bem-fazer, para agir em benefício dos outros. Este belo exemplo fica firmado hoje de forma perene, através da doação á comunidade do seu próprio acervo documental, científico, literário, precioso património acumulado, que espelha muito da sua grande vitalidade intelectual. Mais uma vez, é o sentido de dádiva que anima o Homem, que nos lega em vida tão preciosa herança cultural, a ser passada aos vindouros.
Vivemos com comoção esta entrega que tanto enriquece a Biblioteca Municipal, consolidando assim a sincera admiração que nos merece a Vida e a Obra do Senhor Prof. Doutor João Evangelista. Cumpre-nos enaltecer o seu tão generoso contributo, que tanto dignifica o Cidadão João Evangelista. Bem-haja Senhor Professor!”
Com o que fica escrito, quero reviver hoje os mesmos sentimentos, com igual franqueza, mas com uma profunda tristeza, pois à grande admiração que lhe foi dedicada, se junta agora esta inevitável saudade, sincera, para sempre.
A comitiva à chegada ao pólo caldense da Escola de Hotelaria e Turismo, depois de ter estado em Óbidos
Uma delegação do Chipre, composta por cerca de uma dezena de representantes na área da Educação e Formação para o Turismo, esteve em Portugal entre os dias 21 e 25 de Fevereiro, com o objectivo de conhecer a rede de escolas de Hotelaria e Turismo lusas. Em destaque estiveram os projectos de hotel e restaurante de aplicação e as boas praticas ao nível da formação, que pretendem implementar naquela ilha do Mediterrâneo.
Na passada terça-feira a comitiva esteve a visitar os pólos de Óbidos e das Caldas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste.
Sebnem Pekdogan, assessora do ministro da Educação e coordenadora do projecto de formação, disse que procuraram ver as infra-estruturas e condições dos estabelecimentos de ensino portugueses, de modo a transportar os bons exemplos para as quatro escolas de turismo que existem no Chipre.
Em relação às maiores diferenças entre os estabelecimentos de ensino dos dois países referiu a existência em Portugal das escolas com aplicação (de hotel e restaurante) que permite aos alunos ter experiência em contexto profissional, mesmo durante o tempo em que estão a estudar. “Possuímos equipamentos, mas não estão abertos ao público, os nossos alunos não podem praticar com clientes verdadeiros”, explicou Sebnem Pekdogan
Os cipriotas pretendem melhorar também a formação e apostar na certificação. Escolheram Portugal para ver boas práticas porque se trata de um país com algumas semelhanças, ambos pequenos e com uma economia idêntica.
O director da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, Daniel Pinho, não esconde o orgulho em mostrar o bom trabalho que se faz nestes pólos, destacando que é importante que se olhe para o Turismo de Portugal como um “exemplo internacional de formação na área do turismo”. Destaca a curiosidade dos visitantes no que respeita ao modo de organização da escola, número e proveniência dos alunos, qualificação dos professores e a realização de estágios nacionais e internacionais.
A escola oestina recebeu recentemente a visita de um representante do Azerbeijão (ex-república da União Soviética), que também veio colher as boas práticas e metodologias nesta área.
Na próxima semana vão receber uma formadora de Cabo Verde, especializada em pastelaria, que estará um mês e meio em Óbidos a trabalhar com as equipas deste pólo.
A escola de hotelaria de Cabo Verde está a ser reestruturada e, nesse sentido, encontram-se oito formadores em Portugal, espalhados pelas diversas escolas de hotelaria a aperfeiçoar os seus conhecimentos.
Os queijos de Idanha e o vinho produzido pela empresa Sogrape estiveram em destaque num workshop para os alunos que frequentam o pólo caldense da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, a 16 de Fevereiro. Trata-se de mais uma iniciativa da escola com profissionais, que tem por objectivo divulgar os produtos portugueses e promover as suas potencialidades na área da cozinha e restauração.
Os diversos “sabores de Idanha” foram degustados pelos jovens formandos
Sabia que 100 gramas de bolacha Maria engordam mais que igual quantidade de queijo? E que em Portugal existem mais de 20 variedades de queijos e que estes podem substituir o italiano, normalmente utilizado nas pizzas, sem prejuízo do seu sabor?
Provavelmente não porque não há muito conhecimento sobre as potencialidades do queijo português. E é para explicar estas e outras coisas sobre este produto que António Feliciano, director comercial da Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa, anda a percorrer as escolas de hotelaria, dando acções de formação.
Este trabalho de promoção dos queijos de Idanha já vem sendo feito pontualmente desde 2003, mas este ano a cooperativa desafiou a Sogrape (empresa vitivinícula) a fazer parte do projecto, casando assim os queijos com os vinhos.
A escola caldense foi a terceira, de um total de 16, a ser visitada, e António Feliciano destacou a receptividade dos jovens.
Este responsável defendeu que “faz todo o sentido” trabalhar os queijos portugueses na gastronomia porque têm muito potencial. “Além de ser um dos nossos produtos característicos, tem uma complexidade de sabores, aromas e gostos que dá potencial às receitas”, disse, dando como exemplo uma pizza, que poderá ter na sua confecção vários queijos com aromas diferentes.
António Feliciano reconhece que actualmente os chefes de cozinha já utilizam mais o queijo português nas suas criações e estão sensibilizados para a importância de divulgar o produto nacional. O responsável adianta que produz-se muito queijo em Portugal e de qualidade, destacando a denominação de origem protegida que garante que o produto é característico daquela zona e garante as regras de confecção exigidas.
Casar o queijo com o vinho
Para Pedro Moreira, responsável da área de trade marketing da Sogrape, a questão da portugalidade também faz sentido nos vinhos, concretamente no vinho do Porto, uma vez que “existem muitos vinhos generosos, estrangeiros, que ocupam o momento do vinho do Porto”.
O responsável chamou ainda a atenção para o facto de quererem formar pessoas para um consumo moderado. “Acreditamos que o consumo deve ser qualitativo, numa base mais alargada de consumidores”, disse o responsável que na formação ensina os jovens a provar vinho, degustando-o lentamente.
O consumo per capita de vinho em Portugal é dos mais elevados, mas tem algumas particularidades. Por exemplo, o vinho rosé “no passado esteve muito conotado com o consumo feminino, o que não acontece no estrangeiro, e pretendemos alterar essa ideia”, referiu Pedro Moreira, acrescentando que este vinho, “ligeiro e fresco”, pode ser servido ao fim de tarde numa esplanada, fora da refeição.
O profissional destacou ainda a pertinência da iniciativa, que permite formar os futuros profissionais da área da hotelaria e restauração e destaca a ligação feliz entre a gastronomia portuguesa e o vinho.
Durante o workshop foi ainda apresentado o “concurso Sabores da Idanha/Sogrape”, edição de 2011, que irá englobar as escolas de hotelaria, representadas por agrupamentos. A final irá decorrer a 28 de Abril, em Lamego, altura em que os finalistas de cozinha farão uma ementa e os de sala servem e aconselham os vinhos. Haverá também um serviço de queijos na sala. “Depois do último prato, e antes da sobremesa, o funcionário passa pelos clientes para ver se querem o queijo para finalizar a refeição”, explica António Feliciano, dando nota que o serviço de queijos em sala tem sido em parte descurado.
A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste irá continuar com as demonstrações por profissionais junto dos seus alunos. Nos dias 2 e 3 de Março será a vez da Nestlé visitar os dois pólos de formação e, a 11 de Abril, haverá nas Caldas uma apresentação de vinho verde e gastronomia minhota, com a presença de um chef de um restaurante daquela região, que irá confeccionar o almoço com os profissionais desta escola.
Na freguesia da Usseira e na vila de Óbidos o lixo separado é recolhido porta a porta
Actualmente são reciclados em Óbidos cerca de 20% dos resíduos produzidos no concelho, num total de 1068 toneladas. Este valor é superior à média da região Óbidos, que se situa nos 8,7% e também da média nacional, que está nos 12%.
Estes dados foram recolhidos pelos Serviços de Ambiente da autarquia e resultam do programa “Custa Menos Separar”. Com início em Março de 2007, permitiu a criação de um sistema de recolha selectiva de resíduos sólidos urbanos mais cómodo para o utilizador, ambientalmente mais sustentável e mais económico a médio e a longo prazos, evitando com isso, o aumento da tarifa dos resíduos.
Há quatro anos eram reciclados apenas 4% da totalidade dos resíduos produzidos no concelho. Depois de um projecto piloto a recolha selectiva foi estendida a todo o concelho, através colocação de ilhas ecológicas (que engloba contentores amarelo, azul, verde e um normal) por toda a área. No entanto, na freguesia da Usseira e na vila de Óbidos continua a ser feita a recolha porta a porta, tendo em conta a especificidade do local.
Comparando estes valores com o resto do país “podemos concluir que o concelho de Óbidos apresenta valores muito positivos relativamente à quantidade de resíduos que envia para reciclagem”, refere o vereador Humberto Marques.
Este responsável adiantou ainda que conseguiu reduzir-se em 3,5% a quantidade de resíduos indiferenciados depositada em aterro, atingindo um dos principais objectivos do projecto.
A Câmara está a preparar uma carta para enviar à população, onde dá nota da colaboração de todos, tornando assim possíveis estes resultados, que fazem de Óbidos “uma referência nacional” nesta matéria, diz o autarca.
Humberto Marques apela a uma maior mobilização, que permita ainda crescer mais ao nível da separação de lixos, destacando que o principio que os rege é o da redução da despesa, que se traduz na redução do custo do que é enviado para aterro.
O vereador com o pelouro do ambiente refere que, atendendo à caracterização do concelho, a reciclagem pode crescer até aos 60%, mas isso envolve a separação também da componente orgânica. A autarquia apresentou, em conjunto com a ValorSul (empresa de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos das Regiões de Lisboa e do Oeste) uma candidatura ao sistema “Pay as You Throw” (sistema de tarifa variável), que deverá ter resposta até finais de Abril.
Esta aposta na componente orgânica envolve um investimento, em tecnologia e sensibilização da população, na ordem de 1,3 milhões de euros.
Amanhã e domingo, dias 19 e 20 de Fevereiro, a localidade de Vimeiro (concelho de Alcobaça) vai estar em festa para ajudar na compra de uma cadeira de rodas de transferência que permita a João Ribeiro (conhecido por Tollan e que ficou paralisado na sequência de um acidente), entrar e sair de automóveis.
Muito virada para os motociclistas e para os amantes das motas, a festa decorre no Centro Paroquial do Vimeiro e o início está marcado para as 10h00 de amanhã, com recepção aos convidados, abertura do bar e jogos tradicionais. Às 13h00 tem início o almoço, onde será servida caldeirada. A refeição está limitada a 300 pessoas, pelo que os interessados devem inscrever-se através de e-mail para vimeirosolidario@gmail.com ou para o número de telefone 919678906.
Pelas 16h00 Ventoinha, Zé Sampaio e Sandra Sampaio apresentam vários relatos de viagens de mota por vários continentes. Às 20h00 decorre o jantar e duas horas mais tarde tem lugar uma tertúlia em torno de mais de duas décadas de viagens de Gracinda Ramos e Paula Kota, duas motociclistas portuguesas que correm o mundo, a solo, nas suas motas. Pela noite dentro, e a partir das 00h30, há música com uma banda ao vivo e DJ Tico e convidados asseguram a animação after-hours.
No domingo é celebrada missa na Igreja Paroquial do Vimeiro, pelas 12h00, seguindo-se o almoço, animado pelo Rancho Folclórico do Vimeiro. Às 15h00 tem início uma mostra de Maxi Stunt por Humberto Ribeiro. Às 17h00 serão entregues os donativos recolhidos na festa.
Organizada por um grupo de cidadãos voluntários, com o apoio da Junta de Freguesia do Vimeiro e da Câmara Municipal de Alcobaça, a Festa de Solidariedade do Vimeiro tem entrada livre em todas as actividades, com excepção para as refeições. Em diversos momentos da festa serão feitos peditórios para que a oferta da cadeira seja uma realidade.
Assaltos à mão armada a mini-mercado nos Rostos e a farmácia nos Vidais
Dois homens encapuzados assaltaram à mão armada um mini-mercado nos Rostos e a farmácia dos Vidais, ao final da tarde de 12 de Fevereiro. Os ladrões deslocavam-se num veículo comercial ligeiro que tinha sido furtado em Alfeizerão.
O primeiro assalto ocorreu no mini-mercado do Largo, nos Rostos (Landal). Segundo declarações da proprietária, Lucinda Carvalho, à Gazeta das Caldas, dois indivíduos, ambos armados, entraram no seu estabelecimento de cara tapada e tentaram abrir a caixa registadora.
Antes disso, Lucinda Carvalho tinha-se apercebido que alguém tinha entrado e saído do mini-mercado, tendo vindo à porta ver quem tinha sido. Nessa altura, viu um dos indivíduos a perguntar ao outro: “que bolachas é que queres?”.
A comerciante voltou para a sua loja e pouco tempo depois deparou-se com os ladrões “encapuzados, de luvas pretas e com pistolas nas mãos”. A primeira reacção até foi brincar com a situação, mas os ladrões começaram a ficar nervosos com o facto de Lucinda Carvalho estar com uma faca na mão porque estava a abrir algumas embalagens.
Os assaltantes pegaram na máquina registadora, porque não a conseguiram abrir no local, e quando se puseram em fuga ainda empurraram a proprietária do mini-mercado contra uma prateleira. “Cai no chão e ainda me aleijei”, contou.
A caixa registadora, que tinha no seu interior cerca de 300 euros, foi encontrada danificada perto de uma oficina nos Rostos.
Nos Vidais, os homens entraram também de cara tapada e apontaram as duas armas à mãe da directora técnica e proprietária da farmácia, que estava a atender naquela altura.
Segundo Ana Sofia Carreira, proprietária da farmácia, quando o seu pai apareceu, os indivíduos, que já tinham aberto a caixa registadora e retirado todo o dinheiro, dispararam um tiro para o chão de forma a porem-se em fuga.
Ana Sofia Carreira revelou ao nosso jornal que da farmácia dos Vidais os ladrões levaram pouco mais de 100 euros.
Jovem apanhado a assaltar viatura em Peniche
A família do falecido estava consternada pelo facto do corpo ter ficado cerca de três horas, tapado com um lençol branco, à beira da estrada
Na madrugada do dia 12, pelas 05h30, um agente da PSP de Peniche interceptou um jovem de 23 anos que estava assaltar uma viatura. O ladrão, quando se apercebeu da presença do polícia, pôs-se em fuga, mas seria apanhado alguns metros depois. As autoridades detiveram o indivíduo e recuperaram diversos artigos que tinham sido furtados.
Nessa manhã foi apresentada uma queixa na PSP das Caldas pelo furto de um veículo ligeiro de mercadorias, avaliado em quatro mil euros.
Nos dias 13 e 14 de Fevereiro a polícia caldense recuperou dois carros que tinham sido furtados recentemente nesta cidade. Uma viatura furtada no concelho do Cadaval também foi recuperada pela PSP nas Caldas da Rainha a 14 de Fevereiro.
Duas casas foram assaltadas, a 8 de Fevereiro, em Alvorninha e na Foz do Arelho. No dia seguinte assaltaram duas viaturas em Alvorninha e Tornada.
Três homens foram detidos, no dia 11, pela GNR pelo furto ao interior do Mini-Preço do Bombarral. No mesmo dia houve um assalto a uma casa em Óbidos e a um estabelecimento comercial na Benedita. Foi ainda apresentada uma queixa pelo furto ao interior de um armazém no Lavradio.
Um veículo foi roubado no dia 12 em Vale Maceira, Alfeizerão. Nesse dia houve ainda uma queixa pelo furto ao interior de um estabelecimento no Bombarral.
De um armazém no Campo foram furtados, a 13 de Fevereiro, vários objectos utilizados na agricultura.
A 14 de Fevereiro foi recuperado pela GNR de Óbidos um veículo que tinha sido furtado no Nadadouro. Em Crastos (Vidais) foi assaltada uma casa e nas Gaeiras uma obra na urbanização Pé Leve.
Detenções por excesso de álcool e posse de droga
Um homem de 58 anos foi detido no dia 10, às 20h45, pela PSP das Caldas, por condução sob o efeito de álcool. O indivíduo tinha sido interveniente num acidente de viação, do qual só resultaram danos materiais, e registou uma taxa de álcool no sangue de 2,96 gr/l.
Nesse dia, na Nazaré, foi detido um homem de 34 anos por condução sem carta e mais cinco condutores, com idades entre os 30 e 40 anos, com excesso de álcool (de 1,35 gr/l a 2,18 gr/l).
Também a 10 de Fevereiro a PSP da Nazaré deteve mais cinco indivíduos, com idades entre os 19 e os 32 anos, que foram encontrados com haxixe suficiente para a confecção de 55 doses individuais.
Em São Martinho do Porto a GNR deteve um indivíduo que tinha na sua posse duas armas de fogo, 137 gramas de haxixe, 8,5 gramas de cocaína e 15,2 gramas de marijuana.
A 11 de Fevereiro foi detido pela PSP de Peniche um indivíduo de 28 anos, por conduzir uma mota sem ter carta.
Um homem foi detido, no dia 11, em São Martinho, por conduzir com 2,00 gr/l. No dia 13 foram mais detidos mais dois condutores com excesso de álcool (1,21 e 2,32 gr/l) em São Martinho.
No dia 14 de Fevereiro um homem de 30 anos foi detido pela PSP da Nazaré por condução de um veículo apreendido.
De 8 a 14 de Fevereiro a GNR das Caldas registou na área do seu destacamento territorial um total de 25 acidentes, dos quais resultaram sete feridos ligeiros.
Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt
Homem sente-se mal e morre avenida Timor Lorosae
Um homem com 60 anos sentiu-se mal enquanto caminhava na avenida Timor Lorosae, em direcção à sua casa na rua Francisco Franco, caiu para o lado e acabou por falecer no local, pouco depois das 13 horas de 12 de Fevereiro.
Francisco Granado, reformado das Finanças de Óbidos, vinha carregado com compras do centro comercial Vivaci, num percurso que fazia habitualmente. Apesar dos esforços do INEM para o reanimar, o homem acabaria mesmo por falecer.
Como o falecimento aconteceu na via pública, foi necessária a presença do delegado de Saúde Pública no local para declarar o óbito. A família do falecido estava consternada pelo facto do corpo ter ficado cerca de três horas, tapado com um lençol branco, à beira da estrada.
Segundo uma vizinha do prédio onde Francisco Granado habitava, Silvina Capitão, ninguém esperava que algo assim acontecesse, até porque o reformado era uma pessoa muito activa e que frequentemente fazia caminhadas longas.
P.A.
Vizinhos tomam conta uns dos outros
O caso da idosa que esteve morta em casa durante cerca de nove anos, em Rio de Mouro (Lisboa), dificilmente aconteceria na nossa região, porque em meios mais pequenos as pessoas acabam por se preocupar uns com os outros.
José António Silva, comandante dos bombeiros voluntários das Caldas, contou à Gazeta das Caldas um caso que aconteceu há cerca de três meses nas Relvas (Santa Catarina).
“Os moradores alertaram a GNR para o facto de uma vizinha idosa, com quem tinham estado no dia anterior, não ter aberto a porta para a entrega de uma botija de gás que tinha encomendado”, explicou José António Silva.
As persianas da casa estavam fechadas e ao tentarem telefonar para a senhora, ninguém atendia.
A GNR e os bombeiros deslocaram-se ao local e perante a situação, decidiram levantar o estore da janela do quarto. “Nessa altura, verificámos que a luz do quarto da senhora estava acesa, o que não era normal porque já era de dia”, adiantou. Acabaram por forçar a abertura da janela e depararam-se com a idosa inconsciente no chão.
A mulher foi assistida no local pela VMER e transportada para o hospital, onde acabaria por falecer alguns dias depois.
O comandante dos bombeiros recorda-se de outros casos em que os pedidos de ajuda dos vizinhos, perante o desaparecimento de idosos a viverem sozinhos, levaram à descoberta de cadáveres, mas não se transformando num tema mediático como tem estado a acontecer nos últimos dias.
André Santos e Diogo Neves, dois jovens, são este ano os promotores do 21º Corso Carnavalesco de Alfeizerão. Questionados sobre a elaboraçao dos corsos alegóricos ficamos a saber que, praticamente, está tudo pronto. “Apenas estamos a acabar o último carro que será o sexto, ou seja, mais um em relação aos corsos anteriores”, disse André Santos.
“Há dois amigos que têm dado uma boa ajuda. o Paulo Jorge Rebelo e o Erich Rama” revelaram os organizadores. Disseram ainda que “se o tempo permitir iremos, na 2ª feira (dia 7 de Março) à noite, a S. Martinho do Porto”.
No ano passado tal não foi possível devido ao tempo chuvoso. Os dois jovens esperam que o público apareça, porque o corso vai ser mais um grande espectáculo. André Santos adiantou que vai aparecer uma grande surpresa, mas não quis revelar. Fica para o Domingo Gordo.
Desde 8 de Fevereiro que os veículos ligeiros de passageiros e comerciais novos, são obrigados a incluírem luzes de circulação diurna.
A medida foi aprovada para toda a União Europeia e passa a ser obrigatória para qualquer automóvel que seja vendido desde essa data, sejam novos modelos ou remodelações dos já existentes.
As luzes de circulação diurna, conhecidas pela sigla “DRL” (acrónimo em inglês para “Daytime Running Lights”), ligam-se automaticamente assim que se acciona o motor, não dependendo da acção do condutor.
São faróis específicos, que utilizam pequenos LEDs e que consomem 10% da energia dos faróis normais.
De acordo com a Comissão Europeia, as luzes de circulação diurna vão dar um importante contributo para o objectivo de reduzir as fatalidades nas estradas da Europa.
A decisão foi tomada no âmbito de uma directiva europeia de 2008, a Cars21, e baseia-se num estudo que prova que uma viatura com as luzes de circulação é detectada mais cedo e mais depressa. Já há algum tempo que se vê circular nas nossas ruas e estradas algumas viaturas que incluíam as DRL.
A medida vai passar a ser válida também para camiões e autocarros novos a partir de Agosto de 2012.
Até agora só as motas tinham obrigatoriamente que ter as luzes de circulação diurna, no âmbito da directiva Cars21.
A Sociedade Musical e Recreativa Obidense (SMRO) organiza, no próximo dia 26 de Fevereiro, entre as 16h30 e as 20h00, o primeiro curso “Prova de Vinhos”. A iniciativa, que irá decorrer no auditório da Casa da Música, contará com a participação de Rodrigo Martins, consultor de viticultura e enologia.
O curso terá um número máximo de 30 participantes e custa 15 euros (para os sócios da SMRO) e 20 euros (para os não sócios).
As inscrições poderão ser efectuadas para o Tubas Bar, ou através do 966014701 (Rogério Pinto) e 964547216 (Rodrigo Martins).
Trata-se de uma iniciativa da SMRO, com o apoio da autarquia de Óbidos.
Quatro elementos da Protecção Civil de Kayl explicam como se manuseia a auto-escada
Quatro elementos da Protecção Civil de Kayl estiveram, nos dias 22 e 23 de Janeiro, a dar formação aos bombeiros do Cadaval de manuseamento de um veículo auto-escada que foi cedido por aquela autarquia do Luxemburgo.
A viatura tinha sido entregue em Novembro numa cerimónia no Luxemburgo, cerca de dois anos depois de se terem iniciados os contactos entre o cadavalense Amílcar Caetano (com responsabilidades na autarquia luxemburguesa), o presidente da Câmara do Cadaval e o comandante dos bombeiros, com vista à possibilidade dessa cedência.
A entrega da auto-escada tinha decorrido a 12 de Novembro no quartel de bombeiros de Kayl, numa deslocação ao Luxemburgo do presidente da Câmara e do comandante dos bombeiros.
Na altura foi celebrado um contrato de venda de valor simbólico ao município do Cadaval. O veículo seria, depois, formalmente cedido aos bombeiros cadavalenses, na reunião de câmara de 7 de Dezembro.
A equipa luxemburguesa que agora se deslocou ao Cadaval era composta por três operacionais dos bombeiros e um elemento de polícia, que tiveram também a oportunidade de conhecer um pouco do concelho.
Para além da formação teórica no quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Cadaval, foram criados cenários reais em edifícios da vila para testar a capacidade desta nova ferramenta ao serviço dos bombeiros.
O símbolo do anarquismo foi usado nesta acção que pode ser política
A mesma tinta vermelha que tinha sido utilizada para sujar o mapa das Caldas num “muppy” da rua Heróis da Grande Guerra (com um desenho parecido com uma estrela de quatro pontas), foi usada durante o passado fim-de-semana para pintar quatro caixas Multibanco na Praça da República.
Como o mesmo género de tinta plástica vermelha, foram feitas inscrições com o símbolo anarquista num porta do banco Montepio e inscrita a frase “não às ordens”, num outro mapa da cidade colocado num “muppy” nessa Praça. Curiosamente, essa frase foi rapidamente limpa, supostamente pelos serviços da Câmara.
O Millennium (ex-banco Pinto & Sotto Mayor) ficou com duas caixas ATM danificadas
Segundo a PSP, apenas o Montepio Geral apresentou queixa por danos no ATM. Até ao fecho desta edição, nenhum dos outros bancos afectados (Millennium e CGD) tinha formalizado qualquer queixa, não se sabendo também se existem imagens de vídeovigilância que possam identicar o autor ou autores das “pinturas”.
Algumas pessoas comentavam na segunda-feira, dia em que mais gente se apercebeu da situação, que este poderia ser um acto de rebeldia, com eventuais motivações ideológicas, como acontece periodicamente em várias partes do mundo.
Hoje, dia 18 de Fevereiro, pelas 18h00, será inaugurada uma exposição/venda dos produtos realizados pelo Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor (CEERDL) no Centro Comercial Vivaci. Trata-se de um evento que faz parte de “Ajudar é Viver”, o projecto de um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária Raul Proença que visa divulgar e sensibilizar para a acção do CEERDL e de angariar fundos para a instituição sob o lema “olhar a diferença com igualdade”. A inauguração contará com a apresentação da peça de teatro “Caixa de Música” pelo Grupo AmpliÁrte (grupo de teatro da instituição).
No Sábado dia 26 de Fevereiro, pelas 16h00 haverá na exposição a apresentação de uma coreografia do grupo AmpliÁrte com os organizadores da iniciativa. São eles Alexiane Fernandes, Andreia Mendes, Irina Istrati, João Malaquias, João Pedro e Susana Silva. Na inauguração deverão participar responsáveis da Escola Secundárias Raul Proença, do CEERDL e da autarquia.
Obras para a instalação de uma conduta de grande diâmetro para a condução de águas em frente à nova entrada da ESRBP
Duas roturas nos dois principais pontos de abastecimento do centro da cidade deixaram centenas de casas sem água durante várias horas a 23 e 24 de Janeiro.
Segundo Eduardo Ferreira administrador dos Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha, Eduardo Ferreira, “os problemas ocorreram numa zona referenciada como sendo a zona de abastecimento da cidade”.
Esta área é abastecida por duas origens de água, uma no Ameal e outra a partir dos reservatórios de Santa Rita (rua Marquês de Pombal).
Ao final da tarde de 23 de Janeiro, às 13h00, houve um rebentamento na conduta instalada na rua Vitorino Fróis, o que levou a que uma das origens de água da zona baixa (Ameal) tivesse ficado suspensa cerca de 20 horas. A reparação só ficou concluída às 13h30 do dia 24.
“A rotura ocorrida na Rua Vitorino Fróis resultou da fadiga da conduta”, esclareceu o administrador dos SMAS, por escrito, através do gabinete de imprensa da Câmara Municipal.
Na manhã de 24 de Janeiro houve outro rebentamento na rua Almirante Gago Coutinho, em frente à nova entrada escola secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Neste caso a rotura foi provocada “empreiteiro de uma obra, de instalação de uma conduta de grande diâmetro para a condução das águas”.
Assacadas as responsabilidades ao empreiteiro, este teve que resolver o problema da rotura. “O rebentamento ocorreu por volta das 10h30 da manhã tendo a conduta ficado a funcionar por volta das 15h00 do mesmo dia”, informou também o responsável pelos SMAS caldenses.
A área afectada pela falta de água esteve delimitada no perímetro definido pelas ruas da Estação, Sebastião de Lima, Capitão Filipe de Sousa, praça 5 de Outubro, praça da República, avenida General Pedro Cardoso e largo da Vacum
Eduardo Ferreira salientou que “há avarias em todos os sistemas e que levam a falhas no abastecimento”.
O constitucionalista Jorge Bacelar é o orador convidado da sessão solene de abertura do ano lectivo 2010/2011 da Universidade Sénior Rainha D. Leonor, que irá realizar-se hoje, dia 18 de Fevereiro, no auditório da ETEO, pelas 15h00.
No início da sessão decorrerá a tomada de posse da nova Comissão de Alunos e após a palestra do constitucionalista, actuará o Grupo Coral, Clave de Sol.
O Clube de Turismo Cultural Sénior da Vila de Óbidos vai realizar, nos dias 19 e 20 de Março, um passeio de dois dias à região da Beira Alta. A dormida será em Trancoso e será feita uma visita ao Santuário da Senhora da Lapa, “um dos lugares de romagem de maior devoção e afluência da beira central”, afirmou Carlos Orlando.
Será ainda observada toda a zona vinícola e casas solarengas da aristocracia beirã que se encontram em Santar, Mangualde, Penalva do Castelo, Aguiar da Beira, Trancoso e Sernancelhe. O grupo irá mesmo visitar as casas senhoriais, algumas delas que se encontram ainda na posse dos descendentes dos proprietários originais.
Esta iniciativa é desenvolvida numa parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Óbidos e a Associação de Defesa do Património deste concelho.
O preço do autocarro, da dormida com pequeno-almoço e jantar de sábado, é de 95 euros por pessoa.
Os interessados em obter mais informações e efectuar as inscrições poderão contactar, até 25 de Fevereiro, a Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, através do 262955340 (Florbela/Anabela).
O ponto de partida será junto ao Posto de Turismo de Óbidos.
A história da construção das duas escolas privadas no concelho das Caldas é complexa
O jornal Expresso revela na sua edição de 12 de Fevereiro que os dois responsáveis que ocupavam o lugar de secretário de Estado da Educação e de director regional de Educação de Lisboa à data da aprovação da criação dos dois colégios das Caldas e celebração dos respectivos contratos de associação (em 2005) estão actualmente a trabalhar naquele grupo de escolas privadas.
Numa reportagem com chamada na primeira página do semanário e ilustrada com uma fotografia do colégio Rainha D. Leonor, as jornalistas Joana Pereira Bastos e Isabel Leiria revelam a “coincidência” do facto de José Manuel Canavarro, secretário de Estado-adjunto e da Administração Educativa, e José Almeida, que deixou o cargo de director regional de Educação de Lisboa em Maio de 2005, estarem agora a colaborar com o GPS.
José Manuel Canavarro tornou-se consultor daquele grupo meses depois de ter caído o governo PSD/CDS, liderado por Pedro Santana Lopes.
Por sua vez, José Almeida começou a colaborar no desenvolvimento de projectos educativos de escolas do GPS também em 2005. Em 2008 passou a ser supervisor pedagógico do grupo que actualmente detém 13 colégios com contratos de associação e nove escolas profissionais.
O Expresso garante que os dois responsáveis tiveram um papel central na aprovação, em 2005, de contratos de financiamento público a quatro colégios (dois nas Caldas e outros dois em Miramar e Mafra). O despacho foi assinado cinco dias antes das eleições, que viriam a ser ganhas pelo PS.
Ao jornal, ambos recusaram qualquer favorecimento ao grupo GPS. Os dois antigos responsáveis garantiram que basearam as suas decisões no facto de um haver situações de ruptura na rede escolar destes concelhos.
José Manuel Canavarro afirmou ao “Expresso” que o despacho era provisório, mas o seu sucessor na secretaria de Estado, Valter Lemos, desmente-o e afirma mesmo ter-se manifestado contra os contratos com aqueles colégios. Num despacho enviado à DREL, alegou que “não foram garantidas as condições físicas, pedagógicasm, orçamentais e processuais necessárias”.
Os contratos de associação no concelho das Caldas terão sido mantidos devido à falta de alternativa nas escolas públicas para os alunos existentes.
O caso das escolas das Caldas tem uma história mais complexa, tendo em conta que o colégio Rainha D. Leonor foi construído num terreno para onde estava prevista a construção de uma escola 2, 3 pública.
A obra chegou a ter verbas inscritas em PIDDAC, mas vários problemas com o projecto e o empreiteiro inviabilizaram a sua construção.
Depois do impasse, na reunião da Assembleia Municipal de 6 de Dezembro de 2004, o presidente da Câmara, Fernando Costa, falou pela primeira vez num interesse um promotor privado em construir as novas escolas Santo Onofre e A-dos-Francos, cujo o Estado vinha prometendo há alguns anos sem que as construísse.
A 21 de Fevereiro de 2005 a Assembleia Municipal das Caldas aprovou a alienação de dois terrenos municipais à GPS para a construção das duas escolas 2, 3 com secundário.
O assunto foi então apresentado na Assembleia Municipal com alguma urgência para ser aprovado porque a Câmara queria que as obras pudessem ter início a 15 de Março, de modo a que os colégios começassem a funcionar no ano lectivo seguinte (como veio a acontecer).
O líder do grupo GPS, António Calvete, foi deputado do PS e membro da comissão parlamentar de Educação da Assembleia da República, na última legislatura em que António Guterres foi primeiro-ministro.
Cerca de 30 voluntários apanharam o lixo das ruas do bairro dos Arneiros
A participação não foi a esperada pelos organizadores, mas o Dia da Limpeza organizado por um grupo de alunos do Colégio Rainha D. Leonor, na manhã de 12 de Fevereiro, resultou na recolha de uma tonelada de lixo no bairro dos Arneiros.
No âmbito de um projecto para a escola, sete jovens organizaram esta iniciativa em que convidavam os caldenses a contribuir para a limpeza da sua cidade.
Os 30 voluntários que apareceram na manhã do evento, alunos e familiares na sua maioria, foram divididos em vários grupos e recolheram 460 quilos de papel, tecidos e madeiras, 220 quilos de vidro e 320 quilos de plástico.
“Sinceramente, estávamos à espera que houvesse maior adesão, pois divulgamos bastante a iniciativa”, comentou Teresa Reis, uma das alunas que faz parte do grupo.
No entanto, o balanço acaba por ser positivo. “Apesar da pouca adesão à iniciativa, conseguimos concretizá-la com sucesso e esperamos que tenha deixado a população mais consciente quanto à importância da protecção do ambiente no nosso dia-a-dia”, comentou a jovem.
A missão tornou-se mais difícil por serem menos pessoas e como demoraram mais tempo do que esperavam a limpar o bairro dos Arneiros, acabaram por se cingir a apenas essa área da cidade.
“Na altura em que andávamos a fazer o itinerário não tínhamos noção do tanto lixo que havia para recolher”, referiu Teresa Reis.
Do grupo organizador fazem parte ainda Ana Lopes, Beatriz Santos, Diogo Filipe, Francisco Patrício, Inês Rasteiro e Lara Baptista, os quais criaram um grupo denominado Ecocaldas.
O objectivo foi o de desenvolver uma plataforma multimédia e multidisciplinar para sensibilizar a população acerca da preservação do meio ambiente. Através do blogue ecocaldas.blogspot.com têm divulgado informação diversa sobre o ambiente. Para além disso, estão também a utilizar o Facebook (Ecocaldas Crdl), onde podem ser vistas muitas fotografias da actividade do dia 12.
“Esta iniciativa foi bastante elogiada por todos e, apesar de acharmos que podiam ter participado muito mais pessoas, não vamos desistir”, concluiu Teresa Reis. “Há que lutar por um mundo melhor e, por que não começar no nosso dia-a-dia? É importante que as críticas e os descontentamentos das pessoas se reflictam em acções de mudança”, afirmou.
Pais, encarregados de educação e professores estiveram em protesto à frente da Assembleia da República
Os alunos do ensino secundário do colégio Rainha D. Leonor terão passado esta noite, de 17 para 18 de Fevereiro, acampados no interior daquele estabelecimento de ensino, como forma de protesto contra os cortes no financiamento das escolas com contrato de associação.
O protesto foi organizado pela associação de estudantes da escola e pretende assinalar o facto de hoje, sexta-feira, ir ser feita a apreciação parlamentar do decreto-lei que regula os apoios do Estado aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo. O CDS e o PCP já apresentaram projectos de resolução alternativos ao decreto-lei do governo.
A associação de estudantes entendeu por isso ser importante manifestar o apoio dos alunos à escola que frequentam.
“É pedido aos alunos que revelem o quanto não desejam sair do colégio, e, para tal, sugerimos que os alunos se recusem a sair da escola no dia 17 de Fevereiro, quinta-feira, e ali fiquem, dentro dos portões”, explicou o presidente da associação, Diogo Carvalho, numa carta dirigida aos pais e encarregados de educação, onde pede autorização para a participação dos estudantes.
“Os alunos devem vir providos de tendas, agasalhos, comida e bebida para ser possível cumprir esta manifestação”, adianta ainda o dirigente associativo.
A 8 de Fevereiro cerca de 50 pais, encarregados de educação e professores do colégio Rainha D. Leonor também estiveram em frente à Assembleia da República a participar no protesto organizado pelo SOS Educação, no dia em que a ministra da Educação, Isabel Alçada, esteve a ser ouvida na Comissão de Educação.
No dia seguinte, 9 de Fevereiro, o ministério da Educação e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEEP) assinaram um acordo no qual se garante a possibilidade dos alunos destas escolas privadas de completarem na mesma escola os ciclos de ensino já iniciados. O que garantirá que, para já, não existirão muitas alterações ao nível das turmas a atribuir.
No entanto, algumas escolas privadas não aceitam que tenha ficado estabelecido neste acordo um financiamento fixo de 80.080 mil euros por ano e por turma.
“O acordo é razoável porque nos permite manter o número de turmas para o próximo ano lectivo, mas em termos de financiamento continuamos com valores inviáveis”, comentou Tânia Galeão, da direcção do colégio Rainha D. Leonor, que defende que se deve fazer uma atribuição financeira diferenciada tendo em conta cada caso.
Paulo Caiado numa visita a uma das fábricas da Pandora na Tailândia
É um caldense que está à frente de um grupo que tem sido responsável pela felicidade de milhares de portuguesas e de sensação de alívio para namorados e maridos aflitos para comprar uma prenda às suas companheiras.
Paulo Caiado é, há 12 anos, o director geral do grupo Cronos – Visão do Tempo, uma empresa que responsável pela importação dos produtos da marca Pandora.
A marca é mais conhecida pelas suas pulseiras, às quais vão sendo acrescentadas contas (pequenas peças que custam a partir dos 22 euros) que representam, cada uma delas, momentos especiais. São actualmente um dos produtos de ourivesaria com maior taxa de sucesso em Portugal.
“Só para se ter uma ideia, este Verão efectuámos uns cálculos: se colocássemos em fila todas as pulseiras já vendidas cobriríamos a distância entre Lisboa e Sintra. Por esta altura, já vamos a caminho de Mafra”, comentou Paulo Caiado à Gazeta das Caldas.
Na passada segunda-feira, Dia dos Namorados, terão sido vários os caldenses que escolheram a marca Pandora – ou de outras marcas similares que têm sido lançadas para responder ao mesmo tipo de procura – para presentear as suas mulheres e namoradas.
Segundo Paulo Caiado, datas como o Dia dos Namorados, o Dia da Mãe, as épocas do Verão e do Natal “geram picos de vendas astronómicos que obriga a um enorme esforço nas áreas da gestão de produto e de logística”.
Por exemplo, nas Caldas da Rainha, a Pandora só é vendida nas ourivesarias Fernandes e Amílcar Neves, porque faz parte da estratégia do grupo só vender em algumas lojas.
No dia dos Namorados há uma procura acrescida
No dia 14, a Gazeta encontrou alguns caldenses a fazerem compras para o Dia dos Namorados nestas lojas. Um deles, Paulo Vasques acha que, embora seja mais fácil desta forma escolher uma prenda, acaba por se tornar mais caro, por causa da quantidade de peças que uma pulseira leva até ficar cheia. “Já devo ter comprado umas dez contas para a pulseira da minha mulher”, referiu, acrescentando que torna-se interessante porque cada uma das peças tem um significado.
Outro marido que encontrámos à porta de uma ourivesaria com o saco personalizado da Pandora foi José Silva, que comprou, pela primeira vez, um produto destes para oferecer à sua mulher. Há cerca de um ano os filhos ofereceram a pulseira e desde essa altura a mulher de José Silva tornou-se fã. “Vim à ourivesaria comprar, mas nem sabia bem o que era, tive que explicar o que queria”.
Fernando Oliveira Fernandes, proprietário da Ourivesaria Fernandes, destacou que este é um produto que tem tido cada vez mais aceitação por parte dos seus clientes. “Há senhoras que compram para si e muitos senhores que compram para oferecer às esposas. Há sempre uma peça para uma ocasião especial”, comentou.
Embora haja procura dos vários produtos da marca, “são principalmente as pulseiras e as contas que são vendidas” nestes dias festivos.
Amílcar Neves, proprietário da ourivesaria com o mesmo nome, também tem notado que cada vez mais nas datas especiais aparecem clientes a comprar as contas da Pandora para oferecerem. “É uma prenda acessível e dá sempre para trocar por outra conta, se a senhora a quem for oferecida não gostar”, explicou, sublinhando que são peças com muita qualidade e atenção aos pequenos pormenores.
Fenómeno tem crescido ano após ano
“Descobrimos a Pandora, então uma marca desconhecida no sul da Europa e sem a notoriedade internacional de que agora goza, no inicio de 2005”, contou Paulo Caiado.
“De imediato vimos que o seu conceito se adaptaria como uma luva aos gostos e hábitos das consumidoras portuguesas e ao momento económico que iríamos viver”, explicou.
O contrato foi assinado em Setembro de 2005, mas por incapacidade de abastecimento da marca, que começava a expandir-se em novos mercados (Estados Unidos e Austrália), só foi possível iniciar a sua comercialização em Portugal em Maio de 2006.
De início a introdução da marca foi muito difícil, “apesar de que, sendo um dos maiores grupos nacionais do sector, gozarmos de um enorme capital de confiança em novos projectos pela parte dos nossos clientes”.
Havia desconfiança por parte de alguns comerciantes. “Diziam-nos que a linha de charmes (beads) iria conduzir à diminuição drástica da venda média, pois os consumidores passariam a pagar 20 euros por um presente (uma conta) em vez de 80 ou 100 euros por um anel ou brinco”, explicou Paulo Caiado.
Só que o segredo do sucesso da Pandora é que normalmente quem adquire a pulseira “não descansa até ter a pulseira completa com contas que representam momentos importantes da sua vida”.
Está em causa o “fenómeno do coleccionismo”, porque a taxa de recompra da Pandora “é esmagadora, pelo menos 2000%”.
Para os comerciantes é como vender uma pulseira a prestações, “só que o dinheiro está sempre do seu lado”, salienta o director-geral da Cronos, e para os consumidores é uma forma de construir uma jóia, pagando de acordo com as suas possibilidades.
Criada por dinamarqueses e com fabrico na Tailândia
Paulo Caiado salienta que a Pandora “é hoje uma das maiores e mais completas marcas de joalharia do mundo e o seu portfolio está longe de se esgotar nas contas para pulseiras”. Existem também colecções de anéis e brincos, que também podem ser personalizados ao gosto de cada mulher. No Natal passado começaram a apresentar nas lojas Pandora a primeira colecção de relógios de senhora, cuja comercialização “será tornada efectiva muito em breve”.
A Pandora foi criada por um casal dinamarquês que abriu uma pequena joalharia na cidade de Copenhaga em 1982. Após um período em que adquiriam os seus artigos a importadores e fabricantes locais para revender na sua loja começaram a viajar para o extremo oriente tentando encontrar peças de joalharia mais baratas e originais em diversos mercados. Destas viagens nasceu a ideia da marca e do conceito Pandora, que lançaram ainda na sua loja em 1999.
Criaram então uma pequena equipa de vendas para comercializar as peças noutras lojas dinamarquesas. A primeira pulseira Pandora foi comercializada nesse ano de 1999. Hoje a marca Pandora é a terceira marca de joalharia a nível mundial e “o seu peso como comprador de prata no mercado mundial poderá influenciar a cotação deste metal num futuro próximo”, referiu Paulo Caiado.
Todas as peças são feitas manualmente em fábricas na Tailândia, com certificação ISO9001. As áreas de design e marketing localizam-se na Dinamarca e os diferentes departamentos de pesquisa, investigação e desenvolvimento trabalham em simultâneo nos dois países “indiferentes aos fusos horários e utilizando em permanência o Skype para se comunicarem”.
Embora esta marca não seja a única com este conceito e nem sequer tenha sido a primeira a lançá-lo, “foi a mais dinâmica e a que criou um sistema patenteado de enroscamento e de fecho que são únicos”.
Segundo Paulo Caiado, o significado das contas não era tão generalizado no início da comercialização internacional. “De facto só conheceu um maior impacto após o departamento de marketing da Visão do Tempo começar a atribuir significados a cada nova conta”, contou o caldense.
“Por exemplo na primeira pulseira anunciada em publicidade no Verão de 2007, o menino surgia com o nome de Francisco e a menina com o nome de Maria, os nomes dos meus filhos mais novos”, recordou. Também foi incorporada uma tartaruga na pulseira de Verão, com a indicação de ‘Lua de Mel nas Maldivas’, “pois todos nos lembrávamos do Dr. Mário Soares montando uma tartaruga numa viagem presidencial que fez aquele arquipélago do Indico”.
Duzentos quilómetros diariamente para manter residência nas Caldas
Embora a sede do grupo Cronos seja em Carnaxide (Lisboa), Paulo Caiado faz questão de manter residência nas Caldas da Rainha. “Não abdico de viver e de aqui manter a minha família preservando a sua qualidade de vida que seria impossível de encontrar em Lisboa”, revelou à Gazeta das Caldas.
“O meu amor pela minha cidade é tão grande que me disponho a fazer 200 quilómetros diários entre Caldas da Rainha e Carnaxide para poder manter residência cá”, explicou.
Até porque, o facto de passar o dia em Lisboa e de fazer constantes deslocações ao estrangeiro, por motivos profissionais, permite-lhe tomar contacto com diferentes realidades urbanas e culturais “e poder fazer de forma mais objectiva, distante mas não menos apaixonada, uma avaliação do que é feito na nossa cidade e de como ainda é bom viver em Caldas da Rainha”. Mas deixa o aviso: “não sei por quanto tempo mais!”.
Paulo Caiado tem um blogue na Internet cheio de memórias caldenses. Intitulado “Eu gozei a minha adolescência nos anos 70 e 80” (http://adolescenciacaldas anos70e80.blogspot.com que está cheio de histórias daquelas duas décadas contadas na primeira pessoa, com referências a muitos caldenses.
O blogue surgiu depois de ter sido criado um grupo no Facebook, com o mesmo nome, onde também são partilhadas fotografias, textos e vídeos sobre as memórias caldenses.
Apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro
O grupo Cronos tem colaborado activamente com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). Actualmente existem uma dezena as peças cujas receitas revertem para a LPCC.
Segundo Paulo Caiado, a Pandora Internacional já tinha desenvolvido um projecto de responsabilidade social que pretendia ver aplicado em outros países.
O grupo Cronos, que já apoiava, de forma avulsa, vários projectos de solidariedade, decidiu envolver a marca num projecto de rastreio, diagnóstico precoce e prevenção do Cancro da Mama, nomeadamente pelo fomento de unidades móveis que pudessem ir às escolas e aos centros urbanos.
“A ideia começou a matutar quando um grupo de cidadãos, do qual eu fazia parte, organizou o programa Um Dia Pela Vida com o apoio da LPCC e do Movimento Vencer e Viver”, contou Paulo Caiado.
O Projecto Olha-Te, que se dedica a dar apoio a quem sofre de cancro continua a promover iniciativas que são abertas ao público. Amanhã, sábado,19 de Fevereiro, está prevista a realização de um outro workshop de risotto e outros sabores da cozinha Italiana, com chef João Quaresma. Este evento tem o apoio da Escola de Hotelaria e de Turismo das Caldas da Rainha, que cede as suas instalações para esta realização, que decorrerá a partir das 11h30 e custa 20 euros (incluindo almoço).
Para mais informações e inscrições contactar através do telmv. 910889912 ou do e-mail projecto@olha-te.oeste.pt
No Sábado seguinte, dia 26, irão decorrer dois workshops na sede da Olha-te (Rua de Camões nº 75 1º andar). De manhã, entre as 10 e as 13h00, o atelier irá dedicar-se à Cromoterapia e irá reflectir-se sobre a forma como a cor influencia o bem-estar. À tarde, das 15 às 19h00 o atelier vai dedicar-se à Aromaterapia. O curso da Cromoterapia custa 15 euros e o da Aromaterapia custa 20.
Professores, animadores e auxiliares participaram na peça musical “A Carochinha”, interpretada no intervalo da manhã
A apresentação da peça de teatro musical “A Carochinha” foi a forma escolhida pelo complexo escolar do Alvito para assinalar o dia dos namorados, a 14 de Fevereiro.
Para além dos alunos da escola, também assistiram à peça as crianças dos Jardins de Infância das Gaeiras, A-dos-Negros e Gracieira. Esta dramatização contou com a participação de alguns alunos do primeiro ciclo da disciplina de Música, que estiveram a tocar flauta, assim como de auxiliares, animadores e professores que tiveram a oportunidade de mostrar a todos os presentes a sua faceta na área da representação.
Durante todo o dia elementos da Associação de Pais estiveram a vender queques e bolachas alusivas ao Dia dos Namorados, decorados pelos animadores.
A decoração do complexo escolar ficou a cargo dos alunos do primeiro e segundo ciclo com o apoio dos professores e animadores.
O grupo apropriou-se do nome do Ano Europeu do Voluntariado e Cidadania Activa
As tardes de segunda e sexta-feira de seis finalistas da Escola Secundária Raul Proença são passadas de forma bastante diferente da maioria dos jovens da sua idade. Desde o início do ano que limpam e remodelam a casa de uma família carenciada, no Bairro da Ponte.
Trata-se de um projecto escolar, que as jovens estudantes do 12º ano de Línguas e Humanidades estão a desenvolver no âmbito do voluntariado, tendo em conta que 2011 é o Ano Europeu do Voluntariado e Cidadania Activa.
A ideia começou a ser definida em Outubro, no início das aulas. Depois de conhecer a família – indicada pela assistente social da Santa Casa da Misericórdia das Caldas – composta por uma idosa, a sua neta e marido e duas bisnetas, filhas do casal, começaram a delinear uma estratégia para melhorar a casa que habitam e que se encontrava bastante degradada.
“Dormiam quatro pessoas numa pequena divisão”, conta Ana Sofia Henriques, explicando que planearam tirar uma cama e substituir por um beliche (que lhes deram) e colocar uma parede falsa, de modo a dar alguma privacidade ao casal.
Na cozinha as prateleiras são bastante velhas, o que levou as jovens a tentar arranjar umas novas para as substituir. Também mudaram as botijas de gás para o exterior, por uma questão de segurança.
A casa de banho possui uma banheira, mas tendo em conta a idade da idosa, o grupo entendeu por bem substituir por um poliban e colocar outro pavimento no chão, por questões de higiene.
Todas estas alterações são efectuadas com o consentimento da família e as jovens efectuam-nas sempre na sua presença. Para além da remodelação física têm também tentado ensinar boas práticas, que estão a ser seguidas, nomeadamente no que respeita às instruções de limpeza.
Também já arranjaram uma secretária, cedida pela escola, para a menina mais velha ganhar hábitos de estudo.
Dentro de casa o projecto deverá terminar em finais de Abril. Dado que a casa tem um pequeno quintal, querem também pintar os muros e dar-lhe uma melhoria. Pretendem ainda arranjar uns canteiros para depois a família “ter alguma preocupação em cuidar, no fundo, dar-lhes alguma responsabilidade”, salientou Rita Ferreira.
A única contrariedade deste projecto de voluntariado tem sido a falta de patrocínios e apoios por parte das empresas da região. Até à data tudo o que conseguiram foi através da boa vontade de particulares, que ofereceram o beliche, os azulejos para a casa de banho e as tintas.
As jovens fazem um balanço muito positivo da acção, destacando que “damo-nos todos bem e tem sido bom para nós porque temos em comum a vontade de poder ajudar”, refere Ana Sofia Henriques.
Este grupo têm ainda feito várias actividades com os idosos da Santa Casa da Misericórdia, que deverão ter continuidade até ao final do ano lectivo.
As jovens finalistas ainda não sabem que rumo seguir, mas têm a certeza de querer continuar a fazer voluntariado no tempo livre.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt
Concerto solidário no Centro da Juventude
As bandas Isacake e Quarteto Fantástico, assim como um grupo composto por um professor e alunos do Centro da Juventude irão dar um concerto no próximo dia 25 de Fevereiro, pelas 21h30, no Centro da Juventude.
A entrada custa dois euros, revertendo este valor para o projecto de voluntariado das jovens estudantes. “O objectivo do dinheiro angariado é a compra do poliban e do pladur para colocar na casa”, conta Ana Sofia Henriques, adiantando que precisam de angariar 200 euros.
As jovens estão confiantes no sucesso do evento porque as bandas “levam público a acompanhá-las” e conseguem a atrair jovens e alguns pais mais sensíveis à causa social.