Category: Sociedade

  • Cozinheiro obidense conquista americanos com sabores tradicionais portugueses

    Cozinheiro obidense conquista americanos com sabores tradicionais portugueses

    Natural de A-dos-Negros (Óbidos) Joaquim Rocha Nuno, de 65 anos, emigrou para os Estados Unidos há duas décadas e actualmente reside em Ludlow. É também nesta cidade do estado de Massachusetts que está localizado o seu restaurante, Primavera, especializado em comida tradicional portuguesa.
    Vencedor de prémios de gastronomia, Rocha Nuno já foi apelidado do melhor cozinheiro da região. Modesto, não o confirma, mas o que é certo é que “é o restaurante mais bem frequentado de Ludlow”, deixa escapar.

    notícias das Caldas
    O cozinheiro com um dos seus pratos tipicamente portugueses

    Joaquim Rocha Nuno é um exemplo da concretização do sonho americano. Emigrou já com 45 anos de idade para terras do Tio Sam, há 20 anos, à procura de uma vida melhor e conseguiu-o. Actualmente é proprietário de um restaurante de comida tipicamente portuguesa, em Ludlow, que nos últimos anos tem vencido vários prémios de gastronomia.
    Depois de ter estado 10 anos em Angola, primeiro como militar e depois a trabalhar numa mina de diamantes, Joaquim Nuno regressou a Portugal onde trabalhou como vendedor de automóveis. Mais tarde adquiriu o restaurante Pátio da Rainha, situado na Rua de Camões.
    O negócio não correspondeu às expectativas e, em 1989, Rocha Nuno emigrou para os Estados Unidos. Primeiro esteve em New Jersey, mas depressa se mudou para New Bedford, uma cidade costeira com uma forte implantação de luso-americanos.
    Desses tempos “Jack” Nuno, como é agora tratado, recorda que partiu com a ideia de trabalhar na construção civil, mas logo que chegou, o amigo que o foi buscar ao aeroporto aconselhou-o a apostar na área da restauração. Havia apenas um senão, o português nunca tinha cozinhado.
    Encontrou trabalho num restaurante New Bedford, mas permaneceu ali pouco tempo. Começou a ganhar fama de bom cozinheiro e ofereceram-lhe emprego num restaurante em Ludlow, onde era responsável pela cozinha e tinha “carta branca” para a preparação dos pratos.

    Um inventor na culinária

    Garante só sabe cozinhar à sua maneira, inventando pratos e combinando temperos, “que vão resultando bem”. Nunca tirou cursos de culinária nem se guia por livros e garante que as pessoas nunca se queixaram dos seus cozinhados.
    O Primavera (nome escolhido por soar bem em português, mas também junto da comunidade italiana e americana residente naquela zona) surgiu há 14 anos e, desde então, tem vindo sempre a ser melhorado. O projecto começou por ser uma sociedade, mas passados dois anos, Rocha Nuno adquiriu a totalidade do trespasse. Dois anos depois comprou o prédio onde este se situa e, mais tarde, fez uma remodelação total no espaço. Entretanto, já comprou o imóvel ao lado, onde criou mais uma sala de refeições e fez um parque de estacionamento para os clientes.
    O empresário português recorda que quando começou a trabalhar por conta própria nunca pensou alcançar tanto êxito. Actualmente o Primavera “está todos os dias cheio”, conta, destacando que, ao fim-de-semana, por exemplo, 80% dos seus clientes são americanos.
    Alguns são regulares e outros fazem mais de uma centena de quilómetros para degustar as especialidades desta casa. “As pessoas sentem-se tão bem que chegam às 11h30 e saem às 2h00 da madrugada”, exemplifica Joaquim Nuno. O Natal é também uma época muito forte para a restauração, com a marcação de muitos grupos para almoços e jantares.
    A forte clientela levou a que Rocha Nuno já tenha ampliado o espaço, criando uma outra sala. O restaurante prima por pormenores que atraem quem ali vai, como é o caso da decoração, tipicamente portuguesa, onde não faltam as telhas lusas e painéis de Óbidos, e a cozinha à vista, “que é muito valorizada pelos americanos”. Depois, o menu também não deixa dúvidas: para aperitivos o chef destaca as amêijoas à Bulhão Pato, pastéis de bacalhau ou queijo fresco com chouriço. Para a refeição, os comensais podem escolher entre camarão à Moçambique, costeletas na brasa, carne de porco à alentejana, bife à portuguesa e bife na pedra, bacalhau à marinheiro ou mariscada.
    Acepipes que têm valido o primeiro prémio da Advocate Best of the Valley, readers’ poll, na categoria de restaurante português, nos últimos cinco anos. O responsável não esconde que a distinção é importante porque os americanos dão muito valor ‘avaliação por peritos e vão experimentar.
    Rocha Nuno adianta ainda que não gasta dinheiro em publicidade. “É o passar a palavra que tem trazido mais pessoas”, afirma, destacando que possui uma carteira de clientes bastante vasta. Actualmente passa diariamente 12 a 14 horas a trabalhar e, apesar de ter duas cozinheiras, é por ele que passam todos os pratos ali confeccionados. A trabalhar consigo tem ainda mais 17 empregados, muitos deles em part-time, mas com a particularidade de serem todos portugueses.
    “Neste momento sinto-me realizado”, conta à Gazeta das Caldas o cozinheiro nascido em A-dos-Negos, mas que ganhou “quase raízes” e prestígio na América, onde pretende permanecer. Contudo, continua a vir todos os anos a Portugal matar saudades.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Infiltrações degradam Biblioteca Municipal

    Infiltrações degradam Biblioteca Municipal

    notícias das Caldas
    A Biblioteca Municipal das Caldas, construída em 1997, ainda não foi alvo de remodelação e está a acusar degradação

    A falta de obras de manutenção no edifício da Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha já fez encerrar o auditório daquele espaço. As últimas chuvadas acentuaram as infiltrações que há anos degradam o imóvel, sobretudo no auditório onde as infiltrações são tão graves que caíram algumas das placas do tecto falso daquela que é a principal sala da biblioteca.
    As responsáveis daquele espaço há muito que alertavam a autarquia para a degradação do edifício e Gazeta das Caldas fez alguns artigos onde davam a conhecer a falta de manutenção daquele espaço. A infiltração não é apenas a partir dos tectos, mas também do solo. Segundo a bibliotecária Aida Reis, este problema está a contribuir também para a degradação dos restantes materiais que ficam bolorentos ou que fazem apodrecer a madeira.
    A Biblioteca das Caldas foi inaugurada em 1997 e é um projecto de arquitectura de Sousa Lopes, mas nunca foi alvo de uma intervenção de fundo por parte da autarquia.
    As infiltrações de água são um problema que se tem vindo a agravar ao longo dos anos e, segundo a vereadora, Maria da Conceição Pereira, a Câmara “já tinha pensado em apostar na requalificação do edifício,  apostando até em novos materiais” já que aqueles com que a “casa” dos livros foi construída há 14 anos sofreram um rápido desgaste.
    A verdade é que as obras não avançaram e o edifício está a acusar problemas de degradação. Além do tecto falso do auditório – que terá de ser totalmente substituído –  é necessário intervir na cobertura para corrigir o problema das infiltrações. Também o chão terá que ser substituído em várias zonas onde está gasto.
    “É bom sinal, é sinónimo de que a biblioteca é bastante utilizada”, disse a autarca, acrescentando que, por outro lado, se a construção da biblioteca fosse hoje “de certeza que não usaríamos os mesmos materiais”.
    De qualquer modo Maria da Conceição Pereira espera agora que os serviços técnicos da Câmara possam executar a intervenção de fundo no auditório “até ao final do primeiro trimestre” e quer continuar com a renovação do edifício de forma faseada “tentando não fechar os serviços”. A zona que se segue é a sala infanto-juvenil onde é grave a infiltração nas paredes.
    A maior intervenção está pensado para o Verão, nos meses de Agosto e até meados de Setembro para minimizar os prejuízos das actividades e o funcionamento da Biblioteca Municipal.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Magia anima tardes de sábado no Vivaci

    A partir de amanhã, 22 de Janeiro, as tardes de sábado vão ser animadas com espectáculos de magia, dedicados sobretudo para as famílias. A iniciativa “Saldos Mágicos” alia momentos de animação aos descontos de época, que nas lojas do centro comercial caldense podem chegar até aos 70%.
    Além dos truques de magia que podem ser vistos a partir das 15h30, nos dias 22 e 29 de Janeiro e 5 de Fevereiro, “Saldos Mágicos” propõe ainda um workshop de ilusionismo para crianças, a realizar no espaço infantil localizado no piso 1 do Vivaci.

    J.F.

  • Jovens promovem Dia da Limpeza nas Caldas

    Jovens promovem Dia da Limpeza nas Caldas

    notícias das Caldas
    Ana Lopes e Teresa Reis são duas das alunas que compõe o grupo

    Um grupo de alunos do Colégio Rainha D. Leonor está a organizar um dia dedicado à preservação ambiental, a 12 de Fevereiro, durante o qual vão proceder a uma acção de limpeza na cidade.
    Os jovens convidam todos os caldenses a participar nesta iniciativa para que seja abrangida a maior área possível da cidade. Os voluntários serão depois divididos em grupos e em itinerários, com destaque para os bairros dos Arneiros e da Ponte.
    O ponto de encontro será no colégio Rainha D. Leonor às 8h30 e actividade deverá terminar ao final da manhã.
    Ana Lopes, Beatriz Santos, Diogo Filipe, Francisco Patrício, Inês Rasteiro, Lara Baptista e Teresa Reis criaram um grupo denominado Ecocaldas, cujo objectivo é desenvolver uma plataforma multimédia e multidisciplinar para sensibilizar a população acerca da preservação do meio ambiente.
    Através do blogue ecocald as.blogspot.com têm divulgado informação diversa sobre o ambiente.
    Para além disso, estão a usar o Facebook e pretendem espalhar alguns cartazes pela cidade para promover a iniciativa. “Queremos envolver pessoas de todas as faixas etárias”, salientou Ana Lopes. “Também já falámos com os nossos amigos e há muita gente entusiasmada em participar”, referiu Teresa Reis.
    “As pessoas mais velhas já têm mais cuidado e os da nossa idade são os que sujam mais”, consideram.
    A Câmara das Caldas vai ceder sacos do lixo, pás, vassouras e luvas de protecção, garantindo também a recolha final do que for recolhido.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Bom tempo em Janeiro levou multidão ao Santo Antão de Óbidos

    Bom tempo em Janeiro levou multidão ao Santo Antão de Óbidos

    notícias das Caldas
    O acordeonista Tino Costa animou os convivas

    O bom tempo que se fez sentir ajudou à festa. Milhares de pessoas voltaram a subir à ermida de Santo Antão para celebrar o dia do padroeiro, pagando as suas promessas, ou apenas para passar momentos de convívio.
    Os primeiros romeiros do dia chegaram logo de manhã. Raul Penha, elemento da Comissão de Festas do Santo Antão, chegou por volta das 8h00 e já tinha um senhor à espera para pagar a promessa. E foram-se repetindo os devotos durante o dia, principalmente oriundos dos concelhos do Bombarral, Cadaval, Lourinhã e Torres Vedras, onde a produção animal é mais abundante.
    Este responsável, que já pertence à comissão há cerca de 30 anos, conta que este ano – e contrariamente ao que tem acontecido nos anteriores em que as promessas eram feitas por animais de estimação – voltaram a pedir figuras de cera de ovelhas, porcos ou vacas. “Houve pessoas a pagar promessas por ninhadas de porcos”, disse, acrescentando que a crise leva a que voltem a recorrer a uma produção de subsistência.
    Este ano, e porque a festa se realizava durante a semana, a comissão de festas comprou apenas 50 quilos de chouriço, que vendeu na sua totalidade. O pão que tinha também não chegou para a procura. Tinham como novidade canecas alusivas à efeméride, cuja venda reverteu para as actividades dos jovens da paróquia, nomeadamente a participação nas Jornadas Mundiais da Juventude, que se realizarão em Agosto, em Madrid.
    A festa durou até tarde, com os convivas a assar o chouriço, e a aquecer o vinho, nas fogueiras que se estendiam pelo recinto. A música não faltou e, entre os animadores, esteve o acordeonista Tino Costa, conhecido por participar nos festivais do género, que pôs os presentes a cantar e dançar.
    Este ano também a RTP foi ao Santo Antão, e fez diversos directos para o programa “Portugal no Coração”, levando a que muitas pessoas, ao final da tarde, ainda se dirigissem ao cimo do monte aproveitar a festa.
    A Obidos.com aproveitou a data para homenagear empresários e associados e ofereceu um kit com pão, chouriço e vinho.
    Ao final da tarde decorreu um pequeno percalço, que provocou alguns danos materiais. Ao ser colocada gasolina num gerador, algum do combustível pegou fogo e queimou parte da camioneta do feirante.
    A capela de Santo Antão, situada na ermida com cerca de 80 metros de altura, fica fechada praticamente todo o ano.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Inaugurada a nova valência da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos

    Inaugurada a nova valência da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos

    Depois de ter começado a funcionar em Outubro, a creche da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos foi inaugurada no passado dia 18 de Janeiro, pelo secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques.
    O governante garantiu que, além da participação na obra, irão continuar a apoiar a manutenção da creche, com 190 mil euros nos próximos dois anos.
    As comemorações dos 500 anos da Misericórdia de Óbidos continuam durante este ano com diversas iniciativas.

    notícias das Caldas
    O secretário de Estado visitou as instalações da creche, criadas de raiz junto ao lar de idosos da instituição

    O distrito de Leiria foi um dos que mais aproveitou as oportunidades do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (Pares). Palavras do secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, dando conta que neste distrito foram aprovadas mais de 50 obras, três das quais no concelho de Óbidos – a creche agora inaugurada, o Lar de Idosos de A-dos-Negros e um equipamento social do CEERDL a construir durante este ano na freguesia das Gaeiras.
    O secretário de Estado destacou que as instituições responderam de forma muito positiva ao programa Pares, e depois ao Programa Operacional de Potencial Humano (POPH) e o resultado foi a construção de mais de 400 creches por todo o país, num total de mais de 880 equipamentos sociais.
    “As instituições estão a cumprir os direitos da população respondendo a este desafio”, disse Pedro Marques, destacando que o governo cumpriu com a sua parte. “Pagámos a tempo e horas e apoiaremos o funcionamento da casa”, disse, acrescentando que, nos próximos dois anos, o Estado pretende contribuir com 190 mil euros para o seu funcionamento.
    Pretendem, com esta comparticipação ajudar a criar condições para que as famílias da classe média e carenciadas sejam apoiadas nesta creche. “O Estado apoiará esta instituição nos próximos dois anos com mais verbas do que apoiaram na fase de construção porque tem a noção que mais difícil que fazer a obra é manter em funcionamento adequado e sustentado, uma instituição como esta”, salientou.
    Pedro Marques informou ainda que, com a concretização de todos estes projectos a nível nacional, cumpriram o desafio da União Europeia de uma cobertura de creches superior a 33%.
    O governante destacou ainda o número de postos de trabalho que esta instituição centenária garante (72), dando nota que em tempo de crise é o sector social quem também está a dar uma resposta ao nível do emprego. Com os mais de 800 projectos aprovados, num montante de 700 milhões de euros, serão criados mais de 10 mil postos de trabalho no país inteiro, previu o governante.

    “Instalação nova, cheia de luz, conforto, cor e harmonia”

    Já o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, Carlos Orlando, destacou que a presença do governante é um “estímulo para a instituição na difícil tarefa de continuar o seu trabalho de apoio social, nos tempos difíceis que atravessamos”. Considera que é muito importante dignificar o trabalho de quem colabora com esta instituição, num total de 72 funcionários, muitos colaboradores e várias outras pessoas que ali prestam serviços. Agradeceu ainda a presença das diversas entidades presentes, nomeadamente as instituições de solidariedade social, União das Misericórdias Portuguesas, serviços de Segurança Social de Leiria e Câmara de Óbidos, que têm ajudado a concretizar este projecto.
    O responsável referiu-se também ao mais novo equipamento desta instituição já centenária como sendo uma “instalação nova, cheia de luz, conforto, cor, harmonia e planeada de acordo com a actualidade”.
    Também presente na inauguração, o presidente da Câmara, Telmo Faria, destacou que neste concelho trabalham “a sério” a intervenção social, e que esta é uma das vertentes do desenvolvimento que têm planeado. “Não é possível pensar que os empreendedores vêm para o concelho se não houver uma rede social”, disse, acrescentando que o objectivo passar por espalhar estes equipamentos pelas várias localidades.
    Telmo Faria quer que a articulação entre a autarquia e a Santa Casa se aprofunde no futuro, pois a conjunção difícil que se vive assim o dita, e deixou o pedido para que ali seja dada “sempre uma resposta às pessoas que escolheram o concelho para morar e trabalhar”.
    As comemorações dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos vão continuar durante este ano. A próxima actividade terá lugar em Fevereiro, com uma exposição bibliográfica acompanhada do lançamento do guia do arquivo histórico.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Caldas, Óbidos, Alcobaça e Nazaré deverão ganhar monumentos este ano

    Caldas, Óbidos, Alcobaça e Nazaré deverão ganhar monumentos este ano

    notícias das Caldas
    ESAD será considerado monumento

    A ESAD das Caldas da Rainha, as ruinas da cidade romana de Eburobritium, nas Gaeiras (Óbidos), o conjunto monumental urbano e paisagístico da Nazaré e a Ermida de São João Baptista, em Aljubarrota (Alcobaça) deverão ser classificados como monumentos até ao final do ano.
    O procedimento de classificação já esteve em curso no ano de 2010 e teria caducado no passado dia 1 de Janeiro. Mas em Diário da República de 30 de Dezembro o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico prorroga o prazo de conclusão do procedimento até 31 de Dezembro do presente ano. Os lugares referidos fazem parte de um total de 11 do distrito de Leiria que deverão ser classificados, entre os quais o Arco da Memória do Arrimal (Porto de Mós), a Capela de Nossa Senhora da Paz de Ansião, ou o Edifício do Seminário Maior de Leiria.
    Já fora do distrito de Leiria, mas na Região Oeste, está prevista a classificação das obras militares pertencentes às Linhas de Torres, nos concelhos de Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, a Igreja Matriz de Freiria ou de São Lucas, a Ermida e Sítio do Senhor Jesus do Calvário, a Igreja de Santiago e o conjunto termal de Vale dos Cucos, todos estes em Torres Vedras.

    J.F.

  • Janeiras voltaram aos Paços do Concelho de Alcobaça

    Janeiras voltaram aos Paços do Concelho de Alcobaça

    Foram 130 as crianças que cantaram para o presidente da Câmara, Paulo Inácio

    Os alunos do Jardim Escola João de Deus, em Alcobaça, voltaram este ano a brindar o presidente da autarquia com as tradicionais Janeiras. No passado dia 6 de Janeiro, Dia de Reis, cerca de 130 crianças e respectivas educadoras, deram continuidade a uma tradição que se vem cumprindo há vários anos e cantaram as tradicionais canções da época num palco improvisado em frente aos Paços do Concelho alcobacenses, com Paulo Inácio na plateia.

    J.F.

  • Workshop de desenvolvimento pessoal no Nadadouro

    Isabel Blanco Ferreira, responsável pela marca “sabedoria interior”, promove nos dias 12 e 13 de Fevereiro o workshop “Ama-te, cura a tua vida, alcança os teus sonhos”. Este workshop intensivo de dois dias baseia-se no método Louise L. Hay, uma escritora norte-americana que se dedicou à Ciência da Mente e que nos anos 80 começou a ter sucesso com as consultas e aulas sobre o poder do pensamento positivo.
    Durante o workshop os participantes deverão aprender como amar-se mais a si próprios e a desenvolver a sua auto-estima, libertarem-se de arrependimentos, de erros do passado, de emoções e crenças negativas, enquanto aprendem a descobrir o seu próprio poder, valor, potencial, a sua força e sabedoria interior. A promessa é de ajudar cada participante a “mudar a sua vida”.
    O curso decorre, a cada dia, entre as 10h00 e as 18h00, e carece de reserva de lugar, que deve ser feita para os contactos 919545455, 914202624, 918932670 ou pelo e-mail ibf@netcabo.pt.

    J.F.

  • Posto de Turismo da Nazaré em novas instalações

    Desde a passada semana que o Posto de Turismo da Nazaré está a funcionar no piso térreo do Centro Cultural da vila. A melhoria das condições de atendimento aos visitantes foi o que levou a autarquia nazarena a optar por transferir o Posto de Turismo para o edifício da antiga lota.
    Entre as limitações das antigas instalações estavam algumas barreiras arquitectónicas. No Centro Cultural da Nazaré, que era já frequentemente visitado por turistas, o posto fica mais próximo de outros serviços municipais nas áreas da cultura e do património.
    O Posto de Turismo está aberto todos os dias das 09h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h00, horário que se mantém até 31 de Março.

    J.F.

  • Salir de Matos prepara Sto. Antão para este fim-de-semana

    Salir de Matos prepara Sto. Antão para este fim-de-semana

    Este fim-de-semana há Festa de Sto. Antão em Salir de Matos. Durante a semana mais de uma centena de pessoas de toda a paróquia ajudou a preparar a festa, em especial no que diz respeito à feitura dos chouriços que serão vendidos nos dias 15 e 16 de Janeiro e cujo lucro reverte a favor da igreja local que pretende construir um edifício multiusos para catequese e outras actividades.
    Compraram-se 25 porcos que foram transformados em chouriços e que serão vendidos no dia da festa.

    Foi na quarta feira, dia 5 de Janeiro, que se procedeu ao corte das carnes. Numa grande tenda colocada nas proximidades da igreja de Salir de Matos, cerca de uma centena de pessoas, munidas de facas afiadas, cortaram em pequenos  pedaços 4200 quilos de carne. Foi um dia inteiro de trabalho. A carne vai dar  origem a 1500 quilos de chouriço que foram feitos pela população durante o último fim de semana.
    É também uma oportunidade de conviver com gente que vem voluntariamente participar nesta prática comunitária e que vem dos vários lugares da freguesia.
    “As pessoas acabam por aparecer para trabalhar e conviver. Vem gente de todos os lugares da paróquia para ajudar voluntariamente”, disse o padre Filipe Sousa, que está na Paroquia de Salir de Matos há pouco mais de um ano e já ajudou a preparar o Sto. Antão do ano anterior.
    A crise também chega às festas populares e por isso foram adquiridos “menos quatro animais que no ano anterior”, disse Carlos Sábio, da organização da festa. O mais moroso será o enchimento dos chouriços pois é um trabalho um pouco mais exigente do que o corte das carnes. E qual o segredo para um bom chouriço? “É ser caseiro e bem temperado”, explicou o organizador, acrescentando que salvo um ano em que a qualidade da carne deixou um pouco a desejar, o chouriço de Salir de Matos habitualmente esgota durante o decorrer da festa. Este ano este será vendido a 10,50 euros o quilo, preço que se tem mantido durante os últimos dois anos. “Achamos que devemos manter o mesmo preço de modo a que toda a gente possa levar um pouco de chouriço para casa”, disse Carlos Sábio.
    Depois de cortada a carne, esta é mexida duas vezes por dia e temperada com alho, louro, piripiri, colorau e vinho branco.
    A venda reverterá para a paróquia e continua-se a angariação de fundos para a construção de um edifício de apoio com um grande salão, salas para a catequese, apoio social e conferências.

    “Antes cada um fumava os chouriços em sua casa”

    Luís Madeira, 82 anos, é dos Cabreiros, mas chegou a ser o principal organizador das festas de Sto. Antão de Salir. Hoje ajuda menos, mas salienta que é uma festividade que proporciona “um convívio saudável entre a malta da paróquia”. Hoje diz que “há mais chouriço e mais malta a participar na festa” pois durante muitos anos “matava-se meia dúzia de porcas e cada um levava chouriços para fumar nas suas casas”. Hoje já há  zonas que se transformam em estufas para fumar os chouriços. Umas das acções que fez questão de sublinhar foi o facto desta festa ter contribuído para a reconstrução do tecto da Igreja.
    Matilde Sábio, 51anos, já ajudava no tempo em que “se matavam cá os porcos e se lavavam as tripas usadas para fazer o chouriço”, disse a participante, que é do Guisado e que sempre que pode continua a dar a sua ajuda nesta festa comunitária. Salienta que o mais importante é o convívio nesta festa onde colabora há mais de 20 anos.
    “Já participo nesta festa há uns anos jeitosos”, disse António Santos, de 76 anos e que é de Salir de Matos. Agora passou a morar  na freguesia vizinha de Carvalhal Benfeito, mas “associo-me sempre à festa”. É uma oportunidade de rever amigos e de conviver um pouco. O melhor é sempre o dia da festa pois  “come-se um pouco de carne grelhada e bebe-se umas pingas”. Este participante estava desde cedo a cortar carne enquanto explicava que o couro do porco é usado para proteger a mesa enquanto se miga a carne em pequenos pedaços.
    Graziela Estêvão, 59 anos participa nesta festa há três anos. Está desempregada e por isso, “apesar de ser um trabalho cansativo, sempre se convive um pouco”. Lamenta já não estar nas limpezas do novo centro escolar da terra e por isso até lhe agrada poder ajudar na festividade da terra. Após ter ajudado no corte das carnes, é preciso esperar pelo dia da festa “que é sempre boa” e atrai gente da toda a região.
    Há 24 anos que Helena Rosa Pina participa nestas festividades. “Sou das Cruzes e habitualmente faço parte do grupo que faz as ferraduras cuja venda também reverte para a igreja”, disse orgulhosa.
    José Caetano Luís, de 76 anos, é também uma presença habitual nesta festa anual, mas lamenta que já tenham falecido alguns dos participantes e que outros já não possam vir ajudar. Além do interesse económico, destaca o convívio entre as pessoas de toda a paróquia. Apesar de ser uma tarefa que dá muito trabalho, “as pessoas acabam por aparecer para ajudar”, rematou.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

    Segunda–feira é dia de ir ao Santo Antão em Óbidos

    Segunda-feira, 17 de Janeiro, é dedicada ao Santo Antão em Óbidos. A festa, das mais tradicionais que realizam na região, continua a atrair milhares de pessoas ao cimo do cabeço onde se encontra a ermida do santo padroeiro dos animais.
    Os romeiros, num misto de religioso e profano, sobem os 150 degraus que dá acesso ao cimo do monte, em busca de bênção para os seus animais e também para bons momentos de convívio.
    Durante este dia são feitas promessas para a recuperação de um animal doente, ou pedidos de boas ninhadas. Estas são pagas na casa das esmolas ou na sacristia, recebendo o pagador em troca uma vela enrolada numa fita de nastro cor-de-rosa previamente benzida. O costume de pagar as promessas em géneros têm-se vindo a perder ao longo dos anos, optando as pessoas por adquirir um animal de cera. Agora, para dar resposta à procura dos visitantes, a organização compra os chouriços e o pão, que vende durante este dia.
    No cimo do monte concentram-se também vendedores de pinhões, chouriços, fruta e doces. Os romeiros fazem fogueiras onde assam os chouriços que são depois acompanhados por bom vinho.  À animação também é uma constante. Os populares levam instrumentos musicais e animam o local, muitas vezes juntando-se a outros e improvisando as músicas.
    F.F

  • Óbidos dá os primeiros passos para ter uma escola municipal

    Óbidos dá os primeiros passos para ter uma escola municipal

    Foi ao som do hino da alegria, interpretado pelos alunos da Academia de Música de Óbidos, que arrancou a sessão solene do feriado municipal, na tarde de 11 de Janeiro.
    A aposta na educação e a criação de um novo modelo educativo estiveram em destaque, numa sessão onde foram também homenageados cinco personalidades do concelho.
    As comemorações do feriado municipal continuam durante todo o mês de Janeiro.

    Os alunos da Academia de Música de Óbidos interpretaram diversos temas durante a cerimónia

    Depois de construídos os complexos escolares, a aposta da Câmara de Óbidos vai agora para a implementação de um novo modelo educativo que visa garantir que as virtudes de criatividade e autonomia reconhecidas no sistema pré-escolar, possam ter continuidade com os ciclos de ensino seguintes.
    O projecto-piloto arrancará no próximo ano lectivo, no jardim de infância do Arelho, com cerca de 40 crianças. O projecto foi apresentado em Novembro e, segundo Telmo Faria, presidente da Câmara, “foi muito bem recebido” pela Direcção Geral da Inovação Curricular, organismo do Ministério da Educação com responsabilidades nesta área. “Fomos altamente apoiados e criou-se logo uma parceria bastante forte no sentido de começarmos a construir o projecto-piloto”, destacou.
    O objectivo é partir mais-valias qualitativas do ensino pré-escolar e replicá-las nos ciclos seguintes, até ao secundário. Durante um ano irá funcionar apenas o projecto-piloto no Jardim de Infância do Arelho e será comparado o trabalho e os progressos com o que está a ser feito nas outras salas do concelho. No ano seguinte as crianças, acompanhadas pela professora que estará com eles, passarão para o Complexo dos Arcos, continuando a mesma metodologia.
    “Pela primeira vez, em sistema público, educador de infância e professor do primeiro ciclo trabalharão conjuntamente na mesma sala, garantindo-se a continuidade com o mesmo professor para esse grupo de alunos durante os quatro anos”, explicou o autarca.
    O passo seguinte será alargar esta experiência a todo o concelho, passando a ter um sistema municipal.
    Duas docentes estiveram a ter formação e irão trabalhar uma nova metodologia, “muito menos transmissiva do saber e viradas para a descoberta dos conhecimentos e potenciar das capacidades criativas”, explica Telmo Faria, garantindo que não querem copiar nenhuma outra escola internacional, mas buscar bons exemplos e práticas que permitem criar um sistema de educação próprio.
    “Nos próximos 10 anos temos aqui uma tarefa hercúlea para montar”, disse o autarca.
    Ainda no sector da educação, o autarca recordou que as condições de excelência ainda não chegaram ao terceiro ciclo e secundário, com a falta de intervenção na escola Josefa d’Óbidos. Contudo, na semana passado foi estabelecido um acordo entre a CCDR Centro e o Ministério da Educação para que seja apresentada uma candidatura, que está já a ser preparada pela autarquia.
    O investimento, superior a seis milhões de euros, será comparticipado pelo QREN e pelo Ministério da Educação, cabendo à Câmara a realização das obras.
    “Tenho a honra de poder deixar a este concelho um parque escolar de excelência e que será reforçado ainda com a construção de uma escola exclusiva para pessoas especiais, no Alvito, obra que se estima iniciar ainda este ano”, destacou.

    Reabilitação urbana articuladas com património e economia

    O autarca aproveitou também a cerimónia para chamar a atenção para a luta contra a crise financeira e económica, que “mais não é do que o resultado de uma crise de valores onde caiu a sociedade portuguesa nos últimos anos”. Para Telmo Faria, trata-se de uma crise onde a falta de investimento educativo é causa e também consequência e uma crise que se denota na forma como os poderes públicos são interpretados. Criticou os governantes que faltam à sua palavra, dando como exemplo a falta de apoios para a Lagoa e regadios das baixas de Óbidos, e também a classe politica, que lança boatos e calúnias.
    Telmo Faria reiterou a ideia de que quer colocar Óbidos na “linha da frente”, justificando a aposta que tem feito ao nível da atracção de investimentos e ajuda aos empresários.
    Em 2011 a Câmara pretende continuar a articular reabilitação urbana com património e economia, procedendo a um conjunto de intervenções em casas na vila, que dentro de meses estarão disponíveis para serem ocupadas. Será também dada prioridade a espaços de incubação, “fundamentais para que os novos negócios nasçam no concelho e cada vez mais jovens iniciem aqui a sua vida”.
    Dentro em breve terá início a reabilitação do edifício onde está a farmácia e todo o espaço público junto à entrada da vila.
    A aposta na área social também foi mencionada. De acordo com o autarca, foi construída uma “verdadeira comunidade social”, com as instituições, colectividades, juntas de freguesia e município a dar as respostas integradas à população.
    Já o presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, o bombarralense Feliciano Barreiras Duarte, foi mais duro nas críticas. Falou da credibilidade externa que o país atravessa, dizendo mesmo que “Portugal tem hoje um mau nome lá fora”.
    Deu também nota das criticas de que foi alvo Telmo Faria por parte dos outros autarcas aquando das negociações pelas compensações da Ota, mas que depois se veio a revelar que tinha razão, pois “o Oeste ficou sem aeroporto e sem as obras”.

    HOMENAGEADOS

    Este ano a autarquia atribuiu medalhas de mérito municipal à pintora e responsável pelo projecto artístico “Pensar Colorido”, Romarina Passos, ao médico e coordenador da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Óbidos, Fernando Correia, ao segundo Comandante no Corpo de Bombeiros Voluntários de Óbidos e voluntário na Missão de Ajuda Humanitária às vítimas do sismo do Haiti, Marco Martins, e à Associação Hípica “O Cavalo d´Óbidos”.
    Foi ainda prestada uma homenagem póstuma ao artesão João Pereira dos Ramos, conhecido por “Sr. João das Mantas”.
    Neste dia foi também lançado o livro “Escolas d’Óbidos”, da autoria do arquitecto Cláudio Sat. Este livro técnico “reflecte um percurso dedicado à arquitectura escolar, um percurso centrado na procura de soluções arquitectónicas que possam contribuir para que a escola continue a ser uma instituição vigente, querida e valorizada, criativa e útil”, referiu o seu autor.

    Exposições, inaugurações e jornadas da juventude marcam a próxima semana

    As comemorações do feriado de Óbidos continuam hoje, 14 de Janeiro, pelas 18h00, no Museu Municipal com a apresentação da exposição “Uma aguarela – Das reservas ao serviço educativo do Museu Municipal”.
    No dia seguinte, pelas 15h00, será inaugurado o Centro de Dia “Melhor Idade”, nas Gaeiras.
    A creche da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, situada no Bairro da Senhora da Luz, será inaugurada na próxima terça-feira, pelas 15h30. Esta cerimónia insere-se nas comemorações dos 500 anos de existência desta Santa Casa, que começaram com a celebração de uma missa na Igreja da Misericórdia, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.
    Esta nova valência, situada junto ao Lar de Idosos, destina-se a 33 crianças com idades dos quatro meses aos três anos e “tem por fim auxiliar e colaborar com a família na promoção do desenvolvimento global das crianças”, explica o provedor da instituição, Carlos Orlando.
    Entre os dias 19 e 21 de Janeiro irão decorrer as primeiras jornadas da juventude de Óbidos, que irão compreender um conjunto de actividades como wokshops, debates, mostra de profissões e experiências interactivas. A inauguração está agendada para o dia 19 de Janeiro, pelas 10h00, na Galeria do Pelourinho, com a apresentação da mostra de profissões.
    Esta iniciativa tem como objectivo criar estilos de vida saudáveis e preparação para a vida activa dos jovens. Vários profissionais de diversas áreas irão falar do seu dia-a-dia.
    No dia 21, último dia das jornadas, haverá uma Festa de Encerramento, com início às 17h30, com o concerto dos Obiband e Dj LBR.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Orçamento de Alfeizerão aprovado com voto de desempate do presidente da Assembleia de Freguesia

    Orçamento de Alfeizerão aprovado com voto de desempate do presidente da Assembleia de Freguesia

    O blogue do “Movimento Independentes Terra Viva”, da freguesia de Alfeizerão, divulgou que se realizou no dia 23 de Dezembro a última Assembleia de Freguesia do ano 2010.
    Os elementos Independentes questionaram a Junta sobre vários problemas que afectam Alfeizerão e algumas das povoações que fazem parte da Freguesia, uma vez que os mesmos continuam em lista de espera.
    Na altura Adélia Silva comentou que se fala sempre das mesmas coisas, desde há um ano atrás. E poir isso foram de novo lembrados alguns dos problemas, como o não funcionamento dos semáforos, o atraso da obra do Centro Escolar, o arranjo dos restantes passeios, o parque de estacionamento da Padaria Cinderela, que continua com pequenas lagoas quando chove, a falta de iluminação na Rua 25 de Abril e em Vale de Maceira e Casal do Amaro, as obras de manutenção no Casal Padre António e o estado do Mercado.
    A presidente da Junta, Natividade Marques, respondeu às situações apontadas e espera que algumas delas possam ser solucionadas a curto prazo, mas escusou-se a indicar datas.
    Relativamente à iluminação esclareceu a Assembleia que houve, em devido tempo, uma reunião entre a EDP e todas as Juntas de Freguesia do Concelho. Houve o compromisso por parte desta entidade de se realizar outra reunião seis meses depois, o que afinal não aconteceu.
    Entretanto a EDP faz trabalhos sem notificar a Junta, referiu a autarca.
    A retirada da Escola de Equitação Luis Real foi motivo de uma intervenção do Presidente da Assembleia de Freguesia, José Luis de Castro, antigo proprietário do terreno, que lamentou a situação criada, considerando que era preferível a continuação do Centro  do que um campo de silvas e casa degradadas, que será, certamente, o futuro daquele espaço.
    O orçamento apresentado pelo executivo da Junta mereceu comentários por parte dos Independentes, que acabaram por não o aprovar alegando que o plano de actividades era exactamente igual ao de 2010. Na votação houve um empate obrigando o presidente da Assembleia a um voto de qualidade para que o orçamento fosse aprovado.
    Entretanto, foi retirado o painel do InterMarché, situado no muro da Quinta do Vale da Cela uma vez que dificultava a visibilidade ao trânsito junto ao local onde estava instalado.
    Por fim uma boa notícia: Natividade Marques afirmou que vai ser finalmente resolvido o problema da acumulação de águas fluviais nos Casais Norte.

    T. Antunes

  • Carrinha para troca de lâmpadas no Bombarral, Peniche e Alcobaça

    A carrinha EDP para troca de lâmpadas vai estar no Bombarral a 17 de Janeiro, em Peniche nos dias 18 e 21 e em Alcobaça nos dias 19 e 22, possibilitando a troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras.
    No Bombarral a viatura vai estar estacionada no largo da Igreja, em Peniche na Praça Jacob Rodrigues Pereira e em Alcobaça no mercado municipal. A carrinha esteve também na Nazaré na passada terça-feira.
    Esta acção consiste na oferta de quatro lâmpadas economizadoras a todos os que entreguem quatro lâmpadas incandescentes (antigas) e preencham um pequeno questionário comprovativo da entrega.
    Desenvolvida pela EDP Serviço Universal, esta iniciativa decorre no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo, sendo apoiada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. O objectivo é a distribuição de 800 mil lâmpadas fluorescentes compactas em Portugal continental.
    Segundo os promotores da acção, as lâmpadas economizadoras (lâmpadas fluorescentes compactas) consomem menos 80% de energia que as incandescentes, podendo durar até oito vezes mais, ajudando assim as famílias a pouparem na sua factura energética.
    No total da sua vida útil, esta acção permitirá poupar a energia equivalente àquela que é consumida por mais de 66 mil famílias portuguesas num ano inteiro, bem como evitar as emissões de CO2 equivalentes à pegada carbónica anual de mais de nove mil portugueses.
    Os custos energéticos evitados com esta acção ascendem a mais de 20 milhões de euros.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Mais de 10 mil pessoas visitaram os presépios das Gaeiras

    Mais de 10 mil pessoas visitaram os presépios das Gaeiras

    A quarta edição da mostra foi bastante participada

    Mais de 10 mil pessoas visitaram a quarta exposição de presépios, que decorreu nas Gaeiras, entre os dias 4 de Dezembro e 2 de Janeiro. Um número que excedeu as expectativas da Junta de Freguesia das Gaeiras e que permitiu aos artesãos e artistas divulgar e comercializar o seu trabalho.
    Em exposição nos antigos armazéns do vinho estiveram 304 presépios da autoria de 80 artistas nacionais, feitos em materiais tão diversos como a pedra, vidro, pintura em tela, azulejaria, cerâmica, madeira, ferro, produtos reciclados, barro, papel machê, pasta de resina ou casca de árvores.
    Uma das grandes atracções do evento deste ano foi a representação da Sagrada Família em casca de ovo. Foi vendido logo no primeiro dia, mas se “tivéssemos 50 teríamos vendido todos, pois houve muita procura pelo facto de ser inédito e pela sua fragilidade”, refere o presidente da Junta, Eduardo Silva, sobre a obra feita por Carlos Neves, da Vila Fria (Viana do Castelo).
    No total foram vendidos 267 presépios, que renderam mais de seis mil euros aos artesãos. Deste montante, ofereceram 10% (cerca de 600 euros) para a construção da nova igreja da vila. Houve um outro presépio que foi oferecido por um artista e depois vendido por um coleccionador por 250 euros, revertendo a verba para a mesma obra.
    Os presépios de cerâmica e ferro foram os mais vendidos. Havia muitas a preços acessíveis, mas também houve exemplares caros que foram adquiridos, sobretudo por coleccionadores que fazem questão de marcar presença no evento. Figuras conhecidas da comunicação social, como a apresentadora Helena Ramos ou o jornalista da SIC, Paulo Nogueira, entre outros, também visitaram a mostra e adquiriram peças.
    Este ano a exposição teve também uma maior exposição mediática pois, além da cobertura por parte dos quatro canais televisivos, foi também amplamente divulgada na comunicação social nacional e regional.
    A grande participação do público notou-se logo no dia da inauguração e teve consequências ao nível das vendas, com a comercialização de 22 presépios. O dia de maior afluência foi o domingo a seguir ao Natal, em que entraram mais de 1600 pessoas no espaço expositivo.
    Também o facto de estarem muitos artesãos a trabalhar ao vivo agradou ao público, sobretudo às crianças e jovens que participaram nas visitas organizadas. Entretanto já houve mais artistas a mostrar a sua vontade em trabalhar ao vivo na próxima edição.
    A grande exposição de presépios começou este ano antes da Vila Natal (começou a 4 e a Vila Natal a 10 de Dezembro), e “tivemos sempre muita gente, o que significa que não andamos a reboque desse evento”, remata o presidente da Junta.
    Entretanto houve um conjunto de artesãos que se juntou e pediu a Eduardo Silva para a curto prazo fazer na vila uma exposição só de peças de Santo António. A iniciativa irá assinalar os 10 anos de elevação das Gaeiras a vila e estará patente na sede da Junta de Freguesia, de 19 de Abril até finais de Junho.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Cegos podem “sentir” peças do Museu de Cerâmica

    Cegos podem “sentir” peças do Museu de Cerâmica

    José Monteiro aprecia a estatueta Cupido, uma das dez que podem ser tacteadas por invisuais

    O  Museu de Cerâmica é agora mais inclusivo. O programa “O Museu na Ponta dos Dedos”, implementado em Dezembro, permite que aquele espaço museológico abra a visitantes cegos ou com baixa visão pois oferece-lhes uma visita táctil que é complementada com materiais em Braille.
    Trata-se de uma iniciativa em parceria com o CRID – Centro de Recursos para a Inclusão Digital do IPL (Instituto Politécnico de Leiria).
    Este projecto beneficiou da consultadoria de Josélia Neves que é docente do IPL e pós-doutorada em Comunicação Museológica. “Estou a trazer para Portugal os ensinamentos que colhi por essa Europa fora”, explicou a docente. Na sua opinião, a arte “não se vê apenas com olhos, mas sim com o cérebro, com o coração, com os ouvidos, ou com a pontas dos dedos”.
    São 11 as peças que os invisuais podem agora conhecer melhor, tais como as figuras de movimento Maria Paciência e Zé Povinho, a estatueta de Cupido e a placa Adamastor (peças em faiança de Simões de Almeida), os azulejos holandeses que revestem a lareira do Palacete Visconde de Sacavém, um fogareiro (do caldense João Reis), uma pia com garrafão e um Zé Povinho que é simultaneamente um depósito de aguardente. Há também um touro (de Manuel Mafra), uma jarra “Dança das Rãs” e um azulejo Borboleta, ambas produções da Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro.
    A maioria das peças pertence à colecção do museu, mas há três que são réplicas pois os originais “são tão delicados ou valiosos que não se pode correr o risco de se danificarem”, explicou Josélia Neves.
    Presente na abertura do “O Museu na Ponta dos Dedos” esteve o presidente da delegação local de Leiria da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, José Monteiro, que classificou esta iniciativa como “muito importante para os cegos”.
    José Monteiro foi dos primeiros a tocar numa das peças – o Cupido – e conseguiu identificar os vários elementos da personagem.
    Na zona das Caldas há 30 invisuais, mas no país o último recenseamento identificava 163 mil. José Monteiro, que também é presidente da delegação de Leiria da associação de cegos, crê que agora este número pode ser mais elevado.
    A delegação de Leiria da ACAPO possui 100 associados e o novo responsável quer iniciar uma campanha para angariação de novos sócios.
    Matilde Couto, directora do Museu, estava satisfeita com esta iniciativa que vai agora permitir novos tipos de visitas temáticas. A responsável diz que o museu está interessado em arranjar dez áudio-guias, com a descrição sonora das peças. “Gostaríamos de encontrar mecenas para este projecto, que custa cerca de 20 mil euros. Os audio-guias vão permitir ao museu ser mais inclusivo e abrangente”, rematou.

    N.N.

  • Investigador do Politécnico da Guarda cria aplicações que melhoram a vida de quem sofre de deficiências

    Investigador do Politécnico da Guarda cria aplicações que melhoram a vida de quem sofre de deficiências

    Há gente a desenvolver software que melhora a qualidade de vida de deficientes e de pessoas, que devido a um acidente, viram as suas capacidades diminuídas. Em Dezembro esteve nas Caldas da Rainha, Luís Figueiredo, docente e investigador do Instituto Politécnico da Guarda, que tem desenvolvido equipamentos sofisticados que, por exemplo, permitem conduzir cadeiras de rodas ou mexer num computador apenas com o olhar.

    Luís Figueiredo teme que a falta de apoios ponha em causa a continuação dos projectos de investigação

    Luís Figueiredo e os seus alunos têm desenvolvido nos últimos anos várias aplicações que são quase “milagrosas” para quem as utiliza, mas o Estado português não está a apoiar o seu desenvolvimento, preferindo comprar sistemas inferiores e mais caros no estrangeiro. Quem  sofre de limitações físicas graves e usa as aplicações portuguesas, classifica-as como essenciais para o seu bem-estar.
    Foi a convite do Centro de Recursos e de Tecnologias para a Educação Especial (que está implementado na sede do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre) que o engenheiro Luís Figueiredo veio às Caldas para fazer um workshop sobre a tecnologia ao serviço das pessoas com dificuldades de aprendizagem ou que sofrem de doenças ou deficiências incapacitantes.
    É um admirável mundo novo aquele que o docente do Instituto Politécnico da Guarda apresentou nas Caldas e que chegou até a emocionar aqueles que assistiram à apresentação, entre terapeutas, técnicos de reabilitação e estudantes  da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
    Luís Figueiredo deu a conhecer um teclado virtual que possui um dicionário em Português com mais de 700 mil palavras designado Magic Keyboard. “Tem cerca de três milhões de ligações entre as palavras, adapta-se à escrita de cada utilizador e permite ainda o reconhecimento de voz para activar qualquer função”, explicou o mentor destes equipamentos, que possui mestrado em Electrónica de Telecomunicações.
    O convidado apresentou várias aplicações informáticas que facilitam a execução de tarefas simples em casa, no trabalho ou na rua, que passam a estar ao alcance de pessoas com graves limitações físicas. São sistemas de controlo de dispositivos por infravermelhos ou radiofrequência que possibilitam acender ou apagar as lâmpadas, ligar ou desligar equipamentos e subir ou descer uma cama articulada.
    Os últimos desenvolvimentos desta tecnologia deram origem à Magic Wheelchair, uma cadeira de rodas eléctrica que se movimenta apenas com o olhar. “Se olharmos para cima a cadeira anda para a frente, se olharmos em frente aumenta a velocidade e se olharmos para baixo anda para trás”, explicou Luís Figueiredo. Esta possui uma webcam e um conjunto de 10 sensores, que identificam os obstáculos e fazem parar a cadeira se detectarem uma parede ou outro obstáculo. Boas notícias para quem sofre de limitações físicas graves que não permitam movimentar a cabeça ou os dedos das mãos.
    O convidado mostrou como a cadeira tem sido bem sucedida, mostrando um vídeo com o presidente da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica, Pedro Monteiro, a usá-la. Esta doença impede-o de utilizar a voz, bem como qualquer movimento voluntário do seu corpo, com excepção dos olhos. A mente continua, contudo, 100 por cento activa. Nas imagens, este utilizador (que foi motard), à medida que testava as capacidades da nova cadeira, reproduzia o som que a sua mota fazia, antes de ser atingido por esta doença incapacitante.
    Ao longo da apresentação dos sistemas, Luís Figueiredo foi dando a conhecer os testemunhos de quem usa as diferentes aplicações e referiu várias vezes que “a força de querer comunicar“ também é essencial para colocar em funcionamento toda esta  tecnologia ao serviço da saúde.
    É é quando Luís Figueiredo leu um e-mail de Paulinha, uma das beneficiárias do software, houve quem se emocionasse pela alegria legítima desta utilizadora quando aprendia a usar o software que lhe permitia comunicar e resolver algumas situações do dia a dia.

    Falta de apoios poderá colocar em causa a continuação dos projectos

    A sala da biblioteca está à média luz e rolam lágrimas nos rostos de quem assiste a esta sessão. Mas elas vão continuar a rolar porque Pedro Monteiro, o utilizador da nova cadeira, diz que não há nada melhor no mundo “do que ter olhos mágicos”. Ou porque mestre Roberto, um pescador açoriano com a 4ª classe que até ter sido atingido por uma doença incapacitante nunca tinha mexido num computador, agora até tem um blogue e é membro de uma comunidade que sofre da mesma doença.
    E porque há doenças que fazem com que as pessoas precisem de ajuda para tudo, excepto para pensar, “nenhum dos equipamentos está acabado”. O engenheiro Figueiredo diz que estes equipamentos são como as pessoas pois estão sempre a crescer e como cada caso é um caso, “temos feito melhorias em todas as aplicações”.
    Segundo o convidado, as suas aplicações já estão a chegar ao estrangeiro, depois de vários portugueses, do continente e ilhas, terem tido acesso a esta tecnologia. Neste momento já há gente na Suécia e no Brasil que beneficia destas aplicações. Há contactos com empresários europeus para estudar a possibilidade de começar a produzir para outros países como, por exemplo, a Bélgica.
    Quanto aos apoios estatais a esta investigação “seria difícil ser pior…”, queixa-se o docente, que tem disponibilizado equipamentos e “as pessoas não conseguem junto das entidades públicas os apoios necessários para a sua aquisição”. Logo não há grande retorno financeiro, “o que poderá colocar em risco o futuro deste projecto”. Luís Figueiredo chega a temer a falta de viabilidade financeira para o desenvolvimento dos equipamentos “pois não há qualquer apoio nem na fase de investigação nem de instalação”.
    O investigador diz que é difícil um Politécnico do interior do país “fazer-se ouvir nos corredores do poder” e também estranha que os seus pedidos caiam em saco roto junto da Fundação de Ciência e Tecnologia.
    O engenheiro não está satisfeito com as opções do Estado português que prefere adquirir software internacional “quando há soluções em Portugal que custam muitas vezes um terço do preço”. Para já, são os emotivos relatos e a vontade  de ajudar quem precisa que mantêm os investigadores activos, mas “há limites para tudo…”, lamenta.

    Natacha Narciso
    nnarciso@gazetadascaldas.pt

  • Ponto de Ajuda colaborou com postais para a “Operação Nariz Vermelho”

    Ponto de Ajuda colaborou com postais para a “Operação Nariz Vermelho”

    O projecto Ponto de Ajuda, da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, realizou durante o mês de Dezembro uma parceria com a “Operação Nariz Vermelho”, uma instituição particular de solidariedade social que tem como objectivo assegurar um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Estes artistas têm formação especializada no meio hospitalar e trabalham em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando actuações adaptadas a cada criança e a cada situação.
    Nesta iniciativa a entidade caldense comprometeu-se a criar postais de Natal destinados a crianças hospitalizadas.
    No projecto participaram a ETEO (Escola Técnica Empresarial do Oeste), Infancoop, Universidade Sénior, Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia das Caldas e alguns formandos dos cursos leccionados no Ponto de Ajuda.
    Os postais foram entregues em mão aos elementos da Operação Nariz Vermelho que se mostraram muito gratos pela iniciativa.
    No total forma entregues 200 postais de Natal a crianças hospitalizadas nos diversos hospitais onde os “Doutores Palhaços” prestam os seus serviços. Estes trabalham 42 semanas por ano em 11 hospitais do país. A equipa é constituída por 20 doutores-palhaços enquanto que nos bastidores há ainda oito profissionais.

    N.N.

  • The English Centre oferece prendas à Misericórdia

    A escola de línguas The English Centre angariou mais de duas centenas de presentes para as crianças e adolescentes do Centro de Acolhimento Temporário e Lar Interno Feminino, da Santa Casa da Misericórdia de Caldas da Rainha.
    À semelhança de anos anteriores a “Operation Christmas Present” levada a cabo pela escola voltou a contar com o apoio dos alunos, encarregados de educação e público em geral, que entre 29 de Novembro e 17 de Dezembro, doaram roupas e brinquedos a quem mais precisa.
    A responsável pelos serviços da Santa Casa da Misericórdia de Caldas, Teresa Roque, disse que “os presentes fizeram a alegria dos mais pequenos, tendo surpreendido pela quantidade de artigos novos”, agradecendo a contribuição de todos os que ajudaram.
    Para o The English Centre esta campanha foi uma vez mais um êxito porque “conseguiu motivar toda a comunidade escolar para no melhor espírito natalício e de solidariedade, contribuírem de forma assertiva”, disse Carlos Ribeiro, relações externas da escola.

    A.E.S.

  • Jovens partilham leituras com utentes do Centro Hospitalar

    Jovens partilham leituras com utentes do Centro Hospitalar

    Perto de 30 alunos partilharam leituras com as pessoas que se encontravam no Centro Hospitalar

    Estar na sala de espera para uma consulta externa e, de repente, começar a ouvir um grupo de jovens a declamar poesia ou a ler um conto não é comum, mas as pessoas que na tarde de 7 de Janeiro, aguardavam pela sua chamada, tiveram esse privilégio.
    A iniciativa, levada a cabo por 28 anos do sétimo ano, está integrada no projecto da biblioteca da Escola Secundária Raul Proença e intitula-se “Ler + dá Saúde”.
    Após a sessão de leitura na área de consulta externa do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) os alunos visitaram a unidade de pediatria.
    Ainda antes do Natal os estudantes gravaram um DVD com contos e poemas alusivos a esta data, que foi passado circuito interno de televisão  do CHON. Na passada sexta-feira foi a “concretização física dessa actividade de leitura”, contou a coordenadora da biblioteca, Celeste Custódio, que para este projecto conta com o apoio dos professores de Língua Portuguesa e de área projecto.
    Para alem desta actividade, os alunos desta escola têm ido também aos museus fazer sessões de leitura.

    F.F.

  • Cavaco Silva ouviu aplausos e recados  em arruada pelas Caldas

    Cavaco Silva ouviu aplausos e recados em arruada pelas Caldas

    Cavaco Silva demorou praticamente 45 minutos a fazer o percurso entre a Praça da Fruta e a estação dos Correios, distribuindo cartões e sorrisos e ouvindo queixas e elogios por parte de centenas de pessoas

    Quando Cavaco Silva chegou à Praça da Fruta na passada segunda-feira, dia 10 de Janeiro (passavam poucos minutos das 11h30) já muita gente o esperava. Uns queriam ver de perto o Presidente da República que apenas conheciam da televisão, outros queriam mostrar-lhe o seu apoio na candidatura às presidenciais do próximo dia 23. O resultado: um aparato de polícias, seguranças, apoiantes, jornalistas e transeuntes que se viram inesperadamente apanhados na confusão numa arruada que se prolongou por entre o mercado caldense e a estação de correios local.
    O percurso foi feito devagar. A quantidade de pessoas que queria apertar a mão ao candidato ou que lhe queria dirigir algumas palavras e se ia amontoando assim o obrigou. E os recados começaram logo na Praça da Fruta.
    Um dos primeiros a abordar o presidente foi um aluno do Colégio Rainha D. Leonor, que pediu ao presidente que fizesse alguma coisa contra o corte de financiamento ao ensino privado e cooperativo. O tema tem sido recorrente na campanha de Cavaco Silva, que nas vésperas se tinha deparado com alguns milhares de jovens reunidos em manifestação pelos lugares por onde andou em campanha (e que viria a repetir-se ao final desse mesmo dia em Leiria).
    Bastou o candidato virar-se e logo um outro pedido. “Não tenha medo dele”, pedia uma senhora, referindo-se ao primeiro-ministro José Sócrates. E foi a rir que Cavaco Silva respondeu à senhora: “não tenho, é por isso que estou aqui”. Cavaco não falou aos jornalistas, mas não se esquivou dos populares que o abordavam e lhe conseguiam chegar, uns para lhe dizer que vão votar nele, outros para lhe darem conta das dificuldades que vivem todos os dias, a tentarem sobreviver com uma “pensão miserável”.
    Mais tristes ficaram as vendedoras da Praça da Fruta, prontinhas para darem um beijo ao Presidente, mas que acabaram por o ver desaparecer da sua vista entre um amontoado de cabeças, objectivas de máquinas fotográficas e câmaras de televisão. “Não há direito”, dizia uma delas. “Queria que ele viesse à minha banca comprar umas peras e ele não veio”, queixava-se. Uns metros mais à frente, nova queixa: “ando aí às vezes à procura de um polícia que seja e não há e hoje estão cá todos”.
    Entre apoiantes, caras conhecidas do PSD e CDS-PP, os dois partidos que apoiam a sua candidatura, Cavaco lá foi percorrendo à velocidade que podia a Rua das Montras, distribuindo cartões e sorrisos, acompanhado pela esposa, quase tão abordada como o actual Presidente da República. A chuva também não faltou, ainda que timidamente, nesta arruada, onde se cumpriu o já quase ritual de tomar café na Venezia, nas visitas políticas e acções de rua pelo centro da cidade.
    Já na rua Heróis da Grande Guerra, Cavaco foi abordado por quem não se esquece que era ele quem estava a governar o país quando começaram a vir da Europa os fundos para que os agricultores deixassem de produzir. “Obrigadinha pelo que fez à agricultura. Agora andamos todos a passar fome”, gritou-lhe uma mulher. Cavaco Silva parou e disse à senhora que já no dia anterior tinha defendido mais apoio aos agricultores e que a região Oeste é a maior produtora de fruticultura do país, acrescentando ainda que dali seguiria para Alcobaça onde iria, bem a propósito, almoçar com agricultores. A senhora não se mostrou muito convencida com a explicação, mas o candidato lá seguiu recebendo mais aplausos, distribuindo mais cartões e colhendo algumas flores que lhe ofereceram.
    Às 12h15 Cavaco Silva pendurava-se na porta do carro para, num plano mais alto, acenar aos apoiantes e simpatizantes que o acompanharam nesta arruada pelas Caldas e foi entre aplausos que seguiu rumo a Alcobaça, onde 15 minutos depois era esperado para almoçar por dirigentes políticos e agricultores.

    Região é “exemplo para o resto do país” no sector agrícola

    Em terras de Cister, o candidato garantiu que o sector da agricultura sempre lhe mereceu “a maior atenção” e confessou-se “o agricultor da família”, cuidando dos prédios rústicos que herdou depois da morte dos pais, onde produz laranjas, anonas e abacates que diz oferecer a amigos e instituições de solidariedade.
    Neste sector, Cavaco Silva diz que a região “pode ser apresentada como um exemplo para o resto do país”, salientando “o esforço que aqui tem sido feito para construir uma agricultura moderna”, em particular nos sectores de horticultura e fruticultura, bem como na vitivinicultura.
    O candidato afirmou que “o sector agrícola pode dar um grande contributo para resolver os problemas do país”, cujo défice alimentar ronda os 3.500 milhões de euros. É preciso “produzir mais, exportar mais e importar menos”, contribuindo para atenuar o endividamento excessivo de Portugal perante os países estrangeiros. “Para isso, bastava que existisse o tal apoio consistente e continuado à produção competitiva”, defendeu, ao mesmo tempo que falou da necessidade de se aproveitarem melhor os fundos comunitários destinados a agricultores e de não se desperdiçarem os apoios disponíveis.
    Menos burocracia, mais atenção aos agricultores por parte dos governantes, (tendo o cuidado de salientar que não estava a falar do actual ministro da Agricultura, António Serrano), e união entre associações empresariais do sector agrícola e responsáveis políticos, “por forma a que os interesses nacionais sejam devidamente acautelados”, foram alguns dos apelos que deixou. A estes juntou um outro que tem sido constantemente feito por diferentes figuras nacionais: que os portugueses dêem preferência aos produtos produzidos em Portugal.
    A este mesmo repto juntou-se também o mandatário para o concelho de Alcobaça da candidatura de Cavaco Silva, Jorge Soares, presidente da Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça, que considerou que “não faz o menor sentido importar” os produtos agrícolas que podiam perfeitamente ser produzidos pelo país, sejam eles produtos hortícolas ou fruta, seja nas áreas da produção vínica e produção animal. Numa região de produção de maçã por excelência, Jorge Soares, lamentou que se importem “cinco mil camiões de maçã por ano”, cada um deles correspondente a um posto de trabalho que se poderia criar na região. E isto, garante, não acontece apenas com a maçã, mas com cerca de três dezenas de produtos.
    Jorge Soares disse ainda que em Alcobaça, se as terras que se abandonaram nos últimos 20 anos, após a adesão à comunidade europeia, estivessem a produzir, seriam empregadas “mais de 1200 pessoas, penso que mais do que o desemprego que existe em Alcobaça”, defendeu.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Filme sobre energias renováveis apresentado em Lisboa

    Filme sobre energias renováveis apresentado em Lisboa

    Será apresentado a 20 de Janeiro, pelas 18h30, no Cinema S. Jorge (Lisboa), o documentário Portugal Energias Sem Fim, cujo consultor de conteúdos foi António Eloy. Este especialista na área do ambiente e energias renováveis é também um dos mais antigos colaboradores da Gazeta das Caldas e lançou recentemente um livro sobre a sustentabilidade ambiental e económica.
    O filme, realizado por Rui Cunha, estreou a 1 de Dezembro na RTP 2 e será novamente apresentado em Lisboa, seguido de debate. Participarão o realizador, consultor do documentário e ainda Carlos Pimenta (administrador da EDF Energies Nouvelles) e Carlos da Ponte (administrador delegado da empresa Sogeo).
    O debate decorrerá em torno do tema “As energias renováveis na afirmação do novo paradigma de desenvolvimento”.
    António Eloy está ligado há vários anos ao Oeste – desde as lutas anti-nucleares relacionadas com Ferrel em 1976 – trabalha como consultor nas áreas das energias renováveis e tem tido cargos executivos na Câmara de Lisboa.
    Para mais informações e marcações contactar através do tel. 918852191 ou do e-mail vânia@rcl-imagem.pt

    N.N.

  • Prato à base de queijo é atracção do “Muralhas” para os meses de Inverno

    O restaurante “Muralhas”, em Óbidos, vai passar a ter, durante o período de inverno, um dia dedicado à confecção de raclette (um prato baseado no queijo suíço).
    A primeira degustação terá lugar já na próxima terça-feira, a partir das 19h00. O proprietário e chef do restaurante, José Ferreira, justifica esta opção com os pedidos feitos pelos seus clientes, sobretudo do norte da Europa, que sabem que trabalhou muitos anos na Suíça e que querem saborear este prato.
    “É também um momento de convívio porque tudo se passa na sala”, conta José Ferreira, que irá confeccionar o prato à frente de todos os clientes, num fogareiro especial. Os pedaços grandes de queijo derretido colocados no prato serão acompanhadas de batatas cozidas, e também de carnes e presunto. Como é um alimento de difícil digestão, o chef aconselha que seja acompanhado por vinhos verdes ou chá. Esta refeição terá um custo aproximado de 15 euros.
    José Ferreira reconhece que a confecção do raclette tem o inconveniente do cheiro, que fica entranhado no espaço, mas como o restaurante está fechado no dia seguinte, podem proceder ao arejamento conveniente.
    Os interessados em obter mais informações poderão aceder ao site do restaurante, em www.restaurantesd eobido s.com

    F.F.

  • Associação quer jovens mais participativos na vida de Alcobaça

    Chama-se AJA – Associação de Jovens de Alcobaça e pretende promover a participação dos mais novos na vida activa daquele concelho. A associação sem fins lucrativos nasceu naquela cidade em Dezembro pela mão de 21 jovens que querem dar nova vida ao concelho, onde os jovens tenham uma forte consciência crítica.
    “Sem esquecer a forte tradição histórica e riqueza arquitectónica deixada pelos nossos antepassados, procuramos contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade”, sustentam os jovens em comunicado. E isso faz-se, na sua opinião, “defendendo os interesses dos jovens, colaborando na resolução de necessidades sociais concretas e desenvolvendo novas propostas alternativas de melhoria das comunidades”.
    Para que isso aconteça, os jovens propõem-se a dinamizar, através de actividades educativas, a participação e a consciencialização da população, defender e promover a conservação da natureza, valorizar os direitos humanos, bem como os patrimónios sociais e culturais da região, e cooperar com entidades regionais, empresários locais e população para promover a inclusão de políticas juvenis.

    J.F.

  • Ocorrências Policiais

    Ocorrências Policiais

    Uma idosa de 91 anos foi encontrada, a 5 de Janeiro, na sua casa em Cabeça Alta, na freguesia de Carvalhal Benfeito, com vários ferimentos graves que terão sido provocados por alguém que lhe roubou uma carteira com o dinheiro da reforma.
    Esmeralda Penteado mora sozinha naquele lugar do concelho das Caldas, mas os seus filhos têm casas perto e foi um deles que encontrou a mãe, na casa-de-banho, cheia de sangue à volta.
    A presidente da Junta de Carvalhal Benfeito, Maria João Querido, ia a passar junto do local na altura em que a GNR já lá estava e ficou muito preocupada com a situação. “É um caso que vem alertar para o isolamento nas aldeias. Com a desertificação e o aumento da criminalidade, isso assusta-nos a todos”, referiu, embora saliente que este foi o primeiro assalto violento de que tem memória na freguesia.
    Segundo a autarca, nessa manhã os filhos tinham passado pela casa da mãe e estava tudo normal. À tarde, um dos filhos foi visitá-la, mas Esmeralda Penteado não respondeu à chamada e tinha a porta fechada.
    O filho ainda tentou procurá-la, mas como a mãe nem sequer estava na casa do irmão, acabou por usar a sua chave suplente para entrar na casa. “Quando entrou ouviu a senhora a gemer na casa-de-banho. Ela estava ferida, com um corte numa orelha e a cara amachucada, com bastante sangue à volta dela e uma faca partida na banheira”, contou Maria João Querido.
    A idosa terá dito ao filho na altura em que seguiu para o hospital que não queria estar mais naquela casa “porque foi lá um homem que quis agredir”, contou a autarca.
    A vítima foi transportada para o hospital das Caldas, mas devido à gravidade dos ferimentos teve que seguir para o hospital de Santa Maria, de onde já voltou. “Neste caso a preocupação que os filhos tinham com a mãe salvaram-lhe a vida, porque se não estivessem tão presentes a situação poderia ter sido pior”, comentou Maria João Querido.
    Nesse mesmo dia, durante a manhã, uma casa foi assaltada nas Caldas da Rainha. Do interior da residência foram furtados uma pulseira e um fio de ouro. A proprietária avaliou o furto em cerca de 4000 euros.
    Uma casa foi assaltada no Nadadouro a 3 de Janeiro. No dia seguinte assaltaram um armazém em Óbidos, um estabelecimento comercial no Carvalhal e uma casa na Boavista (Bombarral).
    No dia 5 de Janeiro a GNR recebeu uma queixa pelo furto de um veículo nas Caldas, de cabo de cobre na Mata de Porto Mouro, de gasóleo na zona industrial caldense e de fio de cobre e armário de distribuição da EDP no Campo. Em Vale do Coto foi assaltada uma casa.
    A 6 de Janeiro assaltaram um café em A-dos-Negros, duas residências no Bombarral e uma casa no Campo.
    A GNR de Óbidos deteve em A-da-Gorda dois indivíduos, de 24 e 43 anos, que seguiam numa viatura roubada e transportavam vários bidons que a Guarda desconfia serem utilizados para o furto de combustível. Nas Caldas a PSP recuperou um carro que tinha sido furtado nessa mesma noite.
    No dia 7 de Janeiro continuou a vaga de furtos a casas no Nadadouro, que tem como principal alvo o roubo de LCDs, tendo sido assaltada mais uma residência. No Nadadouro também assaltaram uma casa nesse dia. No dia seguinte houve um assalto a uma casa nos Vidais.
    A PSP de Alcobaça recebeu no dia 8 de Janeiro a queixa pelo furto de um automóvel naquela cidade.
    Uma jovem de 20 anos foi detida pela GNR do Bombarral, no dia 10 por furto de artigos de beleza num supermercado naquela localidade.
    Um carro que tinha sido furtado, entre o dia 8 e o dia 10, foi recuperado na passada segunda-feira pela PSP das Caldas.

    Azulejos furtados no museu da Cerâmica

    Seis azulejos, considerados como obra de arte, foram roubados de uma floreira exterior do jardim do museu da Cerâmica. Segundo informação da PSP, o furto terá ocorrido entre as 16 e as 17h45 do dia 4 de Janeiro. Os azulejos furtados foram avaliados em 4500 euros. O caso está a ser investigado pela polícia.

    Mulheres detidas por conduzir com excesso de álcool

    Em Vale Maceira, no dia 3, a GNR deteve uma mulher de 51 anos que conduzia com uma taxa de alcoolémia de 2,16 gr/l. No dia seguinte um homem de 25 anos foi detido na mesma localidade por conduzir uma mota sem ter carta.
    Dois cidadãos ucranianos, de 30 e 36 anos, foram detidos pela GNR de São Martinho, no dia 4, por estarem em situação ilegal em Portugal.
    No dia 5 de Janeiro um homem de 52 anos foi detido na Benedita por conduzir sem carta. No mesmo dia a GNR deteve um indivíduo em Casais de São Jacinto com 1,38 gr/l. No bairro da Senhora da Luz foi detido um jovem de 23 anos por condução ilegal.
    Um indivíduo de 23 anos, residente nas Caldas, foi detido pela GNR da Nazaré por condução sem carta. A Guarda viria a descobrir mais tarde que o veículo que este conduzia tinha sido furtado momentos antes. Segundo a autoridade, o homem é reincidente em ambos os crimes.
    Numa operação stop no dia 6, a GNR das Caldas fiscalizou 221 viaturas, tendo levantado 22 autos, um deles por condução sob o efeito do álcool (0,89 gr/l).
    Nessa madrugada a polícia das Caldas deteve um indivíduo de 31 anos por condução ilegal de um veículo.
    Na Nazaré, no dia 7, uma mulher de 52 anos foi detida pela GNR por conduzir com 1,61 gr/l. No mesmo dia outra mulher, de 52 anos, foi detida no Taveiro (Benedita) com 1,26 gr/. No dia 8 de Janeiro a Guarda deteve um indivíduo no Campo por conduzir um veículo apreendido. Nas Caldas, a PSP deteve um condutor de 48 anos que se recusou a fazer o teste de álcool. Em Peniche foi detido um jovem de 20 anos que conduzia um ligeiro de mercadorias sem ter carta.
    De 3 a 10 de Janeiro a GNR das Caldas da Rainha registou na área do seu destacamento territorial um total de 25 acidentes, dos quais resultaram 11 feridos ligeiros.

    Meixão devolvido aos rios

    A captura do meixão está proibida por lei e por isso, quando capturado, é devolvido ao rio

    Três indivíduos que alegadamente se dedicavam à pesca ilegal de enguia bebé (meixão) na foz do rio Alcoa, em Ponte da Barca, na Nazaré, foram identificados pela unidade de controlo costeiro da GNR no dia 5 de Janeiro.
    Como é uma prática de pesca proibida por lei, os instrumentos utilizados foram de imediato destruídos. O meio quilo de meixão que tinha sido capturado (no valor de 250 euros) foi também devolvido ao rio de imediato.
    No dia 7 de Janeiro a GNR também devolveu ao rio cerca de meio quilo de meixão vivo que tinha sido capturado em Salir do Porto. No âmbito da fiscalização realizada na foz do rio de Tornada, a Guarda apreendeu ainda o material utilizado para a captura e levantou seis autos pela captura ilegal.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

  • Inauguração do lar de A-dos-Negros foi a concretização de um “sonho antigo”

    Inauguração do lar de A-dos-Negros foi a concretização de um “sonho antigo”

    Depois de vários anos em fase de construção, e sucessivas alterações de projecto, o lar começou a funcionar em Outubro passado

    A população da freguesia de A-dos-Negros, concelho de Óbidos, juntou-se na tarde do passado domingo, dia 9 de Janeiro, para comemorar a “concretização de um sonho” e “um motivo de orgulho”, segundo afiançou o presidente da Junta de Freguesia local, Vítor Mata.
    No arranque das comemorações do feriado municipal, a Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de A-dos-Negros (ADSFADN) inaugurou formalmente o seu Lar de Idosos, 17 anos depois de terem constituído a associação e mais de uma década depois do início das obras do equipamento social.
    A funcionar desde o passado mês de Outubro, o lar é fruto de “muito trabalho voluntário, dedicação e carolice” e veio colmatar uma lacuna sentida há muitos anos na vertente das respostas sociais do concelho à população mais idosa, que até então só contava com esta valência nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos.
    Com capacidade para 17 utentes, o equipamento implicou um investimento de cerca de 500 mil euros nas obras e outros 150 mil no equipamento, montante que contou com a colaboração da autarquia, Segurança Social (através do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais), comunidades de emigrantes em Londres e em Los Angeles e sobretudo com o empenho e a dedicação da população, que sempre se voluntariou para ajudar em festas e contribuir para peditórios.
    A inauguração do lar não marca o arranque do trabalho da ADSFADN. Desde 1999 que a instituição presta apoio domiciliário aos mais velhos, valência que conta actualmente com 35 utentes e que ultrapassa já os limites da freguesia. De acordo com o presidente da direcção, José Pereira, a associação de A-dos-Negros é actualmente, com 25 funcionárias, “o maior empregador da freguesia”. E se o lar de idosos é hoje uma realidade, e a ADSFADN uma instituição de bom nome, há que não esquecer todos aqueles que lutaram pelo equipamento, os membros de todas as direcções e os trabalhadores da casa, “pela dignidade que têm tido, pela paciência, às vezes com deficientes condições, mas cumprindo com grande galhardia e muitíssimo bem as tarefas que fomos sempre desenvolvendo”, destacou Eduardo João, presidente da mesa da assembleia a associação.

    EQUIPAMENTO PARA CRIANÇAS É O PRÓXIMO PASSO

    Concretizado que está este “anseio antigo da população”, e para que as respostas sociais fiquem completas, urge agora criar equipamentos de apoio para crianças e jovens. “A freguesia de A-dos-Negros necessita muito de uma creche, embora haja cada vez menos crianças”, salientou José Pereira. Uma reivindicação partilhada pelo presidente da Câmara de Óbidos, Telmo Faria, que justificou a necessidade de mais creches no concelho pelo facto de ali residirem cada vez mais jovens famílias. E sendo A-dos-Negros uma freguesia grande, composta por diversos casais e lugares, o autarca diz que é necessária pelo menos uma creche na freguesia.
    Quando assumiu a presidência da autarquia, há nove anos, Telmo Faria encontrou em A-dos-Negros um lar ainda em obra, em alvenaria, situação em que se manteve durante vários anos. A inauguração da obra, finalmente concretizada, representa para o autarca o esforço que tem sido feito nos últimos anos e a aposta na área da intervenção social, que acredita ser requisito obrigatório para um desenvolvimento “pleno, equilibrado” de qualquer comunidade. E isto ganha maior importância num concelho ruralizado onde cerca de 30% da população já ultrapassou os 60 anos.
    “Temos unido esforços para construir uma rede social forte, com creches, jardins, escolas, respostas para os que estão na margem, que são efectivamente os que precisam de mais apoio”, salienta o edil. Com a sensação de estar no rumo certo, Telmo Faria diz que “é possível encarar 2011 e os anos seguintes com algum optimismo precisamente porque nos preparámos, porque investimos nestes sectores”.
    Ciente das dificuldades dos tempos actuais, o autarca apelou aos responsáveis pelo equipamento que nunca fechem a porta aos mais necessitados. Já aos representantes do Governo presentes na cerimónia, afirmou que o investimento já feito precisa de ter continuidade e pediu para que na avaliação das candidaturas tenham presente que o concelho “nunca pediu nada do ponto de vista social que não faça efectivamente falta”.
    A importância dos equipamentos de assistência social foi também salientada pelo director da Segurança Social de Leiria, Fernando Gonçalves, que em nome do Secretário de Estado da Segurança Social reconheceu “a capacidade de realizar as aspirações” da população de A-dos-Negros. O organismo público vai financiar o funcionamento do lar com uma verba de 15 mil euros por mês, mais cinco mil do que o montante disponibilizado até agora, tendo já disponibilizado, através do PARES, uma verba de 160 mil euros para as obras. “Não é fortuna nenhuma, mas era o país inteiro a concorrer ao programa”, afirmou, acrescentando que só no ano passado transferiu mais de 50 milhões de euros para as diferentes Instituições Particulares de Solidariedade Social do distrito.
    Já o governador civil do distrito, Paiva de Carvalho, pediu atenção à equidade na distribuição dos subsídios, ciente de que por mais boa vontade que exista, sem dinheiro pouco se pode fazer. “Leiria, além de espírito empreendedor, tem também muita preocupação social”, congratulou-se o Governador Civil. E o lar de A-dos-Negros é a prova disso mesmo. As 17 camas de que o equipamento dispõe são poucas, mas Paiva de Carvalho acredita que o equipamento é “uma semente que germinará” e que a associação local conseguirá, no futuro, aumentar a sua capacidade de resposta social.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

  • Fogo de artifício desde a baía de S. Martinho

    Fogo de artifício desde a baía de S. Martinho

    A passagem de ano na Concha Azul tem atraído mais pessoas a cada ano que passa

    É uma das mais recentes festas de fim de ano ao ar livre da região, mas tem cativado cada vez mais pessoas de ano para ano. Segundo as estimativas da Câmara de Alcobaça terão sido cerca de 50 mil as pessoas que escolheram São Martinho do Porto para festejarem a passagem de ano.
    Também na Concha Azul houve quem não tivesse medo das previsões de frio e alguns períodos de chuva e preferisse receber 2011 à beira-mar. Para os acolher, e garantir que todos ouviam música a seu gosto, a marginal acolheu três áreas distintas, onde se podia ouvir e dançar música popular e música de DJ’s, que garantiram uma festa animada pela madrugada fora.
    Um dos grandes atractivos desta festa ao ar livre foi o espectáculo de pirotecnia com largadas a partir de várias plataformas colocadas na água e de um ponto fixo em terra. O céu iluminou-se durante cerca de 15 minutos, numa festa de cores abrilhantada pelo magnífico espelho de água que é a baía.
    “Uma aposta ganha”, garante a autarquia.

    J.F.

  • Educação e Economias Criativas em destaque no feriado de Óbidos

    A sessão solene do feriado municipal de Óbidos, no próximo dia 11 de Janeiro, realizar-se-á pela primeira vez fora dos Paços do Concelho, no Complexo escolar dos Arcos. Esta efeméride será dedicada à educação e o executivo pretende chamar a atenção para a importância que esta área tem no concelho.
    “Serão apresentados alguns projectos e as grandes metas que temos para o projecto educativo”, disse o presidente da Câmara Telmo Faria, acrescentado que também será feita uma alusão à distinção da OCDE a esta escola.
    Serão atribuídas cinco medalhas de mérito municipal. Com o objectivo de chamar a atenção para a importância do voluntariado será distinguido o jovem bombeiro Marco Martins (que esteve em missão no Haiti), a pintora e mentora do projecto “Pintar Colorido”, Romarina Passos, o artesão João Ramos (homenagem póstuma), a Associação hípica “O cavalo d’Óbidos” e o médico e director do centro de saúde, Fernando Correia.
    Será também lançado um livro técnico da autoria do arquitecto Cláudio Sat sobre a construção dos complexos escolares.
    Para as 17h30 está agendada a demonstração do Atelier de Dança de Óbidos e, meia hora mais tarde, a tomada de posse da Óbidos.com
    As celebrações do feriado, que se prolongam até ao final do mês, começam no próximo Sábado, com actividades desportivas. No domingo à tarde será inaugurado o Lar de Idosos de A-dos-Negros.
    O dia 13 de Janeiro será dedicado aos empreendedores e às economias criativas. Além da visita a empresas, será feita a inauguração de uma clínica em Óbidos, a Clinimed. À tarde decorrerá assinatura da escritura da Associação Rede Economias Criativas, que engloba  Óbidos, Guimarães, Montemor-o-Velho, Tondela, Montemor-o-Novo, Seia e a Fundação Bissaya Barreto, e serão apresentados os projectos dessa rede.
    Entre 19 e 21 de Janeiro decorrerão as primeiras jornadas da juventude, com a realização de vários workshops, debates, mostra de profissões e experiências interactivas. Termina com uma festa nos Armazéns da EPAC. Inseridas nestas comemorações estão também várias inaugurações, exposições e eventos desportivos.
    O feriado Municipal, comemorado  a 11 de Janeiro, assinala a tomada da vila de Óbidos aos mouros, pelas hostes de D. Afonso Henriques, em 1148.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Martim foi o primeiro bebé a nascer nas Caldas em 2011

    Martim foi o primeiro bebé a nascer nas Caldas em 2011

    O pequeno Martim ladeado pelos pais, Marco e Sandra

    Já a manhã ia longa quando nasceu o primeiro bebé de 2011 no Centro Hospitalar das Caldas da Rainha. Passavam 32 minutos das 10h00 quando Martim Afonso veio ao mundo, por parto natural e com 2,370 quilos de peso.
    É o primeiro filho do casal Marcos Francisco Nogueira e Sandra Pereira, que se vem juntar ao filho de 11 anos de Sandra, de um relacionamento anterior.
    Foi um parto rápido e sem complicações, mas a gravidez de Sandra tinha sido muito difícil e grande parte dela passada deitada porque teve muitas dificuldades em manter a gravidez até ao final. Ajudou-a o companheiro e a família mais directa, até porque, como fez questão de realçar, tem uma casa só de homens (pai, marido e filho de 11 anos), agora aumentada com mais um.
    O bebé, cujo tempo de gestação terminava a 20 de Janeiro, acabou por nascer quase três semanas antes.
    Para a mãe, o facto de o seu filho ter sido o primeiro do ano no hospital das Caldas “é indiferente” porque “para nós já era o bebé do ano, do século, de tudo”.
    O pai, Marcos Francisco, natural das Caldas e técnico de telecomunicações, assistiu ao parto e conta que foi “um momento único”. Contudo, diz que esta experiência dificilmente poderá repetir-se porque o agregado familiar conta também com o filho de Sandra, de 11 anos, e com o pai desta, e o orçamento é limitado.
    “Para um pai é sempre uma grande felicidade, nem há palavras para o definir”, rematou.
    Já na última semana do ano Sandra começou a ter contracções, mas como estava tudo controlado acabou por voltar para casa. Na quinta-feira foi à consulta e a médica disse que estava tudo bem, desde que não “passasse o reveillon aos saltos”. Acabou por passar bem a noite, mas às 5 da manhã começou a ter contracções fortes e três horas depois foi para o hospital.
    O casal contava que o pequeno Martim nascesse por altura dos Reis (6 de Janeiro). “Costumávamos brincar que era a prenda que os reis traziam”, conta o pai, adiantando que acabou por não ser nessa data mas no ano novo.
    O irmão conheceu-o logo na visita de domingo e “adora-o pois logo no primeiro dia não o largou… é um mano protector”, conta o pai, contente. A mãe e o bebé foram para a sua casa, no Arelho, ao final da manhã de segunda-feira.
    No dia 1 de Janeiro nasceram ainda neste hospital mais duas meninas.

    Fátima Ferreira
    fferreira@gazetadascaldas.pt

  • Lançamento do boletim “Contos e Ditos” na Festa de Natal da Associação Paradense

    Lançamento do boletim “Contos e Ditos” na Festa de Natal da Associação Paradense

    A Festa de Natal voltou a juntar utentes e familiares da Associação Paradense

    A festa de Natal da Associação Paradense, que se realizou no dia 18 de Dezembro, contou este ano com o lançamento do primeiro boletim da Associação “Contos e Ditos”. Oficialmente o boletim foi lançado no dia anterior na rádio 94.2FM, que apoia esta edição, mas só na festa de Natal foi apresentada aos participantes e espectadores do evento.
    A criação do boletim da ASC Paradense “era um sonho já muito antigo” contou Vanessa Sobreiro, directora técnica da Associação, acrescentando que só agora “houve possibilidade e disponibilidade para a sua concretização, uma vez que acarreta grandes custos de gráfica” embora só o vendam pela módica quantia de um euro.
    A escolha do nome do boletim – Contos e Ditos – baseou-se “naquilo que ele quer transmitir para quem o lê, os contos das crianças, mas também os ditos dos idosos a quem a instituição dá resposta”, disse a mesma responsável.
    A saída do boletim é trimestral e este contém as actividades de todas as secções, os aniversariantes do trimestre, um espaço para entrevistas intitulado “A Entrevista Com”, passatempos, artigos técnicos sobre “o ser criança”, entre outros.
    A Festa de Natal de este ano teve a apresentação de João Carlos Costa e contou com a participação de todos os pais, funcionários e utentes a quem a instituição dá resposta ao nível de creche, jardim-de-infância, A.T.L., Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. O tema da festa foi a chuva e todo o espaço envolvente estava decorado com chapéus-de-chuva das crianças que frequentam a instituição.
    Na iniciativa esteve também presente o fundador do fórum Jetski, Sérgio Sena, que com o patrocínio da Yamaha Portugal e de todos os amantes da modalidade ofereceu roupa e brinquedos à instituição, assim como um baptismo de mota de água na praia da Foz do Arelho, para todos os utentes e colaboradores, assim que o tempo o permita.

    Ana Elisa Sousa
    asousa@gazetadascaldas.pt

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