Ana Todo Bom tem novas coleções de cerâmica

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Raquel e Ana Todo Bom. É a filha da ceramista que coordena as vendas através das redes sociais

Ceramista apostou em novas criações. Deixou as produções em massa e dedica-se com sucesso a novas formas e cores

A pandemia obrigou Ana Todo Bom a adaptar-se às novas regras de mercado. A ceramista, que possui o seu próprio ateliê na Lagoa Parceira, dedicava-se a produção de peças para os mercados medievais que se realizam de Norte a Sul do país. A pandemia fez encerrar estas realizações e a autora teve de parar a produção de peças utilitárias para os certames, o que a obrigou a percorrer outros caminhos.

Autora mudou a produção. Já não faz milhares de peças para eventos

Ana Todo Bom produzia peças para a loja que tem em Óbidos e também teve de repensar a produção que antes se dirigia aos turistas que também deixou de servir.
“Como tal, tivemos de nos voltar para o mercado interno”, contou a responsável, que, desde o primeiro confinamento, apostou forte no online, tendo passado a vender através das redes sociais.
A empreendedora contou com o apoio da família e amigos para poder superar as principais dificuldades que o confinamento obrigatório lhe representou.
Até à pandemia, Ana Todo Bom trabalhava “noite e dia” para 11 clientes a nível nacional para que nunca falhassem as peças utilitárias como as canecas para a cerveja nos medievais.

São muitas e coloridas as novas colecções desta ceramista que tem loja na Rua Direita em Óbidos. Esta última já reabriu ao público

“No total, já rondava as 100 mil peças por ano”, disse a ceramista, que reduziu a produção e passou a apostar em pequenas séries de peças utilitárias e decorativas, adaptadas às necessidades e ao gosto do mercado interno.
E como a cerâmica “é um mundo sem fim”, não lhe faltam ideias para criar peças com as cores da moda, apostando nas flores da primavera, propostas para casas de férias, entre muitas outras para a decoração dos lares, para interior e exterior.

Aposta agora em pequenas séries direcionadas ao mercado interno

Dos novos pratos para bolos, a saboneteiras para quem se dedica a cozinhar e a produzir sabonetes naturais, há de tudo um pouco sem esquecer que é possível personalizar, colocando detalhes que tornam as peças únicas, além de unir a faiança a outros materiais como a madeira. Há pratos com as frases que “as mães e avós nos diziam”, num sem fim de novas ideias que têm procura e que permitiram estabilizar a sua empresa.
“Já tinha em projeto muitas das peças, mas antes não havia tempo de as concretizar”, disse a autora, que está a assegurar cinco dos nove postos de trabalho.
Esta mudança de produção também permite à ceramista ter mais qualidade de vida, mesmo com as encomendas das suas peças de faiança a crescer para lojas em todo o país e clientes estrangeiros. ■