ArteFactory fica no Nadadouro e dedica-se à cerâmica e ao design

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Patrícia Ribeiro, Pedro Taveira, Rute Dias e Pedro Pacheco auxiliam artistas de vários países a concretizar projetos em cerâmica, resina e em metais

Há um atelier no Nadadouro onde artistas estrangeiros vêm concretizar projetos. E também tem produto

Pedro Pacheco é o responsável pela ArteFactory, um espaço de oficina, situado no Nadadouro, onde recebe artistas oriundos de Espanha, Cuba, Brasil e que dá resposta a encomendas de galerias e de museus de vários países.
“Vêm sobretudo muitos artistas de Espanha”, contou o autor, que frequentou o primeiro ateliê de modelação industrial nas Caldas em 1987. Já nos anos 1990 trabalhou para duas multinacionais americanas na área do controlo de qualidade.
Formou-se na António Arroio, em Lisboa, e acabou por vir estagiar para a Secla “pois era a melhor empresa de cerâmica de então”. Daí passou para o Cencal e esteve ligado aos vários cursos e aos projetos especiais que aliavam a cerâmica e a prototipagem.
Em 2020 saiu do Cencal e atualmente divide-se entre as aulas de cerâmica na Faculdade de Arquitetura de Lisboa, de onde é natural, e o espaço no Nadadouro. Recentemente deixou o centro de formação e agora dedica-se a tempo inteiro a este seu espaço, onde tem quatro colaboradores a tempo inteiro e mais dois que apoiam quando o trabalho assim o justifica.
Aos 56 anos, Pedro Pacheco conta à Gazeta das Caldas que o ateliê tem crescido em área e em equipamento e explica que neste espaço se desenvolvem vários projetos, tendo o coordenador mantido desde sempre uma ligação à cerâmica industrial, nas áreas da modelação e da prototipagem. Aos poucos, começaram a surgir artistas de vários países que lhe pedem para desenvolver os seus projetos no Nadadouro.
“Hoje em dia, os projetos com artistas internacionais têm 70% de peso na faturação”, contou o empreendedor, acrescentando que há um argentino que veio por uns dias e ficou três meses até vários artistas espanhóis que hoje já são “amigos da casa”. Vêm também autores da Holanda e da Alemanha.
São pessoas focadas com o objetivo de criar projetos de cerâmica que querem concretizar para apresentar (e vender) nas suas exposições.
“Por norma são apoiados por galerias ou fundações e vêm desenvolver um projeto artístico”, disse o responsável, que tanto pode desenvolver uma peça que custa 250 euros como já liderou propostas maiores a custar seis ou 12 mil euros. Tudo depende da proposta e dimensão.

Neste espaço oficinal são feitos projetos em cerâmica, resina e metais

Neste momento, tem três pessoas a tempo inteiro e a equipa pode duplicar consoante os projetos e os materiais.
A ArteFactory vai desenvolver coleções de artistas que lhe pediram, a título de exemplo, uma coleção de pratos assinados.
“Pretendo que os meus artistas vendam muito e que voltem!”, disse o responsável, que trabalha com poucos portugueses, tendo, ainda assim, desenvolvido uma proposta em resina para a artista Inês Brites.
Entretanto, Pedro Pacheco desenvolveu, com a equipa, novas linhas de peças. São floreiras e vasos de exterior que têm a assinatura da ArteFactory.